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Sporting reuniu 22 clubes em Alvalade

Rui Gomes, em 22.01.14
 

 

 O Sporting reuniu 22 dos 32 clubes de futebol profissional em Alvalade, na terça-feira, para ouvir as propostas de alterações à legislação desportiva, que já foram apresentadas pelo Clube junto da Assembleia da República e da Federação Portuguesa de Futebol, e congregar os clubes em torno das mesmas.

 

Não lemos o muito extenso documento, salvo alguns extractos publicados nos espaços noticiosos, mas deu para ficar com a ideia que apesar de ser uma excelente iniciativa por parte do Conselho Directivo do Sporting, que o que está a ser proposto, em volume e em contexto, pode ser equiparado a uma autêntica revolução à legislação desportiva vigente e, por assim ser, ou parecer, dificilmente as medidas, ou pelo menos todas as medidas, serão aprovadas, por unanimidade, pelos 32 clubes que constituam as duas ligas profissionais de futebol. 

 

A confirmar esta suspeita, regista-se a postura de alguns clubes que nem dignificaram a iniciativa do Sporting com a sua presença na reunião, que durou cerca de quatro horas: FC Porto, SC Braga (inevitavelmente seguindo as ordens do mestre), Académica de Coimbra, Olhanense, Portimonense, Paços de Ferreira e Belenenses, entre outros. O Benfica fez-se representar por um advogado.

 

Entre os presentes, Júlio Mendes, o presidente do Vitória de Guimarães que elogiou o Sporting pelo bom trabalho levado a cabo que, no seu entender, deveria ter sido feito pela Liga de Clubes:

 

«Foram abordadas matérias que nos preocupam e o Sporting tomou a iniciativa de fazer o trabalho de casa e convidar os clubes a discutir os diplomas que regem a sua actividade. Como queremos ser parte da solução para o futebol nacional, tínhamos de estar presentes e louvar o que é construtivo. Isto foi uma demonstração cabal de que algo está mal. Esta discussão não deveria ter acontecido aqui em casa do Sporting, mas sim em sede própria, ou seja, na Liga dos Clubes. Não é o fim da Liga, mas quanto ao seu presidente, não sei. Vários assuntos mereceram consenso, como a questão do IVA aplicável a todos os clubes. Aí, foi unânime e não houve nenhum ponto discordante. As divergências foram de pormenor. Há que valorizar o trabalho que temos agora pela frente. Não estranho a ausência de ninguém. Quem não esteve que fale disso. Eu estou muito satisfeito por participar num grupo tão grande para discutir o que é urgente para o futebol português.»

 

Além da questão do IVA, já referido pelo líder vimarense - é pretendido que seja reduzido ao nível dos espectáculos de música para 13 por cento -  algumas das propostas visam o aumento da protecção dos clubes formadores, uma maior profissionalização da arbitragem e transparência no processo de nomeação e classificação dos árbitros, o alargamento das competências dos assistentes de recintos desportivos e a regulamentação das apostas on-line como fonte de receitas desportivas.

 

Um assunto que vai ser alvo de debate aceso nos próximos tempos.

      

publicado às 04:19

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6 comentários

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De Lionheart a 22.01.2014 às 08:58

O Paços de Ferreira creio que esteve presente. Já os clubes do Algarve, a Académica e o Belenenses (cuja SAD é liderada pelo portista Rui Pedro Soares) estão na órbita do Porto, tal como o Braga, por isso não surpreende que não tenham lá estado. Já o Benfica, tudo o que não diga respeito aos árbitros ou à Benfica TV não lhe interessa, logo mandou uma funcionária só para saber o que se passa.

Esta iniciativa tem pelo menos o mérito de fazer ver quem é quem no futebol português. E lamenta-se que a Liga nunca tenha tido uma visão de conjunto em prol da competição, tendo sido sempre instrumentalizada por um dos "eucaliptos", em especial pelo Porto.
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De Rui Gomes a 22.01.2014 às 13:01

A informação disponível é muito escassa e foi noticiada de forma diferente pelos órgãos noticiosos. Acho que foi o presidente do Arouca que referiu o Paços de Ferreira, mas não tenho a certeza.

Quanto ao resto, não surpreende, porque é assim que o futebol português funciona e difícil será alterar o estado das coisas.
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De L a 22.01.2014 às 11:24


Como é que é possível que a entrevista do papa para segurar um treinador, que todos estavam à espera e pelo caminho ainda mandou calar alguns comentadeiros, tenha dado mais que falar? No Sporting ainda há pouco tempo, numa situação similar, deixámos queimar o Domingos Paciência e ainda permitimos que o Barroso prosseguisse com a sua agenda. Se já é complicado para direcções com várias décadas, vou ficar à espera da nova constituição do futebol português e dos árbitros. E já agora alterações à principal fonte de financiamento do negócio, os direitos televisivos. Sentado.
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De Anónimo a 22.01.2014 às 12:23

Bravo, Rui, por ter finalmente abordado este importante tema. Desde a data da publicaçãpo do primeiro artigo e da entrevista a BdC no Expresso sobre o que o Sporting tinha transmitido aos deputados, já há semanas, que estranhava o vosso silêncio, já que normalmente não deixam escapar uma do presidente....

Pertinente de facto o comentário sobre as poucas hipóteses...mas é como tudo, se ninguém dá a pedrada no charco...

Como o Mandela terá dito "parece sempre impossível...até ser feito". Creio que lançando boas ideias (admitindo que as são) para o debate, alguma coisa acaba por pegar...esperemos para ver.

Eu nem esperava 22 clubes para começar a discussão...
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De HY a 22.01.2014 às 12:26

Rui, não sei o que fiz para o meu comentário ter saído assinado anónimo. Foi um erro Assumo sempre o que escrevo.
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De Rui Gomes a 22.01.2014 às 12:54

Por vezes o sistema falha.

Há duas razões fundamentais para o assunto não ter sido previamente abordado: primeiro, porque entrevista ou não do presidente - tem dado tantas - muito pouco foi revelado, concretamente, sobre o que estava a ser proposto, além de ser um documento muito extenso. Segundo, só agora pela reunião com os clubes atingiu significado mais real e significante. Garanto-lhe que até este ponto, até a vasta maioria de sportinguistas não levou a inicitiva a sério.

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