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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Luisito pressente como poucos o sangue nas áreas, fareja a perturbação e castiga. O pobre Chevalier que o diga, impotente perante o remate de pé direito (depois de um canto aparentemente perdido) e o cabeceamento colocadíssimo (em recarga) do leão contratado ao Almeria.
Um achado, senhores.
A tendência destes dias perigosos, tumultuosos, passa por relativizar as regras do passado e sabotar o presente. Luis Suárez não alinha em jogos florais e não entra na lufa-lufa de versículos incendiários.
O homem só pensa em estar no sítio certo, à hora marcada, de passo acertado e compenetração nórdica – uma prova mais do globalismo neste mundo da bola.
Não sei se é superior ou não ao antecessor. O viking de músculos e arrancadas deixou 97 golos em pouco mais de 100 jogos, herança mais envenenada do que uma mansão hipotecada deixada à família por um burguês afogado em dívidas.
Suárez é distinto, isso é. Diria, de resto, que a mera existência desta dúvida (Suárez ou Gyokeres?) é a prova maior da qualidade do sul-americano. Rápido, incisivo, tecnicamente capaz, pouco dado a lesões, uma invenção fenomenal do scouting verde e branco.
Chegará aos números de Viktor? Andará perto. E, possivelmente, com mais influência no ataque organizado de Rui Borges, com mais toques na bola, mais participação, mais coordenação com Trincão & companhia.
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