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O guarda-redes português Miguel Santos, actualmente ao serviço dos romenos do Astra Giurgiu, teve ocasião de defrontar Marcel Keizer durante a sua estada de ano e meio na Holanda e quando este era o técnico da equipa B do Ajax. Eis algumas considerações suas sobre as ideias de jogo do provável novo treinador do Sporting:

 

"O Ajax B era uma equipa extremamente dominadora, corria riscos, tinha uma saída de bola curta e uma atitude ofensiva muito grande", recordou o guardião luso, em alusão à temporada de 2016/17, em que a formação secundária do clube de Amesterdão terminou a II Liga holandesa em 2.º lugar, com 93 golos marcados (e 54 sofridos) ao longo das 38 jornadas.

 

Foi precisamente o sucesso dessa campanha que levou Keizer à equipa principal do Ajax, onde replicou "o mesmo estilo" exibido na época anterior ao comando dos bês, tendo ajudado a potenciar jovens como os já internacionais holandeses Justin Kluivert, Donny van de Beek, Frenkie de Jong e Matthijs de Ligt.

 

Apesar das diferenças entre o futebol português e o holandês, Miguel Santos acredita que o modelo de jogo do técnico de 49 anos "pode ter sucesso" em Portugal. "Está tudo na confiança, para se correr riscos. Talvez numa equipa B e numa liga secundária haja menos pressão. Mas quando chegas à equipa principal e tens pela frente jogadores mais habilidosos e experientes, cada erro é fatal. Podes pagar mais pelos erros numa I Liga".

 

Sobre o homem Marcel Keizer, Miguel Santos confessa desconhecimento: "Nunca entendi o holandês, por isso sempre estive à parte."

 

Resumo de um artigo de David Pereira, no Diário de Notícias

 

Nota: Já referimos num outro texto aqui publicado, que Marcel Keizer foi despedido do Ajax em Dezembro 2017, após apena seis meses de serviço. Na altura do despedimento o Ajax ocupava o 2.º lugar no campeonato, atrás do PSV Eindhoven, e já levava 51 golos marcados e 16 sofridos, em 17 jogos, uma média de 3 golos marcados por jogo, clara evidência do estilo ofensivo que Keizer aparentemente impõe nas suas equipas.

 

Por qualquer motivo não muito claro, e apesar deste registo, a administração do Ajax não gostou como a equipa estava a ser conduzida. Só isso pode explicar o despedimento, especialmente num campeonato que não é reconhecido pelo seu futebol defensivo.

 

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publicado às 14:00

Futebol com humor à mistura

Rui Gomes, em 05.11.18

 

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Eis algumas apreciações à performance de jogadores do Sporting no jogo de ontem diante do Santa Clara, pelo humorista Diogo Faro, jornal Expresso:

 

RENAN RIBEIRO

O Renan fez no primeiro golo aquilo que eu devia ter feito ontem com o último shot de tequilla. Hesitou e não foi lá buscar a bola. Eu não hesitei e fui ao bar sabendo que já era demais. Tivesse sido ao contrário e teríamos evitado muito sofrimento a muita gente, principalmente a mim.

 

LUMOR

Só hoje é que fiquei a saber que se chama Lumor Agbenyenu, e agora acho que o Sporting o devia incentivar a passar a usar Agbenyenu, e não Lumor, para dar mais trabalho aos comentadores. Tudo o que seja para os castigar pelas parvoíces que dizem, sou a favor. Portanto, Agbenyenu fez um jogo certinho com dois destaques importantes: o facto de nos fazer perceber que podemos continuar a jogar com o Acuña no meio-campo (excelente!) e lançou bem a bola da linha lateral para o Jovane cruzar para o golo. Talvez este segundo ponto não seja um grande destaque, afinal.

 

NANI

Claramente a poupar o seu talento para o jogo contra o Arsenal no qual vai marcar um golo e fazer uma assistência. Foi apenas por isso que não brilhou como tem feito já em vários jogos deste campeonato. Agora não nos deixes na mão na quinta-feira, ó Luís Carlos.

 

BRUNO FERNANDES

Sinto que não jogou Worms Armaggedon o suficiente. Se o tivesse feito, sabia bem melhor como atirar granadas quando o vento está muito forte, quer a favor quer contra, e alguma daquelas 65 bolas que rematou teria entrado.

 

DIABY

Se calhar está com saudades do Peseiro e as emoções triste não deixaram que fizesse um jogo da mesma qualidade que fez na semana passada. Já todos tivemos saudades de alguém ao ponto de as nossas pernas nem responderem em condições. Diaby, tens de ser forte. Lembra-te de como o Peseiro durante 6 jogos só te pôs a 27 segundos do fim, lembra-se daquela vez em que te disse que o jantar de equipa era às 23:45 e quando lá chegaste já estavam todos no café. Agarra-te a essas coisas para o esqueceres e voltares a jogar com alegria novamente.

 

JOVANE

Herói da revolução. Talvez não tenha sido um 25 de Abril ou um Maio de 68, mas o ímpeto de mudar as coisas foi quase o mesmo. Jovane entrou a perder, mas entrou para ganhar. Devemos-lhe um agradecimento sentido por estarmos em segundo lugar, ainda que possa ser provisoriamente.

 

MIGUEL LUÍS

Excelente entrada do Miguel Luís, ali com um pé a seguir ao outro, sem tropeçar nem nada. Depois acabou o jogo.

 

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publicado às 04:02

Futebol com humor à mistura

Rui Gomes, em 29.10.18

 

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Alguns comentários do humorista Diogo Faro, jornal Expresso, sobre as performances dos jogadores do Sporting no jogo deste domingo frente ao Boavista:

 

BRUNO GASPAR

Ele foi toques de calcanhar, ele foi cruzamentos, ele foi cortes de carrinho à antiga, ele foi 1- 2 com o Diaby ou com o Montero. Sim senhor, Bruno. Assim vale a pena.

 

MATHIEU

Salut, salut! Bienvenue! Que bom ter aquele pinheiro francês de volta. Marca cantos, marca livres com cheirinho a André Cruz, defende o que tem a defender e ainda falhou lá um passe meio preocupante de propósito só para não ter um regresso perfeito e nós não ficarmos ainda mais contentes.

 

ACUÑA

O homem estava num daqueles dias em que se pudesse ainda agora estava lá a correr o campo todo em sprints. Faz lembrar um argentino que também lá tivemos recentemente, o Schelotto, com a diferença que este além de correr sabe fintar, cruzar e rematar. Sorte a nossa.

 

BRUNO FERNANDES

De vez em quando, durante a semana, vejo comentários nas redes sociais de como o Bruno Fernandes é sobrevalorizado. Depois chega a hora do jogo, o Bruno Fernandes manda à barra, marca golos, finta como se fosse bailado, passa como quem pinta um quadro, e eu volto só a querer beijar-lhe as chuteiras.

 

DIABY

Viste, Peseiro? Viste? E não é que o rapaz até joga bastante bem à bola? É que naqueles 35 segundos que ele andava a jogar em cada jogo, curiosamente, não estava a dar para ver. Parecendo que não, 35 segundos em futebol não dá para assim tanta coisa. No início fez um remate na vertical que me assustou um pouco – “queres ver que temos aqui outro Djaló?” – mas a partir foi sempre a melhorar. Pena não ter fuzilado o guarda-redes naquela vez que tentou fazer golo a picar a bola, de resto, impecável.

 

NANI

Não sei se sabiam, porque os comentadores só disseram 57 vezes ao longo do jogo, mas o primeiro golo de sempre do Nani pela equipa principal do Sporting foi contra o Boavista. Provavelmente, era o único facto que tinham decorado para o jogo. E o Nani, além de ter feito um jogão, ainda fez um favor aos comentadores. Marcou dois golos. E assim para o ano eles vão poder dizer que na estreia pelo Sporting marcou 1 e neste regresso marcou dois. Factos divertidos.

 

BAS DOST

La la la la la la! BAS DOST! Sentiu-se um ambiente de veneração no estádio por um dos nossos grandes heróis actuais da nossa equipa quando este chegou à linha, pronto para entrar. Normal. Jogou nem 20 minutos, depois de tanto tempo de lesão, mas mesmo assim esteve muito perto de marcar.

 

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publicado às 12:15

Reflexão do dia

Rui Gomes, em 27.10.18

 

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"Os casos do Benfica - os emails, o e-toupeira, tudo isso - são uma vergonha para o futebol português.

 

Eu ando no futebol há alguns anos e obviamente presenciei e sei de coisas. Já contei tudo o que sabia às instituições do futebol português: FPF, Liga e Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol. E acredito que se vai fazer justiça. Digo-lhe mais: tenho a certeza que o futebol português jamais voltará a ser o mesmo, o dirigismo mudará, tudo será muito mais transparente.

 

Na cimeira dos presidentes da Liga eu disse que ia arrumar a minha casa, mas que eles também tinham de arrumar a casa deles. Nós vamos ser implacáveis na defesa da transparência".

 

Entrevista a Frederico Varandas na edição deste sábado do jornal Expresso.

 

Mais algumas considerações do presidente:

 

O empréstimo obrigacionista está montado e intermediado pelo banco Montepio, com cerca de 30 milhões de euros, para emitir em Dezembro. E o empréstimo anterior, cujo pagamento já fora adiado, iremos pagar tudo aos investidores na data prevista.

 

- O Wolverhampton paga 18 milhões de euros pelo Rui Patrício e o Sporting encaixa 14 milhões; os outros quatro milhões serão para os intermediários, sendo que a Gestifute, que era credora de sete milhões de euros do Clube, abdicou de três. E o Rui abdicou de um milhão de euros, do ano de contrato que restava do Sporting e de cinco milhões de euros, pelo prémio de assinatura. Não foi fácil e não posso explicar tudo.

 

- Já estamos a preparar 2019 e a agir em áreas específicas, que nos ajudam a ganhar. Na área de scouting, por exemplo, estamos a reformular o departamento e acabámos de contratar o José Guilherme Chieira, que esteve no FC Porto durante muitos anos. No departamento clínico, virá outro médico, João Pedro Araújo, que é melhor que eu.

 

- No Sporting que eu idealizo, a equipa tem de jogar melhor que o adversário pelo menos em 32 jornadas do campeonato. Pode nem ganhar, mas tem essa obrigação.

 

- Só dispenso jogadores ou treinadores quando tenho uma solução melhor em carteira.

 

- O primeiro passo é tornar o Sporting imune a essa fogueira e a própria comunicação social também está numa espécie de ressaca, estranha este vazio mediático. Se eu não falar durante duas semanas é estranho, mas já repararam, nos outros clubes, se os respectivos presidentes falam? Não.

 

- Como presidente, nunca entrarei dentro do balneário: é uma área de jogadores. Tal como eles nunca entrarão numa área de presidente. Também nunca farei uma crítica aos jogadores publicamente, porque essa será feita cara a cara.

 

- Quando cheguei à Direcção do Clube, uma das primeiras coisas com que me deparei  foi a validação de uma despesa de hotel no valor de 80 euros de um jogador que estava a fazer uns exames médicos.

 

- Uma empresa com receitas de milhões, 300 funcionários, mais de mil atletas - e uma despesa de 80 euros tem de ser validada pelo presidente? Isto só demonstra como o Sporting estava montado, tudo concentrado numa pessoa. Eram práticas da Idade da Pedra.

 

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publicado às 12:59

Futebol com humor à mistura

Rui Gomes, em 08.10.18

 

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O humor surge em escassa dose depois de uma derrota, contudo, Diogo Faro, cronista do jornal Expresso, fez um breve comentário sobre a performance de alguns jogadores do Sporting:

 

RISTOVSKI

Durante o jogo todo, levou um massacre tão grande do japonês Nakajima que a partir de hoje o pode passar a tratar por Hiroshima.

 

ANDRÉ PINTO

Grande mestria e consistência durante todo o jogo ao deixar o Jackson Martínez sempre sozinho e a jogar à vontade. Ficou-lhe bem a atitude, visto que o colega de profissão voltou hoje a ser titular mais de um ano depois da sua paragem. Admiro-me é como, no meio de tanta abnegação, não deslocou a bacia com a quantidade de vezes que se torceu todo à procurar a bola.

 

BATTAGLIA

Se fosse multado por cada vez que se perdeu e também a bola, só com este jogo tinha ficado sem ordenado até Janeiro. Por favor, volta ao normal já no próximo jogo.

 

RAPHINHA

Estava aqui à procura de palavras para descrever o seu desempenho no jogo de hoje, mas não as encontro. Nem ao desempenho dele.

 

NANI

Foi capitão sem braçadeira e a sua vontade e entrega fizeram com que não levássemos 4 secos do Portimonense. Bem sei que os pontos que ganhávamos eram os mesmo do que ficando 4-2, mas nunca mais teria coragem de ir jantar sardinhas a Portimão.

 

DIABY

Voltou àqueles 7 segundos em campo a que o Peseiro nos tem habituado.

 

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publicado às 05:01

Futebol com humor à mistura

Rui Gomes, em 05.10.18

 

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 O 'onze' inicial do Sporting na Ucrânia, com o novo equipamento

 

Diogo Faro, cronista do jornal Expresso, tem por vezes um humor sarcástico um tanto ou quanto "bicudo", mas não deixa de acertar em alguns casos. Escolhi uns exemplos para o entretenimento do leitor:

 

JEFFERSON

 

Às vezes fico com a impressão de que é como o Ministro da Defesa em relação ao caso de Tancos. Parece não fazer a mínima ideia do que anda ali a fazer, mas lá passa por entre os pingos da chuva.

 

BRUNO GASPAR

 

Fez de tal forma um jogo tão fraquinho como quase todos os seus amigos de preto e branco (equipamento exclusivo para este jogo por causa de regulamentos da UEFA, e bonito, diga-se). Portanto, o maior benefício de ter jogado foi ter dado descanso ao Ristovski.

 

ACUÑA

 

Voltou ao meio-campo e aquela raça está lá sempre, mesmo que sem grande inspiração, como foi o caso de hoje. Pior ainda, agora que já me habituei a vê-lo a defesa esquerdo (bastou-me três minutos, habituei-me quase tão rápido como a Demi Lovato ao cavalo), custa-me que ele volte para aquela zona do campo.

 

PETROVIC

 

Excelente, excelente, excelente. Aquele lance em que foi a correr para a linha em direção ao banco para a entrada do Jovane.

 

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NANI

 

Fez uma birrinha ao ser substituído há dois jogos, foi castigado (terá sido mesmo? Ou houve ali um acordo – inteligente – de cavalheiros para fingir que estava castigado e a comunicação social não implicar com o Sporting e o Peseiro?), e agora voltou de regresso a delegado de turma pronto a liderar de novo os colegas rumo ao sucesso. Voltou com vontade, deixou foi a sua própria eficácia ainda de castigo.

 

DIABY

 

Finalmente jogou mais de três segundos e meio, o que só por si já é notícia. Tendo em conta que a toda a equipa esteve meio apática quase todo o jogo, também não era ele que ia fazer a desfeita e sobressair pela positiva.

 

JOVANE

 

Fica apenas uma sugestão para o próximo jogo: que entre em campo com uma camisola a dizer Rei Midas.

 

MONTERO

 

Freddy Classe Montero.

 

Ele hoje sentiu que tinha que aconchegar a bola no seu peito, como se de um bebé se tratasse. À primeira, abraçou a bola com o peito e arriscou o pontapé de bicicleta. Era difícil, muita gente à frente. À segunda, - inteligente a jogar como é – voltou a acolher a bola carinhosamente no peito, mas meteu no chão, puxou para o outro pé, deixando a defesa toda mais manca que o Paulo Gonzo e meteu em arco no poste mais longe. Que bonito foi.

 

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publicado às 04:47

 

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"Antes do jogo frente ao Sporting, Abel Ferreira não quis falar abertamente sobre um dos assuntos da época: é ou não o Sp. Braga candidato ao título. Não foi preciso. O que o treinador dos minhotos não disse em conferência de imprensa, disse em campo, ou ao lado dele. Porque o triunfo do Sp. Braga por 1-0 frente aos leões é um triunfo de um treinador que soube ler o jogo no meio da anarquia, dizendo-nos assim, sem palavras mas em acções, o que vale esta equipa.    

 

(...) E nós vimos, em campo vimos as respostas que se dão sem abrir a boca. E que há jogos que valem mais que mil conferências de imprensa. O Sp. Braga, sim, é candidato ao título, sem anúncios, sem frases bonitas, com pragmatismo e competência, numa vitória que teve muito de treinador.

 

Teve dedo de treinador porque numa altura em que o jogo pendia entre o anárquico e o exasperante, ali pelos 62 minutos, Abel apostou em Eduardo Teixeira, brasileiro que só tinha jogado na 1.ª ronda. Cinco minutos depois de entrar, Eduardo fez o cruzamento que encontrou Dyego Sousa demasiado sozinho na área do Sporting e o ponta de lança, oportuno, meteu o pé quando meter o pé era tudo o que era preciso para que a bola fosse para as entranhas da baliza de Salin".

 

Parte da crónica de Lídia Paralta Gomes, jornal Expresso, disponível aqui.

 

A usual infeliz análise em função do resultado. Abel Ferreira hoje é bestial, mas há pouco mais de um mês, quando o SC Braga foi eliminado na 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa por aquele "galáctico" Zorya, da Ucrânia, não sei se besta satisfez os ânimos dos adeptos do clube minhoto.

 

Muito desta aclamação pela entrada de um suplente que fez um passe para o centro da área que calhou encontrar um colega sozinho que conseguiu desviar o esférico o suficiente para bater Salin. Refiro a mera casualidade do lance, porque o dito Eduardo Teixeira nem sequer viu Dyego Sousa no momento do passe.

 

De qualquer modo e indiferente das opiniões sobre este lance, esta vitória na 5.ª jornada da Liga não faz do SC Braga um candidato ao título, longe disso.

 

Não é nem será candidato, salvo António Salvador ter mais algum "saco azul" muito bem recheado em reserva.

 

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publicado às 02:53

Futebol com (algum) humor à mistura

Rui Gomes, em 18.09.18

 

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Este foi o fim de semana em que a famigerada Taça da Liga, que já conheceu um bom número de designações oficiais e oficiosas, conquistou a sua carta de alforria competitiva. No Dragão, viveram-se minutos dignos de Champions, com a expulsão do sempre combustível Sérgio Conceição e uma mão de Vata, perdão, de Aboubakar, que não valeu. Em Alvalade, Peseiro lá vai levando a água ao seu moinho em pezinhos de lã, que é como quem diz, em pezinhos de Bruno Fernandes. Na Luz, escreveu-se mais uma página dessa bonita história de amor entre o clube e a taça que era parente pobre, mas que agora já é remediada e que, um dia, talvez venha a pertencer à classe média. Em Paços de Ferreira, jogou-se à porta fechada, mas nem isso impediu uma desavença tipicamente lusitana rematada com corte de relações entre pacenses e avenses.

 

Por sua vez, em Itália, Cristiano Ronaldo reatou relações diplomáticas com o República do Golo e fê-lo na baliza onde, há meses, assinou o melhor da carreira, aquela bicicleta impossível que, de certa forma, o transportou de Madrid para Turim. O bis de Ronaldo – dois golos contra a angústia e a pressão – deveria ser a notícia do fim de semana se o companheiro do madeirense, Douglas Costa, não tivesse guardado para os minutos finais do jogo contra o Sassuolo uma portentosa exibição de pontaria.

 

A história conta-se em poucas linhas, como costumam dizer os prolixos: com a Juventus a ganhar 2-0, Douglas Costa sofre uma falta no meio-campo adversário. O árbitro manda jogar. Na sequência da jogada, Douglas Costa tira desforço de Federico Di Francesco, mas o Sassuolo marca um golo que semeia a incerteza no resultado (bonita expressão dos meandros futebolísticos). Bola ao centro, Costa e Di Francesco trocam algumas palavras, presume-se que no idioma de Moravia, e, sem que nada o fizesse prever, o jogador brasileiro presenteia o adversário com uma cuspidela certeira. O árbitro, alertado pelo VAR, exibe o cartão vermelho a Costa, que terá lamentado não se fazer acompanhar de um cigarro eletrónico que lhe servisse de álibi.

 

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Cuspir num adversário é talvez a agressão mais vil e nojenta em sociedade, desportos de contacto incluídos. Um insulto pode trazer para a discussão terceiros que nada têm que ver com o caso e um murro ou uma cabeçada certamente doem muito mais. Mas, como desconsideração, como ofensa, não há nada que se compare a esta cedência indesejada de fluidos. Nenhum adepto de futebol poderá esquecer o ignominioso escarro com que Frank Rijkaard atingiu Rudi Völler no Mundial de Itália, em 1990, com a agravante de se ter emaranhado na farta permanente do avançado alemão. Em Inglaterra, cuspir num adversário dá seis jogos de suspensão. Como escreveu um jornalista do Guardian, “cuspir adquiriu uma importância simbólica. É um crime que visa diretamente os valores originais do desportivismo, em grande medida imaginários.”

 

Em certas culturas, o ato de cuspir serve para manter o mal à distância, para afastar o mau-olhado e para proteger os recém-nascidos. Douglas Costa não terá tido motivações culturais para o seu gesto, nem terá tido a intenção de proteger Di Francesco do olho gordo de vizinhos invejosos, embora não fosse má ideia defender-se com um qualquer ritual de uma tribo amazónica em que acertar com uma cuspidela em alguém seja sinal de distinção e deferência.

 

O grande Nelson Rodrigues, nas suas habituais prédicas de nostalgia encenada, queixava-se do desaparecimento da escarradeira da paisagem urbana do Rio da sua infância. A escarradeira era um símbolo de civilização. Bem, de uma certa civilização. Hoje, usar um adversário como escarradeira é tão somente o gesto mais indigno no desporto, sobretudo com a omnipresença de câmaras que captam as asas de uma traça como se fossem as de um 747 e mostram ao mundo o alcance e a viscosidade do produto salivar que cada um deve guardar para si.

 

Não foi o caso de Douglas Costa. Diga-se que, antes da cuspidela, já tinha tentado acertar uma cabeçada em Francesco. Tivesse ele revelado a mesma precisão com a cabeça e talvez escapasse com uma simples advertência. Assim, espera-o uma sanção pesada, que pode ir até aos cinco jogos de suspensão. Durante o tempo em que estiver fora dos relvados, poderá tentar inscrever o seu nome no Livro do Guiness que, a par de feijoadas e demais recordes gastronómicos, também contempla arremesso de saliva, cuspidelas de pevides e de outros projéteis naturais. Por ora, só tem direito a figurar no desonroso livro dos grandes cuspidores futebolísticos.

 

Bruno Vieira Amaral (escritor) Tribuna Expresso

 

***Crónica original intitulada "O Ignominioso Douglas Costa".

 

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publicado às 04:00

 

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As eleições do Sporting terão eco na relação entre os juízes e os clubes de futebol. O Conselho Superior da Magistratura (CSM) vai discutir a participação de magistrados nos órgãos sociais dos clubes. O tema será levado a plenário em Outubro e irá incidir sobre juízes no activo e jubilados.

 

Desde 1993 que o CSM tem manifestado o desagrado na relação entre os juízes e o futebol. Nesse ano, o Conselho deliberou que os magistrados não poderiam ter funções no futebol profissional, tendo então sido alterado o Estatuto dos Magistrados. Contudo, o Tribunal Constitucional veio a considerar a norma inconstitucional.

 

"Tendo em conta a sensibilidade, dado a necessidade de preservar a dignidade da função judicial, e o tempo decorrido, é altura do Conselho Superior da Magistratura reapreciar e reflectir sobre a conveniência de condicionar a participação de juízes nos órgãos estatutários de entidades envolvidas em condições desportivas de cariz profissional à prévia autorização do Conselho", afirma Mário Morgado, vice-presidente do CSM.

 

Depois de Carlos Catarino, conselheiro jubilado que tem em mãos o processo de Neto Moura, ter sido eleito como suplente do Conselho Fiscal e Disciplinar e de José Manuel Costa Galo Tomé de Carvalho, desembargador da Relação de Évora, ter tomado posse como secretário da Mesa da Assembleia Geral do clube de Alvalade.

 

Carolina Reis, Tribuna Expresso

 

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publicado às 05:00

O refrescante Sousa Cintra

Rui Gomes, em 10.09.18

 

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Quando o estadista romano Caio Mecenas morreu, Jesus Cristo ainda não tinha nascido, o que faz do mecenato uma prática muito mais antiga do que o Cristianismo. Mecenas, amigo do imperador Augusto, não abdicou da fortuna que herdou, como Cristo haveria de exortar os ricos a fazerem, mas usou-a para patrocinar homens de talento como Virgílio e Horácio. Séculos depois, durante o Renascimento, o seu exemplo foi seguido por famílias poderosas como os Médici e os Sforza, a quem devemos a existência de obras-primas de artistas como Miguel Ângelo e Botticelli.

 

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José Sousa Cintra não patrocinou, tanto quanto se saiba, nenhuma obra de arte imortal digna de exposição nas paredes do Louvre ou do Prado, mas poucas equipas do Sporting, se é que alguma, estiveram tão perto do sublime como aquela que a liberalidade do empresário ajudou a financiar nos anos 90. Com “O Rapto do Pacheco e do Sousa” (água com gás sobre relva, 110X75, Estádio José Alvalade), o próprio Sousa Cintra assinou uma das peças artísticas mais audazes da história do futebol português, levando a parte verde do país à euforia e lançando numa profunda depressão estival a parte vermelha, subitamente a contemplar o Apocalipse nas praias algarvias.

 

Cintra, o génio por trás do golpe, entusiasmou-se tanto com a sua astúcia que provocou os deuses com o despedimento de Bobby Robson, ele que tinha conseguido a proeza de o contratar. A partir daí nada lhe correu bem no Sporting e o epitáfio da sua presidência foi João Vieira Pinto – o jogador que ele não foi capaz de desviar ao rival – quem o assinou, destruindo com os próprios pés a obra de arte que Cintra demorara cinco anos a cinzelar com escopo e cheques.

 

Quando o empresário saiu do Sporting, anunciavam-se os tempos das SAD e dos clubes-empresa. Tinha acabado a era dos mecenas. À gestão financiada pelos bolsos liberais de uns carolas, com os seus caprichos e excitações, sucedeu-se a abordagem racional dos gestores desapaixonados (cof, cof).

 

Mas, com o fim da era dos mecenas, também acabou o tempo em que os clubes precisavam mais dos seus presidentes do que os presidentes precisavam dos seus clubes. Talvez em 1989 Sousa Cintra tenha precisado do Sporting para se tornar conhecido – a vaidade, como reconheceu há uns tempos um ex-primeiro-ministro, é um poderoso motor da acção humana – mas o Sporting precisava muito mais do dinheiro de Sousa Cintra. O próprio o reconheceu, com a habitual candura, em entrevista ao Expresso: “Não se pagava aos jogadores e ao pessoal há sete meses. Pagámos a toda a gente e fiz isso por amor ao clube. […] Meti muito dinheiro do meu bolso. Tive de meter, então, ninguém emprestava dinheiro ao Sporting!”

 

Entretanto, o homem das águas desapareceu de circulação futebolística e da vida do Sporting e muitos se perguntavam se ainda estaria vivo e se ainda teria fortuna. A resposta chegou neste verão e pode dizer-se, agora que Sousa Cintra já passou o testemunho ao próximo presidente do Sporting, que o seu regresso, ainda que temporário, foi das melhores coisas que aconteceu, não só ao clube, como ao futebol nacional.

 

Em primeiro lugar, Cintra afirmou não ter qualquer intenção de permanecer em funções após este período limitado de transição, o que, num clube que tem algo de shakespeariano nas oscilações de poder e de fidelidades, em que todos temem a própria sombra, foi um sinal saudável de desprendimento, sobretudo depois de um consulado traumático de um aspirante a Nero com a sua corte de personagens grotescas e instáveis.

 

Em segundo lugar, Cintra tudo fez para repor a normalidade e demonstrar aos adeptos e ao mundo que o Sporting não era o hospício em que os episódios de maio e Junho tinham ameaçado transformá-lo. Trazer de volta Bas Dost, Bruno Fernandes e Battaglia, que muitos julgavam ser uma missão impossível, ajudou a afastar de vez a possibilidade de um cataclismo definitivo.

 

Tão importante como o facto foi a forma. Sousa Cintra não lhes acenou com um livro de cheques, mas com uma bandeira branca, sinal de paz e boa vontade. Teve a capacidade de compreender o problema humano e, por isso, tentou resolvê-lo com humanidade. Fê-lo com dois instrumentos que não se vendem e não se compram: honestidade e bom-senso. Numa estratégia capaz de meter na algibeira déspotas de algibeira, manejadores, nem sequer exímios, da ameaça e da coação, fez com que os jogadores se sentissem desejados e protegidos.

 

Anjinho, porém, Sousa Cintra nunca foi. Despachou Mihajlović sem remorsos, não cedeu às pressões de certos empresários, foi inflexível com o Atlético de Madrid no caso Gelson e, quando sentiu que esticar a corda poderia obrigar o seu sucessor a enforcar-se com ela, recuou, nos seus termos e condições.

 

As críticas também não o demoveram de aceitar o convite do Benfica para ir para a tribuna do estádio da Luz: “a rivalidade é dentro de campo”, disse, com uma sabedoria e uma simplicidade que andavam desaparecidas do nosso futebol, o homem que quase destruiu o rival naquele célebre verão quente de 93.

 

Talvez a postura assumida só fosse possível nestas circunstâncias peculiares e em alguém com a sua também peculiar personalidade. O tempo desgasta, o poder corrompe e, muitas vezes, até o mais circunspecto dos líderes cede ao apelo do populismo quando vê o seu lugar ameaçado.

 

Seja como for, a incontornável presença de Sousa Cintra durante este interlúdio, com o seu optimismo militante e a independência que distingue os muito ricos ou os indigentes, tornou a atmosfera um pouco mais respirável, matou a nossa sede de decência e fez-nos ter saudades dos tempos em que, por amor ao clube, os mecenas patrocinavam a felicidade de milhões de adeptos famintos de alegrias.

 

Bruno Vieira Amaral, escritor, Tribuna Expresso

 

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publicado às 16:00

E tudo Jovane mudou

Rui Gomes, em 02.09.18

 

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Às vezes, é tudo uma questão de paciência. A paciência que Matheus não teve é a mesma que Jovane Cabral, o miúdo nascido há 20 anos na ilha cabo-verdiana de Santiago, está a aproveitar. Quando ele sai do banco, o Sporting muda. Foi assim frente ao Moreirense, quando sofreu a grande penalidade que permitiu aos leões engatarem uma vitória difícil. Foi assim na jornada seguinte, frente ao V. Setúbal, quando menos de 10 minutos depois de entrar deu a assistência para Nani fazer um segundo golo que valeu três pontos.

 

E foi também assim este sábado. Ele entrou e o Sporting mudou. O golo que marcou a três minutos do fim e que desfez um zero-zero que em alguns momentos do jogo pareceu mais que anunciado, foi só a cereja, o lacinho, a pièce de résistance.

 

Lídia Paralta Gomes, jornal Expresso

 

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publicado às 04:54

Os menosprezados guarda-redes

Rui Gomes, em 28.08.18

 

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(Ante) Ontem foi dia mundial do cão. Cave Canem rezam os avisos à entrada de certas propriedades, maneira erudita de dizer “cuidado com o cão”. Tais avisos, mesmo que em língua vulgar, deveriam estar nas traves das balizas, alertando para a presença de Cérberos de uma só cabeça, guardiães do terreno que, para uns, é inferno e, para outros, há de ser a terra prometida.

 

Não por acaso, os espanhóis chamam aos guarda-redes cancerberos, em homenagem ao porteiro tricéfalo do Hades, que impedia que os mortos dali saíssem e os vivos ali entrassem, e aos outros, os que para lá iam, recebia com suspeita amabilidade em tão horrenda criatura. Como comemoração antecipada da feliz data, no sábado futebolístico os guarda-redes brilharam mais que os avançados.

 

O falecido árbitro de futebol Vítor Correia, da Associação de Futebol de Lisboa (ainda hoje acho que a apresentação de um árbitro só fica completa com a referência à respetiva associação regional – um Veiga Trigo de Braga e não de Beja, não seria um Veiga Trigo, como um Carlos Xistra pede nitidamente uma Associação de Futebol de Castelo Branco), costumava dizer, como prova de experiência e da sua magra capacidade de espanto, que, desde que vira um porco andar de bicicleta, já nada o surpreendia.

 

Não menos extraordinário do que um suíno ciclista será um lobo voador, mas foi isso que, anteontem, o mundo inteiro pôde testemunhar no estádio Molineux, em Wolverhampton: um “lobo” a voar para defender uma bola que ia de tal forma colocada que o guarda-redes lupino ainda precisou do auxílio da trave para completar a defesa.

 

Ao ver aquela defesa aeronáutica, alguns sportinguistas terão sentido súbitas saudades de Rui Patrício e das muitas defesas que lhe valeram a canonização profana como São Patrício de Alvalade. Porém, à noite, após o fim do jogo no estádio da Luz, poucos terão sido os saudosos do guarda-redes oriundo de Marrazes.

 

Afinal, Romain Salin, que começou a época como suplente de um italiano com bigode de proxeneta, tinha-se sagrado homem do jogo e, com uma mão-cheia de defesas ditas de “elevado grau de dificuldade”, embora nenhuma tão pênsil quanto a de Patrício, impedira a derrota do Sporting.

 

Mas a desgraça do guarda-redes, sobretudo o de um clube grande, é que a celebração efusiva dos seus feitos equivale a um reconhecimento público de fraqueza. Se o guarda-redes é o homem do jogo é porque a equipa não o soube resguardar, não foi capaz de travar as investidas do adversário, esteve à mercê de uma estocada fatal.

 

José Peseiro, que já vai tendo anos e bagagem de raposa velha (já que falamos de cães e seus parentes), veio dizer aquilo que os treinadores, sobretudo os de um clube grande, são obrigados, por estatuto e amor-próprio, a dizer nestas ocasiões: o guarda-redes limitou-se a fazer o trabalho dele. Espera-se que, no balneário, Peseiro se tenha mostrado mais agradecido ao seu guarda-redes e salvador.

 

Que ninguém vá para guarda-redes à espera da gratidão alheia, eis uma lição que, a par das saídas a cruzamentos e jogo com os pés, todos os aspirantes a guarda-redes deveriam aprender. Há exceções, sim, mas normalmente envolvem defender penáltis sem luvas ou segurar resultados improváveis.

 

Este último foi o caso de Rui Patrício, que ajudou o Wolverhampton a travar o rolo compressor do Manchester City. E foi também este o caso de Douglas, guarda-redes do Vitória Sport Clube (ontem ouvi um indignadíssimo adepto do clube vimaranense a exigir que a comunicação social tratasse o clube com o respeito merecido e o chamasse de Vitória Sport Clube e não, como teimam em fazer alguns provocadores a soldo de forças inimigas, Vitória de Guimarães), que contribuiu para um triunfo histórico no Dragão. Uma derrota do Futebol Clube do Porto em casa é um acontecimento raro.

 

Depois de estar a ganhar por 2-0, então, é mais do que um cisne negro, é quase um unicórnio. Por essa razão, as milagrosas defesas de Douglas já nos descontos foram festejadas como deveriam ser sempre festejadas defesas daquelas: como se fossem golos. (O Cérbero vimaranense estragou a noite ao pai, por assim dizer, pois o pai do cão do Hades era o gigante Tifão, de cujos ombros, segundo o relato fidedigno de Hesíodo, saíam cem cabeças de dragão.)

 

Rui Patrício e Douglas receberam o justo louvor. Já o desvalido Salin, talvez por jogar num clube com outras ambições, teve direito a elogios mais comedidos. Porém, lá no fundo, ele sabe (e sabemos nós) que, na noite de sábado, o herói calçava luvas. Contido e discreto, Salin mostrou aquele género particular de heroísmo que se espera de um guarda-redes e que se confunde com a sensação honrosa do dever cumprido. Salve Salin! Cave Salin!

 

Bruno Vieira Amaral, jornal Expresso

 

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publicado às 03:23

A esfregar Salin na ferida

Rui Gomes, em 26.08.18

 

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"A equipa de Vitória empatou quando tinha tudo - e teve quase tudo - para somar três pontos e deixar um dos rivais à mesma distância. Não correu como esperado, ou melhor, como se esperava. E assim há um mito urbano que se mata e outro que se engorda: afinal, José Peseiro não é um pé-frio e é verdade que quem está melhor nem sempre vence. E houve um guarda-redes que se destacou acima de toda a gente".

 

Era ao mesmo tempo bom e mau demais para ser verdade, e era preciso recuar uns anos até encontrar um dérbi tão desigual como este antes de ser jogado. Sabem como é: uma equipa pouco mudada contra outra em que praticamente só faltava mudar os centrais - o que aconteceu, por lesão inesperada de Mathieu - só pode dar num jogo de resultado daqueles.

 

A adivinhada superioridade do Benfica estava legitimada por uma série de informações que foram ditas durante a semana. No Sporting era quase tudo novo: o presidente, o treinador, os laterais, o guarda-redes, o capitão, os avançados, o trinco, o modelo, a estratégia, a táctica, as ideias. E o Benfica apenas tinha de se avir com a falta do dolorido Jonas e as pernas eventualmente pesadas dos três jogos europeus que levava a mais; de resto, tudo na mesma.

 

E agora que o encontro acabou, a verdade é que o Benfica foi realmente superior ao Sporting, porque criou várias oportunidades que o espectacular Salin foi adiando antes do penálti de Nani, e também depois do empate do puto João Félix. O francês terá evitado dois ou três golos e os adeptos clássicos de café dirão que é “para isso que ele lá está”, e ele de facto lá esteve pelo menos em cinco momentos: nos dois cabeceamentos de Rúben Dias na primeira-parte, e nos remates de Pizzi, Zivkovic e Grimaldo na segunda.

 

Só que isto, por si, não justifica o final empatado de um dérbi enérgico, mas mal jogado, carregado de queixinhas, empurrões, rodinhas ao árbitro, e alguns lances duros e outros mal interpretados pela arbitragem - o do penálti disparatado de Rúben Dias não é um deles.

 

O artigo completo de Pedro CandeiasTribuna Expresso, disponível aqui.

 

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publicado às 17:02

João Benedito em entrevista

Rui Gomes, em 28.07.18

 

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 “Vou ficar a vida toda no Sporting.

Daqui a dois meses, espero que como presidente. Daqui a 20 anos, não sei”.

 

João Benedito, em entrevista ao jornal Expresso.

 

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publicado às 15:47

 

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Segundo o Tribuna Expresso, José Silva, funcionário judicial dos tribunais de Guimarães e Fafe que está detido no âmbito do caso E-Toupeira, terá acedido de forma ilegal a 10 inquéritos relacionados com investigações ao Benfica.

 

Ao todo, o dito funcionário terá entrado 385 vezes nos referidos processos, usando quatro palavras-passe distintas. A mesma fonte escreve que o funcionário vai continuar em prisão preventiva por decisão dos juízes desembargadores do Tribunal da Relação de Lisboa.

As autoridades investigam possíveis crimes de corrupção, violação do segredo de Justiça, favorecimento pessoal, peculato e acesso ilegítimo.

 

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publicado às 05:31

 

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Eu tive um sonho. Sonhei que o Bruno de Carvalho (BdC) ainda ia ganhar isto. Sonhei que, num tempo não muito longínquo, ele ia ser campeão. Nesse que era o dia mais feliz da sua vida, BdC estava sozinho no centro do relvado. Como em todas as 33 jornadas anteriores, nenhuma equipa comparecera para defrontar o Sporting Clube Bruno de Carvalho, que assim vencia a tão desejada Liga Bruno de Carvalho. A liga que ele próprio criara, com as suas regras. E ali estava ele, campeão. Ahhhh, o doce sabor da vitória? Por fim.

 

No palanque montado no centro do relvado, BdC, presidente da Liga BdC, entregou a BdC, presidente eleito do Sporting Clube BdC, a tão desejada Taça BdC para o vencedor do campeonato. Antes de se soltarem os confetes e a música dos Queen, BdC, presidente da Liga, ainda entregou a BdC, o futebolista, o prémio de melhor jogador e melhor marcador do campeonato, sem ter marcado um só golo ou disputado um só jogo. Que dia aquele! Onde estavam agora os críticos? Iriam curvar-se perante a sua glória?

 

Desceu do palco montado no centro do relvado quando se começaram a ouvir as primeiras notas de “We Are The Champions”. Estava na hora da tão sonhada volta olímpica ao estádio, um gesto que tinha ensaiado vezes sem conta no tempo em que ainda nada ganhava no futebol sénior masculino. Desta vez, não havia ninguém para o assobiar nas bancadas. Ninguém apareceu para o consagrar, nem mesmo os amigos da Juve Leo que sempre estiveram com ele nas horas mais difíceis. Ninguém. Era ele e só ele, como tantas vezes sonhei.

 

BdC correu para a sala de imprensa para contar a sua vitória ao mundo, mas não havia ninguém à sua espera. Nem uma câmara, nem um microfone. Bandidos! Não precisava deles. Pegou no telemóvel e abriu a sua página no Facebook. Ali, pelo menos, não havia quem lhe fizesse perguntas incómodas. Tinha eliminado um a um todos aqueles que o questionavam, até que acabou só ele, na sua página, a falar sozinho.

 

Um tonto tinha dito que o presidente do futuro era o presidente-adepto. O presidente do futuro era ele, era o presidente-adepto-treinador-jogador e tudo mais. Ali estava ele, no futuro, a celebrar o dia mais feliz da sua vida e não havia ninguém a estragar-lhe a festa. Nem Jesus, nem Rui Patrício, nem Marta Soares, nem jornalistas. Ninguém. Era ele e só ele. Só. Como merece.

 

Nelson Marques, jornal Expresso

 

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publicado às 17:34

 

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Um estudo de opinião efetuado pela ‘Eurosondagem’ para o jornal ‘Expresso’, entre os dias 18 e 21 de Junho de 2018, é totalmente arrasador para Bruno de Carvalho.

 

Num universo de 1011 pessoas – sendo que 333 são adeptos leoninos – apenas 10 por cento entendem que BdC deve "manter-se como presidente", 76,2 por cento percebem que o atual presidente "deve ser demitido e realizarem-se as eleições antecipadas" e 13,8 por cento "tem dúvidas", "não sabe" ou "não quer responder".


Balizando estes números ao universo de adeptos leoninos, 74,5 por cento querem a saída imediata de Bruno de Carvalho, 9,9 por cento preferiram não responder e 15,6 por cento defendem a sua continuidade.

 

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publicado às 04:18

 

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Passo a descrever as 12 lições que Bruno de Carvalho aprendeu com a experiência de Donald Trump. Umas resultam de personalidades narcisistas e megalómanas semelhantes. Outras serão fruto de coincidência. Outras correspondem ao “ar do tempo”. Outras terão sido mesmo decalcadas pelo próprio ou por conselho de agências de comunicação. Mas todas correspondem a uma forma de fazer política, seja num país ou num clube:

 

1– Para manter uma maioria fanatizada não pode haver matizes. O mundo divide-se em dois: o povo, representado por mim, e a elite, representada por aqueles que me enfrentam

 

O povo, no caso do Sporting, é o sócio comum. A elite é uma amálgama. Podem ser pessoas reconhecidas pelos sócios (os “notáveis”), mesmo que tenham apoiado ou feito parte das direcções do líder; os accionistas, mesmo que tenham sido grandes amigos no passado; e grupos sociais específicos (os “croquetes”). O povo é toda a gente que não se destaque publicamente, liderado pela única pessoa que merece ser destacada, o próprio Bruno de Carvalho. O único “notável” legítimo. O resto ou é elite ou está ao serviço dela para retirar o poder ao povo.

 

2– Não pode haver nenhuma plataforma de diálogo e compreensão entre os que estão do meu lado e aqueles que se opõem a mim

 

Para que a radicalização de posições e a fanatização acrítica funcione é fundamental que não haja qualquer plataforma de diálogo entre os que estão pelo líder e os que estão contra o líder. Os primeiros alvos devem ser, por isso, os moderados. A fractura absoluta entre os dois lados permite quebrar todos os laços de pertença que não dependam da liderança.

 

Quem não seja por Bruno de Carvalho é “sportingado” e não tem nada em comum com os que o apoiam. Nem sequer o clube, a que não deviam pertencer. A incomunicabilidade torna impossível a razoabilidade. Passam a ser dois mundos que não se falam e não se compreendem. Isso protege os apoiantes do líder de qualquer influência.

 

3– Uma enorme aliança de interesses conspira contra mim (ou contra nós)

 

Nenhum ataque ao líder resulta de uma opinião livre e desinteressada. Todos estão ligados por uma enorme rede conspirativa que pode juntar pessoas e grupos com pouco ou nada em comum. A visão conspirativa do mundo é o que traça o laço inquestionável entre o povo e o líder, fazendo de cada novo inimigo não uma derrota mas a confirmação da justeza da luta.

 

No caso do Sporting, isso incluiu aqueles que os adeptos se habituaram a ter como heróis: os jogadores. Anular a “idolatria” pelos atletas (ainda muito antes das rescisões) é uma excelente forma de concentrar apenas no presidente o foco da admiração. De um lado temos Bruno de Carvalho e todos os verdadeiros sportinguistas e do outro os accionistas, os agentes, os jogadores, a comunicação social, os outros clubes e todos aqueles que internamente trabalham para estes interesses.

 

4– A instituição existe na medida que eu existo, eu sou quem agrega todos os que a defendem

 

A instituição, os seus símbolos e a sua história, que geralmente precedem os dirigentes e a eles devem sobreviver, são lentamente substituídos pela figura do líder. Porque tudo o que transcende o líder exibe a transitoriedade da sua liderança, relativizando assim o seu próprio poder. Os momentos da vida familiar do presidente misturam-se com a vida do clube. E o presidente está no centro de todos os momentos relevantes do clube. Está sentado no banco como se fosse um treinador ou a festejar no relvado como se fosse um jogador. Não aprecia a tribuna presidencial onde outros presidentes estiveram, o que o equipararia a eles. Só assim se constrói a ideia de que a instituição nasceu, morrerá e se esgota com o seu líder. Afastá-lo é matar a própria instituição.

 

5– Todas as figuras que me acompanham no poder são secundárias, descartáveis e apenas aceitáveis se me seguirem cegamente

 

Nenhuma figura, para além do líder, se deve destacar. Dar relevância à equipa dirigentes é dar força aos futuros traidores. O líder decide, os outros aplicam. O único obstáculo a isto, no caso de Bruno de Carvalho, foi Jorge Jesus. Que se revelou, coisa que nunca imaginei, um “político” notável. Apenas para a sua própria sobrevivência, mas notável.

 

6– A lei é um mero formalismo e os contrapesos ao meu poder são traição

 

Numa nação seria muitíssimo difícil, mas num clube é bastante fácil nomear órgãos inexistentes, promover a leitura criativa dos estatutos e da lei ou adulterar o conteúdo de decisões judiciais. Ficou evidente como é possível fazer desabar um edifício regulamentar e criar uma espécie de legalidade paralela. E com isso infectar toda a estrutura, impondo a todos a dúvida sobre a legitimidade de qualquer contrapoder.

 

Bruno de Carvalho não é Donald Trump porque o Sporting não é um país. Mas é impressionante o que eu, com tantos anos de experiência política, aprendi ao observar poucos meses de confronto num clube. E estou assustado com o que nos espera na política.

 

7– Se eu vencer o povo votou em mim, se eu perder houve fraude

 

Nas eleições federais, Donald Trump deixou sempre na dúvida se aceitaria os resultados caso fosse derrotado. Deixar no ar a possibilidade de haver uma fraude era o que lhe permitiria não respeitar a vontade dos eleitores se fosse contra ele. Para a Assembleia Geral de sábado – e, se for o caso, nas eleições –, muitos seguidores de Bruno de Carvalho têm feito o mesmo, deixando várias pistas sobre a probabilidade de uma “golpada”. Seja porque venceu, seja porque houve fraude, Bruno de Carvalho tem sempre a vitória garantida junto dos seus. E assim os poderá manter fanatizados.

 

8– Banalizar o insulto até já não ser ouvido como insulto retira quem não insulta do confronto

 

A maioria dos intervenientes políticos e cívicos está limitada por algumas regras sociais de civilidade. Desfazer essas regras pode ser uma grande vantagem. Como se costuma dizer, não vale a pena atirares-te para a lama com um porco, ficas sujo e ele gosta. Banalizar o insulto permite retirar da contenda quem quer proteger a sua credibilidade. Quando repetido muitas vezes o insulto deixa de chocar. E quando deixa de chocar, a ausência dos oponentes nesse nível de debate passa a ser percepcionada como sinal de fraqueza. No fim, resistem os mais agressivos, que conseguem acompanhar a violência do debate, o que leva o espectador desatento a equiparar os dois lados. Nisto, Bruno de Carvalho é uma cópia quase decalcada de Donald Trump. Apenas um pouco mais grosseiro.

 

9– Toda a comunicação social está contra mim porque faz parte do sistema, só devem acreditar em mim e nos que falam em meu nome

 

A comunicação social portuguesa não gosta de Bruno de Carvalho com o mesmo empenho que a norte-americana detesta Donald Trump. Um e outro fizeram tudo para ser odiados pelos jornalistas. E os jornalistas caíram na armadilha. Um e outro não perderam nada com este ódio que rapidamente se transforma em parcialidade. Todos os ataques funcionam como confirmação de que a comunicação social trabalha para o inimigo. E quanto mais forem provocados mais partidários serão os jornalistas e mais razão darão à sua “vítima”.

 

A partir daqui, passa a ser possível dizer que, estando militantemente contra o líder, toda a comunicação social mente. E exigir aos seguidores que a ignorem, ignorando assim qualquer tipo de escrutínio externo. No caso de Trump, pede para verem a Fox News. No caso de Bruno de Carvalho, só pode pedir para verem a Sporting TV, que usa, tal como o site do clube, como órgão oficial de facção.

 

10– Mesmo que a comunicação social não goste de mim vai-me dar todo o tempo de antena porque eu lhes ofereço o grotesco, que dá audiências

 

Se a comunicação social não demonstra qualquer simpatia por Bruno de Carvalho, assim como não mostrou qualquer simpatia por Donald Trump, porque lhe dá tempo de antena ilimitado? Porque, à sua escala, um e outro dão audiências. Todas as novelas que alimentam são deprimentes, tristes, rocambolescas, por vezes o acidente para que todos olham, mas um excelente reality-show.

 

E assim Bruno de Carvalho vai usando a dependência das televisões por audiências para ter palco e ganhar força. E usa, como Trump, as redes sociais para criar factos de polémica diários.

 

11– Um exército de fanáticos (ou de perfis falsos) nas redes sociais faz milagres para anular o inimigo

 

Quem tem acompanhado as polémicas do Sporting nas redes sociais fica varado com o cerco feito a qualquer pessoa que ouse fazer a mais pequena crítica a Bruno de Carvalho. Os ataques não passam apenas pela repetição dos argumentos dados pelo presidente, por mais estapafúrdios que sejam. Quase sempre recorrem ao insulto e à perseguição em matilha ou à ameaça explícita. A violência é tal que até os mais corajosos e persistentes desistem de participar no debate, deixando as tropas de choque sozinhas na arena.

 

Dirão que tudo isto é o habitual das redes sociais. A diferença é que, neste caso, é coordenado. Muitos dos perfis são falsos ou anónimos e há fortes suspeitas de que a empresa de comunicação contratada pelo Sporting estreou em Portugal a estratégia experimentada por Trump e políticos de extrema-direita europeus.

 

12– Se mentir sempre, ou não serei desmentido ou obrigarei o inimigo a estar sempre a responder-me

 

Qualquer fact-checking às intervenções de Bruno de Carvalho exigiria muito mais espaço do muito que ele usa. Tal como sucedia com Donald Trump. Em muitos casos a mentira é fácil de desmontar, de tal forma é descarada. Só que as mentiras são como as dívidas: uma é um problema para o mentiroso, muitas é um problema para quem queira repor a verdade. Perante uma sucessão de mentiras, que permitem construir uma realidade paralela (o fanático é condicionado a não acreditar na imprensa e em mais ninguém que não seja o líder), o adversário tem duas hipóteses: repor a verdade e ficar preso à agenda imposta pelo líder ou deixar que a mentira se instale como verdade.

 

Bruno de Carvalho não é Donald Trump porque o Sporting não é um país. Quem não ligue ao que se passa no futebol considerará, por isso, este paralelo absurdo. Mas é por estarem em patamares muito diferentes que este exercício é tão útil. Porque se Bruno de Carvalho conseguiu – e penso que em muitos casos o fez conscientemente – adaptar para um clube a lógica de um combate político do outro lado do Atlântico, quer dizer que a receita é ainda mais eficaz do que se pensava.

 

Quem conseguir readaptar a táctica de Bruno de Carvalho à política nacional poderá ir longe e ter efeitos destrutivos a uma escala muito maior. Claro que, por ser o meu clube e por ser um presidente que apoiei, dou a isto tudo uma importância talvez desmedida. Num clube não existem os mesmos conflitos que existem no resto da sociedade, as pessoas não valorizam as mesmas coisas, as condições materiais de vida têm pouca relevância para as escolhas que fazem. Mas é impressionante o que eu, com tantos anos de experiência política, aprendi ao observar poucos meses de confronto num clube. E estou assustado com o que nos espera na política.

 

Daniel Oliveira, jornal Expresso

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publicado às 04:04

 

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Uma interessante reportagem de Hugo FrancoPedro CandeiasRui Gustavo, do jornal Expresso, que além de relatar eventos até agora desconhecidos na praça pública, deixa a ideia que ainda há muito por trás da invasão da Academia Sporting por apurar.

 

A reportagem dos jornalistas começa assim:

 

"Pelo menos dois elementos da equipa técnica do Sporting foram alvo de ameaças por parte de desconhecidos, numa altura em que já tinham sido realizadas as detenções dos 23 adeptos que invadiram a Academia de Alcochete, há uma semana.

 

De acordo com o depoimento de José Laranjeira, scout do clube, nos autos da GNR, uma carrinha de mercadorias branca entrou no parque de estacionamento de uma grande superfície comercial, ponto de encontro de jogadores e técnicos antes de irem prestar declarações no posto da GNR do Montijo, na noite de terça-feira. O condutor estava “junto ao vidro do veículo” a filmar a zona com um telemóvel. E desapareceu. Tinha a inscrição “entregas ao domicílio” e a matrícula foi transmitida à GNR".

 

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publicado às 03:30

 

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Ao minuto 43 cabeceou por cima, num lance em que a bola acertou em cheio no penso que tinha na testa e o soltou, mostrando os ferimentos (só para contextualizar a festa do futebol) provocados por um adepto do Sporting que o agrediu com um cinto e depois o pontapeou no chão, meras semanas depois de Dost ter dito numa entrevista que viver em Portugal lhe dava "paz interior". Bas Dost não merece uma medalha por se ter apresentado a jogo hoje; merecia era uma máquina do tempo.

 

Quanto ao falhanço à boca da baliza na segunda parte, convém esclarecer que a culpa não foi sua, nem sequer dos eventos ocorridos durante a semana. Foi, aliás, a única ocorrência durante a partida suficientemente Sporting para acreditarmos que seria provável mesmo num contexto totalmente diferente. Tal como o falhanço de Ruiz em 2016, a haver um "autor moral" foi o Visconde de Alvalade.

 

Rogério Casanova, jornal Expresso

 

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publicado às 11:36

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