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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

O Futebol é um desporto para ser visto com a família e os amigos. Por vezes, os horários dos desafios de futebol quebram esta tradição e os preços dos bilhetes, por exemplo, também nem sempre ajudam a concretizar esta deslocação familiar aos estádios, tal como a qualidade dos espectáculos que nem sempre é motivadora.
Como vemos em Inglaterra, os jogos são televisionados, com receitas para os clubes muito generosas, mas sempre com estádios cheios e com espectáculos verdadeiros, para quem aprecia os "artistas da bola". Em Portugal, infelizmente, a televisão, os horários e a falta de qualidade tanto das arbitragens como dos jogos, leva a que tenhamos muitos jogos com assistências muito baixas, tornando as receitas de bilheteira e as inerentes receitas de publicidade cada vez menos importantes nos orçamentos, com todas as consequências na capacidade aquisitiva da maioria dos clubes.
Como se não bastasse tudo isso e a agravar esta situação (contribuindo também para este estado de coisas) temos espectadores de várias categorias, isto é, existem os espectadores que compram os seus bilhetes, ou pacotes anuais e as claques legais e ilegais (GOA-Grupos organizados de adeptos, assim designadas as claques).

Pergunta-se como é possível haver num estádio, num espectáculo pago, com a presença tanto de polícia como de segurança privada, algo como claques ilegais? Afinal quem vende esses bilhetes, quem financia os transportes, as refeições, as tarjas, etc?
Considero inteiramente inaceitável esta situação de toda a gente saber que existem, mas não se fazer nada. Os artefactos pirotécnicos são proibidos, mas eles lá estão e continuam a ser lançados nos diferentes estádios. Afinal, será que é necessário voltar a haver uma desgraça para que se tomem medidas?
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