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Plata tem talento... que tenha sorte!

Rui Gomes, em 14.10.19

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Gonzalo Plata é um jovem com grandes sonhos. O talento inato que exibe levou o Sporting a apostar no equatoriano. Mas o futebol europeu é radicalmente diferente do praticado em outras paragens. Se um miúdo português para dar o salto da formação para os seniores já precisa de um misto de trabalho, crença e muita sorte, quem chega de ambientes menos exigentes em termos competitivos necessita de ainda um pouco mais... de tudo. Plata tem talento, é inegável. Os sonhos estão lá. Que tenha sorte, porque vai precisar.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 05:34

Silas com tanto a fazer

Rui Gomes, em 06.10.19

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É verdade que o Sporting bateu os austríacos e somou a segunda vitória consecutiva. Nos tempos que correm é notícia. Mas isso não apaga os momentos medíocres da exibição. E a noção clara de que uma equipa mais competente poderia ter deixado novamente o clube de Alvalade em enormes dificuldades.

Silas tem um trabalho hercúleo pela frente. Acredita num sistema diferente, tem uma filosofia nova tanto de construção como na forma de estar perante o adversário, mas falta-lhe uma pré-época para explicar as ideias. E isso fez-se notar na 1.ª parte frente ao Linz. Foi aí que a equipa mais tentou fazer o que se lhe pedia. E ia-se espalhando ao comprido. Não porque os jogadores não queiram. Mas são muitas ideias em pouco tempo.

Boa notícia na liderança do jovem técnico o ter sabido olhar para o jogo e aproveitar o facto de o adversário não ser competente a finalizar para alterar e ganhar. O que só mostra que os jogadores querem. Pelo menos a maioria. E se não fazem mais, é porque existe um bloqueio que só as vitórias poderão resolver. A confiança não se ganha de um dia para o outro. Conquista-se. Com pontos.

E há Bruno Fernandes. Dá sempre jeito ter em campo o melhor da Liga.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 05:04

Escolha que se entende

Rui Gomes, em 27.09.19

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Numa altura em que o mercado está fechado, em que o plantel ficará sem mexidas até à reabertura das inscrições em Janeiro e quando a maior parte dos treinadores está a trabalhar, a escolha do sucessor de Keizer e Leonel Pontes não era fácil. Principalmente quando o clube não abunda em dinheiro e cada investimento tem de ser bem pensado.

Abel Ferreira era um técnico mais experiente e com uma passagem pelo SC Braga que lhe deu maior preparação para o que seria o Sporting. No entanto, teria as bancadas contra ele e muitos dos supostos notáveis. Foi o facto de funcionar assim que fez com que os leões perdessem José Mourinho quando ele já estava contratado. Mas há muito que sabemos que Alvalade não aprende com os erros.

Silas é uma escolha de risco. Mas também uma ideia interessante para o futebol leonino. Reconhecido sportinguista, condição que agrada sempre aos adeptos, teve uma proposta diferente no Belenenses. E olhando aos jogadores que terá à disposição em Alvalade, eis um homem que não sofrerá demasiado com o facto de ter apenas um ponta-de-lança de raiz à disposição.

Uma coisa é certa. Silas trará ideias novas. Como todos, vai precisar de resultados. Mas também de alguma paz. Se a tiver, pode ser que consiga endireitar o futebol do Sporting.

Também precisa de alguma sorte, evidentemente, mas tem cedo a oportunidade que todos procuram na vida.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

Ainda de Bernardo Ribeiro na sua crónica desta sexta-feira:

O pior da derrota em Alvalade não é a perda de pontos na Taça da Liga. É percebermos que há gente capaz de andar à pancada enquanto ao lado um miúdo que não tem mais de 10 anos tenta parar aquela nojeira. E isto enquanto vê alguém – provavelmente de família – agredir ou ser agredido. Prova que os energúmenos não estão só nas claques. E que o futebol não é só paixão e emoção. É também insanidade. Os adeptos devem olhar para imagens como estas e alguns deles ganhar um pingo de vergonha. O clube precisa de um mínimo de serenidade. Sem ela, venha o craque Mourinho ou o jovem Silas, ninguém fará nada. E quando se ultrapassam limites destes e se anda à pancada com um miúdo ali... então não há nada que valha a pena salvar.

publicado às 08:15

Empresários e mercenários

Rui Gomes, em 21.08.19

Há no futebol português, como em todos os outros, agentes de jogadores que são uma espécie de parceiros dos clubes nas negociações, mesmo que defendendo sempre a posição do futebolista, e outros que estão dispostos a tudo por um prato de lentilhas.

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É verdade que Bas Dost era um dos jogadores a quem o processo de rescisão melhor assentava após o evento de Alcochete. Ser o melhor goleador da equipa com números impressionantes e acabar agredido no local de trabalho por um grupo de energúmenos que diz defender a mesma equipa é um case-study onde se aceita a deserção.

É por isso uma pena que tenha escolhido para representá-lo um agente que aproveitou a ocasião para esmifrar um Sousa Cintra entregue aos bichos e que lhe deu mundos e fundos que agora não há quem possa pagar. Se o agente fosse competente, Bas jogaria já noutras paragens e este sarilho não teria acontecido. Provavelmente até poderia ter evitado o ocaso do holandês.

Mas não. O facto de ganhar mais por época do que o actual ponta-de-lança titular do Sporting faz do empresário de Dost parte mais do que interessada no processo. Com tudo isto, o avançado deixou de ter condições para jogar em Alvalade. Até porque se percebeu que dificilmente encaixa. E com um empresário tão fraco, ficamos sem saber se é só a inabilidade do agente ou se o jogador não tem feito tudo para render mais.

Uma pena. Merecia melhor sorte. Ele e o Sporting".

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 04:02

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 07.08.19

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"Que impacto terá a humilhação numa equipa já de si à procura de rumo desde o início da pré-temporada? Mais, agora a braços com a provável saída do seu melhor jogador? Ser goleado num dérbi não dá saúde a ninguém. Do treinador ao presidente. A estrutura vai ser atacada e vai abanar. Do que é feita e que fé existe no trabalho do holandês, eis algo que se verá nos próximos capítulos".

Excerto de um artigo de Bernardo Ribeiro, Director de Record, aqui.

publicado às 04:17

O negócio possível

Rui Gomes, em 04.08.19

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É opinião geral de que o Sporting CP não pode fazer mais nada do que vender Bruno Fernandes. Uma corrente de pensamento mais do que legítima e a mais usual no futebol de hoje, onde rapidamente nos rendemos às verdades do dinheiro, pois é ele afinal que faz o Mundo andar à roda. Mas será, de facto, essa a melhor opção para um clube que se encontra na encruzilhada a que os leões chegaram? Isso é, pelo menos, discutível. 

Que o dinheiro de Bruno Fernandes faz falta ao clube é evidente. Como a todos os emblemas portugueses, mesmo aqueles que dão entrevistas a jurar o contrário. Mas se o Sporting não está obrigado a vender, se não tiver a corda na garganta, o que seria melhor? Fazer acertos com o dinheiro da transferência ou manter aquele que é o seu melhor jogador de há alguns anos para cá?

Porque também é assim que se mede a ambição dos clubes. Vieira vendeu Félix e com essa venda segurou os outros, tentando oferecer a Lage uma equipa que o coloca na ‘pole position’ na candidatura ao título. Ao perder Bruno, o Sporting pode acertar num Robertone qualquer, mas que o risco é muito maior...

Num mundo ideal, Varandas sentar-se-ia com Bruno e oferecer-lhe-ia um plano de carreira. Mas isso já não satisfaz um jogador português. É o Mundo em que vivemos.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 02:42

Um caso lamentável

Rui Gomes, em 25.07.19

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Esteja a razão de que lado estiver, Conceição e Danilo protagonizaram um caso lamentável e que o FC Porto dispensava quando se aproxima um jogo decisivo no apuramento para a Liga dos Campeões. A pré-temporada dos dragões já vindo a ser recheada de críticas a uma estrutura incapaz de trazer reforços em tempo útil. A opinião pública portista só poderá lamentar ver que o balneário enfrenta temas destes quando devia estar unido na preparação da época.

Coentrão também foi tema fracturante. Se uma claque deixou bem claro que dispensava a contratação, outra, mais bélica e representativa, fez saber que todos os reforços serão bem recebidos, deixando no ar uma ameaça aos contestatários. O clube não pode ser gerido de fora para dentro, mas é bom entender quão fracturantes podem ser alguns temas. 

Bons testes de Benfica e Sporting pela madrugada. Os leões fizeram a melhor exibição da pré-época e jogaram olhos nos olhos com o campeão europeu. As águias, depois de uma entrada fortíssima, mereceram ganhar ao cair do pano. Muito bem.

Parabéns aos sub-19 por mais uma final. Têm sido alegrias atrás de alegrias na formação. Parabéns à FPF e Filipe Ramos. Mas também aos clubes. São eles a origem do talento aproveitado na Cidade do Futebol.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 14:30

Um aviso à navegação

Rui Gomes, em 11.07.19

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Os jogos de pré-época valem o que valem, mas ainda assim é sempre bom vencer. Benfica e Sporting falharam esse objetivo – sendo que o adversário dos leões era claramente acessível –, mostrando ainda muito por fazer. Natural nesta altura, mas um aviso à navegação. Os sucessos conseguidos na época passada por águias e leões não caíram do céu. Para ganhar é preciso trabalhar muito. Sempre. 

Na despedida de Jonas, não foi só o talento do brasileiro que deixou saudades. Também os golos que marcava fizeram falta. Chiquinho deu um ar de sua graça, alguns dos jovens mostraram vontade de triunfar, mas foi evidente que faltou qualquer coisa à equipa. Obviamente, em momento algum Bruno Lage fez alinhar o melhor onze possível, mas até o técnico reconhecerá que é preciso fazer melhor. Boa notícia é que há muito tempo para isso.

O leão de Marcel Keizer mandou no jogo com a equipa mais forte e perdeu o controle dos acontecimentos com os miúdos. Apostar nos miúdos é muito bonito, mas raramente dá certo quando jogam todos ao mesmo tempo. Pormenores interessantes de Plata, que espalha talento e qualidade sentida em Camacho. Convém também alguma humildade. Todos sabemos que vem de Liverpool, mas às vezes é melhor passar ao lado em vez de jogar sozinho e chutar para as nuvens.

Bernardo Ribeiro, jornal Record, aqui.

publicado às 11:10

A força da democracia

Rui Gomes, em 06.07.19

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Bruno Fernandes foi eleito o melhor jogador da Liga. E João Félix o melhor jogador jovem. Acredito que até os próprios estão de acordo. Vai aí um grande folclore por causa das transferências de um e outro. Tem piada muito do que se lê e ouve na praça. Mas todos sabemos que o dinheiro que se paga no futebol não tem só a ver com a qualidade dos jogadores. Há tanto, mas tanto mais em causa.

Não é a primeira vez. Mas não deixa de me espantar que mesmo no dia antes de ver votada a sua expulsão de sócio, Bruno de Carvalho consiga, uma vez mais, insultar os sportinguistas: "Sinto vergonha por esta massa associativa me ter destituído para ter esta Direcção." Entendo as dificuldades do ex-presidente em lidar com a democracia. Deu várias mostras nos seus mandatos.

Mas o discurso populista e demagogo não tem o encanto de outrora. Porque apesar de manter uma legião de fãs que faz lembrar o melhor (pior) dos que acompanham Trump e Bolsonaro, há também quem não se esqueça de que foi com Bruno que o Sporting foi o primeiro clube português a entrar em default. Que se esqueceu de pagar os jogadores contratados. Que passou por um dos episódios mais tristes da história do futebol nacional e maior vergonha de um clube centenário. Episódio que o presidente destituído disse que tinha "sido chato". Não é falta de vergonha. É de noção. Têm os sportinguistas a palavra.

Bernardo Ribeiro, Director Record aqui.

publicado às 13:10

A enigmática camisola 7 do Sporting

Rui Gomes, em 29.06.19

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"Camacho é uma grande aposta de Frederico Varandas. Um jovem que o presidente conhece bem. Acompanhou o crescimento em Liverpool e vê nele um potencial titular de Keizer. A fé de que ao Sporting espera dias melhores leva-o a dar-lhe a camisola 7. Risco grande. Brincar com a história em Alvalade demonstra coragem. No fundo, como fazer frente às claques ou responder à letra a Cintra. Varandas terá muitos defeitos, como nós, mas falta de bravura não".

Bernardo RibeiroRecord

É bem verdade que a camisola 7 no Sporting nunca mais voltou a ser a mesma depois de Luís Figo, mas daí até a considerar uma "maldição" ou um "grande risco", é um autêntico capricho de ficção.

Vejamos quem envergou essa camisola e que talvez não tenha sido muito feliz:

Ricardo Sá Pinto - Iordanov - Leandro - Delfim - Niculae - Izmailov - Bojinov - Jeffrén - Rúben Ribeiro - Campbell - Matheus Pereira e Shikabala.

12 casos, 12 interrogações... mera superstição !

publicado às 12:43

A loucura do mercado

Rui Gomes, em 15.06.19

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São muitos os nomes lançados por empresários, mais ainda os que chegam de pessoas que tudo sabem. E há poucas certezas quando a procissão ainda vai no adro. É a altura de trabalho mais difícil para um jornalista sério. Podem ter-se notícias a cada minuto que passa sim, mas depois corre-se o risco de passar alguns dias a noticiar um jogador qualquer para um grande clube e depois ele acaba no V. Setúbal (Khalid Hachadi).

Na verdade, o actual posicionamento dos grandes não ajuda muito. Os nomes a contratar estão, e bem, fechados entre poucas pessoas das respetivas SAD. Mas depois há um medo incompreensível de dizer que este ou aquele jogador não interessa. Problema? Intoxicado é o leitor, adepto de um qualquer clube, que teima em viver de costas para o mundo da comunicação.

Não é nada de novo. Mas hoje em dia vivemos com alguns directores que não estão para ser incomodados por jornalistas. Pergunto-me para que servirão. Desde que o patrão deles esteja satisfeito, por mim tudo bem. 

Aqui deixamos uma promessa: Nenhum jogador é aqui noticiado se não for confirmado por mais de uma fonte. E assumiremos os desmentidos quando percebermos que eles são justos. Sim, somos dos que erramos. Mas há comunicados que são apenas uma forma de mascarar incapacidade negocial ou falta de coragem para assumir os nomes. Esses não. Aí manteremos a verdade. Sempre.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 12:31

Dia de Portugal

Rui Gomes, em 10.06.19

História. Eis o que fez ontem, uma vez mais, a Seleção Nacional. Portugal conquistou a 1.ª edição da Liga das Nações e juntou ao Euro mais um cetro, demonstrando um domínio do futebol europeu verdadeiramente impressionante.

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Este grupo de jogadores, o seu indiscutível líder Cristiano Ronaldo e o timoneiro eng. Fernando Santos entraram num grupo restrito de heróis nacionais. Para eles, como para nós, o feriado é mais do que merecido. Hoje é dia de Portugal. Dificilmente a conquista poderia ter acontecido num dia melhor, para todos podermos saboreá-lo.

Bernardo Silva foi considerado o melhor jogador do torneio. E foi, de facto, enorme. Mas perdoem-me a vénia ao do costume. É que ontem Portugal jogou mais, foi superior e mereceu a vitória, que chegou com o golo de Guedes. Mas frente à Suíça, quando jogámos menos do que devíamos, foi Cristiano quem disse presente e nos brindou com um hat trick salvador. Simplesmente brutal.

Dedo do treinador no triunfo do Dragão. Fernando Santos foi muito mais certeiro no sistema e onze utilizados com a Holanda do que no primeiro jogo. A crítica deve ser feita, mas não se pode esquecer o elogio. E o agradecimento. O engenheiro conquistou mais um título para o país. E isso nós nunca esqueceremos. Obrigado a todos.

Bernardo Ribeiro, Director de Record, aqui.

publicado às 15:24

Desperdiçar talento

Rui Gomes, em 01.06.19

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A eliminação dos jovens sub-20 do Mundial é uma péssima notícia. Não especialmente para o país, pois tudo o que desejamos aos nossos miúdos é que sejam muito felizes, mas para os próprios jogadores e federação. As condições criadas nos últimos anos, muito às costas do talento gerador de receitas de Cristiano Ronaldo, fazem com que estas gerações possam trabalhar com luxos nunca antes vistos no futebol português. E se o talento abunda nestes sub-20 (e ele é mesmo muito) a verdade é que desta vez ele não se viu no relvado. Apareceu a espaços muito curtos. 

Não sei se foi por falta de humildade, se pouca capacidade de trabalho ou só azar. Não conheço suficientemente os adversários dos nossos para ter uma opinião abalizada. Certo é que ver esta equipa de regresso dói na alma. Apenas porque sabemos que podiam ter ido mais longe. O passado está lá. Esperemos que o futuro também, pois o rejuvenescimento de Portugal passa por eles.

Hoje há mais um jogo de Premier League travestido de final europeia. Sinal do domínio inglês na UEFA, coisa nunca vista e corolário do campeonato mais apaixonante do momento. Muito arrependidos devem estar os espanhóis de terem perdido CR7. Os italianos agradecem. A Serie A foi a que mais cresceu. Não é eterno, mas nunca houve por cá nada assim.

Bernardo Ribeiro, Director de Record, aqui.

publicado às 11:00

Competência de grandes

Rui Gomes, em 14.04.19

 

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Um sábado gordo para Sérgio Conceição e Marcel Keizer. O primeiro venceu com inteira justiça e sem espinhas em Portimão, com a equipa a responder presente após Liverpool. O segundo mostra ao SC Braga que está a levar a sério a questão do pódio e com isso a reafirmar de forma séria o estatuto de grande que os homens do Minho almejavam. 

 

Marega acabou com o jejum, Brahimi mostrou compromisso com o objectivo da época e isto num jogo sem casos, a não ser o relvado artístico de Portimão, bonito de facto, mas péssimo para se perceberem os foras-de-jogo. Felizmente foi tudo claro. Ou teríamos conversa para a semana toda.

 

Na Vila das Aves um triunfo que é uma demonstração clara de força do grupo treinado por Keizer. Perder o guarda-redes aos quatro minutos, sofrer o golo do empate num penálti cometido pelo homem que entrou e ainda assim dominar e ganhar de forma claríssima por 3-1... eis algo que parecia impossível aos leões há algum tempo.

 

A verdade é que o técnico holandês soma a sétima vitória consecutiva e consegue superar uma luta pessoal com o seu homólogo Abel Ferreira que chegou a parecer perdida. Para além disso, há Luiz Phellype, o avançado económico que vai marcando.

Sim, também ainda houve Bruno Fernandes, mas isso quase já não é notícia. Que craque o capitão leonino!

 

Bernardo Ribeiro, Director jornal Record

 

publicado às 11:20

Campeão de uma só cor

Rui Gomes, em 09.04.19

 

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A guerra Benfica-FC Porto está a atingir níveis que chegámos a julgar impensáveis. As acusações sucedem-se e vão do ataque aos árbitros, de campo ou VAR, até à honorabilidade das equipas adversárias, vide as dúvidas dos encarnados em relação ao Feirense. Se havia quem pensasse que o desaparecimento de Bruno de Carvalho da cena pública iria melhorar o debate e comportamento dos clubes, a esta altura já deve ter percebido que o ex-presidente leonino não era o único problema. As culpas pelo nojo vigente têm de ser repartidas por mais gente e emblemas. 

 
O principal problema das duas cruzadas pela verdade desportiva é encerrarem uma questão péssima para a liga; ganhe quem ganhar, seja Benfica ou FC Porto, só os adeptos desse clube acreditarão no título. O facto de ambos terem as respectivas máquinas de propaganda a bombardearem diariamente o espaço público com a verdade a que acham que os adeptos têm direito vai fazer com que mais ninguém acredite na justiça da conquista. A cada ataque que fazem um ao outro, águias e dragões diminuem o significado do título que perseguem. Não no acesso aos milhões da Europa. Mas aos olhos de todos nós. E isso é uma pena...".
 
Bernardo Ribeiro, Director jornal Record
 

publicado às 04:48

Os corredores do poder obscuro

Rui Gomes, em 27.03.19

 

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"César Boaventura e Vítor Catão. Uma boa imagem do lado podre do futebol português. O mais grave de tudo isto, mais ainda do que as acusações feitas, que valem o que valem até serem validadas pela justiça nacional – e esperemos que haja alguém que averigue tudo isto, porque no meio de tanta sujidade algo se deverá encontrar – é estes serem agentes do nosso desporto. Como chegam estes homens aos corredores do poder? Como são próximos de presidentes? Em que expedientes estão metidos? Assustador".
 
Bernardo Ribeiro, jornal Record
 
 

Dependendo do contexto, obscuro pode ter diversas acepções:

 

1 – Obscuro pode qualificar algo sombrio, medonho, tenebroso, pouco promissor, lúgubre, inquietador.

 

2 - Obscuro, no sentido figurado, é algo difícil de entender, confuso, enigmático para se decifrar, algo que não está claramente visível ou declarado.

 

3 - Obscuro também pode ser algo desconhecido, ignorado, encoberto, de que não se tem informações ou que não se destacou.

 

4 – Obscuro é algo que não se define, vago, confuso, que não se distingue.

 

Será que tudo isto serve para descrever com exactidão a actualidade do futebol português?

 

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A previsível capa do previsível Correio da Manhã

 

*** Reportagem do Record , esta quarta-feira, com título bem visível em letras douradas ... "Notáveis desacreditam polémica com Catão"

 

"Record contactou cinco notáveis benfiquistas e a maioria deixou claro que as acusações fundamentadas pelo director do São Pedro da Cova ao Benfica e a Luís Filipe Vieira não devem ser tidas em conta. "Isso é de gente que não merece qualquer credibilidade...".

 

Até poderemos subscrever essa adjectivação, mas nem por isso deixamos de reflectir... o César Boaventura é "gente" credível, apenas por ser amigo da casa ?

 

publicado às 03:19

 

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1. O que pensa das duras críticas feitas por José Maria Ricciardi à liderança de Frederico Varandas? 

"Conheço o dr. Ricciardi muito bem e estou muito surpreendido. É de um messianismo completamente despropositado. Foi copiosamente derrotado nas eleições e mais do que Messias, precisamos de paz e responsabilidade. Tenho estima pessoal por Ricciardi, mas não me revejo minimamente nisto".


2. E como classifica a liderança de Frederico Varandas até ao momento? 


"Acho que procura construir algo após uma situação calamitosa. Sempre fui um crítico do estilo e conteúdo da última Direcção, não apenas após Alcochete. Varandas poderá não ter acertado sempre, mas tenta reerguer o Clube com humildade, discrição e uma equipa jovem que terá de, por vezes, errar. Mas a herança era terrível".

3. Do que precisa então o Sporting?


"De muita paz e estabilidade. De sócios unidos, que tenham paciência. Isto parece-me fundamental. Messias e salvadores da pátria tiveram um efeito terrível no clube, tanto no passado recente, como mais longínquo. É uma das explicações para a ausência de títulos. Repito, é preciso paz. Sem ela, não se faz nada.»

 

Bernardo RibeiroDirector de Record

 

publicado às 04:17

O leão, lições e venha a Liga

Rui Gomes, em 29.01.19
Após um dia de festa merecida com a conquista da Taça da Liga e o pomposo e enganador título de campeão de inverno, eis que o Sporting está de volta à normalidade e com Varandas a arrumar a casa. Não se pode dizer que o período de mercado esteja a correr mal.
 

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A chegada de Tiago Ilori é apenas mais uma boa notícia, por muito que o regresso do central seja uma aposta de risco. Os leões não têm capacidade de investimento para jogadores de primeira linha e tentar fazer renascer o talento de alguém que em miúdo parecia destinado ao sucesso, pode valer a pena. Vai depender de Keizer, mas ainda mais do jogador. Há muito quem não tenha uma oportunidade assim. 

 
Por muito que Sp. Braga e FC Porto tenham dificuldades em engolir o triunfo leonino, a verdade é que este foi merecido. Dá um pouco a ideia de que ambos subestimaram a equipa de Keizer. Quem ouviu Abel e Sérgio ficou com a sensação de que estão os dois convencidos de que foram muito superiores. Esquecendo, porém, que no futebol é preciso marcar mais do que o adversário. Há lições a tirar das derrotas. Esta é clara. 
 
A Liga vai regressar. O FC Porto sentirá o abalo? O Benfica confirmará as melhorias? O Sp. Braga é candidato a algo? Que Sporting depois de uma conquista? O futebol segue dentro de momentos.
 
Bernardo Ribeiro, jornal Record
 
 
Ao parágrafo em que Bernardo Ribeiro comenta a contratação de Tiago Ilori, anexamos a opinião do leitor Pepeu:
 
"Tiago Ilori não me entusiasma, seja pela forma como será sempre visto com algum estigma, seja sobretudo por ser alguém que não evoluiu na exacta medida daquilo que se perspectivava dele.

Hoje em dia é um jogador perfeitamente banal, igual a tantos outros, que só um clube como o Sporting se lembraria de ir rebuscar...

Vamos lá a ver!

O Sporting investe em estrutura técnica e dirigente. Reforça-se com supostos elementos que oferecem maior competência à sua gestão desportiva e, no meio de tanto trabalho em "scouting", o melhor que consegue é ir buscar este?!...".
  

publicado às 04:04

Melhorar a manta curta

Rui Gomes, em 11.01.19

 

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"Sem dinheiro para milagres de qualquer espécie e com um clube para reorganizar, Frederico Varandas vai tentar em Janeiro dar ao plantel leonino mais qualidade, ainda que sem grandes nomes para titulares à primeira vista. Investimentos pequenos e cirúrgicos, aliados a saídas de jogadores claramente excedentários e a quem nem José Peseiro nem agora Marcel Keizer reconhecem qualidade.

Pode parecer pouco mas não é. O Sporting tem hoje um onze interessante, mas a que falta claramente banco para poder aspirar a mais. Defendo que o leão não é candidato ao título porque saiu demasiado enfraquecido do terror em Alcochete e é precisamente nas segundas linhas onde é necessário dar um pulo de grande qualidade.

O Sporting não pode paralisar de medo quando não tem um titular. Uma onda de lesões é uma coisa. Perder em Tondela porque não se tem Bas Dost é outra. Até porque neste caso fica por perceber por que não foi chamado e utilizado Luiz Phellype. Quem joga e marca no Paços de Ferreira não precisa assim de tanta ambientação. Diria que aqui foi Keizer quem falhou e não o plantel. Ao contrário de Guimarães, onde a coisa pareceu não dar para mais.

Os leões estão hoje muito longe de FC Porto e Benfica. Recuperar passa também por isto. Mais qualidade".

 

Bernardo Ribeiro, jornal Record

 

 

Nota: Montero sofreu um traumatismo no tornozelo direito numa das sessões de treino desta semana e está em dúvida para o jogo de sábado. Com ou sem ele, veremos se desta vez Luiz Phellype é chamado por Marcel Keizer.

 

publicado às 04:16

O futebol e a desunião

Rui Gomes, em 23.10.18

 

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O Sporting não está a jogar bem. Um facto que salta à vista de todos os observadores do futebol português e que não aconteceu unicamente frente ao humilde Loures, derrotado pela margem mínima. A pensar, e bem, na Liga Europa, José Peseiro lançou em Alverca uma equipa com alguns nomes alternativos como Castaignos, Mané ou Marcelo. Ainda assim, o leão tinha a responsabilidade de conseguir um resultado mais descansado e de ter jogado bem mais à bola, problema que vem evidenciando desde o início de época.

 
Daí à resposta que os elementos das claques deram aos jogadores vai alguma distância. Lembra-nos novamente como é autofágico o clube de Alvalade, tantas são as vezes em que dispensa inimigos para arranjar problemas. A equipa não jogou bem, é um facto. Peseiro ainda não encontrou forma de colocar o Sporting a jogar bom futebol, outro facto. Mas não merecerá uma equipa remendada mais algum apoio?
 
Mais, não há ali naquela bancada pelo menos um grupo organizado de adeptos que devia ter o pudor, para não dizer a vergonha, de não assobiar a equipa? É que há quatro meses estavam a atacar o plantel e o treinador em Alcochete, no que foi a maior vergonha de sempre do clube em mais de 100 anos de história.
 
Não fazia mal ter um pingo de decoro e pensar no que andam a fazer os grupos de... apoio. É grande a desunião e poucos os que realmente pensam no que dizem amar.
 
Bernardo Ribeiro, jornal Record
 

publicado às 04:02

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