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A "indigestão" de Jorge Jesus

Rui Gomes, em 23.05.21

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O treinador do Benfica voltou ao tema da Covid ao comentar uma frase do discurso de vitória no campeonato do presidente do Sporting.

Frederico Varandas disse, na Câmara de Lisboa, que tinha havido clubes a darem a Covid como desculpa para os maus resultados, como se o vírus não tivesse atingido todos os clubes.

“Não sei qual era o sentido dessa frase do presidente do Sporting. Trabalhou comigo alguns anos, como médico, e respeito-o muito. O Sporting foi um justo vencedor. O importante é valorizar quem ganha. Se alguma equipa teve problemas sérios com o Covid, tirando o River Plate, foi o Benfica. Foram 28 jogadores. Nem estou a falar da equipa técnica. O Sporting ganhou porque foi melhor. Isso [afirmações do Varandas] pode é desvalorizar o título do Sporting. Desvalorizar, e não valorizar.”

Parece-me, sobretudo, que Jorge Jesus está com dificuldades em digerir a conquista do título pelo Sporting e, ainda, o terceiro lugar da sua equipa.

Cada vez que refere jogadores encarnados infectados pela Covid-19, o número aumenta significativamente.

publicado às 04:00

 

A proposta do Benfica para que as criticas à arbitragem sejam penalizadas, com a perda de pontos, "terá pernas para andar", na opinião do especialista em Direito Desportivo João Diogo Manteigas:

 

«Terá pernas para andar certamente. Depende, claro, da vontade dos clubes e, depois, da ratificação da Federação. Eu entendo que o efeito é dissuasivo e é um bom efeito, tenta-se de alguma forma evitar o que tem acontecido nos últimos anos relativamente às relações mais complicadas entre os três grandes.

 

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Mas há uma coisa que me preocupa, todos os anos, aplicada ao futebol: tem a ver com a proporcionalidade. A medida tem de ser bem-criada e justa. À primeira vista, não sabendo neste momento o que será escrito, articulado ou feito, tenho algumas dúvidas de proporcionalidade, nada mais.

 

Se uma só pessoa cometer a falta, e esta estar sujeita a ser sancionada nos termos dos regulamentos disciplinares, não faz muito sentido a pessoa colectiva – clube ou SAD – ser punida. É desproporcional. Aumente-se os tempos mínimos de suspensão, aumente-se as multas, algo que não percebo até hoje porque nunca foi feito. Nós vemos Inglaterra, e é cada vez mais utilizado».

 

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É inevitável surgir um cínico a alegar que como o Benfica tem uma maior "mão" sobre os corredores do poder hoje em dia, é conveniente que haja um veículo para silenciar vozes discordantes e punição para quem ousar desobedecer.

 

A proposta será levada à Assembleia Geral da Liga, ainda este mês, visando a alteração dos regulamentos.

 

publicado às 13:18

Abel gosta muito de disparar...

Rui Gomes, em 14.04.14

 


Cada vez mais Abel Ferreira mostra a tendência de disparar em todas as direcções, especialmente com "tiros" que deviam ser dirigidos internamente. Ainda há poucos dias surgiu a falar de João Mário na conferência "Falar Futebol" que decorreu em Lisboa. Este domingo, depois do empate com o Farense, por 3-3, fez algo semelhante em relação a Rúben Semedo e Eric Dier: «Os primeiros dois golos que sofremos foram infantis. O segundo golo (n.d.r Semedo e Dier chocam na área e permitem o remate de Clemente) é fruto da falta de comunicação entre dois jogadores que jogam juntos. Temos de ser exigentes.» Claro, com o usual aproveitamento noticioso, as manchetes dizem "Abel Ferreira deixou críticas a Rúben Semedo e Eric Dier no final do jogo com o Farense".
 
Em Março, no final do encontro Sporting 1 Sp. Covilhã 0, o técnico da equipa B deixou mais "recados" públicos aos seus pupilos, com foco especial em Iuri Medeiros:
 
«A nossa equipa entra em todos os jogos com cinco objectivos: formar, promover estes jogadores para a equipa principal, dar competitividade a alguns jogadores da equipa A, ganhar, servir como tubo de ensaio. Gostei muito da atitude nos últimos 20 minutos, em que foi preciso sofrer. Mas, vou deixar um recado para dentro: têm de correr 11 e não 10 e nestes últimos minutos andaram 10 a correr para um (Iuri Medeiros). Isto é um tubo de ensaio e quem quiser chegar lá a cima tem de dar à perna, os que não quiserem vão embora deste Clube, porque queremos jogadores com mentalidade ganhadora, guerreiros do primeiro ao último minuto. Nem quero saber se tem muita ou pouca técnica, se é um prodígio, ou não, tem é de ter estes princípios de rigor e exigência. Quem não tiver não vai passr neste tubo de ensaio.»
 
Não se trata de debater os prós e contras desta ou quaisquer outras mensagens do género - o que ele considera recados - ou se estas têm ou não razão de ser. Nunca foi e nunca será produtivo qualquer treinador surgir publicamente a individualizar críticas e menos ainda não saber fazer a distinção entre o discurso público para o consumo dos adeptos e da comunicação social e aquele que deve ser transmitido directamente aos jogadores no foro interno. Neste último caso concreto, em relação a um jogador que regista participação em 37 jogos esta época - 31 como titular e 6 como suplente utilizado - com 8 golos marcados e com contrato com o Sporting até 2019.
 
Além de incompetência, mostra muita insegurança por parte do treinador da equipa B.
 

publicado às 11:24

O incómodo chamado José Mourinho

Rui Gomes, em 09.06.13

 

Não deixa de ser curioso que mesmo depois da sua saída do futebol espanhol, José Mourinho continua a merecer a atenção de elementos do Barcelona que não hesitam em apontar-lhe o dedo acusatório, tal o incómodo que ele lhes causou, por muito que o minimizem:

 

Xavi: «Mourinho não deixou nenhum legado no Real Madrid. Um grande clube não pode jogar como o Real Madrid de José Mourinho.»

 

Iniesta: «Mourinho fez estragos no futebol espanhol.»

 

Piqué: «Mourinho ?... Só vai fazer falta aos jornalistas.»

 

E, como não podia deixar de ser, Johan Cruyff: «Mourinho é culpado da situação do Real Madrid e ao sair fez um favor ao clube e a si mesmo.»

 

À parte do Barça, enquanto Casillas se mostrou muito reservado, já o mesmo não se pode dizer de Sergio Ramos, um dos problemas que José Mournho tinha no seu balneário: «Talvez o Gerard (Piqué) tenha razão. Os jornalistas vão sentir mais a falta de Mourinho do que nós porque era um treinador muito mediático, dava muitos títulos e a imprensa beneficiava disso.»

 

publicado às 13:09

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