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publicado às 12:19

A entrevista do Presidente

Ophelia Queiroz, em 06.09.19

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No geral, gostei e fiquei esclarecida com a entrevista de Frederico Varandas. Não tive paciência para ir ler os críticos do costume, porque obviamente mesmo antes de o ouvir, eles já não gostavam. Se o presidente anunciasse a vinda do Cristiano Ronaldo ou do Messi iriam criticar.

Neste Clube, se se  falar do tempo e se disser que está calor hoje, mesmo que estejam 40 graus, virá sempre alguém dizer que não é correcto. Por isso mesmo, acho muito bem  o que o presidente disse: "Se eu quisesse fazer toda a gente feliz, vendia gelados"...

Não se pode agradar a Gregos e a Troianos; principalmente quando muitos desses Gregos e Troianos têm no seu ADN, uma espécie de matriz da maledicência, da calunia, do insulto fácil. Critica-se porque é branco e critica-se porque é preto. O que interessa de facto é que foi explicado tudo aquilo que a maioria dos adeptos, que tem espírito aberto, não tem veleidades de aparecer nos programas de TV a debitar as suas teorias da Terra Plana e afins, percebeu.

Quem não percebeu e não gostou, critique , mas dê tempo ao tempo.

O que mais interessa é que tivemos muito razoável encaixe financeiro, conservámos Bruno Fernandes e livrámo-nos da maioria dos monos que sugavam milhões do orçamento anual.

O caminho faz-se caminhando. Força presidente! O seu sucesso será o nosso sucesso.

publicado às 03:03

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Um dos temas que foi abordado por Frederico Varandas na entrevista de ontem à Sporting TV, foi o despedimento do treinador Marcel Keizer:

SAÍDA DE KEIZER

“Entendemos que o ciclo de Keizer fechou-se. Mas é justo relembrar como o clube estava em Novembro de 2018. É muito importante que percebam que nenhum treinador quer vir para um projecto em que não se sinta seguro. Marcel Keizer aceitou o desafio e cumpriu a missão num contexto difícil, num ambiente difícil. Venceu dois títulos importantes. Tínhamos a expectativa que a equipa crescesse na nova época, mas a final da Supertaça marcou muito. A própria confiança de Keizer baixou e isso passou para o grupo. Sentia-se que a equipa tanto podia fazer um jogo muito bom, como um jogo mau, não sentíamos a equipa com confiança”.

MOMENTO DA SAÍDA

Muita gente fala dos timings... a decisão não teve a ver com Rio Ave, foi uma decisão ponderada depois do que aconteceu a partir de 4 de Agosto. E há quem diga: para isso devia ter saído no final da época. Mas alguém ia despedir um treinador que tinha ganho uma Taça da Liga e uma Taça de Portugal naquelas condições? Alguém fazia isso? Tenho a certeza que não”.

ESTRATÉGIA DA DIRECÇÃO

“Se há coisa que esta administração e esta direcção não abdica é da estratégia e do rumo e jamais isso deve mudar conforme o treinador. A estratégia e o rumo serão os mesmos: aposta forte na formação com contratações cirúrgicas. Esta é a nossa linha. Não é por mudar o treinador que isso muda. A estrutura está montada, é profissional e tem um rumo”.

LEONEL PONTES

“Leonel Pontes não tem prazo, tem uma tarefa: depois estaremos cá para tomarmos as decisões que temos de tomar. Não foi escolhido para treinador dos sub-23 por acaso: conhece muito bem o futebol português, conhece a realidade do Sporting, a estrutura.. Conhece o plantel dos sub-23, da equipa A, as rotinas da equipa A, é da casa, conhece unidade de performance o departamento médico. E, muito importante, é um treinador português”.

PRÓXIMO TREINADOR

“Não pode ter medo de apostar na formação, porque é o futuro. Tem de ser competente, apostar na formação e obviamente tem de ter resultados”.

Para quem não teve oportunidade de assistir à entrevista, publicamos aqui o vídeo da mesma:

Os temas abordados pelo Dr. Frederico Varandas:

- As saídas de Thierry e Bas Dost: do "grande negócio" ao "negócio possível"

- «Ao primeiro desaire lá saem os esqueletos do costume...»

- «Há três ou quatro Sub-23 que vão fazer parte do plantel da próxima época»

- Balanço do mercado e explica reforços do último dia de defeso

- «Sete milhões pelo Podence é um bom negócio»

- «Bruno Fernandes vai ter o contrato revisto porque o merece»

publicado às 03:03

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Considerações de Wendel em recém-entrevista ao site Goal, em que refere a sua chegada ao Sporting, a influência de Bruno Fernandes na equipa e o desempenho de Marcel Keizer:

"[Quando perdemos ou jogo mal] vem logo a minha mãe dizer-me 'tu não és assim'. Diz logo que preciso de fazer um próximo jogo melhor e fica a semana inteira a falar-me ao ouvido [risos]. Se esta 'cobrança incomoda? Ah, incomoda. A gente vem de um jogo mau e não é bom chegar a casa e ouvir críticas. Fico mal com isso, ainda mais porque já chego a casa de cabeça quente. Mas depois paro para pensar e vejo que tudo isso é bom para mim. Procuro sempre analisar o que a minha mãe diz. No fundo, isso é bom.

Quando inicialmente era pouco utilizado no Sporting, pensei 'estava bem no Fluminense, o que vim fazer aqui? Não jogo aqui, jogava lá'. Isso é difícil, mas é passageiro. Tens que ser muito forte para encarar tudo isso de frente. Felizmente, tive a minha família do lado. Caso contrário, não sabia nem sequer o que estaria fazendo aqui ainda.

Os elogios ao Bruno Fernandes são bons para ele e para o resto do plantel. Somos nós que participamos em tudo com ele, somos nós que fazemos um passe, são os atacantes que sofrem os penáltis, etc. Todos ajudam. Quando o Bruno pede rapidamente a bola, temos a certeza que algo de bom vai acontecer. Ele tem uma leitura de jogo diferenciada, pensa sempre na jogada antes de todos. Tem sempre uma jogada guardada no bolso e prevê os lances. Deixa sempre um atacante na cara do guarda-redes, marca golos... Se o Bruno pedir a bola, então precisas de lha dar.

Não me sinto o melhor do Sporting a seguir ao Bruno. Há muita gente à minha frente ainda. Há o Acuña, o Coates, o Mathieu... outros jogadores que admiro muito aqui dentro. Depois venho eu [risos].

Marcel Keizer tem sido muito importante no meu crescimento no Sporting. As críticas são injustas. É um óptimo treinador que ajuda todos aqui. Perder faz parte, é futebol. É fácil criticar de fora, infelizmente existe muita injustiça. Mas vamos melhorar, por ele e pelo Sporting. Damos sempre o máximo no dia a dia, nos treinos, nos jogos... Todos aqui se conhecem, todos trabalham bem. Falta sorte, falta a bola entrar."

publicado às 06:01

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Considerações de Cristiano Ronaldo em entrevista ao site da UEFA, a dois dias do embate frente à Holanda na final da Liga das Nações:

"O segredo está na minha preparação e na minha ética de trabalho, visto que ainda me sinto bem, independentemente de ter 34 anos. O importante também é a cabeça, sentir-me motivado, contente e seguir o meu percurso como jogador, porque acho que ainda tenho muito para dar e sinto-me bem. Por tudo isso, o que eu quero é continuar nesta linha.

Quando visto a camisola da Selecção para mim é um orgulho enorme e é uma sensação diferente do que é jogar nos clubes. É o nosso país, a minha família é portuguesa, os meus amigos são portugueses. Cresci em Portugal, por isso torna-se especial vestir a camisola da Selecção. E, obviamente, havendo troféus em disputa, ainda se torna mais especial. Assim foi com o Euro 2004, com o Euro 2016 e agora com esta competição.

A Holanda é uma excelente selecção e tem jogado bastante bem. Já nos últimos tempos a tenho acompanhado de alguma forma e tem uma excelente selecção, com grandes jogadores, uns mais jovens, outros mais experientes, o que torna a equipa ainda mais forte.

Sabemos que vai ser um adversário bastante difícil, mas acho que tanto Portugal como a Holanda querem fazer um grande jogo e espero que Portugal possa ganhar. Sabemos que vai ser complicado, mas as finais são mesmo assim. (...)

Três finais (pela Selecção) das quais espero ganhar duas, pois seria fantástico e estou com esperança. A equipa está optimista e jogamos em casa, por isso o que peço é que o estádio esteja bonito, com boa energia e que os adeptos passem essa energia para nós. Podem estar confiantes, porque vamos tentar dar o nosso melhor dentro de campo".

publicado às 04:18

Conversa com Marcel Keizer

Rui Gomes, em 28.03.19

 

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Marcel Keizer, em entrevista ao jornal do Clube e Sporting TV, deixando no ar a ideia que já está a preparar a próxima época. Eis algumas das suas considerações:

 

A preparação da próxima época

 

"Não tenho definido um número de jogadores com os quais gostaria de trabalhar, mas estamos mais preparados com a qualidade. Se conseguirmos que a qualidade nos treinos aumente, o nível de jogo também subirá. Estamos a analisar os jogadores que temos no momento e os que podem chegar e esperamos construir um bom plantel para realizar uma grande temporada".

 

Se fosse possível recuar no tempo, haveria alguma coisa que faria de forma diferente ?

 

"Penso que não. Posso dizer que aprendi algumas coisas, como por exemplo que os meses de Janeiro e Fevereiro são muito complicados. Julgo que jogámos 23 jogos, o que é muito. No início da temporada já se sabe que o calendário está planeado desta forma e por isso precisamos de um plantel largo para cobrir todos estes jogos. Este foi um dos grandes problemas que identifiquei".

 

Relativamente a aposta em jogadores jovens

 

"Quando temos a possibilidade de dar minutos aos jovens jogadores temos de fazê-lo. Às vezes há momentos na época em que se pode fazer isso. Noutras alturas talvez não seja possível devido à pressão e temos de deixar os jogadores mais experientes actuarem. Uma coisa é certa: numa equipa com a grandeza do Sporting apenas os melhores jogadores podem jogar.

 

Nós estamos aqui para ganhar jogos e se entendermos que há um jogador de 16 anos que nos pode ajudar a ganhar, então não temos qualquer tipo de hesitação em colocá-lo em jogo. Além disso precisamos que a equipa seja refrescada com jogadores da formação, até porque não podemos ir ao mercado sempre que precisamos de jogadores. Felizmente para nós, o Sporting tem uma boa Academia e esperamos ver mais jovens jogadores".

 

O jogo da 2.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal frente ao Benfica

 

"Iniciando o jogo com muita energia e pressão, por sabermos que precisamos de marcar um golo cedo. É, obviamente, melhor começar com um 1-2 do que com um 0-2. Penso que o 1-2 nos dá muitas probabilidades, sabemos que com um golo chegamos à final. Se o jogo for mais aberto talvez seja preciso marcar mais golos, mas é algo que vamos ver durante o encontro.

 

Conhecemos o adversário e o adversário conhece-nos, não há segredos. Tudo depende da frescura das duas equipas. visto que ambas têm jogadores internacionais. Vai ser um jogo difícil, mas muito bom de se jogar, até pelos adeptos".

 

publicado às 12:26

 

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A eurodeputada (PS) Ana Gomes, concedeu uma extensa entrevista ao jornal Record este domingo, na qual aborda um vasto leque de questões intrisecamente associadas ao futebol nacional, nomeadamente Football Leaks, o caso de Rui Pinto, o processo E-toupeira e a Direcção do Benfica.

 

Eis um breve excerto de algumas das suas principais considerações:

 

O ÓPIO

 

“Sim, considero mesmo que o futebol é o ópio do povo. Isto não se passa apenas no nosso país, como o Football Leaks revelou. É um mal global. Isto tem de ser mudado. Nesse  exacto sentido, denunciantes como o Rui Pinto fazem um trabalho extraordinariamente importante para a defesa do interesse público e, especificamente, para o combate à criminalidade organizada.”

 

TEMER PELA VIDA

 

“Ele [Rui Pinto] teme e foi por isso que pediu para não ser extraditado, teme pela própria vida. Sabendo o nível irracional que as paixões clubísticas desencadeiam no nosso país, ainda esta semana vi uma senhora que foi agredida num pavilhão, sabendo que há uma evidente ligação a grupos de crime organizado associados às claques, é evidente que compreendemos que Rui Pinto tem razões para temer pela sua vida.”

 

E-TOUPEIRA E APITO DOURADO

 

“O que eu percebo do Apito Dourado e o que li sobre ele é que acabou por dar em muito pouco, não obstante ter ficado mais claro que havia uma podridão total nos circuitos do futebol. (...) Não é estranho que crimes graves de uma série de pessoas, como o corruptor do funcionário judicial envolvido que tinha passwords de magistrados para ir ver processos para o dito clube, e depois a direcção do clube não ser acusada, estando ela ao corrente?”

 

LUÍS FILIPE VIEIRA

 

“O Benfica é um dos grandes do futebol, o maior do nosso país em número de adeptos e um dos mais envoltos em acusações e em alegações de envolvimento em esquemas de corrupção. (...) Sabemos que o dirigente máximo do clube está referenciado em várias listas de grandes devedores do País por vários empréstimos não pagos. Há todo um passado de delinquência ligado a essa pessoa.”

 

publicado às 12:30

 

 

publicado às 11:00

 

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É a primeira vez que Rui Pinto fala em público, assumindo desde já o seu papel como “John”, o whistleblower que está por detrás do Football Leaks e que forneceu mais de 70 milhões de documentos à Der Spiegel nos últimos três anos e que esta revista alemã partilhou com o consórcio de jornalismo EIC (European Investigative Collaborations), de que o Expresso faz parte. Esta é uma versão resumida de uma entrevista alargada feita em Budapeste pela Der Spiegel, em conjunto com o Mediapart e o NDR, e que será publicada este sábado na edição impressa do Expresso.
 
É um hacker

Não me considero um hacker, mas um cidadão que agiu em nome do interesse público. A minha única intenção era revelar práticas ilícitas que afectam o mundo do futebol.

 

Como conseguiu obter mais de 70 milhões de documentos confidenciais e, nalguns casos, bastante delicados sobre a indústria internacional de futebol?

 

Iniciei um movimento espontâneo de revelações sobre a indústria do futebol. Não sou o único envolvido. Ao longo do tempo, mais e novas fontes de informação foram aparecendo e partilhando material comigo e a base de dados foi crescendo. Isto mostra que há muita gente preocupada com este assunto.

 

O mandado europeu emitido pelo Ministério Público português em seu nome e que levou à sua detenção há duas semanas acusa-o de cibercrime. Tem a ver com o Sporting e com a publicação de e-mails confidenciais em 2015. O que tem a dizer disso?


Estou pronto para explicar isso à autoridades judiciais quando for a altura certa, mas nego essa descrição das coisas.

 

Além disso, é acusado de utilizar informação privilegiada para chantagear a Doyen Sports no outono de 2015.


A única razão pela qual contactei a Doyen foi para confirmar a ilegalidade das suas acções, com base na quantidade de dinheiro que estivessem dispostos a pagar para que os documentos não fossem divulgados.

 

Isso não é um jogo. Parece chantagem.


Queria perceber o quão valiosos e o quão importantes eram os documentos para a Doyen. Achei que conseguia descobrir isso se soubesse o quanto a Doyen estava disposta a pagar pelo meu silêncio. Nunca foi minha intenção aceitar o dinheiro. Só queria expor a Doyen.

 

Até arranjou um advogado que ficou de arranjar um acordo para si. Ele encontrou-se com o director executivo da Doyen.


É verdade. Quis perceber quanto lhe ofereciam. Enquanto ele negociava, eu continuei a ler os documentos. Enquanto o fazia, dizia para mim mesmo: se os deixo comprarem-me agora, não valho mais que todos estes esquemas. Por isso escrevi à Doyen e disse-lhes para ficarem com o dinheiro. Não me pagaram um único cêntimo. O que fiz foi muito ingénuo. Olhando para trás, arrependo-me. Mas repito, nego ter cometido qualquer crime.

 

Foi divulgado que os investigadores em Portugal suspeitam que deu ao FC Porto e-mails incriminatórios do Benfica. A publicação desses documentos incendiou Portugal e mergulhou o Benfica numa crise. Teve alguma coisa a ver com isso?


Não li nenhuma declaração das autoridades sobre uma relação entre mim e o escândalo do Benfica. Uma revista publicou a história do Benfica no outono passado. Isso mudou a minha vida. A minha fotografia estava nas primeiras páginas dos jornais por todo o país. A minha conta de Facebook e o meu e-mail foram inundados com ameaças de morte.

 

Alguma vez ganhou dinheiro com o conhecimento que tinha dos crimes relacionados com a indústria do futebol?


Sei que esses rumores existem em Portugal. Para lhe dar uma resposta directa: não, nunca.

 

Recebeu ofertas para revelar os dados que possui?


Várias. Uma vez recebi um e-mail anónimo em que me era oferecido mais de meio milhão de euros. Recusei todas as ofertas, porque nunca agi com o propósito de ganhar dinheiro, mas sim com base no interesse público.

 

O advogado que negociou com a Doyen em seu nome em 2015 já o tinha representado antes numa disputa com o Caledonian Bank nas Ilhas Caimão. Os jornais portugueses dizem que roubou 300 mil dólares desse banco. É verdade?


No final, não recebi nenhum dinheiro desse banco. Não é que tenha roubado o dinheiro, essa não é a verdadeira história.

 

Qual é então a verdadeira história?


Não estou autorizado a falar sobre essas circunstâncias específicas porque assinei um contrato de confidencialidade com o banco. Uma coisa é certa: se tivesse cometido um crime, o banco ter-me-ia levado a tribunal. O caso nunca foi a tribunal e o meu registo criminal está limpo até hoje, em Portugal e em qualquer parte do mundo.

 

Por que é que comprou uma guerra com o Caledonian Bank?


Naquela altura, os bancos em Portugal estavam a falir; as pessoas perderam as suas poupanças de uma hora para a outra. Ao mesmo tempo, cada vez mais dinheiro desaparecia da Europa. Era claro que algo de errado se passava. Quis perceber melhor o que se passava. Quis perceber o sistema das offshore.

 

De onde tirou a ideia de, no outono de 2015, lançar o site Football Leaks?


Sou fanático por futebol desde criança e já tinha percebido, desde o Caso Bosman, que o futebol estava a caminhar na direcção errada. Os melhores dos jogadores jovens estavam a ir para as melhores equipas; toda a competição estava a dar vantagem aos clubes de topo. O grande impulsionador para mim foi o escândalo da FIFA em 2015. Além de todas as detenções que foram feitas na FIFA, vi que havia irregularidades em muitas transferências dentro de Portugal. Que mais e mais investidores invadiam o mercado. Comecei a recolher dados.

 

Foi contactado por alguma autoridade depois de ter feito as primeiras revelações do Football Leaks em 2016?


Recebi alguns emails de autoridades fiscais, incluindo uma da Alemanha, de Munique.

 

Qual foi o seu comportamento nessa altura?


Alguns pedidos foram feitos à bruta. Os investigadores financeiros ingleses queriam saber o meu nome e onde vivia. Isto é de loucos para um whistleblower que quer manter-se anónimo; claro que não respondi. Na altura não tinha advogados. Precisava de tempo e de uma estratégia que garantisse a minha segurança. Naquela altura, o pedido mais credível veio de França.

 

Porque está a resistir à extradição para o seu país?


Tenho quase a certeza que não terei um julgamento justo em Portugal. O sistema judicial português não é inteiramente independente; existem muitos interesses escondidos. Claro que há procuradores e juízes que levam o seu trabalho a sério. Mas a máfia do futebol está em todo o lado. Querem passar a mensagem que ninguém se deve meter com eles.

 

(Leia mais este sábado na edição impressa do Expresso)

 

publicado às 04:02

 

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Em entrevista à Marca, publicada esta sexta-feira, Fredy Montero faz saber que gostaria muito de renovar com o Sporting e ficar em Alvalade:

 

"Queria muito ficar, mas não depende só de mim, há muitos factores que podem fazer a diferença. O mercado está aberto e qualquer coisa pode acontecer. Agora estou aqui, a trabalhar a 100% para ajudar a equipa.

 

O Porto está muito forte e vamos ter de estar muito concentrados. É futebol, tudo pode acontecer, eles podem ter um dia mau e nós um dia bom.

 

A maior diferença (Keizer) está na forma de treinar. O esquema táctico é o mesmo, mas o técnico dá menos liberdade a cada jogador quando temos a passe da bola. Pretende que sejamos dinâmicos e que joguemos de forma simples, com um ou dois toques, que avancemos juntos".

 

Desconheço os valores envolvidos, mas tendo em conta os seus 31 anos e recém-histórico de lesões, não é muito provável que haja grande entusiasmo com a ideia de prorrogar o seu vínculo contratual.

 

Esta época, muito pela lesão de Bas Dost, Montero já participou em 16 jogos, 11 dos quais como titular, com 1050 minutos de jogo (média de 65,6 minutos por jogo), com 4 golos marcados, em todas as competições oficiais.

 

publicado às 04:31

 

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Nani concedeu uma entrevista ao jornal Record, publicada esta quarta-feira. Eis algumas das suas considerações que considero de maior interesse:

 

Regresso ao Sporting

 

"O que aconteceu no clube deu-me ainda mais força para vir. Queria estar tranquilo e desfrutar de jogar futebol. Tinha mesmo de ser aqui, em casa, no meu clube. Foi aqui que cresci e saltei para grandes palcos. Deixei muito dinheiro para trás, mas já não é a primeira vez. Quando fui para o Valência tinha propostas milionárias da China, que bateu muitas vezes à porta.

 

Nasci para jogar futebol, é a minha paixão, se não tivesse já ganho muito dinheiro, poderia ir para a China, mas como já ganhei algum, posso dar prioridade à família e a mim, como jogador".

 

A derrota em Guimarães e o título

 

"A derrota não vai afectar o nosso crescimento porque os processos continuam a ser assimilados, e esse crescimento não vai sair beliscado. O treinador já nos tinha dito que não iríamos ganhar sempre, não há drama. Vamos trabalhar para voltar às vitórias.

 

Ainda é muito cedo para se falar em corrida ao título. A meio da segunda volta sim, se estivermos nessa posição, a dois pontos do líder, por exemplo. Aí sim poderemos falar de título. Por agora, há muita corrida pela frente e temos é que mostrar qualidade, evolução e humildade".

 

José Peseiro

 

"Acho que fez um bom trabalho, não era nada fácil estar no seu lugar. Segurou o plantel, juntamente com os jogadores mais experientes. O nosso objetivo inicial era ganhar pontos e autoestima e foi isso que conseguimos. Só que houve sempre uma contestação em relação à forma como ganhávamos. Não era bonito, sempre no esforço, na raça. Mas eu sempre disse que mais valia ganhar mal, porque poderíamos e iríamos melhorar.

 

Nunca pensei que pudesse sair. Foi uma decisão que nos surpreendeu a todos porque foi muito rápido, mas as razões foram explicadas e tivemos de concordar. Somos jogadores, e não somos nós que tomamos as decisões e por isso não temos de opinar sobre nada".

 

Alcochete

 

“Já ninguém se lembra disso! Quem gosta e vibra com o futebol já esqueceu. As pessoas que sofreram mais com essa situação já não se lembram. Não vale a pena falar mais sobre isso, pois a maioria tenta ao máximo que não se fale. Se falarmos, recordamos”.

 

Bruno Fernandes

 

 “Não foi o Bruno que tomou esta decisão [de rescindir contrato]! Talvez um empresário, um familiar. Fizeram-lhe a cabeça e ouviram os ‘dlim-dlims’ [faz o gesto de moedas a cair]. Disseram-lhe logo que era uma oportunidade e uma hipótese de encaixar uns 5 milhões… É aquela ilusão! Por causa disto, muitos dão tiros nos pés, pois esquecem-se que, para enriquecer no futebol, é preciso jogar à bola”.

 

O anti-jogo em Portugal

 

“Não sou a favor do antijogo, não gosto de ver um jogador a ficar no chão a reclamar. Aqui, em Portugal, é uma pouca-vergonha, desculpem-me dizer isto, mas é uma coisa que temos de melhorar.

 

Fomos jogar com o Santa Clara e o lateral-esquerdo, o Mamadu, um gajo cheio de músculos que até me enervou. Cada vez que lhe tocava era ‘ahhh’! Eu só lhe disse: ‘Estás sempre a gritar, mano’…. Até o árbitro disse que era verdade e pediu-lhe para parar com os gritos. Qualquer toque com a mão na cabeça, por trás, ouve-se um ‘ahhh’! Também grito, não digo que sou um santinho, mas não é em todos os lances. É só sentir que estão pressionados e sentem um toquezinho. Não dá para jogar futebol assim!”.

 

A saída de José Mourinho do Manchester United

 

“É um grande treinador, com um excelente currículo e que já demonstrou, várias vezes, que é um dos melhores do Mundo. Os resultados não aconteceram, mas sabemos que este tipo de processos levam tempo.

 

O problema é que um clube como o United não pode, nesta altura, esperar tanto tempo como há uns anos, quando Ferguson pegou na equipa. Ele esteve 10 épocas sem ganhar o título!”

 

publicado às 03:17

 

 

publicado às 04:02

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 27.10.18

 

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"Os casos do Benfica - os emails, o e-toupeira, tudo isso - são uma vergonha para o futebol português.

 

Eu ando no futebol há alguns anos e obviamente presenciei e sei de coisas. Já contei tudo o que sabia às instituições do futebol português: FPF, Liga e Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol. E acredito que se vai fazer justiça. Digo-lhe mais: tenho a certeza que o futebol português jamais voltará a ser o mesmo, o dirigismo mudará, tudo será muito mais transparente.

 

Na cimeira dos presidentes da Liga eu disse que ia arrumar a minha casa, mas que eles também tinham de arrumar a casa deles. Nós vamos ser implacáveis na defesa da transparência".

 

Entrevista a Frederico Varandas na edição deste sábado do jornal Expresso.

 

Mais algumas considerações do presidente:

 

O empréstimo obrigacionista está montado e intermediado pelo banco Montepio, com cerca de 30 milhões de euros, para emitir em Dezembro. E o empréstimo anterior, cujo pagamento já fora adiado, iremos pagar tudo aos investidores na data prevista.

 

- O Wolverhampton paga 18 milhões de euros pelo Rui Patrício e o Sporting encaixa 14 milhões; os outros quatro milhões serão para os intermediários, sendo que a Gestifute, que era credora de sete milhões de euros do Clube, abdicou de três. E o Rui abdicou de um milhão de euros, do ano de contrato que restava do Sporting e de cinco milhões de euros, pelo prémio de assinatura. Não foi fácil e não posso explicar tudo.

 

- Já estamos a preparar 2019 e a agir em áreas específicas, que nos ajudam a ganhar. Na área de scouting, por exemplo, estamos a reformular o departamento e acabámos de contratar o José Guilherme Chieira, que esteve no FC Porto durante muitos anos. No departamento clínico, virá outro médico, João Pedro Araújo, que é melhor que eu.

 

- No Sporting que eu idealizo, a equipa tem de jogar melhor que o adversário pelo menos em 32 jornadas do campeonato. Pode nem ganhar, mas tem essa obrigação.

 

- Só dispenso jogadores ou treinadores quando tenho uma solução melhor em carteira.

 

- O primeiro passo é tornar o Sporting imune a essa fogueira e a própria comunicação social também está numa espécie de ressaca, estranha este vazio mediático. Se eu não falar durante duas semanas é estranho, mas já repararam, nos outros clubes, se os respectivos presidentes falam? Não.

 

- Como presidente, nunca entrarei dentro do balneário: é uma área de jogadores. Tal como eles nunca entrarão numa área de presidente. Também nunca farei uma crítica aos jogadores publicamente, porque essa será feita cara a cara.

 

- Quando cheguei à Direcção do Clube, uma das primeiras coisas com que me deparei  foi a validação de uma despesa de hotel no valor de 80 euros de um jogador que estava a fazer uns exames médicos.

 

- Uma empresa com receitas de milhões, 300 funcionários, mais de mil atletas - e uma despesa de 80 euros tem de ser validada pelo presidente? Isto só demonstra como o Sporting estava montado, tudo concentrado numa pessoa. Eram práticas da Idade da Pedra.

 

publicado às 12:59

Sousa Cintra em entrevista

Rui Gomes, em 23.10.18

 

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"Os sportinguistas estavam profundamente desiludidos e preocupados. O Sporting estava a cair a pique. A imagem do clube estava brutalmente afectada. Marta Soares não arranjava ninguém. Um dia falei com o Torres Pereira e disse-lhe: 'Você está disponível, porque não vai ajudar o Sporting?' Ele pôs as coisas nestes termos: 'Se você for, eu vou'.

 

Estou bem com a minha consciência. Foi arrumar a casa, preparar o empréstimo obrigacionista para quem chegasse. (...) as coisas não correram bem em Portimão, mas foi um acidente de percurso. A casa está arrumada, deixei o Sporting em primeiro lugar, acho que o dever foi cumprido".

 

JOSÉ PESEIRO

  

«José Peseiro foi escolha minha. Foi um senhor. Discutimos os valores, acertei tudo com ele de acordo com as nossas possibilidades [...] Ele ainda mais me surpreendeu, pois disse-me que se o futuro presidente não o quisesse ele sairia sem cobrar nem mais um dia de trabalho».

 

JOGADORES

 

«Peseiro fazia a leitura dos jogadores. Mas perdia muito tempo a analisar. Via, via, serve, não serve, houve ali alguma falta de decisão. Tenho enorme respeito pelo treinador, mas na escolha dos jogadores houve muita indecisão. Sim, depois não, depois sim, não, talvez...

 

Tivemos praticamente contratado aquele que jogou com o Benfica. Até lhes marcou um golo (Prijovic, do PAOL). Tivemos as negociações muito adiantadas. Esteve para vir. O Peseiro disse primeiro que sim, depois não, e no fim até disse que ele nem sequer iria para o banco».

 

JOVANE CABRAL

 

«O Jovane ganhava 2 ou 3 mil euros por mês. Uma vergonha. Vivia num sítio horrível, um craque daqueles. Não se compreendia. Renovei-lhe o contrato, aumentei-o dez vezes ou mais e dei-lhe 100 mil euros para comprar uma casa e viver condignamente com a mãe. Ele merecia».

 

RUI PATRÍCIO

 

«O Patrício tinha praticamente tudo acertado quando eu saí. É um grande sportinguista, um rapaz fantástico e gostaria que tivesse continuado connosco. É um dos melhores guarda-redes do mundo».

 

GELSON MARTINS

 

«Gelson estava completamente perdido. Ele estava com a cabeça no Atlético Madrid e nada o demovia. Estava perdido por ir embora. Incrível!... Estava disponível para negociar Gelson por 40 milhões, mas o Atlético não aceitou?».

 

RAFAEL LEÃO

 

«O Rafael Leão é uma 'espinha'...Triste, muito triste mesmo. Ele queria ficar no Sporting. Mas o pai e o empresário levaram-no àquele destino».

 

JORGE JESUS

 

«Sim, falei com ele. Ao Jesus corre-lhe sangue do Sporting nas veias e fez um excelente trabalho no clube. Tinha contrato assinado para ir para os árabes que o obrigava a ficar lá pelo menos seis meses. Se quisesse sair, tinha de pagar uma indemnização. Essa situação complicou a questão.

 

Quando ele lá chegou não gostou muito daquilo, ficou atrapalhado [risos] e sentiu vontade de voltar. Houve um momento em que isso esteve para acontecer, mas eles tinham o passaporte dele e as coisas ficaram por ali. Ainda falei com o Torres Pereira porque tem um irmão embaixador e ponderámos arranjar-lhe um passaporte para ele sair de lá. Houve essas conversas. Não veio por um fio?».

 

"Eu dei o meu contributo e queremos todos que o Sporting continue no bom caminho. Saí com a sensação de dever cumprido, estou com a minha consciência tranquila.

 

Queria arrumar a casa e preparar tudo para o presidente que viesse. Nunca mais serei candidato à presidência do Sporting, porque não quero ser".

 

publicado às 04:03

Fredy Montero em entrevista

Rui Gomes, em 15.10.18

 

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O título, o ataque a Alcochete, a renovação, a família, os treinadores... Em entrevista ao jornal Record, este domingo, Fredy Montero falou sobre todos os assuntos relacionados com a sua vida no Sporting, onde ainda não sabe se vai continuar, uma vez que termina contrato no final da época.

 

Eis algumas das suas considerações em discurso directo:

 

ATAQUE À ACADEMIA

 

"(O balneário) Visualmente está diferente. É uma estratégia para deixar de lado o que se passou. O que aconteceu foi há um par de meses. Hoje, o balneário, as pessoas e o ambiente são diferentes. Não recordamos isso como uma tragédia, mas sim algo que, ao dia de hoje, não nos afecta. Passou, estamos unidos e a olhar em frente, não só pelos jogadores mas também pelo clube."

 

POLÉMICA NO FUTEBOL PORTUGUÊS

 

"Não afecta. Ouço-as, mas pelo menos eu não deixo que me possam afectar. A justiça deve actuar. Quando as coisas forem provadas, aí sim, há o direito a que cada um possa dizer algo. Agora, neste caso, nós não temos nada que falar sobre isso".

 

O TÍTULO

 

"Temos de trabalhar muito e melhorar, para evitar os erros. No próximo jogo temos de virar a página. Quero retribuir o apoio que recebi dos adeptos do Sporting, quando não estava a jogar bem e eles me diziam para estar tranquilo, que os golos iam aparecer. Agora sou eu que digo: estejam tranquilos pois estamos conscientes da nossa responsabilidade e a fazer tudo o que é possível para mudar, depois de o final da época passada não ter sido normal. Todos estamos unidos.

 

O Sporting terá sempre um lugar especial no meu coração. Jogar na Liga dos Campeões era um sonho de menino e consegui-o aqui, tal como jogar a alto nível e numa equipa que luta por títulos. Ganhei cá três, a Taça de Portugal, a Supertaça e a Taça da Liga. Só me falta vencer o campeonato, é uma obsessão de todos. Estamos a trabalhar forte, com calma e fé, para que este ano o possamos conseguir."

 

OS TREINADORES

 

"O treinador que mais me marcou foi o primeiro que tive na Europa, Leonardo Jardim. A forma de trabalhar e a dinâmica que incute no jogo da sua equipa. Aos 60' de cada jogo fazia substituições, para garantir que os seus extremos e avançados tinham energia para atacar".

 

(Sobre Jesus) A táctica. Dava liberdade no último terço do campo. A força e a forma como transmitia as mensagens fazia-me recordar o meu pai. Lembro-me de que ele não gostava quando lhe respondia: 'sim, senhor'. (risos) Dizia: 'Fredy, diz sim, mister ou sim, Jesus'".

 

publicado às 17:36

 

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Os últimos meses do Sporting foram atribulados, caóticos. Que o diga Artur Torres Pereira, ex-líder da Comissão de Gestão do Sporting.

 

Em entrevista ao jornal A Bola esta quarta-feira, Torres Pereira revela qual foi a realidade que encontrou no clube de Alvalade após a saída de Bruno de Carvalho - e não poupou críticas àquele que diz ter usado o Sporting para seu “próprio proveito”.

 

“Bruno de Carvalho usou instrumentalmente o Sporting para os seus objectivos. Faltou ao respeito ao clube. Clube, sócios, funcionários, atletas maltratados. Não há direito! Não vale nem pode valer tudo! Este tipo de comportamento não é aceitável”, atirou Torres Pereira, em declarações ao desportivo.

 

Questionado sobre as condições em que a Comissão de Gestão do Sporting encontrou o clube, Torres Pereira traçou um cenário caótico. “Encontrámos um Sporting muito desequilibrado, ao contrário do que se dizia até aí, a gestão revelou-se catastrófica, quer do ponto de vista do modelo organizacional, quer do ponto de vista económico e financeiro. O Sporting tinha grandes lacunas nos recursos humanos e na resposta que os departamentos estavam em condições de dar”, disse.

 

Mais: de acordo com ex-dirigente dos leões, “o Sporting estava malgovernado e a caminho do total desgoverno, porque a primeira coisa com que nos deparámos foi com uma penhora por via do não pagamento dos impostos e da Segurança Social”.

 

publicado às 12:47

José Peseiro em entrevista

Rui Gomes, em 18.07.18

 

 

Promessa aos sportinguistas

"Podem esperar de nós o que o Clube exige. Queremos ganhar todos os jogos e é preciso fazer as coisas bem. Estabilidade e confiança é algo que temos de colocar na cabeça. Acreditar no trabalho do Sporting, nos seus profissionais, perceber que não queremos queimar etapas. Que os resultados podem envolvê-los mais ou menos. Há uma paciência, uma tolerância, deixem as desconfianças de lado. Neste momento é muito fácil os sócios expressarem a opinião, não são só os jornais. O sinal que os jogadores estão a dar, nós queremos que os sócios o tenham. Porque acima de tudo está o Sporting. Estamos aqui unidos para uma Liga que queremos disputar ao nível da exigência do Sporting".
 
Sobre os reforços
 

"Queremos jogadores que tenham qualidade, caráter e vontade de vencer e eles têm. O Nani já foi feliz no Sporting e o Bruno Fernandes foi o melhor jogador da Liga no ano passado. Os seus regressos são muito bons para o treinador, para a equipa e para a nação sportinguista. Eles sabem que estão num clube com exigência e que o seu valor pode ser aglutinador para as mais-valias que temos neste momento. Quando temos jovens com qualidade na equipa precisamos de jogadores com esse 'background' que possam dar suporte à evolução dos jovens.

 

Fui eu que lancei o Nani na equipa profissional e só não o fiz antes porque tinha fracturado uma mão a jogar na selecção. Quando damos oportunidade a um jovem talento é porque ele tem qualidade. Ele mostrou personalidade no primeiro treino e no primeiro jogo.

 

Um dos factores das pré-épocas é desenvolver estratégias para todos nos conhecermos e proporcionar a todos os jogadores que nunca têm estado neste contexto, como é o caso dos quatro reforços [Viviano, Raphinha, Bruno Gaspar e Marcelo], que se sintam à vontade. Quem está à vontade e feliz mostra sempre mais qualidade.

 

Raphinha e Mattheus foram meus jogadores. O Raphinha é novo, tem qualidade e, tal como todos os outros, está a tentar dar a melhor resposta. Esperamos que ele demonstre sempre as qualidades e capacidades que tem. Quando se tem 21 anos, e temos mais miúdos desses, é preciso nós termos a serenidade de perceber a sua evolução. É preciso ter alguma tolerância para jogadores que vêm de contextos menos stressantes. As coisas estão a correr bem, mas há momentos em que tem de haver tolerância, dentro do contexto de exigência máxima".

 

publicado às 05:34

 

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Resumo das declarações de José Sousa Cintra à SIC, esta terça-feira. Não explicou tudo em detalhe, até porque não seria possível, mas creio que disse o suficiente para esclarecer alguns aspectos da gestão em curso (40 milhões de dívidas a fornecedores ???):

 

Operação Cashball

"São tantos processos, é melhor falar no seu todo. Sporting não tem que temer. Caminho é o da verdade, falando bem do Sporting para que tudo seja mais fácil."

Reconstrução do Sporting

 

"Sporting vai recompôr-se rapidamente. As medidas que estamos a tomar são fortes. Na altura certa explicaremos o que foi feito. Não tenho parado e tenho resolvido muitos problemas difíceis. Talvez alguns demorassem muito tempo (risos)"...

Bruno de Carvalho deve ser expulso de sócio?

"Acho que os sportinguistas deram a resposta no dia 23. Eles disseram que não querem a continuidade dele. Nunca tive nenhum encontro com ele nem acho importante falar com ele. Se fiquei triste com o que encontrei? Sou optimista e estar a falar de coisas negativas para mim não funciona. Sportinguistas querem alguém que assuma responsabilidades."

Eleições

"Não vale a pena candidaturas de fachada. Da minha parte, tudo farei com total isenção. Não me vou pronunciar sobre as candidaturas. Que tenham responsabilidade de que é preciso servir o Sporting e ter o Sporting à frente de tudo. Se aparece uma candidatura só por aparecer, não vale a pena. Irei votar e faço votos que apareça um bom candidato."

Bruno de Carvalho tirou dinheiro do futebol para injectar nas modalidades?

"Como já disse, é assunto que está a ser analisado. Seria desagradável. Na altura própria poderemos falar. Comigo a única possibilidade que há é de rigor. Há muita gente que vai ajudar o Sporting nas modalidades. Não podemos misturar as coisas. Estamos na bolsa e a CMVM é muito rigorosa."

Reestruturação financeira

"Estamos ali à pouco tempo. Será um bom negócio mas nada está definido. Não posso falar nestes assuntos. Já se falou com BCP e Novo Banco no sentido de que o Sporting vai honrar os seus compromissos."

Álvaro Sobrinho e Holdimo

"Já falei com ele. É um accionista como outros e veremos o que vai acontecer. Sporting tomará as suas medidas. Estamos a começar agora.

40 milhões de dívidas a fornecedores?

"Não vale a pena falar nisso, não é o momento de falar nisso, porque não posso fazer declarações sobre isso sem que as coisas estejam devidamente esclarecidos. Depois da auditoria falaremos com todo o rigor. Mas o Sporting vai honrar os seus compromissos."

Auditoria forense

"Economistas é que podem falar nisso. Temos lá gente muito boa. Eles saberão qual o caminho. Dívidas que encontrei na SAD? Não queria falar disso."

Perfil dos reforços

"Primeiro o treinador tem de conhecer perfeitamente o plantel. Depois ele dirá o tipo de jogadores que quer. Não tenho dificuldade em apresentar jogadores. Sporting precisa de jogadores que façam a diferença. Ambição do Sporting é lutar pelo título. Não é miragem, se alguém pensava que era brincadeira... Se a nova direcção não gostar, não deixei a futura direcção com problemas. Quanto ao plantel, quem quer que ganhe, entregarei o Sporting em melhores condições do que aqueles que encontrei."

José Peseiro

"Se era o treinador possível? Não há nenhum treinador que não queira vir. Comigo as coisas foram diferentes, falei com Le Guen, para ter uma alternativa. Fiquei impressionado com a vontade dele em vir e o custo dele era baixo. Ele quis vir mas eu entendi que Plano A tinha de ser português. Pus tudo em cima da mesa e quando decidi por Peseiro, não me arrependi, foi decisão minha. Só falei com Peseiro, com mais ninguém, e não estou arrependido. Peseiro fez um trabalho brilhante quando cá esteve. Treinador com bom empresário, o que pode ajudar, com diálogo muito bom, educado, o que é importante neste momento de paz. Pé-frio? Já passou muitos anos, deve ter pé-quente (risos). Perguntei-lhe se estava preparado para ser campeão e ele disse que sim."

Augusto Inácio

"Está lá, dá a ajuda dentro do possível. Tem a pasta dele e os serviços dele. No futebol tem algumas coisas para fazer mas cada direcção tem o seu estilo. Gosto das coisas mais próximas e de saber. Se vai sair? Não, não vou dizer isso."


Colaboração de Paulo Futre

"Apareceu de forma voluntária para ajudar e é sempre bem-vindo quem quer ajudar. Futre conhece os jogadores, empresários e quis ajudar. Se recebe dinheiro? Não, nada, veio apenas como sportinguista, por ter relações com empresários. Jorge Mendes? Tenho boa relação com todos os empresários. 

Sporting vai pagar indemnização de 10 milhões a Mihajlovic?


"Não, está a brincar? Contrato tinha período de experiência. Ele chegou dia 17 e começou logo a fazer disparates grandes. Jesus preparou tudo para o estágio de pré-época, tudo bem tratado e ele alterou tudo, o que levaria o Sporting a gastar mais de 300 mil euros. Com um contrato daqueles, super milionário e absurdo... Não tenho nada contra ele, mas nunca ganhou nada. Não havia quaisquer vitórias. Sabia que foi um grande jogador a marcar livres mas o Sporting não precisa de um marcador de livres. Ao tomar conhecimento disto, vi que ele não servia para nós. Aproveitei os 15 dias à experiência, falei com advogados e estes disseram que não tinha de pagar nada. Nada contra a opção em si mas defendi os interesses do Sporting."

Jogadores que rescindiram perguntaram o que aconteceria se Bruno de Carvalho voltasse?

"Essa pergunta foi colocada. Disse-lhes que o passado é passado e que não vale a pena pensar nisso. Garanti-lhes que serão muito bem recebidos no Sporting. Não posso garantir que BdC não estará nas eleições mas sócios deram resposta clara. Disse-lhes para não terem medo de enfrentar. Sporting é um clube tranquilo, Academia está segura e os profissionais vivem com alegria lá. Eles não têm que recear nada. Sporting este ano vai ter um ambiente feliz."

Contactos com Bas, William e outros que rescindiram

"Temos mantido contactos com os seus empresários. Ainda hoje foi assim. Jogadores querem vir. Sporting tem imagem forte e valoriza-os. Os que o Sporting precisa mesmo deve lutar mas não vale a pena dizer coisas e depois não acontecem. Vejo boa vontade de alguns mas é uma questão de negociar. Mas as negociações têm de ser boas para as duas partes."

Conversas com Gelson Martins

"Já não há segredos... O meu desejo é que volte. Devia continuar e depois saía na altura própria, mais valorizado do que agora. Dou o melhor conselho aos jogadores. Se sair, que seja a bem. Assim, qualquer clube grande da Europa que o leve já tem uma nódoa no currículo. Empresários deviam pensar nisso. Ganância do dinheiro não é tudo na vida. Tem muito a ver com os empresários e a sua maturidade. Quero o melhor para o Gelson e para os outros, mas não posso prejudicar o Sporting. Tem de haver entendimento das duas partes. Tenho o mesmo entusiasmo que Podence e Bruno... mas não se é possível. Se não vierem esses jogadores, virão outros."

Podence e Bruno Fernandes podem regressar

"Pessoas querem ter diálogo com Sporting. Bruno Fernandes? Lugar dele é no Sporting e estou convencido que isso vai acontecer. Espero dar essa notícia aos sportinguistas. Com Podence igual. Espero que isso aconteça porque estou a tratar desse assunto. Estamos a conversar."

Acordo de 17 milhões com o Wolverhampton por Rui Patrício?

"Estamos a tentar resolver isso e espero que seja tudo resolvido. Patrício é um jogador fantástico, dos melhores do Mundo. Quis sair e não vale a pena voltar atrás. Verba que o Sporting vai receber são à volta de 18 milhões, um pouco menos. Vamos receber o que estava combinado receber. Vamos fechar isso e tal demonstra que os clubes respeitam o Sporting."

Finanças e salários

"Salários de Junho estão pagos e os próximos também vão ser pagos. Quando concorri às eleições há mais de 20 anos o Sporting não pagava há 7 meses. Entrei e honrei todos os compromissos. Voltei para ajudar novamente e posso dizer que a tesouraria não está boa mas o Sporting pagou os ordenados deste mês e vai honrar os seus compromissos com funcionários e atletas. De onde vem esse dinheiro? É muito importante tratar dessas coisas e o Sporting tem gente para tratar disso. Talvez o Sporting não tivesse a credibilidade necessária... as pessoas podem acreditar no Sporting. Quando entrei havia dificuldades mas conseguimos resolver as contas. Sporting não precisa do meu dinheiro mas se puder ajudo."
 

publicado às 04:03

 

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Em Janeiro, Augusto Inácio tornou-se no último treinador a vencer uma prova nacional sem ser nos três grandes (na Taça da Liga, eliminou FC Porto e Benfica e ganhou a final ao Braga). Ao comando do Moreirense, mostrou que é possível bater o pé aos poderosos ao serviço dos pequenos, pelo que contesta as recentes queixas do... actual técnico dos cónegos.

 

Concorda com as palavras de Manuel Machado, que falou em "campeonato dos três grandes", sendo o resto "carne para canhão"?

 

Nesta época, o primeiro a falar da diferença de orçamentos até foi o Abel, quando o Braga visitou o Benfica. Depois, sim, foi o Manuel Machado. Desde que ando no futebol sempre foi assim. Obviamente o que se vai exigir a um Moreirense é que fique na Liga, não que seja campeão. Não concordo com a expressão porque já treinei pequenos. O Moreirense ganhar a Taça da Liga é uma excepção, mas pode acontecer. Acho que essas palavras são mais no contexto de alguma frustração por querer ter mais jogadores, mais qualidade... O campeonato português está bom, mais competitivo, mas cada um com os seus objectivos. Na Taça da Liga ganhámos ao FC Porto e ao Benfica porque eles facilitaram, deixaram andar. Porque ganhamos um jogo em dez, certamente. É possível moer o juízo aos grandes e às vezes há surpresas.

 

Que medidas se poderia tomar para dar equilíbrio?

 

Para o campeonato ser mais competitivo não há dúvida que o melhor era a centralização dos direitos televisivos. E acho que se podia limitar o número de inscrições por clube: em vez de Benfica, Sporting e FC Porto estarem a emprestar vinte jogadores a clubes da Liga, sobrariam muitos jogadores para alimentar as equipas pequenas. Há muitos emprestados por interesse de quem empresta e não de quem os recebe. Essas equipas teriam mais qualidade e com jogadores seus.

 

Essa política dos grandes de excesso de jogadores nos quadros e muitos empréstimos a clubes da Liga gera subserviência e dependência?

 

Claro. É uma bola de neve. É um jogo de interesses que depois tem impacto nos votos e decisões em sede da Liga, por exemplo - se votam contra não recebem emprestados... Seja que clube for, o vício é tanto que quando se empresta é a clubes "amigos".

 

E qual é a razão que leva os pequenos a não se libertar dessa teia e a começar a valorizar activos próprios?

 

Aos pequenos falta-lhes tomates. Basta ver a polémica do cigarro electrónico: o Benfica propôs o tema a votação, contra Bruno de Carvalho, e os pequenos não votaram. Ninguém tem voz para dizer se concorda ou não? Se isto não é subserviência e medo, o que é? Por isso digo que faltam tomates ao dirigismo dos pequenos. Têm medo, comem a sua sopinha e por isso as coisas andam como andam. Os pequenos seguem a voz dos grandes, ninguém sabe o que eles sentem genuinamente, têm medo de represálias.

 

Torna-se repetitivo usarem sempre o mesmo argumento? Há intenção de desculpabilização?

 

Quando se assina por qualquer clube, já se sabe a realidade. O Abel falou da diferença do orçamento entre Braga e Benfica, mas acontece o mesmo entre o Braga e o Portimonense e custou-lhe ganhar! O futebol é bonito porque a surpresa pode estar ao virar da esquina. E o futebol mudou, quem tem dinheiro realmente tem os melhores jogadores, mas isso não significa que tenha a melhor equipa.

 

Com boa gestão, os pequenos podem dar um salto e equilibrar, apesar do histórico e dos orçamentos díspares?

 

O orçamento não ganha os jogos, são os jogadores. Não acredito em nenhum projecto no futebol português. Porque quando se faz um projecto para três anos, ao fim de duas ou três derrotas o projecto já foi e o treinador vai para a rua. Claro que tem a ver com o dirigismo. O Braga tem uma visão fantástica, mas não consegue chegar ao título. Sem vender e ainda a reforçar-se, podia ter equipa para lutar pelo título. Mas tem de vender e assim não vai chegar ao topo. Para a sua dimensão, é um exemplo. Consegue chatear os grandes, fazer gracinhas, mas não consegue aguentar jogadores. Até o Benfica teve de vender. E orçamentos maiores dá em despesas maiores. Temos de vender. Chega cá um West Ham qualquer e leva o William Carvalho. E ele não merece melhor? Se até os grandes têm de vender, imagine os pequenos. É um ciclo vicioso. Nós, treinadores, vamos vivendo com o resultado de cada domingo para ver se conseguimos manter o emprego.

 

publicado às 12:32

 

Bas Dost foi uma das grandes figuras do Sporting esta temporada, marcando 36 golos em apenas 42 jogos de "leão ao peito", uma das melhores fases da sua carreira.

 

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Em entrevista ao jornal De Telegraaf, o internacional holandês confessou estar muito bem integrado em Portugal, não estando nos seus planos abandonar o Sporting e o País:

 

«Senti-me em casa desde que cheguei ao Sporting. Estou muito feliz e não vejo nenhum motivo para sair deste clube. O futebol alemão é mais competitivo, porém, o campeonato português é muito melhor do que as pessoas imaginam. Os centrais têm qualidade e muitas equipas têm bons sistemas defensivos, por isso é complicado chegar à baliza. Se não marcarmos cedo, as coisas tornam-se muito complicadas.

 

Eu nunca tinha olhado para a classificação da Bola de Ouro, mas, no fim da época, comecei a prestar mais atenção. Curiosamente isso coincidiu com a fase em que o Messi marcou imensos golos. Ficar em segundo atrás dele não é vergonha nenhuma».

 

De verde-e-branco, Bas Dost participou em 41 jogos na época passada, 40 dos quais como titular, acumulando 3506 minutos de jogo (média de 85,4 minutos por jogo), com 36 golos marcados, dos quais 34 foram na I Liga.

 

No que diz respeito à Bota de Ouro, o avançado do Sporting classificou-se em segundo lugar, com os seus 34 golos, apenas 3 atrás do vencedor Lionel Messi, e à frente de Aubameyang do Borussia Dortmund (31 golos) e Robert Lewandowski do Bayern Munique (30 golos).

 

publicado às 17:44

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