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A valorização da "Marca Futebol"

Rui Gomes, em 16.06.19

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Apresentamos um breve excerto de um artigo da autoria de Miguel Cal, administrador da Sporting SAD, que pode ser acedido aqui.

"O valor do futebol é indubitavelmente alto. A nível nacional, os dez programas de TV com maior audiência em 2019 são referentes ao futebol (imagem 1) – de notar que o Sporting Clube de Portugal está presente em quatro deles e que Cristiano Ronaldo surge nos outros três – e são uma alavanca emocional que todas as marcas desejariam ter.

Com a âncora emocional e o interesse que os clubes suscitam, a oportunidade de criação de valor através de patrocínios ou de parcerias é infinitamente superior ao que se consegue hoje. O futebol tem o potencial de ser o elemento-chave na escolha das marcas dos seus adeptos."

publicado às 03:48

Jorge Jesus é um treinador feliz

Rui Gomes, em 26.02.16

 

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Hoje tenho estado muito ocupado e com pouca disponibilidade para o blogue. No entanto, reservei uns minutos há instantes para ler uma crónica em um jornal regional, sobre os acontecimentos de ontem, em que, na realidade, o autor nem sequer é identificado.

 

De qualquer modo, entre as apreciações expressas sobre o jogo da Alemanha - num tom até moderadamente simpático - reparei numa breve frase que transmite precisamente o que eu sinto sobre a situação do Sporting no que às várias competições em que participou diz respeito e, muito em especial, sobre a atitude deveras vincada para com a Liga Europa. Diz o autor do escrito:

 

«Jorge Jesus é um treinador feliz. Conseguiu o que sempre pregou: fazer com que o Sporting fosse afastado de todas as competições, excepto a única que é de regularidade.

 

Das Ligas europeias, nem vale a pena falar. Nem com os super-lucros que advém dessas competições se preocupou. Seguiram-se as Taças de Portugal e a Taça da Liga. E agora, já não lhe restam desculpas. Ou ganha o campeonato e está tudo bem, ou não ganha e veremos então quanto de mal surgirá.»

 

 

P.S.: Como já indiquei, desconheço o autor do artigo publicado, mas sei que o director do jornal é um devoto sportinguista. Isto, para evitar acusações sem sentido.

 

publicado às 17:02

O futebol e os seus equívocos

Rui Gomes, em 25.08.15

 

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Tenho usado com frequência a seguinte citação da contracapa da obra "Ensaio sobre a cegueira", de Saramago: "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara". Esta simples frase do "Livro dos Conselhos", contém uma profunda sabedoria a qual, de certo modo, sempre senti que guiara as minhas acções e reacções ao longo da vida, face aos acontecimentos quer pessoais, profissionais e desportivos em que me envolvia. Olhar, ver e reparar até era um gesto instintivo do meu trabalho como topógrafo o que aliado ao meu espírito inquisitivo e eventuais conclusões, transformaram-me num louco aqui dentro do meu cantinho caseiro, que acha que os malucos são os que estão lá fora.

 

É um facto que 40/50 mil pessoas, dezenas de técnicos, um batalhão de jornalistas, 40 atletas no banco, 2 treinadores atentos e milhões de telespectadores olham e vêem um rectângulo onde estão dispostos 10 jogadores de cada lado, excluindo os guarda-redes, em fórmulas posicionais exotéricas de 4x4x2, 4x3x3, 4x2x4 com um qualquer losango lá metido, prontos a digladiarem-se por uns míseros 2 golos, os quais, à "seculum seculorum", tem sido a média mundial dos jogos de futebol. Isto não obstante, os avanços das "tácticas" e dos "colectivos", analisados e dissecados "ad nauseam" pelos média que até parecem querer libertar-nos dos problemas mais importantes que nos rodeiam.

 

Mas este meu desabafo não é direccionado às tácticas do futebol.No planeta devem haver biliões de "experts"  mais habilitados e isso é gente demais para se enfrentar. Seguramente que, num piscar de olhos, me vestiriam um colete de forças.

 

A verdade é que eu sou o louco atrás das grades e como tal permito-me lançar um alerta à plebe, para algo que todos olham, vêem e não reparam. Um pequeno pormenor dessa religião "futeboleira" que sempre me fascinou. E é num rasgo de sanidade mental que grito nunca ter visto no campo a tal inferioridade numérica que serve de lamento aos treinadores quando as coisas não correram de feição. Ainda hoje, 23 de Agosto, ouvi num vídeo o nosso estimado JJ a analisar o empate em casa, de uma forma realista mas que, como todos os outros, não resistiu introduzir a certa altura a a sua queixume: - "... com menos um jogador !"...

 

Ora, a minha afirmação que no futebol não existe inferioridade numérica (refiro-me entre equipas mais ou menos equlibradas), é facilmente comprovada, bastando reparar no que se passa dentro do campo. Exemplo:

 

1 - Se a equipa B perde um jogador por expulsão ficando com 9, a equipa A  nunca ataca com 10, deixa ficar do seu lado pelo menos 2, daí que avança só com 8, ironicamente, em inferioridade atacante.

 

2 - Se deixar ficar 1, avança e fica em igualdade, pois ataca com 9 e encontrará 9 a defender.

 

3 - O que reparo é que a equipa A, na maioria das vezes, mantém sempre 2 elementos atrás e nesse caso, se na equipa B ocorrer uma segunda expulsão, o equilíbrio mantém-se pois verificar-se-á uma igualdade de opositores, 8 contra 8...

 

Este meu raciocínio incomoda-me pois parece que uma uma virose apocalíptica tomou conta de todo o mundo a pontos de aceitarem a fraseologia da inferioridade numérica como um dado adquirido.

 

Mas eu sou doido e não vou nessa... !

 

Contudo, se tratássemos do efeito que as expulsões causam no rendimento dos atletas e da equipa por eles formada, o que não vai ser o caso, teríamos muito "pano para mangas"... e acabaríamos no campo da Psicologia. Cadê, o Psicólogo Desportivo ?

 

Talvez ele possa esclarecer o equívoco.

 

 

Francisco Velasco - 23 de Agosto de 2015

 

 

Nota: Este interessante artigo da autoria do nosso Amigo Francisco Velasco, foi escrito exclusivamente para Camarote Leonino. Endereçamos desde já o nosso mais sincero apreço pela extraordinária gentileza da sua prestação neste nosso espaço, que nos honra, convictos que será igualmente apreciada pelos nossos leitores.

 

* A imagem é obra da ilustradora oficial do Camarote Leonino

 

publicado às 03:55

Apenas os pontos nos iis

Rui Gomes, em 14.08.14

 

Um artigo de opinião da autoria de José Manuel Ribeiro, intitulado "A fatalidade vezes três", que faz sentido, apenas e tão só por reflectir a actual realidade do Sporting:

 

«Não é só por ter de comprar jogadores nos saldos que o Sporting parte bem atrás de Benfica e FC Porto em qualquer candidatura.

  

O dinheiro manda. Bruno de Carvalho pode culpar os empresários, os fundos, os jornalistas e o míldio da batata (e ter razão nos dois primeiros casos, não sei se no terceiro), mas nenhum deles teve a mínima influência na verdadeira fragilidade do Sporting. Com as rebeliões de Rojo e Slimani, já são três as ocorrências típicas de uma fatalidade de que falei várias vezes neste espaço, porque não havia volta a dar: a miragem de um salário multiplicado por dez ou vinte, ou de usar o emblema do Manchester United, não se desarreda com espírito de grupo, nem amor clubístico.

 

A resposta dura aos comportamentos de Rojo e Slimani tinha de existir, ou o Sporting arriscaria uma escalada de insatisfeitos, mas a parte fraca já estava à vista há um ano. Aliás, está nos livros de gestão. Chegados ao rompimento, ou Bruno de Carvalho se conforma a desvalorizar os jogadores, obrigando-os a respeitar os contratos de má vontade, ou os deixa sair, com mais umas centenas de milhares de euros embrulhadas no negócio, para não parecer que cedeu.

 

O Sporting não tem dinheiro num mundo em que o dinheiro manda. Encontrar craques é apenas uma parte do sarilho, como os manter e, sobretudo, como os manter bem-dispostos é a chave do puzzle. Então com os bolsos vazios e o hálito dos bancos no pescoço... »

 

É evidente que a componente que o artigo não aborda e que fica por analisar é a que diz respeito ao também real estado do Benfica e do FC Porto e os meios a que esses emblemas recorrem, que lhes permite, pelo menos teoricamente, partir à frente do Sporting em qualquer candidatura. Análise para outra ocasião, decerto.

 

publicado às 13:15

 

 

A decisão tomada ontem pela Comissão Arbitral Paritária (C.A.P.) apenas surpreende por um motivo: desde que assistimos à "Novela Bruma", fomos constantemente bombardeados com declarações do advogado e do tutor/empresário do jogador a dar a entender que a sua razão era garantida e a fazer do Sporting o mau da fita. Afinal, prevaleceu a Lei 28/98 e o Contrato Colectivo de Trabalho celebrado entre a Liga de Clubes e o Sindicato dos Jogadores (vulgo C.C.T.).

 

O artigo completo pode ser lido aqui.

 

publicado às 11:10

O dilema chamado Bruma

Rui Gomes, em 07.07.13

 

Embora esta "novela" já se tenha tornado algo fastidiosa, é por de mais evidente que é o preeminente ponto de discussão entre sportinguistas, pelo valor do jovem talento e, sobretudo, pelos relevantes interesses do Sporting.

Começando por reconhecer que o caso não foi acautelado atempadamente pela anterior administração da SAD, nomeadamente a partir de Novembro ou Dezembro de 2012, a primeira data possível mediante o seu 18.º aniversário a 24 de Outubro e as regras da FIFA nesse sentido, a resolução do mesmo acabou por cair nas mãos da nova Administração antes do começo do Mundial de sub-20. Porventura pela novidade que este processamento representa e pelo entretanto "braço de ferro" assumido com o agente Pini Zahavi, a SAD entendeu que não queria ou não podia aceder às exigências então sobre a mesa. Dá para compreender que terá sido um erro de cálculo, porque pela montra que o Campeonato do Mundo representa, à partida, e a sua subsequente "performance" na prova, a contenda tornou-se muito mais problemática. Até se compreende a posição do Sporting, além dos condicionantes financeiros - a interpretar bem as afirmações então proferidas - em não querer estabelecer um precedente tão perigoso em relação a negociações com jogadores tão jovens, mas pelo talento excepcional que Bruma representa, a excepção à regra deveria ter sido assumida.

Estamos agora perante um cenário com opções limitadas e, a bem dizer, muito dependente da vontade do atleta: ou renova com melhoramento salarial substancial e, porventura, prémios, ou não renova e chegando a Janeiro ficará livre para negociar com qualquer clube, visando a sua saída em Junho,a custo zero. Por seu lado, o Sporting ou aceita a melhor oferta que surgir agora do exterior ou, então, terá que definir se continuará a promover um jogador que, para todos os efeitos, já não é seu, e cujo retorno limitar-se-á aos direitos de formação.

Está à vista que um acordo dependerá, em grande parte, do reconhecimento do jogador de que a sua continuidade no Sporting, pelo menos por mais uma época ou duas, sob novo contrato, lhe será significativamente benéfica, tanto desportiva como contratualmente, partindo do princípio que continuará a evoluir onde essa dimensão melhor poderá ser assegurada. Daí, o inevitável acréscimo de valorização que o colocará num mercado futuro em termos muito mais vantajosos e, claro, também o Sporting.

A inteligência irmanada com a força de vontade e com a esperança produz uma ideia e, com ela, uma resolução. Esperamos que assim seja.

 

* Artigo escrito para publicação no jornal "Sporting".

 

publicado às 17:14

O todo é mais forte do que a parte

Rui Gomes, em 18.04.13

 

A liberdade de expressão como o veículo da transmissão de informações e ideias por quaisquer meios independentemente de fronteiras, é o alicerce fundamental em uma democracia. Os poderes democráticos, quer sejam governamentais ou institucionais, não controlam o conteúdo dos discursos escritos ou verbais, garantindo, por esses princípios, que as democracias tenham muitas vozes exprimindo ideias e opiniões diferentes e até contrárias, resultando num debate livre e aberto - deveras salutar - como a melhor opção a oferecer mais probabilidades do melhoramento da sua existência. A liberdade de expressão é um direito fundamental consagrado em democracia que depende de uma sociedade civil, educada e bem informada, cujo acesso à informação lhe permite participar tão plenamente quanto possível no seu enquadramento público.

A censura é tão antiga quanto a sociedade humana, sendo a Grécia antiga a primeira sociedade a elaborar uma justificativa para a censura, com base no princípio de que o governo da Pólis (cidade - estado) constituía a expressão dos desejos dos cidadãos e que, portanto, podia reprimir todo aquele que tentasse contestá-lo. Na sociedade moderna, censura é usada por qualquer grupo de poder ou até fracções individuais da sociedade, no sentido de controlar e suprimir informação, certos pontos de vista e opiniões divergentes, constrangindo-os pelo impedimento da sua divulgação ou através de comentário ameaçador à opinião contrária, de forma punitiva ou repressiva.

Conheço a História do Sporting e tenho muito orgulho em ser sportinguista. Os métodos de pressão e censura à opinião contrária que se verificam hoje em dia nas redes sociais, na blogosfera e em outros espaços da Internet - assentes na estéril premissa do «nós» e «eles» - contrastam com os preceitos morais e educacionais da sociedade livre, em que prepondera o sentimento de comunidade, em geral, e o espírito de ser Sporting, em particular. Pelo rejuvenado sentido de reestruturar e recuperar o nosso Clube, esta desadequada, quase pré-histórica noção, tende desunir, não unir, gera divergências, não consensos e, em geral, prescreve um clima de antagonismo imprudente, indesejável e improdutivo. O todo é sempre mais forte do que a parte e julgo ser essa a mensagem que foi enunciada pela nova liderança. O Sporting Clube de Portugal é um clube muito grande, tão grande quantos os seus cerca de três milhões de sócios, adeptos e simpatizantes desejam, e se não é da pertença exclusiva de um pequeno grupo de outrora, também não é de um pequeno grupo do presente. Parafraseando o Marquês de Sade: «Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem perigo.»

 

Artigo da minha autoria publicado hoje no Jornal do Sporting.

 

publicado às 17:37

 


Num extenso artigo entitulado «A nova cara de um jovem leão», a FIFA dá destaque à nova realidade leonina desde que Jesualdo Ferreira assumiu o cargo de treinador em Janeiro, sublinhando a sua aposta de risco em vários jogadores vindos da «famosa» Academia Sporting. Cita o professor: «Quando cheguei ao Sporting partilhei uma série de ideias com a administração. Queria concretizá-las e consegui. Não conhecia grande parte desses jogadores, mas têm mostrado valor mais do que suficiente para nos ajudarem a subir na classificação. Temos de conseguir mais pontos para chegarmos à Europa. E vai ser com estes jogadores. Têm virtudes da juventude. Irreverência, fantasia, às vezes até em demasia. O trunfo que temos entre mãos é a confiança destes jovens.»


 

publicado às 13:49

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