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Darwin é do Sporting

Drake Wilson, em 25.05.18

 

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Existe uma circunstancial expressão embrionada na década de 90, que tão cruamente expõe a falsa moralidade que rodeia o Futebol português – diz-se por outras palavras, que a Verdade nada mais é do que uma virtuosa Mentira consentida, delimitada ao seu prazo de validade. Foi Pimenta Machado que reconheceu, com ou sem noção, uma distopia que compreensivamente se perpetuou, porque no Futebol – como na Vida – vigora uma ténue fronteira entre a integridade e o sadismo.

 

Após a barbaridade que ocorreu em Alcochete – grave, mas natural consequência de um modelo de liderança reaccionário aceite por muitos e que se estendeu demasiado no tempo, acabando em auto-flagelação expontânea – a reacção dos Adeptos priorizou persistentemente a palavra “Sporting” como grito de guerra, penitenciando-se ao Mundo em discursos e lições homéricas de sportinguismo, típico de pessoas que não entendem o desnorte onde vivem. Qualquer semelhança entre o fim do Mundo e o fim do Sporting é apenas pura coincidência, mas a colectiva histeria lá está, faz o Adepto viver assim, não entendendo a verdade.

 

Talvez a culpa seja da sua natureza. Orgulhosamente monoteísta e sem resposta para o que o transtorna, o Adepto invariavelmente domicilia a sua servidão ao Ser sebastianista cujas aptidões retóricas o deslumbram, sem as quais se sente confuso e desintegrado. O Adepto permite que entidades tão díspares como Sporting, Juve Leo, Banca, João Rocha, Mustafá, Santana Lopes, “Bigodes”, Yazalde, Jorge Sampaio, Mister do Café, José Roquette, Bruno de Carvalho, Marco Ficini e Rogério Alves ocupem de igual modo, embora em diferente espaço temporal, a mesma esfera biológica sob sua protecção. No fundo, o Adepto tal como o Homem, dispõe de uma génese orgânica que por vezes o impede de separar o bem do mal, como o belo do grotesco. O Homem Bom, é bom demais para ser verdade, e por consequência, um Mentiroso. Logo, o Homem Mau é solução.

 

O Senhor da Guerra nunca vive em Paz.

 

O assalto ao poder protagonizado por Luís Duque há cerca de 20 anos, recorrendo a um esquema de terrorismo em todo semelhante ao recentemente verificado na Academia, levou à queda de José Roquette, e ao único projecto verdadeiramente eficaz que o Sporting teve, posterior a João Rocha. Aos filhos deste, fundadores da Juventude Leonina, coube a instrumentalização de um motim dentro do próprio Estádio de Alvalade, superiormente aproveitado não apenas pelas pretensões do Solicitador-Duque, como por retaliação de quezílias pessoais entre Roquette e Rocha.

 

Algo me convence que, pelo seu carácter impulsivo e por vezes egocêntrico (defeitos, entre muitas virtudes), Rocha dificilmente aceitaria, em termos pessoais, presidente algum no Sporting que lhe conseguisse superiorizar um feito. Roquette, não em termos de títulos mas estruturalmente e organizativamente, conseguiu-o. O Projecto Roquette durou 5 anos, culminando num golpe palaciano. Ao contrário do que sucede com Bruno de Carvalho, ninguém lhe "pediu" para sair. Roquette, simplesmente fartou-se da presença do grupo de pressão organizado.

 

Avancemos alguns anos. Se recorrermos à imagem que testemunha Bettencourt servil a um ex-líder de Claque, ou recordarmos mais tarde, a invasão a Alcochete por parte de um grupo liderado por Mustafá em 2016, passando ainda pela recente advertência de Bruno de Carvalho aos seus Atletas na perigosidade de uma confrontação com o líder do maior grupo de apoio – 1 dia antes das agressões, com efeito – percebemos de quem o Sporting e os seus Presidentes se tornaram, efectivamente, reféns ao longo de 20 anos.

 

O paramilitarismo correctivo do referido grupo de adeptos junto de Sócios, Presidentes e até Atletas, brotou um clima grotesco dentro do Clube, do qual Bruno de Carvalho ou algo semelhante, resultaria com toda a naturalidade em Presidente. Poderá demorar 3 horas a declamar o que se conclui em 10 minutos, mas Bruno de Carvalho, versão Tallon Made, sempre terá uma apresentação mais digna que o líder de claque. 

 

Temos um inegável problema que poderá ser resolvido hoje, como resultado da reunião entre Jaime Marta Soares e Bruno de Carvalho, ou poderá esta questão nunca ter um fim, se olharmos exclusivamente para o Presidente como a génese dos problemas.

 

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publicado às 03:46

 

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Na década de 60 a.C., Cícero discursou as quatro Catilinárias perante o Senado de Roma. O discurso dirigiu-se a Lúcio Catilina, um aristocrata empobrecido que pretendia tomar o poder para voltar a enriquecer. Catilina era encarado com desconfiança pois ameaçava as instituições republicanas romanas.

 

No Sporting, tantos séculos decorridos, ressalvadas as inevitáveis diferenças de contexto, as Catilinárias permanecem bem actuais pela sua firmeza e acutilância:

 

“Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda nocturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disto conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas? Oh tempos, oh costumes!”

 

Em Alvalade, há um “Catilina” desesperadamente agarrado ao poder e que por isso recorre a mil subterfúgios para se manter no mando…

 

Na imagem, Cícero denuncia Catilina, gravura de John Leech, 1850.

 

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publicado às 12:56

 

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Tudo indica que Jaime Marta Soares já tem em seu poder o requerimento - devidamente verificados ontem pela MAG em cooperação com uma sociedade de advogados - que reune o patamar mínimo de 1000 votos de sócios efectivos do Sporting a exigir uma Assembleia Geral para a destituição de Bruno de Carvalho e os restantes elementos do Conselho Directivo. Na realidade, fonte próxima do processo confirma que em menos de 48 horas foram recolhidas assinaturas com milhares de votos acima desse patamar mínimo.

 

Recorde-se que o requerimento em questão evoca a sucessão de actos lesivos ao Clube, a desprestigiante actuação pública dos membros do Conselho Directivo, a postura constante de divisão do Clube, quando se deveria pugnar pela sua união, as suspeitas e investigações de corrupção no desporto perpetrado pelo Clube, o incentivo a actuações agressivas e anti-desportistas, a demissão massiva dos membros dos vários órgãos sociais, o afastamento de parceiros de longa data e a preocupante degradação de património do Clube que exigem uma reflexão urgente e conjunta dos sócios do Sporting Clube de Portugal.

 

Consequentemente, Jaime Marta Soares já irá para a reunião desta quinta-feira dos órgãos sociais do Sporting com o requerimento em mão, e terá de convocar uma Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se no prazo de trinta dias, caso Bruno de Carvalho e os outros dirigentes continuem a recusar demitir-se.

 

Uma fonte conhecedora do processo garante que será explicado aos sete membros do CD que a Assembleia de destituição pode vir a ficar marcada na história do Sporting pelos piores motivos e que não há necessidade de voltar a colocar o clube no topo da actualidade por razões que nada têm que ver com a sua actividade desportiva.

 

Os vogais Luís Roque e Luís Gestas têm sido muito pressionados a apresentar a carta de renúncia, e não terão sido os únicos. Por isso, há a esperança de que algum dos sete membros - basta um para o Conselho Directivo perder o quórum apesar de Marta Soares ter dito na semana passada que eram necessários dois - ceda durante uma reunião que se prevê de resolução imprevisível, embora o mais expectável passe pela marcação da AG Extraordinária tendo como base o requerimento que Marta Soares levará para a reunião.

 

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publicado às 05:59

 

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Fomos informados há instantes que estão a circular duas petições distintas, mas para o mesmo fim, nomeadamente a destituição do presidente e restantes elementos do Conselho Directivo.

 

Uma das petições é esta que publicamos aqui, que consta de duas páginas, a segunda que serve para as assinaturas e respectiva identificação; uma cópia do cartão de associado.

 

Foi-nos sugerido que os documentados assinados poderiam ser enviados para o endereço electrónico do Camarote Leonino, mas neste momento não estamos disponíveis para assumir esse compromisso.

 

Ex.mo Senhor

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Sporting Clube de Portugal

 

Nos últimos meses temos assistido a uma degradação impensável, intolerável e sem precedentes do prestígio do Sporting Clube de Portugal, tanto a nível interno como internacional. A repercussão negativa dos sucessivos eventos que estão a denegrir a imagem do nosso Clube levarão anos a mitigar, sendo que alguns destes eventos têm consequências irreversíveis.

 

A sucessão de actos lesivos ao nosso Clube, a desprestigiante actuação pública dos membros do Conselho Directivo, a postura constante de divisão do Clube, quando se deveria pugnar pela sua união, as suspeitas e investigações de corrupção no desporto perpetrado pelo nosso Clube, o incentivo a actuações agressivas e anti-desportistas, a demissão massiva dos membros dos vários órgãos sociais, o afastamento de parceiros de longa data e a preocupante degradação de património do Clube exigem uma reflexão urgente e conjunta dos sócios do Sporting Clube de Portugal.

 

Neste contexto, é hoje evidente que o actual Conselho Directivo não tem condições para continuar a gerir os destinos do Sporting Clube de Portugal pois a sua permanência implica a continuação deste caminho, com o consequente agravamento da situação que coloca em risco a instituição que é o Sporting Clube de Portugal. Todos os eventos em causa ocorreram durante o seu mandato, por culpa dos seus membros, e sobretudo sob a sua responsabilidade.

 

Todos os sócios signatários do presente requerimento, representando mais de mil votos, solicitam a V. Ex.a que, caso convoque uma Assembleia Geral para ser realizada no prazo de 30 dias, conforme foi anunciado publicamente, inclua os seguintes pontos na ordem de trabalhos:

 

a) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato do Presidente do Conselho Directivo Bruno de Carvalho;

b) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato do Vice-Presidente do Conselho Directivo Carlos Vieira;

c) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato dos Vogal do Conselho Directivo Rui Caeiro;

d) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato dos Vogal do Conselho Directivo José Quintela;

e) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato dos Vogal do Conselho Directivo Luís Roque;

f) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato dos Vogal do Conselho Directivo Luís Gestas;

g) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato dos Vogal do Conselho Directivo Alexandre Godinho.

 

Caso V. Ex.a, apesar da actual situação do Clube, opte por não convocar por sua iniciativa uma Assembleia Geral para os próximos 30 dias, os sócios signatários, representando mais de mil votos, requerem, no exercício dos seus direitos previstos na alínea c), do número 1 do artigo 51º dos Estatutos, a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberação dos pontos supra indicados, no mais curto prazo possível, e nos termos previstos nos Estatutos.

 

A urgência e gravidade da situação não permite outra atitude que não seja devolver a palavra e a decisão aos sócios.

 

Solicita-se que o presente requerimento, tendo em conta a sua urgência, seja apreciado e decidido no prazo máximo de cinco dias úteis.

 

Viva o Sporting Clube de Portugal!

 

21 de Maio de 2018

 

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publicado às 16:02

 

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Foi lavrado um documento especial para recolher assinaturas de modo a destituir Bruno de Carvalho como presidente do Sporting. O documento já circula pelos sócios do Clube e caso as assinaturas correspondam, pelo menos a mil votos, este documento será entregue a Jaime Marta Soares.

 

O ainda presidente da Mesa da Assembleia-Geral terá depois até 30 dias para convocar uma Assembleia-Geral, com um único ponto de trabalho: a “revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato” de Bruno de Carvalho (presidente), Carlos Vieira (vice-presidente), Rui Caeiro (vogal do Conselho Directivo), José Quintela (vogal do Conselho Directivo), Luís Roque (vogal do Conselho Directivo), Luís Gestas (vogal do Conselho Directivo) e Alexandre Godinho (vogal do Conselho do Directivo).

 

As causas para este requerimento prendem-se com a “sucessão de actos lesivos para o clube, a desprestigiante actuação pública dos membros do Conselho Directivo, a postura constante de divisão do Clube, as suspeitas e investigações de corrupção no desporto, o incentivo a actuações agressivas e anti-desportistas e a demissão massiva dos membros dos vários órgãos sociais, o afastamento de parceiros de longa data e a preocupante degradação do património do Clube exigem uma reflexão urgente e conjunta dos sócios do Sporting Clube de Portugal".

 

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publicado às 05:18

E agora Senhor Comandante ?

Rui Gomes, em 18.05.18

 

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Em entrevista à TVl24, após o comunicado de Bruno de Carvalho a revelar que se iria manter em funções, Jaime Marta Soares, apesar de demissionário, como presidente da Mesa da Assembleia Geral, garantiu que continua a manter estatutariamente todos os poderes e que, caso não consiga que Bruno de Carvalho saia pelo próprio pé, vai ponderar marcar uma Assembleia Geral para destituí-lo:

 

"O poder não cai na rua, a MAG mantém os mesmos poderes. Não conseguindo que Bruno de Carvalho saia é isso que temos de fazer: uma Assembleia Geral com nota de culpa para a destituição. Não disse que ia marcar mas tenho de analisar. A MAG não molda a bel-prazer as regras estatutárias. Tenho legitimidade de marcar uma AG em que se diga que a nota de culpa para destituição é esta.

 

Que ele reflectisse e apresentasse a demissão. Está isolado!

No entanto, depois das demissões em bloco de dois órgãos, terei de marcar eleições mais restritas. A Mesa continua, se sai cai o poder na rua. Vou manter-me em funções até que marque eleições para os dois órgãos. Se caísse o Conselho Directivo, eu nomeava uma Comissão de Gestão. Estamos demitidos e vamos fazer eleições para esses dois órgãos".

 

Confesso que não consultei os Estatutos, mas estou algo céptico quanto ao que a solução proposta se propõe, não só porque questiono a permissibilidade estatutária, como também hesito, e muito, em depositar a minha confiança em Jaime Marta Soares, por múltiplas razões de registo.

 

Convencer o lunático rastejante do presidente a demitir-se voluntariamente é uma mera impossibilidade. Ele preferirá, indubitavelmente, arrastar o Sporting para o inferno.

 

Que hajam ainda consciências desprezíveis que o apoiam, tanto entre dirigentes como entre adeptos, é uma infame disposição que vai ficar na história desta honrosa Instituição centenária.

 

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publicado às 04:32

Não nos vamos demitir !

Rui Gomes, em 17.05.18

 

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Num comunicado em Alvalade, com outros membros da Direcção e do Conselho Fiscal ao seu lado, Bruno de Carvalho garantiu que não se vai demitir da liderança do Sporting, pese os recém- acontecimentos no Clube e as demissões em massa na Mesa da Assembleia Geral, Conselho Directivo e Conselho Fiscal, explicando os seus motivos:
 

"Digo aos sportinguistas que estão aqui presentes membros da Direcção, Comissão Executiva e Conselho Fiscal. O Sporting está a ser alvo de um ataque sem precedentes. Mas não nos vamos demitir!

 

Temos empréstimo obrigacionista e pedimos agendamento de AG para vos ouvir sobre o que tem ocorrido, para tudo ser tratado de forma tranquila. Mas em vez disso são os de dentro a ajudar nestes ataques, quando temos um jogo importante.

 

O Presidente da MAG tinha agendado reunião com órgãos sociais. Da nossa reunião saiu a vontade de dar voz aos sócios, que poderia ser marcada no espaço de uma semana. Como dizer que esta Direcção quer ganhar tempo? Nos próximos tempos vamos averiguar os interesses cruzados na vida do Clube.

Não no demitimos a bem do Sporting, pelas responsabilidades que assumimos. Não por estarmos agarrados ao poder.

 

Estamos disponíveis para prestar todos os esclarecimentos, como ficou claro no pedido de uma Assembleia Geral extraordinária. Esse é o local próprio para esclarecer tudo.

 

Temos pela frente temas e números, responsabilidades tremendas e compromissos, como seja um empréstimo obrigacionista, uma reestruturação financeira, uma nova época e tantos objectivos nesta época. Estes compromissos exigem união e coesão.

 

Os que sempre garantiram o normal funcionamento do Sporting Clube de Portugal são os únicos órgãos executivos que estão comigo e sempre estiveram. E sempre continuarão".

 

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publicado às 23:06

O estado a que chegámos…

Leão Zargo, em 16.05.18

 

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O Sporting Clube de Portugal vive uma época estranha, sem semelhanças a qualquer outro período da sua história centenária. O drama é que se calhar tinha de ser mesmo assim. Na verdade, a revolta e a frustração apoderaram-se da alma e do querer de várias gerações de sportinguistas e abriram caminho a uma loucura autofágica, autodestrutiva, que tomou conta do Clube. Permitiram o triunfo do ego sobre a realidade e esqueceram-se que a mediocridade necessita de ambientes tóxicos para sobreviver, que há quem se alimente dos restos, de coisas putrefactas.

 

Quando o Sporting vive vergado por vergonhas sucessivas e perigos graves, quando se permitiu que o fel e a infâmia contaminassem quase tudo, quando se queimam e desvalorizam os jogadores em conversas insanas, quando se pretende roubar a dignidade a atletas com anos e anos de leão ao peito, quando um exército de fanáticos quer impor a refundação de um Clube digno e centenário, o que há fazer é regressar aos nossos mais antigos que com lucidez nos avisaram dos perigos futuros.

 

Daniel Queirós dos Santos, capitão de equipa, membro do Conselho Técnico do Clube, presidente do Sporting entre 1914 e 1918, presidente da Assembleia Geral em várias ocasiões e Sócio Benemérito, escreveu de forma cristalina: “O clube não é propriedade de um grupo, nem pode caminhar de modo errante. Tem de agir como um corpo, com a cabeça, o tronco e os membros ligados entre si. Se falta a cabeça é o descontrolo total.”

 

A presidência de Bruno de Carvalho terá consequências ainda difíceis de imaginar. O Sporting não só perdeu a sua identidade, como viverá uma situação difícil quando ele se demitir ou for demitido. Dividiu para reinar e deu origem a graves problemas de solidariedade e de coesão interna, mas também de ordem financeira, institucional e organizacional. O estado a que o Clube chegou é da nossa total responsabilidade. Quando uma pessoa como ele finalmente se vai embora deixa as coisas ainda piores do que aquelas que encontrou.

 

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publicado às 12:32

 

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Hesitei bastante em dar novamente palco a este rastejante personagem, mas acabei por decidir que era importante ter o registo da sua reacção aos eventos do dia porventura mais negro da história do Sporting.

 

Eis um resumo das declarações de Bruno de Carvalho à Sporting TV:

 

"É um caso triste, mais um dia triste no futebol português. Felizmente que a polícia actuou rapidamente e bem. Se não estão todos detidos, estarão quase todos. A partir daqui é chover no molhado. A polícia está a fazer bem o seu trabalho.

 

Acompanhei de perto o que podia, estive a dar o apoio e solidariedade aos que também são a minha família. Há coisas que ultrapassam tudo. Não há post, não há Instagram, não há nada que apague um momento destes. Já é assim nas famílias.

 

Os jogadores querem sentir-se seguros e nós também queremos que eles estejam bem para ganharem a Taça de Portugal. Posso compreender a frustração dos sportinguistas, não posso deixar de repudiar... Isto não é frustração, é crime puro.

 

Queremos que os sportinguistas tenham calma. Este tipo de acontecimentos tem de ser vivido com tristeza, mas também com a alegria de ter a polícia a fazer o seu trabalho. Mal seria se não tivessem apanhado ninguém, se não soubessem o que está a acontecer.

 

Internamente, haveremos de averiguar para perceber se houve lapso nas condições de segurança... Porque não gostamos, porque repudiamos e porque temos famílias. Há linhas que não se passam. Foi chato ver os familiares dos jogadores, do staff a ligarem, os meus pais, as minhas filhas, a minha mulher...".

 

(A imagem é o cartoon do dia)

 

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publicado às 04:31

 

Depois das declarações de Bruno de Carvalho ontem à noite, quando saía de Alvalade, ficámos a saber pouco mais do que já constava, pelo seu jogo de palavras:

 

"Jorge Jesus está suspenso? Qual processo disciplinar? Eu percebo que vocês estão a trabalhar, mas não percebo que andem a fabricar notícias. O Sporting tem de trabalhar, independentemente dos jogos que ainda vai fazer. Todos nós assistimos a um jogo ontem que prejudicou bastante o Sporting, que nos fez perder bastantes milhões que estavam contabilizados para a próxima época.

 

É lógico que não gostámos de ver a interacção dos sócios com os jogadores. Fizemos uma série de reuniões e vocês uma série de invenções. Vou responder ao que estava escrito. Se o Bruno suspendeu o Jesus, esperem pelo Bruno, porque o presidente não o suspendeu. Têm de esperar um bocadinho pelo presidente. Acho que o Bruno está aí a ver".

 

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Se Jorge Jesus não está de facto oficialmente suspenso, parece-me lógico assumir que lhe foi participado que os seus dias no Sporting estão contados, a curto prazo. Os termos da sua saída, estão por esclarecer.

 

Também não é claro se o técnico vai estar ao leme da equipa, no Jamor, para a final da Taça de Portugal. Se estiver, será definitivamente o seu último jogo de "leão ao peito". Aliás, o presidente já demonstrou a sua apetência para demitir treinadores depois da conquista da prova nacional. Isto, se o Sporting vencer o Aves, claro.

 

Consta que alguns jogadores, a exemplo de William Carvalho e Bas Dost, só para nomear dois, pediram baixa médica. Poderá ser um rumor sem fundamento, assim como a alegada ameaça do restante plantel de não participar no último jogo da época. Como empregados do Sporting, sob contrato, não é opção.

 

Pela imprevisibilidade de Bruno de Carvalho - para não dizer loucura -, é extremamente difícil antecipar o futuro do Sporting nos próximos dias e semanas. Uma consideração estará decerto na mente de muitos adeptos: quem será o sucessor de Jorge Jesus ? (Rui Jorge, Miguel Cardoso e Rui Faria, são nomes avançados pela comunicação social).

 

Apesar do furor de acontecimentos, todos desagradáveis, podemos ficar tranquilos porque Jaime Marta Soares diz que "é um exagero falar de crise no Sporting". Lá vou eu novamente consultar o dicionário da língua de Camões, para esclarecer a definição do termo "crise".

 

Até que ponto é que os sócios do Sporting vão tolerar este circo carnavalesco ?

 

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Na opinião de Rui Santos, "Bruno de Carvalho tem feito tudo para virar os adeptos contra a equipa e treinador. Chegou a um patamar de loucura inacreditável. Bruno de Carvalho está para o Sporting como Vale e Azevedo esteve para o Benfica, em termos de uma certa dimensão de loucura".

 

Um breve vídeo disponível aqui.

 

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publicado às 05:23

O que é que se pode esperar disto ?

Rui Gomes, em 14.05.18

 

A acreditar no que está a ser noticiado, Bruno de Carvalho convocou várias reuniões para esta tarde. A primeira, com Jorge Jesus, com ou sem o seu 'staff', de seguida com a equipa médica liderada por Frederico Varandas, e por fim, pelos vistos, também com o plantel da equipa principal.

 

Tendo em consideração a imprevisibilidade deste personagem, com a capacidade para atingir extremos insólitos de imprudência e irreflexão, o que é que se pode esperar destas reuniões ?

 

Recorde-se que falta apenas um jogo oficial para encerrar a época de 2017/18, a final da Taça de Portugal, agendada para o próximo dia 20, no Jamor.

 

Rumores de última hora:

 

- Bruno de Carvalho suspendeu toda a equipa técnica, à excepção de Nelson, que nem sequer participou na reunião.

 

- A SAD instaurou um processo disciplinar a Jorge Jesus e à equipa técnica, não se conhecendo ainda, porém, os motivos que estão na origem do processo. O treinador receberá esta terça-feira a nota de culpa. Sobre a mesa, possibilidade de despedimento por justa causa.

 

- Os jogadores, solidários com Jorge Jesus, ponderam recusar jogar a final da Taça de Portugal.

 

- Jaime Marta Soares, presidente da Assembleia Geral, assegurou à saída do Estádio de Alvalade que desconhece o tema da reunião que juntou presidente, team manager, equipa técnica e jogadores do Sporting, mas garante que não há crise.

 

***Tudo isto, se não fosse tão triste, até dava para rir. Nem num filme de ficção!

 

Mais de última hora...

 

Um género de jogo de palavras de Bruno de Carvalho à saída de Alvalade:

 

"[Jorge Jesus está suspenso?]. Qual processo disciplinar? Eu percebo que vocês estão a trabalhar, mas não percebo que andem a fabricar notícias.

 

O Sporting tem de trabalhar, independentemente dos jogos que ainda vai fazer. Todos nós assistimos a um jogo ontem que prejudicou bastante o Sporting, que nos fez perder bastantes milhões que estavam contabilizados para a próxima época.

 

É lógico que não gostámos de ver a interacção dos sócios com os jogadores. Fizemos uma série de reuniões e vocês uma série de invenções. Vou responder ao que estava escrito. Se o Bruno suspendeu o Jesus, esperem pelo Bruno, porque o presidente não o suspendeu. Têm de esperar um bocadinho pelo presidente. Acho que o Bruno está aí a ver".

 

Todo o plantel principal do Sporting foi convocado para uma reunião com o presidente e no final do encontro saiu de Alvalade em silêncio.

 

Jorge Jesus, suspenso ou não, deve ter recebido indicações do presidente que o alarmaram o suficiente para se reunir com um advogado logo após a reunião com Bruno de Carvalho.

 

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publicado às 17:46

O exterminador de Alvalade

Ricardo Leão, em 14.05.18

 

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"Relembro os sportinguistas mais lobotomizados, e com défice de memória temporal, que na fronteira de Fevereiro/Março o Sporting estava em 1° na Liga, tinha ganho a Taça da Liga, estava ligeiramente acima do Porto em termos exibicionais, e o Benfica estava por baixo, cercado pela justiça e pela imprensa.


E eis que surge El Bruno, que numa birra sem precedentes, exigiu aos sócios vassalagem e aclamação numa Assembleia Geral de Regime, algo que, mais uma vez cegamente, lhe foi dado e arregaçado.


Não satisfeito, começa Abril a criticar e ofender jogadores e adeptos, num registo de quem tem evidentes transtornos psíquicos, possivelmente associados e amplificados por coisas de origem duvidosa.


Desde Fevereiro/Março que o projecto desportivo 2017/2018 para o futebol começou a ser assassinado, não pelo treinador ou jogadores, mas pelo líder destes, o maior responsável, até por ter sido o mentor e avalista do maior investimento de sempre no futebol do clube. 


Culpar treinador, jogadores, adeptos opositores e ex-dirigentes por este descalabro, é digno dos maiores retardados mentais, e de quem já não segue o Sporting Clube de Portugal, mas sim, e antes de mais, o Clube do Bruno Azevedo de Carvalho.


Os sportinguistas informados, inteligentes e com memória, não se deixam iludir por propagandas bacocas e estratégias de controle de massas, destinadas muitas vezes a dominar indivíduos pouco dados à capacidade cognitiva, e à destreza de raciocínio.


O medo de papões e de esqueletos no armário (coisas que não existem no Sporting, só em mentes doentias), estão a fazer com que muitos sportinguistas estejam dispostos a dar carta branca a alguém que desonra e devassa todos os princípios, valores e tradições do Sporting e do Sportinguismo.

 

São tão culpados como ele, por tudo o que vier a acontecer ao Sporting! "

 

Ruben Proença de Amorim

 

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publicado às 03:17

A ilusão da realidade

Leão Zargo, em 13.05.18

Bruno de Carvalho foto de Tiago Miranda Expresso 1

 

A vontade de iludir a realidade é muito antiga. Nesse pressuposto, percebe-se o motivo da entrevista de Bruno de Carvalho publicada ontem no jornal Expresso. Não traz novidades e ele chegou a parecer uma lavadeira de roupa suja à volta do tanque a falar do mau porte das netas das vizinhas. Uma novela de péssimo gosto que de oportuno nada teve. Pelo menos, na perspectiva dos interesses do Sporting, mas no caso do presidente do Clube isso muda de figura. Faltam duas finais para a conclusão da época, é indispensável serenidade no plantel, no entanto há razões pessoais que determinaram a urgência da conversa.

 

Em primeiro lugar, pretendeu garantir a toda a comunidade leonina de que afinal não é maluco, apenas se arma em qualquer coisa do género. Ou melhor, tal como ele explicou a partir dos ensinamentos históricos do seu tio-avô através de uma conversa com a D. Paulinha, “para ter sucesso, a primeira coisa a fazer é criar fama de maluco. Depois é só mantê-la”. Assim, ficamos todos esclarecidos sobre a sua filosofia de vida. Mas, esta não foi a razão prioritária da paparrotada ao jornal semanário.

 

Uma segunda razão, foi a necessidade de Bruno de Carvalho acertar com Jorge Jesus umas certas contas que estão pendentes desde o rescaldo dos acontecimentos do jogo em Madrid, com o Atlético. Vai daí, lembrou-se das trapalhadas do Duarte da série “Duarte e Companhia”, e desatou a cascar no treinador com trocadilhos a propósito da liderança do balneário. Quem se recorda das aventuras da série televisiva percebeu que no enleio da conversa também houve lugar para os outros dois detectives, o Tó e a Joaninha.

 

O indivíduo narcisista caracteriza-se por desenvolver fantasias irreais de sucesso e um sentimento excessivo de superioridade, o que exige o constante exagero dos seus talentos e capacidades. Mas, o narcisista tem um ponto de grande fragilidade, pois vive na dolorosa contradição identificada por Laura Kipnis em “Me, Myself, and Id”, um artigo publicado na revista Harper’s: “vive como se estivesse rodeado de espelhos, mas não gosta do que vê”. Daí ter utilizado o “eu” vezes sem conta e muito raramente o “nós”. Este foi o terceiro motivo da entrevista, e talvez o determinante.

 

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publicado às 13:14

 

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Há um mês, o Sporting estava a viver o seu período de maior agitação interna de toda a época: Jaime Marta Soares, presidente da Assembleia Geral, pedia a demissão de Bruno de Carvalho, depois deste ter publicado nas redes sociais um texto crítico do plantel após a derrota com o Atlético de Madrid, na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa.

 

A permanência de Bruno no cargo esteve no limbo. Mas, passado um mês, a normalidade parece ter regressado a Alvalade, como era de esperar, aliás, considerando os personagens.

 

Consta que Marta Soares e Bruno de Carvalho reuniram-se na semana passada para “fazer as pazes” e esclarecer questões sobre o sucedido. No último domingo, ambos os dirigentes assistiram ao dérbi de andebol e comemoraram juntos o título no Pavilhão João Rocha.

 

“Fomos os dois eleitos numa lista, integrados em órgãos sociais, com responsabilidades comuns, de conseguir levar o Sporting aos patamares de grandeza que efectivamente merece. É uma das maiores instituições do Mundo mas terá de crescer cada vez mais, todos os dias. E, por essa razão, tudo o que tenha a ver com o Sporting sobrepõe-se a qualquer problema momentâneo que possa ter acontecido.

 

Eu sou um homem que digo as coisas no momento em que sinto que tenho de as dizer. O que procuro, hoje e sempre, com as atitudes que tomo, são soluções e não problemas. Estou absolutamente convencido de que, dentro desse espírito, as coisas que se tiveram de dizer, disseram-se”.

 

Esta, a explicação de Jaime Marta Soares. Por outras palavras e, diga-se, sem ser surpresa alguma, Bruno de Carvalho deu-lhe a volta com o intuito óbvio de transpor a "tempestade" e solidificar a cadeira da presidência.

 

Alguém terá dito algures que "O mundo muda quando dois se olham e se reconhecem".

 

Júlio César apenas diria que é um simples caso de "tranquilitas ordinis".

 

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publicado às 11:00

Tanto por tão pouco !

Rui Gomes, em 04.05.18

 

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Em inglês temos uma frase que descreve esta situação na íntegra... "so much ado about nothing" (ou seja, tanto barulho por nada). Na véspera de um dérbi que pode vir a ser decisivo no que diz respeito ao acesso à Liga milionária na próxima época, o centro das atenções mediáticas recai sobre a incerteza se o presidente do Sporting irá ou não assistir ao jogo no banco de suplentes, contrariando o castigo que lhe foi imposto pelo Conselho de Disciplina da FPF.

 

No programa Verde no Branco, Sporting TV, esta quinta-feira à noite, Bruno de Carvalho explanou a sua mais recente versão do estado de coisas:

 

"A minha primeira decisão foi ir para o banco. Mas o meu advogado fez-me uma pergunta que acho muito pertinente. Perguntou-me se preferia mostrar a minha indignação indo para o banco - e nesse caso, independentemente de ter a certeza que o castigo de seis dias me seria retirado, a pessoa em questão [José Manuel Meirim] me poderia dar outra suspensão. Ou se por outro lado prefiro ver o jogo calmamente, apreciar a vitória e mostrar a minha indignação vencendo o processo no Tribunal a este senhor.

 

Ao que então respondi que prefiro muito mais, em nome do Sporting e do futebol português, vencer um processo que permita que Portugal inteiro verifique que este tipo de pessoas não podem estar no futebol, do que realmente mostrar a minha indignação no banco e ainda sofrer com isso mais um castigo e dar uma alegria adicional a quem fez isto. A minha opção é, por isso, não ir para o banco, não lhe dar essa alegria e mostrar a minha indignação ganhando este processo cível.

O banco é o sítio onde gosto de estar, ao pé dos meus e de observar os pormenores. Isto é uma questão pessoal pura. Toda a gente sabe que o presidente gosta de ver o jogo ali. Então pensaram 'sim senhor, então vamos esperar uns dias e não o deixar ir'. O bullying não são os X’s dias de castigo, mas sim o facto de eu não ir ao jogo. Espero que as pessoas tenham percebido o que está em causa".
 
Claro, quando ele refere "o meu advogado", quer na realidade dizer o advogado contratado pelo Sporting, uma vez que é o Clube que assume o pagamento de todos os custos dos inúmeros processos em curso.
 
Todos nós percebemos o que está em causa. Bruno de Carvalho ficou indignado com o timing do castigo de seis dias que lhe foi imposto. A bem dizer, também acho que não deixa dúvidas quanto à intenção do órgão disciplinar, podendo ser argumentado que agiu em má fé. Contudo, se Bruno de Carvalho tivesse um comportamento mais digno e em linha com a posição que ocupa no Sporting, nada disto teria acontecido. 
 
Com tudo isto, refiro o post do meu colega Nação Valente, que argumenta, com razão de ser, que Bruno de Carvalho vende, e vende-se, e a comunicação social aproveita-se disso. Sem pretender apelidar o presidente do Sporting de "lixo", na realidade, vivemos numa sociedade global em que "lixo" vende mais e melhor. Daí a explicação para tanto por tão pouco.
 
Última hora: Pelos vistos, o Tribunal Central Administrativo do Sul deu provimento esta sexta-feira à providência cautelar que Bruno de Carvalho interpôs e, por consequência deste juízo, é de esperar ver o presidente no banco.
 
Mas que autêntica telenovela carnavalesca !!!
 
Adenda: Perante alguns comentários que se verificam no post, sinto-me obrigado a dar uma explicação adicional para evitar equívocos quanto à nossa posição, ou melhor, à minha posição, sobre este caso que considero deveras insólito.
 
Ninguém refuta o direito de Bruno de Carvalho agir em defesa própria, como cidadão e/ou presidente do Sporting, se se sentir injustiçado por uma decisão do Conselho de Disciplina da FPF ou de outra entidade. O que indigna mentes sensatas, é o circo mediático em torno de um assunto que no fim do dia tem pouca ou nenhuma importância, muito em especial relativamente ao dérbi de amanhã.
 
O caso devia ter sido limitado aos locais próprios e não transportado para a praça pública, onde a atenção mediática era inevitável. É verdade que houve o usual aproveitamento da comunicação social, mas não sem a comparticipação do próprio Bruno de Carvalho, através das suas declarações durante a semana e da sua intervenção de ontem à noite na Sporting TV, protagonismo este que ele persegue incessantemente.
 
Já referi e reitero que se a sua conduta fosse mais digna e em linha com o que se espera de um presidente do Sporting Clube de Portugal, nada disto teria acontecido. Será pedir muito?... Pelos vistos é!
 

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publicado às 16:02

 

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O caso Sócrates ajudou o Correio da Manhã a sobreviver durante bastante tempo. Ainda hoje dá uma mãozinha à sobrevivência da SIC e de outras estações televisivas. E como está para durar, ainda vai dar mais algum alento à nossa comunicação social, quase toda meio-falida.

 

Bruno Miguel, noutra vertente, e salvaguardadas as devidas distâncias, é em certo sentido "abono de família" do Record. E isso desde que entrou a direcção actual. Só não vê quem não quer. O facto é que o mercado da publicidade é restrito para três jornais desportivos. Por outro lado, a publicação diária, exige por falta de assunto rigorosamente desportivo, a exploração do "bas fond" dessa área e do seu sensacionalismo. Uma forma de captar leitores/compradores, sempre disponíveis para absorver esta vertente jornalística. Bruno ajuda a vender.

 

Bruno Miguel tem uma considerável corte de adeptos que o seguem incondicionalmente. Não é um apoio racional mas emotivo, uma espécie de crença num ser quase "extra sensorial" que veio ao mundo para salvar o Sporting do Apocalipse anunciado. O apoio a Bruno não depende de uma análise realista e ponderada do seu mandato, mas na crença, doutrinada pelos seus apóstolos, que veio a trazer a salvação ao reino do leão. Como uma religião tem o seu catecismo e os seus tele evangelistas. Uma máquina de propaganda que tem como objectivo fazer passar os dogmas e manter unidos os fiéis. Uma missa com as suas ladainhas e os seus ritos. E canais para a propagar.

 

Bruno Miguel considera-se ele próprio um eleito dos céus, um salvador. E isso, estou convicto, que é genuíno. Talvez a única genuinidade que possua. Tudo o resto é falso. É uma narrativa "literária" apoiada num bem oleada máquina de propaganda. Mas  convicto na sua impunidade e na adoração dos seguidores, foi longe de mais e conseguiu virar contra si uma franja significativa. Esteve em maus lençóis, foi vaiado e apupado.

 

Como alguém feito de plasticina mudou de forma. Desde a fase do" aleijadinho", até agora, passou pelo seu calvário. Deu o dito por não dito. Deixou o grande palco. Refugiou-se no pavilhão das modalidades, onde pontuam os seus seguidores mais indefectíveis, e onde é mais fácil conseguir êxitos e começou a renascer das cinzas, tal como Fénix.

 

A propaganda está a fazer com competência o seu trabalho, aproveitando alguns bons resultados desportivos, mérito dos atletas, para os atribuir, quase exclusivamente, ao presidente. E depois do piar mais fininho já começa a falar grosso, com a habitual voz de bagaço. As capas do Record não são casuais, nem inocentes.Fazem parte da estratégia. Interessam à propaganda brunista e ao próprio jornal. É uma aliança estratégica pela sobrevivência.

 

E o Sporting Clube de Portugal, onde fica nesta triste e interminável novela? 

 

P.S.: Digo mais: Bruno Miguel pode pintar a manta de que cor quiser. É como o eucalipto, seca tudo à sua volta. Oposição credível? Zero. Se arder o eucaliptal espero que não leve o Sporting.

 

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publicado às 04:05

As prioridades de Bruno

Rui Gomes, em 03.05.18

 

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Insatisfeito com o castigo de seis dias que lhe foi imposto pelo Conselho de Disciplina da FPF e determinado a assisir ao dérbi de sábado no banco de suplentes, Bruno de Carvalho - ou melhor, o Sporting - vai interpor uma providência cautelar contra o castigo.

 

Fonte bem conhecedora do processo revelou à Lusa que o Sporting vai avançar com uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, contestando a sanção a Bruno de Carvalho, anunciada na quarta-feira pelas entidades federativas.

 

Com a oficialização do castigo, devido a declarações na rede social Facebook, o presidente está impedido de frequentar a área técnica no jogo de sábado ou, caso o faça, incorrendo em nova pena, desta feita por "não acatamento de deliberações", o que prevê suspensão entre três meses e um ano e multas entre cerca de 1.000 e 5.000 euros.

 

Com tantos processos em Tribunal, mais um até quase que passa despercebido, salvo os honorários dos advogados, custas e afins que o Clube terá de assumir, consideração que em nada incomoda Bruno de Carvalho, evidentemente.

 

A bem dizer, até se louva a sua coragem, uma vez que ao ir para o banco até arrisca lesão, como ocorreu há dias. Caso que, em princípio, não sucederia na Tribuna de Alvalade. Mas ele, melhor do que ninguém, sabe identificar as suas prioridades.

 

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publicado às 18:48

Absolutamente ridículo !!!

Rui Gomes, em 03.05.18

 

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Já ontem era minha intenção comentar esta questão, mas depois deixei passar. Mas hoje, perante nova absurdidade editorial do Record, sinto que não devo ignorar.

 

A questão fulcral que nos confronta relaciona-se com os critérios editoriais deste jornal. Parece-me que algo está seriamente errado, ou então, o jornal está ao serviço de Bruno de Carvalho.

 

Ontem, perante a conquista do título pela equipa de voleibol, 24 anos depois, temos uma foto do presidente aos saltos a ocupar sensivelmente noventa por cento da capa. O mais importante, a equipa, mal se vê no fundo da página e em dimensão tão reduzida que nem dá para identificar os elementos da equipa.

 

Hoje, novo destaque central do mesmo personagem, dando relevo à sua suspensão e à possibilidade de não ir para o banco no dérbi de sábado. Incrível... será que alguém, além do próprio, está preocupado com esta questão ? Será que o jogo e as equipas não são o mais importante ?

 

Há muito que a comunicação social desportiva portuguesa deixa muito a desejar, mas isto é o extremo do ridículo.

 

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publicado às 03:45

 

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Um muito extenso artigo da autoria de Bruno de Carvalho, publicado esta segunda-feira no Diário de Notícias, que começa assim e que pode ser lido na íntegra aqui:

 

A verdade sobre a situação financeira

 

"Muito se tem falado e escrito sobre a situação financeira do Sporting CP. Da oposição à cartilha, todos vão envenenando a opinião pública. Infelizmente o sucesso de uns é a azia de outros. Uns porque não derrubam o poder e outros porque demonstram a sua incapacidade de bem gerir e de bem negociar. E qual a verdade por detrás de tantos vídeos, entrevistas, artigos de opinião, manipuladores e falsos?

 

Temos o reequilíbrio da situação económico-financeira de todo o Grupo Sporting, que se presta a dar a garantia de uma sustentabilidade associada a um crescendo de sucesso desportivo. Crescimento sustentado de todas as linhas de receitas comerciais - direitos TV, merchandising, bilheteira, quotizações, publicidade e patrocínios, entre outros; Redução/controlo de custos, seguido de uma fase de investimento com um aumento de custos de forma controlada e sustentada; Forte crescimento das receitas de venda de direitos económicos de atletas, com as duas maiores transferências de sempre da história do Sporting CP por 70 milhões + objectivos e a maior de sempre do futebol português de um atleta nacional para o estrangeiro - até Dezembro de 2017, esta Administração atingiu os 200 milhões de euros de vendas de jogadores sendo 154 milhões de euros mais-valias; Recuperação dos direitos económicos de 37 jogadores, permitindo que o Sporting CP fique com estas receitas ao invés de as ter de passar a terceiros - valor recuperado pelo Sporting ascende já a cerca de 41 milhões de euros; Melhor contrato de direitos TV em Portugal resultante da negociação com a NOS num total global de 515 milhões; Aumento do número de sócios, tendo já ultrapassado os 170 000 e mantendo um objectivo de crescimento continuado; Aumento do património com o Pavilhão João Rocha e forte investimento nas infraestruturas e nas modalidades. (...)".

 

Nota: Eu não sou a pessoa mais indicada para comentar este artigo do ainda presidente do Sporting. Creio que seria muito útil e até interessante saber a opinião do meu colega redactor Drake Wilson, mas não sei se tem a disposição assim como a disponibilidade para tal. De qualquer modo, deixo ao critério dos leitores, especialmente daqueles que saberão opinar com objectividade e conhecimentos e não facciosismo, pró ou contra.

 

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publicado às 16:59

 

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Octávio Machado reagiu publicamente às notícias que indicam que ele foi tema central na recém-reunião entre Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. Não estamos em posição para poder determinar se esta reportada ocorrência é factual, e em abono da verdade, nem sequer compreendemos a eventual causa do antigo dirigente ser chamado a qualquer discussão sobre o presente e futuro do Sporting.

 

Se de facto corresponde à realidade, deixa a ideia que terão havido trocas de impressões menos amistosas entre presidente e treinador, porventura no sentido de centralizar responsabilidades dentro do enquadramento estrutural do futebol leonino.

 

De qualquer modo, eis o que Octávio Machado teve para dizer esta quinta-feira:

 

"Ele não tem mais nada que fazer. Ou então, segue o meu conselho, que lhe disse em mensagem no início da temporada para se preocupar comigo mas deixar a equipa em paz. É que assim teria mais hipóteses de ser campeão. Mas pelos vistos segue o conselho a ver-me, mas não larga os jogadores.

 

Continua a criar instabilidade à volta da equipa. É um vício contínuo que prejudica o Sporting e que me leva a pensar que com o seu comportamento quer que o Sporting perca. Acho que Bruno de Carvalho é o único sportinguista que quer que o Sporting perca.


Bruno de Carvalho não só desestabiliza os jogadores, como agora procura desestabilizar tudo e todos".

 

Com todos os seus defeitos, Octávio Machado não foge à verdade ao acusar Bruno de Carvalho de ser um desestabilizador. É e sempre foi, parte integral do seu carácter. Até que ponto o rendimento da equipa é afectado, é disposição muito subjectiva e que carece de mais informações para ser devidamente debatida.

 

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publicado às 17:44

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