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Números que reflectem claramente a superioridade de jogo do Sporting CP, muito embora não seja essa a indicação no marcador.

Um triunfo merecido, indiscutivelmente, por uma equipa que deixa a ideia de estar muito bem arrumada, não obstante a juventude e inexperiência de vários dos seus jogadores.

Curiosamente, foi um jogador (Coates) que já não é muito jovem, que cometeu um lapso defensivo que permitiu ao Santa Clara marcar um golo praticamente na sua única grande oportunidade da partida.

Destaque especial para a estreia de Pote a marcar golos de leão ao peito, curiosamente, com o pé esquerdo, ele que é destro, a jogar do lado contrário ao que costuma jogar.

Por fim, não passou despercebida a entrada de João Mário no jogo, a acrescentar aquela qualidade extra que os desterros no Inter e na Rússia não apagaram.

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No final da partida, a comitiva leonina só teve tempo para sair do Estádio de São Miguel e de imediato encaminhar-se para o Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada. Isto porque a equipa vai desde já começar a preparar a recepção ao Gil Vicente, agendada para quarta-feira (21h45), embate esse em atraso da 1ª jornada da Liga NOS. Nesse sentido, e ao contrário do que é habitual, os leões não terão direito a folga, algo que só será provável depois do duelo com os gilistas. Ainda assim, refira-se que, hoje, na Academia Cristiano Ronaldo, os titulares do jogo de ontem deverão limitar-se a fazer trabalho de recuperação.

publicado às 02:42

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Após o adiamento do jogo da primeira jornada ante o Gil Vicente, devido a vários casos de Covoid-19 nas duas equipas, o Sporting estreou-se na Liga NOS 2020/21 e não vacilou. Na visita ao Paços de Ferreira, a formação de Alvalade venceu por 2-0, sendo superior ao adversário nos momentos  e indicadores cruciais do jogo. Mais eficaz no ataque (os da casa não enquadraram qualquer remate), o Sporting marcou e teve a competência de fechar todos os caminhos para a sua baliza, mantendo os “castores” sempre longe das zonas de perigo. Jovane Cabral, de penálti, e Sebastián Coates, no segundo tempo, fizeram os golos.

Sporting CP: Antonio Adán [GR], Pedro Porro (Antunes, 79'), Luís Neto, Sebastián Coates [C], Zouhair Feddal, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Wendel, Tiago Tomás (Andraž Šporar, 79'), Luciano Vietto (Daniel Bragança, 65') e Jovane Cabral (Nuno Santos, 31').

O próximo jogo do Sporting é já na próxima quinta-feira, frente ao LASK Linz, da Áustria, a contar para o play-off da Liga Europa.

No que à Liga NOS diz respeito, o próximo adversário do Sporting é o Portimonense, em jogo agendado para o dia 4 de Outubro, às 21h00, em Portimão.

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Considerações de Emanuel Ferro:

"A importância da vitória existe sempre. Uma equipa que se apresenta aqui depois de todo um período muito diferente do que estamos habituados com este tipo de atitude, solidariedade, resiliência e espírito de união, precisa de ter muita convicção em relação ao que é o nosso jogo, ao que se quer e muita convicção de que só colectivamente é que se conseguem atingir grandes objectivos. Esta vitória é uma vitória de dificuldade contra um adversário difícil e demonstra uma atitude muito forte. Os jogadores representaram todo o grupo de trabalho. A sensação da vitória é sempre melhor do que a de qualquer outro resultado.

Acredito que o Sporting CP vai estar preparado para qualquer tipo de circunstância. Se não houvesse a problemática actual, o Sporting CP estaria preparado na mesma. A estrutura do Sporting CP tem-se organizado de forma muito forte, intensa, preocupada e ao detalhe para que toda a equipa esteja capaz de dar a melhor resposta. Isso é de enaltecer, quer o trabalho da estrutura, quer a resposta dos jogadores".

Há a possibilidade de se ter mais jogadores disponíveis para o jogo de quinta-feira, assim como o Mister Rúben Amorim, mas neste momento nada está confirmado.

publicado às 03:04

O Sporting deu um passo importante

Rui Gomes, em 25.09.20

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As estatísticas nem sempre descrevem a totalidade de um jogo, mas estas não enganam. O Sporting foi superior ao Aberdeen em toda a linha e mereceu a vitória.

Apesar de evidenciar falta de ritmo competitivo e intensidade de jogo, a equipa leonina controlou praticamente a partida toda e ainda desperdiçou duas ou três boas ocasiões para dilatar o marcador. O único lance de perigo dos escoceses surgiu já na fase final do jogo, em que um lapso defensivo de Matheus Nunes permitiu um potente remate à baliza de Adán.

No que diz respeito ao onze inicial, Rúben Amorim só surpreendeu com a inclusão de Tiago Tomás em detrimento de Sporar. Ironicamente, o jovem avançado acabou por justificar a confiança do treinador com o único golo da partida.

Curiosamente, Tiago Tomás tornou-se no jogador mais jovem de sempre – 18 anos, três meses e nove dias – a marcar no jogo de estreia pelo conjunto de Alvalade nas provas da UEFA.

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Zouhair Feddal mostrou mais uma vez que é reforço de qualidade. Pedro Porro, um dos melhores em campo, está a elevar as suas exibições com o passar dos jogos. A continuar assim, dificilmente Ristovski o vai privar da titularidade.

Jovane Cabral com uma exibição muito esforçada, mas com alguma falta de eficácia na área adversária.

Luciano Vietto também com uma boa exibição, fundamentalmente como construtor. Foi ele que executou o soberbo passe para o golo de Tiago Tomás.

Sebastián Coates, Luís Neto e o jovem Nuno Mendes sólidos no sector defensivo e a iniciar as jogadas ofensivas.

Matheus Nunes e Wendel, sem brilhar, estiveram bem num meio campo que enfrentou sempre um bloco muito baixo da equipa escocesa. 

Além da desejada vitória no domingo frente ao Paços de Ferreira, esperamos que esse jogo permita à equipa assegurar melhor dinâmica ofensiva.

Apesar de denotar algumas insuficiências, o Sporting deu um passo importante tendo em vista a fase de grupos da Liga Europa.

publicado às 03:19

Os reforços - Zouhair Feddal

Rui Gomes, em 01.09.20

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publicado às 04:46

Estatísticas do jogo

Rui Gomes, em 05.06.20

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publicado às 05:33

As estatísticas do jogo

Rui Gomes, em 04.03.20

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publicado às 04:31

Enquanto aguardamos a confirmação oficial da transferência de Bruno Fernandes para o Manchester United, aproveitamos para rever alguns dos seus melhores momentos de leão ao peito.

Recorde-se que o melhor jogador do Sporting CP de há uns anos a esta parte chegou a Alvalade em Junho de 2017, proveniente do Sampdoria, realizando até este momento 137 jogos oficiais, acumulando 11870 minutos de jogo (média de 86,6 minutos por jogo), com 63 golos marcados e 52 assistências. 

Fenomenal, é dizer pouco!

Sobre a especificidade do acordo entre as partes, neste momento só podemos reiterar a informação já reportada ontem à noite:

O Manchester United vai pagar 55 milhões de euros, mais 10 M€ em objectivos facilmente concretizáveis e 15 M€ em objectivos mais complicados de atingir. Ou seja, o total poderá ascender aos 80 M€. E, 10% de mais-valia futura.

Trata-se, assim, da maior transferência da história do Sporting, superando os 40 M€ (mais 5 M€) da saída de João Mário para o Inter Milão, no Verão de 2016, e a segunda maior da história do futebol português.

Consta que o Barcelona tentou intrometer-se no negócio à última da hora, mas mesmo que seja verdade, tudo indica que o Manchester United levou a melhor.

Bruno Fernandes vai assinar contrato até 2025 e receberá 6 milhões de euros por época.

Em declarações à SIC, esta terça-feira, Bruno Fernandes limitou-se a reiterar que foi sempre a sua preferência jogar no campeonato inglês.

Desafiado a deixar uma mensagem de despedida aos adeptos, o ainda capitão do Sporting afirmou que este não é o momento próprio.

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ACORDO POR BRUNO FERNANDES

A SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – FUTEBOL, SAD (Sporting SAD ou Sociedade) informa, nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º-A do Código dos Valores Mobiliários, que chegou a acordo com o Manchester United Football Club (adiante Manchester United) para a transferência, a título definitivo, dos direitos desportivos do jogador Bruno Fernandes, garantindo a Sociedade o direito a receber o montante correspondente a 10% da maisvalia de futuras transferências.

Em contrapartida da dita transferência, a Sporting SAD receberá o montante fixo de € 55.000.000,00 (cinquenta e cinco milhões de euros), acrescido de um valor máximo variável de até € 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de euros), que corresponde à soma de:

(i) montante variável de até € 5.000.000,00 (cinco milhões de euros), em função de objectivos relacionados com a participação do Jogador em jogos;
(ii) montante variável de até € 5.000.000,00 (cinco milhões de euros), em função de objectivos relacionados com a participação da equipa de futebol do Manchester United na Liga dos Campeões;
(iii) montante variável de até € 15.000.000,00 (quinze milhões de euros), em função de objectivos relacionados com prémios individuais do Jogador.

Mais se informa que os encargos com os serviços de intermediação relativos à mencionada transferência ascendem a € 5.500.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil euros) e que o valor do Mecanismo de Solidariedade devido a clubes terceiros será suportado pela Sporting SAD e pelo Manchester United, em partes iguais.

Lisboa, 29 de Janeiro de 2020

O Representante das Relações com o Mercado  

publicado às 04:19

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Já muito foi comentado sobre o jogo de ontem, mas, nas circunstâncias, é de prever que ainda há mais para dizer.

Em distinto contraste com a exibição de quinta-feira, frente ao PSV Eindhoven, o Sporting esteve muito mal em Barcelos, frente ao Gil Vicente.

O sistema de jogo implementado por Jorge Silas é bom e resulta, mas não sem dinâmica e intensidade. Posse de bola numa área recuada e muito limitada não leva a equipa aos golos que necessita para vencer jogos.

Não deixa de ser interessante que quarta-feira vamos ter a repetição do mesmo cenário, ou seja, a equipa leonina de visita a Barcelos. Teremos de esperar para ver se o jogo de ontem serviu de lição, tanto para os jogadores como para o treinador.

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Os comentários de alguns leitores obrigam-me a alterar este post, porque, pelos vistos, na sua óptica, Bruno Fernandes terá cometido um crime capital com a sua apreciação aberta e honesta sobre a performance da equipa.

Eis o que o «capitão» teve para dizer no final da partida em Barcelos:

"Faltou personalidade e faltou atitude. Não estivemos no jogo. Deixámos que o Gil Vicente fosse sempre mais agressivo do que nós e conseguiram chegar primeiro às segundas bolas, às primeiras, criando mesmo mais oportunidades do que nós, o que é impensável.

O problema da equipa foi começar a segunda parte como começou a primeira, sem agressividade, sem intensidade, deixando que o Gil chegasse primeiro à bola, fazendo com que o nosso jogo se tornasse mais difícil.

Não há explicação 'para ir do céu ao inferno'. Agora é fazer a análise do jogo, que foi mau e pensar já no próximo".

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E, depois, ainda temos Vítor Oliveira, que nas suas declarações pós-jogo, indiferente se tem razão ou não com determinadas questões, demonstrou uma muito maior preocupação com o Sporting do que com a sua própria equipa:

"Sendo frontal, como sou, o plantel do Sporting fica muito longe do plantel do FC Porto e do Benfica. Tem alguns bons jogadores mas não tem muitos bons jogadores. Depois do que aconteceu na Academia vai demorar dois, três anos a recompor-se. Com poucos resultados a situação agrava-se. Mas o plantel do Sporting não é tão bom como os de Benfica e FC Porto. Daí a diferença pontual.

Se analisarem os jogadores de top, o Sporting tem muito poucos. Não é simpático dizer isto mas é a opinião de um homem do futebol. O Sporting precisa de melhores jogadores para ter melhores resultados. Pode mudar de treinador ou presidente mas o que precisa é de um plantel mais com mais reforços, como Benfica e FC Porto".

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Eis o que Silas teve para dizer no final do jogo:

"Uma derrota é sempre penalizadora e até ao segundo golo tínhamos o jogo controlado. O primeiro golo é uma oferta nossa, que não pode acontecer a este nível. Levantámo-nos desse erro crasso, mas cometemos novo erro e sentiu-se muito a instabilidade emocional que reina nesta equipa desde o início da temporada.

Custa-nos muito reagir à adversidade, mas não podemos ser equipa só quando estamos a ganhar. Depois fica mais difícil dar a volta aos jogos. O nosso desafio é conseguir fazer com que um golo não nos mande abaixo da maneira como nos mandou.

Tem muito a ver com o cansaço físico e psicológico, que dá pouco tempo para recuperar e preparar os jogos. Tivemos muito controlo do jogo, mas podíamos e devíamos ter sido mais efectivos nas oportunidades. A partir do minuto oito da segunda parte deixámos de fazer aquilo que tínhamos combinado. Cada um passou a jogar à sua maneira e não há equipa que resista.

Gostava de dizer que íamos ganhar os jogos todos até ao final da época, mas eu próprio não espero jogos como o de hoje. Cometemos erros em lances aparentemente inofensivos e sofrer golos criados por nós fica mais difícil de explicar. 

Como se trabalha a capacidade de reacção? Não é fácil, mas acho que se trabalha com vídeos e com muita bola. A bola dá-nos muito equilíbrio, mas quando começamos a ficar desequilibrados deixamos de ter bola e perdemos imensos espaços. Isso cria ainda mais apupos, desconcentração e instabilidade emocional. Depois tem a ver com a experiência dos jogadores e se calhar precisamos de pensar nisso".

publicado às 03:18

Faltou o mais importante!

Rui Gomes, em 04.11.19

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O Sporting controlou o jogo do primeiro ao último minuto mas acabou derrotado por falta de eficácia ofensiva no último terço do terreno e frente à baliza do Tondela.

O 70% de posse de bola satisfaz o tipo de jogo que Silas exige da equipa, mas pouco ou nada serve se não houver golos, e foi precisamente isto que ocorreu em Tondela, enquanto o adversário marcou num lance de bola parada, praticamente na única ocasião (88') em que ameaçou a baliza de Renan.

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Considerações de Jorge Silas no final da partida:

"Faltou-nos sorte, conseguimos meter o Tondela lá atrás na segunda parte, mas depois faltou também eficácia na zona de finalização. Já não é a primeira vez que acontece. É o segundo jogo seguido em que sofremos golo de bola parada, tem muito a ver com a concentração dos jogadores. Acabamos por perder três pontos assim...o futebol é um bocado isto, fizemos o que tínhamos de fazer, eles num lance de bola parada marcam. Tenho de lhes dar os parabéns pela vitória, mas nós não merecíamos perder este jogo.

Dez tentativas de golo e o Tondela teve uma. Eles fizeram um golo e nós não fizemos nenhum. Temos de fazer mais. Se não fizemos com 10 tentativas temos de fazer mais, a ver se conseguimos fazer com 20.

Espero que não tenha muito impacto no que será o nosso jogo, as derrotas aqui pesam, mesmo os empates não são bons. Houve muita coisa boa que fizemos, vamos tentar que esse impacto seja reduzido, mas vamos olhar para o futuro, olhar para o que fizemos mal, potenciar o que fizemos bem."

Não vamos recorrer à arbitragem para desculpar esta derrota do Sporting, mas as más decisões de Fábio Veríssimo, muito mal auxiliado pelo VAR, tiveram muita influência no jogo e no resultado. Primeiro, pelo cartão vermelho mal anulado, segundo, por uma outra expulsão que ficou por ser assinalada por falta grosseira sobre Vietto. Isto, entre outras decisões, a exemplo deste lance com Bolasie, aos 54 minutos.

publicado às 07:50

Ainda sobre o jogo na Mata Real

Rui Gomes, em 01.11.19

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publicado às 04:01

Estatísticas do jogo em Villarreal

Rui Gomes, em 22.02.19

 

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publicado às 04:30

Estatísticas do jogo

Rui Gomes, em 31.01.19

 

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publicado às 07:46

Estatísticas do jogo

Rui Gomes, em 27.01.19

 

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publicado às 03:33

Ainda o dérbi

Rui Gomes, em 06.05.18

 

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***Só não estão contabilizados os dois penáltis que ficaram por assinalar contra o Benfica, assim como a não expulsão de Rúben Dias por agressão a Gelson Martins. 

 

P.S.: Também não regista a choradeira monumental e murro na mesa de conferência de imprensa de Rui Vitória, o maior sonso da praça.

 

Em abono da verdade, também devia comentar a insuficiência de Jorge Jesus, mais uma vez amplamente demonstrada num  jogo em que a equipa foi uma sombra daquilo que é capaz. Será que vamos ser subjugados a mais uma época do mesmo ou o presidente vai abrir os olhos, e a carteira, que não é a dele, para contratar um treinador ao nível das aspirações do Clube?

 

publicado às 15:02

A falta que faz Gelson Martins

Rui Gomes, em 28.02.18

 

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É algo visível a olho nu, para qualquer adepto mais ou menos informado: Gelson Martins é um dos melhores jogadores do Sporting e vai fazer muita falta à equipa de Jorge Jesus, sexta-feira (20h30, SportTV1), no clássico no Dragão.

 

Certo? Certo. Mas é possível explicar essa ausência ainda de forma mais pormenorizada, recorrendo aos números de Gelson, o grande desequilibrador do Sporting, na Liga NOS, através do serviço InStat, uma plataforma de análise e observação de jogos e jogadores.

 

E o que dizem esses números? Gelson é, de longe, o jogador da equipa de Jorge Jesus que mais "vai para cima" dos defesas adversários, ou seja, que mais dribles faz: 176 em 24 jogos na Liga, com uma taxa de sucesso de 59% (completou 104).

 

À frente de Gelson na desestabilização das defesas adversárias só mesmo Brahimi, que já tentou 269 dribles, saindo-se bem em 174 deles - uma taxa de sucesso de 65%. Atrás de Brahimi e Gelson, há outro sportinguista, actualmente emprestado ao Chaves: Matheus Pereira, que já tentou 146 dribles, sendo bem-sucedido em 87 deles (60%). E, logo depois, Rúben Ribeiro, que chegou a Alvalade no mercado de inverno.

 

 

Isto quer dizer que Gelson tenta, em média, oito dribles por jogo, mesmo em jogos grandes. Foi isso mesmo que o extremo de 22 ano fez contra o FC Porto, a 7 de Fevereiro, na 1ª mão da Taça de Portugal, no Dragão (1-1): oito dribles, com uma taxa de sucesso de 63%.

 

No mesmo jogo, só Brahimi driblou tanto: também tentou por oito vezes ultrapassar os adversários dessa forma, mas só foi bem-sucedido em 25% das tentativas.

 

Mas, mesmo enganando frequentemente os adversários, Gelson não foi dos melhores em campo contra os portistas: só conseguiu acertar um de três passes "chave" (os passes que deixam um colega na cara do golo) - aspecto em que costuma ser dos melhores sportinguistas - e não conseguiu marcar, ainda que, esta época, já leve seis golos e cinco assistências na Liga.

 

E, do outro lado do campo, há um homem que também tem desequilibrado os ataques portistas através de passes importantes: Brahimi, claro.

 

 

Sem Gelson, é possível que o substituto escolhido por Jesus possa ser outro extremo de características semelhantes: o reforço Rúben Ribeiro - em 4º no top de dribles e em 1º no ranking de faltas sofridas - ou o jovem Rafael Leão - que já na equipa B se destacava pela média de dribles: sete por jogo.

 

Mas, sem Bas Dost, o Sporting terá o ataque bem mais fragilizado, enquanto o FC Porto tem outros trunfos na manga, como Alex Telles, de longe o homem que mais assistências tem na Liga portuguesa.

 

 

publicado às 18:43

Liga NOS à sexta jornada

Rui Gomes, em 20.09.17

 

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publicado às 17:25

Estatísticas do Euro 2016

Rui Gomes, em 25.06.16

 

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Algumas estatítiscas interessantes da fase de grupos do Euro 2016, com alguma surpresa relativamente a Portugal, pelo registo positivo em alguns capítulos. A informação origina com a UEFA e não me dei ao trabalho de traduzir tudo para português.

 

Equipas que mais correram


337,179 metres: Italy
336,377: Ukraine
336,314: Czech Republic
334,159: Germany
330,270: Northern Ireland
329,982: Russia
328,101: Poland
326,452: Slovakia
326,180: England
324,766: Iceland
323,226: Switzerland
321,820: Hungary
321,536: Wales
321,324: Austria
320,492: Spain
319,860: Croatia
318,955: Portugal
318,050: France
316,042: Sweden
312,469: Turkey
311,729: Belgium
309,914: Romania
308,019: Republic of Ireland
286,713: Albania

 

Jogadores que mais correram


37,394 metres: Vladimír Darida (Czech Republic)
35,112: Amir Abrashi (Albania)
34,731: Taras Stepanenko (Ukraine)
34,551: Gylfi Sigurdsson (Iceland)
34,433: Jürgen Baumgartlinger (Austria)
34,401: Hamšík (Slovakia)
34,394: Jonas Hector (Germany)
34,311: Pekarík (Slovakia)
34,033: Xhaka (Switzerland)
33,898: De Bruyne (Belgium)

 

Equipas com mais golos marcados


6: Hungary, Wales
5: Croatia, Spain
4: Portugal, France, Iceland, Belgium

 

Equipas com mais remates


69: Portugal
65: England
59: Belgium, Germany

 

Equipas com mais remates aos "ferros"


4: France
3: Germany, Croatia
2: Portugal, Romania, Austria, Italy

 

Equipas apuradas com menos golos marcados


2: Poland, Northern Ireland, Republic of Ireland, Switzerland
3: England, Germany, Italy, Slovakia

 

Equipas com menos posse de bola


34%: Northern Ireland
35%: Iceland
42%: Albania

 

Equipas com mais posse de bola


66%: Germany
61%: Spain, Portugal
58%: Switzerland, England

 

Equipas com menos golos sofridos


0: Germany, Poland
1: France, Italy, Switzerland
2: Spain, Belgium, Italy, Northern Ireland

 

Equipas com mais eficácia de passe


93%: Spain
91%: Germany
91%: Switzerland
89%: Portugal, England

 

Equipas com mais faltas sofridas


46: Poland
45: Turkey
43: Italy, Albania, Portugal

 

Equipas com mais faltas cometidas


52: Romania
49: Republic of Ireland
45: Hungary, Ukraine

 

Jogador com mais remates à baliza


11: Gareth Bale (Wales)

 

Jogador com mais remates para fora


13: Cristiano Ronaldo (Portugal)

 

Jogador com mais remates aos "ferros"


2: Thomas Müller (Germany)

 

Jogador com mais remates bloqueados


11: Cristiano Ronaldo (Portugal)

 

 

Nota: As estatísticas indicam que Portugal marcou apenas em cada 17.25 remates, uma percentagem de eficácia extremamente baixa.

 

publicado às 04:30

Futebol não é matemática, mas...

Rui Gomes, em 05.03.16

 

 AcadémicaAroucaBelenensesBenficaBoavistaEstorilMarítimoMoreirenseNacionalPaços FerreiraFC PortoRio AveSp. BragaSportingVitória GuimarãesVitória Setúbal  

 

Disputa-se este sábado um jogo em Alvalade que não sendo decisivo é, sem margem para dúvidas, muito importante e se a história da prova nas últimas dez temporadas não der lugar à segunda excepção de registo, o vencedor será o campeão nacional de 2015/16.

 

Terminado o «derby» entre os rivais de Lisboa, ficam nove jornadas por disputar, e acontece que com uma única excepção em 2012/13 nas últimas dez épocas, a equipa que lidera a tabela classificativa a nove jornadas do fim da Liga é campeã.

 

Pela ironia do destino, a excepção, em 2012/13, foi o Benfica de Jorge Jesus, o primeiro classificado a nove jornadas do final da prova, mas acabou por ser o FC Porto a celebrar o título, graças à vitoria (2-1) conseguida no célebre jogo do golo de Kelvin, no minuto 90. O tal que fez Jorge Jesus ajoelhar-se no relvado do Dragão.

 

Dito tudo isto, o futebol não é matemática, como bem sabemos, mas esta estatística não deixa de ser um género de tónico suplementar para o «derby».

 

Indo um pouco além do resultado de hoje, verifica-se que o calendário até ao final da época é mais "simpático" para o Benfica. O clube da Luz terá como adversários, em casa, Tondela, SC Braga, V. Setúbal, V. Guimarães e Nacional, e fora o Boavista, Académica, Rio Ave e Marítimo.

 

Já o Sporting joga em casa com o Arouca, Marítimo, União da Madeira e V. Setúbal, e fora com o Estoril, Belenenses, Moreirense, FC Porto e SC Braga.

 

publicado às 05:18

Pela boca morre o peixe

Naçao Valente, em 01.03.16

 

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As contas fazem-se no fim. É uma afirmação muito comum e usada, com frequência, no mundo do futebol. A verdade é que as contas se fazem, também, no dia-a-dia. Os títulos conquistam-se no final do percurso, mas vão-se conquistando ao longo do processo. Por exemplo, o Sporting está, neste momento, no primeiro lugar no campeonato e poderá vir a ser campeão, o que como qualquer sportinguista, espero que aconteça. Mas porque o clube já descartou, por opção ou incapacidade, outras provas, resta-lhe apostar na conquista do título todas as fichas. Se vencer, a estratégia merecerá elogios, mas se falhar será criticada, tendo como alvo o treinador e a estrutura que lhe deu apoio.


Seja qual for o resultado final, pode fazer-se , até ao momento, um balanço do decurso desta época futebolística. Jorge Jesus tem defendido que o Sporting está melhor que nos últimos dois anos. A validade da afirmação depende do prisma de análise. Está melhor, porque joga melhor futebol? Está melhor porque está mais competitivo? Está melhor porque ganhou um título e luta por outro? Está melhor porque conseguiu resultados mais positivos? Deixando de parte apreciações mais subjectivas, vejamos o que dizem as estatísticas disponíveis, que valem o que valem, mas que constituem um dado objectivo.


Nesta época, o Sporting foi batido oito vezes em 39 jogos oficiais. Na época 2013/2014, com Leonardo Jardim, o Sporting perdeu quatro jogos em 35 e na época anterior com Marco Silva teve sete derrotas em 53 partidas. Em relação aos jogos em casa, Jesus perdeu dois, e Jardim e Marco um. Conclui-se que Jorge Jesus já leva mais derrotas que os seus antecessores quando ainda estamos longe do fim da época. E em relação a empates veremos. (1)

 

Quer isto dizer que Jesus é pior treinador ? Independendetemente de opções, não é isso que está em causa. É um treinador competente, mas sujeito, como os outros, às muitas contigências do futebol, embora demonstre alguma arrogância, no discurso, em relação aos seus pares.

 

A mesma arrogância serviu de mote a incondicionais do presidente, no atabalhoado despedimento de Marco Silva, acusando-o de incompetente e de irresponsável. Uma lição que podemos extrair da estatística, é que abdicar do sentido crítico apenas para justificar actos injustos, venham de onde vierem, nos coloca no terreno do servilismo acéfalo. E ajuda a dar consciência ao ditado, "pela boca morre o peixe".

 


1) Fonte: SapoDesporto, Estatística, 19/2/2016

 

publicado às 22:18

Ainda alguns detalhes sobre o jogo

Rui Gomes, em 01.03.16

 

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É evidente que a apreciação sobre a performance individual de cada jogador é muito subjectiva e varia mediante o parecer pessoal de cada um, seja adepto ou jornalista. Eis um leque de apreciações que serve o efeito deste post:

 

- Os jogadores com a nota mais alta (4) foram William Carvalho e Bryan Ruiz. A mais baixa, é da pertença de Teo Gutiérrez (1); Slimani, Gelson Martins, Aquilani e Barcos com (2) cada, os restantes todos com (3).

 

- Os jogadores do Sporting não utilizados foram Jug, João Pereira, Ewerton e Carlos Mané.

 

- O Sporting fez  14 remates (5 e 9), 6 dos quais à baliza (3 e 3), 6 para fora (3 e 3) e 2 bloqueados (1 e 1). Isto, comparado ao Vitória de Guimarães que rematou 6 vezes e apenas 2 à baliza (2 e 0).

 

- Os jogadores mais rematadores foram Slimani, Bryan Ruiz, William Carvalho e Coates, com 2 remates cada.

 

- O Sporting marcou 9 cantos (6 e 3), o V. Guimarães apenas 4 (3 e 1)

 

- Foras de jogo (3).

 

- Cometeu 18 faltas (8 e 10), o V. Guimarães 19 (9 e 10). Os jogadores leoninos mais faltosos foram Zeegelaar (5) e Gekson Martins (3).

 

O homem do jogo, sem ser surpresa, foi o guarda-redes vimaranense Miguel Silva.

 

Estiveram 19.924 espectadores a assistir ao jogo no Estádio D. Afonso Henriques.

 

publicado às 14:33

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