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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.


Jorge Jesus e Diego Simeone estão em plena sintonia no que respeita ao embate entre Sporting e Atlético de Madrid, ditado pelo sorteio dos quartos-de-final da Liga Europa. Tanto o treinador leonino como o timoneiro dos colchoneros acreditam que a eliminatória irá ser muito renhida, embora Jesus considere o Atlético o principal candidato à conquista da competição.
"Antes do sorteio, na Rep. Checa, tinha dito que o favorito número um era o Atlético. O respeito que tínhamos antes do sorteio, vamos continuar a ter. É uma equipa que todos conhecem, e vem identificar o Sporting com projecção europeia. Estes dois jogos vão ter muito mais impacto do que se fosse com outro adversário. Temos as nossas hipóteses, acreditamos no nosso valor, estamos muito confiantes", realçou este sábado Jorge Jesus, à margem da antevisão do encontro de amanhã com o Rio Ave em Alvalade.
Quando questionado sobre se o nome do adversário irá alterar as prioridades do Sporting, na sequência das suas afirmações admitindo que continuava a sonhar em conquistar a prova, Jorge Jesus foi peremptório: "Não há qualquer mudança".
Em Madrid, e enquanto antevia o encontro de amanhã com o Villarreal, Simeone abordou igualmente o duelo europeu, elogiando os leões. "Vimos quando jogou contra o Barcelona na Liga dos Campeões. É uma equipa competitiva, com um treinador muito competitivo. O Sporting tem jogadores importantes do meio-campo para a frente. Vai ser uma eliminatória equilibrada, mas temos a ilusão de seguir em frente".
Sobre a onda de lesões que tem assolado a equipa: "As lesões existem sempre no futebol e temos de estar preparados para resolver esses problemas. Não estou preocupado, tenho um plantel é curto, mas muito importante. Vamos competir com os rapazes que temos à disposição."

«Sempre perguntei às pessoas da UEFA porque é que a equipa que joga fora na segunda mão das eliminatórias tem mais 30 minutos para marcar um golo que vale por dois em caso de empate. Isso é imenso em eliminatórias tão equilibradas como estas. Desta vez jogamos fora mas também já calhou isso acontecer em nossa casa, mas ninguém me consegue dar uma resposta».
Diego Simeone, treinador do Atlético de Madrid.
Pergunta muito interessante e legítima !
Diego Simeone - técnico argentino do Atlético de Madrid - reaviva uma velha discussão ao referir o que ele considera ser a necessidade de existir um novo paradigma para o futebol a nível mundial. Na sua opinião, nada deve obstar a que os melhores treinadores acumulem o trabalho diário nos clubes com o cargo de selecionador dos respectivos países.
Para o efeito, não está directamente em causa o actual trabalho de Fernando Santos com a Selecção Nacional, assim como o de outros seleccionadores, dado que o argumento de Simeone visa um cenário global de futuro, porventura num enquadramento que também lhe permitiria orientar a Argentina.
«Já me questionei muitas vezes porque é que Guardiola não orienta a selecção de Espanha, Mourinho a de Portugal, Pellegrini a do Chile, Klopp a da Alemanha e Ancelotti a de Itália. Muitos treinadores, porventura os melhores, não podem orientar as seleções dos respectivos países.
«Não é positivo que assim seja. Temos de procurar soluções para nós, que queremos treinar os melhores clubes do mundo e também as nossas seleções. Pode ser que em breve seja possível».
A ideia não deixa de ter mérito, mas é evidente que a sua complexidade exige ponderação profunda, com os clubes a terem uma palavra muito importante no assunto. Só a FIFA poderá iniciar uma discussão neste sentido e não é de esperar uma solução a curto prazo.
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