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Considerações de Abrantes Mendes sobre o momento do Sporting, em entrevista à Rádio Renascença, na ressaca da actuação de Octávio Machado ontem à noite na CMTV, e em antecipação do que o próprio Bruno de Carvalho terá para dizer, esta quinta-feira à noite, na Sporting TV. Um presidente que não consegue estar mais do que dois dias calado e, invariavelmente, muito imponderado nas suas considerações.

 

Mas... é o que temos na nossa "casa" nesta altura, e não há voltas a dar. Só os eventuais resultados desportivos, ou seja, maus resultados, poderão resolver este dilema, e nesse cenário serão o Sporting e os sportinguistas a sofrer, lamentavelmente.

 

Eis o que o antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral teve para dizer:

 

«O problema do Sporting é um problema muito mais profundo, ainda para mais acentuado pelo tempo há que não se ganha. Eu acho que a primeira coisa que o Sporting tem de fazer, seja qual for o presidente, é congregar. Ter uma ideia e uma estrátégia e congregar. Não começar aos tiros nos pés e em todas as direcções.

 

A presidência teria de ser naturalmente firme, com uma ideia bem definida, própria e com um sentido de querer muito acentuado, e com uma equipa de dirigentes forte, sabendo o que quer, bem situada transversalmente em toda a sociedade. Não é por qualquer razão que o último grande presidente do Sporting se chama João Rocha, que tinha todos esses predicados. Não critico este presidente, critico todos. Há sempre queixas, divisões, há sempre isto e aquilo.

 

A pré-temporada tem sido decepcionante. Não me tem impressionado, os resultados assim o indicam. Muito embora eu não dê grande importância a estes jogos de pré-temporada, reconheço que é sempre bom ganhar. Penso que estamos sobretudo em época de experiências e que, por força da entrada de tantos jogadores no plantel, é normal e natural que o treinador do Sporting queira fazer as suas experiências e que tente ver quais os melhores jogadores para os melhores lugares.

 

Sinto muita curiosidade quanto ao que ainda vai acontecer ao plantel, principalmente a jogadores que estão a ser muito cobiçados como Gelson Martins, William Carvalho e Adrien Silva. Eu gostaria que ficassem, mas penso que em função da quantidade de aquisições e do dinheiro que tem sido gasto, algum deles vai ter de sair, porque o dinheiro não dá para tudo.

 

Isso preocupa-me, porque são três jogadores perfeitamente inseridos na estrutura da equipa, o que dá logo estabilidade, e juntamente com alguns dos jogadores que entraram agora, penso que o Sporting faria uma equipa forte. Agora, se eles saírem, há automatismos e conhecimento entre os jogadores que têm de ser garantidos e isso leva o seu tempo».

 

publicado às 18:34

O que dizem eles

Rui Gomes, em 21.03.16

 

Sérgio Abrantes Mendes - antigo presidente da Assembleia Geral do Sporting e candidato à sua presidência - em declarações à Rádio Renascença, não atribui muita importância ao "incidente" entre Slimani e Jorge Jesus, no jogo do Arouca, preferindo focar a pressão que ele considera que o Benfica está a sentir neste momento:

 

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«Não vamos arranjar uma tempestade num copo de água. Nenhum jogador gosta de ser substituído, mas o importante é pensar no grupo.

No jogo com o Boavista, o Benfica deu indicações que está a começar a sentir a pressão, está a fraquejar. O Sporting é a equipa a mais forte e a que pratica futebol de qualidade».

 

O problema é que no conjunto das circunstâncias, estar a praticar futebol de qualidade poderá não ser o suficiente para atingir a meta ambicionada. Pontos foram desperdiçados, que teriam permitido, nesta altura, uma situação de vantagem, e forçar o Benfica a correr atrás do prejuízo. 

 

 

José Augusto acompanha, como é natural, o clube do seu coração e que representou durante dez anos. Como muitos outros adeptos que assistiram ao jogo deste domingo, no Bessa, já estava a contar com o empate:

 

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«Era uma altura em que já daríamos como certo o empate. O golo de Jonas foi um alívio bastante grande. Ele tem sido o homem que leva a equipa às costas, sem dúvida nenhuma.

 

O Benfica foi pouco criativo e teve dificuldades em criar situações de ataque, e nos sete jogos que ainda faltam para o término do campeonato, encontrará outros como o do Bessa, isto porque a motivação de jogar contra o Benfica é bastante significativa. Mesmo com algumas dificuldades, acredito que até ao fim do campeonato o Benfica não irá perder mais pontos».

 

Dificuldades, é de facto o que o Sporting deseja para o seu rival nos restantes jogos da época, contudo, pelo seu próprio calendário nada fácil, terá primeiro de se preocupar em garantir os três pontos em cada um dos seus jogos.

 

 

Toni, antigo jogador e treinador do Benfica, comenta o que ele considera ser o ponto crítico do campeonato, no qual, na sua opinião, o clube da Luz está em desvantagem, não só pela sua participação na Liga dos Campeões, mas também por ter o Bayern Munique pela frente. Eis o que ele teve para dizer à margem do Fórum de Treinadores, que decorre em Setúbal:

 

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«É fundamental que este jogo com o Bayern consiga passar sem que deixe marcas de um resultado negativo e que seja marcante psicologicamente. O Benfica tem pela frente um combate muito difícil mas o Benfica não vai deixar de pensar naquilo que é mais prioritário, que é obviamente o campeonato, mas sem fechar a porta a hipóteses diminutas em relação à Champions.

 

O campeonato vai ser discutido até ao fim. Nesta altura, penso que há um elemento que não podemos ignorar: a presença do Benfica na Champions, na qual há sempre um desgaste físico e mental que interfere no momento das grandes decisões. Os seus mais directos concorrentes não têm esse desgaste. Tudo isto surge num período em que o Benfica tem o Braga, joga com o Bayern, joga com a Académica e tem de novo o Bayern. Com alguns jogadores lesionados, é um período crítico, que pode marcar de forma decisiva a luta pelo primeiro lugar.

 

Dos três 'grandes', que estão a discutir o título, o Sporting tem o futebol mais consistente. O FC Porto tentou recuperar, com José Peseiro, mas tem apenas jogado e não tem implementado as suas ideias. O Benfica fez uma recuperação notável e fez um trajecto de grande qualidade na Liga dos Campeões».

 

publicado às 17:47

 

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Jorge Jesus é sportinguista e um homem conceituado. Em Portugal não existe muito a tradição dos treinadores se manterem muito tempo nos clubes, mas vamos esperar, pois acho que ele tem todas as condições para fazer um belíssimo trabalho. Agora, é preciso é que os sportinguistas tenham a noção de que Roma e Paiva não se fizeram num dia.

 

Esta equipa, independentemente de um ou outro reforço que venha, já começa a ter estabilidade e experiência, fruto dos treinadores que passaram pelo Sporting. Oferece um conjunto de garantias que serão fortalecidas pelo novo treinador, com a experiência e conhecimento do futebol português que possui. Agora, não sou daqueles que exige ao treinador que ganhe o campeonato de qualquer maneira. Exijo sim, um trabalho sério e honesto a preparar o futuro.

 

 

Sérgio Abrantes Mendes em declarações à Rádio Renascença. Cada um tem a sua perspectiva do que espera de um Sporting com Jorge Jesua ao leme, e não me surpreenderia verificar que ao contrário do que o antigo dirigente pensa, muitos sportinguistas, incluindo o próprio presidente, têm em mente títulos no imediato, face ao investimento que está a ser assumido esta época e à elevada expectativa.

 

publicado às 14:33

Ainda tem vida !

Rui Gomes, em 14.11.14

 

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Sem ser surpresa alguma, a recém-entrevista de Bruno de Carvalho ainda continua a dar que falar nas páginas noticiosas cá do burgo esta sexta-feira. Só passa por ser o inevitável aproveitamento sensacionalista a que o presidente deu vida através da sua mensagem no Facebook e que prorrogou perante as câmaras da Sporting TV com um (quase) monologo considerado por alguns como soporífero.

 

Escreve um jornalista:

 

«Teve a oportunidade de ouro para ser esclarecedor, mas optou maioritariamente por iludir questões. Confrontado com factos, distorceu-os com argumentos, alguns mais esburacados que muitas estradas de Portugal. As incongruências contidas naquela sabatina sucederam-se, tal como as contradições. Mas, repete-se, foi um guião preparado para encantar a plateia de seguidores incondicionais. Pouco mais.»

 

O presidente do Sporting tem "seguidores incondicionais" ???

 

Mais perto de "casa", escreve Abrantes Mendes na sua coluna no diário "A Bola":

 

«(...) Tenho de confessar que fiquei desiludido com Bruno de Carvalho, sobretudo, quanto ao primeiro dos aspectos referenciados, pois, esperava da sua parte algum exercício de humildade na abordagem de uma matéria que tão forte perturbação tem provocado nas hostes leoninas. Sem prejuízo do bom trabalho, o presidente do Sporting Clube de Portugal, como pessoa inteligente e sagaz que já demonstrou ser, tem perfeita consciência que errou e que nenhum mal viria ao mundo se, pelo menos, desse a entender que, da sua parte, teria existido algum excesso no comportamento em causa. Ao invés, porém, não assumiu, teimosamente, qualquer arrependimento quanto à atitude, esquecendo não apenas a existência de toda uma cadeia de comando do futebol profissional que, em nenhuma circunstância, poderá ser ignorada, como também a regra milenar de que os problemas existentes têm de ser resolvidos, sim, de olhos a olhos, mas no interior do balneário e não na praça pública.»

 

Esperamos que o sensacionalismo em torno da questão fique por aqui e, também, que Bruno de Carvalho tenha aprendido algo com o todo do episódio. Como diz o meu vizinho "Enough is enough !"

 

publicado às 13:08

O irresistível protagonismo

Rui Gomes, em 18.03.13

 

Abrantes Mendes tem pouca ou nenhuma influência no universo sportinguista, mas isso não o impede de atribuir essa ilusória importância à sua pessoa. Em declarações à TSF, não resistiu ao tão procurado protagonismo e pronunciou-se sobre o acto eleitoral: «Pensava manter-me em silêncio até ao fim das eleições e não pretendo influenciar ninguém, apenas exprimir a minha opinião. Tenho amigos nos três lados mas ponderando tudo entendo que é preciso dotar o Sporting com outra mentalidade, perspectiva e organização. É preciso uma revolução em toda a máquina que o Sporting assenta e a pessoa mais bem posicionada para levar a cabo esse trabalho é o Bruno de Carvalho.»

 

O mesmo vazio de ideias e soluções que demonstrou pela nulidade da sua campanha eleitoral em 2011. Diz o antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, com uma casualidade espantosa, que se deve levar a cabo uma «revolução», quase como quem vai beber um café com os amigos. E depois ?... Joga-se à moeda para ver quem paga a conta ?... Todos os actos têm consequências e uma pessoa inteligente que se deu ao trabalho e ao protagonismo de ir perante os microfones da TSF falar em «revolução», deveria ter-se revelado pela sensatez e pela profundidade de raciocínio, explanando os termos exactos dessa orquestração. Ou é mais um daqueles planos de demolir a casa e depois logo se vê se a conseguimos reerguer ?

 

Abrantes Mendes é uma pessoa de respeito, mas no contexto Sporting a sua real substância é bem discutìvel. Como ponderou não falar até ao fim das eleições, deveria considerar essa mesma opção mesmo despois do acto, já que não faltam «papagaios» na praça verde-e-branca.

 

Surgiu, há instantes, um comentário de um leitor apoiante de Bruno de Carvalho, a ironizar comparações entre Abrantes Mende e Carlos Barbosa e Rui Oliveira e Costa, ao qual respondi que no mundo em que eu vivo, dois negativos não fazem um positivo. Além do mais, os candidatos não podem impedir as pessoas de expressarem as suas preferências, mesmo quando não são solicitadas. Já o timing de Abrantes Mendes levanta poeira.

   

publicado às 18:42

Convidado à conveniência

Rui Gomes, em 28.01.13

 

Tive a curiosidade de ir ver quem é que substituia Eduardo Barroso no programa «Prolongamento» esta semana, na esperança de ver alguém eloquente na defesa do Sporting. Assim que verifiquei a presença de mais um dos pantomineiros da praça - Abrantes Mentes - deu logo para desligar a televisão. Chama-se isto um convidado à conveniência, um dos tais que até poderá fazer parte da hipotética comissão de gestão que se afigura, com um discurso em linha com a oposição e que percebe tanto de futebol como o comentador ausente. O seu usual substituto nestas ocasiões, era o seu primo e meu colega do Jornal do Sporting, José Manuel Barroso, mas como este «não come do mesmo prato» teve de ser banido para a plateia. Meninos...hoje não há televisão !

 

 

publicado às 22:39

Nem um só dia passa sem ruídos

Rui Gomes, em 19.01.13

 

É, sem dúvida alguma, uma fase da história do Sporting totalmente inacreditável. Indiferente das medidas tomadas pelo Conselho Directivo, num sentido positivo, indiferente se a equipa principal de futebol joga ou não joga, vence ou não vence, nem um único dia passa sem os ruídos na praça pública pelos «notáveis» pantomineiros da oposição, e...sempre os mesmos. Passado tanto tempo e inúmeros discursos vazios de ideias, ainda não é possível compreender a postura de Abrantes Mendes, um dos candidatos derrotados que nunca teve nem a mínima hipótese de ser eleito. Esta consideração, pela evidência à vista, não o impede de ser «papagaio» repetida e frequentemente.

 

Esta sua última aparência esclarece que já formou qualquer tipo de aliança com os membros da Mesa da Assembleia Geral - inevitável, diga-se - e que até poderá vir a ser um dos elementos da comissão de gestão, caso esta venha a ser formada. Como todos, insiste que a Assembleia Geral deve ser realizada, mas que seria melhor o presidente Godinho Lopes «ponderar a leitura de todo o universo sportinguista e demitir-se, para evitar submeter-se a sufrágio e até para evitar um abiente dramático, de crispação, havendo o perigo de a assembleia poder não chegar ao fim.» 

Mais um com a presunção de chamar a si o direito de se pronunciar em nome de «todo o universo sportinguista» e que tem contribuído para o clima de «pré-guerra civil no Sporting» - nas suas palavras - mas que agora receia ser confrontado com o fruto dessa situação.

 

Como sempre, é contraditório, em que afirma que o Conselho Directivo tem feito coisas boas, mas que a gestão do futebol tem sido catostrófica, para, logo de seguida, adiantar que «embora o futebol tenha um peso muito grande na avaliação dos associados ao trabalho da direcção, a marcação da Assembleia Geral não se deve aos resultados do futebol.»

 

Concordo parcialmente com Abrantes Mendes, pela sua consideração de que «o próximo presidente tem de ter uma postura estadista. Ou seja, tem de pensar em primeiro lugar no clube e não nos interesses particulares. Tem de se rodear de gente competente e afirmativa. Enfim, uma nova mentalidade. Tem de ser, ainda, alguém com créditos firmados junto da sociedade, que saiba falar de igual para igual com os bancos e que aposte numa política realista. com forte aposta na formação, temperada com jogadores de créditos firmados.»

 

Bem, perante estas suas convicções, é evidente que Bruno de Carvalho e todos os outros candidatos ficam fora do «baralho» de alternativas credíveis, especialmente pela exigência de créditos firmados tanto perante a sociedade como perante a banca.

 

Abrantes Mendes, como era de esperar, argumenta, aliás, indica, que apenas uma assembleia geral será necessária para destituir os órgãos sociais, mas não explana o seu raciocínio. Afirma que Eduardo Barroso está no seu direito de agir como ele tem vindo a agir (ninguém tem dignidade ?), mas que as informações que tem não indicam que tenham existido quaisquer irregularidades no último acto eleitoral. Afirmou, ainda, que após as suas duas candidaturas à presidência do Sporting - 2006 e 2011 - «o meu tempo já passou.»

 

Por último, fez uma outra análise do estado das coisas que me deixou deveras confuso: «Há muito que o Sporting está nas mãos dos bancos. O que se passa no clube e na SAD é o resultado de uma estratégia que vem de há muitos anos e que visa obstar à entrada de aventureiros no clube. Foi uma estratégia que deu resultados, mas que originou a perda de identidade do Sporting. Foi, por isso, uma má prestação de serviços ao clube, não obstante considerar os bancos como um parceiro imprescendível.» Se alguém compreender esta parte, fico grato por uma explicação, porque me ultrapassa completamente. Foi uma boa medida para impedir a entrada de aventureiros mas, em simultâneo, foi uma mau serviço porque originou a perda de identidade, não obstante considerar a parceria com a banca imprescendível. Chama-se isto reduzir a nada o uso da razão !

 

Em última análise, esta entrevista concedida por Abrantes Mendes - entre tantas por tantos - visa primodialmente à estratégia de exercer pressão sobre Godinho Lopes e o Conselho Directivo, porque apesar de toda a fanfarrice da oposição quanto à convocação de uma Assembleia Geral extraordinária, todos receiam os resultados da mesma. Por isso, e só por isso, a demissão é o curso conveniente.

 

 

    

publicado às 18:38

Os usuais agitadores...

Rui Gomes, em 16.01.13

Os conspiradores e líders da revolução - ou golpe de estado, se desejar - sentem diariamente a necessidade de vir à praça pública explicar qualquer coisa. Disse Eduardo Barroso: «A única coisa que posso dizer é que não há golpes de estado nenhuns, nem guerras, nem guerrilhas. Há da parte da Mesa da Assembleia Geral um rigoroso e escrupuloso cumprimento dos regulamentos. O que tem sido feito é terrorismo verval.» 

 

Como é que o PMAG define as acções da Mesa em tentar aliciar a Juventude Leonina e outras claques e grupos ligados ao Sporting ? Quem é que tem andado a fazer «terrorismo verbal» desde o termo do último acto eleitoral ?  E quem é que disse que não sente lealdade instituicional alguma  para com o Conselho Directivo, por ter sido eleito  noutra lista, e tem vindo a liderar, ou a co-liderar o movimento para destituir este órgão há muitos meses ?

 

Além da indigna postura que tem tido, Eduardo Barroso revela-se ainda mais pela sua hipocrisia !

 

E depois temos o «menino» do outro pseudo-movimento que também teve que dar a sua sentença: «Não vamos parar, muito menos agora, Os resultados da equipa de futebol não vão influenciar a AG. O problema não é apenas desportivo. São muitas mais questões, como a financeira. Não são duas vitórias seguidas da equipa que nos vão fazer mudar de ideias.»

 

Gostaria de pedir pessoalmente ao «menino» para ele me explicar a sua compreensão, em pormenor, do problema financeiro e, já agora, essas outras «muitas mais questões.»

 

Por fim, temos o incompreensível Abrantes Mendes - não dá nem nunca deu para compreender a sua posição em tudo isto - que indicou que duvida que a AG se realize por pensar que Godinho Lopes se demitirá depois de «ponderar todos os cenários». Disse ele que não gostaria de ver um presidente do Sporting ser destituído numa Assembleia Geral. Ou seja, um «golpe de estado» com o vitimado a deixar-se golpear voluntariamente !

 

Esperamos que Godinho Lopes não vá nessa, mas tudo é possível, evidentemente.

 

  

publicado às 07:51

O que dizem eles

Rui Gomes, em 26.12.12
 

 

«O que ele (Eduardo Barroso) está a dizer é que o rei vai nu. E diz coisas que toda a gente vê. Há coisas que se vão calando porque não há provas ou não se pode dizer. Mas mantenho a posição que não é o momento de fazer uma Assembleia Geral para distituir a Direcção de Godinho Lopes. Mas numa coisa tem razão: tem de se fazer uma Assembleia Geral por que é aí que se discute o Sporting. Eduardo Barroso é o presidente da Mesa da Assembleia Geral e há determinados momentos em que se deve tomar posição. Se estivesse na posição dele podia fazer algumas coisas de maneira diferente, são estilos, mas a Assembleia Geral é o órgão máximo do Clube, e da minha parte, com preparação, feita como deve ser, de maneira construtiva, se calhar também convocava uma.»

 

-    Dias Ferreira    -

 

Observação: Pela sua usual ambiguidade, acabei por ficar a saber o mesmo. Insinuou que Eduardo Barroso tem razão quanto às suas alegações de que terá havido «marosca eleitoral» mas que «não há provas ou não se pode dizer». Qual é o exacto significado disto? Faz-se uma alegação de enorme gravidade e fica um vazio de explicações. Houve, de facto, algo incorrecto no acto eleitoral ou estas suspeitas lançadas para a praça pública pelos candidatos derrotados apenas servem para minimizar os danos às suas imagens? A realidade é que, mais uma vez, fala-se muito e não se diz nada. A nação sportinguista quer é ouvir soluções reais para os problemas reais  que afectam o Clube e não discursos demagógos. Dias Ferreira nunca teve o mínimo de hipótese de ser eleito e, na opinião deste observador, nunca daria um bom presidente, simplesmente porque não satisfaz nenhum dos requisitos para o cargo. A sua inclusão de Paulo Futre, pelo seu passado e evidente inaptidão, simplesmente ajudou a confirmar o inevitável. 

Não refuto a tese que uma Assembleia Geral é o único fórum para a voz do sócio ser ouvida, no entanto, ele sabe muitíssimo bem que pouco, de concreto, é resolvido em reuniões desse carácter. Servem para adiantar ideias, às vezes, e quase sempre para a «lavagem de roupa suja», que nada resolve. Por outras palavras, tem de se ir para uma Assembleia Geral já com soluções em mente, e não esperar que elas apareçam milagrosamente pela discussão. Não deixei de notar que por não querer ser severo para com o actual presidente da Mesa da Assembleia Geral, ele não descreve a sua conduta como deplorável, mas somente como uma questão de «estilo». O uso e abuso das palavras é fascinante!

 

 

«Perante os problemas que estão a surgir, há uma fractura evidente. Já nem há uma paz podre como cheguei a dizer há uns tempos: há um conflicto aberto entre o presidente do Conselho Directivo e da Assembleia Geral. Já vivi uma situação idêntica no tempo de Jorge Gonçalves. Agora é incomensuravelmente pior. É que na altura o passivo era cinco milhões de euros, mas os activos cobriam e muito esse valor. Também fui pressionado para fazer uma reunião magna, mas acabei de fazer as coisas que conduziram a um novo processo eleitoral. Aliás, considero que neste momento o ambiente é de explosividade latente para que haja uma Assembleia Geral serena e pacífica como se quer. Deverá ser Godinho Lopes a resolver a situação e ser ele a convocar eleições. Esta ideia de ou eu ou o dilúvio é errada. Há sempre uma alternativa, até porque está a passar uma imagem muito negativa do Clube para o exterior.»

 

-    Sérgio Abrantes Mendes    -

 

Observação: Não está em questão o seu sportinguismo nem a sua integridade - ao contrário de alguns acácios - mas resume-se a mais um discurso sem oferecer solução alguma. A ideia «há sempre uma alternativa» é alarmante, porque face aos enormes problemas que afrontam o Sporting, é equivalente a dizer «há de aparecer qualquer coisa». Apesar de ser uma pessoa que merece o nosso respeito, ainda estou por compreender a sua intenção em candidatar-se no último acto eleitoral. Não estava preparado, não tinha projecto algum e, sobretudo, sabia antecipadamente que nunca seria eleito. A comparação entre o tempo e as circunstâncias de Jorge Gonçalves e o presente, nem merece comentário. Com tudo isto, voltamos ao ponto de partida: nunca houve na história do Sporting uma oposição organizada - dentro e fora do Clube - em actividade simultânea com o mandato do Conselho Durectivo e, por todas as dificuldades que afectam o seu bem estar, a questão, à essência, é a ausência de resultados desportivos de agrado. Por muito que se fale, é um conceito que ultrapassa as minhas faculdades racionais, salvo no aspecto que se a equipa se encontrasse em primeiro lugar e ainda a disputar as competições europeias, ninguém se atreveria a vir para a rua gritar «tem de haver uma Assembleia Geral para destituír o presidente e o Conselho Directivo porque não conseguem dar resolução à crise financeira do Sporting.» A ironia das ironias !

Por fim, o dr. Abrantes Mendes expressa o seu parecer quanto à imagem negativa que Godinho Lopes passa para o exterior do Clube. E as frequentes vozes incendiárias dos pantomineiros que surgem na praça pública a denegrir o Sporting, que imagem passam eles?

 

publicado às 03:06

O som da bancada

Rui Gomes, em 23.11.12

 

«Este Abrantes Mendes a fazer-se ao bife...estes «intelectuais» se tivessem a boca fechada e deixassem trabalhar os que lá estão, não seria melhor para o clube ? Após um resultado adverso vem a escumalha lançar axas na fogueira...como benfiquista choca-me a situação do SCP, acredito que vão dar a volta».

 

***Adepto identifcado por «Hurricanes»

 

publicado às 14:50

O que dizem eles

Rui Gomes, em 16.11.12

 

« O Sporting tem que perceber que se prosseguir neste caminho de gastos enormes em acquisições (Janeiro) não vai a lado nenhum. Só vai acentuar o desequilíbrio financeiro em que se encontra. O caminho passa por ter a coragem uma vez que o Sporting possui uma das melhores escolas de formação do mundo. Nem nos próximos 30 ou 40 anos o saneamento financeiro será conseguido. Rejeito um cenário de eleições anticipadas porque nesta altura não viria resolver nada e viria criar instabilidade »

  

-   Abrantes Mendes    - 

 

Observação: O juiz desembargador que se candidatou à presidência do Clube no último acto eleitoral, não deixa de ter uma visão realística quanto ao saneamento da situação financeira do Sporting, no entanto, no que concerne ao aproveitamento da formação, simplifica uma situação que bem sabemos ser bastante mais complexa, uma vez que o sucesso desta está interligado ao nível competitivo da equipa principal, e este, está provado, não pode depender exclusivamente de jovens inexperientes. Com tudo isto, admitindo, sem reservas, as suas boas intenções e o seu reconhecido sportinguismo, continua-me a «fascinar» a incessante expansão de vozes «leoninas» em torno do Clube, nomeadamente do irresistível palco do futebol. A sua consideração sobre um hipotético cenário de eleições anticipadas é recomendável e sublinha o seu bom senso - já para não dizer honorabilidade - em contraste extremo com o notório «candidato derrotado», que se tem evidenciado pela sua permanente e muito propagada campanha de oposição na tentativa de precipitar uma crise institucional que lhe proporcione nova oportunidade ao «trono» que ele persegue loucamente. Iludido pela sua ambição, não é de esperar que ele admita que o saneamento financeiro «nem nos próximos 30 ou 40 anos será conseguido». Alguém terá dito, algures, que «o pior crítico é o amador malogrado» !

 

publicado às 01:46

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