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A notícia sobre o processo Cashball já foi aqui ontem publicada e debatida, no entanto, abordamos novamente o tema caso os leitores ainda queiram contribuir com algo mais ao debate.

Começamos por transcrever as respectivas considerações de Miguel Braga, responsável pela comunicação do Clube, na Sporting TV:

"Oficialmente ainda não fomos notificados. É positivo, é bom que o Sporting não esteja envolvido em qualquer processo de corrupção, nem que seja alegadamente.

Mas isto não quer dizer que não estejamos expectantes em relação a outros processos de outros clubes, que estão em curso, e que em princípio, se as coisas decorrerem nos prazos normais da nossa justiça, nos próximos meses deveremos ter novidades".

Compreendemos muitíssimo bem ao que Miguel Braga se refere. Veremos o andamento dos processos e esperamos um desfecho num futuro não muito distante conforme à razão. Como sempre, contudo, no que concerne o futebol e a Justiça portuguesa, seria  prudente esperar bem sentado.

_____________________________________________________

No mesmo sentido do post, um breve excerto da crónica semanal de Bruno Prata, em Record, intitulada "Para além das buscas":

"A Luz já foi alvo de nove buscas, sendo que foram executados quatro mandados na mais recente, o que deu azo a que alguém gracejasse que, um dia destes, a PJ ainda iria descobrir o brinco de Vítor Baptista. Alguns dos factos em examinação datam de há cinco anos e decorrem investigações há cerca de três. Ninguém sabe como tudo acabará, mas não restam dúvidas algumas, por muito que isso custe a compreender a Capristano e a outros inexoráveis e catatônicos adeptos, que o Benfica nunca sairá (totalmente) a ganhar. Mesmo que a judicatura lhe venha a conferir a ausência de culpa, isso não lhe garantirá de modo algum a inocência nos juízos da ética e da respeitabilidade. Ficará para sempre com os proverbiais telhados de vidro que noutros fóruns e noutros tempos sobreviveram ao Apito Dourado… E isso, por si só, significa a perda de uma enorme vantagem...".

publicado às 04:19

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5 comentários

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De Rampante a 17.11.2020 às 09:39

De notar que apesar da maioria dos redatores deste Blog, à data, quererem ver BdC o mais longe possível do SCP, em relação a este caso sempre se escreveu com elevada duvida da ocorrência destes factos.
Não porque acreditássemos em BdC, mas porque todo o caso, desde o primeiro dia, mostrava demasiadas evidências de ter sido forjado.

MAS, tal como disse à data, a desorganização administrativa que se vivia no SCP, foi a grande culpada de termos visto o nome do SCP arrastado para a lama, pois aquando das buscas ao estádio foram encontrados 60.000€ em dinheiro, cuja justificação imediata, ninguém soube dar. Relembro que estes 60.000€ foram em tempos o único elo que poderia ligar o SCP a uma possível corrupção desportiva.
Tivesse o SCP uma organização interna minimamente capaz, jamais haveria tais quantidades de dinheiro não justificado espalhado pelas secretárias da Direção e assim sendo, a ligação do SCP a este processo teria morrido numa fase muito mais inicial.
Defendi à data e defendo hoje, que após esta descoberta, Carlos Vieira deveria ter-se demitido imediatamente, pois ele enquanto principal responsável financeiro, ou era incompetente ou era conivente em relação a esta situação e isso é inadmissível para qualquer responsável financeiro de topo.
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De Mike Portugal a 17.11.2020 às 12:24

Rampante,

Se bem me lembro, li algures que o Carlos Vieira ou o BdC (já não me lembro qual) falou sobre haver dinheiro vivo a circular em alguns empregados do clube, especialmente ao fim do dia (não sei com que objetivo, talvez depósitos noturnos) e que esse comportamento foi corrigido.

Estes €60.000 terão sido outra coisa qualquer que o Geraldes não colocou logo no banco. Comportamento altamente reprovavel e que dá azo a teorias da conspiração.

Mas ainda em relação a este processo, eu acho que a direção do SCP devia instaurar um processo a Paulo Silva, de forma a obrigar a investigar quem mandatou esse senhor a fazer isto (eu tenho uma desconfiança que tenha sido Paulo Gonçalves mas é apenas intuição e não tenho provas).
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De Rampante a 17.11.2020 às 13:34

Mike Portugal, o que Carlos Vieira e/ou BdC possam ter dito em relação a esse assunto, são apenas "desculpas de mau pagador".

Por exemplo:
Em relação às claques, não havia até 2017/2018 qualquer registo/suporte de pagamento de bilhetes. A auditoria supôs que alguns depósitos em numerário pudessem advir dai, dados os montantes, mas não existe documentos de suporte.
A partir de 2017/2018 foi criado um ficheiro excel para registar os movimentos entre clube e claques. Ora, como se sabe, um ficheiro excel não é nenhum documento de suporte válido, até porque é propicio à sua adulteração e/ou erro.
Estas entradas em caixa eram registadas como receita, mas sem qualquer suporte ou controlo.

Quanto ao comportamento ter sido corrigido, uma vez mais será questionável (para não dizer mentira).
A própria auditoria concluiu que:
"Tendo em consideração que o saldo inicial da rubrica de Caixa Bilhetes (30 de Junho de 2017) ascendia a 670.611 euros e que na época 2017/2018 foram efetuados dois depósitos no total de 1.298.321, a receita gerada na época em numerário terá ascendido a um mínimo de 627.710 euros."
Ou seja, existiu mais de 1 milhão de euros em "dinheiro vivo" referente à época 2017/2018 por um período altamente alargado, já que apenas se verificaram 2 depósitos bancários (com datas curiosas acrescento, mas isso é outro assunto)!

Por fim, a auditoria também concluiu categoricamente:
"No período em apreço, o Sporting Clube manteve por períodos muito alargados, montantes de numerário significativos (que chegaram a ultrapassar 1.000.000 euros), sem serem depositados em bancos. Este procedimento é totalmente contrário às boas práticas de gestão. Este procedimento dificulta significativamente o controlo de tesouraria e proporciona o seu uso indevido.." ^

O que em conjunto com:
"O sistema de suporte e controlo da receita (em particular da receita em numerário), envolve processos e actividades administrativas e interfaces não automáticos, que potenciam o risco de revenue assurance e de correcta contabilização da receita. Recomendamos que este processo seja urgentemente objecto de uma auditoria detalhada e equacionada a oportunidade de implementação de sistemas informáticos para suporte e controlo das operações de venda, cobrança e deposito da receita relacionada com a venda de bilhetes de eventos desportivos."


Resumindo:
A gestão de receitas e controlo de numerário era baseado na boa-fé de todos os intervenientes, desde funcionários a diretores, sem qualquer controlo ou suporte documental.
E não estamos a falar de "ostões, mas sim de milhões!!!
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De João F. a 17.11.2020 às 14:00

Caro Rampante,

Resumindo, pode-se concluir que em Alvalade e durante esse período, cada um serviu-se como quis e como pôde! Depois da sua explicação, facilmente se chega à conclusão que foi dessa forma que o pastor da seita arranjou 3,3 milhões de euros para pagar ao Fisco e à Segurança Social depois de ter sido destituído, conforme foi anunciado posteriormente pela CS.

https://tribunaexpresso.pt/revista-de-imprensa/2019-02-19-Fisco.-Bruno-de-Carvalho-paga-dividas-de-tres-milhoes
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De Rampante a 17.11.2020 às 17:52

Caro João F.
não faço a mínima ideia se BdC se serviu ou não desses montantes, o que sei é que são montantes demasiado elevados para terem como garantia de segurança apenas a boa-fé de direção e funcionários.

Ora, eu acredito na boa-fé de todos, mas também acredito que perante dificuldades e desespero até a mais inocente das pessoas pode ceder a comportamentos menos éticos.

Veja-se o seguinte exemplo:
A responsabilidade de recolha do dinheiro das claques era do OLA, que depois tinha a responsabilidade de o entregar ao clube.
Não havia qualquer documento de quitação, levantamento e/ou entrega de valores.
Questiono: o que impedia o OLA de numa recolha de por exemplo 100.000€, entregar ao clube só 90.000€ e num acto de desespero utilizar 10.000€ para pagar um qualquer imbróglio em que estivesse metido?

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