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Goleadores estrangeiros do Sporting

Rui Gomes, em 15.03.16

 

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 Hector Yazalde

 

 

Melhores marcadores estrangeiros do Sporting na Liga:

 

1. Liedson, 116 golos

2. Hector Yazalde, 104 golos

3. Ivaylo Iordanov, 56 golos

4. Mário Jardel, 53 golos

5. Krassimir Balakov, 45 golos

6. Diego Arizaga, 42 golos

7. Fernando Puglia, 41 golos

8. Manoel, 41 golos

9. Islam Slimani, 40 golos

10. Beto Acosta, 39 golos

 

publicado às 04:45

 

 

O "Estudo Demográfico" elaborado pelo "Observatório do Futebol" (CIES Football Observatory), indica que segundo os dados relativos a Outubro de 2013, o FC Porto conta com 20 estrangeiros num total de 24 jogadores, o que corresponde a 83,3 por cento do plantel portista, registo que o coloca no segundo lugar do "ranking", somente atrás dos italianos do Inter de Milão (88,9 %), entre as formações das 31 primeiras divisões europeias.

 

Por seu lado, o Benfica também emerge destacado neste particular, com 79,3 por cento, que lhe confere o oitavo lugar, juntamente com a Fiorentina. Na realidade, o clube da Segunda Circular tem mais três estrangeiros que o rival do Norte (23), mas os "encarnados" têm um plantel mais alargado, composto por 29 futebolistas.

 

Além dos dois emblemas lusos, o "top-20" divulgado neste estudo inclui cinco clubes de Itália, cinco do Chipre, três da Inglaterra - entre estes o Chelsea de José Mourinho - dois da Escócia, um da Grécia, uma da Turquia e um da Bélgica.

 

Os "dragões" e "águias" lideram no número de estrangeiros na I Liga portuguesa, à frente do Rio Ave, Académica e Sporting, enquanto o Belenenses é a formação com menor tendência estrangeira, com seis forasteiros no seu plantel.

 

O Sporting terminou a primeira volta do campeonato mais nivelado do que os seus grandes rivais na utilização de estrangeiros (sete contra sete), por comparação com o Benfica (12-2) e FC Porto (11-3).

 

Os dados que o organismo suíço apurou, também indicam que os clubes portugueses estão entre os que menos apostam na formação e mais de metade dos futebolistas da I Liga são estrangeiros.

 

publicado às 04:19

 

 

A propósito dos três golos de Fredy Montero frente ao Arouca, um amigo meu, também sportinguista, fez-me uma pergunta interessante, não sendo inédita, por nos confrontar há muitos anos, tanto no decorrer das competições portuguesas como nas que envolvem a selecção nacional: «Porque é que num país que produz jogadores de futebol em grande número e de elevada qualidade praticamente para todas as posições, há tão enorme dificuldade em produzir goleadores ?».

 

Não é que eu tenha uma resposta profunda e concreta para este intrigante dilema, mas a única explicação que me vem à ideia, hoje e já há muito tempo, é que se relaciona com a mentalidade futebolística portuguesa, muito mais detalhada, à raiz, para jogar um futebol muito calculado e defensivo, em contraste, por exemplo, com o futebol mais aberto e ofensivo da Holanda que tantos goleadores tem produzido. Temos as excepções à regra, claro, a exemplo de em tempos de outrora o Peyroteo, Matateu, Eusébio, Luís Figo ou até o Pauleta e, agora, o Cristiano Ronaldo, só para nomear alguns, mas são de facto casos excepcionais, e até nem sei se Figo poderá ser considerado um goleador nato embora tenha marcado 165 golos durante a sua carreira.

 

Parte da explicação também se centrará na gestão desportiva dos clubes portugueses, dando prioridade aos jogadores estrangeiros, tanto em termos de investimento como de espaço de participação nas suas provas nacionais. Para comprovar este último ponto, dei-me ao trabalho de investigar a origem dos marcadores da 1.ª jornada da Liga portuguesa realizada este fim de semana:

 

Foram marcados 26 golos - dos quais 20 por 18 jogadores estrangeiros e apenas 6 por jogadores portugueses. Dos estrangeiros - a vasta maioria oriunda dos continentes africano e sul-americano - destaque para os brasileiros, como era de esperar, seguidos por colombianos, com Montero, Jackson Martinez, Quintero e Pardo a contribuírem 6 golos, tantos quanto o total apontado por jogadores portugueses.

 

A mentalidade do futebol português não é de fácil mudança salvo sob um projecto de longo prazo e, no imediato, a única solução plausível é a redução do número de atletas estrangeiros em Portugal, disposição política e financeiramente complexa.

 

publicado às 17:26

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