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"Claques e afins" out!

Naçao Valente, em 12.10.19

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A colocação de "claques" entre aspas não é por acaso. Considero ser necessário distinguir entre claques e claques e estabelecer diferenças dentro das próprias claques.

Deste modo, neste meu texto, centro a análise no comportamento das claques e afins na Assembleia Geral Ordinária realizada no dia 10 de Outubro. E se no estádio, no contexto dos jogos, ainda se compreende determinadas atitudes menos respeitosas, que não deixam de ser condenáveis, no âmbito de uma Assembleia Geral com uma agenda determinada, as atitudes destes grupos organizados não podem ser admissíveis.

A verdade nua e crua é que estes grupos, provenientes sobretudo da Juve Leo, coligados com 'brunistas' e um ou outro adepto que vai na onda, não vão para a AG para discutir o que está na Ordem de Trabalhos, mas propositadamente para insultar o presidente e os Órgãos Sociais. O que os move singularmente é uma campanha organizada com o intuito de derrubar a actual Direcção, na esperança de conseguir fazer regressar o status quo anterior, assuma ele a forma que assumir.

A estes grupos de contestação selvagem pouco interessa o Sporting Clube de Portugal. A estes grupos interessa uma política de terra queimada, para que o passado recente renasça das cinzas. O que não é admissível, seja qual for a circunstância, é que estejam numa AG a boicotá-la, desrespeitando não apenas a Direcção, mas os restantes associados e o próprio Clube. O que não é admissível é que os deixem actuar dessa forma durante horas seguidas, não deixando que se discuta livre e criticamente, os assuntos do Sporting.

Por isso, aqui uso a mesma expressão que eles utilizam contra a Direcção. Claques e afins 'out'. Não peço a sua imediata extinção, porque isso levanta várias questões legais. Estou a sugerir à Mesa da Assembleia Geral que exerça a sua legítima autoridade e que ponha na ordem, no limite com expulsão imediata da sala, todos os arruaceiros que não respeitem as regras de urbanidade, necessárias para que estas reuniões de associados possa realizar-se.

Em último caso, se isso de facto não for possível, por a MAG não querer tomar posições consideradas drásticas, tem ao seu dispor a faculdade de cancelar a Assembleia Geral, por natural falta de condições minimamente aceitáveis para que aconteça. Ao condescender com a indisciplina organizada à vista, está a ser cúmplice de um crime de transformação da reunião numa 'bagunça'. Esta forma pusilânime de dirigir uma reunião descredibiliza não só quem a dirige, mas o próprio Clube. A crítica é legitima, a discussão necessária, mas a anarquia tem que ser proibida.

Por outro lado, é possível identificar os grupos de energúmenos, a quem a educação das nossas escolas não conseguiu transmitir quaisquer valores e princípios condizentes com uma cidadania responsável. Essa identificação permitirá levantar processos disciplinares no âmbito dos Estatutos por obstrução à realização de uma AG. Seja qual for a solução, uma coisa é certa: estes comportamentos não podem ser permitidos num Clube centenário e apoiado maioritariamente por gente séria, honesta e civilizada. Firmeza contra a arruaça exige-se.

P.S.: Lamentáveis as declarações de Sousa Cintra - cuja presidência não foi nada brilhante - que procuraram incendiar ainda mais os ânimos. Lamentáveis opiniões de comentadores sportinguistas nas estações de televisão a deitar gasolina na fogueira. Ainda durante a AG assisti a análises de um deles na CMTV, dando cobertura a campanhas de desestabilização que esta estação promove, usando a situação do Sporting, para captar audiências.

publicado às 03:03

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A Assembleia Geral do Sporting CP, realizada este sábado, foi temporariamente suspensa após dois sócios terem insultado o presidente Frederico Varandas, tendo um deles sido retirado à força do Pavilhão João Rocha por elementos de segurança.

A reunião magna foi interrompida pelo presidente da Mesa da AG, Rogério Alves, numa altura em que já decorria a votação do único ponto da Ordem de Trabalhos, referente ao Orçamento e Plano de Actividades para 2019/20.

Os incidentes que levaram à suspensão da AG, que teve início pouco depois das 15:00, ocorreram perto das 18:30, quando Frederico Varandas respondia a perguntas dos cerca de 40 sócios inscritos, dos quase 1.200 presentes.

Dois sócios insurgiram-se contra Frederico Varandas e dirigiram-se a um dos elementos de segurança, que, na sequência, retirou “à força” um dos indivíduos, que posteriormente e no exterior foi identificado pelas autoridades.

O Orçamento e o Plano de Actividades do Sporting para 2019/20 foi aprovado com 69,01% dos votos, sendo que 30,99% votaram contra. 

Rogério Alves deu uma breve explicação:

"Sei que houve um momento de tensão. Um grupo de sócios pediu-me para se deslocar a esse local para falar com eles e não presenciei de forma directa os factos porque estava a falar com esses sócios.

Quando o Dr. Varandas estava a usar da palavra, houve numa altercação, alguém que o insultou foi retirado da sala e identificado nos termos normais. Que fique claro que a AG decorreu de forma natural na manifestação da divergência.

Verificou-se um incidente no final da intervenção do presidente, que correspondeu à intervenção do segurança quando um sócio não se comportou como devia no quadro da urbanidade exigida a quem está numa AG.

Na segunda-feira divulgarei as regras da AG do dia 6 de Julho.. Eu entendo que as pessoas que foram expulsas do Sporting e que agora recorreram para a Assembleia Geral no exercício do seu direito, devem ser admitidas a falar. Essa foi a minha opção anterior e não vejo razão para a alterar agora.

Acho que quem requereu a assembleia geral deve poder dirigir-se a ela. Este é o meu pensamento. Todavia, esta é uma decisão colegial da Mesa [da Assembleia Geral] que será anunciada nos seus precisos termos na próxima segunda-feira".

Valerá a pena perguntar o que os sócios que representam 30.99% que votaram contra têm em mente para o Clube?

Quanto ao lunático ex-presidente, deixem-no falar e expulsem-no de uma vez por todas.

Nota: Aparentemente, existem transferências da antiga Direcção a serem investigadas pela Polícia Judiciária.

publicado às 04:49

Há um ano.....

Ophelia Queiroz, em 23.06.19

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Faz hoje precisamente um ano que se realizou uma Assembleia Geral histórica no nosso Clube; histórica, pelos piores motivos: destituir um Presidente, pela primeira vez! 

O espectáculo muito lamentável  a que assistimos no Altice Arena ficará para sempre na nossa memória colectiva e apesar do barulho que por lá se fazia, no contacto com os sócios anónimos, nunca tive dúvidas de que o resultado seria o que foi.

Só na cabeça de uns quantos acéfalos que nem matemática sabem ( para eles 29 é mais do que 71..) , continuarão a defender a ilegitimidade daquela AG, ainda que " resmas " de decisões judiciais tenham existido no sentido de decidir pela sua total legitimidade e tenha cerceado a aberração que eram aquelas Comissões Transitórias criadas por Juristas ainda mais idiotas que o destituído, com AG marcadas para alteração de estatutos.

Eis que hoje vejo na capa do jornal A Bola, uma manchete com Sousa Cintra a dizer que com Peseiro ao leme, teríamos sido campeões.....Com todo o respeito que possa ter pelo senhor, sinceramente acho que calado seria um poeta. A não ser que ele nos garanta ter tido uma luz, como Luís Filipe Vieira teve, todos nós sabemos que essa possibilidade seria de 0,0000001%-.

E não só devido ao estatuto de "pé-frio" de Peseiro; nós sabemos que com o esplendor do actual domínio em todos os quadrantes do nosso vizinho da Segunda Circular, nem com Guardiola ou Jurgen Klopp, nós lá teriamos chegado.

Presidente Sousa Cintra,..." Porque no te callas?"

publicado às 15:00

Assembleia Geral do SCP

Rui Gomes, em 22.06.19

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É já no próximo dia 29 de Junho, sábado, que se vai realizar a Assembleia Geral Comum Ordinária do Sporting Clube de Portugal, com início pelas 14h30.

O ponto único da Ordem de Trabalhos da Assembleia Geral prende-se com a apreciação e votação do orçamento de rendimentos, gastos e investimentos do Sporting Clube de Portugal para o exercício de 1 de Julho de 2019 a 30 de Junho de 2020, acompanhado do plano de actividades e do parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar.

Os documentos respeitantes ao ponto único da Ordem de Trabalhos estão à disposição dos Sócios, para consulta, no centro de atendimento do Pavilhão João Rocha.

A convocatória para a AG foi divulgada aqui, estando disponível para consulta para todos os Sócios.

publicado às 04:30

Parabéns Sportinguistas !

Rui Gomes, em 16.12.18

 

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Os sócios do Sporting decidiram este sábado em Assembleia Geral que a sanção a Bruno de Carvalho deverá manter-se, o que significa que o destituído ex-presidente continuará suspenso da condição de associado durante um ano, uma pena que lhe havia sido aplicada pela Comissão de Fiscalização.

 

Além da manutenção desta sanção, votação idêntica ocorreu relativamente aos restantes membros da anterior Direcção - 10 meses a Alexandre Godinho, Carlos Vieira, José Quintela, Rui Caeiro e Luís Gestas.

 

Os sócios decidiram ainda pela expulsão de Elsa Judas e Trindade Barros,  por "usurpação de funções, criação de órgãos ilegais e convocatória de falsas assembleias gerais". 

 

Mesmo que os sócios tivessem optado pela despenalização do destituído ex-presidente, este continuaria afastado temporariamente da condição de associado, porque está sob suspensão preventiva em virtude de um segundo processo que continua a ser apreciado pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, mais concretamente o da sua expulsão de sócio.

Bruno de Carvalho, Alexandre Godinho e Luís Gestas, arriscam penas de expulsão no âmbito desses processos, que não estiveram em debate na Assembleia Geral deste sábado, visto que o Conselho Fiscal e Disciplinar ainda não deliberou sobre os mesmos (só depois disso é que poderá haver recursos para a AG).

 

O desfecho de mais um capítulo negro da História do Sporting. Lamentavelmente, ainda não ficará por aqui. Aguardamos acontecimentos futuros.

 

Uma palavra final para congratular os Sócios do Sporting que votaram este sábado, pela sua clarividência e defesa intransigente dos interesses superiores do Sporting Clube de Portugal.

 

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Eis os resultados oficiais da votação:

 

Bruno de Carvalho


Não (sanção deverá manter-se) - 68,55%
Sim (sanção deverá ser revogada) - 30,88%

Alexandre Godinho 


Não (sanção deverá manter-se) - 67,08%
Sim (sanção deverá ser revogada) - 31,97% 

Carlos Vieira 


Não (sanção deverá manter-se) - 64,03%
Sim (sanção deverá ser revogada) - 35,28% 

José Quintela 


Não (sanção deverá manter-se) - 63,09%
Sim (sanção deverá ser revogada) - 36,7%

Luís Gestas


Não (sanção deverá manter-se) - 64.58%
Sim (sanção deverá ser revogada) - 34,58%

Rui Caeiro


Não (sanção deverá manter-se) - 65,26%
Sim (sanção deverá ser revogada) - 34,09%

Elsa Judas 


Não (sanção deverá manter-se) -70.03
Sim (sanção deverá ser revogada) - 29,15%

 

Trindade Barros 


Não (sanção deverá manter-se) - 68%
Sim (sanção deverá ser revogada) - 30,96%

 

publicado às 02:03

Dormir com o inimigo

Naçao Valente, em 14.12.18

 

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Escrevi aqui, recentemente, um texto sobre este assunto, mas face aos desenvolvimentos subsequentes e à enorme importâcia que tem para a vida do Sporting, parece-me oportuno abordar de novo o  tema.

 

Realiza-se amanhã a reunião magna com o intuito de decidir se se dever manter ou não a suspensão aplicada ao destituído ex-presidente e elementos da anterior Direcção. A Mesa da Assembleia Geral decidiu, ao arrepio dos Estatutos, e numa operação que foi delineada em política de bastidores, pouco transparente, levantar a suspensão transitoriamente aos suspensos, para poderem participar na referida reunião.

 

Parece-me uma decisão aberrante e perigosa. Aberrante pela forma antidemocrática como foi decidida, ironicamente em nome da democracia. Perigosa porque abre uma porta que estava fechada, a quem demonstrou claramente à sociedade, que lhe interessa mais o seu poder pessoal, que os interesses do Sporting. 

 

Nunca é de mais lembrar que a democracia tem regras, que nenhum verdadeiro democrata deve ultrapassar e é sempre conveniente acentuar, que o presidente destituído, apenas tem um único objectivo: restabelecer o seu poder ditatorial no Sporting. Basta ver o seu último post de Facebook.

 

Transigir com quem tentou tomar de assalto o Clube, criando órgãos paralelos e ilegais, é um acto de falta de coragem em assumir funções sem tibiezas. Querer deitar na cama com o inimigo é correr sério risco de vida. O ex-presidente já mostrou para quem tem olhos de ver, que se está borrifando para a democracia, e que depois de levar cartão vermelho de uma percentagem muito elevada de associados, continuou a querer manter-se em jogo a qualquer preço.

 

A esta mais que  incompreensível benesse que a Mesa da Assembleia Geral deu, creio que com o beneplácito do Conselho Directivo, os sócios devem responder com firmeza. Devem comparecer em força, como na Assembleia Destitutiva, porque o que está em jogo não é uma questão menor. É um processo que deve caminhar no sentido de encerrar de vez uma página negra do Sporting. O anterior presidente não pode ter a oportunidade de voltar. A unidade não se faz com quem continua a assombrar o Sporting.

 

publicado às 16:00

Tolerância zero

Naçao Valente, em 11.12.18

 

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O lugar onde os associados exercem o seu poder é nas Assembleias Gerais. Aí aprovam ou não orçamentos, elegem ou destituem direcções, ou tomam outras decisões previstas nos Estatutos. Mas nem sempre os sócios comparecem em grande número a estas reuniões, fundamentais, para a vida do Clube. Nas instituições cuja dimensão extravasa o local geográfico da sede, é perfeitamente compreensível que aqueles que vivem a distâncias de centenas de quilómetros, tenham motivos para a sua ausência.

 

No entanto, há momentos extraordinários na vida do Clube, como foi o caso da última Assembleia Destituitiva, que exigem uma muito maior mobilização,. Cabe nessa situação aos Órgãos Sociais incentivarem a presença de todos os que tiverem disponibilidade. A Assembleia Geral do dia 15 de Dezembro, tem pelo sua ordem de trabalhos uma relevância fora do comum. Está em jogo a continuação ou levantamento de castigos aplicados pelo Conselho Fiscal a sócios que desrespeitaram os Estatutos e que apresentaram recurso dessa decisão.

 

Esses associados que foram suspensos, principalmente o presidente da Direcção deposta, já mostraram que pretendem continuar a assombrar a vida do Clube, colocando à frente do interesse colectivo as suas ambições pessoais. E dispõem ainda de um grupo de apoio, reduzido, mas que se mobiliza em benefício de uma personalidade que adoram acima do próprio Clube. Esse apoio esteve presente na última reunião magna e viu-se a sua força na diferença de votação, entre o orçamento da Direcção anterior e da actual.

 

Quem desejar afastar do dia a dia esses elementos perniciosos e desestabilizadores, tem o dever de estar presente nesta Assembleia Geral para que não aconteça uma surpresa. O levantamento da sua suspensão será um sério revés para a estabilidade do Sporting e que esta Direcção com discrição e bom senso está a conseguir. Deixar que um grupo pequeno mas ruidoso e agressivo, possa reverter uma decisão justa, é um passo atrás na pacificação do clube e um desrespeito pela Assembleia de  Julho.

 

Ao contrário dos aqui e ali agora clamam por complacência para quem nunca a teve, entendo que é imperativo que haja TOLERÂNCIA ZERO. Permitir o regresso dos que, em beneficio pessoal, quase destruíram uma colectividade centenária, é um acto cujas consequências são imprevisíveis. Por essa razão é necessária uma forte mobilização para mostrar, democraticamente, a essa gente, que já é, efectivamente,  passado.

 

publicado às 04:03

Sem medo

Naçao Valente, em 23.06.18
 

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 É a medo que escrevo. A medo penso,
 A medo sofro e empreendo e calo.
 A medo peso os termos quando falo.
 A medo me renego, me convenço.
 
 A medo amo. A medo me pertenço.
 A medo repouso no intervalo
 De outros medos. A medo é que resvalo
 O corpo escrutador, inquieto, tenso.
 
 A medo durmo. A medo acordo. A medo
 Invento. A medo passo, a medo fico.
 A medo meço o pobre, meço o rico.
 
 A medo guardo confissão, segredo,
 Dúvida, fé. A medo. A medo tudo.
 Que já me querem cego, surdo e mudo.
 
    António Ferreira, 1528-1569
 
 
Que já me querem cego, surdo e ainda mudo. Era assim no tempo em que pensar contra a ideologia dominante era crime. Tempo de perseguição, de condicionamento, de poder absoluto, de domínio das consciências pelo Tribunal da Inquisição. Mas tempo em que a razão venceu a ignorância, rumo ao progresso e à liberdade.
 
No Sporting, esse tempo instalou-se com armas e bagagens, como se vivessemos num regresso ao passado. Foram anos de perseguições, de julgamentos sumários, de ataques à liberdade de pensamento. Com armas modernas, os tiranos, tem sempre a mesma matriz. O poder total, a visão unilateral das coisas, o desrespeito pelas pessoas e pela lei.
 
Neste dia, em que os Sportinguistas têm nas suas mãos, a possibilidade de parar o assalto a uma instituição por um grupo de "falsos" sportinguistas, não pode haver medo. E não é só a sobrevivência de uma institução centenária e os seus princípios que estão em causa, é a liberdade como grande conquista da humanidade. Não deixemos que a ignorância vença a razão.
 

publicado às 14:20

O fim !

Ricardo Leão, em 23.06.18

 

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Já passaram mais do que 5 anos. Adeptos e detractores do que por aqui escrevemos estarão certamente unidos em algo: de que fomos os primeiros a denunciar quem era Bruno Azevedo de Carvalho. Fizemo-lo 100% convictos de que, infelizmente, tinhamos razão: estávamos perante alguém que se aproveitou desde o primeiro dia do Sporting e da boa fé das suas gentes.

 

Não lhe demos tréguas. Não porque tivessemos algo de pessoal contra Bruno Miguel, personagem que não conhecemos sequer pessoalmente, mas sim porque nos apercebemos desde muito cedo quem Carvalho era e ao que vinha. 

 

Fomos "eleitos" por Carvalho como a verdadeira oposição, à falta de oposição real que se visse. Fomos marcados, insultados, perseguidos, impedidos administrativamente de votar.

 

Contrariamente a outros (os sportinguistas que acordaram tarde) não somos da opinião que Azevedo de Carvalho tenha tido um bom primeiro mandato e se tenha "perdido" no segundo. Bruno Miguel foi assim desde sempre. Fez tudo mal? Não! Teve uma ou outra decisão boa, mas sempre numa lógica de afirmação de poder pessoal e de combate contra "moinhos de vento" e contra os "inimigos" que encontrava ou fabricava a cada esquina.

 

Mais do que 5 anos depois o universo sportinguista descobriu aquilo que, para nós, foi desde sempre uma evidência: Bruno Azevedo de Carvalho não era digno de ocupar as funções de presidente do Sporting Clube de Portugal.

 

Hoje este mesmo sentimento será confirmado nas urnas. Este é um dia especial. O dia em que Bruno Miguel e seus sequazes serão inapelavelmente afastados do poder e a sua expressão eleitoral reduzida a menos de 20% dos votantes.

 

Como escrevemos em Dezembro de 2017: "Azevedo de Carvalho não cresceu como pessoa nem nunca soube perceber a exigência necessária para se ser presidente de um clube como o Sporting Clube de Portugal. Eleito por uma grande maioria, que lhe permitiria actuar de outra maneira relativamente a todos quantos (e agora são cada vez mais) dele discordaram, age freneticamente como um hamster encurralado numa gaiola. Sairá dela pela porta pequena. A história é impiedosa para os falhados."

 

Mas tão ou mais importante do que derrotar Negan Carvalho y sus muchachos do Conselho Directivo é derrotar o seus "exército", os seus "salvadores", ou seja, todos aqueles que o apoiaram "porque sim" e que foram a sua tropa de elite. Uma verdadeira brigada de ressabiados, iletrados e incapazes mentais, muitos deles biscateiros, que o seguiram incondicionalmente e que perseguiram todos quantos se lhe opunham.

 

Estes sequazes não são nem nunca foram verdadeiros Sportinguistas e tanto estão hoje no Sporting como poderiam estar amanhã num qualquer outro clube rival desde que Bruno Miguel, ou um similar tiranete, lá estivesse. É este tipo de gente que também vai ser derrotada.

 

Derrotada mas não vencida definitivamente. Esse é um combate para os anos vindouros mas que estou certo que os verdadeiros Sportinguistas vencerão, a bem da verdade.

 

Viva o Sporting Clube de Portugal!

 

publicado às 04:20

Salvemos o Sporting !

Ricardo Leão, em 21.06.18

 

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SPORTINGUISTAS

 

Temos de sair deste longo e doloroso ciclo das trevas, para o qual o nosso querido Clube foi forçada e vilmente arrastado pela tirania insana de um charlatão psicopata que se convenceu ser (e agindo como) dono único, absoluto e perpétuo do Sporting Clube de Portugal.

 

Está, finalmente, na hora de nos libertarmos do catastrófico inferno que se abateu sobre a nossa muito respeitada e prestigiosa Instituição centenária – participando, urgente e activamente, na recuperação das suas estabilidade, decência e dignidade.

 

Cumpre-nos restabelecer os ideais, princípios e valores que determinaram e sempre distinguiram a existência do Sporting – mas que tão ignobilmente têm sido desprezados e espezinhados nos últimos anos.

 

É imperioso exterminar radicalmente o vírus infeccioso que tem vindo, gradualmente, a destruir o Clube. Abolir o instalado culto do totalitarismo, do despotismo, do divisionismo, do conflito, do confronto, da perseguição odiosa, da difamação, do incitamento à violência, da intimidação chantagista, da ordinarice verbal, da mentira sistemática.

 

Devemos, obviamente, exigir que os autores ou responsáveis pelos incomensuráveis danos materiais, desportivos e morais, infligidos no decorrer desta fase mais calamitosa, sejam judicialmente processados e, se acusados, compulsivamente forçados a indemnizar o Clube.

 

Chegou a grande oportunidade de fazer ouvir a nossa voz. De, através da força do voto, expressar a nossa vontade de pôr um fim definitivo à louca escalada ruinosa e de retornar ao caminho da esperança, da nobreza moral e da dignidade. Em liberdade democrática. Sem receio da intimidação gratuita das milícias ao serviço do abominável personagem que, por interesses pessoais, é, consciente ou inconscientemente, o principal responsável pela desgraça que feriu dramaticamente a nossa gloriosa Instituição.

 

Há que diligenciar esclarecer a grande maioria dos sócios da vital importância da próxima Assembleia Geral para a sobrevivência do Sporting Clube de Portugal – incitando-os à sua participação. Temos de fazê-lo por todos os meios possíveis, até porque os órgãos oficiais do Clube (site oficial, redes sociais, jornal e canal televisivo) – numa clara prova da infame ditadura reinante e de desprezo pelos direitos dos associados – omitem ou boicotem intencionalmente toda a informação que não seja aquela que sirva ou enalteça o líder populista.

 

Até sábado, no Altice Arena!

 

Leão da Guia

 

publicado às 22:00

Uma Assembleia Geral ilegítima e nula

Leão Zargo, em 09.06.18

 

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Bruno de Carvalho através da Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral (CMTAG), por si constituída e empossada, convocou uma Assembleia Geral Ordinária (AG) para 17 de Junho de 2018. Convém recordar que esta CMTAG não está prevista estatutariamente e que o tribunal considerou que Jaime Marta Soares “é, efectivamente, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal em pleno exercício de funções”. Portanto, apenas ele tem competência para convocar uma AG. Como é sabido, existe uma providência cautelar com a finalidade de evitar a prática de uma gravíssima ilegalidade. Estou convicto de que o tribunal vai decidir em tempo útil sobre o carácter ilegítimo e nulo desta AG, ainda que Bruno de Carvalho procure impor a sua realização, como afirmou ontem no noticiário da TVI24. 

 

Na realidade, à margem dos princípios estatutários, Bruno de Carvalho pretende reforçar o seu poder enquanto presidente do Conselho Directivo, ao mesmo tempo que procura limitar o poder dos sócios do Clube. Para isso, apesar de não possuir capacidade para tal, desconvocou a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 23 de Junho e impediu o reconhecimento das assinaturas dos subscritores. Mesmo perante uma decisão do tribunal que lhe é adversa, continua a afirmar que a AGE destitutiva não se realizará.

 

A Assembleia Geral de 17 de Junho constitui um momento importante da estratégia de Bruno de Carvalho para a subversão da democracia sportinguista. No terceiro ponto da ordem de trabalhos propõe a revisão de determinados artigos dos estatutos do Clube, mas não revela no que consistem essas alterações. Verifica-se que os artigos sujeitos a revisão tratam de cessações de mandato e renúncias de membros de corpos sociais eleitos, das competências do presidente do Conselho Directivo e da dissolução do Sporting. Isto é, sem olhar a meios, Bruno de Carvalho procura adaptar as disposições estatutárias aos seus interesses estratégicos de reforço do seu poder unipessoal. Mas isso nunca lhe será permitido, pelos sportinguistas e pelos tribunais.

 

publicado às 11:37

 

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Rogério Alves assegurou este domingo, em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, que não concorda, entre outras coisas, com o que se passou na última Assembleia Geral (AG) do Sporting:

 

"Não concordo que as AG se transformem em pelourinho para atacar sportinguistas nem com julgamentos feitos na Sporting TV a partir de listas de muito mau gosto. Mas a questão não é esta. Há os fenómenos e há os epifenómenos. Aquilo que acho que muitos sportinguistas pensam é que o actual presidente do Sporting, do ponto de vista objectivo, fez coisas boas para o clube. E, se calhar, algumas das suas características ajudaram a lograr alguns objectivos. O clube precisava de uma pequena terapia de choque.

 

Eu critiquei a forma como foram propostas acções contra os antigos dirigentes do Sporting, numa auditoria em que também não foram ouvidos. Não concordei com o facto de ter sido proposta uma acção contra o Dr. José Eduardo Bettencourt, mas congratulei-me sobretudo porque foi retirada, acho que foi um óptimo passo em frente. E o que é que eu como adepto do Sporting tenho procurado dizer apesar desses epifenómenos (que até me envolveram)? Para mim, essas coisas nascem e morrem. O que fica é a consideração do essencial. Estamos a três anos das eleições, não estamos em processo eleitoral. Eu não sou candidato a coisa nenhuma.

Não me sinto o "D. Sebastião do Sporting", como Bruno de Carvalho afirmou na AG do passado dia 17. Sou um adepto normal, apenas sou um adepto conhecido do Sporting porque já era muito conhecido como advogado e como Bastonário da Ordem quando exerci funções como presidente da mesa da Assembleia Geral do Sporting e da SAD do Sporting. Portanto, não sou D. Sebastião.

 

O Sporting não está em processo eleitoral. Tem de serenar, acalmar e concentrar-se nos seus grandes objectivos: ganhar as competições futebolísticas (nas outras modalidades está a sair-se muitíssimo bem). Ganhar, especialmente o campeonato - passar este Rubicão -, seria deveras espectacular e a família sportinguista merece isso. Aliás, eu costumo dizer, meio a brincar, que seria o grande consenso nacional: os sportinguistas ficariam felicíssimos, os benfiquistas ficariam contentes porque o FC Porto não tinha ganho e os do FC Porto ficavam contentes porque o Benfica não tinha ganho".

 

Considerações que pela sua sensatez e clarividência, dispensam comentário da minha parte. É por de mais evidente, e lógico, que pelas circunstâncias e o próprio timing, Rogério Alves não é neste momento candidato a "coisa nenhuma". Veremos se este estado de coisas se altera no futuro.

 

publicado às 03:11

O louva-a-deus

Leão Zargo, em 19.02.18

 

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O Vasco é um louva-a-deus que mal se viu a nascer começou logo a bombar. Não dorme. Nunca dorme. É uma marca registada vinte-e-quatro horas por dia. O Vasco é uma cópia. É conforme. É informe. Já seguiu Bruno Gimenez. E Marioni. Agora segue o Mestre. O Vasco não é lagartixa. Nunca foi lagartixa. TV só Sporting TV. Não vê o Preço Certo. Nem a Passadeira Vermelha. Vade retro. Nem as Tardes da Júlia se ainda as houvesse. Népias. O Luís Goucha já era. Talvez o Canal Panda. O Vasco é YoungNetwork. É um filtro que tudo filtra. Uma cassete pirata. O Vasco pica-o-ponto-a-toda-a-hora. Não lê jornais. Nem o Borda d'Água. Diz apenas o que aprendeu a dizer. Que lhe mandaram dizer. Sim divino, sim óleo de fígado de bacalhau, sim carapau, sim D. Quixote, sim Rocinante, sim moinhos de vento, sim sublime Mestre. É um ladino topa-a-tudo. Um louva-a-deus. Sê um Vasco. Vasca e lasca. Casca e descasca. Fight and resist!

 

O Vasco copiou para o Facebook: "O Mestre chegou-se à frente e com a sua bela voz rouca falou das maravilhas do seu reino e contou como no tempo das lagartixas o sol tinha deixado de nascer todos os dias. E anunciou o fim das lagartixas. E logo ali fez aprovar o Regimento Contra os Incréus (o RCI). E à vista de todos criou o Grupo dos Vascos que Seguem o Mestre Acima de Todas as Coisas (o GVSMATC)."

 

"O que eu gosto mesmo é de o ouvir, o meu repouso é a próxima batalha", exclamou o Vasco. E jurou que o Mestre é o D. Sebastião, e o reino o Quinto Império. Isto parece um filme já visto e revisto. Ou uma peça de teatro filmada. Se o dia ficar cinzento, imperial para dentro. Um dia de cada vez. Um dia é de vez.

 

publicado às 12:38

Vingança e mesquinhez

Naçao Valente, em 18.02.18

 

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Muito se tem escrito sobre a Assembleia "selvagem" do dia 17 e já pouco há a dizer. Aconteceu o que era expectável e que aqui sempre defendi. Bruno Miguel de Carvalho, conseguiu criar a imagem de "Messias" que tem os seus fiéis seguidores. Pelos resultados das últimas eleições serão aproximadamente quinze mil. Até ouvi num programa de rádio um adepto, já ancião, dizer que o apoia incondicionalmente. A palavra em si provoca-me urticária. Incondicional? Isso explica que os agora denominados sportingalhos fazem tudo o que o presidente mandar. E como alguém já escreveu, se os mandar atirarem-se de uma ravina lá estarão.

 

O Sporting fundado há mais de cem anos por José Alvalade, acabou. A única coisa que mantém é o nome e os símbolos. Este Sporting tomado por um homem quase "divino", com o apoio dos milhares que o idolatram, é outro clube. Nem sei bem se é um clube se uma "igreja" tipo IURD, onde não se podem pôr em causa os dogmas, nem o cardeal. É uma espécie de religião de fanáticos sem capacidade de questionar o chefe. O que o chefe diz é lei. A última directiva mostra isso: afastem-se desse demónio que é a comunicação social, ouçam apenas a minha voz, a única que vos salva. Inacreditável!

 

Em mais uma longa homilia, com os habituais insultos a críticos, aconteceu uma novidade, que quase passou despercebida. A referência a um funcionário do clube, que saiu há mais de dois anos, sem qualquer razão lógica e completamente desnecessária. Marco Silva não representa qualquer tipo de ameaça para o Sporting e para o seu presidente. Mostra o indubitável carácter mesquinho e vingativo de um homem cada vez mais perdido num labirinto de contradições e mentiras. No seu discurso, neste e noutros casos perpassam meias verdades: Diz que Marco Silva foi despedido em Inglaterra, mas omitiu que ganhou o campeonato grego, e que foi o treinador, que com uma equipa de tostões, ganhou o troféu mais importante do seu mandato até ao momento. Para quem tanto fala de ingratidão estamos conversados.

 

Os grandes homens sabem ser magnânimos nas derrotas e principalmente nas vitórias. Os pequenos homens usam as vitórias para alimentar mais guerras. Não respeitam nada nem ninguém. Quem hoje os bajula, se deixar de o fazer, tem o seu ódio garantido. Cuidado devotos. Quem não sabe respeitar, mesmo com toda a nossa benevolência, também não merece respeito.

 

publicado às 19:05

Foto do dia

Rui Gomes, em 18.02.18

 

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Adeptos do Sporting insultam e tentam agredir jornalistas à saída da

Assembleia Geral. Valeu a intervenção da PSP. Deve fazer

parte integral da cultura do "novo" Sporting.

 

publicado às 03:35

Os sportinguistas merecem o que têm

Rui Gomes, em 17.02.18

 

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A frase que serve como título deste post, na realidade, não é mais do que um desabafo meu, uma vez que os sócios que marcaram presença na Assembleia Geral deste sábado, ou em qualquer outra, aliás, não representam o universo leonino, este constituído por alguns milhões, mas sim e somente os votantes do dia. Nunca saberemos o verdadeiro querer da real maioria de sportinguistas.

 

O desfecho da reunião magna só será surpresa para os mais distraídos. A partir do momento em que Bruno de Carvalho abandonou a última sessão, ardilosamente, quando viu o mau andamento das coisas, ficou-se logo a saber que a pausa não era mais do que uma estratégia para lhe permitir o tempo necessário para reunir a sua falange sectária e mais alguns por arrasto.

 

Um momento turbulento e completamente desnecessário na vida secular do Sporting Clube de Portugal, servindo apenas para satisfazer o egocentrismo de um único homem e a sua insaciabilidade pelo poder absoluto. Ironicamente, a maioria de sócios votantes na Assembleia terão decidido conceder-lhe esse poder, sem a mínima consideração pelos eventuais danos ao Clube. Estes sócios, na óptica perversa de Bruno de Carvalho, são os verdadeiros sportinguistas, sendo que os restantes não passam de meros 'sportingados' que recusaram aderir à vontade suprema do "messias".

 

Muito embora o todo do cenário seja deveras transparente, não deixa de ser um caso para estupefacção, por as coisas terem acontecido como aconteceram, com a anuência dos associados a um oportunista de momento que não merece o mínimo de consideração e respeito. A realidade nua e crua é que este presidente foi reeleito há menos de um ano e única e exclusivamente para saciar os seus interesses pessoais, não hesitou, nem por um minuto, em destabilizar a família leonina. O Sporting deveria estar em primeiro lugar, mas não está, e o futuro encarregar-se-á de demonstrar isso mesmo. Nada ocorreu por mero acaso, no entanto, haverão razões por detrás das acções de Bruno de Carvalho que carecem de mais amplo esclarecimento. Vamos esperar para ver e compreender.

 

Bruno de Carvalho viu-se no poder - e com mais ao alcance - e entendeu que o Clube tem de estar moldado à sua personalidade e servir as suas ambições narcisistas e ditatoriais, sem considerações morais ou constitucionais. Que passo a passo esteja a conseguir isso mesmo com aprovação associativa, é deveras chocante e não menos espectacular.

 

Vamos ficar aqui por hoje, numa altura que ainda nem sequer se sabe os números oficiais da votação.

 

publicado às 21:29

A Assembleia Geral

Leão Zargo, em 17.02.18

 

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Num artigo na revista Harper’s, “Me, Myself, and Id”, Laura Kipnis escreveu que o narcisista “vive como se estivesse rodeado de espelhos, mas não gosta do que vê”. Como centraliza em si mesmo a realidade por se imaginar o único actor dos acontecimentos, desenvolve hipersensibilidade à avaliação dos outros e revela sentimentos excessivos de autoridade. Encaixa que nem uma luva em Bruno de Carvalho.

 

Rob Riemen definiu o tipo de relacionamento que o narcisista estabelece com o próprio ego: “O meu ego torna-se a medida de tudo e só interessa o que eu sinto, o que eu penso. Eu exijo que o meu gosto, a minha opinião e a minha maneira de ser sejam respeitados, senão eu ficarei ofendido. Um ego sensível como medida de todas as coisas não suporta qualquer crítica e ignora a autocrítica.” Não suporta, por exemplo, aquilo que imagina ser falta de “reconhecimento”, de “confiança” ou de “gratidão”. Bruno de Carvalho “dixit”.

 

O “leitmotiv” da Assembleia Geral de hoje é o narcisismo do actual presidente do Sporting associado a uma surpreendente instabilidade emocional. Por estes dias, os acontecimentos deslizam mais rapidamente do que convém e ele procura monitorizar as circunstâncias, pois receia pelo futuro. Há o risco do tempo se tornar desfavorável, e Bruno de Carvalho consumiu-se numa superexposição mediática. Na vida nada é permanente e no futebol pouco ou nada é previsível.

 

É este o contexto da Assembleia Geral. Rogério Alves explicou de forma cristalina o paradoxo da situação. De facto, o estado de alerta permanente e o prolongamento da conflitualidade com tudo e com todos tiveram consequências nefastas. A encruzilhada passou a ter um sentido único. Mesmo que as propostas de Regulamento Disciplinar e de revisão dos Estatutos sejam aprovadas como Bruno de Carvalho exige, verificar-se-à apenas um breve adiamento: daqui a alguns meses, os sportinguistas estarão novamente confrontados com outro tipo de chantagem.

  

(Há coisas que se dizem que não podem ser esquecidas. Bruno de Carvalho, em 4 de Dezembro de 2012, afirmou o seguinte em entrevista ao programa Dia Seguinte, na SIC Notícias: “A estabilidade não é um meio: é uma consequência. Isto é o que Sporting tem de perceber de uma vez por todas: no dia em que tiver liderança e um modelo, terá estabilidade”. Ainda tem esta opinião?)

  

(Fotografia de Yves Lecocq, High Pressure)

 

publicado às 11:55

 

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O Sporting publicou esta sexta-feira no site oficial um comunicado que visa esclarecer o processo de votação que irá decorrer na Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se este sábado, no Pavilhão João Rocha, pelas 14h00.

 
Comunicado na íntegra:

"Por forma a dissipar dúvidas que muitos Sócios do Sporting CP têm levantado nos últimos dias, em relação às votações na Assembleia Geral Extraordinária de amanhã, 17 de Fevereiro, esclarece-se:

- Os pontos 1 e 2 necessitam de 75 por cento de votos favoráveis dos presentes por forma a serem aprovados;

- Os votos nulos e brancos, bem como a abstenção, terão o mesmo efeito de um voto contra;
 
Recordamos que a AG decorrerá no Pavilhão João Rocha (14 horas) e que o processo de credenciação dos Sócios será feito a partir das 12 horas".
 
O que fica por esclarecer, é eloquentemente citado por Rogério Alves no seu artigo que publicámos hoje no blogue. Passamos a reiterar as questões que carecem de clarificação e que a Mesa da Assembleia Geral aparenta não dar muita importância:
 
"A convocatória é seca, não desvendando alguns aspectos relevantíssimos. Por exemplo: como se processará a votação? Por voto secreto ou por braço no ar? As alterações aos estatutos serão votadas ponto por ponto, como manda a boa técnica, ou sê-lo-ão em bloco? Poderão ser formuladas propostas concretas sobre pontos específicos, o que remete para a tal votação casuística. O mesmo se dirá quanto ao regulamento disciplinar. À exigência de dois terços dos votos a que aludem os estatutos, junta-se, ou não, a exigência do voto favorável de três quartos do número dos associados presentes, imposta pelo Código Civil no seu artigo 175, n.º 3? Trata-se de uma questão fulcral, tendo em conta que os associados têm número diferenciado de votos. Para que haja votação, terá de haver propostas. Qual é a proposta colocada à votação no âmbito do ponto 3? Não se sabe se as votações serão feitas no final, ou se irão sendo feitas com o encerramento de cada ponto (da ordem de trabalhos e dos dos documentos em apreço). Imaginemos que os pontos 1 e 2 são aprovados: para que servirá o ponto 3? Mas, sendo posto à votação o ponto 3, com uma proposta que entretanto surja, imaginemos que se vota num sentido favorável aos órgãos sociais em percentagem de 60 por cento. Ainda assim renunciarão? Mas a razão da renúncia não consiste, basicamente, na falta de aprovação dos dois primeiros pontos? Desaparecendo os motivos geradores da renúncia, poderá esta, ainda assim, verificar-se? Qual é o enquadramento do ponto 3 da OT, quando é certo que a AG só pode revogar os mandatos dos órgãos socais ocorrendo justa causa (artigo 40, n.º 2, dos Estatutos)? Caso haja renúncia em bloco dos órgãos sociais que a anunciaram, poderá, por amarga ironia, manter-se apenas o Conselho Leonino em funções?".
 

publicado às 15:31

 

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José de Alvalade às voltas no túmulo.

 

“Isto que se passa no Sporting, passa-se há quase 112 anos. Grupinhos e manipulação constante, quase desde que nascemos. Por debaixo de uma pequena pedrinha estão lá dezenas de lacraus, sempre foi assim.”

 

Por imperativo de um sentimento que nos unifica ao Clube idealizado pela dissidência de Holtreman Roquette e irmãos Gavazzo, todo o Sportinguista será umbilicalmente epígono, herdeiro e legatário de uma promissória nota de grandeza da qual, em momento algum, se poderá dissociar. Porventura nascido para além de um conflito de interesses entre a coexistência como agremiação cerimonial de alta sociedade ou instituição desportiva intencionalmente eclética, o Sporting não é nem nunca poderá ser tido como um Clube adiado e solitário, desalinhado com a sua própria razão de ser.

 

Quando se assume, ou se aceita, que o Sporting é embrionalmente desunido e fomentado em intrigas, pressupõe-se o Sporting como uma instituição ingovernável, assombrada, entregue a uma espécie de sociedade secreta obscura, exclusivamente intencionada em proveitos superficiais como pessoais. Aceitar, promover ou vincular tal tese, é assumir o Sporting como um Clube fragmentado, fútil, desprovido de lógica existencial – e por invariável consequência, condenado ao abismo. Infelizmente, vincular esta espécie de teoria do caos na cabeça dos nossos Adeptos, tem sido ao longo da nossa história um mal necessário, mas conveniente a diversas Direcções. O Mestrado (e não legado) de Jorge Gonçalves no Sporting serviu de exemplo.

 

A presidência de Jorge Gonçalves gerou em alguns adeptos do Sporting (essencialmente aqueles nascidos em redor da Geração da Revolução dos Cravos em diante), uma espécie de crença no contra-poder como fórmula de combate a fantasmas criados pelo próprio Gonçalves. Impôs um ingénuo raciocínio popular à manobragem e orientação de uma instituição apavorada em não vencer Títulos – são mesmo os Títulos no Futebol que invariavelmente trazem a união e a concórdia – permitindo que tal eco intriguista perdurasse para sempre. O mesmo eco intriguista do qual o actual Presidente Bruno de Carvalho se alimenta.

 

A vingança de Filipe Lá Féria? 

 

“Ninguém tem noção do que é não conseguir sair de casa para ir ao café ou passear com a filha ao jardim. Vivo sequestrado há cinco anos. Já fui a peças de teatro em que mudaram os textos para me chamarem atrasado mental (…) Eu não tenho liberdade! A cada passo que dou sou censurado.”

 

Este natural e compreensível lamento de Bruno de Carvalho, fundamenta-se tão apenas no errado patamar pessoal com que o próprio geriu ingenuamente a sua imagem, não como Presidente do Sporting, mas como Personalidade Pública. Não se trata apenas de uma consequência em função da agitação que provocou no Status Quo do Futebol em Portugal. Bruno de Carvalho paga o preço de expor fotos de família em redes sociais. Paga o preço de um casamento à vista de todos na Capela dos Jerónimos. Paga o preço da sua recente amizade com Tallon. E paga essencialmente o preço de um homem que se julga divindade, sustentado numa estrutura emocional imatura – Bruno de Carvalho fez da sua presidência um autêntico Reality Show, e o preço a pagar é este. Como qualquer Zé-Maria, não estava realmente preparado para as coisas simples e óbvias da vida.

 

Mais cedo ou mais tarde, tantos desacertos tornar-se-iam visíveis aos olhos do Clube. O improcedente comportamento de Bruno de Carvalho, demonstrado tanto pelo abandono da Assembleia Geral como na consequente conferência de imprensa de 2ª feira, prova o quão facilmente este pessoal e exíguo mote presidencialista se incompatibiliza com as reais necessidades de uma liderança forte. Bruno de Carvalho, ao demonstrar esta sua vulnerabilidade perante uma minoria de associados – tal como ao escudar-se na inabilidade de Marta Soares –, comprova que o Sporting afinal não está, em estrutura, verdadeiramente sólido. Pedir legitimação por sufrágios superiores a 75% não é apenas ser irresponsável – é demonstrar toda a fragilidade emocional e estrutural num conjunto de palavras mal ponderadas. Cabe a um Presidente esta espécie de arrufo de Diva? Numa fase crítica do Campeonato Nacional? Ninguém poupa o Sporting disto?

 

Bruno de Carvalho não retira dividendos alguns em promolgar deliberações semelhantes à Lei Patriótica de Bush – numa clara afronta aos direitos instituidos pela livre-expressão do Cidadão –, tal como qualquer crítica proveniente de espaços públicos não poderão afectar medidas de governação presidencial dentro de um Clube. Prevendo que qualquer oposição valorize a sua existência como voz activa e defensora do Sporting – ao invés de se colidir contra o Pavilhão João Rocha com um Boeing 747  – Bruno de Carvalho poderia optar por reunir em privado com tais entidades, ouvir o que estes têm a dizer, demonstrando deste modo toda a clareza e dimensão que se pretende. Existem diversas situações que, por si só, podem impôr uma saída de Bruno de Carvalho do Sporting – talvez a constestação dos associados seja uma gota no meio de um oceano.

 

Se Bruno de Carvalho decidir abdicar...

 

Existe uma situação muito séria a decorrer no Sporting, para a qual gostaria de alertar os leitores, e sobre a qual apreciaria explicações de Bruno de Carvalho e Carlos Vieira – a orientação do cash-flow gerado pela SAD está a ser aplicado inversamente ao deliberado pelo enquadramento basilar do plano de renegociação de dívida. Quem está a colocar dinheiro no Sporting, sob que formato financeiro e com que contra-partidas? Foram celebrados acordos comerciais que ultrapassam, em vencimento cronológico, qualquer mandato presidencial a quatro anos – que margem de actuação terá quem suceder a esta Direcção? Se esses acordos longitudinais permitem formalizar uma estimativa de verba a receber em Cash-Advance a curto prazo, qual o projecto desta Direcção para os próximos anos?

 

publicado às 11:00

Os argumentos vazios de Marta Soares

Rui Gomes, em 04.02.18

 

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Jaime Marta Soares - presidente da MAG -, reagiu como um bom "bombeiro" a tentar apagar um fogo que ameaça alastrar-se, alegando que foi um "momento quente" que levou à interrupção dos trabalhos da reunião magna e ao abandono de Bruno de Carvalho e de outros elementos dos órgãos sociais.

 

"Foi da assembleias-gerais mais concorridas de sempre da era Bruno de Carvalho. Estiveram presentes 800 sócios e quase 5 mil votos. Dos 8 pontos da ordem de trabalhos, 6 foram aprovados. Tudo levava a acreditar que esses dois pontos seriam votados, mas quando estávamos para dar início à votação faltou calma às pessoas para que isso acontecesse. Depois houve desrespeito entre os sócios, o momento esteve quente mas sem ultrapassar os limites do bom senso. Nada ultrapassou minimamente os limites do que quer que seja. Numa alteração estatutária vem sempre ao de cima o calor dos que desejam, de outros que não desejam.

publicado às 04:36

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