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Benfica, FC Porto e Sporting podem perder mais de 27 milhões de euros por cada mês de paragem do futebol devido à pandemia de Covid-19, estimou o especialista de gestão desportiva Alfredo Silva.

Segundo o professor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior - coordenador da licenciatura de Gestão das Organizações Desportivas - as perdas para os denominados 'três grandes' podem chegar a esses valores somando as três "áreas de negócio" mais relevantes em termos de receitas.

Se na bilheteira pode existir "uma perda real mensal de 4,3 milhões de euros", números ponderados com os mais de 3,5 milhões de espectadores que assistiram a jogos da I Liga em 2018/19, a maior fatia dos quais em torno destes três rivais, os valores sobem muito mais quando se fala de transmissões televisivas.

Com o campeonato parado, não só os adeptos não podem marcar presença nos estádios, como não conseguem assistir às partidas em casa, através da televisão.

Nesse cenário, e assumindo uma paragem de apenas um mês, as perdas com a distribuição televisiva das partidas, bem como outros conteúdos relacionados, originariam "uma perda de 17 milhões de euros" para os três clubes.

O outro eixo de perdas possíveis, prováveis até, prende-se com os patrocínios e outros contratos de publicidade, que podem "ser mitigadas" para os clubes, mas acabam por afectar mais "as empresas e marcas patrocinadoras".

"Os contratos poderão ser renegociados, facto que pode originar perdas mensais de seis milhões de euros", acrescenta o docente universitário.

publicado às 03:32

A crise artificial

Naçao Valente, em 08.11.19

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A actual crise do Sporting é uma inventona. Afirmação polémica mas sustentável. A dita "crise", mau grado alguns erros de registo na gestão desportiva, não passa de uma ficção da comunicação social, com relevo para o jornalismo de tele-lixo, que estações televisivas propagam, sem vergonha e sem ética, e em função de audiências, que significam entrada de dinheiro. Dinheiro sujo, digo-o sem pejo. No entanto, estes órgãos de comunicação, não ateiam o fogo, limitam-se a expandi-lo, com ajuda de pirómanos que o alimentam.

As razões da crise

A propalada crise do Sporting tem a sua origem nos graves acontecimentos em muitos aspectos surreais, ligadas ao pré e ao pós ataque de Alcochete, já bastante conhecidos e escalpelizados. Desses acontecimentos resultou a demissão de órgãos sociais, o golpe de "estado" directivo, que colocou os náufragos da Direcção à margem da lei e da revolta da maioria dos associados, despertos de um sonho de fantasia, que, ao fim e ao cabo, não passava de um pesadelo.

Contudo, a consequência mais grave foi sofrida pelo Clube, que perdeu os melhores dos seus activos, o que significou perdas de milhões de euros, para além do desmantelamento da sua equipa principal de futebol. No rescaldo desta tragédia, uma Comissão de Gestão de curto prazo, conseguiu limitar alguns danos, e abrir a porta a da recuperação de valores para a futura Direcção.

A recuperação do valor parcial de alguns activos, através de negociações feitas em situação desvantajosa, foi a acção mais prioritária dos novos dirigentes para minimizar as perdas. Ao mesmo tempo, e de forma bem discreta, revolveram os graves problemas de tesouraria, pagando as dívidas mais urgentes ou vencidas, sem o qual o Sporting teria dificuldade em desenvolver as suas actividades. Lembro que o Clube chegou a ser ameaçado de penhora.

Durante o primeiro ano da Direcção eleita, estancou-se a situação financeira, e conseguiu-se que o futebol profissional ganhasse os dois títulos nacionais de registo, o que afastou, transitoriamente, os espectros que se recusaram a aceitar a  demissão do elenco directivo, por uma grande maioria de sócios.

No segundo ano, a nova Direcção deu continuade ao seu trabalho no sentido de assegurar estabilização económica, com a redução de custos, e a conclusão de uma reestruturação fundamental para o futuro. A resolução das principais lacunas apontadas condicionou a gestão do futebol, com desinvestimento, além de uma ou outra medida precipitada, o que se reflectiu nos maus resultados da equipa principal. Situação que não é inédita e faz parte da história do Sporting (1)e  de outros grandes Clubes.

É isto, resultados de futebol, sempre transitórios, razão suficiente para se decretar uma crise?... Não me parece correcto, nem sério. Então... se em função do descrito não existe crise real, qual a razão de esta ser artificialmente mantida na pantalha comunicacional? Claramente pelas razões apontadas no início desta reflexão. Mas outra questão se coloca. De onde se alimentam as estações de tele-lixo?

Não é dos resultados de per si. É dos espectros que recusam o lugar do esquecimento onde deviam estar, para persistirem em assombrar a vida do Sporting Clube de Portugal. "Meia dúzia" de energúmenos que insultam os dirigentes eleitos, fazem esperas nas garagens a atletas e boicotam assembleias, e ainda de alguns "abutres" sem escrúpulos.

É deste espectáculo por de mais degradante que se alimenta o tele-lixo, decretando a crise. O mais grave é que o faz com a "preciosa" ajuda dos seus tele-evangelistas, trasvestidos de sportinguistas, que fazem o mal e a caramunha. Horas e horas, dias e dias de discussões balofas. A situação financeira controlada mas não resolvida, passa ao lado. Prestam um mau serviço, ao Sporting, ao futebol, e ao desporto em geral. Merecem o meu desprezo. Deviam merecer o desprezo de todos os que vêem o espectáculo desportivo com seriedade.

(1) A título de exemplo, algumas das piores classificações do Sporting, entre os anos 1950 e 1990. acrescem poucos primeiros lugares, alguns segundos e muitos terceiros. 1958/59 -4º; 1964/65 - 5º; 1966/67 - 4º; 1968/69 - 5º; 1972/73 - 5º; 1975/76 - 5º; 1977/78 - 4º; 1987/88 -4º; 1988/89 - 4º; 1991/92 - 4º.

publicado às 04:03

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Ponto prévio: não fui apoiante de Varandas, mas tendo sido o escolhido em acto eleitoral, tem o meu apoio, enquanto gerir o Clube no âmbito dos limites impostos pelos Estatutos. Apoio este presidente, como apoiaria qualquer outro que tivesse sido eleito, porque acima de tudo sou sportinguista.

A situação presente

A nova Direcção assumiu funções há pouco mais de um ano. Encontrou o Clube numa situação extremamente difícil, insolvente e quase à beira da falência. Teve, em condições muito adversas, que lançar um empréstimo obrigacionista que já tinha vencido. Teve que hipotecar fundos do contrato com a NOS para pagar dívidas urgentes, para que o Sporting pudesse continuar a sua actividade. Está agora em andamento uma reestruturação que visa mantê-lo acima da linha de água. Veremos se serão necessárias outras operações de injecção de capital.

Em conclusão, parece-me que ninguém no seu perfeito juízo e com boa fé, possa vir a considerar que esta Direcção, no aspecto descrito, não esteja a fazer um bom trabalho. Mesmo na área desportiva o balanço no primeiro ano da Direcção, pode considerar-se positivo. Conquistaram-se dois títulos no futebol profissional, e ainda títulos nacionais e europeus nas modalidades ditas amadoras, que continuam a mostrar a sua pujança. E mau grado alguns maus resultados no início desta época, no futebol, ninguém pode afirmar com seriedade que algum objectivo está já perdido. Qual então a razão ou as razões da contestação instalada desde o início deste mandato directivo?

Responsáveis pela crise

A responsabilidade da crise, algo artificial, deve-se a todos os sportinguistas. Aos que que a geram e alimentam e aos que se deixam enredar nos seus meandros. Para clarificar a ideia passo a especificar:

A Direcção

A Direcção sujeita a uma permanente pressão desde a sua tomada de posse, sem o normal estado de graça,  actuando em função das circunstâncias encontradas, cometeu alguns erros, e por isso pôs-se a jeito. E se tem estado a arrumar a casa na área financeira, cometeu alguns pecados ,principalmente na gestão desportiva do futebol profissional. Sem ser capaz de mostrar firmeza, e de ir a reboque do som da bancada, tomou algumas decisões precipitadas, que culminaram na ausência de preparação desta época. Para quem, imitando os abutres com fome, lhe interessa acima de tudo que haja alimento, os erros apontados caíram "como sopa no mel".

As claques

As claques têm, em crescendo, vindo a receber múltiplos apoios financeiros, funcionando como grupos pagos e instrumentalizados por quem lhe dá os benefícios. Quando me refiro a claques, saliento a Juventude Leonina que viu durante o mandato da Direcção cessante aumentar os seus rendimentos e a sua influência, tornando-se num poder violento ao serviço de quem lhe deu os privilégios, e um contra-poder em relação a quem lhos tirou.

Varandas, apesar de outras tibiezas, teve a coragem de retirar benefícios financeiros à Juve Leo, e abriu a partir daí uma guerra com um grupo, que à margem dos Estatutos, tinha uma certa importância na gestão do Clube. Enquanto existir com a mesma orgânica, esta claque,composta por gente sem princípios e sem valores será um constante factor de instabilidade.

Os brunistas

Se Bruno de Carvalho saiu de cena por plena vontade da maioria dos associados, os seus seguidores apaniguados, que o vêem como um líder insubstituível, continuam activos, mais como uma seita religiosa, do que como adeptos sportinguistas. Acreditam na sua ressurreição tal e qual como o restaurador do paraíso perdido. Não é fácil tipificá-los mas distribuem-se por várias faixas etárias, com relevo para os que militam como guerreiros na Juve Leo. Vão desestabilizar até ao absurdo.

Os perdedores

A luta pelo domínio do poder no Sporting não terminou com o acto eleitoral. Logo no dia seguinte, levantaram-se várias vozes de despeito para com a Direcção eleita. É um grupo heterogéneo, com pessoas e interesses diversos, que não têm pudor em contribuir para que as coisas corram mesmo mal. José Maria Ricciardi, e os seus apoiantes, mostraram essa determinação aquando do lançamento do empréstimo obrigacionista, não abrindo portas, antes procurando fechá-las. No meio deste ninho de vespas salva-se João Benedito, que tem continuado, inteligentemente, ausente e discreto.

A comunicação social

A comunicação especialmente a televisiva, com relevo para o CMTV, utilizam o Sporting como o bombo da festa. Na CMTV, onde impera o tele-lixo, porque é o que dá maiores audiências, o Sporting ganha a primazia como tema recorrente, onde comentadores ditos sportinguistas ajudam à festa.

Nas estações de televisão em geral, a crise do Sporting é potenciada muito para além da realidade. O que se vive nesses programas supostamente desportivos, é uma realidade paralela. Salientam-se meia dúzia de tarjas, meia dúzia de "adeptos" a protestar, como em Vila das Aves, arruaceiros aos berros, os beijos do Presidente. Apesar de ser um 'fait divers' gostaria de perguntar se não há ninguém na estrutura do Sporting, que aconselhe o presidente sobre o que deve ou não dizer ou fazer em público. É que estes 'sound bites', alimentam os abutres internos e os da comunicação. 

Os adeptos 

Creio que os adeptos, tirando o desastre comunicacional e alguns erros desportivos, estão com a Direcção. Haverá um ou outro, descontente com os resultados, que se junta à oposição golpista, mas sem muito relevo. E que a oposição golpista não tome a nuvem por Juno e não embandeire em arco, insistindo, neste momento na demissão da Direcção. Quanto mais barulho fizer de forma insultuosa, mais se descredibiliza. Por este caminho não levará a água ao seu moinho. Nesta estratégia, o que falta em inteligência, sobra em estupidez.

O presente e o futuro

Esta Direcção, eleita por quatro anos, precisa de tempo. Arrumada a casa, o que está a acontecer, é preciso começar a preparar o futuro. Os sócios querem que o Clube continue a ter a maioria da SAD. Mas para que isso aconteça todos temos de remar para o mesmo lado, temos que semear para colher. Precisamente o contrário do que tem sido feito há muitos anos. Se isso não acontecer, o recurso a um investidor será uma inevitabilidade. Uma "ameaça" que paira sobre a cabeça dos grandes clubes portugueses. Mas esse é assunto para outra discussão.

publicado às 03:34

 

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Rogério Alves, à margem da conferência do International Club of Portugal, em Lisboa, fez um apelo à realização de "eleições livres e participadas" no Sporting:

 

"Com a mesma preocupação, perplexidade e desgosto com que todos os sportinguistas estão a ver. Para mim a coisa é muito clara: As feridas e fracturas estão expostas de uma maneira absolutamente impensável! A solução é realização de eleições, o método até lá é paz e tranquilidade.

 

Nós temos um problema gravíssimo que corresponde a várias fracturas expostas, temos uma solução que é a realização de eleições livres e participadas, temos um método de chegar às eleições que é com tranquilidade e respeito mútuo.

 

Se formos por este caminho as soluções poderão estar próximas, e o problema poderá ser resolvido dentro do Sporting. Se não optarmos por este caminho terão de ser os tribunais a decidir o que o Sporting nos seus órgãos não são capazes de decidir.

Não há paz, não há treinador, a época está a ser preparada com grandes dificuldades. Nós podemos falar sobre muita coisa, como a violação aos estatutos que estão a ser cometidas, mas para mim há uma questão crucial e, para o Sporting, patriótica, que é a necessidade de promover eleições.
 
Nunca como hoje houve a necessidade urgente de dar a palavra aos sócios que vão ter de escolher, e depois de conformar-se com o resultado. Temos de reganhar a tranquilidade através das eleições. Mais do que isso não quero dizer.
 
A prioridade do Sporting, na minha opinião, e temos de respeitar as opiniões uns dos outros pois vivemos num país de liberdade onde as pessoas devem falar com liberdade, é que haja eleições! Depois de marcadas as eleições chegarão as soluções."
 

publicado às 03:53

 

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Em declarações à CMTV, José Maria Ricciardi deixou um apelo aos membros do Conselho Directivo do Sporting para que se demitam, de modo a que a Direcção fique sem quórum, pois só assim será possível, em seu entender, travar a onda de rescisões:

 

"Estou chocado mas não surpreendido. Há duas semanas alertei para os perigos que esta direcção estaria a oferecer ao Sporting do ponto de vista patrimonial. Gostava de ter esta oportunidade para fazer um sincero apelo aos membros do Conselho Directivo que ainda estão em funções para que se demitam.

 

Não há outra forma mais célere de conseguir que este Conselho Directivo caia, é a única forma que vejo para estancar este caminho muito perigoso em que o clube se encontra e conseguir convencer estes jogadores que já rescindiram a permanecerem no Sporting.

 

Sabemos que razão principal da rescisão é não quererem continuar com este presidente e com esta Direcção no clube. Vejam o que está a passar-se esta situação pode agravar-se ainda mais.


Bruno de Carvalho não se demitirá, por isso estou a fazer um apelo aos outros membros do Conselho Directivo. Ainda há uma possibilidade de isso parar estas rescisões.

 

Os jogadores já se aperceberam que não haverá a Assembleia Geral no dia 23 de Junho para a destituição do Conselho Directivo, o que é um acto absolutamente incrível do ponto de vista legal.

 

Há petições de milhares de sócios a pedirem essa Assembleia, ela tem de ocorrer, mas a Direcção está a dizer que não irá acontecer. Uma Assembleia Geral tem uma logística, tem de ter computadores e outro material, e se o Clube se recusar a fazê-la, será muito difícil ela acontecer." 

 

publicado às 04:33

Darwin é do Sporting

Drake Wilson, em 25.05.18

 

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Existe uma circunstancial expressão embrionada na década de 90, que tão cruamente expõe a falsa moralidade que rodeia o Futebol português – diz-se por outras palavras, que a Verdade nada mais é do que uma virtuosa Mentira consentida, delimitada ao seu prazo de validade. Foi Pimenta Machado que reconheceu, com ou sem noção, uma distopia que compreensivamente se perpetuou, porque no Futebol – como na Vida – vigora uma ténue fronteira entre a integridade e o sadismo.

 

Após a barbaridade que ocorreu em Alcochete – grave, mas natural consequência de um modelo de liderança reaccionário aceite por muitos e que se estendeu demasiado no tempo, acabando em auto-flagelação expontânea – a reacção dos Adeptos priorizou persistentemente a palavra “Sporting” como grito de guerra, penitenciando-se ao Mundo em discursos e lições homéricas de sportinguismo, típico de pessoas que não entendem o desnorte onde vivem. Qualquer semelhança entre o fim do Mundo e o fim do Sporting é apenas pura coincidência, mas a colectiva histeria lá está, faz o Adepto viver assim, não entendendo a verdade.

 

Talvez a culpa seja da sua natureza. Orgulhosamente monoteísta e sem resposta para o que o transtorna, o Adepto invariavelmente domicilia a sua servidão ao Ser sebastianista cujas aptidões retóricas o deslumbram, sem as quais se sente confuso e desintegrado. O Adepto permite que entidades tão díspares como Sporting, Juve Leo, Banca, João Rocha, Mustafá, Santana Lopes, “Bigodes”, Yazalde, Jorge Sampaio, Mister do Café, José Roquette, Bruno de Carvalho, Marco Ficini e Rogério Alves ocupem de igual modo, embora em diferente espaço temporal, a mesma esfera biológica sob sua protecção. No fundo, o Adepto tal como o Homem, dispõe de uma génese orgânica que por vezes o impede de separar o bem do mal, como o belo do grotesco. O Homem Bom, é bom demais para ser verdade, e por consequência, um Mentiroso. Logo, o Homem Mau é solução.

 

O Senhor da Guerra nunca vive em Paz.

 

O assalto ao poder protagonizado por Luís Duque há cerca de 20 anos, recorrendo a um esquema de terrorismo em todo semelhante ao recentemente verificado na Academia, levou à queda de José Roquette, e ao único projecto verdadeiramente eficaz que o Sporting teve, posterior a João Rocha. Aos filhos deste, fundadores da Juventude Leonina, coube a instrumentalização de um motim dentro do próprio Estádio de Alvalade, superiormente aproveitado não apenas pelas pretensões do Solicitador-Duque, como por retaliação de quezílias pessoais entre Roquette e Rocha.

 

Algo me convence que, pelo seu carácter impulsivo e por vezes egocêntrico (defeitos, entre muitas virtudes), Rocha dificilmente aceitaria, em termos pessoais, presidente algum no Sporting que lhe conseguisse superiorizar um feito. Roquette, não em termos de títulos mas estruturalmente e organizativamente, conseguiu-o. O Projecto Roquette durou 5 anos, culminando num golpe palaciano. Ao contrário do que sucede com Bruno de Carvalho, ninguém lhe "pediu" para sair. Roquette, simplesmente fartou-se da presença do grupo de pressão organizado.

 

Avancemos alguns anos. Se recorrermos à imagem que testemunha Bettencourt servil a um ex-líder de Claque, ou recordarmos mais tarde, a invasão a Alcochete por parte de um grupo liderado por Mustafá em 2016, passando ainda pela recente advertência de Bruno de Carvalho aos seus Atletas na perigosidade de uma confrontação com o líder do maior grupo de apoio – 1 dia antes das agressões, com efeito – percebemos de quem o Sporting e os seus Presidentes se tornaram, efectivamente, reféns ao longo de 20 anos.

 

O paramilitarismo correctivo do referido grupo de adeptos junto de Sócios, Presidentes e até Atletas, brotou um clima grotesco dentro do Clube, do qual Bruno de Carvalho ou algo semelhante, resultaria com toda a naturalidade em Presidente. Poderá demorar 3 horas a declamar o que se conclui em 10 minutos, mas Bruno de Carvalho, versão Tallon Made, sempre terá uma apresentação mais digna que o líder de claque. 

 

Temos um inegável problema que poderá ser resolvido hoje, como resultado da reunião entre Jaime Marta Soares e Bruno de Carvalho, ou poderá esta questão nunca ter um fim, se olharmos exclusivamente para o Presidente como a génese dos problemas.

 

publicado às 03:46

Titanic

Rui Gomes, em 20.05.18

 

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(Um problema técnico provocou alteração no nome do autor, que é na realidade Nação Valente)

 

O que resta da Direcção do Sporting faz-me lembrar o Titanic.O navio está a afundar-se e a orquestra continua a tocar. Agarrados aos destroços procuram sobreviver. Pouco interessa se se perde o navio. A grande diferença é que o real Titanic, soçobrou ao rombo provocado por icebergue, e esta direcção e o seu Presidente, ao comando do barco, atiraram contra a própria tripulação, sem capacidade para prever danos colaterais.

 

Sem assumirem o erro e as responsabilidades, esperam ainda uma bóia salvadora. Jogam tudo numa próxima Assembleia Geral, onde possam contar com os suicidas que ainda os acompanham. O que está em causa acaba por ser não o Sporting ou o seu naufrágio, mas a manutenção do seu poder. Se forem ao fundo querem levar o Clube com eles. Neste momento é difícil saber como se vai sair desta situação. 

 

Pode a nau continuar a meter água, pode a nau precisar de socorro urgente, mas os sete náufragos não permitem. Atiram culpas para a tripulação, para os inimigos externos e internos, para os piratas das "Caraíbas" , pela divulgação do naufrágio inexistente. A sua música para papalvos continuará a tocar até ao afundamento total.

 

No meio deste delírio apenas uma boa notícia. O timoneiro não estará no final da Taça. Forçado pelas circunstâncias, mas ausente. A equipa agradece.

 

publicado às 03:03

 

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A lista de elementos dos órgãos sociais do Sporting que se demitiram até este momento:

 

Mesa da Assembleia Geral


- Jaime Marta Soares (Presidente)
- Eduarda Proença de Carvalho (Vice-Presidente)
- Miguel de Castro
- Luís Pereira
- Tiago Abade

 

Conselho Fiscal e Disciplinar


- Nuno Silvério Marques (Presidente)
- Vicente Caldeira Pires (Vice-Presidente)
- Vitor Bizarro do Vale
- Miguel Cansado Fernandes
- Jorge Bruno da Silva Barbosa Gaspar
- João Carlos da Silva

 

Conselho Directivo


- José Vicente Moura (Vice-presidente)
- António Rebelo (Vice-presidente)
- Luís Loureiro (vogal)
- Jorge Sanches (vogal suplente)
- Rita Matos (vogal suplente)
- Bruno Mascarenhas (vogal)

 

publicado às 03:23

 

Depois das declarações de Bruno de Carvalho ontem à noite, quando saía de Alvalade, ficámos a saber pouco mais do que já constava, pelo seu jogo de palavras:

 

"Jorge Jesus está suspenso? Qual processo disciplinar? Eu percebo que vocês estão a trabalhar, mas não percebo que andem a fabricar notícias. O Sporting tem de trabalhar, independentemente dos jogos que ainda vai fazer. Todos nós assistimos a um jogo ontem que prejudicou bastante o Sporting, que nos fez perder bastantes milhões que estavam contabilizados para a próxima época.

 

É lógico que não gostámos de ver a interacção dos sócios com os jogadores. Fizemos uma série de reuniões e vocês uma série de invenções. Vou responder ao que estava escrito. Se o Bruno suspendeu o Jesus, esperem pelo Bruno, porque o presidente não o suspendeu. Têm de esperar um bocadinho pelo presidente. Acho que o Bruno está aí a ver".

 

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Se Jorge Jesus não está de facto oficialmente suspenso, parece-me lógico assumir que lhe foi participado que os seus dias no Sporting estão contados, a curto prazo. Os termos da sua saída, estão por esclarecer.

 

Também não é claro se o técnico vai estar ao leme da equipa, no Jamor, para a final da Taça de Portugal. Se estiver, será definitivamente o seu último jogo de "leão ao peito". Aliás, o presidente já demonstrou a sua apetência para demitir treinadores depois da conquista da prova nacional. Isto, se o Sporting vencer o Aves, claro.

 

Consta que alguns jogadores, a exemplo de William Carvalho e Bas Dost, só para nomear dois, pediram baixa médica. Poderá ser um rumor sem fundamento, assim como a alegada ameaça do restante plantel de não participar no último jogo da época. Como empregados do Sporting, sob contrato, não é opção.

 

Pela imprevisibilidade de Bruno de Carvalho - para não dizer loucura -, é extremamente difícil antecipar o futuro do Sporting nos próximos dias e semanas. Uma consideração estará decerto na mente de muitos adeptos: quem será o sucessor de Jorge Jesus ? (Rui Jorge, Miguel Cardoso e Rui Faria, são nomes avançados pela comunicação social).

 

Apesar do furor de acontecimentos, todos desagradáveis, podemos ficar tranquilos porque Jaime Marta Soares diz que "é um exagero falar de crise no Sporting". Lá vou eu novamente consultar o dicionário da língua de Camões, para esclarecer a definição do termo "crise".

 

Até que ponto é que os sócios do Sporting vão tolerar este circo carnavalesco ?

 

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Na opinião de Rui Santos, "Bruno de Carvalho tem feito tudo para virar os adeptos contra a equipa e treinador. Chegou a um patamar de loucura inacreditável. Bruno de Carvalho está para o Sporting como Vale e Azevedo esteve para o Benfica, em termos de uma certa dimensão de loucura".

 

Um breve vídeo disponível aqui.

 

publicado às 05:23

 

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A instabilidade em Alvalade “retira força à marca Sporting e afecta a sua notoriedade e confiança", disse à agência Lusa o director executivo da On Strategy, Pedro Tavares, comparando o Clube a um sinistrado “com múltiplas fracturas”.

 

Quando se começa a falar em processos e rescisões com justa causa, a protecção legal da marca fica exposta, dado que existe uma componente ao nível da notoriedade, que, neste caso, é negativa. Em vez de ser uma construção positiva ela passa a ser negativa”, explica o consultor, que falava antes de a SAD do Sporting ter retirado na quarta-feira os processos disciplinares visando futebolistas do plantel principal.

Ainda na sua opinião, a componente confiança também é afectada, porque, se a marca (Sporting) é posta em causa, tudo o que envolve os investidores externos, nomeadamente patrocinadores e os próprios investidores institucionais e reguladores, passa a ter aqui uma grande questão sobre a segurança que nela depositam:

 

“Numa segunda dimensão também fica afectada a reputação, que engloba um conjunto de dimensões, sendo as mais relevantes no sector desportivo o talento, a performance, o governo e a liderança".

 

Para Pedro Tavares, a situação vivida no Sporting na última semana é desencadeada pelo governo e pela liderança e afecta directamente, numa óptica da ‘revolta’ dos jogadores, estas dimensões, que juntas pesam mais de 60% de construção de reputação de uma marca desportiva. Estas três dimensões, ainda de acordo com Pedro Tavares, afectam uma quarta, que é a performance financeira, e daí se estar a falar do condicionamento do novo empréstimo obrigacionista e da suspensão da negociação de acções em bolsa.

 

“A crise que teve origem não nos resultados, mas no governo e liderança, faz com que afecte, neste caso, o talento, a performance e a questão financeira do clube, e volte novamente à óptica do governo e liderança”.

 

Existe uma outra dimensão na óptica da construção da força da marca, que tem a ver com o ‘staff’, uma vez que as marcas comerciais possuem um conjunto de marcas humanas que as representam e as constroem e que, neste caso, são os colaboradores. “Ao colocarmos em causa as questões que se relacionam com jogadores, treinador, presidente e órgãos sociais, estamos a defraudar uma terceira dimensão da força de marca. Neste momento, no que se refere à reputação e força de marca, é como um sinistrado com múltiplas fracturas num hospital”.

 

Pedro Tavares desconhece um ‘medicamento’ que possa tratar este ‘politraumatizado’. “Tem múltiplas fracturas, todas a interagir umas com as outras, e, no limite, não sei qual é que é a mais cirúrgica e a necessitar de intervenção mais rápida”.

 

Mas, para Pedro Tavares, são os investidores, mais do que os sócios, que têm que desenhar aquilo que é uma situação de confiança numa óptica de equilíbrio de liderança, considerando que a solução mais viável passa por uma alternativa à actual direcção de Bruno de Carvalho. “Em qualquer negócio, se um presidente do conselho de administração não cumprir ou provocar uma crise, são os accionistas que têm de se pronunciar sobre a sua continuidade ou não, e resolver rapidamente a situação dentro da própria organização”.

 

Críticas de Bruno de Carvalho à equipa de futebol após a derrota com o Atlético de Madrid (2-0), na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa, motivaram uma reacção do plantel e a abertura de duas dezenas de processos disciplinares, que entretanto foram retirados pela administração da SAD ‘leonina’. O sucedido deu também lugar a uma crise institucional, depois de o presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube, Jaime Marta Soares, ter afirmado que Bruno de Carvalho não tinha condições para continuar, antes de a Holdimo, maior accionista externo da SAD, ter solicitado uma AG para debater a situação interna.

 

Agência Lusa

 

***Agradecemos a gentileza da referência ao nosso leitor FIDALGO.

 

publicado às 03:40

 

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A infalibilidade em surgir, de tempos a tempos, uma crise no Sporting, assemelha-se aos dois factos mais incontornáveis da nossa vida – a certeza de que todos pagaremos impostos, e que um dia, morreremos. Por emergentes que se apresentem, os tumultuosos períodos leoninos têm um princípio antropologicamente congénere – existe sempre, à porta 10-A, um prosaico Messias que resolve crises. No Sporting, as soluções dos Profetas eleitos resultam invariavelmente em crises, portanto, nunca se resolvem.

 

Falarmos da demissão imediata de Bruno de Carvalho, tal como promover Rogério Alves ou João Benedito como resolução prosaica desta crise, revelar-se-á tão inútil quanto colocar Marcelo Rebelo de Sousa a gerir uma instituição como a TAP, ou evitarmos o Médico apenas porque se acredita na reecarnação. Nem Alves nem Benedito se afiguram consensuais às necessidades do Sporting, neste momento. Questionemos a sua experiência na gestão de estruturas profissionais, tanto quanto a sua resistência à pressão que a ausência de resultados desportivos possa impôr. Qual o valor acrescentado, no domínio do seu conhecimento, que ambos trariam ao Sporting no futuro? Como lidariam os dois com questões que desconhecem, no âmbito administrativo, não evitando estar dependentes da fiabilidade de conselheiros, tal como sucedeu no passado? Como conviveriam estes apaziguadores natos, com a actual estrutura de Boys criada por Bruno de Carvalho? 

 

Este romantismo por Rogério Alves ou João Benedito, essencialmente fundamentado em empatia deontológica, como Churchill desfrutou em seu tempo, não oferece suporte estrutural, mais do que respeito que ambos nos mereçam. Sem estrutura (sem americanos no caso do célebre estadista WC), e essencialmente sem tempo para formar coligações profissionais de imediato, o Sporting teria uma imediata crise no futuro – aliás, o sebastianismo no Futebol só faz algum sentido, à semelhança do que sucede no SLBenfica ou FCPorto, quando se vencem campeonatos de Futebol. Alves e Benedito não durariam dois anos sem vencer um. Por outro lado, se Bruno de Carvalho abdicar imediatamente, o Sporting ficaria em maus lençóis. Antecipar-se-ia um convénio entre Álvaro Sobrinho e José Maria Ricciardi, que por conseguinte, elegeriam um corpo administrativo encabeçado por alguém do próprio interesse, e não necessariamente do interesse do Sporting. Algo que, por enquanto, seria de jure uma solução, mas no futuro de facto, um problema. 

 

Olhemos com devida atenção para o nosso Clube. O Sporting é grande, mas não é sólido. Tem uma génese, que não é funcionalmente equilibrada. Tem Adeptos extraordinários, mas nem unidos – algo que raramente acontece – detêm o poder de um accionista. Tem um Futuro, mas penitencia-se por comparações entre o Presente e o Passado, ou pelo exercício financeiro A ou B. A verdade, é que hoje vivemos anestesiados por sentimentos paternalistas, onde se fala de Campeonatos esquecidos, dos feitos de Cristiano Ronaldo, do Pavilhão que se ergue, das vendas faraónicas de Atletas, da salvação financeira, num nítido complexo de inferioridade para com um futuro que nos poderia dar muito mais. Todos estes temas, apesar do seu valor, assumem por vezes uma dimensão de submissão ao laissez faire de um Clube que vive tanto de memórias, como os Adeptos de melancolia. O meu protestantismo religioso dispensa ídolos, logo, considero o alcoolismo emocional como um dos principais trunfos da ignorância. Dispenso “Uniões de Aço”, dispenso o “Mundo Sabe”. Porque perante as evidências, dispenso sentir-me traído.

 

As crises geradas pelas administrações do Sporting, terão de nos fazer repensar este presidencialismo conforme conhecemos, do modo como surge, e como cede a pressões externas. Direcções anteriores a Bruno de Carvalho financiaram erros de gestão através do sobreendividamento bancário ou cedência de passes de Atletas como garantias. A actual Direcção, por seu turno, recuperou os mesmos passes mas cedeu a autonomia da SAD (e por consequência, do Clube) – a verdade é que o Sporting continua a viver da cedência de créditos para cumprir com compromissos. Hoje, a actuação de um Presidente limita-se ao enclave compreendido entre compromissos bancários e intenção dos accionistas – estes podem inclusivamente decepar o Clube, retirando o apoio ao Presidente, ou mesmo criar constrangimentos à sua independência em torno da SAD.

 

Perante o cenário que temos, e tendo em conta a redução de influência do suporte consultivo não-executivo do Conselho Leonino, como este era na década de 70 – hoje tido como um mero grupo de pretensos alcoviteiros aristocratas que infelizmente nunca foi capaz de impedir presidencialismos napoleónicos – o Sporting irá continuar a procurar os seus Profetas, e por conseguinte, correr o risco de eleger mais justiceiros sociais como Bruno de Carvalho, ou perdoar Ricciardi’s como tão depressa eleva Jorge Jesus de proscrito a último bastião de sportinguismo.

 

A solução passa, talvez, por um caminho. Começa por terminar, em definitivo, com presidencialismos. Criar-se um Executive Branch cuja soberania se compadeça com a presença de um forte investidor – que adquira imediatamente a posição accionista detida por Bruno de Carvalho e Álvaro Sobrinho, logo após o levantamento do congelamento acionista, ou imponha um aumento de capital que reduza a influência de ambos na SAD –, liderado por um Administrador executivo não-renumerado, com poder consultivo e de veto, subordinando a gestão do Clube, em termos administrativos, de acordo com as ordenações legais que os nossos estatutos impõem e em conformidade com resultados financeiros e desportivos pré-estabelecidos, e obrigatoriamente sujeitos a serem cumpridos. Estruturar toda a SAD, todo o Clube, com pessoas que respondam à responsabilidade tanto quanto correspondam ao que deles se pretende. Acabar-se com a hipocrisia.

 

Tudo começa com António Horta Osório.

 

publicado às 10:30

 

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Algumas considerações de Jorge Jesus na conferência de imprensa após o embate deste domingo com o Paços de Ferreira:

 

Prestação da equipa: "Senti a equipa carregada fisicamente e emocionalmente um pouco desconfiada. Soltou-se mais depois do segundo golo. A fadiga mental é mais complicada, a semana foi complicada. Ninguém vai dobrar este grupo unido. Sabem que jogam para o emblema. Esta é a profissão deles. A vitória foi importante face ao que aconteceu."

 

Função de Jorge Jesus no conflito. "Não foi fácil. Nunca tinha passado por uma situação destas. Tive de perceber que tinha de defender um clube, eu e os jogadores. Principalmente eu. Foi o que fiz, contra tudo e contra todos. Eu estive sempre do lado dos jogadores. Hoje tinha de haver jogo com os melhores e foi o que disse aos jogadores, que ia escolher os melhores. Só com a polícia é que não iam jogar os melhores."

 

Processos disciplinares: "Não percebo os processos. Reparem na dignidade destes jogadores... Supostamente com um processo, jogaram em nome do Sporting. Vamos pensar e reflectir os interesses do Sporting."

 

Visto à distância, é difícil determinar até que ponto Jorge Jesus está a ser sincero ao afirmar que esteve sempre "do lado dos jogadores", posição esta, sendo genuína, que o coloca no extremo oposto de Bruno de Carvalho.

 

Confesso que não o vejo assumir uma postura de oposição ao presidente. É de admitir que possa sentir alguma empatia, tendo em consideração os eventos dos últimos dias, mas estou mais inclinado a acreditar que assumiu esta posição publicamente para não perder o balneário, ou seja, a equipa, porventura até com a conivência de Bruno de Carvalho, a quem terá explicado o que seriam as consequências se agisse de outra maneira.

 

publicado às 05:12

 

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Paulo Abreu, ex-dirigente, membro do Conselho Leonino e presidente do Grupo Stromp, manifestou todo o seu desagrado sobre a conduta de Bruno de Carvalho e o momento de crise que o Clube atravessa:

 

"Bruno de Carvalho já não tem condições para continuar como presidente do Sporting. Fui seu apoiante na sua reeleição, mas hoje não tenho dúvidas de que estamos perante um homem desequilibrado que tem dado tiros nos pés com um canhão.

 

Este processo que Bruno de Carvalho iniciou utilizando o Facebook, instrumento que já devia ter tido a inteligência de abandonar, conduziu a situação a um ponto extremo do qual não vejo retorno. Quem tem experiência em lidar com um grupo de futebol sabe que todas as questões devem ser tratadas em casa e não na praça pública com ataques inadmissíveis. Nesse sentido, Bruno de Carvalho provocou um terramoto injustificável. A reacção dos jogadores, sendo desagradável, compreende-se à luz dos desaforos públicos a que foram submetidos.

 

Acredito que algum bom senso irá prevalecer e tenho a convicção que a experiência de Jorge Jesus foi fundamental para o reequilíbrio desta situação. A intermediação e intervenção do treinador demonstra que ele é a pessoa certa para levar o Sporting aos sucessos.

 

Face ao sucedido, só posso manifestar profundo descontentamento por aquilo que se está a passar neste momento. Apesar de a dada data ter sentido a obrigação de apoiar Bruno de Carvalho, a verdade é que infelizmente nunca consegui perceber a necessidade de impor um poder ditatorial no Sporting. É uma centralização patética o processo das últimas assembleias gerais e menos entendo o boicote que decretou à comunicação social com a incongruência de há dias ter sido ele próprio a furar esse pedido para justificar o injustificável.

 

Para mim não restam dúvidas que Bruno de Carvalho não tem condições para continuar na presidência do Sporting. Por isso, sinto-me desobrigado de apoiar um presidente cujo comportamento me deixa preocupado com o dia de amanhã porque, na verdade, não sabemos o que pode acontecer. Bruno de Carvalho é desequilibrado".

 

publicado às 11:50

 

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Rebentou a crise em Alvalade como nunca se vira antes. Bruno de Carvalho anunciou ontem à tarde no Facebook a suspensão de todos os jogadores que partilharam nas redes sociais um comunicado em resposta às críticas do presidente do Sporting a alguns atletas após a derrota diante do At. Madrid, dos quartos-de-final da Liga Europa.

 

Ou seja, até informação em contrário, 19 futebolistas do plantel principal, entre os quais os capitães William Carvalho, Rui Patrício e Coates, estão suspensos e vão receber notas de culpa dos respetivos processos disciplinares. Ao que o DN apurou, as notificações serão entregues em mão esta manhã quando se apresentarem em Alcochete para treinar (às 10.00 horas). Fonte do Sporting, contudo, assumiu que pode dar-se o caso de nem todos as receberem, pois a SAD entende que há uns mais culpados do que outros neste processo. Se tal acontecer, quem não receber continuará a treinar-se.

 

O número de jogadores solidários até pode subir (há sete que não estão notificados), pois alguns não têm conta em redes sociais e, como tal, não publicaram o comunicado, no qual expressaram o "desagrado" do plantel em relação às críticas do presidente e lamentaram "a ausência de apoio" de quem, dizem, "deveria ser" o líder da equipa. "Todos os assuntos resolvem-se dentro do grupo", lia-se no comunicado.

 

A situação foi espoletada durante a tarde, após uma manhã turbulenta em Alvalade, para onde os jogadores seguiram após regressarem de Madrid (10h30) para serem submetidos a banhos e massagens. Foi nessa altura que os futebolistas exigiram a presença de Bruno de Carvalho para que tudo fosse esclarecido cara a cara. Só que o presidente, que não esteve com a equipa no jogo em Madrid, estava numa audiência na Procuradoria-Geral da República, não tendo por isso comparecido em Alvalade.

 

Ao que consta, foi o treinador Jorge Jesus - que sempre esteve ao lado dos jogadores - a amenizar o ambiente numa reunião com o plantel, que terminou com os jogadores a seguirem para casa, tendo ficado em aberto dois cenários: o boicote ao treino deste sábado ou um comunicado conjunto e público de todo o plantel. Ao início de tarde, os danos causados por este conflito pareciam controlados, mas por volta das 18.00 horas os capitães Rui Patrício e William Carvalho publicaram o comunicado nas respetivas contas de Instagram, tendo de imediato sido seguidos por outros elementos do plantel.

 

Não demorou muito até que Bruno de Carvalho explodisse na sua conta de Facebook, numa publicação que não estava aberta ao público e só disponível para os amigos daquela rede. O presidente anunciou a suspensão de todos os subscritores e passou ao ataque pois, segundo uma fonte do Sporting, não esperava esta reação de força dos jogadores e sentiu-se por isso traído. "Já estou farto de atitudes de miúdos mimados que não respeitam nada nem ninguém", escreveu o líder leonino, que foi mais longe:

 

"Estas crianças mimadas julgam que vão longe

mas desta vez a minha paciência esgotou-se para

quem acha que está acima do clube e de qualquer crítica"

 

A publicação de Bruno de Carvalho representou o extremar de posições, bem patente no facto de alguns atletas que ainda não tinham partilhado o comunicado o terem feito após a reação do presidente: foram os casos de Rafael Leão, Doumbia, Wendel, Ristovski e Fábio Coentrão. Este último, aliás, foi um dos visados das críticas do líder leonino após o jogo de Madrid.

 

Aliás, além do defesa-esquerdo também foram criticadas as atuações de Mathieu, Coates, Gelson, Fredy Montero e Bas Dost que, tal como Coentrão, foi acusado de ter visto um cartão amarelo diante do Atlético de Madrid por não querer jogar a segunda mão em Alvalade.

 

Equipa B com o Paços de Ferreira

 

A suspensão dos atletas do Sporting mereceu entretanto do Sindicato dos Jogadores uma posição de "total solidariedade" com o plantel leonino, num comunicado onde a instituição lamentou que "após apelar a que os dirigentes resolvam internamente, e não no espaço público, os problemas existentes com os seus jogadores, tal apelo não tenha sido acolhido pelo presidente do Sporting". O organismo presidido por Joaquim Evangelista "condena a tomada de posição pública do presidente do Sporting" em "tecer críticas à performance desportiva dos jogadores".

 

Segundo fonte próxima do processo, ontem à noite as posições estavam extremadas, razão pela qual não havia no horizonte forma de resolver o conflito que, ao que tudo indica, irá obrigar Jesus a recorrer aos jogadores da equipa B para defrontar amanhã (20.15) em Alvalade o Paços de Ferreira, na jornada 29 da Liga. Mais problemática será a tarefa do treinador para o jogo de quinta-feira com o At. Madrid, também em casa, se a suspensão dos atletas se mantiver, uma vez que terá de socorrer-se dos 26 jogadores da lista B (juniores) que inscreveu na Liga Europa. Isto caso se confirmem as suspensões dos 19 atletas, algo que, recorde-se, fonte dos leões disse que poderá não acontecer.

 

O DN procurou saber junto do advogado Bernardo Morais Palmeiro se, perante a situação que criada em Alvalade, os jogadores do Sporting poderão ter algum motivo para evocar rescisão dos seus contratos. O antigo jurista da FIFA considera que "neste momento ainda não há matéria para poderem pensar em rescisões com justa causa", adiantando que "é preciso perceber os próximos desenvolvimentos". "A confirmar-se que os jogadores que subscreveram o post estão suspensos, terão de ser notificados em notas de culpa de processo disciplinar. Depois é preciso perceber do que serão acusados e só aí se poderá fazer uma análise jurídica mais concreta", frisou o especialista em direito desportivo.

 

Um caso sem precedentes

 

Esta crise não tem paralelo nos três grandes do futebol português. Os rivais, no entanto, já viveram situações complicadas, sendo que a mais significativa envolveu o FC Porto em 1980, quando o presidente Américo de Sá demitiu o então diretor do futebol Pinto da Costa e, na sequência, o treinador José Maria Pedroto deixou o clube e 15 jogadores recusaram treinar-se, entre os quais António Oliveira, Lima Pereira, Frasco, Fernando Gomes, Jaime Pacheco, Octávio Machado e António Sousa.

 

No Benfica foi o presidente Vale e Azevedo o protagonista dos casos mais complicados, tendo o conflito com o capitão João Vieira Pinto redundado no seu despedimento em 2000.

 

***Reportagem do Diário de Notícias

 

publicado às 04:59

Chega de sermos gozados !

Ricardo Leão, em 05.01.17

 

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Saia quem tem de saír. Por mim sai Jesus. Mas Bruno pode ir por arrasto.

Algum Sportinguista aguenta mais tempo assim? Basta!

 

publicado às 09:29

Insólito do Dia

Rui Gomes, em 18.04.16

 

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 Crises também causam naufrágios de galácticos...

 

publicado às 18:55

Há aqui qualquer coisa...

Rui Gomes, em 15.12.15

 

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... Que não está bem explicado ! Como não encontro explicação lógica nenhuma para a época que o Chelsea está a fazer até este ponto, a minha única conclusão é que existe nisto um qualquer mistério.

 

Considero esta situação tão pouco realista, ao ponto de ser inacreditável, mas o registo não mente: em 16 jogos, os "Blues" venceram apenas 4, empataram 3 e sofreram 9 derrotas, com 18 golos marcados e 26 sofridos. Isto, do campeão em título, com um plantel tão bom ou até melhor do que o da época passada.

 

Depois do apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, a formação comandada por José Mourinho estava obrigada a vencer na deslocação ao Leicester City para regressar às vitórias depois de um empate e de uma derrota na liga inglesa, mas acabou por sofrer nova derrota, por 2-1.

 

O incrível Jamie Vardy inaugurou o marcador com o seu 15.º golo da Premier, não só para liderar a lista de goleadores mas, no processo, estabelecendo novo recorde ao tornar-se no primeiro inglês a marcar em seis jogos consecutivos em casa, batendo o recorde de Wayne Rooney de 2012, com o Manchester United.

 

E, como não há duas sem três, também vem a destaque que o Chelsea não perdia com o Leicester City há 14 anos.

 

Com esta sua nona derrota da temporada, o Chelsea desceu ao 16.º lugar, com 15 pontos, a um mero ponto da linha de despromoção e apenas com mais um do que o Swansea e o Norwich.

 

No entanto, com esta enorme crise em curso, vejo José Mourinho encarar a situação com aparente calma. Há aqui qualquer coisa que me ultrapassa !

 

publicado às 04:22

 

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Segundo notícia no «Público», o Sporting vai empreender mudanças na sua estratégia de comunicação, tendo contratado, para o efeito, a empresa "WL Partners", administrada por Luís Bernardo, antigo jornalista e ex-assessor de António Guterres e José Sócrates.

 

Esta empresa, ao que consta, é "especializada em gestão de crises", e satisfaz os critérios de Bruno de Carvalho para lidar com a "forma preocupante e desgastante" como o Sporting é tratado pela "Comunicação Social e Opinion Makers".

 

A coordenação do novo gabinete de comunicação do Sporting, segundo o jornal, vai ficar a cargo de João Morgado Fernandes, disposição que vai ao encontro da informação que divulgámos ontem aqui no Camarote Leonino e que poderá explicar, em parte, pelo menos, esta tomada de decisão do Conselho Directivo do Sporting, ou para ser exacto, de Bruno de Carvalho.

 

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Não me vou alargar em comentário porque, para ser sincero, esta matéria não é do meu íntimo conhecimento, no entanto, não deixo de ficar com a sensação que o presidente está obcecado com tudo quanto é imagem, a começar pela sua, evidentemente, e que estará a levar esta obcecação a um extremo exagerado. Por outro lado, com tantas frentes de conflito, em simultâneo - diversas instigadas pelo próprio - terá realizado que não está devidamente equipado para lidar responsavelmente com todas. O que fica no ar, à espera de esclarecimento, são os benefícios para o Sporting em tudo isto, porque não me parece que seja necessário uma empresa "especializada em gestão de crises" apenas para combater a comunicação social e os "opinion makers". 

 

* Agradecemos a referência da notícia do "Público" ao nosso estimado leitor Zargo.

 

publicado às 03:50

Crise para os lados de Carnide

Rui Gomes, em 03.10.13

 

 

publicado às 04:01

O Conselho Leonino debate a crise

Rui Gomes, em 28.11.12

Sempre apoiei a razão de ser, à raiz, do Conselho Leonino, como um corpo constituido por devotos sportinguistas em quem o Clube poderia depender e recorrer numa situação de enorme crise, que não apenas resultados desportivos de menor agrado. Ao longo dos anos a função tem vindo a ser diluida, parcialmente pela selecção das pessoas que o constituem e, também, por se ter distanciado do seu escopo primodial de existência. Este orgão vai reunir novamente esta noite, supostamente para exigir satisfações ao presidente Godinho Lopes e ao Conselho Directivo quanto ao estado actual do Clube, centrado, primacial e lamentavelmente, nos resultados desportivos. Para ser sincero, não vejo que mero debate, por construtivo que possa ser, venha a resolver seja o que for, quando o que o Sporting necessita, urgentemente, são acções no sentido de assegurar meios para garantir a sua sustentabilidade a curto e a longo prazo. É de prever que o dr. Eduardo Barroso vá enunciar o seu desejo de abandonar a presidência da Mesa da Assembleia Geral. Face ao seu (não) contributo desde que assumiu a função, esta disposição não causará danos práticos, mas a imagem que projecta para o exterior e que inevitavelmente será explorada e sensacionalizada pela comunicação social, não beneficiará o Clube. É de admitir, igualmente, que a controvérsia sobre eleições antecipadas venha a ser debatida pelos conselheiros. É impossível imaginar um qualquer cenário em que esta ocorrência venha a produzir os efeitos desejados, relativamente à imediata recuperação do Clube em todas as suas vertentes. Poderemos evocar projectos e mais projectos, que não passam de mitos, uma vez que o que está em estado precário é a situação financeira e nenhum projecto terá viabilidade sem o devido apoio, que não passa, na minha modesta opinião, por recorrer a fundos, medida que apenas inflacionará o já substancial endividamento. O Sporting necessita de investimento, acima de tudo, mas o seu estado actual não se apresenta como um veículo atractivo para potenciais investidores.

 

publicado às 17:37

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