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Medo de ser o melhor

Rui Gomes, em 29.06.21

21312452_L0T3b.pngA opinião no Record é livre. Qualquer articulista que escreve neste jornal sabe bem isto. Acontece não raras vezes numa casa em que a opinião não está à venda alguém defender uma coisa e outra pessoa o contrário pouco mais à frente. Em Portugal é algo que se pode fazer desde 25 de Abril de 1974 e nós por cá vamos aproveitando. Serve a introdução para dizer que estou muito grato a Fernando Santos. Nunca lhe poderei agradecer devidamente a conquista do Euro’2016. Confesso que ainda hoje olho para trás e tudo me parece mentira. A Liga das Nações foi apenas a cereja no topo do bolo. O agradecimento é eterno. E sincero.

Dito isto, estou também muito farto da ideia que defende para a Selecção Nacional. Farto que Portugal tenha medo de jogar bem. Farto que Portugal tenha medo de ser o melhor. Farto de ver Portugal jogar sempre na reacção e nunca no protagonismo. Sei que a Bélgica é muito forte. E até que é a primeira classificada do ranking. Ou que De Bruyne é um dos melhores médios do Mundo. Mas também sei a tristeza que sinto ao ver Portugal reduzido a esta ideia de futebol tacanho. Obrigado, Fernando. Mas já chega.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

*** Em nota separada, manchete na capa de Record esta terça-feira... "Fernando Santos firme. Continuidade não está em causa".

publicado às 03:48

Coisas quase normais

Rui Gomes, em 04.05.21

O seleccionador nacional dá hoje uma entrevista interessante ao jornalista Rui Dias. Vale a pena ler. Muitas das ideias importantes para o Europeu estão ali explicadas. E outras nas entrelinhas. Mesmo com *Fernando Santos a tentar fintar o nosso Rui.

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Jovane Cabral parece ter convencido Amorim. Espero bem que sim. O extremo/avançado não é um craque dos que apaixona, mas a utilidade no plantel é mais do que evidente. E por muito que lhe custe ouvir isto, a verdade nua e crua é que Jovane corresponde na perfeição ao que antigamente se chamava a ‘arma secreta’. Saltar do banco assenta-lhe como uma luva.

Escreve Marco Ferreira hoje nas páginas de arbitragem e sou obrigado a concordar. O jogo de Alvalade parece não ter tido VAR. O árbitro escolhido já estava longe de ser de primeira linha, mas a equipa completa fez uma das piores exibições que vimos esta época. Escolhas estranhas as de Fontelas para os jogos que decidem o título. Tivessem os leões empatado e teríamos uma semana animada. Ridículo.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

NOTA

*Fernando Santos reconhece que errou ao convocar para a fase final do Mundial2018, na Rússia, jogadores que tinham rescindido contrato com o Sporting na sequência da invasão à Academia de Alcochete, ocorrido em maio daquele ano. "Achei, se calhar presunção minha, que levar o Rui Patrício, o William Carvalho, o Bruno Fernandes, o Gelson, os jogadores que tinham rescindido com o Sporting, não seria um problema. Se fosse hoje não os teria levado".

"Pensamos na cabeça deles, e estamos a falar de grandes profissionais, ninguém duvide. O dia a dia deles - não durante o treino, nas palestras, nas refeições - era a pensar no que lhes iria suceder a seguir, se teriam ou não clube, no que iria suceder depois".

"Não foi favorável. Eu achava, na altura da convocatória e durante mais tempo, que aquilo estava ultrapassado, mas...".

publicado às 03:16

O momento do Sporting

Rui Gomes, em 18.04.21

O texto que segue é um excerto da crónica de Bernardo Ribeiro, Director de Record, publicada na manhã de sexta-feira, ou seja, antes do jogo do Sporting com o Farense. Mesmo assim, não deixa de ser interessante e, parece-me, muito pertinente, face ao momento da equipa.

21312452_L0T3b.pngO Sporting vive um momento estranho. Lidera o campeonato com 6 pontos de avanço e parece entregue à tristeza. Provavelmente tem muitas frentes de batalha. Palhinha e a vontade dos rivais em ganhar pontos na secretaria, a palavra de Rui Costa valer mais do que a de Rúben Amorim, a mão pesada do Conselho de Disciplina que pode querer queimar quem ousou fazer-lhe frente e ainda os dois recentes empates, que contribuindo para um facto histórico prestes a acontecer, levaram os sportinguistas à depressão. Custa a entender. Não conheço nenhum adepto do clube que arriscasse a candidatura no início da época. Rúben Amorim fartou-se de avisar que não estava ganho. A equipa é hoje, haja o que houver, uma aposta certa. E acordarem para a vida?

publicado às 05:48

Palavras de capitão

Rui Gomes, em 27.03.21

21312452_L0T3b.pngLê-se a entrevista de Sebastián Coates a Record e percebe-se o porquê de o uruguaio ser capitão de equipa. Não há declarações bombásticas. Não há tiradas para irritar. Há um discurso consciente, sem fugir às perguntas, mas de homem feito e que sabe bem o que pretende dizer. Faz títulos menos sonantes, mas ganha muito o respeito de quem o lê. Porque está ali, de facto, um capitão.

Hoje joga a nossa selecção. Após uma estreia sensaborona frente ao Azerbaijão, claro que esperamos mais e melhor frente à Sérvia. Mesmo que Fernando Santos, no seu estilo resultadista, avise já que prefere ganhar do que ter nota artística. Por muito que ter ido de empate em empate até à vitória final em França tenha sido uma das maiores alegrias da minha vida, confesso que até senti alguma vergonha alheia deste discurso quando olho ao ‘plantel’ nacional. Erro meu, certamente.

Parabéns a Joana Ramos. Mais uma medalha aos 39 anos. Um grande exemplo de vida desportiva. Em tempos de pandemia, bem precisamos de quem nos aponte o caminho. Que retire do léxico a palavra desistir das mais utilizadas. Obrigado pelo exemplo, Joana.

Permitem-me terminar com um abraço ao meu camarada João Lopes. Estamos contigo. Força!

Artigo da autoria de Bernardo RibeiroDirector de Record

publicado às 15:30

Mais perto dos milhões

Rui Gomes, em 22.03.21

21312452_L0T3b.pngTriunfo muito importante e saboroso para o Benfica. A luta pelos milhões é vital para o clube e vencer em Braga era essencial para não perder completamente o comboio. O muito talento do plantel começa finalmente a vir ao de cima. Mais vale tarde do que nunca. E há uma Taça para ganhar.

O SC Braga falhou o teste. É bem verdade que esta época já tinha ganho ao Benfica mais do que uma vez, mas este era um encontro em que estava proibido de falhar para aumentar a distância. Disse adeus ao pódio.

João Pinheiro foi decisivo. A expulsão de Fransérgio acabou por marcar de forma indelével um jogo que, provavelmente, teria sido bem melhor. Critério muito dúbio e desmentido no próprio encontro. É dos melhores? Estamos conversados.

Espantosa a reacção do Famalicão à chegada de Ivo Vieira. De facto, às vezes basta um bom treinador para colocar as peças no sítio e começar a ver-se futebol digno desse nome.

Record conta-lhe hoje a história de Dário Essugo. Um dos muitos miúdos lançados por Rúben Amorim numa caminhada que a maioria dos sportinguistas até julgava impossível. Alcochete agradece.

Dez anos sem Artur Agostinho. O Record não esquece. Obrigado.

Artigo da autoria de Bernardo RibeiroDirector de Record

publicado às 17:57

Todos são importantes

Rui Gomes, em 13.03.21

21312452_L0T3b.pngÀs vezes somos tentados a pensar que o que decide os campeonatos são apenas os jogos grandes. Depois vemos esfumarem-se vantagens em menos de um simples fósforo, em jogos com equipas de valor muito diferente. Porque ao contrário de uma Taça, uma Liga não se decide num jogo, mas sim em longas jornadas onde as incógnitas são muitas e os momentos de forma também.

Sporting CP e Benfica têm jogos importantes. Não que os adversários sejam da mesma igualha, mas perder dois ou três pontos frente a Tondela ou Boavista tem o mesmo custo do que num dérbi ou clássico. Os leões têm isso bem presente com o susto que apanharam frente ao Santa Clara. Já o Benfica deve lembrar-se do resultado no Bessa.

Os rivais da Segunda Circular terão de estar no máximo. Os primeiros se querem mesmo ser campeões. Os segundos para pressionarem a concorrência na complicadíssima luta pela Liga dos Campeões.

Amorim e Jesus mostraram ter isto bem presente. São os motores das equipas, para o bem e para o mal.

Sílvio Cervan de uma vez só insultou adeptos do Sporting CP e do Benfica. A oposição incomoda sempre o poder. Felizmente na política não o tratam assim. E ainda bem.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 13:00

Sérgio disse que era fácil desmontar a equipa do Sporting e demonstrou ter a lição bem estudada. Mas quem comandou os ritmos foram os de Alvalade, que abandonam o Dragão com os mesmos 10 pontos de vantagem sobre o FC Porto.

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Comandar o campeonato como tem feito e passar incólume no maior dos testes à liderança até ao momento não é para todos. O trabalho de Rúben Amorim em Alvalade é digno dos maiores elogios. E por muito que ele não queira assumir a candidatura, não há certamente nenhum adepto sportinguista que não seja "obrigado" a acreditar que este ano pode mesmo ser.

A personalidade com que o Sporting CP jogou tendo no relvado sete jogadores sub-23 é impressionante. Diz muito sobre a qualidade da formação e alguns achados como Porro, mas também da confiança que lhes é dada por um treinador que não olha, mas não olha mesmo, a bilhetes de identidade.

Esperava um FC Porto mais próximo do que fez nos dois jogos em Braga, onde foi muito superior até às expulsões. Gostei francamente dos dragões aí e também frente à Juventus. Ontem, para impor a primeira derrota na Liga aos leões, era preciso uma exibição muito semelhante. Talvez seja verdade o que diz Sérgio, que a equipa quis mais ganhar, mas quem impôs os ritmos foi o Sporting. Com uma primeira parte morna e uma segunda em que se soltou. Os portistas tiveram mais oportunidades, mas soube a pouco para quem queria e precisava de virar o tabuleiro. Demasiado pouco, diria. O leão não pode mesmo festejar ainda, mas ficou claramente mais perto.

João Pinheiro. Acabou por passar com distinção num teste complicadíssimo. Foi corajoso, impôs respeito e não falhou em nenhuma decisão importante. Somou pontos.

NOTAS DE RODAPÉ

Palhinha, Coates e João Mário foram enormes no Dragão. Caso se sagre campeão, vai ser difícil a quem escrever a história deste leão não falar muitíssimo neles. Há mais? Sim, curiosamente quase todos, mas estes ontem foram vitais.

Santa Clara com público? Entendo a Liga. E faz-se lá fora. Mas discordo. Em absoluto. Desvirtua a verdade desportiva. Em casa vão ter a ajuda do público e fora o conforto das bancadas vazias. Os outros não são mais fortes ao lado dos seus? Mal.

Comunicar a vinda de árbitros estrangeiros para Portugal no dia do jogo do título é de uma insensatez atroz. Fazê-lo sem falar com a APAF ainda pior. João Pinheiro e Artur Soares Dias não precisavam disto antes do clássico. Muito mau.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 17:00

Força mental de leão

Rui Gomes, em 20.02.21

21312452_L0T3b.pngApesar da vantagem na Liga NOS e constantes pressões para assumir o favoritismo à conquista do título, Rúben Amorim tem sido muito cauteloso com essa questão. Já foi estratégia comunicacional. Agora é mesmo realidade. O treinador reconhece que é jovem e tem um grupo muito coeso mas a quem ainda falta o hábito de ganhar. E que hoje o principal inimigo do Sporting na busca pela vitória no campeonato é... o próprio Sporting.

Não falo das lutas intestinas em que o clube é pródigo. De brunistas a claques, de anti-Varandas aos muitos que lhe pretendem o lugar, todos têm tido consciência de que o que a equipa menos precisa é de inimigos internos. E têm apoiado com o silêncio responsável de quem discorda das políticas seguidas mas deseja o melhor para o clube. Ou seja, o título de campeão.

Falo da força mental que o grupo vai precisar para enfrentar a segunda volta. A ressaca da primeira derrota. A reacção a um eventual mau momento qualquer, gerado seja pelo que for. Se este tempo de pandemia serve para nos ensinar alguma coisa, é que só os mais fortes mentalmente resistem. É esta fibra que Rúben e o plantel terão de ter até ao fim. Seja jogo a jogo ou a navegar à bolina.

Futebol e tráfico de droga misturados. O nojo que dispensávamos.

Artigo da autoria de Bernardo RibeiroDirector de Record

publicado às 17:00

O candidato inesperado

Rui Gomes, em 06.02.21

Uma jornada fantástica para o Sporting, a última da primeira volta. Os leões aumentaram para 6 pontos a distância para o FC Porto e viram o Benfica falhar na Luz e ficar a 11. E logo voltou à mesa a conversa de ser ou não candidato ao título, algo que Rúben Amorim recusa terminantemente. E depois?

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É assim tão importante que o jovem técnico assuma algo que todos já percebemos que é real? Aliás, até o plantel leonino já acredita que está a lutar por coisas maiores do que as que lhe eram pedidas. A época começou com um desnível de investimento tão brutal que o clube de Alvalade parecia ser obrigado a resignar-se à luta por um lugar na Champions. Porque FC Porto e Sp. Braga tinham candidaturas mais musculadas. E ao autodesignado Benfica estratosférico apontavam-se outros voos. Agora...

Foi Rúben Amorim o grande motor da mudança. Finalmente Frederico Varandas acertou na contratação de um treinador. E Hugo Viana em reforços dignos desse nome. Tudo isto regado com ‘putos’ cheios de vontade de jogar à bola como Nuno Mendes, Gonçalo Inácio, Matheus Nunes ou Tiago Tomás. Alcochete agradeceu.

Na Luz as palavras de Rui Costa falharam. 11 pontos. Será altura de o presidente fazer qualquer coisa?

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 14:45

Dias cinzentos no futebol

Rui Gomes, em 29.01.21

21312452_L0T3b.pngEm breve saberemos se o Conselho de Disciplina da FPF se preocupa com a justiça. Isto, se muito à boa maneira portuguesa a decisão não for tomada depois do dérbi. Falamos de Palhinha, claro, e do amarelo ridículo que viu no Bessa. A pontaria de Fábio Veríssimo foi tramada, ele que deu o exacto mesmo número de amarelos a uma equipa que fez 13 faltas, frente a outra que fez... 25. Coisas do além.

Muito mau para o futebol o facto de a despenalização do também ridículo quarto amarelo a Otamendi ter sido ignorada pelo Conselho de Disciplina. Só se fosse verificada fraude, arbitrariedade ou corrupção. Como o órgão não tem quaisquer meios de prová-lo, está aberto o caminho à demissão da decisão. Volte, Meirim, está perdoado. Seria interessante saber o que pensa o agora consultor de tamanha aberração. Cinzento, pois...

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 03:48

Leão cai por culpa própria

Rui Gomes, em 12.01.21

21312452_L0T3b.pngApós um primeiro jogo francamente muito bom na Madeira, frente ao Nacional, onde tudo fez para ganhar, o Sporting CP acaba eliminado da Taça num (mau) terreno em que perde por culpa própria. Os leões jogaram pouco, não estiveram muito concentrados, não repetiram a intensidade vista na Choupana, não foram – ao contrário do que disse Emanuel Ferro – a mesma equipa que tinham sido até aqui. Podem queixar-se de alguma falta de estrela nos 90 minutos, mas ela já abonou o leão várias vezes esta época. Ontem sorriu ao Marítimo. Que fez por merecer.

O Sporting pagou a factura do enorme esforço no jogo da Liga. Se pela falta de frescura dos que repetiram a titularidade, se por aqueles que ficaram a descansar, a verdade é que tudo somado deixa os leões fora de prova. O erro de Neto no primeiro golo junto com a ausência de agressividade de Feddal e a desconcentração total de Nuno Santos no segundo dizem muito.

Resta saber se o Sporting pagou o cansaço ou a falta de profundidade do plantel. Acredito que ambos. O temporal e batatal da Choupana tinham forçosamente de deixar marcas. E depois quando Rúben Amorim roda muito falta o talento que existe em Benfica, FC Porto e até SC Braga. Para atingir algum objectivo terão de correr mais do que os outros. Sempre.

Artigo da autoria de Bernardo RibeiroDirector de Record

Nota: Também se pode acrescentar que não se viu o tipo de arbitragem, especialmente o VAR, que esteve hoje em evidência, precisamente na Choupana, para permitir ao FC Porto escapar à eliminação.

publicado às 19:00

Não vão ter vida fácil

Rui Gomes, em 22.12.20

21312452_L0T3b.pngComo dizem os dois espectadores animados de futebol aqui ao lado na Bancada Central, foi um fim de semana normal para os três grandes, pois ganharam todos. Muito normal também parece estar a tornar-se a polémica. Os ataques aos árbitros nas redes sociais a cada lance que passa, o escrutínio no campo e na TV, numa vida em que há erros como em todas as outras mas a pessoas a quem permitimos muito menos erros do que a nós próprios.

Do Sporting CP diz-se ter sido beneficiado pelo penálti sobre Feddal, o SL Benfica pela não expulsão de Gilberto ou o penálti de Seferovic e o FC Porto por uma falta de Diogo Leite sobre Riascos ainda antes do golo de Marega. Tenho opinião própria sobre cada um dos lances, mas avaliando o que disseram os árbitros de Record, não são fáceis as certezas. Curiosamente, Marco Ferreira e Jorge Faustino não estão de acordo em nenhum deles. E isto a assistir aos jogos pela TV. Como pendurar um árbitro no pelourinho se nem os especialistas estão de acordo?

A costela clubística de cada um leva a ver a realidade de forma distinta. Não existe só uma verdade, mas sim a vida conforme a vemos. E não se trata de falta de seriedade. Há mesmo casos difíceis de entender, tal a gravidade dos erros. Guardemos a justa indignação para esses?

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 04:33

Futebol jogado e falado

Rui Gomes, em 20.12.20

21312452_L0T3b.pngO Sporting sofreu ontem para bater o Farense. Valeu-lhe a frieza de Sporar na marcação do penálti polémico. Não foi uma noite muito inspirada dos leões, que até podiam ter marcado de outra forma, sim, mas estiveram vários furos abaixo do que é habitual. Mas é muito importante saber ganhar também quando se joga pouco. Só assim há líderes. O Sporting acaba por passar o Natal na liderança. Não vale título nenhum, é verdade, mas mata-se um estigma importante.

Rúben Amorim não foi capaz de fazer a equipa jogar bem, mas deu mais um show na sala de imprensa. Mérito a quem manda pelas renovações, elogios ao suor dos jogadores e sapiência na forma como usou a falta sobre Coates na declaração sobre o penálti. Acredito que faz falta à equipa no banco.

Jorge Jesus, por outro lado, diz que só uma equipa joga melhor do que o Benfica. E logo se levantam virgens ofendidas. Percebo o que diz o técnico. Entre o jogo falado e o jogado há diferenças. Na pele de treinador encarnado, por exemplo, se o Sporting tivesse perdido dois pontos frente ao Farense o Benfica hoje tentaria colar-se à liderança. E isto sem jogar grande coisa. Imagine-se que JJ consegue ‘acordar’ a equipa. O único falhanço do técnico até ao momento é a Champions. O resto é conversa. E ainda falta tanta coisa.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 10:30

A falta de vergonha

Rui Gomes, em 19.12.20

21312452_L0T3b.pngFui alertado por camaradas de redação que estava a ser atacado na BTV por Carlos Janela. Vi. Ri-me com eles. Mas são medalhas. E das boas. Que usarei ao peito para toda a vida com orgulho. Ter o pai da cartilha, homem de quem se leu um mail a querer pagar a jornalistas para dizer bem do Benfica, a falar mal de mim e de outros camaradas de outros títulos... só nos enobrece. Pena ver Hélder Conduto ali. Um profissional como outros do canal que merece bem melhor.

Nesse mesmo programa televisivo ainda foi mostrada uma lista de órgãos de comunicação social malcomportados. Muitos, diga-se. Uma espécie de codex, provavelmente a alertar os adeptos para o perigo de lerem jornais independentes. Até o Canal 11 da FPF lá estava. Fez-me lembrar Bruno de Carvalho e o célebre pedido aos adeptos antes de entrar em guerra com o mundo. Felizmente, no caso do Benfica acredito que o presidente não perde tempo a ver programas tão nonsense. Pena que os permita, mas nisso a comunicação dos grandes é o que é.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 03:00

Quando corre um, correm todos

Rui Gomes, em 12.12.20

O Sporting reagiu bem ao empate em Famalicão?

21312452_L0T3b.png

Muito, muito bem. Os leões entraram a 100 à hora, com uma sede de vitória impressionante e a um ritmo diabólico. É verdade que o Paços de Pepa é uma equipa temível, mas a formação de Amorim deu um banho de bola dos antigos. Os excelentes golos foram um bónus interessante.

A ausência de Pote foi demasiado sentida?

Pelo contrário. Tabata e Tiago Tomás, com Andraz Sporar no banco, fizeram exibições mesmo arrasadoras. O primeiro cheio de vontade, técnica e malícia na hora da definição; o segundo com uma velocidade e fome de bola que só pode ter agradado (e muito) a Rúben Amorim.

Adán redimiu-se do frango em Famalicão?

Desta vez o espanhol não teve muito trabalho, mas fez tudo bem. Na retina fica uma intervenção extraordinária a um remate de cabeça de João Pedro que... não contava por fora-de-jogo. Mas isto para dizer que esteve muito seguro, circulou bem a bola com os pés e agarrou tudo o que havia para agarrar.

João Pinheiro teve o mesmo protagonismo de Luís Godinho?

Não, até porque o jogo ficou resolvido na primeira parte. Mas aos 81’ o Sporting era a única equipa com cartões amarelos e o treinador leonino também viu um cartão. Das duas uma, ou os técnicos do Sporting são mesmo os mais mal-educados da Liga... ou têm razão. Agora escolha.

Artigo da autoria de Bernardo RibeiroDirector de Record

publicado às 13:00

Muito a aprender

Rui Gomes, em 07.12.20

21312452_L0T3b.pngNão sei o que terá dito Amorim à equipa no regresso aos treinos. Mas é bom que os jovens leoninos, assim como os mais velhos, tenham aprendido qualquer coisa em Famalicão. Primeiro que vão ter de jogar mais, cometer menos erros e marcar mais se quiserem ganhar algo. O empate de anteontem, por injusto que lhes saiba, é futebol. Sofreram dois golos de bola parada, motivados por erros próprios e ainda se deram ao luxo de falhar um penálti. Uma equipa que quer fazer história tem de matar o jogo. O Sporting falhou aí.

Quanto às palavras de Varandas, elas são apenas o reconhecimento do que toda a gente já sabe. Há três grandes em Portugal, mas um deles perdeu muita influência ao longo dos anos. Isso paga-se caro. Veja-se o facto inédito do CA abordar o golo de Coates na hora. Tão sintomático quanto ridículo. Uma estrutura avisada teria ainda alertado a equipa para o facto de o árbitro ser Luís Godinho, o mesmo do empate frente ao FC Porto. A expulsão de Pote mostra que algo ficou por dizer. A ingenuidade tem custos.

O golo de Coates fará o pleno entre os ditos 'especialistas' e adeptos do Sporting. Uns dirão bem anulado, outros gritarão roubo. Mas vital para os leões não são os pontos perdidos. A questão é se aprenderam a lição. Para ganharem terão de ser muito fortes.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 03:30

Porque elas merecem

Rui Gomes, em 28.11.20

21312452_L0T3b.pngA Selecção feminina venceu ontem a Escócia por 1-0 e deu mais um passo importante rumo ao apuramento para o Europeu. A equipa de Francisco Neto conseguiu a primeira vitória da história frente a um adversário do pote principal, facto que inegavelmente merece realce e aplausos. O crescimento do futebol feminino, da dimensão das nossas jogadoras, de uma Liga que procura tornar-se muito mais competitiva, mostra que faz sentido apostar. E que a Federação Portuguesa de Futebol, também ela, merece loas. Porque este crescimento não acontece por acaso. Nem de um momento para o outro.

As nossas Selecções têm hoje condições como nunca lhes tinham sido dadas. Mais, há uma estrutura que apoia integralmente o futebol feminino, pensa nos mais ínfimos detalhes e ajuda as mulheres portuguesas a crescerem ainda mais como jogadoras. Uma excelente obra de Fernando Gomes. É verdade que o futebol português tem muitos defeitos, mas olhar para alguns dos seus intérpretes e não ver ali trabalho e massa crítica, mais do que injusto, chega a ser estúpido.

Ainda assim, todos lidamos com problemas graves no nosso futebol. Clubes investigados, falta de transparência de processos, suspeitas várias, SADs sem condições. Mas é difícil olhar para Gomes e Pedro Proença e não admitir que ambos tentam fazer o melhor. Para todos.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 04:01

A escolha acertada?

Rui Gomes, em 13.11.20

21312452_L0T3b.pngO presidente Frederico Varandas parece ter feito aquilo que ainda não tinha conseguido desde que foi eleito líder do clube: escolher um bom treinador. É evidente que Rúben Amorim foi um investimento deveras despropositado para um clube com dificuldades financeiras, tendo um custo tão alto que ainda não foi pago. Mas a verdade é que o técnico não tem culpa nenhuma e no dia em que se escrevem estas linhas já devolveu a esperança aos adeptos. E isso vale dinheiro, mesmo que não tanto.

Será então Amorim a escolha acertada? Não depende só dele. Nem de Varandas, diga-se. Ter sucesso no Sporting é algo extremamente difícil e que nem Jesus, o mais bem pago dos treinadores – e com um investimento fortíssimo de Bruno de Carvalho – conseguiu.

Para ganhar, Amorim teve 17 milhões para gastar. Conceição cerca de 22 e JJ mais de 100 milhões. No plano dos trunfos são realidades completamente diferentes. Por isso, o 1.º lugar ocupado por Amorim merece loas. E respeito. Pode vir a perceber-se que Rúben não é a última coca-cola do deserto, mas o trabalho hoje apresentado pelo Record explica-lhe que há coisas que não acontecem por caso. Mesmo que não durem. Saibam os leões aceitar as inevitáveis dores de crescimento. Já era tempo de aprenderem.

Artigo da autoria de Bernardo RibeiroDirector de Record

publicado às 03:04

Liderança não é acaso

Rui Gomes, em 09.11.20

21312452_L0T3b.pngO Sporting deu um correctivo no Vitória de Guimarães como há muito não se via. Mas o mais impressionante neste leão não é a goleada em Guimarães. É não ser líder por acaso. Longe disso. O Sporting tem o melhor ataque e a melhor defesa. Isto diz tudo sobre a justiça de um candidato que tem a equipa mais barata dos três grandes, a que menos investiu e recheada de jovens valores cheios de vontade de se mostrar.

Destaque para o trabalho de Rúben Amorim, que apenas não somou a vitória no clássico e com factores externos que podem ter tido influência. O Sporting joga num sistema bem diferente dos rivais e com assinatura. Aliás, Amorim é criticado por não ter plano B. Mas a verdade é que tem preferido trabalhar na solidificação dos esquemas utilizados e quando precisa de mudar, consegue fazê-lo através das dinâmicas e peças utilizadas, sem desfazer o sistema em que acredita. Até agora tem resultado.

Há nomes que neste momento saltam à vista no Sporting. Pedro Gonçalves, o Pote de ouro que a SAD foi buscar a Famalicão, é referência obrigatória. Mas a verdade é que Palhinha e Nuno Santos têm sido importantes e a classe de João Mário transbordante. Mas o segredo, curiosamente, parece ser mesmo a união da equipa. Ajuda tanto.

Artigo da autoria de Bernardo Ribeiro, Director de Record

publicado às 04:05

Discursos de título

Rui Gomes, em 07.11.20

Entendo que Rúben Amorim esteja a meter água na fervura na candidatura ao título. Não só por uma questão de estratégia, mas também porque se conseguisse chegar lá, estaria a alcançar um feito semelhante aos de Leicester e Atlético Madrid no meio de ‘tubarões’.

21312452_L0T3b.png

Um plantel imberbe como é o do Sporting tem mesmo de pensar jogo a jogo. É verdade que pode ajudar não ter Europa a meio da semana. E posso acreditar nas palavras do antigo capitão Beto, que diz sem receio que não haver adeptos nas bancadas ajuda a equipa. Nos últimos anos raramente é poupada cada vez que se falha um passe. Com miúdos isso não ajuda nada.

Mas mesmo tendo presente esta conjunção de factores existe ainda uma grande distância na profundidade dos plantéis dos três grandes e até do Sp. Braga. Amorim que deixe a exigência do título ser colocada por Jesus, Conceição e Carvalhal. Tenho a certeza que todos eles dirão que o Sporting é candidato.

Senti muita vergonha alheia quando ouvi as palavras do presidente do Conselho Fiscal do Benfica, Fonseca Santos. E sei que também há internamente quem tenha ficado com os cabelos em pé. Pudera. Da conquista tranquila às queixas das arbitragens, um autêntico desastre.

Artigo de Bernardo RibeiroDirector de Record

Nota: O Sporting chegar ao título é comparável aos feitos do Leicester na Inglaterra ou do Atlético de Madrid em Espanha?... Mas que comparação estapafúrdia!!!

publicado às 14:00

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