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Veremos o que vai sair daqui!

Rui Gomes, em 09.04.21

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Arsène Wenger, o actual director de desenvolvimento global da FIFA, admitiu, esta quinta-feira, num programa digital do organismo gestor do futebol a nível mundial, que o próximo Campeonato do Mundo terá um sistema de detecção automática de foras de jogo.

"Penso que o detetor automatizado dos foras de jogo estará pronto para [o Mundial] 2022. Automaticamente, será enviado um sinal imediato ao árbitro auxiliar, que terá um relógio com uma luz vermelha, que lhe transmite se existe ou não fora de jogo em determinado lance", afirmou o antigo treinador francês.

Arsène Wenger justifica a eventual implementação de um método totalmente inovador de detecção de posições irregulares em campo com a demora da tomada de decisão, por vezes, do videoárbitro.

"Actualmente, espera-se, em média, um minuto, mas por vezes ultrapassa o minuto e meio ou ainda mais, se o lance for de difícil avaliação. Este sistema pretende colocar à disposição os fora de jogo automáticos, com a informação a chegar directamente ao árbitro auxiliar".

A FIFA já havia, recorde-se, testado o sistema semiautomático de detecção de fora de jogo no Mundial de Clubes de 2019. O Campeonato do Mundo de 2022 vai realizar-se no Catar entre os dias 21 de Novembro e 18 de Dezembro.

NOTA: Não obstante toda esta tecnologia, parece-me que tem forçosamente de haver um bom número de câmaras televisivas em cada recinto e muito bem posicionadas. Sabemos, de antemão, que em Portugal vários recintos não oferecem essas condições, a exemplo da recém-trafulhice obrada pelo VAR e AVAR em Moreira de Cónegos. 

publicado às 04:18

O antigo presidente da FIFA Joseph Blatter foi banido uma segunda vez pelo Comité de Ética, agora por um período de seis anos e oito meses, devido a irregularidades financeiras ocorridas durante os seus mandatos, anunciou o organismo, em comunicado, esta quarta-feira.

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A cerca de sete meses de terminar a primeira suspensão, Blatter foi novamente condenado pela FIFA, por, alegadamente, ter recebido subornos e bónus irregulares em contratos celebrados em 2010, e terá também que pagar uma multa no valor de um milhão de francos suíços (cerca de 900 mil euros) ao organismo que rege o futebol mundial.

Na condenação está igualmente incluído Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA durante os mandatos de Blatter, que foi suspenso por idêntico período (seis anos e oito meses).

As novas condenações entram em vigor quando expirar o prazo das primeiras suspensões. O castigo de Blatter termina em Outubro deste ano, enquanto o de Valcke ainda vai durar até Outubro de 2025.

Actualmente com 85 anos, Blatter está internado num hospital suíço e, no início do ano, chegou a estar em coma induzido durante uma semana, devido a problemas relacionados com uma cirurgia cardíaca realizada em Dezembro de 2020.

Sepp Blatter foi presidente da FIFA entre Junho de 1998 e Dezembro de 2015.

publicado às 03:45

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Onze clubes deveras históricos das cinco principais ligas europeias - Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França -, com mais cinco equipas desses países convidadas, trabalham na possibilidade de criar uma SuperLiga de 16 equipas para começar em 2021. A ideia há muito que vem a ser discutida e esta quinta-feira a FIFA voltou a ser muito dura com essa possibilidade.

A FIFA, no entanto, adverte que "a qualquer clube e jogador implicado numa competição dessa natureza não seria permitido participar em prova alguma organizada pela FIFA e confederação correspondente".

Em causa estaria uma sanção que impediria inclusivamente os futebolistas participarem nos jogos das respectivas selecções.

"Segundo os estatutos da FIFA e das Confederações, todas as competições devem ser organizadas ou reconhecidas pelo organismo competente ao seu nível correspondente; isto é pela FIFA a nível mundial e pelas Confederações a nível continental.

Neste sentido as confederações reconhecem o Mundial de Clubes da FIFA, com o seu formato actual e novo, como a única competição mundial de clubes, enquanto a FIFA reconhece as competições de clubes organizadas pelas confederações como as únicas competições continentais de clubes", pode ler-se em comunicado assinado pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, e dos líderes das seis confederações.

Recorde-se que a partir do momento em que se começou a falar da possibilidade de existir uma Superliga Europeia, várias foram as vozes críticas a surgir de imediato. Uma delas foi a do presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes. "A hipótese de uma espécie de Superliga Europeia merece o meu total desacordo e repúdio. Discordo porque ela viola todos os princípios de mérito desportivo. Pelo que se sabe, seria uma espécie de clube, autoproclamado, de privilegiados. Merece o meu repúdio porque o Mundo vive neste momento o seu maior desafio, pelo menos do último século, e a última coisa de que necessita é da exacerbação do egoísmo", referiu em Novembro de 2020 o também vice-presidente da UEFA, destacando que "a Superliga não terá em Portugal e na FPF nenhum apoio possível".

No mesmo dia, Aleksander Ceferin (UEFA) demonstrou igualmente total oposição à ideia. "Os princípios de solidariedade, promoção, relegação e a abertura das ligas não são nem podem ser negociáveis. É precisamente isso que faz com que o futebol europeu funcione e que a Champions seja a melhor competição desportiva do Mundo", lembrou. De resto, outra fonte da UEFA adiantou que "uma Superliga de 10, 12 ou mesmo 24 equipas se tornaria inevitavelmente monótona".

publicado às 03:16

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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, saiu em defesa do VAR, considerando que o novo sistema “está a ajudar o futebol”, e rejeitou que esteja a “prejudicar ou danificar” o desporto.

É preciso ter em conta que o VAR só foi introduzido há dois anos e não há vinte anos. Está a ajudar o futebol, não o está a prejudicar ou danificar. A importância do VAR não pode ser confundida por algumas decisões erradas que podem ter sido tomadas em determinado momento.

Os erros que têm acontecido são sobretudo por falta de experiência. Eu acredito que o VAR está em boas mãos. É preciso evoluir através das informações que são recebidas em todos os jogos. Com essas informações, é possível discutir melhorias".

Gianni Infantino abordou ainda o actual calendário de competições, formatado devido à pandemia da Covid-19, com praticamente todos os clubes a terem de disputar dois jogos por semana.

“No futuro próximo, será necessário que todas as partes envolvidas no futebol discutam e debatam a criação de um calendário harmonioso que tenha em consideração a saúde dos jogadores. É preciso proteger selecções, clubes e o futebol mundial”.

Bem... um discurso muito positivo, mas há determinadas realidades que contrariam o seu optimismo.

Admite-se que o VAR tem tido alguns aspectos muito benéficos, mas não podemos ignorar que cada país lida com as suas próprias circunstâncias, e em Portugal tem-se verificado que os erros de registo não se devem apenas a falta de experiência dos homens do apito. Há vários casos de pura incompetência e ainda outros que, como sempre, nos levam a suspeitar a imparcialidade e objectividade das decisões tomadas.

No que ao calendário competitivo diz respeito, a realidade é que o número de jogos tem vindo a aumentar ano após ano, nomeadamente devido ao alargamento de algumas provas e à criação de outras, e ainda há escassos dias a UEFA revelou que pretende aumentar significativamente o número de jogos da Liga dos Campeões. Relativamente a selecções, a razão de ser da Liga das Nações é muito discutível.

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publicado às 03:03

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O jornal 'Público' avança esta quarta-feira que o Benfica financiou a compra de um jogador pelo V. Setúbal, tendo assinado com os sadinos um contrato de direito de preferência ilegal aos olhos da FIFA.

Em causa está um negócio de 2019 quando o V. Setúbal pagou 1,25 milhões de euros pela contratação do marroquino Khalid Hachadi. Deste valor, 800 mil euros foram para o Olympique Club Khourigba, 150 mil para o jogador e 300 mil euros para a conta de um empresário como comissão de intermediação. Mas quem terá financiado a transferência, segundo aquele jornal, foi o Benfica que assinou com os sadinos um contrato de direito de preferência ilegal aos olhos da FIFA, pagando 900 mil euros: entre outras cláusulas, o documento previa que se Hachadi fosse transferido para um terceiro clube, rescindisse por mútuo acordo ou por justa causa, sem conceder ao Benfica o direito de preferência, os encarnados seriam compensados com 1,5 milhões de euros (ou 6,5 milhões caso fosse transferido para o FC Porto, Sporting ou SC Braga).

O contrato, que não foi registado como compete na plataforma Transfer Matching System da FIFA, infringe o regulamento que dita que "nenhum clube poderá celebrar um contrato em que qualquer contraparte desse contrato, bem como terceiro, adquira a capacidade de influenciar, em temas laborais ou de transferência, a independência, as políticas ou o desempenho das equipas desse clube".

publicado às 12:45

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Uma versão mais simples do videoárbitro (VAR) e uma abordagem que se estenda "a todos os níveis do futebol" está a ser estudada por um grupo de trabalho da FIFA, informou esta terça-feira o organismo, em comunicado, acrescentando a possibilidade de redução nos requisitos mínimos tecnológicos.

O grupo denominado 'Inovação e Excelência' apresentará brevemente à FIFA e ao IFAB - órgão regulador das Leis do Jogo - recomendações para colocar em 'marcha' a reforma pretendida, no sentido de simplificar o VAR.

"Existe a necessidade de criar sistemas mais acessíveis e que permitam o recurso ao assistente de vídeo na arbitragem a todos os níveis do futebol".

Na mesma nota, o organismo diz também estar a estudar um desenvolvimento tecnológico semiautomático para a questão do fora de jogo, no sentido de tornar a análise dos mesmos o mais eficaz possível.

Tudo muito bem..., mas teremos de esperar para ver as medidas inovadoras que vão ser propostas e eventualmente implementadas. Não há dúvida alguma que o recurso ao VAR necessita urgentemente de ser melhorado, mas também é igualmente verdade que estes "grupos de trabalho" da FIFA nem sempre vêm à luz com inovações de excelência. Aliás, há aspectos das leis do jogo que urgem há anos ser alteradas mas que a FIFA e/ou o IFAB recusam efectuar.

Não sendo novidade alguma, há em tudo isto uma realidade incontornável: enquanto o ser humano participar no processo decisional vamos ter erros e quaisquer novas medidas que venham a aumentar a participação humana, em vez de a reduzir, tornar-se-ão ainda mais susceptíveis ao erro, especialmente em países como Portugal onde os critérios de decisão são inconstantes e vulneráveis a influências alheias.

publicado às 17:00

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A FIFA aprovou, esta quarta-feira, o regulamento do Plano de Apoio Covid-19, que disponibiliza mais de mil milhões de euros ao futebol em todo o mundo, através de um sistema de doações e empréstimos, com rigorosos requisitos de acesso.

De acordo com o documento, cada federação membro irá receber, na terceira fase do plano, uma doação de cerca de 850 mil euros, para “proteger e retomar” a actividade no futebol profissional, de formação e amador em cada país, mais cerca 400 mil para o sector feminino.

Este apoio é destinado a ajudar a reiniciar competições, garantir a participação das equipas nas competições, contratação de recurso humanos, manutenção de infra-estruturas de futebol e ainda o pagamento de despesas administrativas e operacionais”, explicou o organismo.

Cada uma das 211 federações membro terá também disponível um empréstimo sem juros até pouco mais de quatro milhões de euros, mas para isso tem que passar por um processo rígido de acesso, como também apresentar condições claras de retorno do montante adquirido, com a FIFA a criar um comité de supervisão.

Este Plano de Apoio é um grande exemplo de solidariedade e compromisso no futebol num momento sem precedentes. Quero agradecer aos meus colegas por aprovarem a decisão de prosseguir com esta importante iniciativa em benefício de todas as federações membros e confederações”, disse o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

As confederações (CONMEBOL, CONCACAF, UEFA, AFC, CAF e OFC) vão receber cada uma doação de 1,7 milhões de euros e podem receber até 3,4 milhões por empréstimo.

publicado às 04:00

Foto do dia

Rui Gomes, em 17.06.20

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Para assinalar os 50 anos do Campeonato do Mundo de 1970, no México, a FIFA fez umas montagens hilariantes com Cristiano Ronaldo, Pogba, Salah, Lionel Messi, Kylian Mbappé e Neymar. Os seis jogadores aparecem de bigode e com visuais daquela altura. Curiosamente, Argentina e França não se conseguiram qualificar para esse Mundial.

publicado às 03:47

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Um total de 441 futebolistas pediram apoio à FIFA desde fevereiro devido a salários em atraso após os clubes em que jogavam terem deixado de existir ou competir, disse, esta segunda-feira, o organismo de cúpula do futebol mundial.

Segundo o comunicado da FIFA, 89% dos casos registaram-se no continente europeu, ou seja, mais de 390 jogadores.

O fundo, de mais de 14 milhões de euros, existe desde Fevereiro em parceria da FIFA com o Sindicato internacional de jogadores (FIFPro), com o objetivo de garantir "uma rede de segurança importante" para futebolistas que não recebam os rendimentos devidos.

publicado às 03:46

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A FIFA quer permitir até cinco substituições, com mais uma em caso de prolongamento, para lidar com a expectável sobrecarga de jogos no regresso das equipas às competições, interrompidas devido à pandemia do novo coronavírus, anunciou ontem organismo.

A medida faz parte de um plano temporário divulgado pela FIFA e visa evitar lesões, dada a potencial sobrecarga física nos jogadores, já que as competições ainda em aberto terão de ser concluídas no mais breve espaço de tempo possível.

Esta proposta abre a possibilidade aos organizadores das competições a opção de permitir que as equipas possam efectuar cinco substituições, em vez de apenas três nos 90 minutos de jogo, e uma sexta em eliminatórias que sejam decididas no prolongamento.

A preocupação máxima a esse respeito é que a frequência de jogos acima do normal [após um longo período de paragem] possa aumentar o risco de possíveis lesões, devido à sobrecarga nos jogadores”, refere o comunicado da FIFA.

O Manchester City, por exemplo, enfrenta um intenso programa nas três competições em que ainda se encontra e se os jogos puderem se reiniciar com total segurança nas próximas semanas os ingleses terão que disputar 19 em pouco mais de dois meses.

Em período idêntico de tempo, a Juventus, também poderá ter que disputar cerca de 20 jogos – 12 para terminar a Série A italiana, até 6 na Liga dos Campeões e ainda mais 2 da Taça de Itália.

A proposta deve ser validada pelo International Board (IFAB) - entidade responsável pela alteração às regras do futebol - e prevê que as cinco substituições sejam efectuadas no máximo das três paragens no jogo autorizadas para fazer as alterações.

publicado às 04:00

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A FIFA divulgou esta terça-feira um documento com as recomendações para os clubes e ligas mundiais, relativamente à melhor forma de lidar com contratos e com o mercado de transferências depois da disrupção causada pelo Covid-19.

Contratos

Sobre os contratos que tinham validade até ao original final de época ou que começavam no inicio de época original, a FIFA recomenda que a data seja alterada conforme o as novas datas de final/início de época, ou seja, se o contrato acabava na data original de época (30 de Junho) deverá ser prolongado até ao novo final de época, o mesmo deverá acontecer nos contratos que começam na nova época.

Contratos de trabalho durante a paragem das competições

A FIFA recomenda que jogadores e clubes encontrem uma solução que agrade às duas partes país a país e Liga a Liga.

"Apesar de ser da responsabilidade das entidades nacionais encontrar a solução que se adapte melhor às circunstâncias do país, a FIFA recomenda que seja analisado todos e quaisquer aspectos de todas as situação de forma justa, incluindo tendo em conta as medidas governamentais para apoiar clubes e jogadores", escreve a organização.

Contudo, se um acordo não for alcançado entre as partes e o assunto chegar à FIFA, o organismo já deixou explicados os pontos que serão tidos em conta nessa análise:

- Se existiu uma tentativa genuína do clube de alcançar acordos com os jogadores;

- Qual é a situação económica do clube;

- A proporcionalidade de qualquer ajustamento ao contrato dos jogadores;

- A receitas dos jogadores depois de um ajustamento contratual;

- Se os jogadores foram tratados de forma justa entre si.

Janelas de transferências

A FIFA sublinha ainda a sua total flexibilidade em ajustar as janelas de mercado conforme necessário e de forma a adaptarem-se às novas circunstâncias.

Assim sendo, o organismo que comanda o futebol mundial está disponível para alterar as duas principais janelas de transferências para 'encaixarem' nas novas datas de final de época e início da próxima.

Além de tudo isto, a FIFA deixa ainda o aviso que "irá tentar garantir, onde for possível, um nível geral de coordenação e irá ter em consideração a necessidade de proteger a regularidade, a integridade e o funcionamento correcto das competições, para que os resultados desportivos não sejam injustamente afectados".

publicado às 05:02

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América - o equivalente ao Ministério Público português - acusou três administradores de Media e uma empresa de marketing desportivo por vários crimes relacionados com a atribuição dos Mundiais de futebol da Rússia e Catar, incluindo fraude eletrónica, lavagem de dinheiro e subornos para garantir direitos de televisão e marketing, revela a edição de hoje do New York Times (NYT).

As suspeitas em relação a irregularidades nas votações para a organização destes Mundiais já existiam, mas é a primeira vez que a justiça de um país afirma que a votação para o Qatar e para a Rússia está repleta de ilegalidades.

No documento da acusação, publicado na segunda-feira, surgem três novos nomes, bem como uma sociedade.

Jack Warner, antigo presidente da CONCACAF (Confederação de futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), terá recebido cinco milhões de dólares (cerca de 4,6 milhões de euros) para votar favoravelmente à Rússia em 2018.

Em Dezembro de 2010, a Rússia superou na votação final pela organização do Mundial 2018 a concorrência de Portugal/Espanha, Inglaterra e Bélgica/Holanda.

Ainda de acordo com o procurador de Brooklyn, Richard Donoghue, o pagamento a Jack Warner, então vice-presidente da FIFA, terá sido feito através de uma rede complexa de intermediação de empresas, numa acusação que inclui também Rafael Salguero.

Salguero, que foi presidente da Federação de futebol da Guatemala e membro do comité executivo da FIFA, é acusado de ter recebido um milhão de dólares (cerca de 920.000 euros), em troca do seu voto à Rússia.

A procuradoria de Brooklyn avança também com subornos em troca de votos para o Mundial do Qatar, que decorrerá em 2022, e entre os visados estão o antigo presidente da Confederação Brasileira Ricardo Teixeira e o ex-presidente da CONMEBOL (Confederação sul-americana) Nicolas Leoz, falecido em agosto de 2019.

Vários inquéritos foram abertos em vários países, em relação a suspeitas de corrupção na atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022, e nos Estados Unidos a acusação envolve 45 pessoas, no chamado caso ‘Fifagate’, com 26 dos quais com Jack Warner, de 77 anos, cuja extradição foi pedida pelos Estados Unidos, mantém-se em Trindade e Tobago, com o seu recurso contra o pedido ainda no supremo tribunal, em Londres, mas que constitui a mais alta jurisdição do direito trinitário.

Este dirigente é também acusado de ter vendido o seu voto na atribuição do Mundial de 2010 à África do Sul, e já no último ano foi condenado a pagar 79 milhões de dólares à CONCACAF, enquanto Rafael Salguero já cumpriu três anos de prisão domiciliária, após colaboração com a justiça.

O brasileiro Ricardo Teixeira continua no Brasil e fora da jurisdição norte-americana.

A investigação e acusação que foi divulgada esta segunda-feira também aponta ‘baterias’ à multinacional norte-americana 21st Century Fox´, da qual os executivos Hernan Lopez e Carlos Martinez terão feito pagamentos à CONMEBOL para a obtenção de direitos televisivos.

publicado às 17:00

FIFA atenta às reduções salariais

Rui Gomes, em 06.04.20

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A FIFA está a preparar uma forma de balizar as reduções salariais aos jogadores que os clubes têm começado a aplicar um pouco por todo o mundo a devido à Covid-19.

De acordo com a Agência Reuters, o grupo de trabalho criado pelo organismo máximo do futebol mundial após o início da pandemia está atento a essa questão, depois de já vários clubes terem avançado para regimes de lay-off e rescisões contratuais.

A questão dos cortes salariais dos jogadores adquiriu novas proporções fruto da resistência à medida demonstrada pelos jogadores da Premier League inglesa, medida contudo aceite noutros países, como a Alemanha ou Espanha, onde os jogadores já aceitaram reduções temporárias nos respectivos vencimentos.

A FIFA já terá emitido um documento no qual pede aos clubes "proporcionalidade" nos cortes e reitera a atenção a outros pontos que já tinham sido tornados públicos, como os contratos de jogadores que chegam ao fim em junho e que, por sugestão do organismo que tutela o futebol mundial, devem sem prolongados até à data que for entretanto definida para o fim da época, devendo depois ser também definidos novos prazos para o período de transferências.

O documento em questão, ainda assim, admite a aplicação prática de algumas medidas, salvaguardando, no entanto, e sobretudo, a intenção de evitar grandes discrepâncias entre Ligas semelhantes e clubes dos mesmos campeonatos. Assim, a FIFA pede que clubes, Ligas e jogadores alcancem plataformas de acordo colectivas.

Com este apelo, a FIFA pretende garantir que nenhuma das partes sai mais prejudicada do que outra pela crise causada pela pandemia COVID-19, que paralisou quase por completo O futebol mundial.

Ainda no mesmo documento são considerados vários cenários, perante possíveis decisões unilaterais que visem alterar contratos e que não se coadunem com as leis em vigor nos países. Para a FIFA, tais decisões só serão reconhecidas quando consideradas razoáveis, cabendo tal consideração ao Comité de Resolução de Litígios da FIFA, ou ao Comité do Estatuto dos Jogadores, que terão sempre em consideração, na avaliação de cada caso, a situação económica do clube, a proporcionalidade dos cortes e o rendimento líquido com que o jogador irá ficar.

publicado às 05:45

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Gianni Infantino, presidente da FIFA, em recém-entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, sustentou que o futebol só regressará quando a crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19 for ultrapassada, e que será uma oportunidade para ‘reformar’ este desporto:

“Faz falta estudar o impacto desta crise. Agora é difícil, não sabemos quando voltaremos à normalidade, mas foquemo-nos antes nas oportunidades. Talvez possamos reformar o futebol mundial, dar um passo atrás, com formatos diferentes. Menos torneios, mas mais interessantes.

Talvez com menos equipas, mas muito mais próximas [na qualidade]. Menos jogos para proteger a saúde dos jogadores, mas mais equilibrados. Não é ficção científica. Há que calcular os prejuízos, ver como cobri-los.

A saúde está em primeiro lugar e tanto as Federações como as Ligas devem seguir as recomendações dos governos, com o jogo a regressar apenas quando isso for possível.

Demonstrámos espírito de cooperação e solidariedade com a Europa e América do Sul. Temos que ter em consideração o calendário das selecções, no estatuto dos jogadores, nas contratações, proteger os contratos”.

Em relação ao Mundial de clubes, alargado a 24 equipas, Gianni Infantino adiantou que “logo se verá” se a primeira edição, que deveria acontecer em 2020, “se realizará em 2021, 2022 ou 2023”.

publicado às 03:15

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A FIFA pretende que os contratos que terminavam a 30 de Junho (data original de final de época) passem a ter prazo válido até ao final das competições de cada país, tendo em conta a suspensão das competições à volta do mundo devido à pandemia de COVID-19.

Assim sendo, os novos contratos só teriam inicio no novo começo de época, sendo que em caso de sobreposição de datas (a nova liga onde o jogador vai actuar começar antes da Liga onde joga no momento terminar), a prioridade deverá ser dada ao clube actual, a menos que exista um acordo entre os dois emblemas envolvidos no negócio.

De acordo com a agência Reuters, o grupo de trabalho criado para analisar o impacto do novo coronavírus no futebol mundial, sugere ainda que as janelas de transferências sejam alteradas tendo em conta as novas datas de início e final de época.

O grupo pede que haja entendimento entre equipas e jogadores em relação ao pagamento de salários durante a suspensão.

O documento encontra-se ainda em análise, não tendo a FIFA tomado qualquer decisão final sobre o assunto.

publicado às 04:15

FIFA pretende limitar empréstimos

Rui Gomes, em 28.02.20

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A limitação do número de empréstimos de futebolistas entre clubes de países diferentes e o aumento das compensações financeiras aos clubes formadores são dois dos pontos ontem acordados numa reunião do comité especial para o futebol da FIFA.

A criação de um fundo que visa financiar parcialmente o pagamento das compensações aos clubes formadores foi uma das decisões tomadas pelo FIFA Football Stakeholders Committee, o órgão consultivo que reúne responsáveis da FIFA, dos clubes, das ligas, dos jogadores, das federações e ainda das confederações. Este fundo vai ser financiado pela introdução de uma taxa adicional de 1% no valor das transferências.

"Este sistema modernizado vai encorajar e compensar os esforços de formação dos clubes, e os pagamentos vão ser automatizados através da nova FIFA Clearing House [central de pagamentos], garantindo que as compensações são realmente pagas, algo que atualmente não acontece", destacou em comunicado a FIFA.

Esta medida vai ser agora sujeita a um processo especial de consulta com todas as partes interessadas, de forma a alcançar parâmetros concretos para a categorização dos clubes e o cálculo dos custos reais de formação, antes de ser submetida ao Conselho da FIFA para aprovação, sendo o objetivo que o sistema esteja em vigor em 2022.

Por outro lado, o comité especial também propõe novas regras sobre os empréstimos de futebolistas, para que os mesmos passem a assumir "uma intenção válida de apoiar o desenvolvimento dos jovens".

As novas regras vão ser submetidas ao Comité do Estatuto dos Jogadores e ao Conselho da FIFA para aprovação, de forma a que, em Julho de 2020, sejam introduzidas limitações aos empréstimos internacionais de jogadores com 22 ou mais anos.

"Vai haver um período de transição, com um limite de oito empréstimos internacionais (entradas e saídas) para a época de 2020/21, reduzindo para seis na temporada de 2022/23, ou seja, um máximo de três entradas e três saídas em empréstimos entre os mesmos clubes".

A nível doméstico, as novas regras vão estipular um período máximo de três anos para que as federações implementem os mesmos limites no sistema de transferências interno.

Adicionalmente, foi ainda decidido na reunião que hoje decorreu em Zurique, na Suíça, que os jogos e competições com uma dimensão internacional devem seguir os princípios já definidos pelo Conselho da FIFA para que os jogos domésticos oficiais sejam realizados no território da federação em causa. Também esta medida vai ser submetida à avaliação do Conselho da FIFA.

Reportagem Lusa

publicado às 06:00

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Está a correr muita "tinta" especulativa no que diz respeito às decisões da FIFA sobre os processos de Rúben Ribeiro e Rafael Leão.

No essencial, o organismo que superintende o futebol mundial, aparenta dar razão aos jogadores, mas nada melhor do que ler o Comunicado da Sporting SAD:

"A Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD (Sporting CP, SAD) informa que foi hoje notificada das decisões proferidas pela FIFA nos dois processos em assunto.

Não são ainda conhecidos os fundamentos das decisões.

No caso do jogador Rafael Leão, a FIFA declara que o pedido da Sporting CP, SAD é inadmissível, mas não aprecia o mérito.

No caso do jogador Rúben Ribeiro, aceita apreciar o mérito e considera que o jogador teve justa causa para resolver o contrato, mas não atribui a nenhuma das partes o direito a receber qualquer compensação.

A Sporting CP, SAD já solicitou os fundamentos de cada uma das decisões para os analisar aprofundadamente e preparar os competentes recursos para o CAS".

(CAS: Tribunal Arbitral do Desporto, com sede em Lausana, Suíça)

E é o que se sabe nesta altura, muito embora não seja grande surpresa as decisões serem adversas ao Sporting, circunstância que sublinha claramente o descomunal mérito das acções do presidente do CD e da SAD então liderada por Sousa Cintra da Comissão de Gestão, em terem chegado ao acordo possível com os restantes jogadores que rescindiram.

Recorde-se que muito além de Rafael Leão e Rúben Ribeiro, os outros sete jogadores que rescindiram unilateralmente com o Sporting foram Rui Patrício, Daniel Podence, William Carvalho e Gelson Martins, que, após acordo entre as partes, rumaram, respectivamente, a Wolverhampton, Olympiacos, Bétis e Atlético de Madrid. Bruno Fernandes, Bas Dost e Battaglia, que chegaram a acordo para o regresso ao Sporting.

Ao contrário do que acontece nos casos de Rafael Leão e Rúben Ribeiro, o Sporting chegou a acordo e foi compensado financeiramente pelos outros quatro jogadores que saíram do clube, Rui Patrício (18 milhões de euros), Podence (7 milhões de euros), William Carvalho (16 milhões de euros, que podem chegar a 20 milhões de euros), e Gelson Martins (22,5 milhões de euros, numa operação (pacote) que envolveu a aquisição de Luciano Vietto por 7,5 milhões de euros).

publicado às 03:34

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2,56 mil milhões de euros: esse foi o montante pago pelos clubes em comissões a agentes de futebol desde 2013. Uma verba demasiado alta que alertou a FIFA. A exemplo, o agente Mino Raiola recebeu 42 dos 102 milhões pagos pelo Manchester United à Juventus pelo passe de Pogba.

O organismo que chama a si a superintendência do futebol mundial lançou um conjunto de regras para regulamentar as relações dos empresários com os clubes para que haja mais transparência nas transferências de futebolistas.

Esta decisão alarmou os agentes de futebol, que prometem uma resposta à altura. Cerca de 120 agentes vão estar reunidos, esta quinta-feira, em Zurique, na Suíça, para discutir a possibilidade de avançar com uma queixa contra a FIFA no Tribunal Europeu.

"A FIFA tomou decisões que, se colocadas em prática, vão retirar do mercado mais de metade dos agentes. E nem sequer chamou nenhum representante dos empresários para essa discussão", lamentou Mike Miller, presidente da Associação de Agentes de Futebol.

publicado às 03:15

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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, manifestou, esta quinta-feira, muito optimismo quanto ao futuro do VAR, muito embora reconheça que não está a ser utilizado da mesma maneira em todos os países onde foi implementado.

O líder do organismo que superintende o futebol mundial, em declarações reproduzidas pela REUTERS, defende que "é importante que o VAR esteja lá para apoiar o árbitro mas não para tomar as decisões que deveriam ser do juiz da partida. Não deveria ser outra pessoa a tomar as decisões pelo árbitro, e é assim que o VAR está implementado em quase todas as partes do mundo, mas não em todas".

Quanto ao leque de críticas de que o VAR tem sido alvo, especialmente, em Inglaterra, Gianni Infantino recorda que, "no início, Itália atravessou um período conturbado", que acabou por ser superado.

"Não levaria essas críticas, de Inglaterra e da Premier League em particular, de forma demasiado dramática. Não há razão alguma para que, em Inglaterra, não possa ter tanto sucesso como em qualquer outro local. 

Penso que é bastante normal em algo pelo qual o futebol esteve à espera durante 150 anos. Mas... há, sem dúvida, progresso. É, certamente, um passo na direcção certa, e uma ajuda para os árbitros, mas tem de ser usado de maneira apropriada".

Pois... mas em Portugal, pelos muitos exemplos de registo esta época, e ainda vai a meio, fica a ideia que a "direcção certa" do VAR ainda não foi encontrada e muito dificilmente será enquanto forem os mesmos homens a dirigir o Conselho de Arbitragem e a apurar e seleccionar os árbitros.

publicado às 17:16

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A FIFA emitiu um comunicado no dia 23 de Janeiro em que revela um pacote de medidas para regular a actuação dos agentes de jogadores. O organismo que superintende o futebol mundial pretende "aumentar a transparência, proteger os jogadores e promover a estabilidade contratual".

Na base da decisão, a FIFA explica os cerca de €600 milhões movimentados pelos agentes de jogadores através de "comissões exorbitantes". Um valor quatro vezes acima do que se verificava em 2015.

Assim, a FIFA pretende implementar as seguintes medidas:

- Estabelecer um limite para as comissões, evitando práticas abusivas;

- Limitar a representação múltipla dos jogadores;

- Criar um organismo que garanta a transparência financeira;

- Criar um sistema de resolução de disputas entre agentes, jogadores e clubes;

- Publicar todos os detalhes relativos ao trabalho dos agentes nas transferências, como forma de aumentar a credibilização e transparência desta forma de movimentar jogadores.

Considerando a dimensão galáctica em que a indústria futebol se tornou, é difícil ser muito optimista quanto ao controlo destes poderosos agentes.

publicado às 04:00

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