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A época 2013/14 em números

Rui Gomes, em 13.05.14
 

Os números não contam a história toda de uma época desportiva, mas revelam muito e são de enorme importância para quem dirige uma equipa de futebol, quer no campo ou na secretaria. Querendo, é possível fazer um "breakdown" até ao mais pequeno detalhe, mas para o efeito do que considero ser de maior interesse para os adeptos, limitei esta análise às disposições mais fulcrais.
 
Começamos, portanto, pela já bem conhecida Classificação Geral:
 
* 30 jogos - 20 vitórias - 7 empates - 3 derrotas / 54 Golos Marcados (1,8/jogo) - 20 Golos Sofridos (0,66/jogo) = 67 pontos - 2.º lugar.
 
Registo de jogos em casa:
 
* 10 vitórias - 4 empates - 1 derrota / 28 Golos Marcados (1,86/jogo) - 7 Golos Sofridos (0,46/jogo) = 38 pontos. 
 
Registo de jogos fora:
 
* 10 vitórias - 3 empates - 2 derrotas / 26 Golos Marcados (1,73/jogo) - 13 Golos Sofridos (0,86/jogo) = 36 pontos.
 
Neste capítulo, o que mais se evidencia, pelo menos positivo, é o número de empates em casa (4), mais um do que fora, e apenas mais dois golos marcados em casa.
 
* O registo indica 33 golos marcados e 9 sofridos durante a Primeira Volta.
 
* O registo indica 21 golos marcados e 9 sofridos durante a Segunda Volta.
 
* O que este registo não evidencia à primeira vista, é que os 33 golos foram marcados até à 13.ª jornada (média 2,53/jogo), e que da 14.ª à 30.ª, apenas 21 foram marcados (média 1,23/jogo). Não por mera coincidência, Fredy Montero marcou os seus 13 golos na Liga até à 12.ª jornada, o último, no dia 8 de Dezembro de 2013, na vitória sobre o Gil Vicente, por 2-0.
 
* O Sporting realizou 15 jogos sem sofrer golos, entre vitórias e empates: 7 vitórias em casa / 5 vitórias fora / 2 empates em casa / 1 empate fora.
 
* O Sporting realizou 5 jogos sem marcar golos, entre empates e derrotas: 2 empates em casa / 1 empate fora / 1 derrota em casa / 1 derrota fora.
 
* O Sporting realizou 9 jogos em que marcou apenas 1 golo: 3 vitórias em casa / 2 vitórias fora / 2 empates em casa / 1 empate fora / 0 derrotas em casa / 1 derrota fora.  
 
Os 54 golos marcados surgiram no seguinte timing:
 
1-15 minutos de jogo: 6
16-30 minutos de jogo: 8
31-45 minutos de jogo: 6
 
46-60 minutos de jogo: 11
61-75 minutos de jogo: 12
76-90 minutos de jogo: 11
 
Como é evidente, o Sporting marcou mais 14 golos nos segundos 45 minutos de jogos, quase por igual em cada segmento de 15 minutos.
 
Os 20 golos sofridos surgiram no seguinte timing:
 
1-15 minutos: 4
16-30 minutos: 3
31-45 minutos: 3
46-60 minutos: 3
61-75 minutos: 4
76-90 minutos: 3
 
Excelente performance pelo Sporting neste capítulo, com regularidade máxima. Não existe diferença alguma entre os primeiros 45 minutos de cada jogo e os segundos 45. Vai longe para explicar a razão de ser a segunda equipa com menos golos sofridos no campeonato e somente com mais 2 do que o campeão. Aqui, na minha opinião, evidencia-se o melhor da organização de jogo orquestrada por Leonardo Jardim.
 
Apenas os três "grandes" ultrapassaram a marca dos 50 golos, com o mais próximo, com 43 golos, o 5.º classificado Nacional. No total da Liga, os 16 clubes participantes marcaram/sofreram 569 golos, que representa uma boa média de golos sofridos/jogo de 1,18, mas uma muito baixa média de golos marcados/jogo.
 
Creio que defensivamente não se pode exigir mais deste Sporting, já o mesmo não poderá ser dito do ataque: 5 jogos sem marcar, e 9 a marcar apenas 1 golo, é negativo, não obstante a classificação final e a proximidade em golos marcados ao Benfica (58) e ao FC Porto (57).
 

publicado às 06:32

 

É esta a questão que fica no ar perante as recém-declarações de Jorge Nuno Pinto da Costa, o incontornável líder do FC Porto, instado a comentar a época do seu clube:

 

«Fala-se de uma má época da nossa parte mas, curiosamente, no passado aquele que tudo indica vai ser o campeão deste ano não ganhou nada mas fez uma época muito boa. O nosso outro adversário de Lisboa fez uma época extraordinária e não vai ganhar nada. Nós, na época má, depois de termos vencido a Supertaça, temos fé que poderemos vencer a Taça de Portugal e temos esperança de poder vencer, igualmente, a Taça da Liga.»

 

Ou terá William Shakespere razão quando disse:

 

«As palavras são como os patifes desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornaram-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho razão.»

 

 

publicado às 03:40

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