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Todos os clubes têm nas suas fileiras, mesmo aquelas não oficiais, um leque de papagaios cuja oratória é invariavelmente acentuada por uma arrogância ilimitada. Um dos mais notórios do outro lado da Segunda Circular é António Figueiredo, que, por encomenda ou não, marca frequentemente presença na praça:

 

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«O Benfica não tem de ir ao mercado. O Júlio César ainda é um grande guarda-redes e não vai deixar de o ser. Embora não tenha a capacidade do Ederson Moraes de transformar jogadas defensivas em jogadas de ataque. Há dois anos ganhámos o campeonato com o André Almeida do lado direito da defesa. Temos dois centrais nos quais tenho absoluta confiança. Para além do Luisão, o Jardel e o Lisandro López são belíssimos centrais e ainda temos lá rapazes novos. Ninguém conhecia o Lindelof quando ele começou a jogar. O plantel é mais do que suficiente para atacar o penta. Internacionalmente, já não é bem assim».

 

Alguém terá dito algures que... "A arrogância que nos leva a acreditar que somos superiores aos outros, tem origem no medo de sermos inferiores". Sentimento que assenta o antigo dirigente encarnado que nem uma luva.

 

publicado às 04:45

 

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António Figueiredo, antigo dirigente benfiquista, não desperdiçou o ensejo para dirigir uma "farpa" ao Sporting. Por ingrato que seja para nós sportinguistas, até é de admitir, face às circunstâncias, que não deixa de ter alguma razão quanto às suas considerações. Atrevo-me a sugerir que muito do que diz tem sobretudo um alvo, além do presidente Bruno de Carvalho: Jorge Jesus.

 

«Vamos fazer o que o nosso rival tem feito desde o início da época, pois o campeonato sempre foi a prioridade. É verdade que o título é sempre prioridade para qualquer um dos grandes, mas para alguns foi exclusiva. No Benfica nunca foi esse o caso. O Sporting admitiu desde cedo, pelo presidente e pelo treinador, que o único objectivo era o campeonato. Ao contrário do Benfica, que dignificou mais uma vez o nome do país, o Sporting fez uma campanha europeia miserável. Foram perder 3-0 com um clube [Skenderbeu], que nunca tinha ganho um jogo na fase de grupos. E deu três ao Sporting. Isto diz tudo sobre o ano do Benfica e o ano do Sporting.

 
Apesar do envolvimento do Benfica, a Taça da Liga é irrelevante. A equipa deve ter mais disponibilidade para a I Liga, o que não quer dizer que a ganha. Há cinco jogos, 15 pontos em disputa, e não há jogos fáceis. Se fossem fáceis, o Sporting estaria em primeiro lugar destacado, pois, à excepção da derrota com o Benfica, só perderam pontos nesses jogos ditos fáceis. Todos os jogos têm de ser disputados da mesma forma, com vontade e união. Se assim for, estou certo que não andaremos longe de ganhar estas cinco finais».
 

publicado às 14:44

 

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Dei-me ao trabalho de ir a um dicionário da língua de Camões para verificar o real significado de "lampião". Foram-me apresentadas duas explicações pertinentes: uma, no sentido popular em voga no Brasil, "vadio ou estafermo", a outra, no sentido informal em Portugal "Adepto do Sport Lisboa e Benfica".

 

Isto, a propósito de António Figueiredo - novamente ele - a deixar a ideia de que é um "lampião" em plena campanha eleitoral, inúmeras que são as vezes que surge na praça pública a comentar assuntos correntes, sem sequer fazer parte dos Órgãos Sociais do clube do outro lado da Segunda Circular.

 

Nesta ocasião, apresenta-se com o propósito de criticar Octávio Machado relativamente às declarações deste sobre o processo disciplinar imposto pela FPF a Slimani:

 

«Octávio está a falar por quem lhe paga, perante algum nervosismo por parte do Sporting face à recuperação do Benfica. O Octávio e outros dirigentes desportivos deviam começar a ser punidos por este género de frases e atitudes, não só de má educação, como provocatórias. O Octávio foi um grande jogador de futebol, mas como dirigente desportivo parece-me que não chega sequer aos calcanhares do jogador que foi. Como funcionário do Sporting está a desiludir-me por se prestar a este trabalho.

 

A justiça desportiva deve ser rápida, actuante e incisiva, por alguma coisa que ocorreu e foi visível para todos há já uns meses. Quando assim não é, ajuda a que se levantem suspeições. Agora que o Slimani tem esse comportamento é visível para todos, só não vê quem não quer.»

 

E quem é que "não quis ver" os restantes incidentes do jogo ?

 

Pelos vistos o árbitro...

 

Jorge Sousa explicou ao Conselho de Disciplina (CD) que o lance entre Slimani e Samaris, e que levou à abertura de um inquérito ao avançado argelino, "passou despercebido a todos os elementos da equipa de arbitragem naquele momento".

 

Admitiu que, durante o jogo, não identificou "nenhuma acção" a envolver o argelino e o grego nessa partida. "No entanto, pelas imagens televisivas, verifico que (...) o jogador n.º 9 do Sporting, Islam Slimani, depois de começar a correr na direcção do jogador n.º 7 do Benfica, Andreas Samaris, quando chega junto deste atinge-o com o braço direito na nuca", descreve, sem nunca usar a palavra "agressão".

 

Sobre as queixas apresentadas pelo Sporting em oito lances do jogo da Taça de Portugal, disputado a 21 de Novembro, Jorge Sousa recordou que puniu com amarelos Jardel, Sílvio, André Almeida e Samaris. O CD considerou que os jogadores do Benfica foram "sancionados pelas infracções cometidas" e não podiam ser "alvo de nova sanção".

 

Em relação aos outros lances, revelou que não viu qualquer agressão ou infracção de Jardel a Adrien (52'), Eliseu a João Mário (108') e Eliseu (12' e 120'+1). E também usou o mesmo argumento para as queixas de agressão de Jardel a Raul José, adjunto do Sporting. Nestes casos, os lances foram considerados "avaliados e analisados pela equipa de arbitragem", que decidiu não haver infracção disciplinar.

 

publicado às 14:59

E a guerra fria no seu pleno...

Rui Gomes, em 18.01.16

 

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... Agora, até com antigos dirigentes à mistura. António Figueiredo, ex-vice-presidente das águias, também sentiu a necessidade de "meter a colher" onde não é chamado - algo que faz com frequência - para mais incendiar o estado de guerra fria entre os eternos rivais de Lisboa. Em declarações à Antena 1, teve isto para dizer:

«O que Bruno de Carvalho diz só compete aos sportinguistas ajuizar. São afirmações tão pobres que até vou fazer de conta que não foi verdade. Agora é que o Sporting é coitadinho.

Rui Vitória está a provar que consegue fazer o trabalho que o Benfica pretende dele. Espero que a segunda volta do Sporting seja o exemplo do que Jesus sempre fez no Benfica nas segundas voltas. Se assim for, o Benfica vai ser campeão.»

 

 Isto, em contraste com o que disse depois de levar a "tareia" (3-0) na Luz:

 

«O Benfica não existiu, não jogou. Foi tudo muito mau. Uma equipa (Benfica) sem classe, sem categoria, desgarrada. É para não esquecer.»

 

E... recuando mais um pouco, até Julho de 2015, pela chegada de Octávio Machado a Alvalade:

 

«O Octávio Machado vai constituir uma equipa fortíssima com Jorge Jesus. Mas temos de nos preocupar connosco, com o Benfica. Se nos vamos preocupar com os outros...»
 

publicado às 18:32

O que dizem eles

Rui Gomes, em 22.11.15

 

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Foi uma arbitragem lamentável. Não foi um jogo violento, mas foi um jogo rasgadinho, que terminou com 8 cartões amarelos para a equipa do Benfica e duas expulsões… e na falta sobre o Gaitán, que ficou inanimado no relvado, nada. E também aquele penálti quase no final do encontro sobre Luisão que todos viram. Não gosto de choradinho, mas afinal o choradinho é uma coisa que ainda está na moda.

 

O Sporting é a equipa que beneficia de mais penáltis, que ganha mais jogos com lances ilegais. Acho bem que o Benfica não responda nem a Bruno de Carvalho nem a insultos, mas relativamente a situações de jogo não se pode ficar calado. O Sporting recorre com frequência a esse discurso, sempre com a desculpa que o ano passado houve colinho… Há um limite e ontem atingiu-se esse limite.

 


Rui Vitória tem toda a margem de manobra que o presidente lhe queira dar e sabemos muito bem que Luís Filipe Vieira é de ideias fixas, tanto que depois de Jorge Jesus ter perdido praticamente tudo durante duas épocas, deu-lhe hipóteses de continuar e essa época foi coroada de êxito. Aliás, duvido que Jesus, se não lhe tivesse sido dada essa oportunidade, fosse agora treinador do Sporting ou mesmo de qualquer outro clube… Ainda bem que o segurou, mas agora não há que chorar.

 

Estou triste com a eliminação na Taça de Portugal, mas lembro que o Sporting também não pode pensar na Champions e que a Liga Europa está quase perdida. Obviamente, gostaria muito de ter um Eriksson ou um Jimmy Hagan, mas as coisas não são assim. Houve uma alteração de paradigma. Rui Vitória está a trabalhar com a prata da casa, coisa que não era possível com Jorge Jesus. E se é verdade que ele valorizou muitos jogadores, também desvalorizou muitos outros.

 

 

Não obstante a euforia de momento, António Figueiredo, antigo dirigente benfiquista, diz duas grandes verdades, para quem não tem memória curta e à conveniência, nomeadamente que foi Luís Filipe Vieira que segurou Jorge Jesus perante dois anos sem resultados e que se não o tivesse feito, o destino do agora treinador do Sporting teria sido outro muito diferente e muito provavelmente não estaria hoje em Alvalade.

 

É de igual modo certeiro ao afirmar que Jorge Jesus não apostou na formação "encarnada" e que muito embora tenha valorizado uns quantos jogadores, também desvalorizou muitos outros.

 

Quanto à arbitragem, não era de esperar outras considerações por quem está habituado a ser favorecido ano após ano e que agora estranha a ausência dessas beneficências.

 

publicado às 15:15

 

António Figueiredo, antigo vice-.presidente do clube do outro lado da Segunda Circular, em declarações à Rádio Renascença, manifesta o seu desprezo pelas queixas do Sporting sobre o comportamento dos adeptos encarnados no "derby" do passado domingo:

 

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«O presidente do Sporting está sempre a falar. Da parte do presidente da mesa da assembleia geral é que é novidade, mas, tanto um como outro, estão ressabiados, porque estiveram  ganhar seis minutos e não foram capazes de vencer o jogo. Esqueceram-se que já ganharam no último minuto de jogo, por isso creio que deveriam promulgar uma lei em que não são permitidos golos nos descontos. É a única de resolver o problema do Sporting. O comportamento das claques não dignificam muito os clubes. Mas todos deveriam olhar para o seu próprio umbigo. Também devem ter a tarja que estava no Estádio de Alvalade relativamente ao Eusébio.»

 

Deve ser esta a "guerra" a que o jornal «Record» alude na sua capa desta terça-feira. Promete continuar, devidamente sustentada pela comunicação social cá do burgo, ou isto não seja o futebol português.

 

Adenda: Segundo o nosso leitor Mike, a tarja a que António Figueiredo se refere é esta:

 

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publicado às 15:24

O que dizem eles

Rui Gomes, em 04.03.14
 

 

«Garanto que este ano não irão acontecer azares ou surpresas na parte final do campeonato, o que levará o Benfica a ser campeão nacional. Jorge Jesus não quis dar nenhum recado aos jogadores quando afirmou que a equipa está a  entrar com excesso de confiança. Fez apenas reflexão e não um aviso, porque isso faz-se dentro do balneário. Quanto ao próximo jogo com o Estoril, só peço que seja um bom jogo e que ganhe o melhor.»

 

-    António Figueiredo    -

 

Observação: Será que a convicção do antigo vice-presidente do Benfica é assente somente na sua confiança no valor da equipa "encarnada" ou há algo mais que o motiva, do género "limpinho, limpinho" ? ... A propósito do próximo jogo com o Estoril e por mera coincidência, Figueiredo também já foi presidente desse clube. Dá para reflectir, ou não ?

 

publicado às 05:12

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