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Dinheiro nem sempre se traduz em futebol de grande nível e vitórias, mas sem ele, reconhecemos, muito pouco é possível.

 

Segue a distribuição por clube dos mais de 2 mil milhões de euros que a EPL distribuiu aos seus clubes para a época de 2015/16. Estes números estão léguas à frente do que se pratica em Portugal. Os novos contratos dos três grandes, por exemplo, representam anualmente cerca de metade do que o último dos ingleses recebeu na época que agora termina.

 

E as diferenças irão acentuar-se ainda mais na próxima temporada, quando entrar em vigor o novo contrato com a Sky e a BT Sports. A partir dessa altura, o valor mínimo para cada clube vai rondar os 130 milhões de euros.

 

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publicado às 05:03

A equipa sensação da Europa

Rui Gomes, em 07.02.16

 

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Creio que não será exagero algum afirmar que o Leicester City é a equipa sensação da Inglaterra e até da Europa esta época. Continua a fazer uma campanha surpreendente e nada menos do que brilhante, ao liderar a English Premier League com seis pontos de vantagem e, ontem, para sublinhar a sua magnificência, foi ao terreno do Manchester City vencer por 3-1. Quase inacreditável ! 

 

Igualmente surpreendente e fantástico é o até praticamente desconhecido Jamie Vardy, ponta de lança do Leicester, que lidera a lista dos melhores marcadores da EPL, com 18 golos em 25 jogos. Este é que merece ser rotulado de "matador".

 

É de admitir que hajam muitos amantes de futebol a desejar que o Leicester City consiga conquistar o título da "Premier", que seria o seu primeiro, muito embora já tenha sete da "Championship" (Segunda Divisão), na sua história.

 

publicado às 04:20

 

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É lógico e compreensível que a nossa preocupação fulcral seja com o estado da nossa "casa", mas analisando um cenário mais alargado, verifica-se, a exemplo, a realidade distinta entre os clubes portugueses e os ingleses.  

 

Enquanto que as equipas portuguesas desembolsaram cerca de 69 milhões de euros na contratação de jogadores, ou seja, na aquisição dos seus passes, os clubes da English Premier League gastaram esta época 184,3 milhões de euros só em comissões pagas a empresários de jogadores, valores verdadeiramente astronómicos.

 

As verbas pagas a agentes de jogadores, aliás, têm vindo a aumentar ano após ano em Inglaterra - na temporada passada as comissões atingiram 144 milhões, pelo que esta época foi estabelecido um novo recorde. Refira-se que os clubes ingleses foram os reis do mercado esta época, com gastos superiores a mil milhões de euros.

 

Com tudo isto, recorde-se que entre outras fontes de receita - bilheteira e patrocinadores - os clubes ingleses beneficiam significativamente do que é proveniente das transmissões televisivas, valores igualmente astronómicos. A mero exemplo, um clube recém-promovido à Premier recebe, desta fonte, quatro ou cinco vezes mais do que qualquer um dos "grandes" portugueses. Uma realidade bem distinta !

 

publicado às 20:21

Onde há vontade, há um meio

Rui Gomes, em 20.03.15

 

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O impacte da frase em inglês é superior "Where there is a will, there is a way", mas creio que a tradução passa a ideia de forma clara. Este post surgiu-me pela troca de opiniões entre os nossos leitores HY OCR no post que informa do agendamento do TAS para ouvir o caso da Doyen Sports contra o Sporting.

 

Na liga inglesa - English Premier Leagure (EPL) - é expressamente proibido os direitos económicos do jogador serem propriedade de terceiras partes, que não os clubes. A Doyen Sports, que pertence ao Doyen Group, sediado em Londres, tem vindo a elaborar a "fórmula" para entrar na liga mais rica do Mundo, e muito embora ainda seja um trabalho em progresso - com forte oposição por parte da EPL - comunica o modelo que poderá eventualmente surgir em Portugal, após a proibição dos fundos de investimento, pela FIFA, for implementada em Abril.

 

Em termos breves e muito simples, a Doyen acredita que poderá operar em associação com os clubes sem infringir as regras da EPL, investindo sem ser proprietária dos passes do jogadores, assumindo-se apenas e tão só como um credor. A empresa dá crédito ao clube para que este possa adquirir um qualquer jogador do seu interesse, com a exigência de que o crédito seja liquidado na totalidade no período máximo de três anos. O clube pode optar por ficar com o jogador por um período mais longo e, nesse caso, apenas paga à Doyen a totalidade do crédito, ou, então, pode transferir o jogador, pagar à Doyen a totalidade do crédito mais uma percentagem da mais-valia.

 

Isto foi o que encontrei casualmente em um dossier, de forma muito abreviada e que não explica tudo. Surgiu-me que dentro deste modelo, o clube poderia ficar com o jogador além dos três anos - três anos e meio, por exemplo - e depois transferi-lo sem ter de dar uma percentagem da mais-valia à Doyen. Creio, portanto, que deverá existir uma qualquer cláusula não explanada, assim como também não é claro se o pagamento de juros é aplicável nestes casos em que o clube não transfere o jogador durante o período pré-estipulado. De qualquer modo - e já referi isto em conversa com amigos - a ideia é de conceder um crédito ao clube sem ser proprietário de qualquer percentagem dos direitos económicos do jogador, mas apenas e tão só com direito a uma percentagem do eventual lucro. Creio que é precisamente isto que a FIFA devia impor e não banir totalmente os fundos.

 

Não deixa de ser curioso, que mesmo na EPL, " a liga mais rica do Mundo", há receptividade a este modelo de investimento por parte dos clubes de menor dimensão. A realidade é que não obstante as receitas superiores que esta Liga proporciona, continua a existir um enorme abismo entre os clubes que "têm" e os que não "têm".

 

Veremos o que acontecerá no futuro em Portugal, com a certeza, porém, que algo surgirá.

 

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publicado às 03:35

Como competir com isto ?

Rui Gomes, em 11.02.15

 

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A "English Premier League" acaba de assinar novo contrato para os direitos televisivos de 2016 a 2019 por uma verba astronómica que estabelece um novo recorde.

 

7 mil milhões de euros... um montante que supera, imagine-se, o somatório dos campeonatos homólogos de Espanha, Itália e Alemanha.  Um acréscimo de cerca de 70 por cento face ao contrato em vigor nesta e na próxima temporada, e o líder é a "Sky Sports" que fica com 126 jogos em cada época, por 5600 milhões de euros, enquanto a "BT" transmitirá 42, pagando 1300 milhões de euros.

 

Tanto a "beIN" como o "Discovery" foram batido nesta corrida pela compra das transmissões televisivas. A partir de 2017, o último classificado da "Premier League" receberá 136 milhões pelos direitos de TV, enquanto o campeão vai embolsar 210 milhões.

 

Como competir com isto ?... Meramente impossível !!!

 

publicado às 12:05

 

 

Um estudo realizado pela empresa "Wealth-X", especialista em assuntos relacionados com fortunas pessoais, determinou os 10 futebolistas mais ricos a actuar na "English Premier League".

 

Wayne Rooney, do Manchester United, com um salário de 355 mil euros por semana, lidera a lista com património acumulado no valor de 53,5 milhões de euros. Eis os restantes nove:

 

* Rio Ferdinand - Manchester United - 44 milhões de euros

 

* Frank Lampard - Chelsea - 36,8 milhões

 

* John Terry - Chelsea - 34,5 milhões

 

* Steven Gerrard - Liverpool - 34,5 milhões

 

* Joe Cole - West Ham United - 26,1 milhões

 

* Ashley Cole - Chelsea - 23,8 milhões

 

* Michael Carrick - Manchester United - 19 milhões

 

* James Milner - Manchester City - 15,4 milhões

 

* Ashley Young - Manchester United - 15,4 milhões

 

Não será mera coincidência que dos 10, quatro jogam no Manchester United e três no Chelsea, e até Joe Cole também jogou boa parte da sua carreira no clube de Londres, deixando Steven Gerrard e James Milner como os únicos verdadeiros "estrangeiros" deste grupo. 

 

Muito embora Nani não tenha sido apontado neste grupo elite, não deve estar muito longe, já que em Setembro de 2013 o jornal inglês "Sunday Times" reportava a sua fortuna pessoal em cerca de 12 milhões de euros.

 

publicado às 04:30

O segundo maior "flop" da época

Rui Gomes, em 08.05.13

 

Não é mera coincidência que Javi Garcia é considerado o segundo maior "flop" da época, em termos de transferências, na English Premier League, só atrás de Christopher Samba que se transferiu do Anzhi para o despromovido Queens Park Rangers. Uma apreciação lógica indicará que Javi Garcia não usufruiu da protecção da arbitragem que sempre lhe foi dispensada no Benfica e, por conseguinte, o seu estilo de jogo agressivo foi reduzido e, daí, a sua menor eficácia.

 

Em tipo de confirmação, na época de 2011/12 nos encarnados, Javi Garcia jogou cerca de 30 jogos, tendo sido alvo de 14 amarelos, nenhum duplo amarelo e idem para cartões vermelhos. Abolutamente incrível para quem acompanhou os jogos do clube da Luz e assistiu às faltas que ele cometeu em todos, sem excepção. Na Liga inglesa apanhou 9 amarelos em cerca de 24 jogos como titular e 8 como suplente. Não sendo segredo algum, mais um pequeno exemplo dos critérios inclinados do futebol português.

 

publicado às 06:34

Afinal, não é só em Portugal

Rui Gomes, em 17.04.13
 

Afinal não é só em Portugal que a justiça desportiva erra. Nesta gravíssima agressão de Kun Aguero do Manchester City, sobre David Luiz do Chelsea, o primeiro iludiu um processo sumaríssimo pela Federação Inglesa de Futebol - e indubitável severa punição - alegando esta que não lhe compete pronunciar-se sobre o lance já que o árbitro da partida ajuizou a falta original (embora não a sequente agressão, aos pés juntos). A maior admiração deve-se pelo usual rigor da Liga inglesa em matérias de (in) disciplina, tendo optado, neste caso, por recorrer a um ponto técnico que, obviamente, beneficia o flagrante agressor.

 

publicado às 16:31

 

A «English Premier League» (EPL) aprovou esta semana a utilização da tecnologia de baliza comhecida como «Olho de Falcão», a partir da próxima época. Deste modo, a EPL vai ser a primeira do topo do futebol europeu a incoporar nos seus estádios o sistema que envolve a instalação de sete câmaras em cada baliza e combina o sinal que recebe dos vários ângulos para formar uma imagem em três dimensões e determinar com precisão milimétrica se a boa ultrapassa a linha de golo.

 

Quem acompanha os meus escritos sabe que que sempre me opus à inovação, muito embora, em contexto, compreenda os argumentos. O meu maior receio é que esta seja a primeira de várias inovações do género que, na minha opinião, afectarão significativamente a fluidez natural do jogo. Por muito que se proteste decisões de arbitragem, entendo que é um componente humano que é parte integral do jogo e que precipita muito do entusiasmo que o rodeia. Além do mais, o sistema, inclusive de instalação, custa cerca de 300 mil euros e desconheço as despesas adicionais com a sua operação e manutenção. Considerando a crise financeira que existe no futebol português, e não só, é um factor que não pode ser desconsiderado.

 

publicado às 23:35

Azar duvidoso

Rui Gomes, em 12.01.13

 

Na jornada de hoje da «English Premier League» o Stoke city recebeu e foi derrotado pelo Chelsea, por 4-0. Mais do que o resultado, o ponto fulcral do embate centra-se no avançado inglês, Jonathan Walters, que além de ter desperdiçado uma grande penalidade, foi o autor de dois incríveis autogolos. Quando primeiro li a notícia, pensei cá com os meus botões que este deve ser o jogador mais azarento na história do futebol. Contudo, depois de ver as imagens dos lances - para quem estiver interessado, encontram-se no Youtube - sinto imensa dificuldade em aplicar o termo «azar» às três situações que levaram a golo. Reconheço que isto é uma grave conjectura, mas é difícil acreditar em outra coisa. A grande penalidade foi um remate sem nexo e os dois autogolos resultaram de duas jogadas de cabeça extremamente «bem» executadas. Não dá para imaginar o que é que o jogador pretendia. Em ambos os casos, ele enquadra-se perfeitamente com a baliza e a única trajéctoria possível para o esférico, era mesmo para dentro das redes.

 

publicado às 19:37

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