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Fotografia com história dentro (237)

A primeira internacionalização de Cristiano Ronaldo

Leão Zargo, em 01.03.21

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Cristiano Ronaldo vestiu pela primeira vez a camisola das quinas num jogo frente à África do Sul em 24 de Fevereiro de 2001.  Verificou-se na II edição do Torneio Internacional Cidade de Torres Novas e Rio Maior para selecções sub-15 e Portugal venceu por 2-1. Cristiano marcou o segundo golo da selecção (o primeiro da sua conta pessoal por uma selecção portuguesa), mas não seria a estrela da equipa embora tivesse protagonismo pela qualidade do seu futebol e pelos golos que conseguia. De certa forma, até pela idade de todos, era uma equipa sem estrelas.

Carlos Dinis, então seleccionador nacional da equipa de sub-15, afirmou ao jornal Record, de 23.2.2021, que “hoje, olhamos para o Cristiano e vemos um determinado jogador, mas, na altura, não podíamos perspectivar o que ia acontecer. Tinha qualidade e talento, e foi cada vez melhorando mais. Também era notório que tinha algumas coisas diferentes dos outros, especialmente no aspecto individual. Era ainda um bocado anárquico dentro do próprio jogo, muitas vezes não respeitava muito as questões de ordem táctica, mas era um talento e tinha um potencial físico acima dos outros”.

O antigo seleccionador nacional sublinha que o espírito ganhador, a paixão pelo jogo e a capacidade de liderança contribuíram para que Cristiano se diferenciasse de uma geração que ficou quase toda pelo caminho. Cerca de dois anos depois desse jogo em Torres Novas estava a estrear-se na selecção principal com Luiz Felipe Scolari. Na verdade, ele subiu patamares de forma muito pouco comum. Era juvenil de segundo ano, com 17 anos, e já era titularíssimo nos juniores de segundo ano do Sporting e, no ano seguinte, já estava na equipa principal. Depois, no Verão de 2003, Sir Alex Ferguson levou-o para Manchester a troco de 15 milhões de euros.

Na fotografia, a equipa nacional sub-15 que iniciou o jogo com a África do Sul em 24 de Fevereiro de 2001: 

Em cima - Cristiano Ronaldo (Sporting), Fernando (Benfica), André Carvalho (Rio Ave), Diogo (Belenenses), Filipe Duarte (Benfica) e Christopher (Sporting);

Em baixo - Monteiro (Boavista), Steven (Boavista), Costinha (Vitória de Setúbal), Ricardo (FC Porto) e Pedro Araújo (Sporting).  

publicado às 14:00

 

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Carlos Dinis, vice-presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), em declarações à Rádio Renascença, esta sexta-feira, critica o 'timing' de Frederico Varandas no despedimento de José Peseiro, considerando que o presidente do Sporting tomou uma "decisão precipitada":

 

"Foi uma decisão de tal maneira precipitada que o Sporting anda à procura de soluções. Aquilo que fez, fê-lo sem ter uma solução credível, rápida e que pudesse, de facto, ser aglutinadora. Por isso, acho que foi algo que não se justificava de maneira nenhuma.

 

A questão é que o actual presidente nunca se pôs ao lado do treinador. Nos momentos mais difíceis, nomeadamente depois daquela derrota em Portimão [4-2], não se viu o presidente ao lado da equipa e em momento algum se viu o presidente a defender a equipa e o treinador. Penso que isso se justificaria.

Quanto ao possível sucessor de José Peseiro, pelo momento que o Sporting atravessa, justificar-se-ia um treinador já conceituado, que tivesse algum percurso que justificasse a entrada no clube. Mas considero que não será fácil, pelo menos encontrar um treinador português que tenha já um percurso forte e que queira pegar no clube, da maneira que as coisas estão".

 

Indiferente do (de)mérito da decisão tomada por Frederico Varandas, é de esperar que toda a gente tenha opiniões sobre o assunto em destaque, neste caso a ANTF, que quererá passar a ideia que apoia um dos seus treinadores.

 

publicado às 16:16

 

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Carlos Dinis, ex-seleccionador nacional das camadas jovens, e do Sporting, comentou o clássico e deixou a observação sobre a entrada tardia de Daniel Podence, jogador que, na sua opinião, podia ter favorecido o Sporting:

 

"O FC Porto foi indiscutivelmente mais forte na primeira parte. Foi uma equipa mais compacta, teve muita atenção à primeira fase de construção, anulou o Bruno Fernandes e o Battaglia, obrigando o Sporting a construir pelas alas, conseguindo muita pressão sobre o portador da bola. Depois conseguiu circulação rápida e eficaz e chegou várias vezes à frente. O Sporting tinha mais dificuldade em ter a construção apoiada a que está habituado e ressentiu-se disso.

 

Essenciais, algumas mudanças estratégicas: William subiu e trocou com Battaglia, e procedeu-se à troca de extremos. Conseguiu ganhar mais bolas no meio-campo contrário e Gelson e Acuña deram mais profundidade com o jogo interior, apoiados com a subida dos laterais. Houve mais espaço, quer da parte do FC Porto, quer da parte do Sporting, que soube pressionar mais e melhor - foi assim, de resto, que criou a sua melhor oportunidade, pelo Bruno Fernandes.

 

O empate ajusta-se, apesar de o FC Porto ter tido mais oportunidades. Daniel Podence poderia ter agitado o jogo, nos minutos finais, se tivesse entrado mais cedo. Isso não aconteceu, entrou aos 90"... são decisões que se tomam".

 

Pouco ou nada que não se tenha já debatido aqui no Camarote Leonino. Se considerarmos que o banco do Sporting é supeito, ainda mais discutível se torna pelas opções de Jorge Jesus. No caso do clássico, tinha dois avançados no banco; o muito "triturado" Alan Ruiz e Daniel Podence, que fez entrar mesmo ao cair do pano.

 

Até admitirei que nós, treinadores de bancada, exageramos com as nossas críticas e conjecturas, mas há casos que estão bem à vista de quem quiser ver. Jorge Jesus, mais vezes não do que sim, não concorda com as nossas análises. Ou será que somos nós que não concordamos com as dele ?

 

publicado às 06:26

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