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O 25 de Abril no Jamor

Leão Zargo, em 25.04.20

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A fotografia refere-se à final da Taça de Portugal que o Sporting e o Benfica disputaram em 9 de Junho de 1974 num ambiente invulgar e provavelmente irrepetível. Pouco tempo antes tinha-se verificado o 25 de Abril e os adeptos do futebol festejaram a Revolução dos Cravos no Estádio Nacional. Helicópteros sobrevoaram o recinto e lançaram cravos sobre a multidão. Os jogadores entraram em campo em clima de festa.

Naquele dia o relvado foi invadido várias vezes por espectadores. Quando se marcava um golo e, por fim, quando o jogo terminou. A final foi muito disputada, verdadeiramente épica. O Benfica esteve à frente do marcador, mas Chico Faria empatou a dois minutos do fim. Outro sportinguista, Marinho, marcou aos 107 minutos do prolongamento. Ao título de Campeão Nacional em 1973-74, a equipa leonina juntou a Taça de Portugal.

publicado às 02:34

 

Comitiva do Sporting no aeroporto de Frankfurt 25.

 

O Sporting defrontou em Magdeburgo, então República Democrática Alemã, nas meias-finais da Taça dos Vencedores das Taças em 24 de Abril de 1974. O regresso a Portugal estava previsto para o dia seguinte, 25 de Abril. A viagem não se realizou como estava previsto pois o aeroporto de Lisboa permanecia encerrado em consequência da Revolução dos Cravos.

 

A comitiva ficou retida no aeroporto de Frankfurt de onde voou para Madrid, para depois viajar de autocarro até à fronteira do Caia. Impossível, as fronteiras estavam fechadas e foi necessário encontrar alojamento em Badajoz. Era grande a preocupação, havia notícias na imprensa internacional de mortes e feridos em Lisboa. Os telefonemas eram difíceis.

 

O presidente João Rocha através de contactos com militares do Movimento das Forças Armadas conseguiu desbloquear a situação. Finalmente, lá veio a autorização de entrada no país, mais de quarenta horas depois da eliminatória em Magdeburgo. Mas, ainda bem a tempo de jogar (e vencer) dois dias depois com o Belenenses para a Taça de Portugal.

 

Na fotografia, a comitiva leonina no aeroporto de Frankfurt no dia 25 de Abril de 1974.

 

publicado às 13:00

Fotografia com história dentro (95)

Leão Zargo, em 29.04.18

 

Magdeburgo SCP no aeroporto de Frankfurt.jpg

 

Quarenta horas de viagem de Magdeburgo até Lisboa…

 

 

No dia 24 de Abril de 1974 o Sporting CP defrontou em Magdeburgo, então na República Democrática Alemã, a equipa da casa nas meias-finais da Taça dos Vencedores das Taças.

 

Um jornal português noticiou que no dia seguinte, 25 de Abril, os leões viajariam para Portugal desde Frankfurt, mas a viagem de regresso não se realizou como estava previsto. Isto, porque não havia voos para Portugal pois o aeroporto de Lisboa estava encerrado em consequência da Revolução dos Cravos. Depois de muitas horas de espera em Frankfurt, a comitiva viajou de avião até Madrid, com a intenção de entrar em Portugal de autocarro através da fronteira do Caia. Impossível, as fronteiras estavam fechadas e foi necessário encontrar alojamento em Badajoz. Houve quem dormisse no próprio autocarro.

 

Era grande a preocupação entre todos na comitiva porque a BBC noticiou haver milhares de mortes e inúmeros feridos em Lisboa. Em Espanha também se falava em mortes. Os telefonemas eram difíceis. Entretanto, o presidente João Rocha através de contactos com militares do Movimento das Forças Armadas tentava desbloquear a situação. Constou que chegou a falar com o General Spínola.

 

Finalmente, lá veio a esperada autorização. A comitiva entrou em Portugal apenas no dia 26 de Abril, mais de quarenta horas depois da eliminatória em Magdeburgo… mas ainda bem a tempo de jogar dois dias depois com o Belenenses para a Taça de Portugal!

 

(Na fotografia, a comitiva leonina no aeroporto de Frankfurt quando aguardava o voo para Madrid)

 

publicado às 14:53

Uma viagem atribulada

Leão Zargo, em 24.04.18

 

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Em 24 de Abril de 1974 o Sporting defrontou em Magdeburgo, na então República Democrática Alemã, a equipa da casa para as meias-finais da Taça dos Vencedores das Taças. Um jornal português noticiou que no dia seguinte, 25 de Abril, os leões viajariam para Portugal desde Frankfurt. E acrescentou que “a chegada está prevista para as 16.05 horas”. Nada disso, houve em Portugal a Revolução dos Cravos e com as fronteiras e os aeroportos encerrados o regresso verificou-se mais de 40 (quarenta!) horas depois do jogo em Magdeburgo.

 

É a história da “fotografia com história dentro” do próximo domingo!

 

publicado às 13:00

Fotografia com história dentro (58)

Leão Zargo, em 06.08.17

 

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Um jogo de enganos

 

Em 31 de Março de 1974 disputou-se um Sporting – Benfica que é irrepetível. Alguns minutos antes do apito inicial do árbitro, Marcello Caetano, o Presidente do Conselho de Ministros, dirigiu-se à tribuna presidencial do Estádio de Alvalade acompanhado por João Rocha e Borges Coutinho, presidentes do Sporting e do Benfica, e Veiga Simão, Ministro da Educação Nacional. A multidão, calculada em 60 000 espectadores, tributou-lhe uma enorme ovação.

 

O antigo primeiro-ministro considerou que a ida a Alvalade era um teste político. Poucos dias antes, em 16 de Março, tinha-se verificado a sublevação do Regimento de Infantaria 5, nas Caldas da Rainha, e a marcha militar sobre Lisboa que obrigou Marcello a refugiar-se num quartel militar em Monsanto. No seu livro “Depoimento”, publicado em 1974, ele refere que ficou descansado pelo ambiente no Estádio, para além de que “as informações que chegavam ao governo também garantiam sossego geral e apoio ao regime”.

 

Afinal, saber-se-ia depois, tratou-se de um jogo de enganos. O Sporting mesmo tendo perdido por 5-3, conquistou o título de campeão, e a vitória do Benfica não foi decisiva nas contas finais. Para além de se ter falado durante a semana de um árbitro estrangeiro que afinal não houve. E Marcello Caetano, apesar de se ter convencido de que não corria o perigo de um golpe militar, menos de um mês depois estava confrontado com a Revolução do 25 de Abril. Um jogo de enganos!

 

publicado às 12:09

Fotografia com história dentro (43)

Leão Zargo, em 25.04.17

 

Final da Taça de Portugal 1973-74.jpg

 

O 25 de Abril no Jamor

 

O Sporting e o Benfica disputaram uma final da Taça de Portugal em 9 de Junho de 1974 num ambiente invulgar e irrepetível. Pouco tempo antes tinha-se verificado o 25 de Abril e os adeptos do futebol festejaram a Revolução dos Cravos nas bancadas e no relvado do Jamor.

 

Helicópteros sobrevoaram o recinto e lançaram cravos vermelhos sobre a multidão. Os jogadores entraram em campo em clima de festa. O general António Spínola, presidente da Junta de Salvação Nacional, chegou à tribuna do Estádio Nacional ao som de ‘Grândola Vila Morena’. O primeiro-ministro Adelino da Palma Carlos convenceu os presidentes do Sporting e do Benfica, João Rocha e Borges Coutinho, a abraçarem-se em nome da Liberdade e a reactivarem as relações institucionais entre os dois clubes interrompidas desde 1961 pelo diferendo sobre Eusébio.

 

Naquele dia o relvado foi invadido várias vezes por espectadores. Quando se marcava um golo e quando o jogo terminou. A final foi disputadíssima, verdadeiramente épica. O Benfica esteve à frente do marcador, mas Chico Faria empatou a dois minutos do fim. Outro leão, Marinho, marcou aos 107 minutos do prolongamento. Ao título de Campeão Nacional em 1973-74, o Sporting juntou a Taça de Portugal.

 

publicado às 08:28

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