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A perseguição não tem pausa

Rui Gomes, em 13.12.20

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João Mário homenageado antes do jogo com o Paços de Ferreira

pelos seus 100 jogos de leão ao peito.

O Conselho de Disciplina da FPF instaurou um processo disciplinar a Frederico Varandas, Miguel Braga e ainda ao jogador João Mário pelas críticas destes à arbitragem após o jogo Famalicão vs Sporting. Segundo explicou o CD em comunicado, a decisão "tem por base participação disciplinar apresentada pelo Conselho de Arbitragem da FPF, por alegadas declarações proferidas em órgão de comunicação social".

O referido processo foi enviado à Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, "ficando excluída a publicidade até ao fim da instrução", pode ainda ler-se na nota.

Veremos o que vai sair deste processo. Qualquer eventual sanção a Frederico Varandas e Miguel Braga é de menores consequências, já o mesmo não se pode dizer de João Mário, caso venha a implicar o seu afastamento de jogos.

O que o presidente disse no final do jogo em Famalicão já é bem conhecido. Eis o que João Mário afirmou na flash-interview da Sport TV:

"Anularam-nos um golo limpo, no final, já vi o lance e não consigo ver falta. Faz parte, mas é difícil compreender esta decisão. Há que haver respeito e não houve. Acabamos por responder a algumas bocas do banco do Famalicão. Foi um bom jogo e infelizmente não nos deixaram ganhar.

Sinto orgulho por atingir a marca de 100 jogos pelo Sporting. Faltou a vitória, fizemos por isso, chegámos a marcar, mas o árbitro acabou por anular o lance".

A verdade tem um peso que nenhuma mentira pode falsificar, mas... tem o seu preço!

publicado às 03:33

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Vou tentar ser breve, porque isto refere a um assunto que dá para o proverbial "pano para mangas", com muitos metros de tecido.

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol instaurou dois processos disciplinares a Frederico Varandas. Em causa, segundo o documento, estão as declarações do presidente do Sporting a criticar a arbitragem após o clássico com o FC Porto e ainda a acusação a Pinto da Costa.

No primeiro caso, pode ler-se que o processo... "tem por base participação disciplinar apresentada pelo Conselho de Arbitragem da FPF, por alegadas declarações proferidas em órgão de comunicação social". Recorde-se que após o jogo em Alvalade, Varandas apontou o dedo ao penálti revertido aos leões. "Sabem quando é que este penálti era revertido no Dragão ou na Luz? Nunca", disse na sala de imprensa.

No que toca ao segundo processo, surgiu por "alegadas declarações proferidas em órgão de comunicação social, visando dirigente desportivo de sociedade anónima desportiva", mais concretamente por Varandas ter apelidado Pinto da Costa de "bandido".

Nota adicional, na sequência também do clássico, para a instauração de um processo de inquérito a Rúben Amorim, para "apuramento de eventuais declarações alegadamente feitas pelo agente desportivo e referidas na participação disciplinar apresentada pelo Conselho de Arbitragem, assim como modo de apurar a eventual responsabilidade disciplinar inerente à factualidade que subjaz a tais declarações e que pode associar-se a eventuais omissões do relatório da equipa de arbitragem."

- O processo relativamente aos comentários de Frederico Varandas sobre a arbitragem do jogo com o FC Porto já era esperado, não sendo, portanto, surpresa alguma;

- Deixa-me algo perplexo, no entanto, um segundo processo pelas acusações dirigidas a Pinto da Costa. Desde quando é que o Conselho de Disciplina da FPF intervém em casos que constam de troca de "bocas" entre presidentes de Clubes?

- O organismo federal levantou algum processo pelas "declarações proferidas em órgão de comunicação social, visando dirigente desportivo de sociedade anónima desportiva" por intermédio de Jorge Nuno Pinto da Costa, no que ao presidente do Sporting e da Sporting SAD diz respeito?

- Por fim, um processo de inquérito a Rúben Amorim e a causa da sua expulsão durante o clássico. É a minha memória que falha, ou o treinador do Sporting não foi já punido com seis dias de suspensão e multado em 3.825 euros?... Ou será isto relacionado com um outro aspecto do incidente?

Para terminar - e já não estou a ser tão breve como gostaria - um excerto da crónica de Eduardo Dâmaso, em Record, que toca no assunto:

"Não sei se um bandido será sempre um bandido, como disse Frederico Varandas... até porque os manuais por onde estudei direito penal defendiam o contrário, ou seja, a famosa ressocialização dos delinquentes. Mas sei que, para formar uma opinião sobre o que aconteceu no Apito Dourado, não preciso de ir ouvir as escutas nem de ouvir a canção do bandido sobre a presunção de inocência ou a falta de condenações. E também não preciso de ir ao futebol - de pertencer ou, tão só, frequentar o seu mundo - para perceber que Varandas, pessoa que não conheço, trava a luta certa contra uma claque. E que Pinto da Costa (ou Luís Filipe Vieira) nunca teria condições para fazer o mesmo e dar um exemplo de grande dignidade moral".

ADENDA

A acreditar no que é hoje noticiado por Record, o CD da FPF vai investigar a "dualidade de critérios" denunciada por Rúben Amorim. Ou seja, tudo aquilo que Sérgio Conceição disse durante o clássico e que o árbitro e quarto árbitro - este em posição ideal para ouvir tudo - ignoraram e que não resultou em punição durante o jogo nem constou no relatório.

publicado às 03:34

Quando os anjos descem à terra

Rui Gomes, em 04.10.17

 

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Para ser sincero, não é que seja um assunto que me incomoda muito, talvez por não nos oferecer nada de novo, mas sobretudo por ser apenas mais um caso entre tantos outros que vêm a debate no futebol português.

 

Ao ler as passagens citadas do acórdão do Conselho de Disciplina sobre o processo da queixa do Sporting contra o Benfica, fiquei com a sensação de que estava perante uma muito imaginativa coreografia de uma peça de teatro que anima um qualquer palco de Lisboa, porventura com o título do post "Quando os anjos descem à terra".

 

"Uma troca de palavras (...) sem conteúdo significativo." Foi assim que Artur Soares Dias descreveu a conversa com Rui Costa no intervalo do Sporting-Benfica da época passada, disputado em Abril, e que motivou uma participação disciplinar do Sporting, que acusou o director-desportivo das águias, bem como o treinador Rui Vitória e o assessor jurídico Paulo Gonçalves de "tentarem coagir" o árbitro portuense para a segunda parte.

 

O Conselho de Disciplina arquivou recentemente a queixa em questão, absolvendo o trio de benfiquistas, baseando-se sobretudo nos depoimentos de Artur Soares Dias e dos delegados da Liga ali presentes - também eles foram alvos de participação do Sporting por alegada omissão nos respectivos relatórios.

 

"Confirmo ao intervalo a existência de uma troca de palavras no túnel com elementos do Benfica e do Sporting, no meu entender sem conteúdo significativo relevante para mencionar esses fatos no relatório, assim como acontece na maioria dos jogos, onde os elementos da equipa evidenciam as sua razões de discórdias das decisões tomadas no primeiro tempo", começou por descrever Soares Dias.

 

"Em nenhum momento a minha atitude foi diferenciado entre os elementos das duas equipas, mantendo o diálogo e a calma habitual de forma a naturalizar os ânimos que por norma são emocionantes e fervorosos neste tipo de jogos", prosseguiu o árbitro, salientado que a sua conduta "teria sido a mesma caso a conversa tivesse ocorrido em pleno relvado". "Termino realçando que em nenhum momento me senti condicionado, nem senti que tivesse sido posta em causa a minha competência, uma vez que o diálogo foi cordial e normal", garantiu.

 

Os delegados da Liga, por sua vez, acabaram por confirmar que Rui Costa e Artur Soares Dias "conversaram acerca de alguns lances mais controversos ocorridos na primeira parte do jogo. Diálogo este que, que ocorreu de forma normal, tranquila, calma, aberta e igual a tantas outras conversas que ocorrem semanalmente nos estádios de futebol", explicaram, garantindo que "nunca ocorreu qualquer tentativa de 'pressionar, coagir e influenciar o discernimento da equipa de arbitragem para a segunda parte do jogo' como fantasiosamente pretende fazer passar a participação disciplinar efectuada pela Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD".



Dois penáltis em causa

 

Reinaldo Teixeira, coordenador dos delegados da Liga, também foi ouvido, pois estava no túnel de Alvalade e foi indicado como testemunha. "O sr. Rui Costa interpelou o árbitro principal da partida, dizendo-lhe num tom cordial e respeitoso algo como 'Ò Artur, o que é que é preciso para marcar penáltis? São logo dois', respondendo ato contínuo o referido árbitro 'Ó Rui, essa é a tua opinião, eu não vi penáltis nenhuns'", consta do acórdão divulgado esta terça-feira pelo Conselho de Disciplina.

 

"Nesse momento chegam dois elementos da equipa do Sporting, nomeadamente Raul José, treinador-adjunto, e Nélson, treinador de guarda-redes, que se dirigem a Rui Costa, afirmando 'Joguem à bola, não reclamem'. A esta afirmação o sr. Árbitro responde dizendo 'A conversa não é convosco, posso conversar com este Senhor?'. E com esta resposta do Sr. Árbitro os referidos elementos da Sporting SAD dirigiram-se para o seu balneário", conta Reinaldo Teixeira.

 

Segundo a mesma testemunha, nesse momento já estavam na zona do túnel Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves. Este último "não emitia opinião, estando um pouco mais afastado do local onde os agentes desportivos dialogavam".

 

"O presidente Luís Filipe Vieira dirigia-se somente aos seus jogadores com as seguintes expressões 'É hora de descanso. Vamos para o balneário. Balneário, balneário', ao mesmo tempo encaminhando-os para o referido balneário", conta.

 

Quanto às palavras de Rui Costa, Reinaldo Teixeira considerou que as palavras ditas ao árbitro Soares Dias "não" visaram condicionar, pressionar ou colocar em cousa a competência do referido árbitro. "Mais esclareceu que conhece o sr. Rui Costa há muitos anos e que noutros jogos já assistiu a intervenções do sr. Rui Costa, aí sim, agressivas e impróprias. Neste caso em concreto, assistiu somente a um diálogo correto, cordial e respeitoso", pode ler-se no acórdão.

 

Os árbitros-auxiliares Paulo Soares e Rui Licínio, bem como João Pinheiro - quarto árbitro - corroboraram todos estes testemunhos.

Imagens de videovigilância não desmentem

 

O Conselho de Disciplina viu também as imagens do sistema de videovigilância. "Ainda que pontualmente a conduta dos agentes desportivas ora em causa se possa aproximar, ali ou acolá, de revelar maior exaltação, julgamos que não têm as mesmas nem a virtualidade de colocar em causa 'a palavra' dos agentes de arbitragem, quanto a factos por si diretamente percecionados e no exercício das suas funções, nem sequer de romper as malhas de qualquer ilícito disciplinar.

 

Por isso, e considerando que todos os factos apurados se traduzem num manifestar de discordância relativamente a decisões da equipa de arbitragem num quadro de respeito pelo árbitro, afiguram-se suficientes para afastar a prática de qualquer ilícito disciplinar ou, no mínimo, sustentar uma dúvida razoável sobre a conclusão essencial do cometimento, pelos arguidos, das infracções pelas quais vinham indiciados".

 

publicado às 04:36

 

O Conselho de Disciplina (CD) teve uma quinta-feira preenchida e mandou instaurar um total de seis processos disciplinares. Dois deles, resultam de participações do Sporting contra elementos do Benfica.

 

O processo n.º 64 tem como alvos Rui Vitória, Rui Costa, Paulo Gonçalves e a SAD encarnada pelos eventos no túnel ao intervalo do «derby» de Alvalade. A novidade aqui é que também o árbitro Artur Soares Dias e os delegados da Liga, Rui Manhoso e Manuel Castelo, têm processo disciplinar, por, no entender do Sporting, não terem relatado a alegada coação de responsáveis do Benfica ao juiz da partida.

 

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O outro processo disciplinar que atravessa a Segunda Circular é a Luís Filipe Vieira e também por queixa do Sporting. Neste caso, estão em causa as declarações do presidente do Benfica após o dérbi, em que recordou Vale e Azevedo ao falar de Bruno de Carvalho.

Ambos os processos são instaurados automaticamente, já que resultam de participações de um clube. Agora, compete à Comissão de Instrutores da Liga conduzir a investigação. 

 

Um dos outros processos abertos é a Francisco J. Marques, director de comunicação do FC Porto, e à sociedade portista. Neste caso, resulta de ação direta do CD e tem como motivo as declarações do responsável dos dragões, que apontou o órgão de disciplina como "ponta-de-lança do Benfica".

 

E assim anda a guerra da Segunda Circular, ameaçando não ficar por aqui.

 

publicado às 04:15

Uma autêntica palhaçada !!!

Rui Gomes, em 13.02.13

 

Duas decisões do Conselho de Disciplina da FPF que reflectem a autêntica palhaçada que é o futebol português, algo, aliás, que não deve surpreender ninguém. Óscar Cardozo, por agressão a um adversário e por conduta para com o árbitro, que também pode ser considerada agressão, de acordo com a Lei 12, das Leis do jogo da FIFA, é punido com um (1) jogo de suspensão. A outra irrisória decisão, absolve o FC Porto por ter utilizado três jogadores frente ao V. Setúbal para a Taça da Liga, menos de 72 horas depois de os três terem jogado pela equipa B frente à Naval, alegando o organismo que o regulamento não é extensível a jogos a contar para a Taça da Liga. Depreende-se, então, que os jogos da Taça da Liga não são jogos oficiais, uma vez que o regulamento visa abranger todos os jogos oficiais. Isto é somente o futebol português, onde as leis que são para uns, não são para outros.

 

 

publicado às 14:45

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