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Quase tudo serve para deixar os cofres dos clubes aliviados, os exemplos mais recentes prendem-se com a intervenção de uma mascote e o corte artístico da relva. Mas há mais, muito mais...

 

O futebol português está mais animado e equilibrado do que nunca com os cinco primeiros separados por escassos quatro pontos. Mas nos últimos tempos tem havido motivos suplementares para as pessoas se divertirem com as multas impostas pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol, que se limita a aplicar as leis que são propostas e aprovadas, imagine-se, pelos clubes que competem nos escalões profissionais.

 

A situação que mais fez com que a maior parte dos adeptos do futebol despertasse para o insólito de algumas multas teve a ver com a sanção pecuniária imposta ao Jubas, mascote do Sporting, por ter abraçado Bruno Fernandes "na entrevista, perturbando a normal realização do superflash". Esta situação deu-se no final do encontro que opôs o Sporting ao Marítimo e desencadeou uma onda solidária para com a mascote leonina. Começou pelo Super Afonso, mascote do V. Guimarães, mas outras se associaram como a Portelinha do Marinhense ou a Pantera do Boavista. O movimento espontâneo foi bonito de se ver mas da multa de 479 euros o Sporting não se livrou ainda que os adeptos leoninos se tenham mobilizado e angariado a verba necessária em poucas horas. O Sporting, numa boa iniciativa, aproveitou a situação e garantiu que por cada euro angariado doaria outro para aplicar em acções solidárias.

 

Esta é a situação mais recente, mas houve outras que são ou foram no mínimo caricatas. Por exemplo, a do gato preto no V. Setúbal-Sp. Braga da passada temporada. "Aos 90+7 minutos de jogo, entrou no interior do estádio um gato preto que, a correr, percorreu a linha lateral junto aos bancos de suplentes, sem que tenha entrado no rectângulo de jogo", justificou o CD. Os sadinos foram punidos com 153 euros.

 

Já esta temporada, o Portimonense teve de pagar duas multas, no mínimo, inusitadas relativas aos dois últimos encontros que realizou em casa a contar para a I Liga. No último domingo, os algarvios receberam e bateram o Sporting mas o corte do relvado não estava pelos ajustes. "A relva não estava cortada em faixas paralelas à linha de meio-campo, mas em faixas oblíquas em relação à linha de meio-campo. Questionado o director de campo visitado sobre aquele corte, informou que era para dar um efeito visual diferente", descreveu o CD que multou o Portimonense em 765 euros. Na jornada anterior o mesmo valor de sanção mas agora porque os jogadores do Portimonense "fizeram-se alinhar apresentando um painel publicitário de patrocinadores do clube (...) que se encontrava dentro dos 20 metros para cada lado da linha de meio-campo a contar do círculo central, espaço estipulado apenas para a publicidade" da Liga de Clubes. Veremos o que vai acontecer no próximo jogo em Portimão.

 

Na Madeira os tremoços parecem ser uma constante. No Marítimo-FC Porto da época passada os adeptos azuis e brancos arremessaram para o relvado uma garrafa de água (sem tampa), tremoços e amendoins para o relvado. Tudo isto valeu uma multa de 1148 euros. Também na pretérita temporada os adeptos leoninos arremessaram um saco de tremoços na direcção de Charles, o guarda-redes insular, que teve um efeito nos cofres leoninos - 765 euros.

 

Passando dos seniores para os juniores, no Sporting-V. Setúbal da época passada os leões tiveram um deslize e o encontro jogou-se com uma bola da Liga dos Campeões. O erro foi punido com uma coima pouco significativa (26 euros).

 

Voltando aos seniores e aos escalões profissionais Jorge Simão teve de pagar 765 euros devido a um protesto. O relato feito pelo CD para justificar a sanção é digno de ser lido: "Protestos contra a equipa de arbitragem - O agente foi considerado expulso porque saiu da área técnica ao saltos, de braços no ar e a gritar disse: 'É falta, é falta'."

 

No último clássico com o Benfica, Sérgio Conceição só se lembrou de que tinha de usar a braçadeira de capitão num curto espaço temporal. "O agente apenas utilizou a braçadeira identificativa inerente à sua função entre os minutos 39 e 45+2 da primeira parte do jogo, não tendo utilizado no restante tempo de jogo". Pois bem, mais 287 euros.

 

Paso Doble e o exemplo espanhol

 

Nesse mesmo encontro, no final do mesmo, o Benfica passou na sua instalação sonora o 'Paso Doble' música utilizada nas touradas. O CD considerou que foram violados os "deveres de correcção e urbanidade". Este parece ser um padrão visto que no clássico Benfica-FC Porto da temporada passada o speaker do Estádio da Luz pediu apoio para o Benfica e a multa não foi nada suave - 3825 euros.

 

Podíamos ainda falar das justificações apresentadas pelas equipas para regressarem mais tarde ao relvado, depois do intervalo. Normalmente dizem que um jogador teve de ser assistido no balneário ou que algum futebolista necessitou de ir à casa de banho. A multa está tabelada e é de 306 euros.

 

Agora imagine-se se a Liga punisse os clubes portugueses devido a falta de público. Isso sim, a Liga enriqueceria. Mas atenção, isso aconteceu mesmo aqui em lado, no país vizinho. O Celta de Vigo em dois encontros consecutivos em casa registou assistência de 16861 e 17834 espectadores num estádio com capacidade para 29 mil. Mas como a bancada oposta à câmara principal tinha apenas uma taxa de ocupação entre 50 e 75% o clube galego acumulou dois pontos que, no fim da época, são contabilizados para um sistema de atribuição de multas cujos montantes não são revelados. Se este modelo fizesse escola em Portugal...

 

Bruno Pires, Diário de Notícias

 

publicado às 18:37

 

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Esta pode ser uma semana determinante para o futuro do Sporting Clube de Portugal. Já deram entrada, até esta terça-feira, duas providências cautelares de máxima urgência no tribunal cível; a primeira entrou na segunda-feira e foi interposta pela Mesa da Assembleia Geral (MAG), liderada por Jaime Marta Soares. A outra, colocada esta terça-feira, tem a chancela de um grupo de juristas sócios do Sporting. A ideia passa por criar condições para que a Assembleia Geral de destituição do Conselho Diretivo (CD), agendada para dia 23, se possa efectivamente realizar.

 

Como é sabido, o CD presidido por Bruno de Carvalho considera que a MAG liderada por Jaime Marta Soares se demitiu - incluindo o próprio Marta Soares - e por isso nomeou uma comissão transitória da MAG. Esta comissão, por sua vez, agendou duas Assembleias Gerais, uma para dia 17, para esclarecimentos aos sócios, e outra para 21 de Julho para eleger o novo Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD).

 

É isto precisamente que a Mesa da Assembleia Geral e o grupo de juristas sócios do Sporting estão a tentar impedir. Neste sentido, a primeira providência cautelar servirá para intimar o CD a desenvolver os actos necessários à realização da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de dia 23 e que a mesma possa realizar-se, pois o CD tem do seu lado a máquina administrativa.

 

A outra providência vai um pouco mais longe porque solicitará a suspensão de funções do CD. Nesta acção um dos pontos mais relevantes diz respeito ao receio de não se poder criar um ambiente em que os sócios possam votar de uma forma livre e segura, sem qualquer tipo de condicionalismos. Para a MAG e outros juristas que a acompanham não há base estatutária para Bruno de Carvalho dizer que a AGE de dia 23 foi cancelada, informação já veiculada também pelo canal do clube. Nestas duas providências tentará demonstrar-se que há uma campanha de comunicação, apenas com a versão do CD, junto dos sócios e que tem sido alimentada com a ajuda da máquina administrativa e da televisão do clube.

 

Pode voltar a recandidatar-se

 

É importante referir que se o juiz (ou juíza) a quem couber este processo deliberar pela suspensão de funções do atual CD, Bruno de Carvalho pode voltar a recandidatar-se. Não poderia, isso sim, se tivesse visto ser-lhe aberto um processo disciplinar e, após decisão, ficasse provado um ilícito disciplinar. Isso esteve em cima da mesa, contudo, seria um procedimento mais moroso e que impediria rapidez de processos.

 

Inclusivamente, para que as providências cautelares sejam decididas de forma célere a Mesa da Assembleia Geral e o grupo de juristas decidiram-se, estrategicamente, por colocar as duas ações num período temporal reduzido e ambas têm o rótulo de máxima urgência, munidas de prova documental, o que, em tese, acelera os processos.

 

Contudo, tudo dependerá dos juízes a quem forem distribuídas as ações. Há a expectativa de que até final da semana possa haver uma decisão, a tempo, por exemplo, de Rui Patrício e Daniel Podence recuarem na intenção de rescindirem com justa causa, sendo que o prazo limite para retirarem a acção contra o Sporting expira esta quinta-feira.

 

Alerta para desobediência

 

Entretanto, a MAG liderada por Jaime Marta Soares deu posse esta terça-feira à Comissão de Fiscalização, que irá exercer as funções que cabem ao Conselho Fiscal e Disciplinar, e da qual fazem parte, entre outros, o economista João Duque e o jornalista Henrique Monteiro. Esta Comissão de Fiscalização é ilegal, no entender, do CD, que já deixou um aviso - "Não consideramos credível que um tribunal considere não ser dos superiores interesses do clube a continuação de uma direcção que tem no currículo os melhores resultados desportivos e financeiros de sempre".

 

Este alerta, estará também plasmado nas providências cautelares face à óbvia insinuação de existir um eventual crime de desobediência.

 

Esta semana promete ser ainda de maiores convulsões em Alvalade. Com tribunais à mistura.

 

Reportagem de Bruno Pires, do Diário de Notícias

 

publicado às 17:28

 

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Terminou o sonho europeu do leão. E a eliminatória foi mesmo perdida em Madrid após uma exibição distante daquilo que se passou ontem à noite em Alvalade - em que a remontada não foi, decididamente, uma utopia, por aquilo que se viu em campo.

 

O Sporting sai com muita honra da Europa do futebol, vencendo um Atlético de Madrid que, nos últimos quatro anos, só caiu em eliminatórias perante o Real Madrid.

 

Não se podia pedir mais a Jorge Jesus. No meio da missão de paz que tem vindo a mediar entre plantel e presidente conseguiu - sem Piccini, Fábio Coentrão, William Carvalho e Bas Dost (e depois ainda viu-se sem Mathieu numa fase inicial da partida) - estruturar uma equipa capaz de surpreender o vice-líder da Liga espanhola.

 

O melhor elogio que se pode fazer a treinador e jogadores do Sporting é que conseguiram em grande parte do jogo, sobretudo nos primeiros 45 minutos, realizar uma exibição de luxo, a melhor da época, e vulgarizar uma equipa que foi finalista da Liga dos Campeões por duas vezes nos últimos cinco anos.

 

Os colchoneros na primeira parte tiveram zero oportunidades e limitaram-se a ver o Sporting jogar e construir lances claros que lhe podiam ter permitido, pelo menos, chegar ao intervalo com a eliminatória empatada. Acuña, Coates e Gelson tiveram nas suas cabeças golos cantados - principalmente o uruguaio, que viu a bola desviada por Oblak, numa extraordinária defesa do esloveno.

 

A linha de três centrais do Sporting, os setores muito juntos (quase colados para facilitar a reação à perda da bola) e os posicionamentos de Gelson e Bruno Fernandes, um pouco atrás de Montero, confundiam o Atlético de Madrid e deixavam Simeone à beira de um ataque de nervos, sempre a retificar a equipa. Percebia-se que o Sporting tinha as meias-finais ao seu alcance e essa ideia ficou ainda mais clara depois de Montero ter marcado o único golo do encontro num lance em que Oblak avaliou mal e desfez pior o centro de Bruno Fernandes, muito chegado à baliza.

 

À beira do intervalo, com o Atlético encostado às cordas, Gelson teve na cabeça o 2-0 e, visto da bancada, parecia que a bola só podia ter como destino as redes da baliza do Atlético de Madrid.

 

A saída de Bryan Ruiz

 

No segundo tempo claro que os espanhóis surgiram mais pressionantes, mas a primeira real oportunidade só surgiu aos 58 minutos, com Griezmann a testar Rui Patrício numa altura em que o lesionado Diego Costa já tinha sido rendido por Fernando Torres.

 

Faltava um clic, uma pitada de sorte para que o segundo golo acontecesse - e ele podia ter surgido, novamente pela cabeça de Gelson ou por um remate de Montero, que tentou atirar em jeito mas sem força. Aos 70", Jesus, na ânsia de esticar a equipa e forçar o segundo golo, terá cometido um erro de análise ao retirar Bryan Ruiz, que estava a fazer uma enorme exibição ao lado de Battaglia. Rúben Ribeiro nada acrescentou e, com essa mudança, o Sporting desorganizou-se e permitiu que Griezmann se isolasse duas vezes - numa delas Patrício esteve em grande nível.

 

Doumbia ainda foi lançado, Gelson terminou a lateral, mas o Sporting ficou mesmo fora da Europa após uma extraordinária exibição que deve deixar o seu presidente orgulhoso, mas que, vendo bem as coisas, nada vale, pois foi o Atlético a seguir em frente. Resta agora o campeonato, a importantíssima meia-final da Taça de Portugal com o FC Porto e a amenização de um ambiente que, como é óbvio, deixou marcas. E se a bola não entra.

 

Bruno Pires, Diário de Notícias

 

publicado às 13:17

 

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"(...) Esperava-se que Jesus refrescasse o ataque, colocasse Doumbia e/ou Podence, mas não. O técnico optou por retirar Bruno César, pondo no seu lugar Palhinha. Não se pode dizer que tenha sido uma má opção, mas o Sporting já não segurava a bola na frente, Bas Dost estava de rastos, Gelson e Acuña não tinham pilhas e Bruno Fernandes ia disfarçando com o seu virtuosismo. Entretanto, com o cerco montado à baliza de Patrício, perante a indecisão de Jesus, o guarda-redes ia fazendo o que podia.

 

Aos 79", já dentro do intervalo temporal que Jesus bem conhece, Higuaín marcou no único erro de Coates, que deixou o argentino ganhar a posição. No instante seguinte entrou Doumbia e final de conversa, uma conversa que se repete diante da fina flor do futebol europeu. E, analisando bem o jogo, o Sporting merecia mais. A Juventus não deixou e Jesus não ajudou".

 

Bruno Pires, Diário de Notícias

 

publicado às 02:15

 

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(...) Com o quarteto defensivo leonino a realizar uma soberba exibição e a chegar para o fluxo ofensivo leonino, esperava-se que a Juventus abrandasse para o Sporting voltar a pegar no jogo. E o melhor elogio que se pode fazer é que a formação de Jorge Jesus controlou muito bem a segunda parte... até que chegou o maldito minuto 77 em que Coentrão é assistido e Jesus substitui-o de imediato por Jonathan Silva. O internacional português, quando se aprestava para reentrar, ficou estupefacto quando percebeu que já não fazia parte do jogo.

 

E maldito porquê? Porque Jonathan comprometeu inapelavelmente no lance do segundo golo dos italianos, ao deixar-se antecipar por Mandzukic ao segundo poste quando tinha ganho a posição e isto numa altura em que o clube de Alvalade parecia melhor no jogo. Depois Doumbia, que entrou após o segundo golo da Juventus, esteve perto de fazer o empate no último lance da partida, naquela que foi a grande oportunidade leonina em todo o jogo.

 

O Sporting não merecia perder? Talvez não - voltou a perder no campo e a deixar boa imagem, o que não dá pontos. Ainda assim, olhando para os números do jogo, para a soberba organização defensiva e para a qualidade da exibição de Rui Patrício, a Juventus esteve mais perto do triunfo.

 

Isto começa a ser um padrão que Jesus precisa de resolver porque há comportamentos repetidos. Dos 12 golos sofridos em encontros oficiais nesta época nove foram na segunda parte e seis nos últimos dez minutos. Há aqui um padrão que pode ter que ver com uma quebra mental, física ou com um misto destas duas situações. Uma situação que merece análise por parte de Jorge Jesus.

 

A qualificação para os oitavos-de-final não está hipotecada mas urge vencer a Juventus em Lisboa e isso não parece uma missão impossível.

 

Bruno Pires, Diário de Notícias

 

publicado às 03:46

 

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Foi o primeiro jogo mais ou menos a doer de uma e outra equipa, terminou empatado a um golo, e a verdade é que ambas deram bons sinais tendo em conta o padrão de jogo que tendencialmente vão exibir durante a época.

 

De um lado um Belenenses organizado defensivamente, que soube aguentar a tentação de se desposicionar e com uma cara nova, Diogo Viana, a evidenciar-se. Do outro, o candidato ao título Sporting sem a esmagadora maioria da sua artilharia - Coentrão, Doumbia, Mathieu e Coates, isto sem falar nos internacionais que estiveram ao serviço da selecção. Para se perceber do que estamos a falar vamos apenas dizer que no onze inicial estavam apenas dois presumíveis titulares; o fiável Piccini, no lado direito da defesa, e o inevitável Bas Dost, que ontem teve pouco jogo porque o Sporting não fez alinhar um único extremo puro e por isso optou muito por um jogo interior e de combinações.

 

Nesse capítulo, podemos estar perante uma grande surpresa que dá pelo nome de Gelson Dála. Se fosse um daqueles futebolistas contratado por alguns milhões de euros dizíamos que a primeira amostra tinha deixado água na boca. Assim, deixou à mesma mas os milhões ficaram no cofre do clube de Alvalade. Este angolano pode ser uma boa alternativa para complemento de Bas Dost ou então como membro de uma dupla de ataque - com Doumbia, porque não?

 

Jorge Jesus está em pleno laboratório a fazer experiências e a tentar perceber quais destes jogadores têm condições para permanecer no plantel porque não vale a pena estarmos a dourar a pílula. Possivelmente a maioria dos que jogaram ontem diante do Belenenses terão outro destino que não a equipa principal dos verdes e brancos.

 

O treinador optou por colocar dois jogadores - o reforço Matheus Oliveira e Iuri Medeiros - como alas mas a procurarem muito o jogo interior e fez alinhar Petrovic e Battaglia, com o sérvio a fazer de William e o argentino de Adrien - e que bem que jogou o novo Petrovic.

 

Percebeu-se que a equipa já joga segundo a ideologia de Jesus e que há trabalho feito. O problema foi com a ala esquerda, pois André Geraldes não sabe jogar como lateral daquele flanco e Matheus Oliveira tem dificuldades no momento defensivo. O Belenenses percebeu que era ali que estava o filão e por isso procurava aquele flanco. Aliás, sem fazer muito ofensivamente, os azuis chegaram ao golo, por aquele lado, com Diogo Viana a cruzar para um estupendo remate de André Sousa.

 

Na segunda parte, Jesus fez mudou e foi então com Leonardo Ruiz em campo que chegou ao empate. Petrovic fez um roubo de bola sensacional e desmarcou o colombiano que finalizou com qualidade.

 

Deu para ver ainda Bruno Fernandes, quando Jorge Jesus mudou para 4x2x3x1, com o internacional português a jogar atrás do avançado. Bons pormenores e muita vontade que não chegaram para alterar o marcador. O Belenenses ainda se mostrou afoito quando o Sporting testou os três centrais, mas as muitas substituições quebraram o ritmo de um encontro que deve ter deixado satisfeitos ambos os treinadores.

 

 

Bruno Pires, Diário de Notícias

 

publicado às 12:08

Crise do Sporting sem fim à vista

Rui Gomes, em 22.01.17

 

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É um calvário que parece não ter fim e que de jogo para jogo se agrava. A verdade é que ninguém consegue perspectivar quando é que a crise do Sporting vai ter o seu epílogo. Ontem empatou na Madeira diante do Marítimo, somou o terceiro jogo sem vencer e viu o FC Porto bater o Rio Ave, o que significa que neste momento já está a seis pontos do importante segundo lugar, que dá acesso directo à fase de grupos da Liga dos Campeões.

 

No que respeita ao título, as coisas podem ficar ainda piores, para não dizer que são irreversíveis. Basta o Benfica cumprir a sua obrigação de bater na Luz o Tondela e o Sporting fica a dez pontos do primeiro lugar, o objectivo traçado repetidamente por Bruno de Carvalho, presidente do clube de Alvalade.

 

Nos Barreiros, o Sporting andou sempre atrás, mas teve a possibilidade de consumar a reviravolta não fosse uma má decisão do árbitro assistente que invalidou erradamente um golo a Alan Ruiz, que não estava em posição irregular. Para se perceber o problema leonino basta olharmos para a classificação e identificamos a defesa como o sector a fraquejar; apenas dez equipas concederam mais golos (18), o que significa que há sete com maior eficácia defensiva.

 

A pressão sobe para Jorge Jesus e para Bruno de Carvalho. O primeiro já disse que não se demite, o segundo garante que quer manter o treinador e dentro de duas semanas há clássico no Dragão, onde, dado o actual estado das coisas, o Sporting está completamente obrigado a somar três pontos.

 

Se tivermos como comparação a mesma jornada, o Sporting tem menos dez pontos em relação à passada temporada. Um dado que serve de reflexão.

 

Artigo da autoria de BRUNO PIRES, jornalista Diário de Notícias

 

publicado às 09:35

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