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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Por não acompanhar muito ao perto a campanha da equipa B, não me é possível adiantar uma análise detalhada sobre o que é, obviamente, um grande problema para o Sporting.
Dito isto, sou confrontado pela ideia que muito a exemplo do que se passa com a equipa principal, a raiz do problema recai sobre a ausência de uma verdadeira estrutura para o futebol leonino. Só isso poderá explicar a situação em que a segunda equipa se encontra neste momento - penúltimo ligar na II Liga e em grave risco de despromoção - tendo em consideração o vasto leque de talentos à sua disposição.
De igual modo, desconheço se muito do problema é o treinador João de Deus, mas parece-me uma explicação excessivamente simples para tão enorme descalabro.
Perante este cenário, já constam rumores da extinção da equipa, caso venha a sofrer despromoção - e a criação de clube satélite. Creio que a história nos esclarece que esta medida seria condenada ao fracasso. Clubes satélites simplesmente não resultam, pela perspectiva do Sporting, por haver um incontornável conflito de interesses entre o que o clube pretende para si próprio e os objectivos do Sporting, no que diz respeito ao desenvolvimento dos seus jovens talentos.
Em termos de investimento/orçamento, consta que a equipa B custa actualmente entre 2 a 3 milhões anualmente, entre plantel e logística, o que poderá ser excessivo. No entanto, teria de efectuar uma análise detalhada para determinar quanto deste valor relaciona-se com as muitas contratações do exterior para o plantel, talvez sem grande sentido.
Em suma, mais uma consequência da má gestão do futebol durante o consulado de Bruno de Carvalho.
O Sporting vai deixar de ter equipa de râguebi sénior masculino. Quatro anos após o regresso à modalidade, extinta 48 anos antes, o Clube passa a contar apenas com a formação e a equipa feminina, após uma época em que a principal sofreu até à derradeira jornada para assegurar a manutenção na 1ª Divisão – o 2º escalão nacional.
A modalidade que deu a Bruno de Carvalho o primeiro título como presidente do Sporting – campeão da 2ª Divisão na primeira época após o regresso – em Abril de 2013 - vai passar, no entanto, a integrar o grupo de modalidades oficiais e a beneficiar de alguns apoios inerentes a esse estatuto. Ou seja, o râguebi do Sporting era reconhecido pelo Clube mas funcionava de forma completamente autónoma.
A proposta, de resto, partiu da Direcção de Bruno de Carvalho e tinha o fim da equipa sénior como contrapartida para entrar no grupo de modalidades oficiais. O Clube não pretende apoiar desportos que não tenham condições para lutar por títulos do escalão principal a curto prazo e, encontrando-se o râguebi nesta situação, os responsáveis pela modalidade optaram por não perder o ‘comboio’ das oficiais podendo, no futuro, e caso as condições se alterem substancialmente, vir a constituir novamente uma equipa sénior – apenas e só se houver condições para chegar ao 1º escalão e discutir títulos a curto prazo.
Entre outras vantagens de passar a modalidade oficial, o râguebi leonino vai beneficiar do protocolo existente entre o clube e o Estádio Universitário. O Sporting já usava os campos deste complexo para treinos e jogos em casa; porém, a troco de uma renda elevadíssima, cada vez mais difícil de suportar face à escassez de patrocínios e ao facto de a secção viver sem qualquer apoio logístico ou financeiro da ‘casa mãe’.
Plantel feminino sénior do basquetebol do Sporting 2013
RENASCIMENTO
Em Março de 2012 foi anunciado que a Secção de Basquetebol iria regressar ao Sporting na época 2012/13, tendo o anúncio oficial sido feito a 14 de Abril de 2012. Com uma gestão independente através da Associação de Basquetebol do SCP, a Secção tinha por objectivo ser auto-sustentada. O responsável pelo projecto foi de novo Edgar Vital, juntamente com o Dr. Jaime Brito da Torre e Carlos Sousa, juntando-se-lhes então Juvenal Carvalho. Numa primeira fase a reformada secção arrancou com escalões de formação e com uma equipa sénior feminina.
Em 2012/13 e 2013/14 a equipa sénior feminina competiu na 2ª Divisão nacional (que corresponde ao 3º escalão). Em 2013/14 para além da equipa feminina sénior o Sporting apresentou uma equipa sub-19 a competir no Campeonato Distrital. No ano seguinte, a equipa subiu à 1ª Divisão nacional (2º escalão), e a secção foi remodelada, com Pedro Antunes (que tinha sido director da secção entre 1988 e 1990) a assumir a direcção. Nesse ano, a equipa venceu o Campeonato e garantiu a subida à Liga Feminina de Basquetebol, o escalão nacional máximo.
E X T I N Ç Ã O
A Federação Portuguesa de Basquetebol aguarda pela informação oficial dos clubes para decidir como será constituída a próxima edição da Liga Feminina, isto na sequência da extinção da equipa do Sporting. Com a desistência da formação leonina, que terminou na 9ª posição, fica em aberto uma vaga para 2016/2017.
Desportivamente, Gafanha e Académico garantiram o acesso à Liga, depois de disputarem a final da 1ª Divisão, ganha pelo Gafanha. No sentido inverso, estão Vagos (11º) e a Ovarense (12º) que foram despromovidos à 1ª Divisão. Em teoria, será o Vagos a ser ‘repescado’ para a Liga. No entanto, o Gafanha é um clube satélite do Vagos e, pelo regulamento, as equipas satélites não podem competir na mesma prova que a equipa principal.
Entretanto, o presidente do Gafanha, João Paulo Ramos, em declarações ao ‘Diário de Aveiro’, afirmou que a equipa vai jogar na Liga, o que pode significar o fim da parceria com o Vagos.
O Sporting terá enviado uma missiva à FPF e à Liga de Clubes, através da qual comunica que pondera abandonar a II Liga, não inscrevendo a equipa B para a próxima época, uma vez que o ciclo de três temporadas que todos os clubes com formações B estavam obrigados a cumprir termina esta época.
Na base desta equação estão três pontos com os quais o Sporting está em desacordo e pretende ver alterado:
1) As equipas serem compostas por jogadores sub-21 e não sub-23, como é agora, mas sem prejuízo da inscrição da ficha de jogo de até mais 5 jogadores com idade superior. Actualmente só são permitidos três.
2) Poder continuar a jogar na Academia de Alcochete, não obstante o período de obras necessário para cumprir as exigências de segurança previstas para as competições profissionais.
3) Poder estabelecer acordos de patrocínio com clubes-satélite e que estes acordos não estejam circunscritos a clubes filiados na mesma associação.
A primeira questão que me surge é se esta "ameaça" do Sporting será levada a sério pelas entidades que supervisionam o futebol português. Isto, porque me parece que entre todos os clubes o Sporting é o que tem mais em risco com o abandono da equipa B, pela sua formação.
A segunda consideração prende-se com o real objectivo da Sporting SAD em alterar a filosofia das formações secundárias. Por um lado, a idade passa de 23 para 21, mas pretende poder utilizar mais jogadores com idade superior - 5 em vez de 3 - que deixa a ideia que visa a utilização de mais atletas do plantel principal, nomeadamente, depreende-se, excedentários ou outros para fazerem rodagem. Parece-me que o objectivo é mais uma equipa de reservas do que uma equipa de formação, algo que não considero positivo.
A outras duas questões são de menor impacte, mas a constituição da equipa B exige ponderação profunda, por afectar directamente a formação. Seria útil que a Sporting SAD explicasse aos sócios e adeptos o que realmente pretende com estas alterações.
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