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Fotografia com história dentro (157)

Leão Zargo, em 04.08.19

P. Polainas, A. Raposo, J. Calquinhas e A. Rodrigu

Américo Raposo, tricampeão nacional de velocidade

O ciclismo contribuiu imenso para que o Sporting se tornasse num clube verdadeiramente nacional. Muitos portugueses que nunca viram jogar os grandes futebolistas de leão ao peito, vibraram na beira das estradas com os ciclistas de verde e branco. Admiravam o seu carácter e a força indómita para vencer as subidas intermináveis na montanha ou a temeridade e a velocidade dos “sprinters” na proximidade da meta. Em Lisboa, na pista do Estádio de Alvalade (no Lumiar e no inaugurado em 1956), realizaram-se festivais em que participaram ciclistas estrangeiros ou a chegada de etapas da Volta a Portugal.

O ciclismo leonino deu as suas primeiras pedaladas em 1911 por acção de António Soares Júnior e chegou a ser a segunda modalidade mais importante do Clube. Alfredo de Sousa, Alfredo Trindade, José Albuquerque “Faísca”, Francisco Inácio, Américo Raposo, João Roque, Leonel Miranda, Firmino Bernardino, Joaquim Agostinho e Marco Chagas, entre outros, levaram o nome do Sporting a todo o lado. “Lembro-me de ver as professoras com os alunos junto às estradas, tudo parava para nos ver”, recordou Leonel Miranda.

O ciclista Américo Raposo é considerado um dos maiores “sprinters” e “pistards” de sempre em Portugal. O seu forte não eram as provas por etapas, como a Volta a Portugal, mas corridas de apenas de um dia onde fazia valer as suas características. Mesmo assim, venceu doze etapas da Volta. A camisola do Sporting foi a única que envergou em toda a sua carreira entre 1949 e 1960, desde os dezasseis anos de idade na Escola de Ciclismo do Clube. Necessitou de uma autorização especial para que pudesse competir oficialmente e de imediato sagrou-se Campeão Regional de Velocidade em 1950.

Promovido à categoria de Independentes, Américo Raposo foi Tricampeão Nacional de Velocidade em 1951, 1952 e 1953. Ficaram célebres as suas disputas com outros grandes especialistas, como o sportinguista Pedro Polainas e o portista Onofre Tavares. Estreou-se na Volta a Portugal em 1952 e vestiu logo a Camisola Amarela ao vencer o Circuito da Pista do Lima, no Porto. Participou no Campeonato de Mundo de Pista em 1952, em Milão, e defrontou vedetas como Anquetil, Bobet, Bahamontes, Kubler e Poblet. Conquistou vinte e oito títulos de Campeão de Velocidade e de Fundo.

Na fotografia, Américo Raposo com Pedro Polainas, José Calquinhas e o Capitão da Secção Armando Rodrigues no Circuito da Figueira da Foz (retirado da página no Facebook de Américo Raposo).

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publicado às 13:25

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