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As claques que não existem

Rui Gomes, em 18.11.19

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Luís Filipe Vieira participou no sábado nas celebrações do 37º aniversário dos ‘Diabos Vermelhos’, a mais antiga (não) claque do Benfica. O presidente dos encarnados esteve no Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, em Lisboa, e teve como acompanhantes os jogadores Samaris e David Tavares.

A participação de dirigentes e atletas encarnados nestas festas são recorrentes. Aliás, no ano passado, o próprio Vieira já havia estado nas comemorações do 36º aniversário dos DV. Em 2017, coube ao vice-presidente Fernando Tavares e ainda a Svilar e Jardel associarem-se à festa dos adeptos.

A presença de Vieira acontece no final de uma semana marcada por duas decisões judiciais favoráveis às águias, uma das quais que anulou a realização de jogo à porta fechada, por alegado apoio a claques ilegais.

Um cínico questionaria o termo "claques ilegais". Se elas não existem, como é que podem ser consideradas ilegais?

publicado às 04:03

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A Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto, fez esta terça-feira um comunicado sobre a suspensão das claques Juventude Leonina e Directivo Ultras XXII.

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Face à divulgação de notícias que dão conta de que as claques "Juventude Leonina" e "Directivo Ultras XXI" deixaram de ser reconhecidas pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) como grupos organizados de adeptos (GOA), tornando-se ilegais, importa a esta Autoridade corrigir e esclarecer:

1- É obrigatório o registo dos grupos organizados de adeptos junto da APCVD, de acordo com a Lei n.º 39/2009 - de 30 de Julho - na sua actual redacção, que estabelece definitivamente o regime jurídico da segurança e combate ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos. O incumprimento do referido registo veda liminarmente a concessão de apoios por parte dos promotores do espectáculo desportivo (n.ºs 1 e 2 do artigo 14.º).

2- De acordo com o previsto na mesma Lei, o promotor que atribua qualquer tipo de apoio a um grupo organizado de adeptos, está obrigado a manter "um registo sistematizado e actualizado dos filiados no mesmo" – n.º 1 do artigo 15.º, o que viabiliza a atribuição dos apoios "técnicos, financeiros e materiais concedidos a grupos organizados de adeptos" (n.º 3 do artigo 14.º) – e que, por sua vez, "são objecto de protocolo com o promotor do espectáculo desportivo".

3- O registo pode ser suspenso pelo promotor do espectáculo desportivo, como previsto no n.º 3 do art.º 15.º, sendo que, nos termos do n.º 4 desse mesmo artigo, aquando da dita suspensão o promotor do espectáculo desportivo cessa a concessão total de apoios ao grupo organizado de adeptos e informa a APCVD, de imediato e de forma documentada, justificando as razões da sua decisão.

4- Cumprida a formalidade da respectiva comunicação à APCVD, de forma documentada e justificada, esta Autoridade actualiza o estado do registo relativo aos respectivos GOA.

5- Se a suspensão perdurar pelo período de um ano, o promotor terá a obrigação de anular o registo, comunicando-o, de forma documentada à APCVD, nos termos do nº 5 do art.º 15.º.

6- Neste contexto, o Sporting Clube de Portugal comunicou à APCVD, no dia 29 de Outubro de 2019, de forma documentada e justificada, a suspensão do registo dos grupos organizados de adeptos "Juventude Leonina" e "Directivo Ultras XXI".

Assim, tendo sido cumprida a formalidade que a Lei estabelece, resultante da decisão de um clube, não cabe à APCVD emitir qualquer juízo ou autorização, mas sim actualizar a situação dos registos dos respectivos GOA.

Importante ainda esclarecer que, por imperativo legal, enquanto vigorar a suspensão do registo, encontra-se liminarmente vedada a concessão de todo e qualquer apoio aos grupos organizados de adeptos alvo da suspensão de registo por parte dos respectivos clubes.

A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto
Viseu, 12 de Novembro de 2019".

publicado às 03:20

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A determinado momento da segunda parte do jogo com o V. Guimarães, com o marcador em 2-0, as claques entoaram um já habitual cântico de contestação a Frederico Varandas, o que levou à reação de praticamente toda a restante plateia de Alvalade, que respondeu com uma forte assobiadela. 'Silenciados' pelos restantes adeptos, os elementos das claques terminaram o momento de contestação.

Ainda, em comunicado emitido ao final da noite, o Sporting CP condenou a utilização de artefactos pirotécnicos no encontro com os minhotos, nomeadamente uma tocha que no decurso da primeira parte foi lançada para junto de Renan:

"A Sporting Clube de Portugal Futebol SAD lamenta profundamente que tenha sido atirada uma tocha para o relvado para junto do guarda-redes Renan e que tenham sido usados fumos no sector A16. É um comportamento que viola a lei e os regulamentos e que, uma vez mais, penaliza o Sporting Clube de Portugal em razão das multas que, uma vez mais, terão de ser pagas pelo Clube."

publicado às 06:02

Sporting notifica claques para abandonarem sedes

Juve Leo e Directivo XXI têm, agora, cinco dias para responder à ordem de despejo

Rui Gomes, em 26.10.19

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A Direcção do Sporting enviou duas notificações a cada uma das claques, contra as quais assumiu um diferendo público quando emitiu um comunicado a resolver o protocolo entre as partes, para que abandonassem as respetivas sedes.

A Juve Leo, assim como o Directivo XXI, terá cinco dias para abandonar a emblemática Casinha, que fica do outro lado da estrada do estádio de José Alvalade, um espaço que pertence à Câmara Municipal de Lisboa, mas que o Sporting garante ter sido cedido ao Clube.

Já o 'quartel-general' do Diretivo XXI está situado junto à Porta Maratona, bem dentro do estádio. 

Estes espaços, em princípio, serviam, como arrecadações para os materiais que as claques levam para os estádios, sendo também um ponto de concentração para os adeptos em dia de jogo. 

Estes dois grupos já tinham perdido alguns benefícios na partida desta quinta-feira, frente ao Rosenborg, a contar para a Liga Europa. Nenhuma das claques conseguiu entrar com bandeiras, faixas e outros adereços para a Curva Sul – local onde se juntam as quatro claques do Clube. 

Isto representa o passo seguinte da Direcção do Sporting rumo a um objectivo evidente: esvaziar as claques mais poderosas de Alvalade.

publicado às 03:04

O Sporting é a prioridade absoluta

Leão Zargo, em 21.10.19

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O futebol sempre coexistiu com determinadas formas de violência. Em Portugal há notícias de distúrbios desde a década de 1920. A própria linguagem futebolística possui algo de agressivo (ataque, vitória, derrota) e o desporto substituiu os torneios medievais ou várias outras demonstrações de força e de valor. Mas, tudo isso, o futebol foi capaz de integrar e sublimar pela extraordinária dimensão humana, estética, cultural e atlética que decorre de um desporto praticado por grandes jogadores.

Nos dias de hoje a violência no futebol adquiriu outra dimensão e coloca-se a um outro nível da pulsão agressiva aceitável em seres humanos. É algo teorizado, organizado e planeado que não decorre essencialmente da paixão e da emoção do jogo, mas que resulta da incorporação de valores de identidade exacerbados e estereotipados que predispõem para o confronto e surgem associados ao ódio e à vontade de estabelecer outras regras que estão para além daquelas que decorrem da organização social e desportiva.

O que acontece nesta altura no Sporting decorre desta “thick solidarity” (R. Giulianotti) potenciada por um conjunto de particularismos que resultam da especificidade e da história recente do Clube. Uma espiral de violência e um sentimento de impunidade que permitiram os crimes praticados na Academia de Alcochete e a acção recorrente violenta, abusiva e inaceitável que visa intimidar e ameaçar atletas e membros dos órgãos sociais democraticamente eleitos. A decisão de revogar os protocolos celebrados com a Juventude Leonina e com o Directivo Ultras XXI revela-se correcta e adequada às circunstâncias. As claques existem unicamente para apoiar o Sporting.

O Sporting nunca se limitará a um universo de pensamento único e monolítico, é o mais plural e diverso de todos os grandes clubes portugueses. Essa é também a sua força, mas pode ser a sua fraqueza. O Clube necessita em absoluto, momentânea e publicamente, de ser capaz de superar as divergências e de reforçar a unidade, não cedendo espaço a falsos e meteóricos profetas que, com uma estratégia de poder, pretendem dividir ainda mais, puxar ainda mais para baixo. Não é desejável nem possível uma unanimidade crédula e acrítica, mas com humildade e sabedoria temos de colocar o Sporting como a prioridade absoluta.

publicado às 12:00

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O Sporting Clube de Portugal e a Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD informam que, na presente data, revogaram, com efeitos imediatos, os protocolos celebrados, no passado dia 31 de Julho, com a Associação Juventude Leonina e com o Directivo Ultras XXI - Associação.

Esta resolução é determinada em virtude da escalada de violência que ontem culminou com tentativas de agressões físicas a dirigentes e a outros adeptos do Sporting Clube de Portugal.

Regista-se também o incumprimento sistemático, por aqueles Grupos Organizados de Adeptos (GOA), das diversas obrigações que para si resultam dos referidos protocolos, nomeadamente a obrigação prevista na cláusula 3.1., mediante a qual “O GOA obriga-se a que os responsáveis dos GOA, os Sócios SCP dos GOA ou simpatizantes cumpram a lei (nomeadamente a Lei n.º 39/2009 de 30 de Junho, na redacção resultante da Lei n.º 52/2013, ou outra que venha a suceder-lhe), os Estatutos do SCP e os Regulamentos, no respeito das Instalações Desportivas do SCP e das pessoas e bens e o disposto no presente protocolo”, de que são exemplo as multas suportadas pelo SCP e SCP - Futebol, SAD por comportamento dos adeptos.

Mas, mais importante ainda do que estes factos, a resolução é determinada por aqueles GOA terem vindo a faltar sistematicamente no apoio devido aos atletas do Sporting CP, nomeadamente da equipa principal de futebol, razão primeira da celebração dos referidos protocolos. Com efeito, a única razão de fundo para a celebração dos protocolos é permitir aos GOA as melhores condições para o apoio aos atletas das equipas do Sporting CP; e, faltando esse apoio, falta, naturalmente, a razão de ser da vigência do protocolo.

O SCP e a SCP - Futebol, SAD cumpriram integralmente os protocolos; e esperavam da Associação Juventude Leonina e do Directivo Ultras XXI - Associação igual cumprimento integral.

O Sporting Clube de Portugal é uma instituição centenária, que sempre fez o seu trajecto no respeito do Desporto e que não pode compactuar com comportamentos violentos, contrários à lei e que apenas contribuem para o afastamento dos restantes Sócios e adeptos dos recintos desportivos. O Sporting Clube de Portugal rege-se pelos seus princípios e não abdicará deles, por muito difícil que seja alterar hábitos e privilégios antigos e sem qualquer justificação dentro do Universo Sportinguista.

Procurámos, com o máximo de abertura possível e pensando exclusivamente no apoio às nossas equipas, reformatar a relação que vinha sendo mantida com os nossos GOA e reformulámos os protocolos de relacionamento, reduzindo benefícios e aproximando os membros dos GOA dos direitos e obrigações dos demais Sócios do Sporting Clube de Portugal.

O futuro do Sporting CP define-se inevitavelmente nas decisões que tomarmos hoje e há coisas que já não podem ser toleradas, menosprezadas e que temos de enfrentar com coragem e lucidez. Não decidir será causador de maiores danos para o destino do Clube.

O presente do Clube é também uma consequência do seu passado. Os crimes cometidos em Alcochete e que se traduziram no maior ataque desportivo, financeiro e humano ao Sporting Clube de Portugal estão na memória de todos e a História não se apaga. Foram dezenas de milhões de euros de prejuízos, danos reputacionais inestimáveis para a imagem, nome e marca Sporting CP. Foi a página mais negra da História do Sporting Clube de Portugal e resultou num impacto muito negativo para o bom nome do Clube, infelizmente com consequências que perduram e dificultam a relação do SCP com outros clubes, dirigentes, agentes, jogadores e treinadores. Mas o que aconteceu tem de servir para que se retirem ilações, e devemos, no limite, aprender com essa tragédia. Aprender implica não repetir os erros do passado e não tolerar as tentativas de repetição como o ocorrido na mais recente invasão à garagem em Alvalade. E com que intuito? Mais agressões, mais rescisões, mais perdas.

Uma claque, seja ela qual for, tem uma função: apoiar as equipas do Clube. Se é usada para outros fins, se ameaça Sócios nos estádios, recintos e assembleias gerais, se usa a violência física ou verbal contra atletas, treinadores, técnicos, dirigentes e outros Sócios, se essa violência é gratuita ou patrocinada, se essa violência é espontânea ou instigada, se acha que está acima dos outros Sócios, se ataca e desvaloriza o Clube e o seu bom nome, se causa prejuízos de milhões de euros ao SCP, se faz com que o Clube pague centenas de milhares de euros em multas, se é notícia pelos piores motivos, se nem sequer apoia o Sporting Clube de Portugal, se faz com que os atletas sintam que “jogamos sempre fora”, então não está a servir o Sporting Clube de Portugal, então não está a desempenhar a função para que foi criada.

Por fim, está ainda em dívida a segunda prestação relativa à regularização da bilhética de 2018/2019, vencida em 9 de Outubro passado, facto que origina, nos termos da Lei, o vencimento automático de todas as demais prestações previstas no Anexos aos Protocolos.

Assim, decidiu o Sporting Clube de Portugal, a bem dos seus Sócios, atletas, dos seus profissionais, dos superiores interesses desportivos e financeiros do Sporting Clube de Portugal, e do seu futuro, terminar, com efeitos imediatos, o protocolo existente com quem violou dolosamente e conscientemente obrigações desse mesmo protocolo, com quem violou os estatutos do Sporting Clube de Portugal, com quem violou a lei da República Portuguesa, com todas as consequências que daí advirão.

Esta é uma questão muito séria, não exclusiva do Sporting Clube de Portugal, e que a partir dum certo momento terá de ser tratada pelo Estado Português. A violência no desporto e os meios de combate à mesma não são uma questão que o Clube deva tratar sozinho. Mas esta não é também uma questão somente do Estado Português, porque a violência no desporto preocupa, e muito, as mais altas instâncias do Futebol Mundial – UEFA, FIFA. Em inúmeros Estados Europeus, nomeadamente em Inglaterra, houve coragem para lidar, combater e erradicar a violência dos estádios e recintos desportivos.

Esta questão é demasiado séria... Apelamos que, não obstante divergências legítimas, independentemente de críticas que sejam justas e que reconhecemos, apesar de protestos e críticas razoáveis e pertinentes da massa associativa que humildemente aceitamos, haja o maior sentido de responsabilidade. Apelamos ao mais elevado sentido de Estado para quem quer verdadeiramente o bem-estar do Sporting Clube de Portugal. Apelamos ao mais profundo e genuíno Sportinguismo de todo e cada Sócio do Sporting Clube de Portugal. Esta é uma questão estrutural para o presente e futuro do Sporting CP e não meramente conjuntural.

Apelamos a todos os sócios do Sporting CP para que não se faça demagogia com este tema e para que não haja nenhum tipo de oportunismo político em torno desta questão. O Sporting Clube de Portugal não merece isso. Nenhuma divergência com qualquer Direcção ou dirigente justifica uma alta traição ao próprio Clube numa questão desta gravidade. Este é um problema que, a bem de todos, a bem do Sporting Clube de Portugal e até do Futebol Português, tem de ser resolvido.

Esta Direcção enfrentou condições muito difíceis e a nossa missão é – apesar do contexto pós-Alcochete, apesar do que fizeram de mal, de muito mal ao Sporting Clube de Portugal – a de entregar o Clube num estado melhor, bem melhor, do que aquele que recebemos. Essa é a nossa missão.

Dissemos e reafirmamos que nunca, mas nunca, nos faltará a coragem para protegermos e defendermos o Sporting Clube de Portugal seja do que for, seja de quem for.

E apesar das ameaças, da coacção, das injúrias, dos insultos, apesar dos riscos, apesar de tudo, consideramos que temos todos, mas todos, de enfrentar este problema que se arrasta e que se agrava a cada dia que passa, esperando uma regeneração, um novo rumo, da parte de quem quer realmente apoiar o Sporting Clube de Portugal.

Esta é uma questão em que os Sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal devem estar verdadeiramente unidos. É altura de dizer basta. É altura de tomar uma posição. E a única posição possível é a de defender o Sporting Clube de Portugal.

Hoje, lamentando profundamente este desfecho, escolhemos o Sporting Clube de Portugal.

O Sporting CP é de todos. Viva o Sporting CP!

Pelo Sporting CP e pela Sporting CP - Futebol, SAD

publicado às 03:34

Não nos deixemos iludir...

Rui Gomes, em 15.10.19

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Estou plenamente convicto, há muito, de que a esmagadora maioria dos sportinguistas apoia firmemente a Direcção no seu possível propósito de banir radical e definitivamente de associados e de todas as instalações do Clube essa indesejável gentalha, cujo constante e condenável comportamento desordeiro tem provocado crescente mal-estar e indignação de todos os que - no estádio ou no pavilhão - têm pleno direito a assistir pacificamente às variadas actividades do Sporting, para além de incomensuráveis danos financeiros e de repercussão.

Lamentavelmente, a agora tão mal-afamada (dentro e fora do país) Juve Leo tornou-se gradualmente presa fácil de arruaceiros, delinquentes e afins (alguns até com cadastro criminal), estratégica e astuciosamente infiltrados na própria claque, usando-a como única actividade 'profissional', explorando parasiticamente o Sporting Clube de Portugal - gozando das inadmissíveis, injustificáveis e generosas benesses (incluindo bilhetes grátis, viagens, estadias, acesso directo aos jogadores e técnicos, etc.) concedidos pelo psicopata charlatão, tardiamente destituído, em troca de serviços pessoais de milícias protectoras do alucinado ditador.

São, pois, estes ditos órfãos do 'brunismo' que, saudosos das suas muitas infames regalias - e contando com a vergonhosa conivência da media sem escrúpulos - espalham e fomentam os ridículos espectáculos desordeiros que se têm verificado e que visam atacar o Sporting e os seus legítimos dirigentes. Não nos deixemos iludir...

Texto da autoria do nosso leitor/colaborador Leão da Guia

publicado às 04:03

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Apesar de já ter abordado este tema no post "A alma do Sporting" onde contestava que essa alma residisse nas claques, a abertura de uma nova discussão leva-me a acrescentar o seguinte:

Vi neste debate muitos leitores pedir a extinção dos grupos organizados. Do ponto de vista legal não sei se isso será fácil, uma vez que estes existem como fazendo parte da estrutura orgânica  do Clube.

O facto é que têm vindo, desde há  alguns anos a ganhar poder, arrogando-se o direito de intervir, de forma paralela, na gestão do Sporting. Durante a anterior Direcção esse poder foi amplificado, como forma de se criar um grupo que funcionasse como um extensão do poder legal, visando sobretudo aproveitá-lo como uma força de mão do presidente, que atingiu a sua plenitude no processo que terminaria com o caso "Alcochete".

As regalias que esta Direcção lhes retirou, serviram de motivação para voltarem a assumir-se como um grupo de bloqueio ao serviço da Direcção destituída, o que nunca deixaram de ser de uma forma velada.

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Os resultados da época anterior que ficaram acima das expectativas, calaram estes grupos que mantiveram alguma descrição forçada. A forma como começou esta época, deu-lhes oportunidade de aparecerem como pontas de lança da oposição brunista, que continua a acreditar que pode regressar a breve prazo ao Sporting.

Neste momento, o seu objectivo é derrubar a Direcção em funções, e provocar eleições onde aparecerá um novo salvador. O advogado golpista Trindade Barros já anda a dizer, com todas as letras, que esse salvador será o destituído.

Por isso, tudo indica, por parte das claques, sobretudo da Juve Leo, a contestação será contínua, mesmo que a prestação da equipa seja melhor. Deste modo, a questão neste momento não é nada fácil de resolver. Penso que caberá aos adeptos que são a maioria, "silenciá-los", dentro e também fora de campo. A liberdade de expressão não pode significar libertinagem, que parece já estar a prejudicar o Clube com sanções.

O Sporting não pode estar refém de arruaceiros.

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publicado às 03:32

A alma do Sporting

Naçao Valente, em 02.10.19

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"As claques são a alma do Sporting"

Fernando Mendes (ex-jogador e comentador)

As claques entraram no Sporting com a constituição da Juve Leo, fundada pelos filhos do Presidente João Rocha, nos anos de 1976. Mais tarde foram surgindo outras claques como a Torcida Verde, os Directivo  Ultra XXI e a Brigada Ultras Sporting. 

Alma deriva do termo latim 'anima', com significado literal do que anima. A um nível mais abrangente também significa o espírito das coisas. Por isso, quando se fala da alma do Sporting estamos a falar do que está para lá do que é mensurável, do que está entranhado na sua história secular, que não está apenas nos aspectos materiais, mas num conjunto de simbologias pautadas muitas vezes por aspectos com contornos quase religiosos.

Atribuir às claques, que entraram na vida do Clube setenta anos depois da sua fundação é de uma grande ligeireza e nem ao diabo deve lembrar. A alma do Sporting, a sua mística, é paralela ao seu nascimento e é-lhe dada pela matriz fundadora, aprofundada pelos adeptos (fiéis  clubísticos) que o vivem como uma componente importante das suas vidas. E esta adoração atingiu o seu zénite nos anos de 1930, 1940 e 1950, com os rituais abrilhantados pelo som dos violinos. 

Muito mal servido estaria o Sporting CP quanto à questão da alma, se esta residisse nas claques. Estas, não são mais do que pequenos grupos organizados, uma minoria que não representa os milhões de adeptos atribuídos ao Clube, estes sim a sua verdadeira alma. São eles, com a sua fidelidade muitas vezes até silenciosa, que mantiveram e mantêm o Sporting vivo, independentemente de melhores ou piores resultados desportivos.

Mas convém fazermos uma distinção entre estes grupos designados como claques. Alguns desempenham a sua missão de apoio com determinação e alegria, e por aí se ficam. Outros, dos quais salienta-se a actual Juve Leo, que se afastou dos princípios dos seus fundadores, e se transformou num grupo composto por indivíduos sem formação cívica, e sem quaisquer valores éticos. Não fazem parte seguramente da alma do Sporting.

A Juve Leo, com os privilégios que foram recebendo de vários dirigentes, constituíram-se como uma força poderosa, apesar de minoritária. A sua capacidade de influenciar o poder, governando de fora para dentro, teve um percurso cada vez mais decisivo. Fizeram cair treinadores e presidentes ao longo dos anos, com a sua influência a ser ainda muito mais reforçada pela Direcção cessante, que a arregimentou, pondo-a ao seu serviço, como uma tropa de choque. Tendo-lhe sido retirado privilégios pela Direcção actual, não espanta a sua oposição cada vez mais agressiva, à nova Direcção.

A questão do papel das claques tem que merecer reflexão. Não podem ter mais privilégios que os restantes associados. Se querem estar nos jogos juntos como apoiantes das equipas, com os seus rituais que estejam. Não podem é continuar a ser  uma força de bloqueio a Direcções legitimamente eleitas pelos sócios. Estas recebem mandato para exercer o poder legitimamente, e devem exercê-lo sem pressão da rua. O poder paralelo não está previsto nos Estatutos, e isso tem que ficar claro, custe o que custar.

Ao contrário do que diz o comentador Fernando Mendes, a alma do Sporting são todos os sportinguistas, os que estão no estádio e os que vivem o Clube por todo o Mundo. Quando a alma do Sporting residir nas claques, é sinal que o Sporting deu a alma ao criador. Apenas restam almas penadas.

publicado às 02:18

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"O Sporting Clube de Portugal informa que outorgou um protocolo de cooperação com os grupos organizados de adeptos (GOA) Juventude Leonina, Torcida Verde, Directivo XXI e Brigada Ultras Sporting que regulará o essencial da relação entre o Clube e os seus GOA, nomeadamente os apoios concedidos, se e enquanto estes se mantiverem legalizados.

O Sporting Clube de Portugal informa que o modelo de cooperação instituído inverte o paradigma de relacionamento anterior, sendo agora exigido aos GOA o pagamento de quotas do Clube e dos bilhetes [para os jogos] para os seus membros, contrariamente ao regime anterior, assente na atribuição de convites.

Os apoios concedidos contemplam a atribuição de descontos na aquisição de Gamebox, bem como outros apoios a conceder casuisticamente, nomeadamente em deslocações e coreografias.

O Sporting CP regista e agradece o empenho e os contributos de todos os GOA na alteração do modelo de cooperação, que permite a adopção de um modelo mais justo para com os Associados do SCP e que, no espírito e cumprimento do protocolo e da Lei – a presente e a futura – permitirá ao Clube continuar a apoiar os GOA para que estes continuem a apoiar o Sporting Clube de Portugal".

publicado às 03:45

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 06.05.19

 

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Carrinhas do Directivo Ultras XXI, claque do Sporting, foram este domingo vandalizadas na Luz, durante o jogo de andebol com o Benfica. As imagens mostram mesmo vidros partidos em algumas viaturas e a sigla dos No Name Boys escrita a vermelho, assim como referências a Marco Ficcini e ao very light que matou um adepto leonino na final da Taça de Portugal de 1996.

 

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Fonte do Sporting criticou a inércia da polícia pelo facto de as viaturas, naquele momento, estarem num local à guarda das forças de segurança. De resto, não se registaram quaisquer confrontos entre adeptos durante a partida.

 

publicado às 04:03

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 25.02.19

 

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"Toda a gente entende a afirmação de Frederico Varandas segundo a qual o ataque à Academia de Alcochete constituiu "o maior rombo financeiro e desportivo da história do clube" e toda a gente sabe quem gerou as condições para que o Sporting visse rebentar dentro das suas próprias instalações um dos barris de pólvora mais indignos da história do futebol.
 
Parece fácil restaurar todos os estragos (e as consequências financeiras, cujas contas finais serão apuradas a seu tempo), mas não é. O Sporting precisa de tempo para sarar feridas tão profundas. E isso só poderá ser feito, se os sócios do Sporting perceberem o que aconteceu ao clube e quem o atirou para uma situação tão delicada.
 
Frederico Varandas — sem ruído mas com coragem — colocou o dedo em várias feridas. Uma delas foi a das claques. Na verdade, é preciso ter coragem para mexer no vespeiro. Naquilo que ele representa de subversão de todos os valores que devem estar associados ao desporto e às sociedades. Varandas relembrou que fez parte da Juve Leo quando não (lhes) era dado nada em troca.
 
As claques, entretanto, por responsabilidade das Direcções, passaram a ser espaços de negócio e de poder. E o clube ficou e estava refém das claques. Dos seus caprichos e das suas exigências. Desmantelar o todo desse processo não é fácil. Mas é um imperativo de consciência para quem quer fazer crescer o clube. E, para isso, como diz Varandas, as claques não podem estar acima dos sócios que pagam as suas quotas e bilhetes e que se devem enquadrar num regime de normalidade".

 

Um breve excerto da crónica semanal de Rui Santos, no Record.

 

publicado às 02:49

Foto do dia

Rui Gomes, em 19.02.19

 

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Uma das tarjas exibidas no domingo. Qual é o seu significado ?

 

publicado às 04:29

 

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"Existem 28 Grupos Organizados de Adeptos (GOA) constituídos por 4.701 membros", avançou esta sexta-feira à Lusa a Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD).

 

Dos 18 clubes da Primeira Liga, apenas o Benfica, o Moreirense e o Portimonense não têm as claques legalizadas, uma vez que decorrem actualmente os processos de instrução e decisão relativos à inscrição da Armada Vermelha (Santa Clara) e da Famaflagrante (Chaves).

 

O Sporting é o clube que conta com mais elementos registados nas suas quatro claques organizadas: Juventude Leonina (1.632), Directivo Ultras XXI (709), Torcida Verde (358) e Brigadas Ultras (238). No total, são 2.937 membros de claques afectas aos 'leões', 62% do total de membros registados em Portugal.

 

Segue-se o FC Porto, com 958 membros distribuídos nos dois GOA dos 'azuis e brancos': Super Dragões (743) e Colectivo Ultras 95 (215). Ora,somando os membros registados do Sporting e do Porto (3.895) chega-se à conclusão que ambos os emblemas contam com 83% do total de elementos inscritos nesta vertente do futebol português.

 

Curiosamente, o terceiro clube português com mais 'ultras' registados é a Académica de Coimbra (114), que actua na II Liga de futebol. Depois, vem o Marítimo (91), o Belenenses SAD (72), o Tondela (71), o Nacional (62), a Sanjoanense (56), o Vitória de Setúbal (50), o Caldas (48), o Boavista (31), o União da Madeira (27), o Braga (25), o Desportivo das Aves (20), o Gil Vicente (17), o Feirense (12), o Vitória de Guimarães (11), o Rio Ave (9) e o Arouca (9).

 

Tanto a Naval 1.º de Maio como o Beira-Mar, apesar de terem as suas claques legalizadas, não disponibilizaram o número de membros associados.

 

Na terça-feira, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) puniu o Benfica com a interdição do Estádio da Luz por quatro jogos, uma decisão à qual os 'encarnados' anunciaram oposição com uma providência cautelar no Tribunal Arbitral do Desporto.

 

Em causa, está uma queixa apresentada pelo Sporting na época de 2016/17 contra o rival pelo apoio prestado a claques não legalizadas.

 

publicado às 04:02

Quem exerce o poder no Sporting ?

Naçao Valente, em 19.11.18

 

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Todo o Mundo é feito de mudança. A frase que visa representar a evolução da humanidade deve-se a Camões. A mudança, no sentido do progresso, é muitas vezes feita com boas intenções, isto é, com o intuito de tentar tornar melhor a vida das pessoas. Mas mesmo feita com sentido positivo, houve sempre quem se servisse de boas intenções em sentido negativo.

 

A introdução vem a propósito do aparecimento das claques no futebol. Não é seguramente um assunto dos mais prioritários, neste momento, na vida do Sporting, mas não deixa, por isso, de ser relevante.

 

A claque, como grupo organizado, em sentido restrito, teve a sua origem na presidência de João Rocha, e trazia consigo o objectivo de constituir um grupo que animasse as bancadas, o décimo segundo jogador "dentro do campo". O bom princípio evoluiu paralelamente à evolução da sociedade, que nalguns aspectos, relacionados com certos valores, regrediu.

 

Quando vivia em Lisboa e era presença habitual no estádio demolido, os adeptos estavam presentes em grande número e não regateavam apoio às equipas, desde o princípio ao fim do jogo. Nunca senti a necessidade de qualquer grupo específico para animar as bancadas. Por isso, assumo-me com anti-claquista, em qualquer clube.

 

Hoje, as claques dispõem de regalias que não são atribuídas a outros associados, mas não podem ser todas colocadas no mesmo saco. Quero aqui distinguir a Juve Leo, pela gente que atrai, pelas regalias especiais de que dispõe, e pelo poder que foi ganhando dentro do Clube, sobretudo desde a presidência anterior. Foi transformada pelo ex-presidente numa guarda pretoriana, que garantia o seu poder. O poder que a sustentava caiu, no entanto, esta continua a exercer a mesma influência, e de certo modo a mesma arrogância.

 

O novo presidente, se quer ter independência, tem de se impor a esta situação. A Juve Leo não pode ser um poder e/ou contra-poder, conforme as conveniências, na estrutura do Sporting. Frederico Varandas se diz ter coragem, tem de a mostrar nos dossiês difíceis, e encontrar uma solução.

 

Para mim, que não quero ser politicamente correcto, era extinta, mas admito que possa haver outras soluções. Não se pode dissociar o comportamento das claques da vontade do dirigismo, sobretudo do mau dirigismo. Tem que se definir, claramente, quem exerce o poder legítimo no Sporting.

 

publicado às 04:49

 

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A manchete do Correio da Manhã - fonte original da notícia - indica que o presidente do Sporting "abre guerra à Juve Leo". 

 

Mesmo confirmando-se as novas medidas, não me parece que seja tanto assim, mas talvez explique o pequeno incidente em Londres, em que Mustafá e uma dezena de elementos desta claque tenham abandonado a sede do Núcleo do Sporting de Londres após a chegada do presidente, ainda antes do jogo com o Arsenal.

 

Ao que consta, Frederico Varandas mudou as regras de financiamento das claques do Sporting, nomeadamente da principal, a Juve Leo, cortando com benesses que eram anualmente negociadas entre o anterior presidente, Bruno de Carvalho, e as chefias das claques – só a Juve chegava a embolsar 14 mil euros por cada jogo em casa, na venda de bilhetes concedidos pela direcção. De resto, o actual líder dos leões cortou com as viagens ao estrangeiro oferecidas a elementos das claques no avião da equipa principal.

Pelos vistos, a direcção de presidente destituído chegava a dar à Juve Leo cerca de 400 bilhetes (de 20 euros) por jogo em casa; e vendia-lhes outros 600 a metade do preço. Tudo revendido, permitia à chefia da claque amealhar dezenas de milhares de euros – algo que a gestão de Frederico Varandas está a pôr em causa. A relação do Clube com a claque deteriorou-se após a invasão a Alcochete.

 

Há quem argumente, não sem razão, que as medidas a tomar contra a Juve Leo deviam ser muitíssimo mais severas, não excluindo até a sua expulsão do Clube. O facto de "apenas" alguns elementos da claque terem participado no ataque à Academia, não é minimamente abonatório relativamente ao todo do grupo.

 

publicado às 13:30

A primeira derrota: Claques 1-Varandas 0

Naçao Valente, em 01.11.18

 

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Nunca disse que Peseiro era o melhor treinador para o Sporting. Sempre tive a consciência que era um técnico transitório. O que foi possível encontrar numa situação bastante difícil. Assumiu o cargo sabendo que era uma missão de muito risco. Quis assumir esse risco com a percepção que poderia dar volta à situação, e provar os seus méritos técnicos. Ao que me informaram, terá prescindido de um contrato nas "arábias", possivelmente bem mais interessante financeiramente.

 

Sabia que tinha um plantel desfalcado e muito inferior ao dos adversários mais directos. No entanto, arrumou a casa e conseguiu manter a equipa na luta em todas as competições, estando a dois pontos da liderança. Nunca se desculpou com a evidente falta de qualidade do plantel, com a agravante de não ter podido contar com jogadores insubstituíveis, como Mathieu, Bas Dost e Raphinha.

 

Com um plantel de segundas linhas, que quando chamadas a intervir não mostraram competência, foi mantendo a equipa na luta nas provas secundárias. A equipa que jogou contra o Estoril, possivelmente, não se aguentava na Segunda Liga. A decisão, tomada a quente, depois de uma derrota numa prova secundária, que ainda não está perdida, não abona em favor da postura racional que se exige a um Presidente. O presidente Varandas, no aspecto desportivo, mostrou ser mais do mesmo. Mostrou estar ao nível do mau dirigismo português. Um Presidente, tipo "pato bravo". 

 

Mostrou que está refém das claques, das bancadas. Os adeptos pensam (ou não pensam)  o Clube na base da irracionalidade. O Presidente não o pode fazer. As claques venceram. O Presidente foi derrotado. Se considera que é esse o caminho começa muito mal. A irracionalidade venceu o bom senso. Seja qual for o treinador que substitua Peseiro, mesmo que seja Mourinho ou Guardiola, ou até os dois, não será campeão com este plantel. Ao que parece, os adeptos ficam satisfeitos com boas exibições. Eu, sou do contra, prefiro comemorar títulos.

 

Mas o problema do Sporting não é apenas de plantel ou de equipa técnica. O problema é de estrutura e de organização. A construção de uma equipa vencedora, não se faz de um dia para o outro. A anterior Direcção, mau grado, a situação em que deixou o Sporting, até esteve no bom caminho, desportivamente, nos dois primeiros anos. Depois começaram as loucuras do Presidente destituído e deu no que deu. Este Presidente que viveu o Sporting por dentro parece que não aprendeu nada. E de uma outra forma quer seguir as mesmas "pisadas".

 

Esta má decisão, pode ser o pronúncio de uma caminhada que levará ao insucesso. E poderão ser mais 16 anos sem títulos. Na campanha eleitoral afastei-me de Varandas, pelo seu posicionamento de querer agradar a gregos e troianos. Nos debates surpreendeu-me pela negativa, nomeadamente pelos ataques de personalidade que fez a alguns adversários. Foi o escolhido pelos sócios, como o anterior. Começo a duvidar que tenha sido uma boa escolha. Rendeu-se às claques. Estas hoje rejubilam, como se vê por aqui. Amanhã quem estará na linha da frente, será o próprio Varandas.

 

E se no final do campeonato, a manter-se este plantel, a equipa ficar a mais de dois pontos do primeiro lugar e afastada de todas as competições, quero ver como vai justificar este despedimento, decidido numa noite mal dormida. Afinal, Frederico Varandas vem para unir ou desestabilizar?

 

P. S. : Achei alguma graça, sem a ter, aos obsessivos anti-Peseiro, que hoje voltaram em força, ausentes depois da exibição razoável e da vitória clara sobre o Boavista. Tiveram uma vitória que pode ser de Pirro, mas não sei se para o Sporting não terá sido uma derrota.

 ADENDA : Um leitor defendeu nos comentários, que Peseiro não foi despedido por pressão das claques. Talvez faça sentido. Segundo os ultimos desenvolvimentos na Comunicação Social, sempre foi intenção de Varandas despedi-lo. E não o fez, no imediato, porque a equipa estava invencível e no primeiro lugar. Diz-se que até já teria treinador "apalavrado". Apenas esperou que se criasse o ambiente propício. A ser assim, e digo-o com todas as reservas, ainda me parece mais grave. E leva-me a questionar o carácter do cidadão Varandas.

publicado às 15:30

Ainda os ruídos nocivos das claques

Rui Gomes, em 29.10.18

 

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No fim do encontro, as claques leoninas começaram a fazer a coreografia, já habitual em Alvalade e celebrizada pela selecção de futebol islandesa. No entanto, os jogadores do Sporting apenas agradeceram e não acompanharam as palmas dos adeptos.

 

Logo de seguida viraram as costas a essa bancada e optaram por dar uma volta ao estádio e agradecer a todo o público que se manteve até esse momento. As claques não gostaram e assobiaram, de imediato, os jogadores, assim como toda a equipa técnica.

 

Mas as vaias não se ficaram por aqui na noite de ontem, em Alvalade. Antes de a partida começar, quando o speaker do estádio anunciou a equipa dos leões, o nome do treinador, como sempre, foi anunciado por último. Mal se ouviu José Peseiro nas colunas, o público foi perentório a reagir com um coro de assobios, mostrando todo o seu desagrado com o atual técnico leonino.

 

Não sei qual é a solução, ou melhor, a solução mais viável, mas a Direcção do Sporting, mais cedo ou mais tarde, vai ser obrigada a clarificar a existência das claques de uma vez por todas.

 

publicado às 16:30

 

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Artur Torres Pereira e Sousa Cintra, presidentes da Comissão de Gestão e da Sporting SAD respectivamente, vão marcar presença numa conferência de imprensa onde também estarão elementos afectos às quatro claques organizadas do Sporting (Juventude Leonina, Torcida Verde, Directivo e Brigada).

 

Não é claro a intenção desta conferência, salvo, porventura, dar a saber que já houve uma reunião entre as partes e que a situação está "normalizada". De qualquer modo, nesta altura, não há muito que os dirigentes transitórios possam fazer. O ónus de esclarecer a existência das claques no Sporting recairá sobre a nova liderança, após o acto eleitoral de 8 de Setembro.

 

Não sou e nunca fui pessoa de meias medidas e, confesso, que sinto enorme dificuldade em reconhecer a continuidade da Juventude Leonina no universo Sporting, após o infame evento de 15 de Maio, em Alcochete. E não me interessa saber se são "apenas" 14 ou 30 dos seus membros que estiveram envolvidos no ataque e se serão ou não condenados em tribunal.

 

Se já existiam muitas questões com as claques, a mera natureza do acto de registo devia ser o suficiente para se tomar medidas severas e definitivas, com ou sem a participação do Governo.

 

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publicado às 13:01

Vergonhoso e inadmissível !

Rui Gomes, em 06.05.18

 

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Um início atribulado devido ao lançamento de tochas para o relvado, por parte das claques do Sporting, que interrompeu o jogo durante cerca de três minutos.

 

É inevitável que o Sporting seja severamente multado por esta acção das claques. Mais do que isso, esperamos agora que o presidente que, por norma, vem a público por tudo e por nada, venha condenar veemente este vergonhoso comportamento.

 

Como se trata da sua "guarda pretoriana", será melhor esperar sentado!

 

publicado às 03:24

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