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Estive pouco tempo no Conselho Leonino, mas o suficiente para perceber algumas coisas sobre a relação entre o Presidente do Conselho Directivo e o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal. Ou seja, entre Bruno de Carvalho e Jaime Marta Soares.

 

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O momento que infelizmente atravessa o Clube do meu coração leva à necessidade de uma reflexão bem profunda sobre estas questões, assim como de esclarecimento de algumas situações a bem da verdade e da transparência. Num altura crítica em que a família sportinguista se revela profunda e severamente dividida, seria bom que todos nos guiássemos pela razão e não pela emoção. 


Numa nota prévia, importa esclarecer o seguinte: o Presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) é, por inerência, Presidente do Conselho Leonino (CL). Ou seja, Jaime Marta Soares é o actual Presidente dos dois Órgãos. 


Ao invés, o Presidente do Conselho Directivo tem assento no Conselho Leonino, tal como os restantes membros dos outros Órgãos Sociais, mas não tem por exemplo poder de voto. Poder de voto no Conselho Leonino têm os 50 membros eleitos e são eles que deliberam sobre os assuntos aí discutidos e levados a votação. Isto é importante para se perceber o que contarei mais à frente. Ora, desde a primeira reunião deste Conselho Leonino (requerida pelos 11 membros eleitos pela Lista C, a lista independente encabeçada pelo Gonçalo Nascimento Rodrigues e pela qual fui eleito), que ficou claro quem realmente comandava os trabalhos daquele Órgão Social. E não era Marta Soares. 


Bruno de Carvalho, como qualquer outro membro deste Órgão, deveria sentar-se na plateia do Auditório Joaquim Agostinho onde se realizam as reuniões do CL. Mas não. Em todas as reuniões em que esteve presente, sentava-se na Mesa do Conselho Leonino, no palanque, como se de um Membro dessa Mesa se tratasse, num claro abuso de poder e em total desrespeito não só pelos Membros dessa Mesa como dos restantes Conselheiros Leoninos, a quem nunca teve, sequer, a cortesia de perguntar se alguém se opunha.


E isto, podendo parecer um pormenor sem importância, fazia toda a diferença na forma como os trabalhos se desenrolavam. Porque não tenhamos a menor ilusão: Bruno de Carvalho manipula, exerce influência, intimida, grita, mente e vence pelo cansaço e pela sua retórica quem de si discorda ou ousa fazer-lhe frente.


O comportamento e as intervenções dos outros Conselheiro Leoninos, principalmente os eleitos pela sua Lista (aqueles que apareciam nas reuniões), eram sempre claramente condicionados pela presença do Presidente do Conselho Directivo (CD). Tal como era o do Presidente do CL, que relembro, é o Presidente da MAG, Jaime Marta Soares.


Este tinha, invariavelmente, face a Bruno de Carvalho, um comportamento demasiado permissivo, muitas vezes em atropelo pelos Regulamentos e Estatutos. Autorizava, permitia, fechava os olhos, condescendia, não negava, não se impunha, dava o dito por não dito, voltava atrás e não se impunha perante o presidente do CD, quando tinha tudo (e até o dever) para o fazer.


Sobre a forma de actuação típica de Bruno de Carvalho deixo aqui um claro exemplo:


O Programa Eleitoral da Lista C passava claramente pela reformulação do Conselho Leonino e para isso apresentámos várias medidas. Medidas essas que fizemos questão de apresentar e colocar a votação logo na primeira reunião do CL. Por questões meramente formais não deixaram que essas propostas fossem sequer votadas. E ainda fomos acusados de tentativas de “golpe de Estado” e outros epítetos.

 

Voltamos noutra reunião a apresentar as mesmas propostas, de organização interna do CL, seguindo desta vez os necessários formalismos. Mas nessa reunião foi-nos pedido para retirar essas propostas e o presidente do CD quis falar connosco aparte, dizendo que iria ele apresentar uma proposta no mesmo sentido mas feita à maneira dele e na forma como ele entendia que lhe podia ser mais útil. Acedemos e retirámos as propostas, para servir os interesses do Sporting e do seu presidente. Poucas semanas depois, fomos surpreendidos pelo anúncio de uma Assembleia Geral Extraordinária onde se iria discutir, entre outras coisas, uma alteração estatutária que abolia o Conselho Leonino enquanto Órgão Social do Clube.

 

E aqui se deu o primeiro passo rumo ao precipício. Essa AGE, de má memória, acabou de forma caótica, na sequência de uma condução dos trabalhos absolutamente desastrosa e incompetente por parte de Marta Soares que não conseguiu, uma vez mais, impor-se no seu papel e abrindo um fosso na relação com Bruno de Carvalho, o CD e até membros da sua MAG. A partir daí, foi sempre a piorar. 


Na AGE que se seguiu, semanas depois, Bruno de Carvalho não só aprovou as alterações estatutárias (parece-me que a grande maioria dos sócios ainda nem percebeu bem as consequências de daí advirão...), como saiu reforçado, com quase 90% dos votos a favor da sua continuidade. Isto é importante para se perceber que a guerra a que hoje se assiste entre Bruno de Carvalho e Marta Soares, entre o CD e a MAG, é apenas o culminar de uma série de situações e o reflexo de uma dinâmica de poder que de repente se viu ameaçada. 


É que é na sequência dos eventos que se sucederam à eliminatória com o Atl. Madrid que pela primeira vez o Presidente da MAG começa a manifestar alguma intenção de fazer valer o seu poder enquanto figura número do 1 do Clube e a querer fazer frente a Bruno de Carvalho. Este não gostou e começou a espiral que infelizmente conhecemos.


Que não restem dúvidas: o Presidente da MAG é a figura principal do Clube e Bruno de Carvalho e o CD não têm poder para o destituir, retirar poder, impedir acesso a instalações ou seja lá o que for. Tal como não têm poder nem legitimidade nenhuma para instituir uma treta qualquer provisória que assume os direitos e deveres da MAG e convoca AGs. Isso não existe, não tem qualquer fundamento e não está de forma alguma previsto nos Regulamentos ou Estatutos do Sporting Clube de Portugal. São os sócios do Sporting Clube de Portugal que votam e escolhem os seus representantes nos Órgãos Sociais do Clube. Qualquer votação ou decisão que seja tomada nessas AGs são irregulares e serão nulas.

 

É fundamental que se perceba o que aqui está em jogo e é fundamental que os sócios tenham conhecimento daquilo que se está a passar. Consta numa dessas “convocatórias” uma (mais uma) suposta alteração estatutária que põe de vez o Sporting Clube de Portugal nas mãos e sujeito às vontades do Presidente do CD. E isso não é admissível no Sporting Clube de Portugal, nem com este Presidente nem com nenhum outro. 


Os graves e infelizes acontecimentos das últimas semanas com a equipa de futebol profissional e as notícias que têm saído na comunicação social envergonham-nos a todos. Envergonham-nos e envergonham o nosso Clube. Isto não é o Sporting Clube de Portugal. Mas saibamos neste momento perceber o que é essencial. Isto não é um Bruno de Carvalho vs Marta Soares. Ou CD vs MAG. Ou Direcção vs Jogadores. Ou Direcção vs Treinador. Nem Jogadores vs Adeptos. Nem sequer importa saber de que lado está a razão. Qual razão? No meio de tanta trapalhada, de todos os lados, todos terão a sua razão e todos estarão longe de a ter. A única coisa que aqui importa é a defesa dos superiores interesses do Sporting Clube de Portugal.

 

Eu compreendo aqueles que atacam Bruno de Carvalho, como compreendo os que o defendem. Compreendo os que defendem os jogadores que rescindiram como compreendo quem os acusa de traição. Há razões de ambos os lados, há mesmo. E é tudo demasiado complexo e nada é preto ou branco. Mas o que é claro como tudo, e creio que nisso todos estamos de acordo, é que isto não é o Sporting Clube de Portugal e isto não pode continuar. 

 

Esta guerra interna a que assistimos no nosso Clube divide-nos e desvia-nos de questões mais importantes e desvia a atenção da Com. Social de questões mais importante que envolvem outros clubes. Estamos a destruir o duro trabalho que foi feito nos últimos 5 anos. E antes que isso seja irreversível, Bruno de Carvalho tem de sair, ou arrisca-se a ser o presidente que acabou com o Sporting em vez de ser o Presidente que salvou o Sporting.

 
Que venham as providências cautelares, as impugnações, venham os tribunais, venha quem vier e o que tiver de vir. Mas que venham rápida e decididamente. Estes Órgãos Sociais não têm condições para continuar e nem sequer para se recandidatar. Que venham as eleições, rápida e decididamente. Que se abra uma nova página na história do nosso grande Clube, e não tenham medo nem dúvidas, as caras e os nomes irão aparecer. Temos de deixar de viver no medo. O Sporting é muito Grande. E nunca, mas nunca, vai acabar. 


E que daqui por uns tempos possamos olhar para trás e dizer “Bruno de Carvalho foi um grande Presidente e salvou o nosso Clube”. Seria muito bom sinal. Por todas as razões.

 

Richard Warrell, ex-membro do Conselho Leonino

 

publicado às 13:41

 

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José Moniz Pereira, Francisco Calheiros, Francisco Soares dos Santos e António Pedro Carmona Rodrigues apresentaram a demissão do Conselho Leonino. Na carta enviada a Jaime Marta Soares pode ler-se que os quatro elementos não se revêem na "actual situação do clube". "Manifestamos esperança para que possa haver uma mudança profunda na situação actual e na recuperação do seu centenário prestígio, bem como da sua imagem."

 

Leia a carta na íntegra

 

publicado às 12:57

 

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Depois de Vasco Lourenço, foi agora a vez de Marçal Grilo renunciar ao mandato no Conselho Leonino. Escusando-se a explicar, o antigo ministro da Educação confirmou apenas tal decisão: "Não me demiti, renunciei ao mandato, o que é diferente".

 

Recorde-se que no sábado será escrutinada a alteração estatutária que implica a extinção do Conselho Leonino, tal como a criação de um regulamento disciplinar e a continuidade dos órgãos sociais. Para que as propostas de Bruno de Carvalho sejam aprovadas, terão de reunir 75 por cento dos votos dos associados na reunião magna que se vai realizar no Pavilhão João Rocha.

 

publicado às 04:52

 

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O tenente coronel Vasco Lourenço, ícone da revolução que deitou por terra a ditadura em Portugal, em 1974, demitiu-se esta semana do cargo que ocupava no Conselho Leonino e em entrevista à Rádio Renascença manifesta o seu desagrado pela liderança do Sporting por Bruno de Carvalho.

 

Eis um resumo das suas principais declarações:

 

"Bruno de Carvalho mostrou a natureza que tem. Foi uma decepção. Acreditei que fosse possível trabalhar com ele. Hoje, para mim, é uma pessoa que prefiro não qualificar e preferiria que ele não fosse presidente do Sporting".

 

"Independentemente dos resultados, que estão a ser bons, quer no campo desportivo quer no financeiro. Nestes últimos dias, se já tinha uma péssima imagem junto de muita gente, depois daquela última sessão de quase uma hora a falar aos sócios e das afirmações que fez e dos posts que anda a colocar no Facebook, o melhor para o Sporting é que o Bruno de Carvalho vá à procura de outra vida".

 

"Senti-me desconsiderado, como membro do Conselho Leonino. Tinha sido convidado pelo próprio Bruno de Carvalho para um órgão que ele diz que não serve para nada. Assim, demiti-me para evitar bocas de que os conselheiros tinham benesses. Não estou agarrado a qualquer benesse e que não aceito ser desconsiderado e tratado como ele tratou o Conselho Leonino".

 

"Por variadíssimas ocasiões, Bruno de Carvalho associou o seu carácter e forma de liderar ao do seu tio-avô, o Almirante Pinheiro de Azevedo. Conheci extraordinariamente bem o Almirante. Tinha virtudes extraordinárias, mas também tinha enormes defeitos. Na minha opinião, o Bruno de Carvalho tem o 'ADN' do tio-avô mas só copiou as partes negativas. As partes positivas, não as tem".

 

"As assembleias gerais são sempre muito mais fáceis de manipular do que um grupo mais pequeno. Por isso é que no Conselho Leonino, tendo lá as várias tendências, era muito mais fácil discutir de forma profunda as questões do que numa assembleia geral. Quando digo 'manipular' quero dizer que quando uma assembleia geral está mal informada é mais facilmente manipulada. E essa manipulação é feita com intervenções populistas. Se os sócios estão mal informados? Falta fazer a discussão à volta do tipo de Sporting que será construído se as propostas forem aprovadas. E não houve essa discussão".

 

publicado às 17:08

 

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Contrário aos declarados desejos de Bruno de Carvalho e Jaime Marta Soares, o Conselho Leonino, que reuniu esta terça-feira no auditório de Alvalade, chumbou a proposta para exoneração de Rui Barreiro como conselheiro. 

 

Rui Barreiro fez apenas uma breve declaração no final da reunião:

«Estou um pouco triste pelo tempo e pela importância que foi dada a esta matéria. O melhor é falar com o presidente do Conselho Leonino e amanhã voltamos a falar. Continuo conselheiro leonino, mas saio um pouco desiludido desta reunião.

 

O melhor neste momento é falar com o presidente do Conselho Leonino. Haverá um comunicado sobre o resultado, mas estou um pouco triste. De qualquer forma, amanhã (quarta-feira), com mais calma, depois de dormir sobre o assunto, falarei.

 

Vou obviamente continuar a dizer o que penso. Isso faz parte da minha matriz e, portanto, se fosse para ter satisfação pessoal o melhor era estar calado».


Aprovada, no entanto, ficou uma moção de repúdio pelas declarações recentes de Rui Barreiro, que foi convidado a demitir-se do cargo.

 

Uma clara tentativa de silenciar uma voz crítica que, pelos vistos, não resultou. Veremos com o passar dos dias se este assunto fica por aqui.

 

publicado às 09:18

O último Conselho Leonino ?

Leão Zargo, em 19.04.16

 

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O Conselho Leonino reúne-se hoje, tendo na agenda a discussão e deliberação sobre a cessação antecipada do mandato de Rui Barreiro. O presidente do referido órgão, Jaime Marta Soares, alegou que o conselheiro "violou um conjunto de regras através de intervenções públicas altamente insultuosas" para com Bruno de Carvalho e confirmou que sua a expulsão será discutida no ‘ponto seis’ da ordem de trabalhos. Por sua vez, Rui Barreiro garantiu que estará presente e que se limitou “a dar opiniões sobre factos em defesa do que considera serem os interesses do Sporting."

 

Não conheço Rui Barreiro, mas o que ele tem dito ou alertado desde há dois anos é motivo de larga conversa entre os sportinguistas e não constitui grande novidade, a não ser a afirmação de que para ele “seria uma honra ser presidente do Sporting". Bruno de Carvalho cumpriu o sonho de criança, já para o conselheiro a presidência leonina seria uma honra.

 

A entrevista à revista Sábado (19 de Novembro de 2015), que acelerou as críticas de Marta Soares, não constituiu motivo de surpresa. Parece-me consensual dizer-se que “o Sporting é um clube democrático e temos de aceitar que as pessoas tenham opiniões diversas. A Bruno de Carvalho fazia-lhe bem ter algumas noções da importância da democracia e do confronto.” Desafio quem discorde desta consideração.

 

Na referida entrevista, garantiu que “há aspectos negativos, como o belicismo permanente, que causa desunião entre os sportinguistas". Todos nós temos consciência deste facto, embora alguns considerem que daí resultam vantagens, enquanto outros receiam o contrário.

 

Ou, afirmou que "é sempre bom que o Sporting dê lucro, mas não é apenas avançar no tempo, com algumas responsabilidades, é preciso consolidá-las. Espero que as condições financeiras melhorem.” Tenho dificuldade em encontrar um sportinguista que não pense assim.

 

Opinou, ainda, que “tratar mal um trabalhador, seja o porteiro seja Carrillo, é sempre mau.” Uma banalidade, pois o esclavagismo e os escravos, e mesmo o feudalismo e os servos da gleba, há muito que foram devorados pela evolução histórica, pelo menos na Europa Ocidental.

 

Provavelmente, o grande engulho decorreu da consideração de que “ou ele muda de comportamento, relativamente àquilo que é o mundo do futebol, ou os sócios terão de ponderar se não é necessário mudar de presidente.” Ora, isto não se afirma relativamente a alguém que se supõe um ser providencial e só assim se entende a reacção à martelada de Marta Soares, acusando Rui Barreiro de "falta de ética e sentido de responsabilidade". E, logo, deixou a pairar a ameaça do processo de “cessação” de conselheiro.

 

Critica-se Rui Barreiro por falar em público, não o fazendo nas assembleias gerais. Reconheço que, em teoria, a Assembleia Geral constitui o lugar por excelência para os sportinguistas intervirem no contexto interno leonino. No entanto, nunca foi nas reuniões magnas que decorreu o essencial do debate sobre o Sporting, essencialmente porque são um território organizado por e para quem preside ao Clube.

 

É que, se os estatutos do Sporting garantem o seu carácter de representatividade, a realidade do funcionamento da Assembleia Geral anula a democraticidade e a possibilidade efectiva de participação. Quem conhece o seu regimento (e dos grandes clubes portugueses) sabe que assim é, se considerarmos o tempo de intervenção para cada sócio e principalmente o direito ao contraditório. As únicas excepções que se verificaram resultaram do facto do poder estar apodrecido e já não ter capacidade para preparar o “ambiente”. Talvez por essa razão, a acção de Bruno de Carvalho quando estava na oposição decorria noutros espaços, nomeadamente nas redes sociais e nos jornais, e não propriamente nas reuniões magnas do Clube.

 

Confesso que hesito perante a conveniência para o Sporting do funcionamento de um órgão como o Conselho Leonino. Em princípio, vejo vantagens pela sua composição através do método de Hondt, o que pressupõe a existência de um órgão consultivo de excepcional representatividade sportinguista. Mas, se é para ser aquilo que se tem verificado, como que uma caixa de ressonância da “voz do dono”, então o melhor será a sua extinção.

 

publicado às 14:45

Comunicado do Sporting

Rui Gomes, em 01.01.15

 

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Comunicado do Sporting assinado por Jaime Marta Soares - Presidente da Mesa da Assembleia Geral e do Conselho Leonino - que visa esclarecer que o anúncio público do último dia de 2014, referente à alegada intenção de demissão do conselheiro leonino Victor Espadinha não corresponde à verdade, uma vez que o mesmo já não era membro daquele Órgão Social, por incumprimento das regras regulamentares. 

 

publicado às 05:44

 

 

Não assisti ao programa Trio D'Ataque em questão, desconheço portanto os comentários de Jorge Gabriel, mas devem tido suficiente graves para motivar a Conselho Leonino a emitir um comunicado oficial. Segundo o teor deste, os Conselheiros não apreciaram a visão do comentador da RTP sobre o clube e não querem de forma alguma que esta seja interpretada como o parecer do órgão social, já que Jorge Gabriel também é Conselheiro.

 

Aparentemente existe agora um compromisso entre os conselheiros - assumido na 1.ª reunião do Conselho Leonino em que Jorge Gabriel não esteve presente - no sentido de não serem "comentadores mediáticos de futebol enquanto dirigentes do clube." Bem, mais vale tarde do que nunca, mas este compromisso já devia existir há pelo menos três anos.

 

publicado às 05:26

Tudo é um "Mar de Rosas"

Rui Gomes, em 26.06.13

 

O universo sportinguista pode dormir descansado porque tudo é um "Mar de Rosas" no Sporting do momento, de tal modo, em facto, que até o sempre contestado Conselho Leonino está em total sintonia com o presidente Bruno de Carvalho e a sua direcção, não levantando uma única questão após a apresentação do plano de reestruturação financeira, terça-feira à noite, no Auditório Artur Agostinho em Alvalade. Isto, segundo Jaime Marta Soares, que se apressou a afirmar que "há um apoio incondicional da parte dos conselheiros. Houve mesmo uma declaração a dizer que depositam total confiança na actual direcção. Foi uma grande jornada deste Conselho Leonino." 
 
O presidente da Mesa da Assembleia Geral também fez questão de esclarecer que tudo foi apresentado muito cuidadosamente, inclusive de outros pontos como a revisão dos estatutos, que "é algo que pode alterar profundamente aquilo que tem vindo a ser a vida do Sporting".
 
A revisão dos Estatutos refere ao Ponto 4 da Ordem de Trabalhos da Assembleia Geral do próximo dia 30, designadamente alterar o artigo 22º número 4 (Quotizações) e o artigo 56º número 4 (Funcionamento do Conselho Directivo e forma de obrigar) e aditar o número 9 do artigo 20º (Direitos dos Sócios).
 
A bem dizer, temos vindo a insistir que as propostas da direcção serão todas aprovadas na reunião magna de domingo e, perante este renovado sentido de concordância expresso pelo Conselho Leonino, não resta margem para dúvidas. Não sem muito cepticismo, desejamos que a referida profunda alteração à vida do Sporting seja positiva. 
 

publicado às 05:50

Últimas do Sporting

Rui Gomes, em 06.02.13

 

* O Conselho Leonino também renunciou ao seu mandato.

 

* Luis Godinho Lopes anunciou ao Conselho Leonino que não se recandidata.

 

* Daniel Sampaio afirmou que não se vai recandidatar nem apoiar nenhum candidato.

 

* Dias Ferreira «atacou» a Mesa da Assembleia Geral durante a reunião do Conselho Leonino.

 

publicado às 04:38

 

O Conselho Leonino - com cerca de 40 conselheiros presentes - esteve reunido durante mais de cinco horas e apesar da decisão não ter sido unânime, deliberou, face à estratégia económico-financeira apresentada, que é importante que o presidente Godinho Lopes e a Direcção levem o seu mandato até ao fim.

Como era de esperar, ninguém expressou satisfação pelo actual momento do Clube, nomeadamente os resultados desportivos, e até surgiram momentos tensos entre Godinho Lopes e Eduardo Barroso, mas tudo decorreu com grande liberdade de opinião e cordialidade. De algum modo surpreendente, o presidente da Mesa da Assembleia Geral afirmou que nunca foi sua intenção abandonar o cargo, apesar da sua afirmação de que «gostaria de voltar a ser adepto de bancada» e que esse assunto nem sequer foi debatido na reunião. Foi igualmente possível apurar que o Conselho Directivo equaciona alterar a estrutura do futebol profissional e contratar um «manager».

Em última análise, uma decisão louvável por parte dos conselheiros, com o bom senso a prevalecer, já que eleições antecipadas apenas serviriam para agravar uma situação já tão conturbada. Por razões que iludem a mente mais sensata, há quem não aceite o apelo à união, mesmo quando tanto indica que ela é crucial para assegurar a sustentabilidade do Clube, quer estrutural, quer desportiva. A deliberação dos conselheiros  não implica aprovação a tudo que tem sido feito pelos actuais dirigentes, em contrário, mas serve para sublinhar que só por um curso construtivo será possível salvaguardar os interesses do Sporting. Deseja-se, muito sinceramente, que este sentido de paz interna e esforço comum não seja novamente abalado por um futuro resultado de menor agrado de um jogo de futebol. Sem pretender inferir um exacto paralelo entre situações, vem-me à ideia de que o hoje histórico Sir Alex Ferguson classificou o Manchester United na 11.ª posição, na «English Premier League», no primeiro e terceiro anos do seu consulado. Qual teria sido o seu destino e o do seu clube, caso não tivesse surgido um pensamento colectivo mais ponderado e visionário ? 

 

publicado às 05:56

O Conselho Leonino debate a crise

Rui Gomes, em 28.11.12

Sempre apoiei a razão de ser, à raiz, do Conselho Leonino, como um corpo constituido por devotos sportinguistas em quem o Clube poderia depender e recorrer numa situação de enorme crise, que não apenas resultados desportivos de menor agrado. Ao longo dos anos a função tem vindo a ser diluida, parcialmente pela selecção das pessoas que o constituem e, também, por se ter distanciado do seu escopo primodial de existência. Este orgão vai reunir novamente esta noite, supostamente para exigir satisfações ao presidente Godinho Lopes e ao Conselho Directivo quanto ao estado actual do Clube, centrado, primacial e lamentavelmente, nos resultados desportivos. Para ser sincero, não vejo que mero debate, por construtivo que possa ser, venha a resolver seja o que for, quando o que o Sporting necessita, urgentemente, são acções no sentido de assegurar meios para garantir a sua sustentabilidade a curto e a longo prazo. É de prever que o dr. Eduardo Barroso vá enunciar o seu desejo de abandonar a presidência da Mesa da Assembleia Geral. Face ao seu (não) contributo desde que assumiu a função, esta disposição não causará danos práticos, mas a imagem que projecta para o exterior e que inevitavelmente será explorada e sensacionalizada pela comunicação social, não beneficiará o Clube. É de admitir, igualmente, que a controvérsia sobre eleições antecipadas venha a ser debatida pelos conselheiros. É impossível imaginar um qualquer cenário em que esta ocorrência venha a produzir os efeitos desejados, relativamente à imediata recuperação do Clube em todas as suas vertentes. Poderemos evocar projectos e mais projectos, que não passam de mitos, uma vez que o que está em estado precário é a situação financeira e nenhum projecto terá viabilidade sem o devido apoio, que não passa, na minha modesta opinião, por recorrer a fundos, medida que apenas inflacionará o já substancial endividamento. O Sporting necessita de investimento, acima de tudo, mas o seu estado actual não se apresenta como um veículo atractivo para potenciais investidores.

 

publicado às 17:37

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