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Nota do dia

Julius Coelho, em 25.08.21

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Os erros e as mentalidades...

Será possível imaginar por exemplo, o Artur Soares Dias quando expulsou o Gonçalo Inácio aos 15 minutos em Braga ter um igual comportamento a este árbitro dinamarquês, que mostrou de imediato e em directo o seu arrependimento após se ter dado conta de um erro cometido? Ou o Fábio Veríssimo quando amarelou injustamente o João Palhinha no estádio do Bessa? 

A atitude surpreendente do árbitro da Dinamarca é um excelente exemplo de como deveriam ser todos os árbitros quando dirigem os jogos. O erro faz parte do próprio jogo, sejam eles cometidos por treinadores, jogadores ou árbitros. É um elemento natural e aceite por todos quando são cometidos de forma natural, quando fica demonstrado que cada um procurou de facto fazer o seu melhor.

O avançado quando falha um golo fácil ou o guarda redes quando sofre um golo defensável têm uma reacção muito natural e expontânea de desânimo, de arrependimento, bem em contraste com as reacções que se verificam na esmagadora maioria dos árbitros quando erram, que escondem os seus verdadeiros sentimentos na autoridade que têm, mostrando, mais vezes do que não, atitudes deveras arrogantes e despropositadas que só estragam o espectáculo e alimentam a desconfiança.

publicado às 03:03

Dos "pecados" de Varandas à Guerra Suja

Naçao Valente, em 22.10.19

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Antes de mais, quero deixar claro que não apoio a demissão da actual Direcção. Foi eleita legitimamente, mediante as normas vigentes, por uma das maiores Assembleias Eleitorais. Está a exercer o seu mandato dentro dos limites previstos nos Estatutos.

A contestação a que tem vindo a ser sistematicamente sujeita, em função dos resultados do futebol profissional, por grupos que perderam privilégios e por uma oposição que ainda não reconheceu a decisão maioritária dos sócios, na mais concorrida Assembleia que destituiu a Direcção, na sequência do ataque a Alcochete, ultrapassou todos os limites.

Estes grupos constituídos por desordeiros, ao não respeitarem os Órgãos Sociais eleitos, também não respeitam o Sporting. O reprovável ataque a Alcochete que custou milhões de euros ao Clube continua com outros contornos, agora com ataques à Direcção. Num jogo de futsal o presidente teve de ser escoltado perante a ameaça destes arruaceiros, ao sair do Pavilhão João Rocha. Mas que é isto? O presidente não pode assistir aos jogos do Clube a que preside? Quem manda afinal? A Direcção eleita ou grupos de perturbadores? Quem governa? A estupidez ou a inteligência?

A livre crítica não deve ser confundida de modo algum com sentido cívico. O pluralismo também não é sinónimo de anarquia. Mas estará esta Direcção (e o seu presidente) isenta de erros?... Apesar de ter encontrado uma situação financeira deveras caótica, que tem estado a resolver, a Direcção cometeu o que eu apelido de "pecados capitais" na gestão do futebol profissional, num misto de inexperiência e "governança" dirigida pelas bancadas.

O primeiro pecado

Durante a última campanha eleitoral, o então candidato Frederico Varandas assumiu que manteria em função o treinador contratado pela Comissão de Gestão, José Peseiro, uma vez que quando tomasse posse, a época futebolística já estaria em andamento. Prometeu e não cumpriu, por uma razão muito fundamental: a desmedida pressão das bancadas hostis ao referido técnico, desde a sua contratação. A qualidade do futebol praticado, mais do que os resultados, serviram de argumento para a sua dispensa, apesar de ter reconstruído, uma equipa destroçada. O que é mais conforme a norma no despedimento de técnicos são os maus resultados. Neste aspecto, não havia razões objectivas para o fazer. E aí cometeu, o presidente, o primeiro "pecado capital", que está na origem de todos os outros.

O segundo pecado

A contratação apressada de um novo treinador, o holandês Marcel Keizer, desconhecedor do futebol português e sem currículo que o habilitasse como a pessoa certa, no rescaldo de crise gerada pelo ataque a Alcochete, foi um tiro no escuro. Foi, sem dúvida, pior a emenda que o soneto, mesmo depois da continuação de resultados positivos, um pouco à boleia do trabalho que herdou, da equipa técnica anterior. Este foi o segundo "pecado".

A manutenção da equipa no terceiro lugar e a conquista de duas provas nacionais, embora meritoriamente, mas também com alguma dose de sorte, constituiu um balão de oxigénio para treinador e Direcção. Os grupos contestatários que já então existiam, tiveram-se que se remeter a algum silêncio e aguardar outras oportunidades. Mas a capacidade de Marcel Keizer, apesar dos ditos triunfos, não ficou, no aspecto geral, comprovada, e havia indícios que continuava a ser uma aposta de risco.

O terceiro pecado 

O começo atribulado da presente época, com uma espécie de navegação à vista, sem um plantel devidamente definido, não augurava um bom começo. Mesmo com a atenuante das dificuldades financeiras, a falta de uma planificação rigorosa, em função dos caprichos do mercado, hipotecou a possibilidade de um trabalho bem organizado.

A insistência em segurar Bruno Fernandes, recusando vender de acordo com o valor que o mercado estabeleceu, manteve uma constante inabilidade de constituir um plantel sólido. As vendas de recurso à última da hora, para prover receitas de tesouraria, e a negociação apressada de empréstimos de atletas de duvidoso valor, constituem o terceiro "pecado".

Embora compreenda a referida insistência, na minha perspectiva, teria sido mais realista vender Bruno Fernandes, que terá até ficado algo contrariado, e manter o restante plantel. O encaixe teria permitido adquirir mais dois ou três reforços de comprovada qualidade. Como disse Silas recentemente, o Sporting precisa de uma equipa e não de "heróis" Para além da qualidade individual dos atletas, não há sucesso desportivo se estes não actuarem como equipa. E essa é uma das razões dos maus resultados desportivos.

São estes os erros apontados como a razão para a actual contestação organizada e que se manifesta nas redes sociais e pela arruaça?... Atrevo-me a dizer que não. Os protestos são consequência de uma mera estratégia oposicionista, que sempre existiu, mas que esteve algo adormecida, e  que desejava estes maus resultados, para puderem concretizar a queda da Direcção.

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A guerra suja

A guerra da claques, reafirmo, à boleia dos resultados, não é inocente.Tem na sua génese a orfandade de um líder, que a transformou numa força de choque ao seu serviço, agravada com a perda de poder e rendimentos neste mandato directivo, e criou o caldo de cultura para o que está a acontecer.

Ao mesmo tempo, alguns dos derrotados nas eleições, com pressa de dominar o Sporting, aproveitaram o clima de guerrilha, aceitando-o tacticamente, para se apresentarem como salvadores. Nunca se verificou da parte desta oposição de gabinete, com pontas de lança na comunicação social, uma condenação clara e não hipócrita dos distúrbios violentos. Por sua vez, os 'brunistas' continuam a acreditar que podem voltar ao poder, e desejam o caos para dele emergirem como  almas inocentes e puras. 

A decisão frontal e corajosa da Direcção em cortar relações com duas claques, não é para já uma vitória. Estes grupos desordeiros, de forma subterrânea ou visível, vão continuar a sua guerra suja. Apenas a inversão de resultados num sentido positivo, pode travar a curto prazo a cruzada de interesses que não são os do Clube. 

Esta Direcção está a cumprir o seu mandato, legitimamente. Deve reflectir e aprender com os erros. Deve corrigir o que não está correcto, definir estratégias precisas, e continuar o seu trabalho em prol do Clube. Deve ouvir as críticas com ponderação, mas sem ceder a pressões inadmissíveis. Deve dialogar com quem quer o diálogo, ouvir opiniões, informar com objectividade, e decidir consensualmente. Deve enfrentar, com coragem a guerrilha dos grupos arruaceiros, que põem os seus interesses pessoais, acima dos do Clube. 

O Sporting para ganhar esta guerra suja precisa de contar com o "adepto comum" sempre disposto a contribuir para o engrandecimento do Clube. A luta pacífica contra a violência interna, pode servir de exemplo, para a luta mais vasta pela pacificação do desporto.

Quem com telhados de vidro sacudir a água do capote e não fizer a sua parte, não se pode queixar, quando esta mesma violência lhe bater à porta. Banir do futebol quem não o serve e dele se serve, é um imperativo cívico e geral.

publicado às 04:03

 

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O Conselho de Arbitragem da FPF fez um balanço da prestação do video-árbitro (VAR) nas primeiras 11 jornadas do campeonato, equivalentes a 99 jogos, e detectou nove avaliações erradas.

 

Nas primeiras 11 jornadas, o VAR analisou 639 lances (295 casos de golo, 152 de possível cartão vermelho, 187 de possível penálti e cinco de erro de identidade) e errou em nove. Ou seja, o video-árbitro enganou-se em 1,4% das avaliações que fez.

 

Desses 639 lances, resultaram 33 revisões. No seguimento disso, oito decisões iniciais do árbitro mantiveram-se e 25 foram alteradas. Também dessas 33 revisões, 23 levaram o árbitro a visionar o monitor no relvado, tendo o juiz optado por alterar a decisão inicial em 16 casos.

 

publicado às 04:02

 

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Penso que não é assim tão líquido como o gráfico apresenta, no entanto, vou deixar a análise ao leitor. Alerto, desde já, que quem aparecer aqui somente com "bocas" gratuitas, indiferente de clube de simpatia, será editado.

 

Sobre esta temática, e mais, Octávio Machado teve isto para dizer à Sporting TV:

 

«Se não fossem estes erros a realidade seria outra. Aquilo que foi determinante é que o Sporting já tinha recuperado de sete para dois pontos e esse jogo com o Benfica representava a mudança. Em vez de o Sporting sair com um ponto de avanço saiu com cinco pontos de atraso. Isto gerou insatisfação. O jogo da Luz foi determinante.

 

A derrota por 2-1, num jogo que ficou marcado por duas grandes penalidades não assinaladas contra os 'encarnados', teve uma importância psicológica enorme em tudo o que veio a acontecer posteriormente: O estado de alma era completamente diferente, a perturbação, se calhar, estava noutras paragens.

 

O Sporting não é o segundo clube da Europa com a maior dívida, o presidente do Sporting não anda pelo mundo a tentar vender activos. Seriamos uma equipa mais confiante, mais tranquila.

 

As imagens e a justificação da Comissão Técnica do CA deixaram-nos extremamente revoltados. João Ferreira prestou um mau serviço ao futebol. Foi o desmentir o que todos viram. Todos estes erros com o vídeo-árbitro teriam sido rectificados».

 

publicado às 16:53

A problemática dos números

Rui Gomes, em 14.03.14
 
O Sporting recorreu ao site oficial para publicar mais um artigo relacionado com a arbitragem - este intitulado " A verdade dos números" -, onde apresenta um mosaico de números e incidências sobre o que considera terem sido erros de arbitragem que no seu parecer "feriram de morte este campeonato", argumentando que o Sporting deveria ocupar o primeiro lugar com um ponto de avanço sobre o Benfica e 11, "que poderiam até ser 13", sobre o FC Porto.
O artigo completo pode ser lido aqui.
Ainda relacionado com a mesma temática, refere a uma publicação no jornal "Sporting", onde todos os casos, jornada por jornada, podem ser conferidos.
O balanço dos jogos em que os três "grandes" foram beneficiados ou prejudicados pode de facto reflectir a verdade, mas a sua apresentação neste momento só poderá ser interpretada como uma estratégia tendo em vista o jogo de domingo e a importância do mesmo para o 2.º lugar no campeonato. Creio que o resultado deste jogo não será decisivo, como poderia ter sido, caso o Sporting tivesse ganho os três pontos em Setúbal, que lhe daria um "colchão" de 7 pontos sobre a equipa portista e ainda colocaria pressão no Benfica, apenas a 5 pontos de distância.
Ainda hoje a almoçar com dois amigos benfiquistas lhes disse que apesar muito do "inexplicável" que ocorre no futebol português, como desportista que sempre fui, não me sinto bem sabendo que o meu clube ganhou através de beneficências indevidas ou erros de arbitragem, por natural que estes últimos possam ser quando são meramente humanos. Curiosamente - ou talvez não - estes meus amigos não replicaram a este meu comentário.
Espero, por conseguinte, que ganhe o que estiver melhor no dia, sem Pedro Proença e os seus auxiliares terem influência no resultado. Se esta estratégia do Sporting contribuir para garantir essa disposição, já ficarei satisfeito.
 

publicado às 21:48

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