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Rui Gomes, em 14.05.18

 

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"A teoria bizarra de Bruno de Carvalho está a criar raízes na cabeça da massa adepta. 

Bruno de Carvalho é responsável por 100% do plantel. Foi ele que escolheu TODOS os jogadores, foi ele que escolheu o treinador, é ele que convive diariamente com todos, que os conhece perfeitamente, que sabe tudo o que há para saber sobre eles. 

Se eles são maus profissionais, a única conclusão lógica é que Bruno de Carvalho andou cinco anos a dormir! Cabe na cabeça de alguém que um presidente não saiba quem é o Patrício!?!?!?! Mas isto é mesmo a sério? 

Bruno de Carvalho deixou-o "contaminar" o balneário durante 5 anos? A sério? Por amor de Deus...

E quem são os "maus profissionais"? É o Coentrão, que é conhecido em toda a Europa por ser... um mau profissional? Bruno de Carvalho não sabia? Pensava que estava a contratar exactamente quem? O Ibrahimovic? 

Essa teoria que Bruno de Carvalho é uma vítima do plantel que passou 5 anos a construir, (repito: 5 anos), está ao nível das teorias do Trump.

O Benfica também fez uma má época. Alguém vê os jogadores a serem atacados? Alguém viu os jogadores do Porto serem atacados nas últimas épocas? 

Isso é uma fantasia, alguma vez existiram plantéis que não são profissionais? Existem é jogadores que não são profissionais, mas isso tem uma solução fácil: são afastados. 

Que jogadores é que foram afastados por Bruno de Carvalho esta época?

A resposta a essa questão responde igualmente à validade da teoria que a culpa é dos jogadores".

 

Leitor: FERNANDES

 

Nota: Ao comentário do leitor Fernandes, quero acrescentar uma breve observação minha. Contrário ao que aparenta ser a opinião generalizada de sportinguistas, eu não vi uma equipa com falta de atitude frente ao Marítimo, adversário claramente inferior que apesar de não ter nada em risco, fez tudo ao seu alcance para contrariar o Sporting, não hesitando até de recorrer a antijogo, como se disso a sua sobrevivência dependesse.

 

Alias, Daniel Ramos, técnico madeirense, afirmou na conferência de imprensa no final da partida que não pediu aos seus jogadores para fazerem antijogo, pediu sim para "jogarem com o relógio". Perante isto, vou matricular-me numa escola para poder compreender a distinção entre as duas disposições.

 

O que eu vi foi uma equipa desgastada, organizada aquém do nível de responsabilidade, que sucumbiu à elevada pressão que lhe foi imposta pela taxa do resultado e que não teve a serenidade, frescura física e, sobretudo, liderança, para desabrochar o seu melhor futebol.

 

Há, claramente, responsáveis por esta circunstância, que, lamentavel e egocentricamente, nunca assumirão mea culpa.

 

E... meus caros amigos, este é o nosso Sporting, não de sempre, mas de há uns anos a esta parte.

 

publicado às 03:18

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 22.01.18

 

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Comentário do leitor FERNANDES ao post intitulado A mais desinteressante teoria sobre o Futebol português, Pt.1, da autoria de DRAKE WILSON:

 

"A meu ver Roquette é o grande responsável pela "destruição" do Sporting tal como ele existiu ao longo da sua história. Não que o clube fosse estático, esteve sempre em constante mudança, mas perdeu-se algo de único, fruto das ideias que implementou. Mas não quero entrar por aí, é apenas uma opinião.

Esta minha intervenção prende-se mais com o "totalitarismo presidencial", que de facto é assustador.

Só um pequeno exemplo: ninguém faz a mínima ideia quanto custa o andebol. Se o presidente quiser gasta 1.5 milhões de euros. Ou 5 milhões. Para os sócios vai dar exactamente ao mesmo. Sócios esses que... aprovam as contas e orçamentos. Estranho? Aparentemente é inquestionável!

Isto para chegar onde? Afinal, o que impede os adeptos de se organizarem e terem uma palavra activa na vida do clube? A realidade é que os adeptos, contra ou a favor da direcção em exercício, nunca questionam a forma como o poder é exercido, apesar do poder emanar... dos próprios adeptos.

O que vemos é o totalitarismo presidencial dentro e fora do clube, mas acima de tudo na cabeça de cada pessoa. É assim, porque sempre foi assim, mas quem não gosta limita-se a dizer "o que tem de ser tem muita força", "antes é que era bom", "eles fazem o que querem", até à desgraça seguinte, que hipoteca o futuro do clube durante décadas.

É assustador que 3 grandes da Europa (é um problema cultural) não tenham entre si uma única associação de adeptos que vise melhorar os clubes de fora para dentro, que procure dizer "isto vai mudar, a bem ou a mal, porque nós não vamos desaparecer". Não que queira "discutir", "falar" e por aí fora, mas que queira, por exemplo, denunciar o presidencialismo totalitário, e defender uma visão diferente a todo. Estamos a falar de 130 mil pessoas por jornada que têm um peso nulo nos clubes, excluindo numa ou outra decisão muito espaçada no tempo (muito mesmo), até porque a esmagadora das "decisões" colectivas não passam de carimbar o que já foi decidido.

Enquanto 50 ou 100 pessoas altamente organizadas não tiverem como missão existir à margem da engrenagem totalitária, é impossível algo mudar. Ou alguém tem dúvidas que se amanhã Pedro Madeira Rodrigues fosse eleito, o totalitarismo presidencial continuava intacto?

O que me faz mais confusão é que existem imensas pessoas que dedicam milhares de horas ao clube em todo o tipo de funções/actividades extra-ver jogos de futebol (este blogue, apenas um exemplo), mas essa dedicação e persistência ou é profundamente individualista ("eu penso assim", e o resto do mundo é estúpido, estilo BdC) ou fica sempre à porta do que realmente interessa: mudar a forma como o clube é organizado, ou seja, transformá-lo numa organização aberta, transparente, digna e respeitável (isto claro, sabendo que existe para alcançar objectivos desportivos no futebol). Retirar os clubes de 1956 e trazê-los para 2018!

No entanto, parece uma utopia ao nível de acabar com a guerra a ideia de um grupo de pessoas se juntar em prol do seu clube, à revelia de totalitarismos, ou melhor, contra eles!".

 

Resposta ao leitor FERNANDES do nosso redactor DRAKE WILSON:

 

Nunca poderemos constituir juízos sobre mandatos presidenciais no Sporting, sem observarmos todo um passado que condicionou a actuação dos mesmos, como igualmente influenciado o surgimento dos próprios. Considerar Roquette como “responsável pela destruição do Sporting como ele existiu”, só pode ser um equívoco da sua parte.

José Roquette teve Jorge Gonçalves, Sousa Cintra e Santana Lopes como antecessores – o maior presente envenenado na história do Sporting. Foi Santana Lopes que, no alto da sua imunidade divina no que a decisões erradas diz respeito, decidiu extinguir 4/5 Modalidades no Clube após aprovação dos Sócios, sem influência ou opinião dos restantes Orgãos Sociais do Clube – entre eles José Roquette, na altura Presidente do Conselho Fiscal. É em 1996, com o Sporting em incumprimento com Atletas, Estado, Banca e outros Credores, que Roquette chega à presidência do Clube – com um Passivo na ordem dos €35 Milhões.

Com uma margem de actuação sempre condicionada pelas circunstâncias, Roquette procurou a estabilização financeira imediata, através de diversas resoluções perante o Estado português no que respeitava a impostos e dívidas sociais. Faz um acordo com o BCP poupando ao Sporting 3 anos de Juros em dívida. Cria a primeira Sociedade Desportiva em Portugal, desenha uma estratégia de independência financeira que outros copiaram, de onde nasceu o Estádio e viria a surgir a Academia. Foi, no decorrer da sua presidência, conquistado um Campeonato Nacional.

Roquette teve de lidar com dois sérios cancros no Sporting. Um deles, um indivíduo que gozava de privilégios em excesso no Clube, ex-membro do Conselho Fiscal de Amado de Freitas, amigalhaço de Balsemão e Santana. Outro, o grande traidor de José Roquette e do Sporting por conseguinte, estando na origem de um negócio que o favoreceu em €20 Milhões, metade do que prejudicou o Clube: mais de €40 Milhões. Ambos, só anos mais tarde foram corridos do Clube, felizmente. Opto por ficar por aqui em relação a este tema.

Como pode constatar, coube a José Roquette o trabalho mais difícil no período mais complicado. Nenhum Presidente na era moderna do Sporting fez tanto com tão pouco. E nada neste trajecto me soa a “destruição”.

Outra questão que refere e da qual discordo, relaciona-se com o “poder dos Adeptos” – os Adeptos não têm poder algum no Futebol, porque o Futebol é movido a resultados e não a associativismo. O Candidato que promete resultados (que mente, pois ninguém pode consagrar o Futuro como garantido) permite aos Adeptos portugueses o seu próprio existencialismo. Nomeadamente os que acompanham em bloco, que pensam em bloco, que condicionam em bloco e que votam em bloco – as Claques, pouco dadas a meditações de ordem racional mais do que o ódio que sentem pelos rivais. Os restantes Adeptos, que são a maioria, só surgem quando os resultados apelam, aplicando o seu dever interventivo à compra de bilhetes, cachecóis, e pouco mais.

Finalmente, no que toca ao Andebol. No Sporting, esta Modalidade é gerida por um grupo de yes-men, onde à revelia do presidente e perante os atletas, agem eles próprios como presidentes. Com um simpático Treinador cujos sistemas de treino estão ao nível do que se aprende no liceu, sobra o orçamento para termos um plantel recheado de estrelas. Conquista-se o Campeonato e a EHF com relativa facilidade, e está o assunto resolvido. Porque o que interessa é mesmo isso: os resultados. A ninguém interessa o orçamento. Como igualmente a alguém interessa o comportamento ditatorial de Galambas perante os jogadores – que curiosamente divide a atenção ao jogo com sms’s por telefone, num excelente exemplo para os atletas.

Os orçamentos aplicados pelo Clube às modalidades são uma estratégia pífia e momentânea desta Presidência em promover a sua própria imagem – como a maioria das suas intervenções em qualquer âmbito –, cuja insustentabilidade levará a que já no próximo ano surja um desinvestimento assinalável. Aliás, não afirmo nenhum segredo, tendo em conta o que terá já sido dito pelo próprio Presidente ainda em 2017: “Ou largam o Facebook e trazem uns amigos para Sócios, ou seremos obrigados a cortes substanciais nas modalidades”.

 

publicado às 14:43

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Rui Gomes, em 03.08.16

 

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«Aproveitando mais uma movimentação no mercado de Verão, acho curioso que ainda não tenha visto em qualquer blog uma análise à política desportiva de Bruno de Carvalho.

É que com a entrada do jogador Liam Jordan, o Sporting chega aos 80 jogadores seniores, no início de Agosto. Oitenta!!!

1. Que mensagem se está a passar para a formação?

2. Quem beneficia com estas dezenas de negócios?

3. Partindo do princípio que em média cada plantel tem 25 jogadores (e a B ainda pode utilizar todos os juniores) e existem 5 emprestados (que não se adaptam, são flops, etc.), para que servem os restantes 25 jogadores?

4. Qual é a coerência de abrir uma guerra contra os empresários e depois montar uma estrutura onde existe um plantel inteiro que só serve para distribuir comissões?

Acho estranho que os sportinguistas, após se ter duplicado (!!!) a massa salarial, em 12 meses, não questionem esta política desportiva que permitiu chegar aos 80 jogadores com contrato.

Será que há quem acredita que isto não tem qualquer custo para o clube e é bom para a formação ?».

 

 

Leitor: FERNANDES

 

________________________________________

  

 

«É preocupante de facto toda esta estranha movimentação. Demasiados jogadores excedentes e todos os dias vem notícias da entrada de mais alguém, não se sabe para onde e para quê e muito menos os moldes claros dos negócios.

 

A ideia que se transmite para o exterior é colocar à experiência jovens promessas descobertas pelos quatro cantos do mundo, mas os resultados têm sido bastante negativos. Se analisarmos quem chega à equipa principal, continuam a ser os miúdos que trabalham há vários anos na Academia, não existindo um único caso dentro dos promovidos que tenha origem nesses negócios. É um tema que merece ser analisado com mais pormenor e conhecimento.

Um dos casos que segue sem explicação é o jovem Gauld; um investimento avultado com zero resultado até ao momento. Temo que os responsáveis pelo recrutamento não estarão devidamente habilitados nem com bom nível de apreciação das qualidades dos jovens que observam.

Se existe uma outra razão terá que ser devidamente apurada».

 

 

Leitor: JULIUS COELHO

 

publicado às 03:46

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Rui Gomes, em 25.01.15

 

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«Para quando um texto (embora mereça vários) sobre uma das atitudes mais vergonhosas de sempre de um presidente do Sporting ?

 

Refiro-me claro está ao facto de ter avançado com processos contra trinta e um (trinta e um !!!) sportinguistas que o criticaram nas redes sociais.

 

Nem em plena ditadura coisa semelhante aconteceu num clube. Esta atitude é uma imensa mancha na história do clube. Não será de admirar que quando esta situação explodir, o nome do Sporting corra o mundo como o clube com o presidente mais ditatorial do planeta..

 

A isto acresce que o José Eduardo não foi alvo de um processo (interno ou externo) pelo que disse sobre Marco Silva, teve que ser o próprio a tomar uma atitude. E porquê ? Consta que na reunião pré-AG, o presidente do Conselho Fiscal afirmou que foi o próprio Bruno de Carvalho a pedir que o José Eduardo não sofresse qualquer consequência pelo infame ataque que fez ao Marco Silva.

 

Portanto, se os 31 processos eram só por si vergonhosos, ainda mais grave se tornam à luz desta atitude. Tudo isto é gravíssimo e vai causar danos à imagem do Sporting enquanto instituição.»

 

Leitor: Fernandes

 

Nota: Manchete na capa do "Record" deste domingo: "Bruno de Carvalho processa grupo de adeptos por difamação". No interior do jornal, esta é a notícia.

 

publicado às 08:52

Da Suiça vem a notícia de que o médio que esta época alinhou pelo Sporting encontra-se presentemente nesse país, mais precisamente em Valais, perto de Syon, e o seu regresso ao clube onde iniciou a sua carreira de sénior é dado como certo. Consta que todas as partes já chegaram a um acordo para a transferência do atleta para o FC Syon, de onde partiu em 2007 para o Manchester City. Tudo deverá ser finalizado nas próximas 72 horas.

Reconheço que não é um jogador com elevados dotes técnicos, mas sempre apreciei a sua total entrega quando era chamado a jogo. Bom na recuperação de bolas, mas muito deficiente em efectuar passes e a sustentar manobras ofensivas. Será justo afirmar que o Sporting tem jogadores de superior qualidade no plantel e na equipa B.

 

Adenda: Surgiu entretanto a confirmação que o jogador foi de facto transferido para o Sion, por empréstimo, até 30 de junho de 2014, com opção de compra.

 

publicado às 16:20

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