Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

SCP_Business_1024x512.png

 

A instabilidade em Alvalade “retira força à marca Sporting e afecta a sua notoriedade e confiança", disse à agência Lusa o director executivo da On Strategy, Pedro Tavares, comparando o Clube a um sinistrado “com múltiplas fracturas”.

 

Quando se começa a falar em processos e rescisões com justa causa, a protecção legal da marca fica exposta, dado que existe uma componente ao nível da notoriedade, que, neste caso, é negativa. Em vez de ser uma construção positiva ela passa a ser negativa”, explica o consultor, que falava antes de a SAD do Sporting ter retirado na quarta-feira os processos disciplinares visando futebolistas do plantel principal.

Ainda na sua opinião, a componente confiança também é afectada, porque, se a marca (Sporting) é posta em causa, tudo o que envolve os investidores externos, nomeadamente patrocinadores e os próprios investidores institucionais e reguladores, passa a ter aqui uma grande questão sobre a segurança que nela depositam:

 

“Numa segunda dimensão também fica afectada a reputação, que engloba um conjunto de dimensões, sendo as mais relevantes no sector desportivo o talento, a performance, o governo e a liderança".

 

Para Pedro Tavares, a situação vivida no Sporting na última semana é desencadeada pelo governo e pela liderança e afecta directamente, numa óptica da ‘revolta’ dos jogadores, estas dimensões, que juntas pesam mais de 60% de construção de reputação de uma marca desportiva. Estas três dimensões, ainda de acordo com Pedro Tavares, afectam uma quarta, que é a performance financeira, e daí se estar a falar do condicionamento do novo empréstimo obrigacionista e da suspensão da negociação de acções em bolsa.

 

“A crise que teve origem não nos resultados, mas no governo e liderança, faz com que afecte, neste caso, o talento, a performance e a questão financeira do clube, e volte novamente à óptica do governo e liderança”.

 

Existe uma outra dimensão na óptica da construção da força da marca, que tem a ver com o ‘staff’, uma vez que as marcas comerciais possuem um conjunto de marcas humanas que as representam e as constroem e que, neste caso, são os colaboradores. “Ao colocarmos em causa as questões que se relacionam com jogadores, treinador, presidente e órgãos sociais, estamos a defraudar uma terceira dimensão da força de marca. Neste momento, no que se refere à reputação e força de marca, é como um sinistrado com múltiplas fracturas num hospital”.

 

Pedro Tavares desconhece um ‘medicamento’ que possa tratar este ‘politraumatizado’. “Tem múltiplas fracturas, todas a interagir umas com as outras, e, no limite, não sei qual é que é a mais cirúrgica e a necessitar de intervenção mais rápida”.

 

Mas, para Pedro Tavares, são os investidores, mais do que os sócios, que têm que desenhar aquilo que é uma situação de confiança numa óptica de equilíbrio de liderança, considerando que a solução mais viável passa por uma alternativa à actual direcção de Bruno de Carvalho. “Em qualquer negócio, se um presidente do conselho de administração não cumprir ou provocar uma crise, são os accionistas que têm de se pronunciar sobre a sua continuidade ou não, e resolver rapidamente a situação dentro da própria organização”.

 

Críticas de Bruno de Carvalho à equipa de futebol após a derrota com o Atlético de Madrid (2-0), na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa, motivaram uma reacção do plantel e a abertura de duas dezenas de processos disciplinares, que entretanto foram retirados pela administração da SAD ‘leonina’. O sucedido deu também lugar a uma crise institucional, depois de o presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube, Jaime Marta Soares, ter afirmado que Bruno de Carvalho não tinha condições para continuar, antes de a Holdimo, maior accionista externo da SAD, ter solicitado uma AG para debater a situação interna.

 

Agência Lusa

 

***Agradecemos a gentileza da referência ao nosso leitor FIDALGO.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:40

 

20973271_Dzq1m.jpeg

 

A infalibilidade em surgir, de tempos a tempos, uma crise no Sporting, assemelha-se aos dois factos mais incontornáveis da nossa vida – a certeza de que todos pagaremos impostos, e que um dia, morreremos. Por emergentes que se apresentem, os tumultuosos períodos leoninos têm um princípio antropologicamente congénere – existe sempre, à porta 10-A, um prosaico Messias que resolve crises. No Sporting, as soluções dos Profetas eleitos resultam invariavelmente em crises, portanto, nunca se resolvem.

 

Falarmos da demissão imediata de Bruno de Carvalho, tal como promover Rogério Alves ou João Benedito como resolução prosaica desta crise, revelar-se-á tão inútil quanto colocar Marcelo Rebelo de Sousa a gerir uma instituição como a TAP, ou evitarmos o Médico apenas porque se acredita na reecarnação. Nem Alves nem Benedito se afiguram consensuais às necessidades do Sporting, neste momento. Questionemos a sua experiência na gestão de estruturas profissionais, tanto quanto a sua resistência à pressão que a ausência de resultados desportivos possa impôr. Qual o valor acrescentado, no domínio do seu conhecimento, que ambos trariam ao Sporting no futuro? Como lidariam os dois com questões que desconhecem, no âmbito administrativo, não evitando estar dependentes da fiabilidade de conselheiros, tal como sucedeu no passado? Como conviveriam estes apaziguadores natos, com a actual estrutura de Boys criada por Bruno de Carvalho? 

 

Este romantismo por Rogério Alves ou João Benedito, essencialmente fundamentado em empatia deontológica, como Churchill desfrutou em seu tempo, não oferece suporte estrutural, mais do que respeito que ambos nos mereçam. Sem estrutura (sem americanos no caso do célebre estadista WC), e essencialmente sem tempo para formar coligações profissionais de imediato, o Sporting teria uma imediata crise no futuro – aliás, o sebastianismo no Futebol só faz algum sentido, à semelhança do que sucede no SLBenfica ou FCPorto, quando se vencem campeonatos de Futebol. Alves e Benedito não durariam dois anos sem vencer um. Por outro lado, se Bruno de Carvalho abdicar imediatamente, o Sporting ficaria em maus lençóis. Antecipar-se-ia um convénio entre Álvaro Sobrinho e José Maria Ricciardi, que por conseguinte, elegeriam um corpo administrativo encabeçado por alguém do próprio interesse, e não necessariamente do interesse do Sporting. Algo que, por enquanto, seria de jure uma solução, mas no futuro de facto, um problema. 

 

Olhemos com devida atenção para o nosso Clube. O Sporting é grande, mas não é sólido. Tem uma génese, que não é funcionalmente equilibrada. Tem Adeptos extraordinários, mas nem unidos – algo que raramente acontece – detêm o poder de um accionista. Tem um Futuro, mas penitencia-se por comparações entre o Presente e o Passado, ou pelo exercício financeiro A ou B. A verdade, é que hoje vivemos anestesiados por sentimentos paternalistas, onde se fala de Campeonatos esquecidos, dos feitos de Cristiano Ronaldo, do Pavilhão que se ergue, das vendas faraónicas de Atletas, da salvação financeira, num nítido complexo de inferioridade para com um futuro que nos poderia dar muito mais. Todos estes temas, apesar do seu valor, assumem por vezes uma dimensão de submissão ao laissez faire de um Clube que vive tanto de memórias, como os Adeptos de melancolia. O meu protestantismo religioso dispensa ídolos, logo, considero o alcoolismo emocional como um dos principais trunfos da ignorância. Dispenso “Uniões de Aço”, dispenso o “Mundo Sabe”. Porque perante as evidências, dispenso sentir-me traído.

 

As crises geradas pelas administrações do Sporting, terão de nos fazer repensar este presidencialismo conforme conhecemos, do modo como surge, e como cede a pressões externas. Direcções anteriores a Bruno de Carvalho financiaram erros de gestão através do sobreendividamento bancário ou cedência de passes de Atletas como garantias. A actual Direcção, por seu turno, recuperou os mesmos passes mas cedeu a autonomia da SAD (e por consequência, do Clube) – a verdade é que o Sporting continua a viver da cedência de créditos para cumprir com compromissos. Hoje, a actuação de um Presidente limita-se ao enclave compreendido entre compromissos bancários e intenção dos accionistas – estes podem inclusivamente decepar o Clube, retirando o apoio ao Presidente, ou mesmo criar constrangimentos à sua independência em torno da SAD.

 

Perante o cenário que temos, e tendo em conta a redução de influência do suporte consultivo não-executivo do Conselho Leonino, como este era na década de 70 – hoje tido como um mero grupo de pretensos alcoviteiros aristocratas que infelizmente nunca foi capaz de impedir presidencialismos napoleónicos – o Sporting irá continuar a procurar os seus Profetas, e por conseguinte, correr o risco de eleger mais justiceiros sociais como Bruno de Carvalho, ou perdoar Ricciardi’s como tão depressa eleva Jorge Jesus de proscrito a último bastião de sportinguismo.

 

A solução passa, talvez, por um caminho. Começa por terminar, em definitivo, com presidencialismos. Criar-se um Executive Branch cuja soberania se compadeça com a presença de um forte investidor – que adquira imediatamente a posição accionista detida por Bruno de Carvalho e Álvaro Sobrinho, logo após o levantamento do congelamento acionista, ou imponha um aumento de capital que reduza a influência de ambos na SAD –, liderado por um Administrador executivo não-renumerado, com poder consultivo e de veto, subordinando a gestão do Clube, em termos administrativos, de acordo com as ordenações legais que os nossos estatutos impõem e em conformidade com resultados financeiros e desportivos pré-estabelecidos, e obrigatoriamente sujeitos a serem cumpridos. Estruturar toda a SAD, todo o Clube, com pessoas que respondam à responsabilidade tanto quanto correspondam ao que deles se pretende. Acabar-se com a hipocrisia.

 

Tudo começa com António Horta Osório.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:30

 

image (1).jpg

 

Algumas considerações de Jorge Jesus na conferência de imprensa após o embate deste domingo com o Paços de Ferreira:

 

Prestação da equipa: "Senti a equipa carregada fisicamente e emocionalmente um pouco desconfiada. Soltou-se mais depois do segundo golo. A fadiga mental é mais complicada, a semana foi complicada. Ninguém vai dobrar este grupo unido. Sabem que jogam para o emblema. Esta é a profissão deles. A vitória foi importante face ao que aconteceu."

 

Função de Jorge Jesus no conflito. "Não foi fácil. Nunca tinha passado por uma situação destas. Tive de perceber que tinha de defender um clube, eu e os jogadores. Principalmente eu. Foi o que fiz, contra tudo e contra todos. Eu estive sempre do lado dos jogadores. Hoje tinha de haver jogo com os melhores e foi o que disse aos jogadores, que ia escolher os melhores. Só com a polícia é que não iam jogar os melhores."

 

Processos disciplinares: "Não percebo os processos. Reparem na dignidade destes jogadores... Supostamente com um processo, jogaram em nome do Sporting. Vamos pensar e reflectir os interesses do Sporting."

 

Visto à distância, é difícil determinar até que ponto Jorge Jesus está a ser sincero ao afirmar que esteve sempre "do lado dos jogadores", posição esta, sendo genuína, que o coloca no extremo oposto de Bruno de Carvalho.

 

Confesso que não o vejo assumir uma postura de oposição ao presidente. É de admitir que possa sentir alguma empatia, tendo em consideração os eventos dos últimos dias, mas estou mais inclinado a acreditar que assumiu esta posição publicamente para não perder o balneário, ou seja, a equipa, porventura até com a conivência de Bruno de Carvalho, a quem terá explicado o que seriam as consequências se agisse de outra maneira.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 05:12

 

img_770x433$2015_06_12_03_00_00_972082.jpg

 

Paulo Abreu, ex-dirigente, membro do Conselho Leonino e presidente do Grupo Stromp, manifestou todo o seu desagrado sobre a conduta de Bruno de Carvalho e o momento de crise que o Clube atravessa:

 

"Bruno de Carvalho já não tem condições para continuar como presidente do Sporting. Fui seu apoiante na sua reeleição, mas hoje não tenho dúvidas de que estamos perante um homem desequilibrado que tem dado tiros nos pés com um canhão.

 

Este processo que Bruno de Carvalho iniciou utilizando o Facebook, instrumento que já devia ter tido a inteligência de abandonar, conduziu a situação a um ponto extremo do qual não vejo retorno. Quem tem experiência em lidar com um grupo de futebol sabe que todas as questões devem ser tratadas em casa e não na praça pública com ataques inadmissíveis. Nesse sentido, Bruno de Carvalho provocou um terramoto injustificável. A reacção dos jogadores, sendo desagradável, compreende-se à luz dos desaforos públicos a que foram submetidos.

 

Acredito que algum bom senso irá prevalecer e tenho a convicção que a experiência de Jorge Jesus foi fundamental para o reequilíbrio desta situação. A intermediação e intervenção do treinador demonstra que ele é a pessoa certa para levar o Sporting aos sucessos.

 

Face ao sucedido, só posso manifestar profundo descontentamento por aquilo que se está a passar neste momento. Apesar de a dada data ter sentido a obrigação de apoiar Bruno de Carvalho, a verdade é que infelizmente nunca consegui perceber a necessidade de impor um poder ditatorial no Sporting. É uma centralização patética o processo das últimas assembleias gerais e menos entendo o boicote que decretou à comunicação social com a incongruência de há dias ter sido ele próprio a furar esse pedido para justificar o injustificável.

 

Para mim não restam dúvidas que Bruno de Carvalho não tem condições para continuar na presidência do Sporting. Por isso, sinto-me desobrigado de apoiar um presidente cujo comportamento me deixa preocupado com o dia de amanhã porque, na verdade, não sabemos o que pode acontecer. Bruno de Carvalho é desequilibrado".

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:50

 

image (8).jpg

 

Rebentou a crise em Alvalade como nunca se vira antes. Bruno de Carvalho anunciou ontem à tarde no Facebook a suspensão de todos os jogadores que partilharam nas redes sociais um comunicado em resposta às críticas do presidente do Sporting a alguns atletas após a derrota diante do At. Madrid, dos quartos-de-final da Liga Europa.

 

Ou seja, até informação em contrário, 19 futebolistas do plantel principal, entre os quais os capitães William Carvalho, Rui Patrício e Coates, estão suspensos e vão receber notas de culpa dos respetivos processos disciplinares. Ao que o DN apurou, as notificações serão entregues em mão esta manhã quando se apresentarem em Alcochete para treinar (às 10.00 horas). Fonte do Sporting, contudo, assumiu que pode dar-se o caso de nem todos as receberem, pois a SAD entende que há uns mais culpados do que outros neste processo. Se tal acontecer, quem não receber continuará a treinar-se.

 

O número de jogadores solidários até pode subir (há sete que não estão notificados), pois alguns não têm conta em redes sociais e, como tal, não publicaram o comunicado, no qual expressaram o "desagrado" do plantel em relação às críticas do presidente e lamentaram "a ausência de apoio" de quem, dizem, "deveria ser" o líder da equipa. "Todos os assuntos resolvem-se dentro do grupo", lia-se no comunicado.

 

A situação foi espoletada durante a tarde, após uma manhã turbulenta em Alvalade, para onde os jogadores seguiram após regressarem de Madrid (10h30) para serem submetidos a banhos e massagens. Foi nessa altura que os futebolistas exigiram a presença de Bruno de Carvalho para que tudo fosse esclarecido cara a cara. Só que o presidente, que não esteve com a equipa no jogo em Madrid, estava numa audiência na Procuradoria-Geral da República, não tendo por isso comparecido em Alvalade.

 

Ao que consta, foi o treinador Jorge Jesus - que sempre esteve ao lado dos jogadores - a amenizar o ambiente numa reunião com o plantel, que terminou com os jogadores a seguirem para casa, tendo ficado em aberto dois cenários: o boicote ao treino deste sábado ou um comunicado conjunto e público de todo o plantel. Ao início de tarde, os danos causados por este conflito pareciam controlados, mas por volta das 18.00 horas os capitães Rui Patrício e William Carvalho publicaram o comunicado nas respetivas contas de Instagram, tendo de imediato sido seguidos por outros elementos do plantel.

 

Não demorou muito até que Bruno de Carvalho explodisse na sua conta de Facebook, numa publicação que não estava aberta ao público e só disponível para os amigos daquela rede. O presidente anunciou a suspensão de todos os subscritores e passou ao ataque pois, segundo uma fonte do Sporting, não esperava esta reação de força dos jogadores e sentiu-se por isso traído. "Já estou farto de atitudes de miúdos mimados que não respeitam nada nem ninguém", escreveu o líder leonino, que foi mais longe:

 

"Estas crianças mimadas julgam que vão longe

mas desta vez a minha paciência esgotou-se para

quem acha que está acima do clube e de qualquer crítica"

 

A publicação de Bruno de Carvalho representou o extremar de posições, bem patente no facto de alguns atletas que ainda não tinham partilhado o comunicado o terem feito após a reação do presidente: foram os casos de Rafael Leão, Doumbia, Wendel, Ristovski e Fábio Coentrão. Este último, aliás, foi um dos visados das críticas do líder leonino após o jogo de Madrid.

 

Aliás, além do defesa-esquerdo também foram criticadas as atuações de Mathieu, Coates, Gelson, Fredy Montero e Bas Dost que, tal como Coentrão, foi acusado de ter visto um cartão amarelo diante do Atlético de Madrid por não querer jogar a segunda mão em Alvalade.

 

Equipa B com o Paços de Ferreira

 

A suspensão dos atletas do Sporting mereceu entretanto do Sindicato dos Jogadores uma posição de "total solidariedade" com o plantel leonino, num comunicado onde a instituição lamentou que "após apelar a que os dirigentes resolvam internamente, e não no espaço público, os problemas existentes com os seus jogadores, tal apelo não tenha sido acolhido pelo presidente do Sporting". O organismo presidido por Joaquim Evangelista "condena a tomada de posição pública do presidente do Sporting" em "tecer críticas à performance desportiva dos jogadores".

 

Segundo fonte próxima do processo, ontem à noite as posições estavam extremadas, razão pela qual não havia no horizonte forma de resolver o conflito que, ao que tudo indica, irá obrigar Jesus a recorrer aos jogadores da equipa B para defrontar amanhã (20.15) em Alvalade o Paços de Ferreira, na jornada 29 da Liga. Mais problemática será a tarefa do treinador para o jogo de quinta-feira com o At. Madrid, também em casa, se a suspensão dos atletas se mantiver, uma vez que terá de socorrer-se dos 26 jogadores da lista B (juniores) que inscreveu na Liga Europa. Isto caso se confirmem as suspensões dos 19 atletas, algo que, recorde-se, fonte dos leões disse que poderá não acontecer.

 

O DN procurou saber junto do advogado Bernardo Morais Palmeiro se, perante a situação que criada em Alvalade, os jogadores do Sporting poderão ter algum motivo para evocar rescisão dos seus contratos. O antigo jurista da FIFA considera que "neste momento ainda não há matéria para poderem pensar em rescisões com justa causa", adiantando que "é preciso perceber os próximos desenvolvimentos". "A confirmar-se que os jogadores que subscreveram o post estão suspensos, terão de ser notificados em notas de culpa de processo disciplinar. Depois é preciso perceber do que serão acusados e só aí se poderá fazer uma análise jurídica mais concreta", frisou o especialista em direito desportivo.

 

Um caso sem precedentes

 

Esta crise não tem paralelo nos três grandes do futebol português. Os rivais, no entanto, já viveram situações complicadas, sendo que a mais significativa envolveu o FC Porto em 1980, quando o presidente Américo de Sá demitiu o então diretor do futebol Pinto da Costa e, na sequência, o treinador José Maria Pedroto deixou o clube e 15 jogadores recusaram treinar-se, entre os quais António Oliveira, Lima Pereira, Frasco, Fernando Gomes, Jaime Pacheco, Octávio Machado e António Sousa.

 

No Benfica foi o presidente Vale e Azevedo o protagonista dos casos mais complicados, tendo o conflito com o capitão João Vieira Pinto redundado no seu despedimento em 2000.

 

***Reportagem do Diário de Notícias

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:59

Chega de sermos gozados !

Ricardo Leão, em 05.01.17

 

20164343_SuBLC.jpg

 

Saia quem tem de saír. Por mim sai Jesus. Mas Bruno pode ir por arrasto.

Algum Sportinguista aguenta mais tempo assim? Basta!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:29

Insólito do Dia

Rui Gomes, em 18.04.16

 

ng6524811.jpg

 Crises também causam naufrágios de galácticos...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:55

Há aqui qualquer coisa...

Rui Gomes, em 15.12.15

 

ng5415629.jpg

 

... Que não está bem explicado ! Como não encontro explicação lógica nenhuma para a época que o Chelsea está a fazer até este ponto, a minha única conclusão é que existe nisto um qualquer mistério.

 

Considero esta situação tão pouco realista, ao ponto de ser inacreditável, mas o registo não mente: em 16 jogos, os "Blues" venceram apenas 4, empataram 3 e sofreram 9 derrotas, com 18 golos marcados e 26 sofridos. Isto, do campeão em título, com um plantel tão bom ou até melhor do que o da época passada.

 

Depois do apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, a formação comandada por José Mourinho estava obrigada a vencer na deslocação ao Leicester City para regressar às vitórias depois de um empate e de uma derrota na liga inglesa, mas acabou por sofrer nova derrota, por 2-1.

 

O incrível Jamie Vardy inaugurou o marcador com o seu 15.º golo da Premier, não só para liderar a lista de goleadores mas, no processo, estabelecendo novo recorde ao tornar-se no primeiro inglês a marcar em seis jogos consecutivos em casa, batendo o recorde de Wayne Rooney de 2012, com o Manchester United.

 

E, como não há duas sem três, também vem a destaque que o Chelsea não perdia com o Leicester City há 14 anos.

 

Com esta sua nona derrota da temporada, o Chelsea desceu ao 16.º lugar, com 15 pontos, a um mero ponto da linha de despromoção e apenas com mais um do que o Swansea e o Norwich.

 

No entanto, com esta enorme crise em curso, vejo José Mourinho encarar a situação com aparente calma. Há aqui qualquer coisa que me ultrapassa !

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:22

 

wlpartners.jpg

 

Segundo notícia no «Público», o Sporting vai empreender mudanças na sua estratégia de comunicação, tendo contratado, para o efeito, a empresa "WL Partners", administrada por Luís Bernardo, antigo jornalista e ex-assessor de António Guterres e José Sócrates.

 

Esta empresa, ao que consta, é "especializada em gestão de crises", e satisfaz os critérios de Bruno de Carvalho para lidar com a "forma preocupante e desgastante" como o Sporting é tratado pela "Comunicação Social e Opinion Makers".

 

A coordenação do novo gabinete de comunicação do Sporting, segundo o jornal, vai ficar a cargo de João Morgado Fernandes, disposição que vai ao encontro da informação que divulgámos ontem aqui no Camarote Leonino e que poderá explicar, em parte, pelo menos, esta tomada de decisão do Conselho Directivo do Sporting, ou para ser exacto, de Bruno de Carvalho.

 

wdiag.jpg

Não me vou alargar em comentário porque, para ser sincero, esta matéria não é do meu íntimo conhecimento, no entanto, não deixo de ficar com a sensação que o presidente está obcecado com tudo quanto é imagem, a começar pela sua, evidentemente, e que estará a levar esta obcecação a um extremo exagerado. Por outro lado, com tantas frentes de conflito, em simultâneo - diversas instigadas pelo próprio - terá realizado que não está devidamente equipado para lidar responsavelmente com todas. O que fica no ar, à espera de esclarecimento, são os benefícios para o Sporting em tudo isto, porque não me parece que seja necessário uma empresa "especializada em gestão de crises" apenas para combater a comunicação social e os "opinion makers". 

 

* Agradecemos a referência da notícia do "Público" ao nosso estimado leitor Zargo.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:50

Crise para os lados de Carnide

Rui Gomes, em 03.10.13

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:01

O Conselho Leonino debate a crise

Rui Gomes, em 28.11.12

Sempre apoiei a razão de ser, à raiz, do Conselho Leonino, como um corpo constituido por devotos sportinguistas em quem o Clube poderia depender e recorrer numa situação de enorme crise, que não apenas resultados desportivos de menor agrado. Ao longo dos anos a função tem vindo a ser diluida, parcialmente pela selecção das pessoas que o constituem e, também, por se ter distanciado do seu escopo primodial de existência. Este orgão vai reunir novamente esta noite, supostamente para exigir satisfações ao presidente Godinho Lopes e ao Conselho Directivo quanto ao estado actual do Clube, centrado, primacial e lamentavelmente, nos resultados desportivos. Para ser sincero, não vejo que mero debate, por construtivo que possa ser, venha a resolver seja o que for, quando o que o Sporting necessita, urgentemente, são acções no sentido de assegurar meios para garantir a sua sustentabilidade a curto e a longo prazo. É de prever que o dr. Eduardo Barroso vá enunciar o seu desejo de abandonar a presidência da Mesa da Assembleia Geral. Face ao seu (não) contributo desde que assumiu a função, esta disposição não causará danos práticos, mas a imagem que projecta para o exterior e que inevitavelmente será explorada e sensacionalizada pela comunicação social, não beneficiará o Clube. É de admitir, igualmente, que a controvérsia sobre eleições antecipadas venha a ser debatida pelos conselheiros. É impossível imaginar um qualquer cenário em que esta ocorrência venha a produzir os efeitos desejados, relativamente à imediata recuperação do Clube em todas as suas vertentes. Poderemos evocar projectos e mais projectos, que não passam de mitos, uma vez que o que está em estado precário é a situação financeira e nenhum projecto terá viabilidade sem o devido apoio, que não passa, na minha modesta opinião, por recorrer a fundos, medida que apenas inflacionará o já substancial endividamento. O Sporting necessita de investimento, acima de tudo, mas o seu estado actual não se apresenta como um veículo atractivo para potenciais investidores.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:37

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D




Cristiano Ronaldo


subscrever feeds