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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Há jogos assim, como o de hoje na Luz, que será verdadeiramente épico se os jogadores leoninos o superarem com sucesso. Nos próximos anos será recordado como um enorme acontecimento e os nomes dos jogadores repetidos por todos os adeptos. Chegados a este ponto, não adianta lamentar pontos perdidos ingloriamente ou dizer que se trata de um Estádio difícil, mas é fundamental transformar a agressividade do ambiente num factor de motivação e de empolgamento. Por essa razão é essencial o foco, a concentração no jogo, sem envolvimento nos inúmeros factores exteriores.
Se não houver cabeça fria é quase certo que não haverá sucesso. Creio que Rui Borges não fará alterações, neste momento sabe-se qual é o melhor onze. Na baliza estará Rui Silva e na defesa alinharão Quaresma, Diomande e Inácio, com Catamo e Araújo nas laterais. São os melhores, mas admito que Fresneda ou Matheus possam ser escolhidos para dar maior segurança. É um desafio para a clarividência do capitão Hjulmand e a mestria de Debast. Lá à frente também não tenho grandes dúvidas: Trincão, Gyökeres e Pote. No decurso do jogo ver-se-á da necessidade de maior velocidade, criatividade ou estabilidade. Uma coisa é certa, trata-se de um dérbi de (quase) tudo ou nada.
Esta interrupção do campeonato veio mesmo a calhar. O Sporting estava a ficar nas lonas, passe o plebeísmo, a ousadia afirmativa e polémica.
Nos meus textos tenho vindo a passar a mensagem que o campeonato é uma maratona que ainda está no início. Daí que a euforia, que começa nos adeptos e termina no Presidente, me pareça extemporânea, o que não implica falta de entusiasmo e apoio à equipa. Saúdo o pragmatismo e a óbvia inteligência, da equipa técnica, que sempre contrariou a teoria de que dominamos o futebol português.

Começámos bem o campeonato, com vitórias folgadas e com bom fio de jogo, ao contrário dos adversários directos, que pareciam, para usar a mesma expressão, estar nas lonas. No entanto, o clube das Antas, mesmo sem jogar um bom futebol, foi somando pontos, umas vezes com a ajuda da fortuna, outra dos deuses terrenos, tendo umas vezes jogado com mais um elemento, e numa outra contado com a ajuda de um apanha bolas. Coisa que nem me espanta.
Já o clube da Luz, passou de forma repentina do oito para o oitenta. Depois de exibições sofríveis, passou a ganhar facilmente. Não me lembro de uma chicotada psicológica tão eficaz. Mas se usarmos o rigor, não podemos ignorar que o SLB tem um óptimo plantel, que por diversas razões e motivos, não estava a render de acordo com a sua qualidade. Agora estão a passar da depressão à euforia, senão à soberba habitual. Coisas do futebol.
Na minha perspectiva, a quebra do Sporting nos dois últimos jogos, para além da valia dos adversários, deve-se a alguma dose de cansaço e à perda de jogadores fundamentais. O aparecimento de lesões é normal em qualquer equipa, sobretudo a partir do momento em que aumenta o número de jogos. Na partida com a Casa Pia, essa situação foi notória. Jogámos com dois centrais lesionados e acabámos a jogar com centrais adaptados. Em certo sentido, e contra a corrente de opiniões, o facto de o adversário não ter atacado, se nos complicou a vida no ataque, acabou por dar alguma folga a uma defesa fragilizada, com reconheceu Rúben Amorim.

Voltando à questão inicial, a interrupção das provas de clubes, aconteceu no momento certo. Pode dar para recuperar jogadores fundamentais, como Diamonde, Gonçalo Inácio, Quaresma, Matheus, na defesa, e Pote no ataque, onde tem uma função fundamental, para além de outros, que parecem cansados.
Sendo o futebol um jogo colectivo, não acredito em Salvadores da Pátria, mas os melhores fazem a diferença, sem cair na tentação de criar super-heróis, que resolvem tudo.

A equipa masculina de hóquei em patins do Sporting CP venceu o HC Braga por 3-4 no segundo jogo dos quartos-de-final do play-off do Campeonato Nacional. Com esta vitória os Leões passaram às meias-finais da competição.
Foi um jogo bastante disputado, com o HC Braga, beneficiando em grande parte das bolas paradas, a dar bastante réplica, tendo o golo da vitória, da autoria de Alessandro Verona, ocorrido quando faltava cerca de um minuto para terminar o tempo.
Sporting CP : Ângelo Girão (GR), Zé Diogo (GR), João Almeida, Filipe Martins, Ferran Font, Alessandro Verona, João Souto, Toni Pérez, Henrique Maglhães e Gonzalo Romero
Desta forma a equipa leonina evita a disputa de um terceiro jogo, aguardando agora pelo desfecho da eliminatória entre o Benfica e o Valongo para conhecer o próximo adversário.

A equipa masculina de goalball do Sporting CP revalidou a conquista do Campeonato Nacional da modalidade, atingindo assim o 'tetra'.
Os leões liderados por Márcia Ferreira voltaram a conquistar um título no seguimento do triunfo por 8-4 sobre o Castêlo da Maia GC na 6.ª jornada do Campeonato Nacional. Assim, o Sporting venceu o troféu antes do final da prova, ganhando ainda por 10-0 ao ACAPO Porto/CD Fiães num desafio para cumprir calendário.
O Campeonato Nacional junta-se à Super Liga Europeia, prova já vencida pelo Sporting CP em 2018/2019, e à Supertaça referente à época anterior. No próximo dia 20 de Julho, o conjunto verde e branco vai disputar as meias-finais da Taça de Portugal contra o Clube Atlético e Cultural.
Parabéns leões!

O Sporting sagrou-se Campeão Nacional em Carabina de Ar Comprimido 10 metros de equipas mistas.Gonçalo Diogo e Sofia Santos fizeram 491,5 pontos, mais dez do que o segundo classificado, o Ginásio Clube Português. Ainda no pódio ficaram Marta Silva e Diogo Antunes, atletas leoninos.
Esta é considerada uma modalidade olímpica desde 2018. Cada dupla perfaz 30 tiros e considera-se como resultado da equipa a soma de cada um, apurando-se para a Fase Olímpica. Esta recomeça do zero e realizam-se 24 tiros, onde se vai excluindo a equipa com menos pontos a partir do 17.º tiro, achando-se assim o vencedor.
As próximas competições de Pistola de Ar Comprimido terão lugar na Carreira de Tiro do Complexo Desportivo do Jamor: Dia 8 de Dezembro realizar-se-á a prova masculina e dia 9 a feminina. Já a competição de Carabina de Ar Comprimido de Homens e Mulheres realiza-se dia 15 de Dezembro, também na Carreira de Tiro do Complexo Desportivo do Jamor.
Parabéns a todos os atletas leoninos!

Existe um traço distinto na minha personalidade, felizmente intangível ao longo dos anos, que se prende com a intolerância em desejar mal a alguém. Talvez nesse tão generoso humanismo, resida então a minha inflexibilidade em acompanhar do princípio ao fim jogos alheios ao Sporting, designadamente aqueles onde FC.Porto e SL.Benfica disputam com o meu Clube qualquer título – é que esbanjar 90 minutos do meu tempo na ânsia de ver um Rival sofrer um golo, para além de considerar como voyeurismo patético, provoca-me uma espécie de ansiedade mordaz que convém evitar na minha idade.
Como qualquer outra perversão conexa ao Adepto de Futebol, todo a Competição se torna extraordinariamente interessante e competitiva quando os nossos Rivais perdem pontos. Anteontem, o único Rival que neste momento me preocupa, perdeu 2. Aí, com algum requinte de malvadez, assumo testemunhar em detalhe toda a cronologia da desgraça, tenha ela 90, 100 ou 120 minutos. E como num qualquer revivalismo de jovialidade perante a refeição que se adivinha deleitosa, nada como começar pela sobremesa – como quem diz, pelas flash-interview pós-jogo, onde a Penitência e a Desculpabilização formulam a receita secreta de qualquer reality show ou divã psiquiátrico que se preze.

No meio desta esquizofrenia onde qualquer Conceição, Coentrão ou Abanão destroem bancos de suplentes ou bancadas, existem episódios no mundo do Futebol que nos têm de fazer sorrir. Sorrir de felicidade, naturalmente, onde o ódio, a estupidez ou a sobranceira não ocupem lugar. Só assim podemos desfrutar do que qualquer vitória nos dá – porque não assumir que foi tão bom ganhar a Taça da Liga, quanto promover o platónico guarda-redes Jhonatan a Figura do Ano? Só assim, o Sporting pode vencer hoje o Vitória de Guimarães.
Daqui por 90 minutos, espero que o Sporting esteja em 1º lugar no Campeonato – no momento em que escrevo já se canta um “hino” que particularmente me soa a marcha fúnebre. Depois, com base no resultado desta noite, todos adivinhamos o resto – surgem os habituais desafios à coragem e à frontalidade por parte daqueles que sugerem comparências em Assembleias Gerais. Por mim, e em primeiro lugar, o Sporting que ganhe hoje. Depois, se decidir arriscar alguma sanidade mental, prefiro confrontar o actual Presidente numa campanha a votos, do que interceder assuntos da vida do Clube fora do âmbito da ordem de trabalhos de uma Assembleia. Há assuntos que não se discutem em campo inclinado, nem tão pouco contextualizados num decorrer de Campeonato.
Realizadas as primeiras 17 jornadas da I Liga 2015/16 - o jogo de atraso do Benfica, indiferente do resultado, não vai alteração a liderança da tabela classificativa pelo Sporting - registam-se algumas marcas de interesse. Sublinho "algumas", porque não me dei ao trabalho de investigar todas:
- Nas 81 edições do Campeonato Nacional, o líder ao fim da primeira volta acabou por ser campeão em 64 ocasiões, uma percentagem vitoriosa de 79 por cento;
- Nos últimos 20 anos (desde o início da era dos três pontos), o título foi conquistado 18 vezes pelo líder no termo da primeira volta do campeonato. As duas excepções foi o Benfica, em 2011/12, que ultrapassou o FC Porto, e o Sporting, em 1999/2000, que ultrapassou o emblema portista;
- É preciso recuar à época de 1976/77, para encontrar um líder da primeira volta com três pontos de avanço - por mera coincidência, o Sporting - que acabou por perder o título para o FC Porto;
- Para encontrar uma equipa do Sporting com um melhor registo no fim da primeira volta - 44 pontos em 51 possíveis, ou seja, 86% de aproveitamento - é preciso recuar à época de 1994/95, com Carlos Queiroz treinador, em que foi registado um aproveitamento de 88%, em igualdade com o FC Porto, que acabaria por ser campeão;
- No conjunto das 81 edições do Campeonato Nacional, o Sporting de 2015/16 é a nona melhor equipa leonina de sempre, no fim da primeira volta:
1957/58 - 96% (campeão) / 1946/47 - 92% (campeão) / 1939/40 - 89% (2.º) / 1950/51 - 88% (campeão) / 1965/66 - 88% (campeão) / 1970/71 - 88% (2.º) / 1994/95 - 88% (2.º) e 1976/77 - 87% (2.º).
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