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Os antigos jogadores do Atlético de Madrid Juanma López e Mariano Aguilar estão a ser investigados por suspeita de terem defraudado o fisco em mais de cinco milhões de euros, revelou esta quarta-feira a justiça espanhola.

Juanma López, de 49 anos, e Mariano Aguilar, de 48, são os principais suspeitos de uma fraude fiscal, que terá lesado o fisco espanhol através um fundo de investimento do qual ambos são representantes, dedicado à compra de direitos de futebolistas.

A operação da justiça espanhola de eventual fuga ao fisco e branqueamento de capitais, baptizada por ´Dean', concentra a sua investigação no fundo de investimento Doyen Sports e investiga ainda o seu administrador, o português Nélio Lucas.

Os empresários investigados, num processo alargado a mais três suspeitos, são acusados de não pagar em Espanha o rendimento das operações de compra dos direitos económicos dos jogadores e da concessão de empréstimos a vários clubes.

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publicado às 04:01

 

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A frase do título é de Octave Mirbeau, escritor e jornalista francês há muito falecido.

 

Com isto, não sei se os empresários indicados na lista que publicamos, elaborada pela revista Forbes, como é usual anualmente, "conquistaram o mundo", mas se não o fizeram, com as comissões que receberam no último ano, não terão ficado muito longe disso. É mais um caso clássico que nos leva a perguntar: 'quantos milhões são suficientes?'.

 

À primeira impressão até pode parecer que tudo é à custa dos clubes e dos atletas, e parcialmente até é, mas o real pagador à raiz é o adepto/consumidor. Sem este, nada existe!

 

O empresário português Jorge Mendes surge no segundo lugar na lista elaborada pela Forbes. O agente português, que este Verão foi protagonista na mudança de Cristiano Ronaldo do Real Madrid para a Juventus, já ganhou mais de 85 milhões de euros em comissões (este ano registou um aumento de 30,5 por cento em relação a 2017), um número apenas superado pelo norte-americano Scott Boras, empresário que representa maioritariamente jogadores de basebol, com mais e 89 milhões. O valor dos jogadores que tem em carteira passou, por outro dado, de 655 milhões em 2017 para 851 milhões em 2018.


Eis o top 10 dos mais poderosos, segundo a Forbes:

1.º Scott Boras (basebol), 89.586 milhões de euros acumulados em comissões 
2.º Jorge Mendes (futebol), 85.634 milhões de euros 
3.º Jonathan Barnett (futebol), 67.776 milhões de euros 
4.º Jeff Schwartz (basquetebol), 56.889 milhões de euros  
5.º Mino Raiola (futebol), 53.575 milhões de euros  
6.º  Casey Close (basebol), 52.961 milhões de euros  
7.º  Sam & Seth Levinson (basebol), 42.142 milhões de euros  
8.º Volker Struth (futebol), 39.564 milhões de euros  
9.º Pat Brisson (hóquei no gelo), 38.635 milhões de euros  
10.º  Todd France (futebol americano), 35.647 milhões de euros

 

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publicado às 15:43

 

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É lógico e compreensível que a nossa preocupação fulcral seja com o estado da nossa "casa", mas analisando um cenário mais alargado, verifica-se, a exemplo, a realidade distinta entre os clubes portugueses e os ingleses.  

 

Enquanto que as equipas portuguesas desembolsaram cerca de 69 milhões de euros na contratação de jogadores, ou seja, na aquisição dos seus passes, os clubes da English Premier League gastaram esta época 184,3 milhões de euros só em comissões pagas a empresários de jogadores, valores verdadeiramente astronómicos.

 

As verbas pagas a agentes de jogadores, aliás, têm vindo a aumentar ano após ano em Inglaterra - na temporada passada as comissões atingiram 144 milhões, pelo que esta época foi estabelecido um novo recorde. Refira-se que os clubes ingleses foram os reis do mercado esta época, com gastos superiores a mil milhões de euros.

 

Com tudo isto, recorde-se que entre outras fontes de receita - bilheteira e patrocinadores - os clubes ingleses beneficiam significativamente do que é proveniente das transmissões televisivas, valores igualmente astronómicos. A mero exemplo, um clube recém-promovido à Premier recebe, desta fonte, quatro ou cinco vezes mais do que qualquer um dos "grandes" portugueses. Uma realidade bem distinta !

 

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publicado às 20:21

 

«O problema é que as mensagens passadas são as erradas. Pega-se nesta questão (comissões), como em tantas outras, para apontar dedos em exercícios de permanente comparação, diabolização, mas pior: constantemente lembrar males passados para eventualmente justificar defeitos presentes. Há umas semanas na entrevista aos 3 jornais foi dita nesta matéria (empresários), em abstracto, muita coisa acertada. Uma das mais acertadas: incompreensão pela "obrigatoriedade" em pagar-se comissões por todo e qualquer acto. A metáfora das laranjas é para esse efeito perfeita: se estamos a comprar jogadores temos de pagar comissões a que propósito ? Ou na renovação de contratos ? Comissões pagam-se quando se está a vender, não quando estamos a comprar. Isto é bom senso e qualquer pessoa deverá perceber. Se são "regras do jogo" pois são as regras erradas que não deveriam ser tidas como "normais". Agora pegar nisto para na praça pública (?) diabolizar empresários quando queiramos ou não, temos forçosamente de negociar com eles, é contraproducente e só serve um propósito: gestão de imagem. De que forma a diabolização de Pini Zahavi aproxima o Sporting da renovação com Tiago Ilori ?

Quando são as mensagens erradas atrás de mensagens erradas e passamos os dias nisto, a novela torna-se de facto enjoativa. As eleições já lá vão e cabe a quem lá está resolver problemas, fazer melhor que os anteriores. Não é preciso tanto falatório.»

 

Manuel Humberto - "Sporting Autêntico"

 

Comentário: Uma breve consideração minha que era para escrever no acima referido blogue - Sporting Autêntico - mas que deixo aqui. Em primeiro lugar, devo esclarecer, mais uma vez, para não haver mal entendidos, que na minha óptica o debate público desta temática só serve para deflectir atenções dos problemas do presente, já que não detecto qualquer outro efeito prático. A questão de comissões, empresários, intermediários e afins, é um problema transversal ao todo do futebol e não apenas ao Sporting. Colocar o clube no centro desta complexa contenda é injusto e, pior ainda, errado. A indústria futebol opera sob condições e regras que a razão - e muito público - desconhece, em que comissões são pagas tanto na compra como na venda de activos, renovações de contratos, empréstimos e em quase toda a actividade que envolva intermediários. A razão de ser deste estado das coisas é um debate pertinente mas que está fora do controlo do Sporting, como uma unidade singular, já que tem de ser resolvido pelo todo sob a liderança das entidades que superintendem a modalidade a nível mundial. 

Um dos motivos que clubes pagam comissões pelas compra de activos, é que frequentemente empresários são mandatados pelos próprios para percorrer o mercado e encontrar o tipo de jogador que o clube pretende, averiguar as suas características, condições, contactar clubes que são proprietários dos seus direitos económicos,etc.. Dando-se a eventualidade de negócio, entra em cena o empresário do jogador, que não é necessariamente o mesmo a quem o clube mandatou a incumbência de o descobrir. 

O outro assunto que merece comentário relaciona-se com a circunstância de Pini Zahavi em relação ao Sporting, como a de Jorge Mendes em relação a outros clubes. É evidente que não é uma situação salutar, pelo ponto de vista do clube, ter um empresário a representar um grande número dos seus jogadores, nomeadamente os formados. Isto é perfeitamente compreensível, mas o que parece que passa despercebido neste debate incendiário em voga, é que este cenário está totalmente fora do controlo do Sporting, ou de qualquer outro clube, já que o jogador é livre de escolher quem o representa e não é o Sporting que o pode privar, moral e legalmente, desse seu direito. Por conseguinte, tem de lidar com esse empresário, quer queira quer não, seja quem ele for, se pretende comprar, vender ou renovar com o jogador. Tão simples como isto !

 

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publicado às 23:59

Os empresários

Rui Gomes, em 07.06.13

 

Neste defeso, o Sporting terá de colocar fora uma equipa de futebol inteira. Pelo que se foi vendo nos jornais, o Sporting terá de se desfazer dos seguintes jogadores, por impossibilidade orçamental de lhes pagar o acordado:

 

Patrício; Lopes; Onyewu; Boulahrouz; Evaldo; Schaars; Pranjic; Adrien; Capel; Jeffrén e Bojinov.

 

Acrescem a estes 11 inicial, 7 outros casos que parecem "especiais": Os jovens Viola; Rubio e Labyad, que ao que parece ganham demais para a produtividade apresentada.

 

Neto e Owusu, emprestados que o Sporting não tem interesse em manter nos seus quadros.

 

Gelson "desemprestou-se" do Sion, destino desconhecido.

 

Elias, a quem parece que pagamos parte do salário, e cuja manutenção nos presentes moldes se diz ser impossível.

 

São pois, pelas minhas contas por alto, 11+7, os jogadores para quem teremos de procurar colocação na próxima época. Já nem falo de contratações, porque dizem que não há dinheiro para nada...

 

Ora então sabendo que é este cenário que tem pela frente e conhecedor das duríssimas negociações que se avizinham - que certamente incluirão ameaças de não fazer mais negócios, promessas de ganhos futuros, colecta de devolução de favores antes prestados e conversas de pé-de-orelha para que o "X" convença o "Y" a ficar com um ou dois -, que o nosso Presidente decide declarar "guerra aos empresários", basicamente chamando-lhes abutres - sem distinção - e dizendo que tudo fará para acabar com a sua raça. 

 

Ou seja o Sporting precisa de vender. Vai daí, insulta os intermediários ao mesmo tempo que coloca anúncios nos jornais a dizer que o seu produto consome demais para o que produz. Bom, visto de fora parece uma garotice de todo o tamanho. E, infelizmente, diz-se que visto de dentro, também... No dia 1 de Julho começa a pré-época do Sporting. Nessa altura cá estaremos para avaliar os resultados de tal inovadora estratégia comercial.

 

* Texto da autoria de Desert Lion.

 

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publicado às 08:23

Comunicado do Sporting

Rui Gomes, em 02.05.13

 

O Sporting acabou de emitir um comunicado no sentido de refrear as especulações noticiosas e afins sobre os movimentos internos do Clube, nomeadamente ao que concerne a estruturação do plantel e os movimentos, quer sejam renovações contratuais ou vendas, de jogadores. Indo um pouco mais além, este comunicado terá servido para dar aviso aos empresários que os seus meios de promoção dos jogadores e outros que representam não irá mover os dirigentes do Clube no sentido pretendido pelos mesmos.

 

É um comunicado oportuno e bem claro mas, não obstante a firmeza do discurso do Conselho Directivo, bem sabemos que o Sporting do momento não negoceia assente numa posição forte e, por isso, torna-se mais vulnerável às manipulações e exigências dos empresários, especialmente em relação às renovações dos vínculos contratuais de algumas «pérolas» da formação. Até que não há nada de novo nisto, já que o Sporting há muitos anos não possui os meios adequados para contrariar as eventuais elevadas ofertas que possam surgir de emblemas com superior poderio financeiro. É óbvio que a intenção é de defender os interesses do Clube até ao ponto possível, o que faz sentido.

 

Quanto à comunicação social, nenhum comunicado vai ter o impacto desejado. Esta, pelos seus interesses comerciais, e outros, nunca deixará de publicar notícias sem fundamento concreto, conjecturas com um potencial destabilizador e outros tipos de desinformação. O Sporting, como já fez em tempos, poderá impedir o acesso às suas instalações de determinados jornalistas de certos periódicos mas, a ser justo, o Sporting precisa tanto da comunicação social como esta precisa do Clube.

 

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publicado às 15:45

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