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O Sporting apresentou esta quarta-feira recurso ao castigo de um jogo aplicado a Radosav Petrovic pelo Conselho Disciplina (CD) da FPF, para que este seja despenalizado e esteja disponível para defrontar o FC Porto na sexta-feira.

Confesso que este recurso vem como uma grande surpresa para mim, porque sempre entendi que decisões deste cariz não eram passíveis de recurso. Será, porventura, um novo regulamento da FPF e, pelos vistos, já com um precedente de registo.

 

Mas, começando pelo princípio, o recurso do Sporting é assente no entendimento de que Petrovic não cometeu qualquer infracção no lance em que viu o cartão vermelho no jogo com o Moreirense, e no precedente aberto com a despenalização do jogador do Vitória de Guimarães B, Dénis Duarte, que foi expulso na primeira jornada da 2.ª Liga, na partida com o Varzim, em 6 de Agosto de 2017, pelo árbitro Bruno Rebocho, que lhe exibiu dois cartões amarelos, aos 54 e 59 minutos, o primeiro dos quais por uma falta que não cometeu. Suspenso por um jogo pelo CD, o Vitória de Guimarães recorreu da decisão, apresentando um vídeo para demonstrar que o seu jogador não tinha cometido a falta que levou à amostragem do primeiro cartão amarelo por parte do árbitro.

O CD enviou o vídeo para o árbitro Bruno Rebocho, o qual, perante as imagens, admitiu ter-se equivocado, admissão essa que levou aquele órgão disciplinar a dar razão às pretensões do Vitória de Guimarães e a retirar a sanção, o que permitiu a Dénis Duarte defrontar na jornada seguinte a Oliveirense.

No caso de Petrovic, o Sporting entende que este não cometeu qualquer falta sobre o jogador Zizo, do Moreirense, razão pela qual o segundo cartão amarelo que lhe foi exibido, aos 61 minutos do jogo, pelo árbitro Tiago Martins, não se justificava e constituiu um erro grave.

O Sporting espera que o Conselho de Disciplina, na reunião prevista para quinta-feira, analise o recurso e tome a decisão de despenalizar o futebolista sérvio, para que este possa defrontar, caso Jorge Jesus assim o entenda, o FC Porto, na sexta-feira, em jogo da 25.ª jornada.

 

Apesar da FIFA evitar intervir em competições domésticas, face às circunstâncias, não posso senão reflectir sobre o parecer do organismo que superintende o futebol mundial.

 

publicado às 04:26

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27 comentários

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De R. Ribeiro a 01.03.2018 às 14:59

Só para concluir, e no seguimento do exposto anteriormente, quando se diz que os árbitros são humanos e que, portanto, erram como qualquer outro. Quando eu me engano a pôr a água no esparguete, não prejudico ninguém, quando um juiz erra a entregar uma sentença a alguém, geralmente, inocentes podem ir parar à prisão. Ora, neste tipo de argumento, a quem devemos retirar a maior responsabilidade, a mim ou a um juiz? O árbitro, quando se engana numa decisão em campo, prejudica um clube que gasta/investe milhões na contratação de uma equipa, independentemente do volume da equipa. Se esse árbitro erra numa decisão, expulsa um jogador inocente e a equipa perde, devemos manter o argumento de que os árbitros são apenas humanos e que também erram? E se essa equipa perde o campeonato apenas por esse deslize? Todo o resto da temporada foram perfeitos, ganharam todos os jogos, a par com a segunda classificada, mas que teve essa má decisão do árbitro que veio a entregar o campeonato ao rival? Continuamos a defender esse argumento? Gostaria de expor mais uma coisa. Se não fossemos inteligentes o suficiente para saber que a tecnologia está cá para nos ajudar, ainda plantávamos batatas com as mãos, corríamos para os trabalhos e escrevíamos à mão, por tudo o resto foi facilitado e melhorado pela tecnologia. Porque é que não devemos deixar a tecnologia também ajudar um árbitro a melhor ajuizar uma partida? Porquê tanta resistência a esta evolução no futebol?!?!? Interesses privados! É melhor deixarmos os árbitros, com laços afectivos aos clubes, ajuizar partidas decisivas de um rival subjectivamente em detrimento de ser obrigado a recorrer a tecnologias e meios que impeçam esse tipo de juízos subjectivos. Se olharmos para o outro lado do Atlântico (sim, sairmos da pequenez deste campeonato), temos uma NFL que já usa estas tecnologias num desporto jogado apenas pelos americanos e com imensas provas dadas. Não é por isso que o desporto é menos bonito ou desinteressante. No entanto, um desporto que está espalhado pelos 4 cantos do mundo e consideramos ser inadmissível termos a ajuda tecnológica nos juízos dos árbitros... Eu sei que é difícil deixar de existir a hegemonia que imperava em Portugal em que o campeonato apenas se disputava entre 2 equipas, através de quem era mais manhoso a influenciar árbitros e dirigentes. Agora não é que não seja possível, apenas se tornou mais difícil e de forma muito menos directa, sendo sobre aqueles que mais poder de decisão sobre o resultado tinham. Terei o maior gosto em ver uma Liga a ser disputada a mais do que 3 clubes, sem dúvida. Mas isto é impensável para certos outros adeptos. E não é por uma questão do Petrovic ser um jogador indispensável para a equipa porque mal jogou este ano, mas é uma questão de ética não sermos os mansos que são constantemente roubados à frente de todos e que deixam que isso aconteça enquanto que o resto se ri.

Resumindo, o jogador do Moreirense faz-se à falta. Ninguém foi na cantiga. O 4º árbitro intervém de forma prejudicial e sem legitimidade de causa. Os árbitros devem ser responsabilizados pelas suas decisões. E existe, sim, prejuízo num erro humano do árbitro. Que se deixe de usar este argumento enquanto ainda vão a tempo, porquanto no ano passado nunca havia problemas com os árbitro e este ano, tanto RV como SC já souberam criticar arbitragens. Agora vêm dizer que não existe prejuízo num erro humano do árbitro. Não há, mas é sempre para os outros.

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