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Holandês tem eficácia de 50%, o melhor registo das cinco principais ligas europeias. Jesus nunca teve um goleador tão eficaz.

 

Bas Dost é caso insólito nas principais ligas europeias. O holandês toca poucas vezes na bola durante as partidas do campeonato e quando o faz é com uma eficácia a toda a prova. Segundo os dados estatísticos do site Goalpoint, o avançado do Sporting apenas toca, em média, 25,6 vezes na bola a cada 90 minutos - só Mauro Icardi, do Inter Milão, toca menos vezes na bola (25) - e marca a cada 2,1 remates que faz, tendo por isso um índice de eficácia de 50%.

 

Ou seja, Bas Dost tem um total de 19 golos na Liga e para atingir esta marca apenas precisou de rematar 38 vezes, superando todos os avançados dos cinco principais campeonatos que se disputam na Europa (Inglaterra, Espanha, França, Alemanha, Itália e França). O segundo melhor registo pertence ao inglês Wayne Rooney (Everton), que marcou dez golos num total de 32 remates, o que representa uma eficácia de 31,2%, estando no terceiro lugar deste ranking o colombiano Radamel Falcão, que ao serviço do Mónaco já marcou 15 golos no campeonato em 49 remates, numa eficácia de 30,6%.

 

Se compararmos com Jonas, o actual melhor marcador da Liga, com 21 golos, verificamos que o brasileiro do Benfica precisa de fazer, em média, cinco remates para marcar um golo.

 

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Na realidade, Bas Dost potenciou a sua eficácia desde que chegou ao Sporting na época passada, quando já terminou o campeonato com maior percentagem de remates convertidos em golo nas principais ligas europeias, totalizando 39,5% - 34 golos num total de 86 remates, o que representou o melhor registo desde 2014-15. Aliás, só o francês Alexandre Lacazette se aproximou desses números na época passada ao serviço do Lyon: 33,3%. O certo é que, se Bas Dost mantiver o actual rendimento, poderá bater a marca da época passada, embora não seja fácil manter a média de 50% de aproveitamento de remates nas 16 jornadas que ainda faltam.

 

O mais impressionante no holandês do Sporting é o escasso número de acções com bola em que participa durante os 90 minutos, pois tem uma média de 25,6 toques na bola por partida, precisando apenas de tocar 24,1 vezes para marcar, uma média incrível, que supera as 26 acções com bola de Edinson Cavani, do Paris Saint--Germain, para marcar um golo.

 

Curiosamente, na partida com o Marítimo, da 16.ª jornada da Liga, Bas Dost marcou três golos e apenas tocou 14 vezes na bola... marca bastante inferior à sua média.

 

Segundo os dados do Goalpoint, tendo em conta apenas jogadores com mais de 360 minutos em campo, Bas Dost é mesmo o que menos vezes toca na bola no campeonato, sendo os mais próximos do holandês o guarda-redes José Sá (FC Porto), com 26,6 acções com bola por partida, e o avançado Hélder Guedes (Rio Ave), com 27,5.

 

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Bas Dost melhor do que Cardozo

 

Apesar dos números, Jorge Jesus assumiu após o jogo com o Desp. Aves que Bas Dost não é o melhor avançado que treinou até ao momento. "Claro que não, já estive noutro grande, com grandes pontas-de-lança, que foram sempre os melhores marcadores", atirou o treinador do Sporting.

 

Só que os números dizem o contrário. Nenhum avançado treinado por Jesus terminou um campeonato com média superior a um golo por jogo como Bas Dost na época passada (1,09), levando agora 1,05 por partida. O que mais se aproximou foi Oscar Cardozo, que em 2009-10 - a primeira do técnico no Benfica - terminou a Liga com a média de 0,89 golos por partida. Já em Alvalade, Slimani concluiu o campeonato 2015-16 com 0,81 golos por jogo.

 

 

Carlos Nogueira, Expresso

 

publicado às 12:03

 

Os leões já investiram 44,96 milhões de euros em novos jogadores nesta época, que entra no top 5 do futebol português.

 

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Sábado foi um dia de grande actividade em Alvalade com a oficialização dos reforços Wendel, Josip Misic e Rúben Ribeiro. Três prendas de Dia de Reis para o treinador Jorge Jesus que, tendo em conta os dados conhecidos, representam uma operação global no valor de 10,5 milhões de euros.

 

A administração liderada por Bruno de Carvalho neste mercado de inverno já fez subir o investimento do Sporting para esta época 2017-18 para um montante estimado de 44,96 milhões de euros, que representa desde já um recorde absoluto dos leões e, ao mesmo tempo, o quinto maior investimento de sempre de uma equipa portuguesa na contratação de futebolistas ao longo de uma época.

 

O Sporting ultrapassa assim os 37, 71 milhões de euros investidos na época passada, segundo os dados do site Transfermarkt, que era até agora a temporada em que os leões tinham gasto mais dinheiro em reforços, tendo apenas por uma outra vez ultrapassado os 30 milhões de euros - 2011-12 -, mais concretamente 33,89 milhões, numa altura em que Godinho Lopes era o presidente.

 

Numa altura de grande investimento por parte da administração liderada por Bruno de Carvalho, que procura terminar com o jejum de títulos que dura desde 2002, é justo também constatar que estas compras são contrabalançadas com um grande volume de transferências de jogadores, que nesta época atingiram os 50,83 milhões de euros e na época passada chegaram aos 81,23 milhões. Uma realidade bem diferente daquela que a SAD leonina experimentou em 2011-12, quando apenas faturou 6,63 milhões de euros na saída de futebolistas.

 

Milhões nem sempre dão títulos

 

No entanto, nem sempre grandes investimentos são sinónimo de conquista do título, pois, tendo em conta os quatro maiores investimentos realizados em Portugal, apenas dois deles resultaram em festejos no final da temporada.

 

Foi em 2013-14, quando o Benfica bateu todos os recordes, contratando futebolistas por um valor global de 55,75 milhões de euros, ainda com Jorge Jesus como treinador, que iniciou a série que conduziu ao tetracampeonato. E em 2008-09, quando, após ter gasto 46,65 milhões de euros - o terceiro maior investimento de sempre -, o FC Porto conquistou o tetracampeonato sob o comando de Jesualdo Ferreira.

 

De resto, os dragões não tiveram sucesso em 2014-15, época em que investiram mais 18 milhões de euros do que o Benfica, que acabaria por ser campeão nacional, enquanto em 2008-09 viram os encarnados festejaram no final de uma temporada em que o diferencial entre o investimento dos dois clubes foi abissal, pois o FC Porto gastou mais 39,7 milhões de euros do que o rival.

 

O Sporting encontra-se para já no segundo lugar da classificação da Liga, mas, no que diz respeito a investimento, lidera destacado o ranking desta época, pois, em contraponto aos 44,96 milhões de euros aplicados pelos leões em reforços, está o FC Porto, com gastos de 21 milhões de euros e o Benfica, cujas compras de futebolistas chegaram apenas aos 9,35 milhões. No entanto, é bom ter em atenção que o mercado de inverno encerra a 31 de Janeiro e, até lá, estes valores podem subir.

 

"Wendel é miúdo para o futuro"

 

O brasileiro Wendel torna-se desde já o sexto jogador mais caro da história do Sporting, tendo custado sete milhões de euros. O médio de 20 anos, formado no Fluminense, revelou ontem à SportingTV que o seu ponto forte "é o remate" e o fraco "talvez um pouco a marcação", tendo-se mostrado "muito feliz" por estar "no clube de Cristiano Ronaldo". O treinador Jorge Jesus explicou que a contratação daquele que é uma das grandes promessas do futebol brasileiro é a pensar no futuro: "É um jovem à procura do seu caminho. Vai encontrar de certeza obstáculos a que não está habituado e é um miúdo para se fazer e para o futuro."

 

Quanto a Josip Misic, de 23 anos, contratado ao Rijeka por três milhões de euros, disse que não pensou muito na hora de assinar, admitindo que é "um grande passo" na sua carreira: "É tudo muito bom. O Ristovski aconselhou-me e disse-me coisas muito boas. Estou entusiasmado e vou dar tudo o que tenho por este clube." Segundo Jesus, o croata é um jogador "várias vezes observado pelo departamento de scouting" e insere--se numa tentativa de "equilibrar o plantel".

 

Finalmente, Rúben Ribeiro, médio ofensivo de 30 anos que ontem fez o último jogo pelo Rio Ave diante do Sporting de Braga, irá custar aos cofres da SAD do Sporting cerca de 500 mil euros, sendo para Jorge Jesus um jogador de quem "não é preciso falar, pois joga em Portugal".

 

Artigo da autoria de Carlos Nogueira, Diário de Notícias

 

publicado às 11:03

 

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Um artigo de opinião do jornalista Carlos Nogueira do Diário de Notícias, que o leitor poderá ter interesse em comentar, sobre os jogadores - e o respectivo investimento - dos três grandes, que são pouco ou nada utilizados pelos treinadores.

 

O autor conclui que o Benfica é o clube com mais dinheiro investido nestes jogadores, mas que o Sporting tem o maior número. O FC Porto fica abaixo dos dois rivais em ambos os enquadramentos. Dado que o artigo é bastante extenso, transcrevo apenas a parte que mais se relaciona com o Sporting:

 

«Os três grandes do futebol português têm, no total, dez futebolistas que não têm feito parte das escolhas dos respectivos treinadores nos jogos da Liga nesta época. São jogadores contratados que custaram aos cofres das três SAD 24,7 milhões de euros, sendo a fatia dos dragões muito menor do que a dos rivais de Lisboa.

 

O Sporting é o que tem mais jogadores parados: Oriol Rosell, Zakaria Labyad, Valentin Viola, Junya Tanaka e André Carrillo. Destes cinco jogadores apenas o peruano (custou 690 mil euros) jogou no campeonato, mais concretamente em quatro partidas, mas o facto de estar em final de contrato e de não ter chegado a acordo (foi alvo de um processo) para a renovação atirou-o para a bancada desde 13 de Setembro, altura em que os leões venceram o Rio Ave por 2-1.

 

Quem ainda não tem minutos na Liga é o japonês Tanaka - só tem 63 minutos distribuídos pelos jogos com o Vilafranquense (Taça) e Skënderbeu (Liga Europa) -, que habitualmente vai para a bancada, depois de na temporada passada ainda ter marcado sete golos em 28 jogos oficiais de leão ao peito.

 

Há ainda três casos de futebolistas contratados em épocas anteriores, mas que não fazem parte do plantel de Jorge Jesus. São os casos do médio Zakaria Labyad e do avançado Valentin Viola, que estão a trabalhar na equipa B, e Oriol Rosell, que não foi inscrito. Viola foi o que obrigou o Sporting a um investimento maior: quatro milhões de euros. Aliás, a SAD do Sporting investiu nestes cinco jogadores quase dez milhões de euros sem estarem a ser rentabilizados.»

 

publicado às 04:59

A nova tendência de Jorge Jesus

Rui Gomes, em 10.11.15

 

Nas seis épocas em que esteve no Benfica, o técnico conseguiu seis triunfos tardios na Liga. Em dez jornadas de leão ao peito já contabiliza três e por duas vezes após os 90 minutos

 

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Tondela, Nacional e Arouca foram vítimas de um Sporting de Jorge Jesus com queda para conseguir triunfos após o minuto... 85. No total, nesta época em jogos da Liga, foram seis pontos conquistados quando o empate parecia inevitável. Esta é uma nova faceta do treinador, de 61 anos, que nos seis anos em que representou o Benfica apenas venceu seis partidas nos minutos finais e só na primeira época (2009-10) alcançou a vitória por duas vezes e, curiosamente, nas dez primeiras jornadas: em Guimarães (1-0, Ramires aos 90") e em casa com a Naval (1-0, Javi García aos 89").

 

Nesta temporada, valeu ao Sporting Adrien Silva, que marcou de penálti (90"+6) em Aveiro diante do Tondela; o colombiano Fredy Montero, que marcou aos 86" frente ao Nacional em Alvalade; e anteontem o argelino Islam Slimani, que desfez o empate em Arouca aos 90"+1.

 

São aliás estes seis pontos que fazem toda a diferença nesta altura do campeonato, pois permitem ao Sporting liderar a Liga com cinco pontos de avanço sobre o FC Porto e oito em relação ao Benfica, embora os dois rivais tenham em atraso os respetivos jogos com o União da Madeira.

 

O Sporting de Jorge Jesus tem sido, aliás, uma equipa muito contida nos triunfos, pois das oito vitórias para o campeonato cinco foram alcançadas pela margem mínima - 1-0 com Nacional, Estoril e Arouca; e 2-1 ao Tondela e ao Rio Ave -, só fugiram a esta tendência os 3-1 à Académica, 5-1 ao V. Guimarães e o 3-0 ao Benfica.

 

Com o triunfo de anteontem em Arouca, Jorge Jesus igualou o seu melhor arranque no campeonato. Se tivermos em conta as dez primeiras jornadas da Liga, o Sporting soma agora 26 pontos, os mesmos que o Benfica em 2012-13, que também chegou a esta fase da prova sem derrotas e com oito vitórias e dois empates. O Sporting não tinha uma carreira tão boa desde 1994-95 - ainda a vitória só valia dois pontos. Na altura os leões, treinados por Carlos Queiroz, também lideravam o campeonato, mas quem chegou ao título foi o FC Porto do inglês Bobby Robson.

 

A última vez que o Sporting chegou à 10.ª jornada sem derrotas foi em 1998-99. Era treinador dos leões o croata Mirko Jozic, que no entanto terminou o campeonato no quarto lugar, com cinco desaires sofridos.

 

Outra marca de destaque para Jorge Jesus prende-se com o facto de o Sporting ter sofrido menos golos com dez jogos disputados do que qualquer equipa que o técnico orientou nos seis anos de águia ao peito. São apenas cinco golos sofridos, menos um do que a defesa dos encarnados em 2012-13.

 

O Sporting tem uma média de 0,5 golos sofridos por partida, uma marca que não se via em Alvalade desde 1991-92, quando à décima ronda só haviam sido batidos por quatro vezes. Ainda assim, essa equipa treinada pelo brasileiro Marinho Peres encontrava-se então no quinto lugar da tabela, tendo na altura cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Nas duas últimas vezes que o Sporting foi campeão, em 1999-00 e 2001-02, tinha encaixado mais golos do que neste momento: dez e nove, respetivamente.

 

No que diz respeito à produção ofensiva, os leões contabilizam 19 golos, marca apenas superior a duas temporadas de Jorge Jesus no Benfica: 13 em 2010-11 e 17 em 2013-14.

 

 

Carlos Nogueira / Diário de Notícias

 

publicado às 12:48

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