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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

A oitava Cimeira de Presidentes dos clubes da I e II Liga de futebol acordou ontem em operacionalizar a negociação centralizada dos direitos televisivos das competições "no mais curto espaço de tempo possível", apontando a 2023/24.
Na reunião na Alfândega do Porto, que durou mais de duas horas, participaram dirigentes de todos os clubes primodivisionários e quase todos da II Liga, na qual só não esteve presente o Nacional, reunindo 33 sociedades desportivas.
Eis o que Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, teve para dizer, neste contexto, no final da reunião:
"O decreto-lei do ano passado estipula 2028 como a data a partir do qual a centralização tem de acontecer e 2025 para a apresentação do modelo de negócio. Os clubes querem fazer antes e será aspiracional fazê-lo na época 2023/24. Foi discutido o modelo de centralização dos direitos audiovisuais, colocando a data aspiracional de 2023/24 para que isso possa acontecer.
Foi comunicado formalmente aos clubes a criação das quatro empresas do ecossistema empresarial da Liga, e será na Liga Centralização que serão discutidos os novos modelos de centralização dos direitos audiovisuais".
Ainda, segundo o líder da Liga Portugal, este desígnio enfrenta “várias dificuldades” para ser concretizado muito mais cedo, com a lei a apontar para 2028 como prazo máximo de finalização do processo.
O presidente do Sporting, Frederico Varandas, marcou presença na Cimeira, depois de ter estado ausente do lançamento da primeira pedra, sendo um dos últimos a chegar ao local, para um encontro que arrancou pouco depois das 16:30.
Muito indica que a centralização dos direitos televisivos beneficiará o futebol português, embora hajam algumas dúvidas relativamente ao que vai constar, exactamente, no que diz respeito à distribuição dos valores.
A Liga inglesa tem implementado um processo muito complexo mas aparentemente eficaz. Claro, para os ingleses tudo se torna mais fácil, uma vez que os valores com que lidam são muitíssimo superiores aos da Liga portuguesa. A exemplo, a parte que compete ao último classificado da Premier League, supera consideravelmente o que Sporting, Benfica ou FC das Antas recebem actualmente.
É difícil imaginar os 'três grandes' estarem totalmente de acordo com esta nova medida, que, uma vez implementada, irá afectar substancialmente a "fatia do bolo" a que têm acesso agora. Especialmente o Benfica, que chama a si a exclusividade da transmissão dos seus jogos na Luz através do seu canal televisivo, algo que nunca devia ter sido autorizado, mas, tratando-se do futebol português, quase tudo é possível... para alguns.
Frederico Varandas, Jorge Nuno Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira marcaram presença na reunião convocada pela Liga de Clubes, esta terça-feira, para a Mealhada. O encontro não se cingiu aos presidentes do Sporting, FC Porto e Benfica, já que os 17 clubes com presença garantida na I Liga, na próxima época, mais o Rio Ave, foram signatários do comunicado resultante.

A cimeira de presidentes não foi pré-anunciada. Entre as 11 temáticas discutidas esteve a centralização dos direitos televisivos (aprovado, em Fevereiro, para 2028/29), a presença de públicos nos recintos desportivos, os quadros competitivos ou o conflito de interesses na captação de patrocinadores e espaços publicitários.
A pergunta do título do post é assente no raciocínio que enquanto Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira, só para nomear dois, permanecerem no futebol português, estas reuniões, no que verdadeiramente interessa, são um desperdício de tempo e energia.
Além do mais, havendo de facto nova aliança entre Benfica e FC Porto - liderados pelos dois personagens mais pervertidos do mosaico desportivo - não é preciso uma imaginação muito fértil para deduzir quem é o alvo a abater.
O comunicado do Sporting CP disponível aqui.
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