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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
A situação política internacional está num ponto muito preocupante. As normas estabelecidas no pós-Segunda Guerra Mundial, que originaram oitenta anos de progresso e de paz, estão a ser deitadas para o lixo, perante a passividade generalizada dos cidadãos que delas beneficiaram.
Não é assunto específico para abordar neste espaço, mas perante a indiferença, o que é que se discute na pantalha comunicativa durante horas infindas? Guerras e guerrinhas sobre o tema futebol tuga. E porquê, pasme-se! Porque um clube fundador do futebol em Portugal de sigla SCP, marginalizado durante décadas por esquemas fraudulentos, emergiu para a ribalta, tendo a ousadia de começar a ganha títulos com regularidade, e se percebeu que estava na luta.
Os clubes que dominaram o nosso futebol, têm vindo a terreiro, numa guerra sem tréguas, para atacar o Sporting com foco nas arbitragens. Qualquer erro ou suposto erro dos árbitros que pareça favorecer o Sporting , é motivo para ataques dos nossos adversários directos.
Chegámos ao desplante de ainda com o jogo a decorrer nos Açores e já estão no ar comunicados dos nossos adversários a contestar arbitragens, obliterando quando estas lhe são favoráveis. A comunicação social que vive à conta do futebol, passa horas infindas a analisar e caçar eventuais erros dos árbitros que beneficiam o Sporting.
No jogo nos Açores, onde a equipa leonina, desfalcada de jogadores fundamentais, não fez uma boa exibição, mas que considero que ganhou justamente em função dos noventa minutos mais prolongamento, se considerou que esta vitória foi conseguida com um erro de arbitragem, em função de imagens pouco claras. Fosse ou não fosse erro de arbitragem, a culpa não é do Sporting.
Não vou pronunciar-me perentoriamente, mas em função do que vi, parece-me que o jogador Hjulmand foi impedido de disputar o lance. Seja como for, é preciso lembrar que o Sporting tem sido prejudicado por arbitragens, sem que se levantasse tal alvoroço. Vi até muitos sportinguistas entrar no coro de protestos, como se o Sporting fosse um clube corrupto. É preciso acrescentar que o Sporting tem a sua folha limpa do ponto de vista ético. Que outros o pudessem dizer.
Esta saga persecutória mostra que vale tudo. Veremos o que vem a seguir, mas temos de estar atentos e unidos e não entrar em cantos de sereia. Temos de estar atentos ao jogo sujo.
Os jogos realizam-se e decidem-se dentro do campo. Mas para além desta evidência há muitas jogadas fora do terreno de jogo que podem ter influência no resultado, tema que aqui abordei num post anterior.
Na época que está a decorrer, o Sporting CP, com excepção dos jogos com adversários que lutam por títulos, ganhou os primeiros jogos com facilidade, apresentando um futebol dinâmico, até com nota artística. Por isso, todos estranhámos as últimas duas exibições, bastante apagadas. Curiosamente, essa mudança exibicional aconteceu com a equipa, que grosso modo é quase a mesma da época anterior. Alguns “especialistas” em sistemas, logo se apressaram a culpar o novo modelo de jogo, tese que, com a mesma “sabedoria” não subscrevo.

Em termos de resultados, perdemos para o clube das Antas cinco pontos, sendo três com o actual primeiro classificado. Não há vitórias morais, e perder alguns pontos seja com que adversário for, é passível de desagrado. No entanto, é cedo para entregar o título seja a quem for. Os clubes adversários que lutam pelo campeonato, estão mais fortes, e vamos ter que ser ainda mais competentes que na temporada anterior.
Ao contrário do que a comunicação dos adversários quer fazer passar, a verdade é que os pontos que o Sporting tem, foram conquistados, legitimamente dentro das quatro linhas. E é assim que deve ser. Nunca estivemos habituados a ganhar a qualquer preço, o que deve continuar a acontecer.
Fora do campo a guerra comunicacional está a atingir níveis elevados. Os encarnados foram os primeiros a desembainhar a espada, o que levou o presidente Varandas a ter de responder. O objectivo foi claro: condicionar as arbitragens, num contexto de eleições internas, muito disputadas. Para compor o ambiente o “sonso” das Antas também veio a terreiro meter a sua “colherada”, para já não falar do homem de Braga, que quer mostrar que é gente.
Sabendo como funciona o futebol português há muito tempo, os nossos adversários estão em pânico depois do Sporting ter ganho dois títulos seguidos. Tudo irão fazer para que isso não aconteça, dentro e fora do campo. Mais do que nunca, o Sporting vai ter de ser competente e vai ter de estar unido.

A guerra interna que se desenha após um qualquer mau resultado, é preocupante, no contexto referido, onde temos que remar todos para o mesmo lado. Mais importante que crucificar Rui Borges, mais um patinho feio, mas com provas dadas, é necessário unidade e serenidade. Os que, por dá cá aquela palha, põem tudo em causa, não aprenderam nada com o que se passou nos últimos quarenta anos.
Neste mundo do vale tudo, porque está em jogo o prestígio e muito dinheiro, não podemos ser anjinhos. Ser competentes dentro das quatro linhas é fundamental, mas é necessário estar atento ao que se passa fora, evitando, sempre que possível, dar seguimento a essas guerras sujas. Foi assim que recomeçámos a ganhar títulos, e assim, deverá continuar.
P.S.: Vi aqui críticas ao treinador por não ter posto Diamonde a jogar. Pelas informações recentes está a ser gerido com pinças, para que a cura da sua lesão seja consistente. Por outro lado, acrescento, com alguma especulação, que evitou que fosse para a sua Selecção, preservando-o como aconteceu com Morita. Já João Simões ainda com idade júnior tem que ser protegido. Já se esqueceram do que aconteceu no ano anterior? Porque é que os especialistas de bancada não acreditam na estrutura, mais bem informada?
Ser árbitro de futebol, pode parecer, mas não é, uma tarefa fácil. Do ponto de vista técnico exige conhecimentos que podem ser aprendidos, mas do ponto de vista de aptidões pessoais, ou se nasce com aptidões, específicas, que se podem aprimorar ou não se nasce, tal como para outras profissões.
Na minha curtíssima experiência como árbitro, ainda bastante jovem, num jogo entre aldeias, e no qual não tive lugar na equipa, pediram-me para o arbitrar. Para além de um jogador da minha equipa me ter pressionado antes do início do jogo, deram-me um apito, que durante mais de quinze minutos, não se ouviu. Acabei de ser substituído por um senhor de idade madura. Deu para perceber bem, apesar da tenra idade, que não tinha nenhuma vocação para tal tarefa.

Passados muitos bons anos, fui aprendendo que para executar tal função, para além do conhecimento das regras, tem que se possuir uma série de características, que passam pela honestidade, capacidade de isenção, grande concentração, autoridade democrática de impor respeito, respeitando. No fundo, para ser um bom árbitro, tem de se roçar a quase perfeição, impossível de atingir por qualquer humano.
Por isso, procuro observar o acto de arbitrar com muita precaução. Enquanto adepto, tenho uma tendência natural para analisar arbitragens vestido com a camisola do meu Clube, por mais isento que queira ser. E seria hipócrita se não o reconhecesse. Tenho consciência que todos os árbitros erram, por incompetência, por desconcentração, ou até por má-fé. E não tenho quaisquer dúvidas que, em casos limite, têm influência directa na conquista de títulos.
A função de arbitrar tem hoje melhores condições para não errar, porque a formação está muito mais desenvolvida e porque houve evolução nas tecnologias, como instrumentos auxiliares. Apesar disso, os erros persistem, devido a situações difíceis de analisar, ou por outras mais discutíveis, de tal modo que se fazem debates entre comentadores e peritos de arbitragem, sem se chegar a um consenso.
Pondo de lado a tendência natural, para avaliarmos de acordo com os nossos interesses futebolísticos, a grande realidade é que a função de arbitrar devia passar por uma selecção rigorosa, assente em aspectos que à partida podemos considerar, como vocacionais. Porém , é muito difícil avaliar atitudes como isenção e/ou rigor. Outro aspecto que merecia uma revisão, tem a ver com a atribuição de responsabilidades a quem erra, sendo o castigo real adequado a cada situação. O que acontece hoje, é de uma total impunidade.
Acredito que grande parte dos candidatos à carreira, o faça por razões económicas, ou seja, como uma forma de ganhar a vida. Isso condiciona à partida a sua actuação. E agindo a natureza humana pelo princípio da sobrevivência, todos, com uma ou outra excepção, são vulneráveis a diversas pressões, sujeitos a quem controla o sector, também com total impunidade.
Deste modo, concluo, que os erros involuntários ou voluntários vão continuar a persistir. A minha esperança é que, dada a evolução tecnológica, com a inteligência artificial, permita construir máquinas programadas para uma função isenta e rigorosa. Mas mesmo assim, tudo depende de como possam ser programadas. Um assunto de difícil resolução e que vai continuar a dar azo a divergências jornada após jornada, e que merecia da parte das estruturas desportivas profunda reflexão, para bem da verdade desportiva.
É frequente os sportinguistas enumerarem situações em que o Sporting foi severamente prejudicado pela arbitragem. Não se trata de alguma teoria da conspiração, ou coisa do género, mas de situações factuais que todos recordam. No entanto, há muitos outros casos entretanto engolidos pela voracidade do tempo. Por essa razão, para tentarmos evitar que caiam no esquecimento, o Camarote Leonino procedeu ao levantamento de situações que deram brado e foram motivo de conversa entre nós. O nosso objectivo é lutar pela verdade desportiva, que nunca existirá sem uma arbitragem livre, independente e qualificada.
O primeiro jogo da lista é o Sporting - Leixões disputado em 1972 que terminou com uma invasão de campo aos 7 minutos de jogo. Foi a primeira vez que assisti a uma partida de futebol no Estádio de Alvalade e marcou a minha memória para sempre. Depois, de se recordarem algumas situações insólitas até à década de 1990, abordam-se os últimos 20 anos e alguns casos que ficaram na memória de todos os sportinguistas. A listagem não é exaustiva, está incompleta, nem sequer são referidos jogos de “campo inclinado” desde o apito inicial, de que Artur Soares Dias e João Pinheiro serão os mais completos praticantes na actualidade.
1972-73

Sporting 0 - Leixões 1, Campeonato Nacional, em 29 de Outubro de 1972. Árbitro Carlos Lopes.
Invasão de campo aos 7 minutos depois do árbitro não ter indicado um canto a favor dos leões. No entanto, a razão foi um penálti marcado contra o Sporting minutos antes, apesar do fiscal de linha ter assinalado fora de jogo. Vítor Damas defendeu o penálti, mas Carlos Lopes mandou repetir e foi golo. O Estádio de Alvalade foi interdito por 9 jogos.
1975-76
Atlético 3 - Sporting 0, Campeonato Nacional, 21 de Setembro de 1975. Árbitro Amândio Silva.
O árbitro marcou um penálti contra o Sporting a 11 minutos do fim do jogo que estava empatado a duas bolas. Não havendo razão para falta de penálti, e por ter havido outros casos durante o jogo, verificou-se invasão de campo. A Federação estabeleceu uma derrota do Sporting por 3-0.

Porto 2 - Sporting 3, Campeonato Nacional, 18 de Outubro de 1975. Árbitro Alder Dante.
Num jogo nas Antas com nevoeiro cada vez mais denso, os leões venciam por 2-1 quando um remate de Gomes levou a bola à malha lateral e um apanha bolas introduziu-a na baliza. O árbitro assinalou golo e Juca, com a sua fleuma britânica, chamou-lhe um “sonho fantástico”. Alder Dante no seu relatório reconheceu a falha, apanhou uma repreensão e o processo foi arquivado.
1980-81
Benfica 1 - Sporting 1, Campeonato Nacional, 2 de Maio de 1981. Árbitro Inácio Almeida.
O árbitro assinalou um penálti duvidoso contra o Sporting, que mandou repetir depois de Nené ter falhado. Numa outra jogada, virou as costas quando Pietra rasteirou Manuel Fernandes dentro da grande área, mandou seguir o jogo, Bento, com a pressa atrapalhou-se, largou a bola e permitiu que Jordão marcasse golo, que Inácio de Almeida anulou.
1998-99
Académica 2 - Sporting 2. Campeonato Nacional, 11 de Setembro de 1998. Árbitro António Costa.
Anulação de um golo limpo a Edmilson.
Chaves 2 - Sporting 2. Campeonato Nacional, 23 Janeiro 1999. Árbitro Jorge Coroado.
Jorge Coroado não assinalou três penáltis claros a favor da equipa sportinguista. Garantiu depois que tinha ficado cheio de azia pela sua falha.
Na sequência deste jogo, a Direcção sportinguista declarou luto desportivo em virtude da ausência de critérios uniformes no tratamento aos vários clubes. A bandeira do Clube foi colocada a meia haste e os jogadores leoninos passaram a equipar com meias pretas. Uma sondagem do painel Expresso/Euroexpansão publicado no jornal Expresso, em 4.2.1999, demostrou que o Sporting era o clube mais prejudicado pelas arbitragens.
2004-05

Benfica 1 - Sporting 0. Campeonato Nacional, 14 de Maio de 2005. Árbitro Paulo Paraty.
Os leões estavam no 1º lugar, mas um golo de Luisão com falta sobre Ricardo roubou-lhes a liderança.
Sporting 2-Nacional 4. Campeonato Nacional, 22 de Maio de 2005. Árbitro António Costa.
O Nacional venceu com três golos fora de jogo e o Sporting desceu ao 3º lugar.
2006-07

Sporting 0 - Paços de Ferreira 1. Campeonato Nacional, 16 Setembro 2006. Árbitro João Ferreira.
Ronny marcou com a mão o golo da vitória pacense. O Sporting perderia o Campeonato por um ponto.
2008-09

Sporting 1- Benfica 1 (2-3 g.p.). Taça da Liga, 21 de Março de 2009. Árbitro Lucílio Batista.
Exemplo de adulteração da verdade desportiva. O Benfica conseguiu o empate com um penálti inventado por pretensa falta de Pedro Silva. Paulo Bento fez um gesto com a mão que se tornou viral. Ficou para a história como a “Taça Lucílio Baptista”.
2011-12
Sporting 1 - Olhanense 1. Campeonato Nacional, 13 de Agosto de 2011. Árbitro Carlos Xistra.
A Direcção sportinguista contestou a arbitragem, ao que se seguiu o boicote dos árbitros ao jogo da 2ª jornada em Aveiro. João Ferreira não compareceu e a partida foi arbitrada por Fernando Martins, árbitro da II divisão distrital de Aveiro. O boicote seria levantado na jornada seguinte, no Sporting - Marítimo arbitrado por Pedro Proença.
2012-13

Benfica 2 - Sporting 0, Liga ZON Sagres, 21 de Abril de 2013. Árbitro João Capela.
Este dérbi lisboeta ficou para a história como o “jogo do Capela” pelas inúmeras decisões tendenciosas, nomeadamente na grande área do Benfica. Também ficou na memória pelo “limpinho, limpinho” de Jorge Jesus.
2013-14
Benfica 4 - Sporting 3 (a.p.). Taça de Portugal, 9 de Novembro de 2013. Árbitro Duarte Gomes.
Não foram marcados dois penáltis contra a equipa do Benfica, um deles verdadeiramente escandaloso.
2014-15
Schalke 04 4 - Sporting 3, Liga dos Campeões, 21 de Outubro de 2014. Árbitro Sergei Karasev (Rússia).
Um inacreditável penálti marcado no final do jogo (90+3 minutos) deu a vitória ao clube alemão.
2015-16
Play-off da Liga dos Campeões com o CSKA Moscovo. O Sporting foi eliminado por duas arbitragens inqualificáveis, que não marcaram dois penáltis evidentes, permitiram um golo com a mão e anularam erradamente um golo aos leões.
Braga 4 - Sporting 3 (a. p.), Taça de Portugal, 16 de Dezembro de 2015. Árbitro Fábio Veríssimo.
Anulado um golo limpo a Slimani.
2016-17
Benfica 2 - Sporting 1, Liga NOS, 11 de Dezembro de 2016. Árbitro Jorge Sousa.
O árbitro teve um activo, perdoou dois penáltis aos benfiquistas Pizzi e Nélson Semedo. Na sequência do penálti não assinalado a Pizzi, num rápida conta-ataque o Benfica marcou o primeiro golo do jogo. Irregular, portanto.
Sporting 0 - Braga 2, Liga NOS, 18 de Dezembro de 2016. Árbitro Hugo Miguel.
O árbitro não marcou dois penáltis contra os bracarenses.
Marítimo 2 - Sporting 2, Liga NOS, 21 de Janeiro de 2017. Árbitro João Pinheiro.
Golo mal anulado a Alan Ruiz.
2018-19

Setúbal 1 - Sporting 1, Liga NOS, 30 de Janeiro de 2019. Árbitro Hélder Malheiro.
Ristovski foi agredido com uma cotovelada que o deixou com grande hematoma na testa. Nos protestos, foi ele o expulso aos 54 minutos com o resultado favorável aos sadinos por 1-0.
Marítimo 0 - Sporting 0, Liga NOS, 25 de Feveiro de 2019. Árbitro Tiago Martins.
Tiago Martins faz o pleno neste jogo em matéria de expulsões. Coates aos 51 minutos, pouco depois Nélson Pereira, treinador de guarda-redes, e ainda executa um sprint de 30 metros para expulsar Marcel Keizer. Isto tudo durante uma arbitragem vergonhosamente inclinada.
2019-20
Sporting 2 - Rio Ave 3, Liga NOS, 31 de Agosto de 2019. Árbitro João Pinheiro.
João Pinheiro viu e assinalou três penáltis contra o Sporting. No entanto, ele e o VAR não viram Raphinha ser empurrado por um adversário com as duas mãos a escassos metros da linha de golo.
Braga 2 - Sporting 1. Final da Taça da Liga. 21 de Janeiro de 2020. Árbitro Nuno Almeida.
Com o resultado em 1-1, Nuno Almeida expulsa Bolasie por decisão do VAR Artur Soares Dias, depois de descarada e grosseira simulação do bracarense Willyan. Paulinho fez o 2-1, aos 90 minutos, com providencial empurrão a Mathieu.
2020-21

Famalicão 2 - Sporting 2. Liga NOS, 5 de Dezembro de 2020. Árbitro Luís Godinho.
Expulsão de Pote aos 80 minutos e anulação de um golo limpo por Coates, que faria o 2-3, por indicação do VAR. “Onde vai um, vão todos!”, foi o grito de guerra assumido por todo o plantel e que culminaria na festa do título de campeão no Marquês.
2021-22

Sporting 1 - Porto 1, Liga Portugal bwin, 11 de Setembro de 2021. Árbitro Nuno Almeida.
Pepe agrediu Coates com um murro violento na cara. Não viram, nem árbitro nem VAR!
Sporting 1 - Braga 2. Liga Portugal Bwin, 22 de Janeiro de 2022. Árbitro Hugo Miguel.
O Braga fez 1-1 com um daqueles penáltis que só se marcam contra o Sporting. O VAR João Pinheiro pressionou Hugo Miguel para o assinalar.
Porto 2 - Sporting 2. Liga Portugal Bwin, 11 de Fevereiro de 2022. Árbitro João Pinheiro.
Arbitragem caótica de João Pinheiro. Expulsões de Coates, Palhinha e Pepe, colocando o Porto em vantagem numérica, ao mesmo tempo que permitiu que Taremi abusasse das habituais simulações e de jogo perigoso.
Sporting 0 - Benfica 2. Liga Portugal Bwin, 17 de Abril de 2022. Árbitro Fábio Veríssimo.
O Sporting fez um jogo fraco, mas o árbitro perdoou um penálti claro de Otamendi sobre Coates aos 68 minutos quando o resultado estava em 1-0.
2022-23
Santa Clara 1 - Sporting 2. Liga Portugal Bwin, 8 de Outubro de 2022. Árbitro Artur Soares Dias.
Arbitragem manhosa como é habitual neste árbitro. Ele e o VAR não viram dois penáltis claros a favor do Sporting.
Porto 2 - Sporting 0. Final Allianz Cup, 28 de Janeiro de 2023. Árbitro João Pinheiro.
João Pinheiro mostrou o segundo amarelo a Paulinho, ignorando uma agressão de Otávio sobre o sportinguista. Antes já tinha ignorado uma clara agressão de Wendell a Pote.
Sporting 3 - Boavista 0. Liga Portugal Bwin, 12 de Março de 2023. Árbitro João Pinheiro.
Não foi assinalado penálti sobre Francisco Trincão, apesar de claramente carregado pelas costas.
2023-24
Casa Pia 1 - Sporting 2. Liga Portugal Bwin, 18 de Agosto de 2023. Árbitro Nuno Almeida.
Golo mal validado ao Sporting compensado por um penálti sobre Edwards perdoado aos casapianos.
Guimarães 3 - Sporting 2. Liga Portugal Bwin, 10 de Dezembro de 2023. Árbitro João Pinheiro.
Penálti inexistente contra o Sporting que permitiu o empate (1-1) nos últimos instantes da 1ª parte.

Sporting 2 - Porto 0. Liga Portugal Bwin, 18 de Dezembro de 2023. Árbitro Nuno Almeida.
Dois golos do Sporting anulados sem razão, com o falso pretexto de faltas de Quaresma e de Bragança.
Nas fotografias:
- Sporting 0 - Leixões 1, em 1972-73. Penálti mal assinalado.
- Porto 2 - Sporting 3, em 1975-76. Alder Dante e o “golo no nevoeiro”.
- Benfica 1 - Sporting 0, em 2004-05. Falta de Luisão sobre Ricardo.
- Sporting 0 - Paços de Ferreira 1, em 2006-07. “Golo” com a mão.
- Sporting 1 - Benfica 1 (2-3 g.p.), em 2008-09. O gesto de Paulo Bento.
- Benfica 2 - Sporting 0 em 2012-13. O tal jogo do “limpinho, limpinho”.
- Setúbal 1 - Sporting 1, em 2018-19. Agressão a Ristovski.
- Famalicão 2 - Sporting 2, em 2020-21. “Onde vai um, vão todos.”
- Sporting 1 - Porto 1, em 2021-22. Agressão a Coates.
- Sporting 2 - Porto 0, em 2023-24. Falta mal assinalada a Quaresma.
Rúben Amorim disse que o Sporting perdeu o jogo nos detalhes, analistas falaram de erros estratégicos e falhas individuais e o presidente Varandas considerou o João Pinheiro a assombração dos sportinguistas.
Quando se perde um jogo que podíamos e devíamos ganhar, todas as apreciações têm um pouco de verdade. Os detalhes acontecem quando falhamos golos, quando fazemos passes errados, ou quando um jogador se desconcentra e erra, incluindo o guarda-redes. Erros estratégicos acontecem em qualquer equipa, por culpa de quem dirige ou de quem executa. Os erros evidentes de arbitragem, manhosos ou grosseiros, são os mais arbitrários, porque penalizam os verdadeiros protagonistas.

Neste jogo em Guimarães, em concreto, dois detalhes causaram a derrota do Sporting porque resultaram em golos: o infeliz desvio de Morita de uma bola que ia na direcção do guarda-redes e uma má abordagem de Adán a um remate do adversário. Há também quem considere que as substituições de Amorim foram responsáveis pela derrota, mas penso ser unânime que o erro de Pinheiro e do VAR, prejudicaram claramente o Sporting.
Sem ser adepto de “calimeirices” quero focar-me neste erro de arbitragem, porque teve influência grave no resultado final do jogo. Se este penálti, inexistente, não tivesse sido marcado, o Sporting entraria a ganhar na segunda parte, com uma estratégia diferente e com outra tranquilidade, até porque o adversário ficaria com menos um jogador. Assim sendo, o homem do apito, beneficiou uma das partes.
Mesmo considerando que errou por má percepção, não existe nenhuma dúvida que o VAR, na posse das imagens, deixou passar o erro. Estas decisões parciais, em jogos equilibrados e num campeonato competitivo, acabam por fazer a diferença. Daí que denunciá-las com veemência seja prioritário.
À margem deste erro crasso, considero que a perda de sete pontos com as cinco melhores equipas, merece reflexão analítica da estrutura do futebol. Se queremos ser campeões, não podemos perder tantos pontos com os adversários mais próximos. E se não controlamos as “assombrações” da arbitragem tem de se controlar a prestação da equipa, do primeiro até ao último minuto, para não haver outras assombrações. Correcções que a equipa técnica e todo o grupo devem fazer. Não chega dizer que jogamos o melhor futebol, é preciso que isso se concretize na conquista de pontos para não acontecer, que em apenas dois jogos, os adversários directos se aproximem, pondo em causa a liderança.
Jogando bem, jogando muito melhor, com total rigor e empenho, conseguimos vencer os adversários e vencer as assombrações, que vão continuar a existir. O campeonato é longo e não está perdido, mas a equipa como está, ou com reforços, não pode ter um segundo de relaxo, se quiser ser campeã.
Os erros individuais acontecem, mas prefiro salientar a actuação do colectivo. Considero que o lugar mais difícil é o do guarda-redes, que nunca pode falhar, mas quando falha é também porque a equipa terá falhado. Neste sentido, não gosto de “crucificar jogadores” embora admita que o Adán não é o mesmo da época do título, talvez também pela sua idade, mas na verdade não temos melhor no plantel. É um assunto a ser considerado.

P.S.: Aproveito esta oportunidade para lembrar que ler faz bem e acalma as emoções do futebol. Embora seja suspeito, recomendo a leitura do meu livro “Zé Ninguém – A minha vida não dava um romance”, um retrato do país desde os anos 50, onde muitos se podem rever. Uma boa prenda Natal, à venda nas grandes livrarias online ou na livraria Martins em Lisboa. Também envio pessoalmente por correio. Email : as 3559225@sapo.pt.

Carlos Barbosa da Cruz, adepto sportinguista, advogado e comentador desportivo afirmou que... "A péssima qualidade das arbitragens, designadamente as das últimas jornadas, entre outras situações, ensombra o sucesso do Benfica".
Esta e outras considerações disponíveis aqui.

Se fosse cínico, ou se tivesse o suficiente sentido de humor, diria que o Sporting está no pódio dos cartões amarelos e que um título de campeão ainda pode ser conquistado.
Mas, observo o quadro e espanto-me, afinal a equipa leonina é das mais indisciplinadas do campeonato da 1ª Liga portuguesa. Assim do género daquelas equipas que à maneira do treinador Petit jogam um futebol assaz pequeno, de meia bola e força para a frente e muita demora no jogo, ou forte e feio nas canelas dos adversários quando não existe engenho para mais.
O Sporting está em bonita companhia, lá isso é verdade, e do Porto, Benfica, Braga e Guimarães nem se avista o rasto. Ele há coisas…

No tempo, quase mítico, em que vivia em Lisboa e ia ver jogos de futebol, os estádios estavam cheios de adeptos que vibravam com as peripécias do jogo. Não havia claques organizadas, nem pessoas que iam para os jogos em caixas rigorosamente vigiadas. O mundo é feito de mudança e hoje existe essa realidade. As claques que hoje animam o espectáculo com as suas coreografias, têm porém uma face preocupante: podem ser instrumentalizadas e transformar-se numa espécie de tropas de choque ao serviço de interesses que não são seguramente os do desporto. Mais, podem pôr em risco pessoas e bens como já tem acontecido. Ameaças veladas ou explícitas seja a quem for é um desvio perigoso às regras de convivência social.
Os adeptos e as claques em especial costumam usar a frase “joguem à bola” quando querem demonstrar desagrado com as exibições da equipa que apoiam. Estratégia discutível, pois normalmente têm efeitos perniciosos na recuperação do mau momento que a equipa está a atravessar. Por outro lado, a frase faz algum sentido pois a função de uma equipa dentro das quatro linhas é jogar futebol, e com mais ou menos espectáculo enfiar a bola na baliza do adversário.
Nos anos quarenta, quando o Sporting venceu vários campeonatos, era isso que fazia e bem: jogar à bola. A equipa conhecida como os cinco violinos ganhava os jogos pela sua competência, pelo seu empenho, pelo amor à camisola e porque jogavam com prazer. Em suma, ganhavam porque era melhores em vários parâmetros. Nos anos sessenta o Benfica ganhou campeonatos nacionais e taças europeias porque tinha uma equipa de grande nível. Essa equipa, onde se destacava Eusébio, foi a base da selecção nacional que brilhou no Mundial de 1966. Nos anos oitenta, o FCP projectou-se a nível interno e externo, graças aos grandes craques que a compunha. É certo que o FCP estabeleceu e controlou uma rede de estruturas com influências no futebol. Mas isso não invalida a competência das suas equipas.
Com a profissionalização do futebol como indústria, que move muito dinheiro, e em que este é sinal de conquista de títulos, pela capacidade de reunir os melhores artistas, a concorrência desportiva saudável extremou-se até se transformar numa “guerra”. Os dirigentes desportivos, cada vez mais de pior qualidade, procuram proteger-se dos maus resultados, desviando a atenção do jogo jogado para os jogos de bastidores. Por norma, os responsáveis pelas derrotas são sempre os árbitros e os seus erros. A culpa nunca é dos plantéis mal construídos, dos erros dos treinadores, da táctica, da falta de dinâmica, da falta de eficácia.
Os árbitros sempre erraram e sempre vão continuar a errar. Erravam nos anos quarenta, nos anos sessenta ou nos anos oitenta. Quando o Sporting ganhava campeonatos, ano após ano, não o fazia pela acção dos árbitros. Fazia-o porque jogava melhor futebol e/ou marcava mais golos. Sempre assim foi e sempre assim será. Focar a explicação dos resultados negativos na arbitragem e fazer disso a principal discussão do futebol é ir por um mau caminho, perigoso para o próprio futebol. Uma classe dirigente que dignifique o desporto, que não o transforme numa guerra, que não crie as condições para a violência, precisa-se. Se querem ganhar com autoridade e competência “joguem à bola” !
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