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O sonso do Rui Vitória

Rui Gomes, em 09.05.18

 

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Confesso que não sou grande fã de Rui Vitória, e não é por ele estar no clube da Luz. Já o considerava um sonso enquanto ao leme do Vitória de Guimarães, muito pelas suas reacções após resultados menos agradáveis. Já há dias me irritou com aquela boca sua sobre a 'goleada' (não existente).

 

Daí, que não tenha ficado minimamente surpreendido com todo o seu espalhafato após o dérbi de Alvalade. Sempre pensei, no entanto, que demonstrasse um pouco mais de classe e não ir para os microfones desculpar a ineficácia de finalização dos seus jogadores com adversidades fantasmas de arbitragem.

 

Não é usual comentar treinadores adversários e não me vou alongar, salvo transcrever este breve texto, neste mesmo contexto, de Carlos Machado, do jornal O Jogo:

 

"A par dos vencedores, é igualmente interessante perceber o comportamento daqueles que atiraram ao lado. E é aqui que em Alvalade emergiu de forma algo surpreendente a figura de Rui Vitória em modo enervado e irritadiço, mas confessadamente não sincero. Tinha queixas do árbitro e apetecia-lhe baixar o nível para dizer o que lhe ia na alma. Preferiu não o fazer, anunciou estar a ser educado para poder ser um exemplo para as gerações vindouras. A seguir, na conferência de Imprensa, já não se importou de ser grosseiro com quem lhe fez perguntas. Logo ele que achava que nunca seria conhecido de ginjeira".

 

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publicado às 03:48

Dérbi? Guerra de milhões, isso sim

Rui Gomes, em 03.05.18

 

Com os novos valores da Champions, em causa pode estar o domínio do futebol português para os próximos anos.

 

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De repente, o cidadão futebolizado acorda e percebe que, afinal, tem andado um pouco distraído a agitar a bandeira e ainda não tinha interiorizado a verdadeira importância do dérbi de Alvalade. Não vale só três pontos de vitória e o segundo lugar, pode bem originar o início de um domínio a prazo alargado.

 

Os anunciados novos valores da Liga dos Campeões são bonzinhos para os emblemas ricos da Europa, mas quase estratosféricos para o nosso meio. Atente-se no caso do FC Porto putativo campeão nacional: entra directo e garante à partida perto de 50 milhões de euros; bastar-lhe-á repetir uma Champions como a desta época para poder acumular uns 70 milhões.

 

O companheiro de percurso terá de saltar dois obstáculos para o ser de facto, podendo também arrecadar uma maquia considerável. Ganhará mais se for o Benfica, um pedaço menos, mas ainda assim bom dinheiro, no caso do Sporting. Até para o Braga, pelo desempenho nos últimos dez anos, a aventura seria festiva, ficando perto dos 25 milhões de euros. Uma loucura!

 

Um clube português (ou até dois) que consiga repetir presença meritória na Champions em duas ou três épocas consecutivas acumulará dinheiro suficiente para se alcandorar a um patamar muito superior, para aumentar ainda mais o fosso entre grandes e os outros. O dérbi é uma batalha de muitos milhões.

 

Porque os ricos continuarão a não jogar sozinhos, no último terço da tabela a luta é diferente, mas nem por isso menos dramática. Não há rios de dinheiro em jogo, mas sim a sobrevivência.

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:42

Realismo

Rui Gomes, em 29.04.18

 

FC Porto e Sporting foram eliminados da UEFA por potenciais vencedores das prova. Não podiam fazer mais.

 

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A primeira parte da ronda que conduzirá as finais das provas da UEFA acabará por ser, e bem, capitalizada por dois emblemas portugueses. O Liverpool, putativo finalista e candidato muito sério a vencer a Champions, deixou pelo caminho o FC Porto como todos os outros que se lhe atravessaram pela frente. Depois do que se viu nos nos quartos de final e nas meias-finais, os 0-5 do Dragão (número final da eliminatória) mudaram de significado, tornaram-se toleráveis, tal tem sido a torrente de futebol exibida pelos reds. O riquíssimo e poderoso Manchester City foi eliminado com 5-1 no agregado, o Roma esteve a perder 5-0 e acabou por sair vivo (5-2) de Anfield devido a excesso de confiança. Ou seja, o problema do FC Porto (em princípio será eliminado pelo segundo ano por um finalista) para não avançar para além dos "oitavos" chamou-se sorteio. Má sorte!

 

Também o Sporting acaba por estar legitimado a lamentar o desígnio das bolinhas de Nyon. O Atlético de Madrid demonstrou outra vez, ser o principal candidato a vencer a Liga Europa e até agora ninguém causou tanto dano aos espanhóis como os leões. Mesmo jogando com dez durante mais de 80 minutos em casa do Arsenal, o Atlético sofreu menos do que em Alvalade, onde chegou a ganhar por 2-0.

 

Chegados aqui, independentemente dos penachos que cada um possa reclamar para o respectivo chapéu, é importante perceber que no quadro actual é muito difícil aos clubes portugueses discutirem o primeiro mundo. Chegar onde chegaram FC Porto e Sporting foi bom. A ambição é necessária e bem-vinda, o realismo também. Não temos um futebol de segunda divisão europeia, mas somos claramente da segunda metade da primeira divisão e só uma conjugação de factores permitirá dar um passo maior do que a perna sem cair.

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 05:36

Confusão

Rui Gomes, em 08.04.18

 

Projecto do Sporting está gravemente ferido. Ver-se-á a seguir se é de morte.

 

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O até recente incontestado e incensado, pela maioria esmagadora dos sócios, presidente do Sporting deu um passo em falso e instalou o caos. Suspendeu 19 jogadores e esteve prestes de suspender o resto do grupo. Está criada uma situação sem igual que não vaticina nada de bom para o Sporting. Esta semana, na Grécia, Evangelos Marinakis também mandou o plantel do Olympiacos de férias e anunciou que a equipa de sub-20 jogaria o que resta da época. Mas há uma diferença: Marinakis é dono do Olympiacos, Bruno de Carvalho submeteu-se a sufrágio no Sporting e é assalariado da SAD.

 

O presidente-adepto viu o jogo de Madrid pela televisão, anotou as asneiras e não conseguiu controlar a fúria. Desancou os jogadores mas ficou de má consciência, tendo feito duas tentativas para minimizar os danos: um telefonema para a CMTV (o líder do Sporting pode ver a CMTV e os sócios não?) e uma declaração pública aligeirada à saída da Procuradoria-Geral da República. Não contava com a resposta dos jogadores e faltou-lhe jogo de cintura para a suportar. Suspendeu os subscritores de um texto ácido e hoje poderá ter de actuar de igual modo com os que só não o fizeram por não terem contas nas redes sociais.

 

Nada neste processo é normal. E se espanta a reacção colectiva, por inesperada, não chega a haver verdadeiras surpresas quando Bruno de Carvalho fala publicamente ou escreve nas redes sociais. Desta vez expôs publicamente jogadores, entrou no balneário da pior maneira e deixou a porta aberta. Ainda assim, uma reacção tão enérgica só pode ser explicada de uma forma: o plantel atingiu o limite da tolerância.

 

Não há remedeio à vista para tão grave situação. O projecto do Sporting está ferido. O passo seguinte será evitar que seja de morte.

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 05:21

Há monstros e monstros bons

Rui Gomes, em 30.03.18

 

Há sempre gente indesejável a atravessar-se nos textos quando se pretende escrever sobre futebol.

 

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Desafiado a caracterizar-se, o benfiquista Fejsa considerou que os adjectivos "monstro", "inteligente" e "muro" lhe assentavam bem. É verdade! Convidado a falar de futebol, o primeiro-ministro António Costa reafirmou que o adora "dentro das quatro linhas" mas detesta tudo o que se passa fora delas. Apesar de tudo, mostrou-se bastante aliviado porque na Grécia um dirigente entrou em campo de pistola e cá "ainda não chegámos a esse ponto". É a verdade preocupante! Mas preocupante a sério, como se percebe pelos insultos de Bruno de Carvalho a António Salvador depois de uma azeda troca de argumentos sobre dinheiros que vão para além da transferência de Battaglia.

 

Estará fora de questão que António Salvador e Bruno de Carvalho puxem de pistola um para o outro depois de amanhã, quando Braga-Sporting pelejarem pelo terceiro lugar, mas arrastar o nível das discussões até ultrapassar os limites da sanidade e atingir a baixaria pode ter consequências graves. A irracionalidade das turbas em fúria é difícil de controlar. Um penálti bem ou mal assinalado, um golo anulado ou até fora de jogo tirado de esguelha passa de decisão errada a potencial foco de conflito

 

Os monstros que interessam ao nosso futebol não são esses. São os do início do texto, os futebolistas de excepção, os portadores de capacidades incomuns, como o multicampeão Fejsa, ou o miúdo Dalot que tem tudo para ser um fenómeno, ou os manos Horta ou o imponente Rui Patrício. Só queria escrever sobre esses, mas há sempre gente indesejável a atravessar-se nos textos que só pretendiam ser de futebol!

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:21

De volta à terra dos chibos

Rui Gomes, em 21.03.18

 

Arrasta-se na lama o nome de um cidadão sem o mínimo pudor. Cuidado!

 

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O ritmo alucinante e a forma deveras despudorada a que têm sido feitas denúncias anónimas relativamente ao futebol acabará por dar com os magistrados do Ministério Público em doidos, ou então dentro de algum tempo corremos o risco de nos depararmos com mais uma história de "Pedro e o Lobo". Será tanto o tempo perdido com as falácias de gente burra, de motivação própria ou induzida, que um dia poderá ser enviado para o lixo um caso sério e verdadeiro.

 

Parece-me óbvio serem as recentes denúncias sobre jogadores aliciados por terceiros parte de uma estratégia de barulho tendente a lançar a confusão e a esconder a verdadeira podridão. Tem sido pelo menos um caso por semana e a tendência será para aumentar se os visados passarem ao contra-ataque usando as mesmas armas.

 

E chegamos ao ponto dramático da questão: ou há fundo de verdade nestas histórias e tem de ir toda a gente para a choça, e a seguir fechar o futebol para refundação, ou tomar medidas para acabar com a pouca-vergonha. Pior ainda do que as queixas sem rosto dirigidas às entidades judiciais é a permanente execução pública nas redes sociais. Jogador que cometa um erro frente a um grande é posto sob suspeita, humilhado, maltratado. E tudo piora se reagir aos enxovalhos.

 

Acusar "porque sim" não pode ser uma moda. Este já foi um país de chibos cobardes, de gente sem escrúpulos nem vergonha, de vermes sem rosto. Não se pode voltar ao mesmo. Atrás do futebol podem vir coisas piores alicerçadas em mentiras, invejas ou vinganças pessoais. Quem é capaz de arrastar pela lama o nome de pessoas que nem sequer conhece é capaz de tudo.

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 02:26

Ainda um trio

Rui Gomes, em 09.01.18

 

Jesus não concorda. Como não gostou de ver que a moral pública lhe "tirou" o ponto da Luz, retaliou e excluiu o Benfica das contas.

 

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Terminada a primeira volta nas contas do título, fica a promessa da continuação de um grande campeonato e de três candidatos efectivos. Tanto a classificação como o futebol em campo apontam nesta altura para haver maiores razões para estar optimista no Dragão ou mesmo em Alvalade do que na Luz, até por ser o Benfica o único entre o trio a não depender dele próprio. Jorge Jesus apenas consegue estar parcialmente de acordo com esta análise. Mesmo deixando dito que o Benfica tem ainda uma palavra a dizer, afirmou que as decisões da época estão todas centradas entre Sporting e FC Porto.

 

As decisões não vão ser todas entre Sporting e FC Porto. Aliás, mano a mano só poderá mesmo acontecer na Liga. De resto, entre eles vão decidir quem disputará a final da Taça da Liga e há a hipótese de poderem vir a encontrar-se também numa meia-final da Taça de Portugal, mas só acontecerá se passarem ambos a próxima eliminatória. E, a seguir, um cai e o outro segue para a decisão.

 

Jorge Jesus aproveitou a euforia de uma mão cheia de golos aplicada ao Marítimo para prolongar o dérbi e dar um jeitinho de não o perder, depois de ter visto o empate transformado numa mini vitória benfiquista. O treinador do Sporting tem um modo próprio de ir à guerra. Ficou contente com o ponto registado na Luz, mas ao perceber que lho tiravam do ponto de vista moral, não resistiu a retaliar e tirou o Benfica para fora das contas. Esse é o real motivo da provocação.

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 05:04

Aliviemos o pessimismo

Rui Gomes, em 04.11.17

Desta vez, a aventura europeia rendeu vitórias e pontos. Tirou outras dúvidas.

 

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O arrepiante comportamento das equipas portuguesas na terceira jornada da fase de grupos das competições europeias havia levantado, mais uma vez, a questão da verdadeira competitividade das equipas portuguesas quando chamadas a trocar experiências com adversários estrangeiros, sejam eles mais ou menos conhecidos. Cinco derrotas em cinco jogos deixaram toda a gente a pensar se somos mesmo capazes de competir entre iguais ou se ainda lá andamos por convite ou a reboque de feitos do passado. Todas as equipas têm noites más, há jornadas complicadas, condicionantes de vária ordem e outras desculpas. O facto de ter acontecido o mesmo aos representantes da Alemanha na ronda anterior aliviou um pouco o tormento, mas isso de alemães a perder é lá com eles. Connosco é que não pode ser.

 

Para sossego das almas mais agitadas, a ronda desta semana aliviou tormentos e até massajou alguns egos. FC Porto e Vitória de Guimarães conseguiram vitórias importantes e indiscutíveis frente a adversários fortes. O empate do Braga deixou-o na luta para seguir rumo às rondas a eliminar. A tendência para o quase tem marcado a campanha do Sporting, mas desta vez deu um ponto e ainda há contas a fazer, seja para continuar no escalão principal ou para tentar a sorte no segundo. Só o Benfica, Pote 1 da Champions, passou ao lado.

 

Os pontos no ranking andam minguados, o ataque aos lugares de cima está complicado, mas o sétimo degrau está defendido. Deixemo-nos de pessimismos. Pelo menos até à próxima jornada.

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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1.º Espanha - 95.426 pontos 7/7 clubes em competição

2.º Inglaterra - 69.176 pontos 7/7

3.º Itália - 67.416 pontos 6/6

4.º Alemanha - 66.141 pontos 6/7

5.º França - 51.081 pontos 5/6

6.º Rússia - 47.982 pontos 4/5

7.º Portugal - 43.248 pontos 5/6

8.º Ucrânia - 38.333 pontos 3/5

9.º Bélgica - 37.700 pontos 2/5

10.º Turquia - 33.000 pontos 3/5

 

*Actualizado - 3 de Novembro de 2017

 

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publicado às 03:47

A Champions embebeda

Rui Gomes, em 25.09.17

 

O Sporting entrou em Moreira de Cónegos com ar de frete e a dar o incerto por garantido. Descolou da liderança antes de receber o FC Porto.

 

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Num tempo de discussões orçamentais, assimetrias e clivagens, a Liga dos Campeões passou por Moreira de Cónegos, deixou os locais com um sorriso nos lábios e até a pensar que poderia ter corrido melhor. Na quarta-feira o Sporting recebe o Barcelona e em Alvalade todos esperam por uma noite memorável, mas os jogadores começaram a pensar nela cedo de mais.

 

Jorge Jesus garantiu ter passado a mensagem certa, mas no Parque Comendador Joaquim de Almeida Freitas viu-se uma equipa aburguesada, petulante, a estender-se pelo campo com ar de enfado, como quem faz um frete à espera do grande compromisso. O confronto com o Moreirense foi encarado como uma vitória certa, estava tudo garantido, menos a concentração exigida por um adversário assumidamente modesto mas lutador em todas as horas.Ao intervalo, quando o treinador fez soar o alarme, a desvantagem de um golo continuou a não assustar. O Sporting apertou mais, chegou ao empate e só na parte final carregou a sério sobre a baliza adversária. Pelo caminho ficaram dois pontos e o FC Porto a sorrir uma semana antes de visitar Alvalade.

 

Mas Jesus também não vai pensar nisso para já. Antes tem um importante jogo com o Barcelona! A Champions é fantástica, o sonho maior do futebol de clubes, provoca um desgaste físico e emocional tremendo, mas também embebeda. Tenho para mim que é o hino. Arrepia, entranha-se, perturba e vicia. O Sporting caiu num grupo levado da breca e já ganhou em Atenas, a seguir vai levar com os (efectivamente) grandes, mas deixou-se inebriar antes do tempo. Acontece!

 

Ao contrário do Sporting, o Benfica não podia permitir-se distracções, pelo que o foco foi um só: sacudir o mau momento e olhar para a frente. A pressão posta pelo FC Porto estava lá, na ideia de todos, mas o resultado de Moreira de Cónegos terá ajudado um bocadinho.

 

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 13:51

Danos colaterais

Rui Gomes, em 23.08.17

 

A pressão sobre os grandes está a fazer vítimas. Em 84 anos, é a quarta vez que Benfica, FC Porto e Sporting estão imaculados à terceira jornada.

 

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Os grandes entraram na época a fazer jus ao estatuto que os suporta e foi com toda a naturalidade que o FC Porto conseguiu ontem uma vitória robusta e tranquila, dando a resposta esperada às goleadas de Benfica e Sporting, conseguidas na véspera. A superioridade exibida por este trio deixou Manuel Machado a clamar contra as assimetrias do futebol português, esta época ainda mais evidentes no arranque da temporada.

 

O problema do desequilíbrio de forças havia sido aflorado por Abel Ferreira logo à primeira jornada, após a derrota do Braga na Luz (3-1). Defendeu-se com a diferença de orçamentos, referindo a desproporção de 15 milhões contra 150. A situação deste ano não é diferente das anteriores, existe é sobre os grandes uma pressão incomum.

 

O Benfica procura um penta inédito, o FC Porto nunca antes esteve quatro épocas seguidas sem ganhar na era Pinto da Costa, o Sporting está em jejum há uma década e meia e o investimento feito por Bruno de Carvalho num projecto comandado por Jorge Jesus, após dois anos a passar ao lado, está no limite da validade. A pressão sobre os grandes é perceptível, audível, quase palpável. E as primeiras respostas estão a ser positivas como poucas vezes o foram. Apesar das assimetrias de sempre, atente-se na estatística: em 84 anos de I Divisão/I Liga esta é apenas a quarta (!) ocasião em que o percurso dos três grandes é imaculado à terceira jornada. É inevitável uma luta tão aguerrida provocar danos colaterais, mas os dos outros campeonatos não têm de se sentir dispensáveis. Bater o pé, fintar o destino é um caminho percorrido há mais de oito décadas.

 

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:38

William ou Danilo... talvez os dois ?

Rui Gomes, em 29.04.16

 

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«É importante especializar médios-defensivos, homens de grande leitura de jogo e capacidade física, capazes de tapar os buracos e de fazer compensações. Por isso são tão importantes no futebol de alto rendimento jogadores como Danilo ou William Carvalho, os dois monstros do meio-campo que concorrem por um lugar no miolo da Seleção Nacional, para felicidade de Fernando Santos. Eles são os verdadeiros chefes da segurança, como o foram no passado Costinha e Petit. Danilo ou William? Talvez os dois? Claramente apenas um de início e o outro como alternativa ou complemento, mas apenas se o jogo o pedir. Se conseguirem chegar ao Europeu sem limitações físicas, vão valorizar-se de uma forma extraordinária, porque são espécimes raros e valiosos».

 

 

                                                                                   Carlos Machado - Jornal O Jogo

 

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publicado às 04:23

A renovação das jovens promessas

Rui Gomes, em 02.08.13

O título do post é o mesmo do artigo da autoria de Carlos Machado do diário desportivo "O Jogo", em que o autor aborda a questão da formação do Sporting e, em especial, a renovação de contratos dos jovens mais promissores.

 

O artigo completo pode ser lido aqui, mas transcrevo somente o último parágrafo por me parece ser mais pertinente ao debate que tem surgido aqui no Camarote Leonino:

 

«Rendibilizar a formação é mais do que uma boa ideia, terá de ser uma das vias para o desenvolvimento futuro, a par de um "scouting" atento e perspicaz, mantendo viva a arte de vender produto caro mas de qualidade garantida. Mas se tudo é assim tão fácil, porque razão o sucesso não está previamente garantido ? Porque aparece um Eusébio, um Baía, um Figo ou um Cristiano Ronaldo de longe a longe e pelo meio vão sendo assinados atrás uns dos outros esperançosos contratos com os craques do futuro, na maior parte deles feitos antes de se saber se no momento do clique a promessa dará mesmo craque ou será mais uma perna de pau para ter de se colocar a custo no início de cada época enquanto durar o malfadado contrato. Nessas alturas, quando já se apostou muito e ganhou pouco ou quase nada, baixa-se um pouco a guarda, percebe-se que é mais seguro deixá-los p provar primeiro se valem para renovar depois. E alguns fogem. A propaganda é bem mais fácil do que a gestão efectiva.»

 

Precisamente o nosso eterno argumento, por outras palavras. Não significa que a renovação dos jovens da Academia seja um mau acto de gestão, em contrário, mas é um acto que vem inevitavelmente associado a risco. No Barcelona, por exemplo, com a sua enorme riqueza, não será problema algum, mas no Sporting é e sempre será significativo. Evidentemente que visto da bancada pelos adeptos e a lidar com dinheiro que não sai do nosso bolso, tudo é de fácil realização. 

 

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publicado às 23:41

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