De Leão XXV a 06.02.2026 às 00:29
Vitória muito sofrida, infelizmente, mas o Sporting prevaleceu contra um adversário que se esforçou mais hoje do que na segunda-feira contra o Braga. Se calhar levantaram-se outros “valores”, condizentes com as cores das suas camisolas alternativas…
Prevaleceu também contra uma arbitragem provocatória e retaliatória, devido à polémica nos Açores na eliminatória anterior. Bem tentaram levar o Sporting pelo menos aos penalties, mas falharam. O lance do penalty cometido pelo Vagiannidis não existe, porque há falta sobre o grego primeiro. O Bragança levou uma joelhada nas partes íntimas, falta anulada por um fora-de-jogo muito duvidoso. A realização só repetiu o lance depois da saída do Bragança, notando-se bem a dualidade de critérios da realização. Nunca se chegou a ver a linha do fora-de-jogo. Mais um golo do Suárez anulado por centímetros. Até um pontapé de canto foi revertido pelo VAR por centímetros! Deve ser inédito. Se isto não é uma provocação, não sei o que é. E depois há uma falta sobre o Geny, em que este é empurrado para fora do campo, branqueada pelos comentadores das televisões. Se vêm o “toque” do Vagiannidis, não vêm a obstrução ao Geny? Francamente!
Quanto à exibição, foi tão fraca como a assistência, menos de meia-casa num jogo dos quartos-de-final. Houve excesso de confiança e displicência contra um adversário fraco, mas decidido, e podia tudo ter descambado, até pela arbitragem sempre a meter o adversário dentro do jogo. O primeiro golo do AFS faz lembrar o golo do Nacional, com o AFS em inferioridade numérica a quase conseguir marcar. Se Hjulmand não parasse a bola com o braço, quase de certeza seria golo. A questão é como é que o jogador do AFS aparece ali sozinho, porque isto é recorrente. Estiveram mal Hjulmand, que foi para dentro da pequena área, e Kochorashvili, que ficou para trás nas covas. Não corrijam este posicionamento que não é preciso.
Aquele meiinho irritante junto à área do AFS deu frequentes perdas de bola que causaram contra-ataques perigosos, quando afinal o futebol não tem de ser tão rendilhado, como o provaram os bons golos do Luís Guilherme e do Geny. Hoje Suárez esteve muito perdulário, mas ainda bem que foi hoje que não teve influência no resultado, embora seja mau que tenha de ter feito 120 minutos. Prova de que Rui Borges esteve mal a elaborar o plano de jogo. Não era altura de colocar Nuno Santos, que não está ainda em condições de jogar um jogo desta importância e foi um a menos. Tal como Pedro Gonçalves que não acertou uma!
Salvou-se o resultado, mas fica claro que o Sporting não foi inteligente na abordagem à partida, pagando-o com mais 30 minutos em campo, e ainda por cima não podendo substituir o jogador mais importante da equipa nesta altura.