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Sobre um improviso de Marcel Keizer

Rui Gomes, em 06.08.19

lpg.jpgIndirectamente ou não, a desilusão, o espanto e a raiva (aos quais junto a preocupação) que tantos adeptos do Sporting deverão estar a sentir, nasceram de um improviso, não de John Coltrane como no poema, mas sim de Marcel Keizer, que chegou ao jogo da Supertaça com um onze inicial que havia provado cerca de zero vezes durante a pré-temporada leonina. O Sporting até entrou bem, mas estratégias destas não permitem erros ou falhas ou displicências na hora de visar o objectivo, neste caso, a baliza.

O resultado, 5-0 para o Benfica, não será, sejamos justos, fruto de se assumir que se tem menos armas que o adversário. Não será sequer fruto dessa nova estratégia, desse novo sistema, inteiramente inédito nas últimas semanas para os jogadores do Sporting. Mas será seguramente fruto daquilo que restou quando, ao intervalo, Bruno Lage desmontou a surpresa de Keizer: o problema do Sporting não foi improvisar, foi ser obrigado a ir à pauta e não saber ler.

E assim se arranca uma temporada, com um Benfica adulto, preparado, no qual, para já, não se notam as saídas. Com um FC Porto onde ainda há mais dúvidas que certezas (e com um teste de fogo já na quarta-feira para a Liga dos Campeões, frente ao Krasnodar) e com um Sporting, de momento, afundado por uma derrota pesada e, aparentemente,sem arte ou engenho para sair de apertos e desafios como os que o Benfica lhe colocou à frente na segunda parte da Supertaça. E com Bruno Fernandes, o farol de talento que tantas vezes mitigava a evidência de que o Sporting é um conjunto de jogadores mas não uma equipa, de saída e sem um sucessor à vista.

Excerto de uma crónica de Lídia Paralta Gomes, Tribuna Expresso, aqui.

publicado às 03:32

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2 comentários

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De Pelisca a 06.08.2019 às 07:39

Bom dia,

Desmontar o que é aqui escrito por esta senhora é ir ver a ficha do jogo porque com o sistema de 3 centrais
Sofremos tantos golos como a jogar com 2 visto que o golo de Grimaldo
É de livre directo onde o sistema não têm influência.

SL
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De João Gil a 06.08.2019 às 21:18

Isto de se repetir uma ideia até à exaustão depois parece mesmo verdade. Chamar improviso aos 3 centrais quando já várias vezes o Sporting jogou assim, com a diferença de que agora foi Neto (jogo inenarrável de mau) a fazer uma posição de falso central/lateral direito que antes já iLori tinha desempenhado em vários jogos, é um improviso dificílimo de encaixar para jogadores destes, pelos vistos.
Coates e Acuna estão de rastos, acabados de aterrar de voos intercontinentais e das suas seleções. Mathieu deu dois golos ao Benfica e fez um jogo do pior que já se lhe viu. Não podemos descartar ser um caso de veterania acelerada, o de Mathieu. Raphinha não acertou uma. Ninguém se lembra que temos um ponta de lança chamado Bas Dost e quase todos empurram todas as decisões de jogo para cima de Bruno Fernandes. Renan está numa ponta da baliza num livre dando quase a largura toda da dita para Grimaldo marcar à vontade. Keizer só fez asneiras e ficou impotente no banco sem tomar decisões com a equipa desesperadamente a afundar-se. Foi um festim de asneiras e más decisões. Safou-se Thierry que não merecia esta desgraça de jogo por parte dos colegas (e Bas Dost e Bruno Fernandes, por todas as razões) e todos os que não saíram do banco de suplentes, os não convocados, os dispensados, os vendidos e os não comprados. Essa coisa de andar a culpar o improviso é ajudar a safar os que não têm safa. A equipa devia estar ansiosa por jogar. A duração do jogo é o único momento em que está mesmo de folga e a salvo da crítica dos adeptos, que durante esse período de jogo ficam apenas em estado de estupefacção e portanto verdadeiramente sem capacidade de crítica.
Venha daí o jogo com o Maitimo, portanto.
Viva o Sporting, anyway, anywhere, anyhow!

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