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Reflexão do dia

Rui Gomes, em 18.09.18

 

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Não era minha intenção jamais voltar a referir este indecoroso personagem, mas ele recusa desaparecer do universo sportinguista e os media insistem em dar-lhe o protagonismo que ele procura incessantemente.

 

Esta segunda-feira, o presidente destituído voltou a insistir na ilegalidade do acto eleitoral e que vai avançar com a sua defesa na Justiça.

 

Em comunicado emitido juntamente com Alexandre Godinho, ex-vogal do Conselho Directivo, salienta que a realização das recém-eleições foi "um acto que não devia ter acontecido, por ser precedido de várias ilegalidades, comprovadas pelos Tribunais, o que se afigurou, desta forma, como um grave desrespeito pela Democracia".

 

"Os ex-dirigentes garantem que não deixarão de lutar até às últimas consequências, não travando nenhum processo até verem reposta a sua dignidade profissional e honra como Cidadãos e Sócios do Sporting Clube de Portugal. Contudo, os antigos Dirigentes do CD, mostram-se disponíveis para com a dignidade reposta, obter os necessários consensos em prol dos superiores interesses do Sporting Clube de Portugal e da união de todos os Sócios", lê-se no comunicado.

 

Quão ridículo este lunático fazer referência a respeito e dignidade, características que lhe são completamente alheias. Mas a parte mais irrisória é a sua evocada disponibilidade para "obter os necessários consensos em prol dos superiores interesses do Sporting Clube de Portugal e da união de todos os Sócios".

 

Por outras palavras, está receptivo a negociar um qualquer acordo com o Sporting para repor a sua dignidade !?!

 

Como é possível repor aquilo que nunca existiu ?

 

A expulsão deste lunático figurante já peca por tardia!

 

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publicado às 04:04

 

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Hoje, numa manifestação de desespero de quem já não respeita nada nem ninguém, o ex-Presidente destituído pelos sócios deu uma nova prova da permanente irresponsabilidade com que intervém ilegal e abusivamente na vida do Sporting Clube de Portugal, lançando a confusão e semeando a divisão no Clube.

 

Invocando os mesmos documentos com que na passada sexta-feira ilegalmente pretendeu usurpar funções que comprovadamente não são suas, hoje permitiu-se enviar durante o dia cartas a bancos com os quais o SCP mantém relações comerciais, nas quais, na qualidade abusivamente invocada de Presidente do Conselho Directivo do SCP, se permitiu pressionar os referidos bancos para impedir que as contas bancárias do SCP continuem neles a ser movimentadas pelos órgãos do Clube legitimamente em funções.

 

Esta desesperada iniciativa não obteve sucesso, tendo as referidas entidades bancárias recusado participar nesta tentativa de fraude.

 

Atendendo à gravidade destes factos, a Comissão de Gestão do SCP decidiu:


1 - Participar criminalmente do ex-Presidente destituído pelos sócios junto do Ministério Público por fraude e usurpação de funções;


2 - Participar à Comissão de Fiscalização estes factos para os efeitos tidos por convenientes.

 

Lisboa, 20 de Agosto de 2018


A Comissão de Gestão do Sporting Clube de Portugal

 

Foi William Shakespeare que disse:

 

"As palavras são como os patifes desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornaram-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho razão".

 

O princípio do muito que está para vir!

 

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publicado às 03:53

Quando a verdade vem ao de cima...

Ricardo Leão, em 21.07.18

 

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Por diversas vezes ao longo do consulado brunista abordei a questão das dívidas do Sporting. E falei, entre outras, das dívidas ao Fisco e à Segurança Social. Comentadores houve que, repetidamente, puseram em causa a minha afirmação, destratando-a e considerando mesmo que se tratava de uma "invenção".

 

Hoje, afastado que está o tiranete que protagonizou a mais agonizante "noite" da história do Sporting, começam-se a descobrir as verdades acerca da "gestão maravilha" da dupla Bruno/Carlos. As dívidas existiam e eram colossais! E a notícia refere-se apenas à ponta do icebergue que já foi descoberta. Muitas mais gavetas estão por abrir!

 

As hienas que por aqui andavam já não riem mais! Pobre Sporting!

 

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publicado às 07:50

Bruno de Carvalho! Que futuro?

Rampante, em 26.06.18

 

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No passado dia 23, o Sporting pela mão dos seus sócios, mostrou ao País que nada nem ninguém se sobrepõe às instituições. A Mesa da Assembleia Geral chamou os sócios a pronunciarem-se e eles acorreram de forma exemplar. Deste chamamento, resultou a destituição da Direcção num acto puro de Sportinguismo onde se destituiu com mais de 70% dos votos, uma direcção que 4 meses antes tinha tido o aval dos sócios em quase 90% dos votos naquela que até à data era a AG mais concorrida de sempre. A conclusão imediata é que os sócios do Sporting dão mais valor à ética, aos comportamentos e aos valores morais do que aos homens que os lideram.

 

Alguns actores da cena Sportinguista, dizem que o que se passou é passado e agora é tempo de olhar para o futuro, quiçá, por não quererem ser relembrados que no recém-passado juraram vassalagem aos destituídos, no entanto e pese embora eu não seja pessoa de recalcamentos, sou da opinião que ainda há assuntos do passado para serem discutidos e relembrados, pois eu não sou a favor das “acções esfregona” (esquecer tudo), sou sim a favor da responsabilização pelos actos praticados.

 

Ontem falava-se em auditorias forenses bem como outras acções, no entanto, não nos podemos esquecer que neste preciso momento já existe em andamento um processo liderado pelo CFD e é sobre esse processo que me vou focar hoje, uma vez que dele podem surgir efeitos de consequência imediata para o Sporting.

 

Que processo é este?

 

O que está em cima da mesa, é uma queixa promovida por sócios (tiveram de ser 10 no mínimo), contra a Direcção destituída (em funções ao momento da queixa). Este tipo de queixa está prevista nos Estatutos e cabe ao CFD dar-lhe seguimento.

 

O que aconteceu até agora?

 

Segundo é do meu conhecimento, um grupo de sócios entregou ao CFD uma queixa contra a Direcção por incumprimento dos Estatutos e dos deveres de sócio. Com a queixa na mão e tendo a mesma sido fundamentada, foi enviado à Direcção um pedido de pronunciação, ou seja, o CFD pediu à Direcção para se explicar e contar a sua versão dos factos. Esse pedido foi ignorado pela Direcção, uma vez que, os membros directivos não reconheciam sequer aquelas pessoas como constituintes de qualquer órgão em funções. Não havendo contra-argumentação, ao CFD não coube outra opção que não a validação da queixa promovida pelo conjunto de Sócios, e dado os factos nela explanados, resultou a suspensão imediata de todos os envolvidos.

 

Ao CFD coube ainda a tarefa de informar os sócios em apreço e estes têm 10 dias úteis para contestar a decisão.

 

O que se vai passar agora?

 

Depende. Se os sócios visados não contestarem a decisão do CFD, a mesma será efectivada e o CFD deverá pronunciar-se acerca do tempo de suspensão a cada um dos visados, sendo que, se a suspensão for superior a 1 ano, passaremos a falar de expulsão de sócio. Se os sócios visados contestarem a decisão do CFD, então o CFD terá de analisar o conteúdo da contestação, fazer ou não novas averiguações e por fim decidir sobre a manutenção da suspensão e se sim, qual o prazo da mesma.

 

Mas BdC pode mesmo vir a ser expulso?

 

SIM. Ao contrário do que muitos pensam, os Estatutos são a Pedra Basilar de qualquer instituição. A importância dos Estatutos é tão grande para uma instituição, como a Constituição é para um País e se num País não se podem fazer Leis que desrespeitem a sua Constituição, numa instituição não se podem fazer regulamentos internos que firam os Estatutos. Eles são o topo e nada nem ninguém, isoladamente, está acima deles.

 

Mas o que fez BdC para desrespeitar os Estatutos?

 

Seria mais fácil perguntar, o que não fez, mas vamos a factos. Estabelece o artigo 21º dos Estatutos os deveres dos sócios, sendo que alguns são óbvios quanto ao flagrante delito por parte do sócio BdC, tais como:

 

  • honrar o Clube e defender o seu nome e prestígio;
  • cumprir pontualmente as disposições dos estatutos e regulamentos do Clube e acatar as deliberações dos órgãos sociais e as decisões dos dirigentes;
  • aceitar o exercício dos cargos para que sejam eleitos ou nomeados e exercê-los com exemplar conduta moral e cívica e em conformidade com a orientação definida pelos órgãos sociais do Clube;
  • zelar pela coesão interna do Clube;
  • manter impecável comportamento moral e disciplinar de forma a não prejudicar os legítimos interesses do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, nomeadamente defendendo e zelando pelo património do Clube;
  • manter, até a Assembleia Geral respectiva, a confidencialidade das informações obtidas através do exame aos livros, contas e demais documentos, respeitando, em qualquer caso, a honra do clube, o seu nome e prestígio, bem como a sua coesão interna;

Se dos deveres de sócio, BdC, teve dificuldade em os fazer-se cumprir, dêmos uma olhadela ao artigo 28º que nos indica claramente que “São punidos disciplinarmente os sócios que cometam alguma das seguintes infracções:

 

  • desrespeitar os estatutos, regulamentos internos do Clube e deliberações dos órgãos sociais;
  • injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do Clube ou qualquer dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas funções;
  • proferir expressões ou cometer actos, dentro ou fora das instalações do Clube, ofensivos da moral pública;
  • atentar contra, prejudicar ou por qualquer outra forma impedir o normal e legítimo exercício de funções dos órgãos sociais do Clube.”

BdC, consegue coleccionar um número assinalável de actos que se revertem em infracções, sendo que o mais incrível é que ele consegue estar sob alçada de TODAS as alíneas de infracções. TODAS.

 

Ok, mas isso é motivo para expulsão de um sócio?

 

Dizem os Estatutos que as sanções (os castigos) aplicáveis podem ser: a admoestação, a repreensão registada, a suspensão e a expulsão, sendo que a sanção dependerá da gravidade dos actos. No entanto, os Estatutos também dizem que “As sanções deverão ser especialmente agravadas quando as infracções tenham sido praticadas por membros dos órgãos sociais em exercício de funções”.

 

No caso de BdC, temos um sócio em funções num órgão social, que dos 9 deveres de sócio incumpre em pelo menos 6, e que das 4 infracções sancionáveis previstas nos Estatutos, efectuou múltiplos actos puníveis por TODAS. Se isto não for motivo para expulsão, então o que teria um sócio de fazer para ser expulso? E note-se, aqui não se trata de gostar ou não do sócio BdC, aqui trata-se de cumprir ou não o que está plasmado no documento que é Pedra Basilar do Sporting.

 

E BdC ainda pode fazer alguma coisa?

 

Pode. BdC em caso de expulsão pode apelar à Assembleia Geral e solicitar que se vote ou não a sua expulsão, cabendo uma vez mais a palavra final aos sócios.

 

E as eleições? BdC pode ou não ir a votos a 8 de Setembro?

 

Depende. Ninguém neste momento pode dizer com clareza SIM ou NÃO. Existem demasiadas variáveis, desde logo, é preciso primeiro conhecer a decisão do CFD, depois saber se BdC vai ou não contestar e mesmo contestando é preciso saber se a MAG quer ou não fazer alguma AG antes das eleições.  Como eu disse, demasiadas variáveis e neste momento é tudo especulações.

 

Como nota final gostaria de dizer o seguinte. Existem vários sócios a dizer que BdC deve ser derrotado em eleições e eu compreendo esses argumentos, pois são uma tomada de posição mostrando que não têm medo perante o populista BdC. Houve até quem dissesse que só sendo derrotado em eleições se pode acabar com o “fantasma” de BdC. Uma vez mais, a um candidato eu até compreendo esse discurso, em especial antes da AG de destituição, MAS não pode ser. O Respeito pelos Estatutos é FUNDAMENTAL e se houve alguém, populista ou não, que os incumpriu então tem de se submeter ao julgamento dos mesmos. Um sócio só porque é popular não pode ter tratamento distinto. Não expulsar BdC apenas e só para o deixar ir a eleições, seria um desrespeito aos Estatutos e a todos os sócios que estão sob alçada dos mesmos. Não expulsar BdC é dar-lhe a importância que ele já não tem!

 

PS: Em relação às eleições de 8 de Setembro, acredito que BdC não irá estar presente nas mesmas por 2 motivos: 1º ele não se quererá sujeitar a novo enxovalho publico, pois são cada vez menos os seus apoiantes (com o post de ontem “matou” mais uns quantos); 2º porque por essa altura ele já estará debaixo de fogo de outros juízos, nomeadamente juízos civis e quiçá, criminais.

 

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publicado às 18:45

 

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Numa carta de suposta despedida, via Facebook, para não variar, o ex-presidente manda umas quantas alfinetadas àqueles que ele apelida de "ilustres inúteis" - muitos dos quais que foram seus acérrimos apoiantes -, embora a minha parte favorita seja a sua afirmação que eu transcrevo no título do post. Bruno de Carvalho a ser igual a si próprio até ao fim. Mas que figura tão triste e desprezível:

 

"Mas orgulho... perdi todo quanto vejo que afinal o Clube que eu amava, que quis transformar num Clube popular, de e para o povo, de e para os adeptos, de e para os sócios... afinal nunca deixou de ser um Clube de Viscondes com sempre com os mesmos a dominar: os Stromps, os Leões de Portugal os Cinquentenários, os Ricciardis, os Casquilhos, as Isabeis Trigo Miras, as Margaridas Caldeiras da Silva, os Abrantes Mendes, os Barbosas da Cruz, os José Pedro Rodrigues, os Sobrinhos, os Dias Ferreiras, os Barrosos, os Sampaios, os Zé Eduardos, os Seixas, os Severinos, os Vascos Lourencos, os Roquettes, os Godinhos, os Dias da Cunha os Rogério Alves, os Jaime Marta Soares... Enfim... um Clube de Ilustres Inúteis mas que realmente mandam.

E esqueçam os associados pois NUNCA vão mandar neste Clube... Vão ser sempre fantoches desta elite que só permite entrar quem se render aos seus interesses.

 

Não, não vou regressar para as bancadas. Não, não vou mais vibrar com as vitórias. Foram 46 anos de um amor intenso mas que vim a descobrir que não era o que eu pensava, que não me identifico minimamente com os seus falsos princípios e falsos valores e que me andava a trair.
 

Mas também quero dar uma palavra para aqueles que são 'bipolares', pois se não ganhamos ainda mais a culpa é vossa, pois são os primeiros a 'dançar' a música dos ilustres.

A minha carta de suspensão vitalícia de sócio segue segunda-feira e nunca mais seguirei sequer os eventos desportivos do Clube. Afinal o sportingado era eu, pois era um sportinguista enganado...

Foi uma honra servir os Sportinguistas, mas não sinto qualquer honra de ter servido uma instituição que me fez sair com o rótulo de criminoso e de mandante de ataques terroristas. Tristes e fracos de espírito todos aqueles, muitos ou poucos, que puseram uma cruz no sim à destituição da única Direcção que teve um mandato, no Clube e SAD positivo, que fez um Pavilhão, que devolveu a honra de ser do Sporting CP a milhões de Sportinguistas, que conquistou em 5 anos 7 títulos europeus e que colocou o Sporting CP novamente como a maior Potência Desportiva Nacional!
 

Não vou impugnar a AG apesar de todas as ilegalidades cometidas. Não quero fazer parte de um conjunto de cretinos que não valem o ar que respiram. Não me quero mais aproximar de uma elite bafienta e mal cheirosa que sempre dominou o Sporting Clube de Portugal!.

Que tamanha ingratidão e injustiça... Mas que fiquem com o Clube que eu fico com a minha dignidade e princípios que nunca deixei cair apenas para me manter no poder. Aos sportinguistas as minhas desculpas por mesmo nesta hora não conseguir ser hipócrita e vos mentir. Vocês não contam para nada neste SCP que é de Viscondes...".

 

Há mais nesta carta quase sem fim, mas depois de cinco anos de tanto Bruno de Carvalho, já chega. Agora, creio, é uma questão de esperar pelo muito que ainda não sabemos. Talvez ainda leve algum tempo a "desembrulhar", mas haverão "surpresas" - ou talvez não, para quem, como eu, há muito que insiste que não temos conhecimento de metade.

 

Quase que fico desapontado por não ter mencionado o Camarote Leonino, como aliás fez em várias outras ocasiões. Também para nós foi uma luta intensa que durou mais de cinco anos, até quase à exaustão. Houve dias em que eu nem sequer consegui dormir, tal o nível de desgaste após lidar com o exército de energúmenos e restantes 'soldadinhos da falange' que o apoiavam cegamente.

 

Não é surpresa alguma, que quase todos desapareceram deste espaço, muito embora eu não duvide, minimamente, que nos continuam a visitar assiduamente. Honestidade e hombridade de admitirem que erraram não é com eles. Nada que eu não esperava...

 

P.S.: Ah, sim... pede desculpa por nesta última hora não conseguir mentir. Mais palavras para quê ?

 

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publicado às 11:00

Homero é do Sporting.

Drake Wilson, em 21.06.18

 

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Peca quem apressa o Hóspede que não quer partir,

como quem o detém quando este já está a partir.

O Hóspede deverá ser bem tratado se ficar,

e não deverá ser impedido de partir se assim o desejar.

 

por Homero, o culpado.

 

Por vezes, questiono-me que entidade sobrenatural terá o Sporting perturbado ao longo da sua centenária odisseia, que tão reiteradamente condene este Clube a crises, convulsões e outras metafóricas maldições tão frequentes. Na nossa elementar sinceridade, é inquestionavelmente um grande Clube, mas persistentemente condenado a um palco institucional patético. Por vezes, o Sporting consegue ser uma corporação demasiado complexa para o talento humano… seja qual for o talento. Essa complexidade, prende-se não com as diferenças entre a “eleita” e a “putativa”, mas com a própria natureza do Clube.

 

O Sporting é o quê?

 

Comecemos pelos tais 3,5 Milhões de Adeptos que o Sporting tem. Podiam ser 6 Milhões, mas na origem procurou-se um caminho distinto, que invariavelmente fez do Sporting o que o Sporting é. A formação Social e Desportiva, o Ecletismo, as conquistas nas Modalidades, Moniz Pereira, Aurélio Pereira, 5 Violinos, são alguns símbolos da génese do Sporting que não sucederiam, pela doutrina, se o Sporting seguisse o caminho popular dos 6 Milhões. Este Sporting, envolto numa concepção de elite, (e não de elites), perdeu porém, a partir da década de 70 o comboio competitivo na sua principal modalidade, o Futebol. Nada de novo, portanto.

 

Dentro deste universo de 3,5 Milhões de Adeptos do Sporting, existem partidários de uma espécie de doutrina reformista, embrionada num emergente burguesismo sem conteúdo, que surgiu na Lisboa pós-revolução. Essencialmente novos-ricos, filhos de famílias influentes ou até operários órfãos de representatividade social, estes multiplicaram-se com ideologias revolucionarias sem substância ou aplicabilidade na vida social ou profissional. Introduziram-se no Sporting como puderam, ou conforme o grau académico ou influência lhes permitiu, e difundiram dentro do Clube as suas frustrações, a sua instabilidade pessoal, em formato de militância. Começou com os negócios de Jorge Gonçalves e com a problemática empregabilidade dos filhos de João Rocha, fundadores de uma claque – os primeiros a tentarem convergir o Sporting em ideais pessoais. Aqui, encontramos o ponto onde o Sporting começa a mudar, para pior.

 

Supõem-se tratarem-se de sportinguistas, pois muitos são Sócios e acompanham frequentemente o Clube. Mas involuntariamente odeiam o Sporting e a sua genética leonina. Foram os primeiros a confundir o Sporting que existia – que não lhes servia – com o Sporting que desejariam ter, mas não tinham. Para disfarçarem a falta de intelectualidade, lançaram a primeira golpada no Sporting – confundir os princípios de elite (e não elitista) de um Clube, como causa ao seu insucesso. O Sporting "não ganhava no Futebol pela ala financeira”, foi um termo usado por demasia já na década de 80. Estes actores, Gonçalves e referidos refractários, trouxeram problemas de contabilidade, e pior, abriram o Sporting a aproximações políticas. Gonçalves com o PSD na ocasião, Juventude Leonina com a extrema-direita. Fiquemos por aqui em relação a este tema, por ora.

 

Quem tomou realmente o Clube de assalto?

 

Estes, e aqueles que descendem dos seus exemplos revolucionários sem causa, valorizam o Sporting como “Clube diferente”, mas odeiam o Clube por não ter 6 Milhões de Adeptos. Vangloriam-se da importância das nossas Modalidades, apenas como contrapeso à cólera que lhes desperta a ausência de títulos na principal, o Futebol. Estes Adeptos, como representação do clientelismo que tomou progressivamente o Clube de assalto desde os referidos exemplos, utilizam o Sporting como ascendente a particulares interesses sociais, profissionais, e até mesmo políticos. O Sporting, como o próprio é, não lhes interessa. O que lhes interessa, é ter uma fórmula para ganhar no Futebol e, por conseguinte, obterem representatividade para futuras aventuras.

 

Como referi, alguns alcançaram as claques, como as conhecidas militâncias de extrema-direita que posteriormente provocaram cisões dentro da Juventude Leonina e geraram novos grupos de apoio… ao Sporting / interesses políticos? Outros, como Presidentes, alcançaram o voto popular com a premissa de romper com o passado, mas curiosamente nenhum deles constituiu melhores bases para o futuro. Do Sporting servem-se, lá está, como clientes, onde desejam viver uma série de experiências que lhes permitam descobrir e usar os seus talentos, aprender, e posteriormente engajarem-se na vida. O que procurou Sousa Cintra? O que procurou Luís Duque? O que procurou Santana Lopes? O que procura Mário Machado? E finalmente, o que procura Bruno de Carvalho? Estes vivem somente, de recrutamento alheio, como trampolim. Um antagonismo ao circo institucional do Sporting? Naturalmente que não, porque o Circo só não o vê quem não quer.

 

A emulação de um falhado

 

Bruno de Carvalho é, no meu entender, uma das maiores fraudes que surgiu no Sporting. Num artigo publicado a 30 de Abril deste ano no Diário de Notícias, intitulado “A verdade sobre a situação financeira do Sporting”, porventura redigido em parceria com Nuno Saraiva e que só recentemente o li, são abordadas questões de natureza financeira, uma espécie de Magnum Opus sofista. Numa linguagem intangível e abstrata, confunde matérias nunca relacionáveis – renegociação da dívida bancária com aumentos de posição accionista (desculpe??) –, responsabilizando o reequilibro da situação financeira pelo crescendo do sucesso desportivo (nas Modalidades, suponho?), não esquecendo a pérola “crescimento sustentado de todas as linhas de receitas comerciais…” – “crescimento sustentado de receitas” é algo que nunca calculei existir. Trata-se possivelmente do “grito do ipiranga” da Economia de Marx, uma mudança total de “paradigma”, ou simplesmente pavor em morrer afogado em dinheiro. Deu-me, por alguns segundos, vontade de rir.

 

Se o referido artigo teve Bruno de Carvalho como autor, Carlos Vieira é um péssimo professor. A demissão automática do segundo seria tão óbvia como a falta de cultura do primeiro.

 

Depois, as aparições televisivas. A benevolência que Bruno de Carvalho crê como serviço público, através de um discurso somente estéril e incorpóreo, revela-se, perante toda a sociedade como um degradante préstimo intelectual. Quando acordamos, percebemos que já não nos lembramos da pergunta nem percebemos a resposta, qual retórica golpada de quem não tem solução para os problemas criados por si. Bruno de Carvalho destruiu o seu próprio projecto desportivo, desmembrou a equipa de Futebol, transformou o Sporting num conflito à sua imagem – no fundo, a maior face do clientelismo onde os interesses particulares são sempre superiores aos interesses do Clube. O Sporting pós 25 de Abril quase sempre existiu como veículo de interesses de Presidentes, sendo a presidência de Bruno de Carvalho a que mais suspeitas levanta. Que currículo tinham Gonçalves, Sintra, Santana e Carvalho (alguns exemplos) para ocuparem a Cadeira no Sporting? Eram todos clientes profissionais! Por vezes, os Adeptos mereciam uma providência cautelar.

 

Mas por um lado, agradeço a Bruno de Carvalho a lição que nos deu a todos. Demonstrou que no Sporting existem dois Clubes, duas facções, duas vertentes de pensamento, que como em quaisquer nações ideologicamente distintas, dia algum se conciliarão. Ele simplesmente escolheu o seu lado, como qualquer cliente escolhe o fruto do seu prazer. Muda de Treinador como quem muda de telemóvel. Cria grupos privados de Whatsup para se unir aos Atletas e publicações públicas de Facebook para os destruir. Permite a convivência de grupos de destabilizadores com Jogadores da qual resulta o maior êxodo desportivo alguma vez visto em Portugal. Promove um sucesso económico encoberto até a CMVM proibir um simples empréstimo obrigacionista que põe a descoberto a falta de liquidez, levando a PWC a assumir perante o órgão regulador a ameaça da continuidade da operacionalidade do nosso Clube. Tudo isto é criminoso. Para mim é o resultado óbvio do que sucede quando o Cliente... se torna Presidente. 

 

Mais do que nojo, tenho pena daquilo no qual o Sporting se tornou.

 

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publicado às 11:00

 

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Os antigos costumavam utilizar uma expressão... “e ele há lá coisas do arco-da-velha”, sempre que se queriam referir a algo inusitado, extraordinário ou que lhes causasse perplexidade. Pois bem, eu nestes dias trouxe de volta essa expressão ao meu vocábulo e tenho-a repetido frequentemente, tal o número de vezes que tenho ficado perplexo, quase sem palavras.

 

Neste momento perguntarão os leitores; o que raio causará tal perplexidade?

 

Pois bem, é ver um homem feito, no auge dos seus 46 e perto dos 100kgs, dar cambalhotas atrás de cambalhotas, dias e dias seguidos, numa actuação constante e sem pausas. Um autêntico artista de circo que actua no centro do palco, e à sua volta, um conjunto de macaquinhos amestrados, ora aplaudindo, ora imitando os brilhantes exercícios de ginástica. Extraordinário!

 

Bruno de Carvalho passou um mês a gritar para quem o quisesse ouvir, a escrever para quem o quisesse ler, que a MAG (demissionária ou não) não existia. Insistiu e bracejou, convocou inúmeras vezes a comunicação social a Alvalade, para repetir o mesmo de sempre, que a AG do dia 23 era ilegal, que não ia existir, que era uma fantochada, um encontro de sócios sem significado, enfim, algo a que os verdadeiros Sportinguistas não deveriam dar importância.

 

Disse-o ele alto e a bom som, do centro da sua arena. E os macaquinhos… imitaram-no.

 

Confrontado com a justiça, não vergou. A acreditar nas suas pérfidas palavras, fez sim foi o favor de permitir que o encontro ilegal de sócios do dia 23 se realizasse. Daria todos os meios para satisfazer os caprichos de um único sócio, mas os verdadeiros Sportinguistas que não se preocupassem, pois a agora já chamada AG do dia 23 era ilegal, sem valor, desprovida de significado, tanto mais que no dia 18 iriam cair tantas e tantas providências cautelares que terminariam de uma vez por todas com esta brincadeira.

 

Disse-o ele alto e a bom som, do centro da sua arena. E os macaquinhos… imitaram-no.

 

Dia 18 chegou e com ele o auge do espectáculo… as cambalhotas intermináveis do Bruno e seus macaquinhos.

 

De um momento para o outro, a Assembleia Ilegal que não ia existir, que não passava de uma fantochada e de um encontro de sócios sem valor, passou a ser tema central… importância fulcral que levou mesmo à necessidade de iniciar uma campanha como se de eleições se tratassem, e há falta de melhor, reciclam-se expressões de campanha brasileira para dar mote à palhaçada.

 

Os macaquinhos aplaudem, excitam-se perante tão extraordinária cambalhota.

 

Os dias passam… e apesar da certeza que a AG do dia 23 não se vai realizar, graças às providências cautelares interpostas pela extraordinária Mestre Catedrática de Direito (não foi nenhum taberneiro porque isto do Direito não é para todos) a campanha continua e até se tem tempo de convocar um debate para discutir assuntos acerca de uma AG ilegal, que não se vai realizar. Um frente a frente, tendo como convidados uns sócios que assumem putativas funções.

 

E os macaquinhos aplaudem, excitam-se e alguns até ejaculam… felicidade… perante tão extraordinária cambalhota.

 

E eu, sentado no meu camarote, perplexo porque afinal o Artista e seus macaquinhos levam a sério algo que não se vai realizar, algo que é ilegal e desprovido de valor, e repito vezes sem conta “e ele há lá coisas do arco-da-velha”!

 

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publicado às 18:15

Uma deriva insensata e penosa

Leão Zargo, em 20.06.18

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Para Bruno de Carvalho, em comunicação o que importa é a versão e não o facto. Por isso, ele próprio, ou através de agências especializadas como a YoungNetwork Group e a WL Partners, apregoa massivamente a sua versão ficcional dos acontecimentos, confundindo a veracidade do que se passou, sempre com a finalidade de fazer duvidar dos factos, mesmo verificáveis, que lhe são inconvenientes.

 

Depois, a divulgação e amplificação propagandista através das redes sociais possibilitam que as suas “fake news” façam o seu caminho. Como diria Sun-Tzu, “toda a guerra é baseada no engano”.

 

Agora, o seu discurso casuístico, propagandístico e autocentrado perdeu eficácia, pois em Bruno de Carvalho tudo é táctico e a prazo, e o caos que gerou no Sporting trouxe-lhe grande descrédito.

 

Quando ele se queixa e recorre a expressões como “golpada” e “putativa comissão de gestão”, chama “ratos e cobardes” e “vendilhões do templo” a antigos membros do Conselho Directivo ou garante que “se eu quiser não há Assembleia Geral nenhuma” já não é amplificado como anteriormente se verificava. Se afirma que “vivem todos à nossa custa, até na Áustria”, a propósito de uma contratação falhada, o melhor que ele consegue é um olhar de comiseração. A sua linguagem básica e ordinária tornou-se cansativa e intolerável.

 

No sábado, 23 de Junho, realiza-se a Assembleia Geral de destituição e é essencial que os sportinguistas acorram em elevado número. Na verdade, ele fará tudo e mais alguma coisa que lhe permitirem, sem qualquer outra finalidade que não seja a sua preservação pessoal.

 

Numa carta entregue à Comissão Fiscalizadora nomeada por Jaime Marta Soares, o Conselho Directivo declarou que “não reconhece a V. Exas. nenhuma legitimidade para o exercício das funções de que se arrogam estar investidos (…)”. Há palavras que possuem um significado antigo para que sejam entendidas por todos: Bruno de Carvalho fechou-se num “bunker” e só sai de lá quando for expulso.

 

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publicado às 14:00

 

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O Conselho Directivo (CD) do Sporting Clube de Portugal tem um carácter colegial. No Artigo 56º (Competências do Conselho Directivo) dos seus Estatutos estabelece-se que:

 

“1- O Conselho Directivo é o órgão colegial de administração do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL e tem a função geral de promover e dirigir as actividades associativas, praticando os actos de gestão, representação, disposição e execução de deliberações de outros órgãos, que se mostrem adequados para a realização dos fins do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL ou para a aplicação do estabelecido nestes estatutos.”

 

Na realidade, no Artigo 55º (Composição do Conselho Directivo) e em todas as alíneas do ponto 2 do Artigo 56º especifica-se aquilo que compete ao CD, enquanto órgão social colegial de administração. O Presidente do CD é invocado por razões que decorrem do funcionamento do órgão, porque as competências residem no colégio do CD. No Artigo 57° (Funcionamento do Conselho Directivo) estabelece-se que “não pode reunir sem que esteja presente a maioria dos seus membros em efectividade de funções e as suas deliberações são tomadas pela maioria dos votos dos membros presentes”. Portanto, tem de existir quórum para se efectuar a reunião e as deliberações são tomadas por maioria.

 

No entanto, uma das propostas de alteração que Bruno de Carvalho pretende fazer aprovar na suposta Assembleia Geral de 17 de Junho consiste precisamente em ser-lhe atribuído o poder de “indicar para o preenchimento de vagas outros sócios efectivos A (...)”. Como já foi referido anteriormente, de acordo com a filosofia dos Estatutos do Sporting, esse poder pessoal de nomeação seria uma anomalia, contraditória com os princípios vigentes. Transportando a situação para o nível do nosso país, dir-se-ia que seria inconstitucional.

 

Por alguma razão os legisladores sportinguistas optaram por estabelecer um “órgão colegial de administração”. Na sua sapiente cautela pretenderam evitar que candidatos a ditadores se apoderassem dos destinos do Clube. Esta questão é absolutamente relevante, pois do seu rigoroso cumprimento decorre a democraticidade do Sporting.

  

Notas:

 

1 - Trata-se de uma ideia peregrina. Os sócios votam numa determinada lista de nomes para o CD mas, ao fim de algum tempo, o presidente pode escolher outras pessoas para o integrarem porque os suplentes já não chegam para manter o quórum.  

  

2 - Ontem ao fim da tarde quando comecei a escrever o texto deste post estava convicto de que Bruno de Carvalho iria forçar a realização de uma Assembleia Geral em 17 de Junho. Quando o terminei de escrever, cerca de duas horas depois, perante a vertiginosa sucessão de acontecimentos, ocorreu-me de que essa AG não acontecerá. Mesmo assim, este post mantém a sua validade. Na verdade, Bruno de Carvalho possui o mérito de ter mostrado aos sportinguistas a importância de existirem mecanismos estatutários que defendam a democraticidade no nosso Clube. 

 

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publicado às 13:02

Uma Assembleia Geral ilegítima e nula

Leão Zargo, em 09.06.18

 

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Bruno de Carvalho através da Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral (CMTAG), por si constituída e empossada, convocou uma Assembleia Geral Ordinária (AG) para 17 de Junho de 2018. Convém recordar que esta CMTAG não está prevista estatutariamente e que o tribunal considerou que Jaime Marta Soares “é, efectivamente, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal em pleno exercício de funções”. Portanto, apenas ele tem competência para convocar uma AG. Como é sabido, existe uma providência cautelar com a finalidade de evitar a prática de uma gravíssima ilegalidade. Estou convicto de que o tribunal vai decidir em tempo útil sobre o carácter ilegítimo e nulo desta AG, ainda que Bruno de Carvalho procure impor a sua realização, como afirmou ontem no noticiário da TVI24. 

 

Na realidade, à margem dos princípios estatutários, Bruno de Carvalho pretende reforçar o seu poder enquanto presidente do Conselho Directivo, ao mesmo tempo que procura limitar o poder dos sócios do Clube. Para isso, apesar de não possuir capacidade para tal, desconvocou a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 23 de Junho e impediu o reconhecimento das assinaturas dos subscritores. Mesmo perante uma decisão do tribunal que lhe é adversa, continua a afirmar que a AGE destitutiva não se realizará.

 

A Assembleia Geral de 17 de Junho constitui um momento importante da estratégia de Bruno de Carvalho para a subversão da democracia sportinguista. No terceiro ponto da ordem de trabalhos propõe a revisão de determinados artigos dos estatutos do Clube, mas não revela no que consistem essas alterações. Verifica-se que os artigos sujeitos a revisão tratam de cessações de mandato e renúncias de membros de corpos sociais eleitos, das competências do presidente do Conselho Directivo e da dissolução do Sporting. Isto é, sem olhar a meios, Bruno de Carvalho procura adaptar as disposições estatutárias aos seus interesses estratégicos de reforço do seu poder unipessoal. Mas isso nunca lhe será permitido, pelos sportinguistas e pelos tribunais.

 

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publicado às 11:37

A falsidade do lunático presidente

Rui Gomes, em 08.06.18

 

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Quando chegou à presidência do Sporting, Bruno de Carvalho disse, numa entrevista à SIC:

 

“No dia em que o Bruno de Carvalho presidente começar a trazer as suas emoções para dentro do Clube, começar a trazer opacidade para dentro do Clube, começar a pensar que é o maior da cantadeira, começar a não ligar ao que é o maior património do Sporting que são os sócios, começar a ter atitudes completamente lesivas para o Clube, o cidadão e sócio Bruno de Carvalho vai pegar no presidente Bruno de Carvalho e vai metê-lo imediatamente fora do Clube.”

 

Perante a evidente ausência de pudor e dignidade do cidadão e sócio Bruno de Carvalho, compete aos sócios do Sporting levar a cabo a expurgação do lunático personagem do Clube.

 

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publicado às 11:43

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"Quando nos sentámos com o Conselho Fiscal e Disciplinar [CFD] e a Mesa da Assembleia Geral [MAG], foi-nos proposto 60 dias em funções e depois eleições. Isto a 24 de Maio. Na minha terra, com 60 dias dá 24 de Julho, que até era uma data engraçada, o dia de anos do meu pai e do [Jorge] Jesus. O período da possibilidade de apresentação das rescisões é até 14 de Junho. Metam na cabeça que esta questão estava sempre em cima da mesa. O prazo que deram era 24 de Julho. As rescisões podem acontecer até 14 de Junho.

 

Mas está toda a gente maluca? Fomos um órgão eleito e somos nós que estamos contra a democracia? A mesa decidiu demitir e o CFD decidiu demitir-se. E nós não estamos a cumprir a democracia? Estamos a cumprir o nosso mandato. Onde é que diz no estatutos que somos obrigados a demitir-nos? Não fomos nós que os corremos, eles é que se demitiram. Isto está a subverter-se tudo. Como é que se pode falar de democracia onde temos um sportinguista [Manuel Moura dos Santos] a pedir ao governo para tirar a utilidade pública do clube?

 

Ontem sentam-se as pessoas numa mesa e nem falam aos sportinguistas da exigência legal de fazer a AG de aprovação do orçamento. A mira é a AG de destituição. Quem se demitiu foram eles, nós tivemos que tomar atos de gestão a partir daí. Se eles acham, e não é com cartas labregas a ofender as pessoas que se vai a lugar algum. Se as pessoas acham que a comissão transitória da mesa é algo ilegal, vão para os tribunais. Mas não vão utilizar o logótipo do Sporting em pseudoconvocatórias. Isso é que é democracia? A justiça que decida. É para isso que é um estado democrático e de direito.

 

Já disse isto várias vezes: isto devia ser uma comissão isenta, que devia criar pontes, como diz o ex-presidente da Mesa. A intenção deles era vir colaborar com o Sporting naquilo que são os superiores interesses. Querem uma AG destitutiva? Entreguem as assinaturas e os preceitos legais. Se tiverem os preceitos todos, nós fazemos a AG de destituição. Estamos a tirar a voz a quem? Somos os únicos em funções e legitimados. Por 87 por cento nas eleições e por 90 por cento na AG mais concorrida de sempre. Nós não mandámos ninguém embora. Depois tivemos que tomar actos de gestão.

 

A partir desse momento cabe-lhes a justiça e deixar o Sporting em paz. Está marcada uma AG pelo Sporting para dia 17. Um dos pontos vai ser ouvir os sportinguistas. E depois uma AG eleitoral para o dia 21 de julho. Para quem se foi embora. Neste momento apenas há comissões transitórias. Não percebo este alarido todo. O que é que isto está contra a democracia? Onde é que está escrito que temos de nos demitir? Isto são chavões, não estamos a tirar a voz aos associados. A antiga Mesa tinha pedido uma AG que não vai haver. Não são a Mesa da AG do Sporting.

 

Decerto que não é com cartas labregas a ofender as pessoas que se vai a lado algum. Vão a para a justiça e a justiça que decida".

 

Bem... cada um terá a sua interpretação do que o ainda presidente afirmou, mas passada a usual onde retórica, só podemos reiterar o que há longo pensamos: Bruno de Carvalho só sairá de Alvalade algemado. Até esse dia, o Clube terá de sofrer as consequências.

 

Neste momento, ficamos na expectativa quanto à Assembleia Geral do dia 23. Bruno de Carvalho garante que não se realizará. Entendo eu que isso implica que o Conselho Directivo não contribuirá com o indispensável apoio logístico para o efeito e a MAG não possui os necessários meios.

 

Veremos, entretanto, a reacção de Jaime Marta Soares, mas, pelo andamento das coisas, não é de esperar "milagres"

 

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publicado às 13:41

A golpada !

Leão Zargo, em 02.06.18

 

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O Sporting Clube de Portugal chegou a um ponto inimaginável. Em vez de um Conselho Directivo colegial que garanta eficiência, sustentabilidade, cooperação e modernidade existe o oposto, um presidente inconsequente, descontrolado, irascível, patético e acintoso. Bruno de Carvalho, sendo incapaz de governar pela ponderação e pela racionalidade, decidiu gerir o Clube através do caos. O problema é que o caos organizado inicial evoluiu para uma forma de caos desorganizado. Agora, uma mistura explosiva de insanidade, autoritarismo, incompetência e autismo do presidente colocou o Sporting em risco como nunca se verificou na sua história centenária.

 

Bruno de Carvalho adoptou uma estratégia agressiva e conflituante que visa confundir e intimidar quem o contesta dentro do Clube. É assim desde o primeiro dia, mas desde um tempo recente atingiu um grau ainda mais elevado. Ao arrepio do que está consagrado nos estatutos do Sporting, desrespeitou seriamente a independência e a autonomia de órgãos sociais eleitos pelos sócios, ao  substituir a Mesa da Assembleia Geral e anular o órgão que fiscaliza o funcionamento do Conselho Directivo por pessoas indicadas por ele.

 

Nada detém Bruno de Carvalho, fazendo uma interpretação e uma aplicação unilateral e abusiva dos estatutos. Tomou decisões, mesmo não tendo competência estatutária para tal. É de absoluta gravidade. Estava marcada uma Assembleia Geral Extraordinária para 23 de Junho, mas ele anulou-a e marcou uma reunião magna ordinária para aprovação do orçamento e de alterações estatutárias que reforcem o seu poder unipessoal. Há órgãos sociais em funções até à tomada de posse dos sucessores, mas constituiu uma Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral e uma Comissão de Fiscalização para substituir o Conselho Fiscal e Disciplinar.  No entanto, a figura da Comissão Transitória da Mesa não existe estatutariamente e a Comissão de Fiscalização só pode ser nomeada pelo presidente da Assembleia Geral. Para que o ramalhete fique completo, marcou eleições para a Mesa da Assembleia Geral e para o Conselho Fiscal e Disciplinar no dia 21 de Julho. Outra aberração, pois trata-se de uma decisão inválida, sem valor legal.

 

De forma breve, a isto chama-se querer substituir a democracia pela autocracia e o primado dos estatutos pelo da vontade pessoal. O indivíduo que afirmou recentemente a um jornal que "para ter sucesso, a primeira coisa a fazer é criar fama de maluco" é o mesmo que preside ao Sporting. Bruno de Carvalho nunca teve o sentido do cargo de presidente e da sua função institucional, mas agora passou todos os limites ao colocar em risco a democraticidade no Sporting, e, portanto, o poder decisório dos sócios. Agora, resta a esperança de que um fortíssimo movimento de sportinguistas reponha a legalidade directiva. Não sendo assim, o Clube vai arrastar-se numa vil tristeza até que o insucesso desportivo no futebol ou a acção dos tribunais ponha cobro a este descalabro governativo. A não ser que no Conselho Directivo alguém se demita perante tamanha insanidade. Não se trata apenas dos riscos que resultam das rescisões por vários jogadores. É a própria alma do Sporting que corre perigo!

 

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publicado às 11:56

 

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Em Janeiro de 2013, Bruno de Carvalho, então candidato a presidente, escreveu uma dura e extensa crítica a Godinho Lopes num post do Facebook por este não aceitar uma Assembleia Geral Extraordinária - mesmo depois de um requerimento ter recolhido o número necessário de assinaturas para a realização da mesma. Hoje, BdC está do outro lado e ataca quem exige uma AGE.

 

O post, publicado às 00h11 do dia 23 de Janeiro e acompanhado por um parecer jurídico, foi também enviado às redacções. Vejamos:

 

Antetítulo: “Comunicado à Imprensa”.
Título: “O Sporting é dos sócios e ninguém os calará”.

 

Vivia-se um período turbulento no Sporting e BdC, um dos rostos da oposição, decidiu criticar publicamente a posição de Godinho Lopes e da direção que liderava, enquanto presidente do clube, por não aceitar a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que poderia resultar na destituição do Conselho Diretivo (CD).

 

Começava assim: “Face a um conjunto de manobras inqualificáveis para que a AGE do Sporting Portugal não se realizasse, vimos demonstrar toda a nossa indignação por um processo que tem tentado atirar o seu carácter essencial para segundo plano e colocado na ordem do dia dúvidas e processos de intenções, que nada interessam para este assunto. O essencial é e será sempre dar a voz aos sportinguistas e acreditar sempre na sua capacidade de decidir o que é melhor para o clube.”

 

O contexto em 2013 era o seguinte: o movimento “Dar Rumo ao Sporting” tinha recolhido o número necessário de assinaturas de sócios para a realização da AGE a 6 de janeiro de 2013, mas Godinho Lopes, os restantes membros do CD e a Mesa da Assembleia Geral (MAG) recusavam-se a ceder. A MAG, aliás, tinha chegado a exigir ao “Dar Rumo ao Sporting” que custeasse a AG.

 

Prosseguiu BdC no seu post: “Perante as notícias vindas a público e a iminência de a AGE não se realizar por falta de cumprimento daquele requisito [o dinheiro], aliada à vontade expressa e inequívoca de os sócios em quererem ser ouvidos [...] decidi [...] assegurar este montante, o que acabou por vir a acontecer.

 

Foi com estupefacção e estranheza que observámos que foram necessários mais de 15 dias, após a entrega do requerimento por parte dos sócios para a convocação da AGE, para aferir a conformidade da documentação entregue. [...] Só pode não ter tido a celeridade exigida por lhes terem sido dadas instruções em contrário e quiçá alguma coação para que assim o fizessem, a que têm de obedecer para não verem em perigo os seus postos de trabalho, num período de tanta dificuldade económica”.

 

O artigo completo de Pedro Candeias, jornal Expresso, pode ser lido aqui.

 

Mais um, entre muitos exemplos de Bruno de Carvalho, em que para ele, o que ontem era verdade hoje é mentira e vice-versa. Aliás, uma reconhecida obsessão perfeitamente em linha com o seu carácter, que serve, pelo menos, para continuar a iludir umas quantas mentes perversas do universo leonino.

 

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publicado às 15:38

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Na vida, em todas as circunstâncias, ser previdente é uma das maiores qualidades de cada um de nós. Naturalmente, essa necessidade aplica-se a quem exerce o cargo de presidente do Sporting Clube de Portugal. Mas, Bruno de Carvalho foi de enorme imprevidência no processo de contratação de Jorge Jesus, na renovação do contrato em 2016 e como se lhe referiu desde o primeiro dia. Uma breve pesquisa na imprensa permite verificar o seu fascínio juvenil e incauto pelo treinador, o “Jorge” como passou a chamar-lhe a partir de certa altura:

 

“Nós estávamos atentos ao que se passava e a partir do momento em que tivemos a informação que o Jorge Jesus não ia ficar no Benfica entrámos em contacto com ele. Foi dois dias antes de termos anunciado a sua contratação. As surpresas conseguem-se assim, em tão pouco tempo.”

Bruno de Carvalho à TVI, 2.7.2015

 

“Trabalha 24 horas por dia, tem ambição, gosta de excelência e vê o futebol como uma combinação de conhecimento, talento e trabalho. E isto é muito importante para mim e para o clube. Não temos medo de dizer as coisas como elas são, temos personalidades fortes e somos líderes. (…) É fácil trabalhar com pessoas que são como nós.”

Bruno de Carvalho à revista World Soccer, 24.3.2016

 

“Eu e o Jorge somos homens de paixões e projetos. Assim conseguimos solidez para mais três épocas. Hoje é mais um dia de grande felicidade para a família sportinguista.”

Bruno de Carvalho em 19.5.2016 quando anunciou a renovação do contrato de Jorge Jesus

  

“Jorge Jesus não é treinador para qualquer presidente.”

Bruno de Carvalho à SIC 10.9.2016

 

“É a nossa estrela, o nosso líder e a pessoa mais importante do grupo.”

Bruno de Carvalho ao jornal Marca, 12.9.2016

 

“Jorge Jesus é, sem dúvida alguma, o melhor treinador em Portugal e um dos melhores do mundo.”

Bruno de Carvalho ao jornal A Bola, 16.12.2016

 

“Mesmo que não ganhasse absolutamente nada, Jorge Jesus era o treinador do Sporting, o treinador do meu projeto, e para o próximo mandato nada muda.”

Bruno de Carvalho à rádio TSF, 20.1.2017

 

“O dia em que eu despedisse Jorge Jesus era o dia em que estava completamente louco. (…) Aí era o momento em que o adepto Bruno de Carvalho tinha de afastar o Presidente, porque o Presidente não estava bem.”

Bruno de Carvalho ao jornal Sol, 5.2.2017

 

Uma pessoa com as características do actual presidente do Sporting acaba sempre por criar o deserto à sua volta, e o seu modelo casuístico de acção termina sempre num beco sem saída. O estado de alerta permanente e a dificuldade da análise racional da realidade impedem o debate interno e a procura de soluções. Depois da Federação e da Liga, de Pinto da Costa e de Filipe Vieira, dos “croquetes” e dos “sportingados”, de anteriores dirigentes e de actuais jogadores do Clube, entre muitos outros casos, chegou a vez do treinador. Bruno de Carvalho disse ontem na sessão de esclarecimento” no Pavilhão João Rocha que Jorge Jesus ainda “não foi suspenso, nem tem processo, nem levou tau tau”

 

Há em tudo isto uma trágica e perversa ironia. Chegados aqui, já não se trata apenas de fascínio juvenil de Bruno de Carvalho a propósito de Jorge Jesus a quem teceu tantas loas e parecia babar-se, com evidente prazer infantil, quando se referia ao treinador como o “Jorge”. Trata-se de absoluta perversidade e de falta de respeito por alguém que é muito mais velho do que ele e que foi agredido por energúmenos na Academia de Alcochete.

 

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publicado às 13:00

Darwin é do Sporting

Drake Wilson, em 25.05.18

 

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Existe uma circunstancial expressão embrionada na década de 90, que tão cruamente expõe a falsa moralidade que rodeia o Futebol português – diz-se por outras palavras, que a Verdade nada mais é do que uma virtuosa Mentira consentida, delimitada ao seu prazo de validade. Foi Pimenta Machado que reconheceu, com ou sem noção, uma distopia que compreensivamente se perpetuou, porque no Futebol – como na Vida – vigora uma ténue fronteira entre a integridade e o sadismo.

 

Após a barbaridade que ocorreu em Alcochete – grave, mas natural consequência de um modelo de liderança reaccionário aceite por muitos e que se estendeu demasiado no tempo, acabando em auto-flagelação expontânea – a reacção dos Adeptos priorizou persistentemente a palavra “Sporting” como grito de guerra, penitenciando-se ao Mundo em discursos e lições homéricas de sportinguismo, típico de pessoas que não entendem o desnorte onde vivem. Qualquer semelhança entre o fim do Mundo e o fim do Sporting é apenas pura coincidência, mas a colectiva histeria lá está, faz o Adepto viver assim, não entendendo a verdade.

 

Talvez a culpa seja da sua natureza. Orgulhosamente monoteísta e sem resposta para o que o transtorna, o Adepto invariavelmente domicilia a sua servidão ao Ser sebastianista cujas aptidões retóricas o deslumbram, sem as quais se sente confuso e desintegrado. O Adepto permite que entidades tão díspares como Sporting, Juve Leo, Banca, João Rocha, Mustafá, Santana Lopes, “Bigodes”, Yazalde, Jorge Sampaio, Mister do Café, José Roquette, Bruno de Carvalho, Marco Ficini e Rogério Alves ocupem de igual modo, embora em diferente espaço temporal, a mesma esfera biológica sob sua protecção. No fundo, o Adepto tal como o Homem, dispõe de uma génese orgânica que por vezes o impede de separar o bem do mal, como o belo do grotesco. O Homem Bom, é bom demais para ser verdade, e por consequência, um Mentiroso. Logo, o Homem Mau é solução.

 

O Senhor da Guerra nunca vive em Paz.

 

O assalto ao poder protagonizado por Luís Duque há cerca de 20 anos, recorrendo a um esquema de terrorismo em todo semelhante ao recentemente verificado na Academia, levou à queda de José Roquette, e ao único projecto verdadeiramente eficaz que o Sporting teve, posterior a João Rocha. Aos filhos deste, fundadores da Juventude Leonina, coube a instrumentalização de um motim dentro do próprio Estádio de Alvalade, superiormente aproveitado não apenas pelas pretensões do Solicitador-Duque, como por retaliação de quezílias pessoais entre Roquette e Rocha.

 

Algo me convence que, pelo seu carácter impulsivo e por vezes egocêntrico (defeitos, entre muitas virtudes), Rocha dificilmente aceitaria, em termos pessoais, presidente algum no Sporting que lhe conseguisse superiorizar um feito. Roquette, não em termos de títulos mas estruturalmente e organizativamente, conseguiu-o. O Projecto Roquette durou 5 anos, culminando num golpe palaciano. Ao contrário do que sucede com Bruno de Carvalho, ninguém lhe "pediu" para sair. Roquette, simplesmente fartou-se da presença do grupo de pressão organizado.

 

Avancemos alguns anos. Se recorrermos à imagem que testemunha Bettencourt servil a um ex-líder de Claque, ou recordarmos mais tarde, a invasão a Alcochete por parte de um grupo liderado por Mustafá em 2016, passando ainda pela recente advertência de Bruno de Carvalho aos seus Atletas na perigosidade de uma confrontação com o líder do maior grupo de apoio – 1 dia antes das agressões, com efeito – percebemos de quem o Sporting e os seus Presidentes se tornaram, efectivamente, reféns ao longo de 20 anos.

 

O paramilitarismo correctivo do referido grupo de adeptos junto de Sócios, Presidentes e até Atletas, brotou um clima grotesco dentro do Clube, do qual Bruno de Carvalho ou algo semelhante, resultaria com toda a naturalidade em Presidente. Poderá demorar 3 horas a declamar o que se conclui em 10 minutos, mas Bruno de Carvalho, versão Tallon Made, sempre terá uma apresentação mais digna que o líder de claque. 

 

Temos um inegável problema que poderá ser resolvido hoje, como resultado da reunião entre Jaime Marta Soares e Bruno de Carvalho, ou poderá esta questão nunca ter um fim, se olharmos exclusivamente para o Presidente como a génese dos problemas.

 

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publicado às 03:46

 

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Na década de 60 a.C., Cícero discursou as quatro Catilinárias perante o Senado de Roma. O discurso dirigiu-se a Lúcio Catilina, um aristocrata empobrecido que pretendia tomar o poder para voltar a enriquecer. Catilina era encarado com desconfiança pois ameaçava as instituições republicanas romanas.

 

No Sporting, tantos séculos decorridos, ressalvadas as inevitáveis diferenças de contexto, as Catilinárias permanecem bem actuais pela sua firmeza e acutilância:

 

“Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda nocturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disto conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas? Oh tempos, oh costumes!”

 

Em Alvalade, há um “Catilina” desesperadamente agarrado ao poder e que por isso recorre a mil subterfúgios para se manter no mando…

 

Na imagem, Cícero denuncia Catilina, gravura de John Leech, 1850.

 

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publicado às 12:56

 

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Tudo indica que Jaime Marta Soares já tem em seu poder o requerimento - devidamente verificados ontem pela MAG em cooperação com uma sociedade de advogados - que reune o patamar mínimo de 1000 votos de sócios efectivos do Sporting a exigir uma Assembleia Geral para a destituição de Bruno de Carvalho e os restantes elementos do Conselho Directivo. Na realidade, fonte próxima do processo confirma que em menos de 48 horas foram recolhidas assinaturas com milhares de votos acima desse patamar mínimo.

 

Recorde-se que o requerimento em questão evoca a sucessão de actos lesivos ao Clube, a desprestigiante actuação pública dos membros do Conselho Directivo, a postura constante de divisão do Clube, quando se deveria pugnar pela sua união, as suspeitas e investigações de corrupção no desporto perpetrado pelo Clube, o incentivo a actuações agressivas e anti-desportistas, a demissão massiva dos membros dos vários órgãos sociais, o afastamento de parceiros de longa data e a preocupante degradação de património do Clube que exigem uma reflexão urgente e conjunta dos sócios do Sporting Clube de Portugal.

 

Consequentemente, Jaime Marta Soares já irá para a reunião desta quinta-feira dos órgãos sociais do Sporting com o requerimento em mão, e terá de convocar uma Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se no prazo de trinta dias, caso Bruno de Carvalho e os outros dirigentes continuem a recusar demitir-se.

 

Uma fonte conhecedora do processo garante que será explicado aos sete membros do CD que a Assembleia de destituição pode vir a ficar marcada na história do Sporting pelos piores motivos e que não há necessidade de voltar a colocar o clube no topo da actualidade por razões que nada têm que ver com a sua actividade desportiva.

 

Os vogais Luís Roque e Luís Gestas têm sido muito pressionados a apresentar a carta de renúncia, e não terão sido os únicos. Por isso, há a esperança de que algum dos sete membros - basta um para o Conselho Directivo perder o quórum apesar de Marta Soares ter dito na semana passada que eram necessários dois - ceda durante uma reunião que se prevê de resolução imprevisível, embora o mais expectável passe pela marcação da AG Extraordinária tendo como base o requerimento que Marta Soares levará para a reunião.

 

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publicado às 05:59

 

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Fomos informados há instantes que estão a circular duas petições distintas, mas para o mesmo fim, nomeadamente a destituição do presidente e restantes elementos do Conselho Directivo.

 

Uma das petições é esta que publicamos aqui, que consta de duas páginas, a segunda que serve para as assinaturas e respectiva identificação; uma cópia do cartão de associado.

 

Foi-nos sugerido que os documentados assinados poderiam ser enviados para o endereço electrónico do Camarote Leonino, mas neste momento não estamos disponíveis para assumir esse compromisso.

 

Ex.mo Senhor

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Sporting Clube de Portugal

 

Nos últimos meses temos assistido a uma degradação impensável, intolerável e sem precedentes do prestígio do Sporting Clube de Portugal, tanto a nível interno como internacional. A repercussão negativa dos sucessivos eventos que estão a denegrir a imagem do nosso Clube levarão anos a mitigar, sendo que alguns destes eventos têm consequências irreversíveis.

 

A sucessão de actos lesivos ao nosso Clube, a desprestigiante actuação pública dos membros do Conselho Directivo, a postura constante de divisão do Clube, quando se deveria pugnar pela sua união, as suspeitas e investigações de corrupção no desporto perpetrado pelo nosso Clube, o incentivo a actuações agressivas e anti-desportistas, a demissão massiva dos membros dos vários órgãos sociais, o afastamento de parceiros de longa data e a preocupante degradação de património do Clube exigem uma reflexão urgente e conjunta dos sócios do Sporting Clube de Portugal.

 

Neste contexto, é hoje evidente que o actual Conselho Directivo não tem condições para continuar a gerir os destinos do Sporting Clube de Portugal pois a sua permanência implica a continuação deste caminho, com o consequente agravamento da situação que coloca em risco a instituição que é o Sporting Clube de Portugal. Todos os eventos em causa ocorreram durante o seu mandato, por culpa dos seus membros, e sobretudo sob a sua responsabilidade.

 

Todos os sócios signatários do presente requerimento, representando mais de mil votos, solicitam a V. Ex.a que, caso convoque uma Assembleia Geral para ser realizada no prazo de 30 dias, conforme foi anunciado publicamente, inclua os seguintes pontos na ordem de trabalhos:

 

a) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato do Presidente do Conselho Directivo Bruno de Carvalho;

b) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato do Vice-Presidente do Conselho Directivo Carlos Vieira;

c) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato dos Vogal do Conselho Directivo Rui Caeiro;

d) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato dos Vogal do Conselho Directivo José Quintela;

e) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato dos Vogal do Conselho Directivo Luís Roque;

f) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato dos Vogal do Conselho Directivo Luís Gestas;

g) Revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato dos Vogal do Conselho Directivo Alexandre Godinho.

 

Caso V. Ex.a, apesar da actual situação do Clube, opte por não convocar por sua iniciativa uma Assembleia Geral para os próximos 30 dias, os sócios signatários, representando mais de mil votos, requerem, no exercício dos seus direitos previstos na alínea c), do número 1 do artigo 51º dos Estatutos, a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberação dos pontos supra indicados, no mais curto prazo possível, e nos termos previstos nos Estatutos.

 

A urgência e gravidade da situação não permite outra atitude que não seja devolver a palavra e a decisão aos sócios.

 

Solicita-se que o presente requerimento, tendo em conta a sua urgência, seja apreciado e decidido no prazo máximo de cinco dias úteis.

 

Viva o Sporting Clube de Portugal!

 

21 de Maio de 2018

 

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publicado às 16:02

 

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Foi lavrado um documento especial para recolher assinaturas de modo a destituir Bruno de Carvalho como presidente do Sporting. O documento já circula pelos sócios do Clube e caso as assinaturas correspondam, pelo menos a mil votos, este documento será entregue a Jaime Marta Soares.

 

O ainda presidente da Mesa da Assembleia-Geral terá depois até 30 dias para convocar uma Assembleia-Geral, com um único ponto de trabalho: a “revogação com justa causa e efeitos imediatos do mandato” de Bruno de Carvalho (presidente), Carlos Vieira (vice-presidente), Rui Caeiro (vogal do Conselho Directivo), José Quintela (vogal do Conselho Directivo), Luís Roque (vogal do Conselho Directivo), Luís Gestas (vogal do Conselho Directivo) e Alexandre Godinho (vogal do Conselho do Directivo).

 

As causas para este requerimento prendem-se com a “sucessão de actos lesivos para o clube, a desprestigiante actuação pública dos membros do Conselho Directivo, a postura constante de divisão do Clube, as suspeitas e investigações de corrupção no desporto, o incentivo a actuações agressivas e anti-desportistas e a demissão massiva dos membros dos vários órgãos sociais, o afastamento de parceiros de longa data e a preocupante degradação do património do Clube exigem uma reflexão urgente e conjunta dos sócios do Sporting Clube de Portugal".

 

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publicado às 05:18

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