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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Conferência de imprensa de antevisão ao jogo de hoje com o Vitória de Setúbal. Confesso que com o passar dos dias e dos jogos fico cada vez mais impressionado com o discurso de Rúben Amorim. Frontal, honesto - sem divulgar o que é do foro interno - e bastante pragmático no que diz respeito ao Sporting, à equipa que comanda e, em geral, ao futebol português.
“Temos um jogo para vencer. Somos o Sporting e temos ainda um objectivo importante. A derrota não teve impacto. Obviamente o ambiente não foi o mesmo mas tem mais que ver com a época estar a terminar. Acho que isso até afecta mais o jogador. Mas é bom que afecte o ambiente e que eles sintam a derrota. Espero uma boa resposta”.
“Já não trabalho com o Jorge Jesus há muito tempo. Não vai mudar o nosso planeamento, o que queremos fazer no plantel, aquilo que queremos implementar no Clube. Não é vantagem nenhuma ou desvantagem. É-me completamente indiferente quem é o treinador adversário. Nós temos um plano, uma ideia. O objectivo é sempre vencer. Muito mal estaríamos nós se algo em outro clube mudasse a nossa ideia. A vinda de um treinador não muda nada a nossa ideia, não mexe nada com o nosso trabalho”.
“Começámos com quatro pontos de atraso e o que nos fez ganhar jogos foi pensar jogo a jogo. O objectivo era melhorar, evoluir, não olhamos muito para a classificação - eu pelo menos não olho. A equipa não deve estar pressionada porque já recuperamos de uma desvantagem. Perdemos o último jogo, mas o futebol é assim, há sempre uma semana para renovar o ciclo de vitórias. Podemos começar algo novo a cada semana”.
“Podíamos ter feito melhor. Nem vou falar da situação de termos incluído jovens, saíram jogador, mudámos peças. Mas mesmo nesta situação podíamos ter jogado melhor. O que disse aos jogadores é que não podíamos arranjar desculpas. Nós tínhamos capacidade para vencer o jogo. Não fizemos aquilo que podíamos ter feito, mas sei que demos o máximo. O que quero frisar é que não há desculpas. Sabemos como estamos, mas podíamos ter ganho o jogo”.
“Estamos a criar poucas situações de golo. Uma equipa grande tem de criar mais. A culpa não é dos avançados, é do treinador. Mais tarde veremos o que podemos fazer no mercado. Eu tenho a minha ideia própria, mas não vou aqui partilhá-la porque ainda temos um objectivo importante, que pode ter muita influência no planeamento da próxima época. Mas a culpa não é dos avançados, é do treinador, que tem de arranjar mais maneiras de haver situações de golo”.
“Há jogadores têm determinadas características e eu tento adaptar a uma posição. Em relação aos jogadores eu vou vendo os sinais que eles dão. Não obrigo ninguém a adaptar-se porque fizeram isso comigo e eu sei que não funciona. Tem de ser uma opção do jogador também. Não faço nem deixo de fazer invenções, sou bastante básico. Passa por aí, ver se o jogador se adapta e parto por aí”.
“É muito grave. Temos grandes jogadores, grandes treinadores, clubes a crescer mas isto dá uma imagem péssima. E para atrairmos os melhores temos de ter uma liga competitiva e séria. Eu sou um grande defensor que os clubes devem pertencer aos sócios, é uma opinião muito pessoal, não enquanto treinador do Sporting. Porque depois aparece quem só se quer aproveitar dos clubes. Isto dá uma imagem péssima do campeonato”.
“Quando acabar a época vamos fazer a avaliação. Achamos que há algumas lacunas, até porque o plantel não foi construído por este treinador e pela sua ideia. Nós sabemos muito bem o que queremos. Vamos ver o que o mercado dita. Sabemos que podemos ter algumas propostas por jogadores. Logo vemos o que é possível fazer”.
“Os jogadores estiveram bem, mas cabe ao treinador melhorar o jogo da equipa. Temos muito por onde melhorar. Melhorar o modelo, melhorar a posse, arranjar mais situações de remate e de golo. Isso cabe ao treinador. Aos jogadores cabe perceber o espaço em que estão, entender os colegas. O treinador tem de os ajudar a evoluir muito porque ainda precisam de evoluir muito para sermos uma grande equipa”.
“O único intocável no Sporting é o Paulinho. Esse posso garantir que não sai por nenhuma proposta. De resto estou satisfeito com todos os jogadores e o mercado é que dita quem sai e quem fica”.
“Acalmou bastante, depois de um início de época complicado. Ajuda muito os jovens, é como se fosse o pai deles. Está a melhorar, a entender melhor o jogo, está a jogar numa posição em que tem mais bola e isso é novo para ele. É muito bom nas bolas paradas e faz a diferença. É um rapaz 5 estrelas, óptimo colega e um óptimo capitão”.
“É culpa é inteiramente do treinador, que não entende as qualidades dele. Jogamos de uma forma completamente diferente do último clube dele e dos outro treinadores que aqui estavam. O Jovane, por exemplo, adaptou-se bem à nova posição. Lembro-me de algumas situações de golo, por exemplo contra o Santa Clara. Se ele tem marcado se calhar já não estávamos aqui a falar dele. Também teve um toque, posso já dizer que não vai jogar. Não está apto. Tem de estar tranquilo e continuar a trabalhar”.
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