Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Mais um dérbi, no futsal feminino

Rui Gomes, em 12.05.18

 

32235593_10155193039426923_7415706055285407744_n.p

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:43

Dérbi na Taça de Portugal

Rui Gomes, em 11.05.18

 

32187148_10155192893576923_2331225900860833792_n.p

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:35

 

img_770x433$2018_05_09_00_33_38_1395725.jpg

 

A Juventude Leonina "esclareceu" esta terça-feira via comunicado a chuva de tochas a que assistimos no dérbi:

"O que se passou no sábado foi um festival pirotécnico dos melhores já alguma vez vistos em Portugal. A Juventude Leonina luta pela legalização da pirotecnia e espectáculos como o de sábado deviam ser repetidos mais vezes.

Nada nem ninguém nos pediu nada, e é completamente vergonhosa a imagem que estão a querer fazer passar. Mas alguém no seu perfeito juízo poderá pensar que, ainda mais num dérbi, íamos atacar o nosso guarda-redes?
 
Simplesmente calhou o Rui Patrício estar naquela baliza, pois se fosse o guarda-redes visitante seria igual".
 
Uma explicação que, na minha opinião, deixa muito a desejar, por ser pouco convincente. Continuo a não perceber a intenção do acto, mas se é a apresentação de um espectáculo de pirotecnia, a sua beleza escapa-me totalmente.
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:49

 

mw-860.jpg

 

Esta minha opinião não é de agora, nem sequer recente, já vem de há muitos anos e nada do que se tem verificado na actualidade do futebol português me faz mudar de opinião: respeito a Instituição Benfica, detesto a cultura desportiva benfiquista e considero-a uma das piores do Mundo, se não até a pior.

 

Reconheço que se trata de uma generalização, e que por ser assim será algo injusta, dado que nem todos os benfiquistas pensam e agem da mesma maneira. Dito isto, creio que é adequada a uma vasta maioria.

 

Isto vem a propósito das decisões de arbitragem do dérbi, em que Carlos Xistra e Hugo Miguel (VAR) cometeram uma série de erros grosseiros, nomeadamente em prejuízo do Sporting. Mas apesar das imagens à disposição, a tal cultura desportiva benfiquista impede mesmo mentes mais sensatas de reconhecer a realidade dos lances mais em disputa.

 

Não vou alterar o meu parecer sobre o jogo, nem sequer pretendo convencer seja quem for daquilo que recusam ver, mas aqui temos mais umas opinões de indivíduos experientes na arbitagem, sobre os referidos lances, assente numa reportagem do jornal Expresso:

 

Esteve mal, mesmo muito mal em alguns lances e foi também mal auxiliado pelo vídeoárbitro. Esta é a análise global dos especialistas à arbitragem conduzida por Carlos Xistra no sábado em Alvalade, num jogo muito intenso e disputado que terminou com o marcador a zero.

 

A marcar esta arbitragem "infeliz", nas palavras de Duarte Gomes, estão essencialmente quatro lances. Dois que dariam lugar à marcação de penálti e dois que deviam ter resultado em expulsão.

 

RÚBEN DIAS EM DOIS LANCES PARA PENÁLTI

 

Os penáltis a que o ex-árbitro internacional se refere envolvem Rúben Dias por contactos de “intensidade excessiva” com jogadores do Sporting no coração da grande área.

 

O primeiro envolveu Mathieu, aos 15 minutos. O central do Benfica usou a mão sobre o ombro do central do Sporting e ainda levantou o pé à altura da cara do jogador.

 

O segundo lance, refere-se a uma carga de Rúben Dias sobre as costas de Bas Dost impedindo o avançado de saltar.

 

Não são grandes penalidades “de preto no branco, mas suficientes para poderem desequilibrar e derrubar os adversários”, escreve Duarte Gomes. Assinalá-los faria ainda mais sentido seguindo o critério do próprio árbitro em lances em que marcou falta atacante por contactos de intensidade menor.

 

DOIS LANCES VIOLENTOS QUE DEVIAM TER DADO VERMELHO

 

Rúben Dias volta a estar envolvido num lance que para Duarte Gomes seria de expulsão clara, quando já ao cair do pano (84’) deixou Gelson Martins no chão depois de o atingir com o cotovelo de forma ostensiva no rosto. Neste caso, garante Duarte Gomes, o video-árbitro "era obrigatório", mas não interveio.

 

A segunda expulsão teria lugar pouco depois. Bruno Fernandes deu um verdadeiro pontapé na perna de Cervi, “de forma despropositada e violenta. Lance passível de vermelho directo" e que também justificava a entrada em acção do VAR, na opinião do especialista.

 

Em resumo, “noite infeliz de um bom árbitro, em partida em que ninguém quis ajudar”.

 

ANALISTAS DO "RECORD" TAMBÉM DÃO NOTA NEGATIVA

 

Como Duarte Gomes, Jorge Faustino e Marco Ferreira estão de acordo com a decisão do árbitro de não punir um lance a envolver Rui Patrício e Rafa logo aos oito minutos. O choque era inevitável, mas não foi faltoso.

 

Defendem que devia ter sido exibido o vermelho a Rúben Dias e a Bruno Fernandes aos 90 minutos, lembrando Marco Ferreira que o jogador não tinha qualquer hipótese de jogar a bola.

 

Quanto às grandes penalidades que terão ficado por assinalar em dois lances que envolveram Rúben Dias, Jorge Faustino concorda com Duarte Gomes e considera que ambos deviam ter dado lugar à marcação de penálti, apesar de, sobretudo o primeiro, ser de difícil análise in loco.

 

Marco Ferreira aceita a decisão do árbitro nos dois casos.

 

Critério largo, frágil no capítulo disciplinar e muito mal auxiliado pelo VAR, resumem os analistas.

 

"TRIBUNAL" COM MÃO PESADA

 

O “Tribunal d’Jogo” é o mais cáustico na análise: “arbitragem catastrófica”, escreveu José Leirós; Jorge Coroado apontou falta de coragem ao juiz da partida e Fortunato Azevedo também considerou o trabalho de Xistra globalmente “sem classe e sem coragem”.

 

Os três concordam que deviam ter sido assinaladas grandes penalidades por falta de Rúben Dias aos minutos 15’ e 56’; e que o vermelho devia ter sido mostrado a Rúben Dias no lance em que atingiu Gelson Martins na cara com o cotovelo.

 

No caso da falta de Bruno Fernandes sobre Cervi, Coroado é o único a achar que o que há a apontar ao médio leonino é ter sido “objectivo no derrube”, aceitando a advertência com cartão amarelo.

 

ÚLTIMA HORA: O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ordenou hoje a abertura de um auto de flagrante delito, pela Comissão de Instrutores (CI) da Liga, com vista à instauração de um processo sumário a Rúben Dias, na sequência do lance com Gelson Martins, no dérbi do passado sábado.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:48

Ainda o dérbi

Rui Gomes, em 06.05.18

 

Dcdr6AdW4AEDQ9S.jpg

 

***Só não estão contabilizados os dois penáltis que ficaram por assinalar contra o Benfica, assim como a não expulsão de Rúben Dias por agressão a Gelson Martins. 

 

P.S.: Também não regista a choradeira monumental e murro na mesa de conferência de imprensa de Rui Vitória, o maior sonso da praça.

 

Em abono da verdade, também devia comentar a insuficiência de Jorge Jesus, mais uma vez amplamente demonstrada num  jogo em que a equipa foi uma sombra daquilo que é capaz. Será que vamos ser subjugados a mais uma época do mesmo ou o presidente vai abrir os olhos, e a carteira, que não é a dele, para contratar um treinador ao nível das aspirações do Clube?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:02

Um empate que favorece o Sporting

Rui Gomes, em 06.05.18

 

image (2).jpg

 

Um jogo muito disputado entre os eternos rivais a terminar com um empate a zero, que favorece o Sporting, face ao resultado (1-1) da primeira volta no Estádio da Luz. No que ao segundo lugar diz respeito e ao acesso à Champions, o Sporting controla o seu destino no último jogo do campeonato, no Funchal, frente ao Marítimo.

 

Vou deixar a análise do jogo aos leitores, mas não sem comentar a péssima arbitragem de Carlos Xistra, tanto no capítulo técnico como disciplinar. Raramente o faço, mas hoje sinto que não posso deixar passar.

 

Perdoou duas faltas para grande penalidade a Rúben Dias, ambas na primeira parte, uma sobre Mathieu e a outra sobre Bas Dost. Já no segundo período, perdoou-lhe a expulsão, por uma flagrante cotovelada em Gelson Martins.

 

Pode ser argumentado que a falta cometida por Bruno Fernandes sobre Cervi merecia mais do que 'amarelo', mas também houve outros lances (Pizzi x 2) que justificavam acção disciplinar que o árbitro ignorou completamente. Carlos Xistra não esteve à altura da importância do jogo.

 

Achei piada a Rui Vitória a desculpar-se com a arbitragem no final do jogo.

 

P.S.: E já que surgiu um leitor a clamar falta para grande penalidade sobre Rafa, aos 8', deixo aqui o link para o vídeo do lance para quem quiser ver de "olhos abertos".

 

__________________________________________

 

Numa época em que não teve capacidade para ganhar seja o que for, a reacção - muito típica, aliás - do clube da Luz foi esta:

 

"Jogo sujo. Campeonato sujo. Uma arbitragem que envergonha o futebol: penáltis e faltas perdoados culminando numa falta inventada para anular o golo limpo de Raúl. E porque é que o vídeo-árbitro Hugo Miguel, tal como na Luz, não vê os lances? Como será a última jornada?".

 

Fica a ideia que houve emails extraviados ou, então, toupeiras que não cumpriram serviço.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:25

Vergonhoso e inadmissível !

Rui Gomes, em 06.05.18

 

img_FanaticaBig$2018_05_05_20_36_44_1394395.jpg

 

Um início atribulado devido ao lançamento de tochas para o relvado, por parte das claques do Sporting, que interrompeu o jogo durante cerca de três minutos.

 

É inevitável que o Sporting seja severamente multado por esta acção das claques. Mais do que isso, esperamos agora que o presidente que, por norma, vem a público por tudo e por nada, venha condenar veemente este vergonhoso comportamento.

 

Como se trata da sua "guarda pretoriana", será melhor esperar sentado!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:24

As contas do dérbi e da Europa

Rui Gomes, em 05.05.18

 

DcVuS_wW0AENX_q.jpg

 

O empate do SC Braga esta sexta-feira afastou a equipa minhota do segundo lugar. Com 75 pontos, os bracarenses farão no máximo 78 se vencerem o Rio Ave na última jornada. Ora, Benfica e Sporting têm 77 pontos.

 

Caso o Sporting vença o dérbi, o 2.º lugar é seu, face aos 80 pontos garantidos e a vantagem sobre o Benfica no confronto directo (1-1 no jogo da Luz). Neste cenário, as águias terão de lutar com o SC Braga para o terceiro lugar.

 

Se o Benfica vencer o dérbi, assegura prontamente o 2.º lugar. Isto, porque mesmo que venha a perder frente ao Moreirense na última jornada, fica com 80 pontos e terá sempre a vantagem sobre o Sporting no confronto directo.

 

No caso de o dérbi terminar empatado, o 2.º lugar fica em aberto entre leões e águias, salvo se o empate for a zero, o que dará a vantagem ao Sporting no confronto directo. Tudo será então decidido na última jornada, em que o Sporting visita o Marítimo e o Benfica recebe o Moreirense.
 
O outro cenário apresenta-nos Sporting, Benfica e SC Braga todos com 78 pontos e, neste caso, seria o Benfica a ir à 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, devido à vantagem no mini-campeonato entre os três (totalizava 8 pontos contra SC Braga e Sporting). O SC Braga seria, neste caso, o terceiro classificado (quatro pontos contra os rivais) e o Sporting ficaria em quarto lugar (três pontos contra Benfica e SC Braga).
 
Recorde-se, ainda, que o vencedor da Taça de Portugal terá acesso directo à fase de grupos da Liga Europa. Se o Sporting levar a melhor sobre o Desportivo das Aves, no dia 20, e já tiver apurado para a 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, por ter assegurado o 2.º lugar no campeonato, será o terceiro classificado a ter o referido acesso à Liga Europa.
 
Nota: Já percorri as páginas noticiosas deste sábado e não encontrei nenhuma declaração de António Salvador sobre os benefícios da arbitragem e do VAR no jogo de ontem frente ao Boavista. Uma expulsão discutível, por ser o tipo de lance que ocorre praticamente em todos os jogos, sem merecer expulsão directa, mas, muito mais do que isso, uma grande prnalidade que foi concedida à equipa minhota nos descontos, em erro, uma vez que o avançado bracarense que de facto sofreu a falta estava em posição irregular. 
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:26

As prioridades de Bruno

Rui Gomes, em 03.05.18

 

Bruno-de-Carvalho.jpg

 

Insatisfeito com o castigo de seis dias que lhe foi imposto pelo Conselho de Disciplina da FPF e determinado a assisir ao dérbi de sábado no banco de suplentes, Bruno de Carvalho - ou melhor, o Sporting - vai interpor uma providência cautelar contra o castigo.

 

Fonte bem conhecedora do processo revelou à Lusa que o Sporting vai avançar com uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, contestando a sanção a Bruno de Carvalho, anunciada na quarta-feira pelas entidades federativas.

 

Com a oficialização do castigo, devido a declarações na rede social Facebook, o presidente está impedido de frequentar a área técnica no jogo de sábado ou, caso o faça, incorrendo em nova pena, desta feita por "não acatamento de deliberações", o que prevê suspensão entre três meses e um ano e multas entre cerca de 1.000 e 5.000 euros.

 

Com tantos processos em Tribunal, mais um até quase que passa despercebido, salvo os honorários dos advogados, custas e afins que o Clube terá de assumir, consideração que em nada incomoda Bruno de Carvalho, evidentemente.

 

A bem dizer, até se louva a sua coragem, uma vez que ao ir para o banco até arrisca lesão, como ocorreu há dias. Caso que, em princípio, não sucederia na Tribuna de Alvalade. Mas ele, melhor do que ninguém, sabe identificar as suas prioridades.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:48

 

img_770x433$2018_05_02_16_23_26_1393345.jpg

 

José Maria Ricciardi, banqueiro, conhecido sócio do Sporting e accionista da SAD leonina, de passagem pelo recinto do Estoril Open, no Clube de Ténis do Estoril, teceu algumas considerações sobre o dérbi de sábado e o impacte que o desafio terá relativamente ao acesso à Liga dos Campeões:

 

"Claro que desejo que ganhe o Sporting, mas tenho a perfeita consciência de que num dérbi não há favoritos. O Benfica pode perfeitamente ganhar o jogo, que ainda tem a enorme importância de dar o acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões, que, hoje em dia, vai passar a pagar aos clubes valores consideravelmente mais elevados.

Sporting tem probabilidades de acabar no segundo lugar do campeonato, posição essa que não é apenas essencial para as contas desta época, mas igualmente determinante na planificação de 2018/19. Ou melhoramos o ranking e voltamos a ter três equipas - o que me parece manifestamente difícil - ou isto, do ponto de vista económico, vai ser um problema para os três grandes, porque aquele que ficar de fora da Liga dos Campeões ficará numa grande desvantagem económica face aos outros dois.

Com o aumento dos prémios decretado pela UEFA, as receitas para os clubes serão consideráveis, além do facto de a competição ser uma montra importantíssima para valorizar os jogadores dos plantéis do Sporting, Benfica e FC Porto".
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:50

Hoje é dia de dérbi !

Leão Zargo, em 05.03.16

 

Sporting Benfica 1951-52.jpg

 

Como é sabido por todos, o primeiro dérbi realizou-se rigorosamente cinco minutos antes da criação do Mundo. Isso já foi há muito tempo, portanto, ali para os lados do Sítio das Mouras.

 

De todos eles há grandes fotografias, umas épicas, outras dramáticas, muitas vitoriosas, outras ainda desesperadas. Vitória e derrota. Sangue, suor e lágrimas no futebol. Mas, também há fotografias simplesmente bonitas. Como esta datada de 18 de Novembro de 1951, no Estádio Nacional.

 

“Que vença o melhor!”, como se costuma dizer sempre que há dérbi. E que o melhor seja o Sporting, pois claro!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:57

E tudo o apito levou

Leão Zargo, em 24.02.16

 

19295612_9i83Z.jpg

 

___ Inácio de Almeida no Estádio da Luz ___

 

 

Temos por hábito dizer que um bom árbitro de futebol é aquele que consegue passar despercebido durante um jogo. Talvez por isso, os adeptos raramente se refiram às boas arbitragens, sendo que as más ainda são citadas muitos anos depois. Os árbitros são recordados pelas piores razões, nomeadamente por penaltis duvidosos, foras de jogo polémicos, expulsões injustas de jogadores, sabe-se lá que mais. Devemos a estes assopradores do apito o enriquecimento da língua portuguesa aplicada ao futebol: ‘campo inclinado’, ‘não deixou jogar’, ‘empurrou a equipa’ ou expressões como ‘limpinho’ e ‘colinho’ que mais parecem passwords de uma qualquer entrada manhosa.

 

Só alguns árbitros alcançaram a imortalidade, precisamente aqueles que quando se pronuncia o seu nome quase todos sabem do que é que se está falar. Por isso, Inácio de Almeida integra um núcleo relativamente restrito. Imortal, portanto.

 

Inácio de Almeida ascendeu a esta condição de imortalidade em grande parte devido à sua actuação num Benfica-Sporting disputado em 2 de Maio de 1981, no Estádio da Luz. Nesse jogo conseguiu tomar várias decisões erradas sempre a favor do mesmo lado. Assinalou um penálti duvidoso contra o Sporting, que mandou repetir depois de Nené ter falhado, e, pior ainda, virou as costas quando Pietra rasteirou Manuel Fernandes dentro da grande área. O árbitro mandou seguir mas, com a pressa de afastar conversas e protestos, Bento atrapalhou-se, largou a bola e permitiu que Jordão marcasse golo. ‘Pé em riste’, decretou o apitador. Foi a cereja em cima do bolo.

 

O erro grosseiro do árbitro foi reconhecido pelos intervenientes. Manuel Fernandes descreveu da seguinte maneira: “Eu ia com a bola desde o meio-campo, entrei na área e o Pietra deu-me um toque por trás. O árbitro não assinalou penálti. Entretanto, naquela 'fossanguice' de recolocar a bola em jogo, o Bento atrapalhou-se e deixou a bola fugir para o Jordão, que a tocou suavemente para dentro da baliza”. João Alves, jogador do Benfica, foi claro: “Quando se gerou a confusão, eu e o Humberto apertámos com o árbitro e com o fiscal de linha. Alegámos que o Jordão tinha pontapeado as mãos do Bento, que devia estar com azeite nas luvas”. Galrinho Bento, o tal do azeite nas luvas, foi peremptório ao garantir que “sobre mim não houve falta. Terá visto uma infracção anterior”.

 

O jornalista Carlos Pinhão escolheu “Favorito sem chama nem assim ganhou” para título da sua crónica do jogo em A Bola, acrescentando que o Benfica “recebeu boas ajudas da arbitragem”. O presidente João Rocha exigiu a irradiação do árbitro, defendendo que “além de incompetente, mostrou ser desonesto, cópia fiel de um tal Inocêncio Calabote”. E, como João Rocha não era pessoa de mandar recados por outros, concluiu dizendo que o árbitro “tem antecedentes e tem uma alergia especial ao Sporting”.

 

Inácio de Almeida, com 49 anos e perto do final da carreira na arbitragem, foi punido com 60 dias de suspensão e não voltou a actuar. Muito mais tarde, em 2003, deu uma entrevista ao jornal Record reconhecendo finalmente o fatídico erro. O antigo árbitro lamentou o que se passou, garantindo que “sempre que se desenterra a polémica, fico duas noites sem dormir”. Mas, aquele jogo no Estádio da Luz teve, ainda, uma simbologia triste: foi o último dérbi em que Benfica e Sporting entraram em campo apenas com jogadores portugueses como titulares.

 

 

Ficha do jogo

 

Campeonato Nacional (27ª jornada)

Estádio da Luz, 2 de Maio de 1981 

Benfica 1 - Sporting 1

Árbitro - Inácio de Almeida (Setúbal)

 

Benfica - Bento (capitão), Veloso, Bastos Lopes, Humberto Coelho, Pietra, Shéu, João Alves, Carlos Manuel (José Luís), Nené, Chalana e Reinaldo (César)

 

Treinador - Lajos Baroti

 

Marcador - Nené (43m)

 

Sporting - Vaz, José Eduardo, Bastos, Eurico, Augusto Inácio, Fraguito, Ademar, Manuel Fernandes (capitão), Marinho, Freire (Lito) e Jordão

 

Treinador - Srecko Radisic 

 

Marcador - Jordão (65m)

 

 

Nota: A fotografia da equipa do Sporting (época de 1980-81) não é do dérbi no Estádio da Luz.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:32

Jesus enganou-se

Leão Zargo, em 23.11.15

 

DC3GUIY6.jpg

No final do dérbi para a Taça de Portugal, Jorge Jesus afirmou que "o Sporting há 60 anos que não ganhava três vezes seguidas ao Benfica". Referia-se às vitórias consecutivas da época de 1953-54 (dois jogos para o Campeonato Nacional e um para a Taça de Portugal).

 

Em rigor, a afirmação de Jorge Jesus não corresponde à verdade pois os leões derrotaram o seu eterno rival três vezes sucessivas em 1994 e 1995. Consultando a utilíssima Wiki Sporting verifica-se que o clube de Alvalade venceu três dérbis contínuos nas épocas de 1994-95 e de 1995-96, pois não se realizou outro entre os que são referidos. A série vitoriosa foi interrompida em 17.Fevereiro.1996 por um empate na Luz (0-0).

 

Os dérbis:

                                                                         

* 01.Dezembro.1994 13ª Jornada Sporting-Benfica 1-0

* 30.Abril.1995 30ª Jornada Benfica-Sporting 1-2

* 04.Outubro.1995 6ª Jornada Sporting-Benfica 2-0

 

Naturalmente que a sequência de três vitórias sob a orientação técnica de Jorge Jesus é memorável. Mas, fica reposta a verdade, até porque um grande treinador não necessita de elogios que não correspondam à verdade dos factos.

 

Sendo assim, faço o desafio de conseguirmos a quarta vitória consecutiva em dérbis… e a necessidade de nova consulta da notável Wiki Sporting para se confirmar o tempo da invulgar proeza !

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:02

 

O primeiro dérbi no novo Estádio José Alvalade inaugurado em 1956 realizou-se em 23 de Dezembro desse ano e teve os ingredientes principais dos grandes confrontos com o nosso rival: escaldante e dramático!

 

19028731_DnPYt.jpg

A época estava a ser atribulada para os leões que chegaram a andar pelos últimos lugares da classificação a par do Caldas, Covilhã e Atlético. Terminariam num modesto 4º lugar como no campeonato anterior. O argentino Abel Picabêa tinha sido contratado para fazer a renovação da gloriosa equipa dos cinco violinos, mas a empresa revelava-se muito maior do que seria previsível. O Benfica acabou por vencer o campeonato com uma forte ajuda do Sporting que derrotou o FC Porto por 2-1, em Alvalade.

 

Naquela tarde invernosa de Dezembro, à 15ª jornada, o Sporting andava quase pelo meio da tabela classificativa enquanto que águias e andrades lutavam pela liderança. O árbitro foi o célebre Inocêncio Calabote que, com o seu relógio especial, conquistaria a imortalidade alguns anos mais tarde no Estádio da Luz num Benfica-CUF.

 

180px-Jogo_Inaugural_EJA.jpg

O dérbi foi disputadíssimo como é da praxe, verificando-se grande domínio dos leões em quase todo o jogo, mas o Benfica pressionou a baliza de Carlos Gomes nos últimos vinte minutos. O guarda-redes revelou toda a sua categoria mantendo a baliza inviolável e impondo a primeira derrota da época aos da Luz.

 

No final, afirmaria aos jornalistas: “Qualquer das equipas podia ter ganho. Sinceramente achava que nos seria muito difícil derrotar o Benfica, mas todos jogámos com vontade férrea daí resultando um extraordinário desafio como este foi”.

 

O golo solitário foi marcado por Hugo, que veio para substituir o inesquecível Jesus Correia e que envergou a camisola leonina durante dez temporadas, jogando no lado direito da linha avançada. Apesar da vitória no dérbi, a época arrastar-se-ia penosamente para os sportinguistas, constituindo a eliminação pelo Vitória de Setúbal nos quartos-de-final da Taça de Portugal o epílogo de uma época desportiva absolutamente fracassada.

 

O último jogo do Sporting orientado por Abel Picabêa foi no final de Junho com o First Vienna, vindo depois para o seu lugar o reputado Enrique Fernandez. O novo treinador sagrou-se campeão nacional logo no primeiro ano, depois de uma luta titânica com o FC Porto.

                                                                                                                                    

Campeonato Nacional da I Divisão (1956-57)

15ª Jornada

Sporting 1 - Benfica 0

23 de Dezembro de 1956

Estádio José Alvalade (Lisboa)

Árbitro - Inocêncio Calabote (Évora)

 

Sporting - Carlos Gomes, Caldeira, Joaquim Pacheco, Pérides, Passos, Osvaldinho, Hugo, Gabriel Cardoso, Pompeu, Travassos e João Martins

 

Treinador - Abel Picabêa

 

Marcador - Hugo (17m)

 

Benfica - Bastos, Calado, Ângelo, Pegado, Artur Santos, Alfredo, Isidro, Coluna, José Águas, Salvador e Cavém

 

Treinador - Otto Glória

 

 

Nota: Hoje é dia de dérbi. Oxalá que algum dos nossos se inspire no golo solitário de Hugo Sarmento e estabeleça o resultado final! Por um se ganha.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:32

 

Sabe-se de ciência certa que um jogo de futebol é semelhante a uma peça de teatro. Nele encontram-se os ingredientes principais da arte dramática, sendo que o campo é o próprio palco, o treinador faz de director de cena e os jogadores são os actores. O público, esse, só pode ser o coro como numa tragédia grega. Alcino Pedrosa num belíssimo texto (O Teatro e o Futebol) no Leitura de Jogo mostrou que é assim mesmo.

 

Esta conversa vem a propósito de um dos dérbis mais espectaculares de que alguma vez ouvi falar. Foi um Benfica-Sporting disputado na Estância de Madeira, no Campo Grande, em 25 de Abril de 1948. Os leões precisavam de vencer por três golos de diferença para, tendo a mesma pontuação do rival, ultrapassá-lo na tabela classificativa do Campeonato Nacional. 

 

18985372_9k2bz.jpg

Na primeira volta o Sporting foi derrotado no Estádio José Alvalade (antigo Stadium Lisboa) por 1-3. O golo leonino foi conseguido por Travassos aos 89 minutos, mas o desalento da derrota impediu o festejo. Provavelmente, o Zé da Europa não imaginou nesse dia o valor que pode ter um golo marcado a um minuto do final de um jogo de futebol. Daquela vez, nem o coro foi capaz de anunciar o que estava para acontecer.

 

O Sporting era treinado por Cândido de Oliveira, um benfiquista que jogou de águia ao peito até sair em 1920 para ser um dos fundadores do Casa Pia Atlético Clube. Os jogadores eram do melhor que alguma vez vestira a camisola do leão rampante. Os “Cinco Violinos” e companhia não tremiam no momento de enfrentar o destino num campo de futebol.

 

A semana que precedeu o dérbi foi de arrasar os nervos para os lados de Alvalade. Peyroteo andou adoentado com febre e, para piorar tudo, na direcção do Clube houve quem desconfiasse da táctica que o treinador estava a preparar para o grande confronto. Houve quem garantisse que seria suicida, desconfiando do benfiquismo de Mister Cândido. Pelos vistos, já não havia memória daquela tarde de Junho de 1923, em Coimbra, quando Cândido de Oliveira foi o massagista dos leões num Sporting-FC Porto nas meias-finais do Campeonato de Portugal.

 

18985366_rjsaY.jpg

O Sporting apresentou-se muito forte no Campo Grande. Peyroteo fintou a febre e depositou um póquer de ases na baliza do infortunado Contreiras. Espírito Santo ainda reduziu o marcador, mas os quatro golos do bombardeiro de Alvalade determinaram o destino do título de campeão nacional. Não esquecendo o golinho do Travassos ao cair do pano no dérbi da primeira volta, como que a hybris da tragédia grega (a acção contra o estabelecido) naquele campeonato. Muitos anos mais tarde os Deolinda cantariam que “o que tem de ser tem muita força”. Nem mais !

 

Então, no meio dos festejos e senhor do seu destino, Cândido de Oliveira profere a célebre frase "somos bestiais quando ganhamos e bestas quando perdemos" e apresenta o pedido de demissão. O director do Sporting que duvidou do treinador procurou-o no emprego para o demover, jurando que a demissão seria a dele, o dirigente. Cândido, grande como sempre, apertou-lhe a mão dizendo que ficavam os dois para a conquista do título.

 

O Sporting passou para a liderança do campeonato pela diferença de um golo, não havendo alteração até ao final da competição. Os leões foram derrotados em Setúbal, mas às águias aconteceu o mesmo em Elvas. Campeão por uma singela bola que atravessou a fatídica linha da baliza. Uma bola, uma bolinha… um berlinde! Os benfiquistas, desesperados, chamaram-lhe o "campeonato do pirolito". Pegou de estaca até aos nossos dias essa do pirolito, a bebida gaseificada e doce que era feita à base de ácido cítrico e de essência de limão, com um berlinde de vidro a fazer de rolha.

 

Por ter sido o Campeão Nacional em 1947-48 o Sporting tomou posse da monumental “Taça O Século”, com 1,23m de altura. Venceu, ainda, a Taça de Portugal ao derrotar o Benfica nas meias-finais (3-0) e o Belenenses na final (3-1), coroando uma época memorável com a segunda dobradinha da sua História, para além da vitória na Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa.

 

Ficha do jogo

 

Campeonato Nacional da I Divisão (1947-48)

22ª jornada

Benfica 1 - Sporting 4

25 de Abril de 1948, Estância de Madeira (Campo Grande)

Árbitro - Libertino Domingues (Setúbal)

 

Benfica - Contreiras, Jacinto e Fernandes, Moreira, Félix e Francisco Ferreira, Espírito Santo, Arsénio, Julinho, Corona e Rogério “Pipi”

 

Treinador - Lipo Hertzka

 

Marcador - Espírito Santo (75m)

 

Sporting - Azevedo, Álvaro Cardoso e Juvenal, Carlos Canário, Luís Moreira e Veríssimo, Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano

 

Treinador - Cândido de Oliveira

 

Marcador - Peyroteo (35, 41, 58 e 69m)

 

 

Nota: Fotografia da equipa do Sporting com os três troféus que conquistou na época de 1947-48 e de Fernando Peyroteo num dérbi com o Benfica (não datado).

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:19

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D




Cristiano Ronaldo


subscrever feeds