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Faço uma pergunta a mim mesmo: este penálti que foi assinalado, quando é que era revertido no Estádio do Dragão ou no Estádio da Luz? Nunca!”.

O desabafo de Frederico Varandas após o clássico do último sábado, no caso relativo ao polémico lance entre Pote e Zaidu, no final da primeira parte, é a base de uma participação disciplinar que o Conselho de Arbitragem da FPF e a APAF fizeram chegar ao Conselho de Disciplina da FPF. A queixa visa, muito naturalmente, o teor das declarações do presidente leonino e vai dar origem à abertura de um processo.

O Conselho de Arbitragem, presidido por José Fontelas Gomes, foi um dos visados pela intervenção de Varandas. A APAF, liderada por Luciano Gonçalves, entendeu que também devia sair em defesa da honra da classe. Lesão da honra é justamente um dos pontos do Regulamento de Disciplina que poderá enquadrar o processo que vai ser analisado pelo CD da FPF.

O artigo 136º prevê que os dirigentes que incorram nessa infracção “contra órgãos da Liga ou da FPF, respectivos membros, elementos da equipa de arbitragem, clubes, dirigentes, jogadores, demais agentes desportivos ou espectadores são punidos com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de um mês e o máximo de dois anos”.

Acessoriamente, poderá ainda ser aplicada uma multa pecuniária que varia entre os 5.600 e os 30.600 euros. A participação do CA e da APAF é circunscrita a Frederico Varandas.

Seria muito útil estes personagens darem uma explicação compreensível sobre os critérios diferentes relacionados com os lances ilustrados no vídeo que aqui apresentamos.

Ainda houve um outro lance na recém-visita do Sporting ao Portimonense, a contar para a 3.ª jornada da Liga, em que um golo foi invalidado ao Coates, só porque tinha a mão no ombro do defesa, sem que se tenha verificado qualquer contacto de intensidade acrescida ou invulgar.

ADENDA

Ainda, mais um outro pequeno/grande pormenor que merece a nossa atenção. O árbitro na visita do Sporting a Moreira de Cónegos que não assinalou a falta sobre Coates (ver vídeo) que daria numa grande penalidade a favor da equipa leonina e o VAR no recém-embate entre Sporting e FC Porto, é, por mera coincidência, decerto, Tiago Martins. O problema, é que o histórico do futebol português de há uns anos a esta parte ensina-nos que raramente há coincidências inocentes.

publicado às 16:14

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Em entrevista à agência espanhola EFE, Frederico Varandas acusa o governo português de ter abandonado o futebol, por continuar a insistir que os jogos sejam disputados à porta fechada:

"O futebol está abandonado, sem apoio do Estado. É absurdo que dentro de um mês se venha a disputar em Portugal competições como o MotoGP e Fórmula 1 e não possa haver público nos estádios, como acontece noutros espectáculos, como as touradas.

Hoje já se sabe que a partir do 10.º dia em que o paciente testou positivo não existe risco de transmissão e em Portugal o doente continua ter de cumprir 14 dias de isolamento. Em Espanha ou Inglaterra os jogadores são isolados durante 10 dias.

Não se pode perder nunca o critério científico, o que está a acontecer devido ao ruído e à pressão, pois os verdadeiros grupos de risco são os idosos e os que têm já patologias associadas.

Não existe risco se os estádios receberem entre 20 a 30 por cento da sua capacidade. É impossível a sobrevivência económica dos clubes se esta restrição se mantiver durante muito mais tempo".

publicado às 16:34

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Apesar de o Sporting ter terminado a edição 2019-20 da I Liga em quarto lugar, atrás do SC Braga, Frederico Varandas garante que os bracarenses jamais poderão rivalizar com a grandeza dos leões:

"Não é por uma ou outra época menos bem conseguida que alguma vez o SC Braga vai conseguir ser o que o Sporting é. Repare no exemplo do Liverpool! Esteve 30 anos sem vencer o campeonato, fez épocas muito aquém do seu passado e, no entanto, nunca deixou de ser um gigante.

O Sporting mesmo numa época atípica de 4º lugar... será sempre um gigante e jamais o SC Braga será um rival, com todo o respeito que o SC Braga nos merece".

O presidente do Sporting diz que a má época da equipa principal também é justificada por erros de arbitragem, sobretudo após o reatamento do campeonato.

"Como é obvio, o Sporting foi severamente prejudicado nesta retoma do campeonato. Quando eu vejo o lance do Coates em Moreira de Cónegos e o árbitro Tiago Martins, mesmo tendo sido chamado pelo VAR a ver aquelas imagens, a considerar que não é penálti fico muito preocupado com a competência desse árbitro. Mas não foi só essa situação. Recordo-me por exemplo dos jogos contra Paços de Ferreira e Tondela em casa, em que vários penáltis ficaram por marcar, apesar de termos vencido esses dois jogos".

A propósito do regresso de Jorge Jesus: "Desejo-lhe o melhor, excepto profissionalmente".

Excerto de um texto de António Tadeia:

Sei que o Sporting é um campo minado para o qual nem a guerra civil do Afeganistão prepara um homem. Costumo mesmo dizer que o futebol português está de tal modo que sempre que se vê um debate ele acaba com portistas a insultar benfiquistas, benfiquistas a insultar portistas e sportinguistas a insultarem-se uns aos outros.

No caos que resultou dos processos de afirmação (primeiro) e implosão (depois) do “brunismo”, em que muitos sportinguistas quase regozijam com a temporada com mais derrotas da história do clube só para poderem dizer “votaram nisto? Agora aguentem!”, não deve ser fácil vir reconhecer culpas próprias em público, porque isso equivale a dar munição aos saudosistas de um passado que não regressa, que nem por isso hesitariam por um segundo em apontá-las directamente à cabeça de quem manda".

publicado às 12:37

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Os presidentes de SAD de clubes da I Liga de futebol, que será retomada esta quarta-feira, apelaram aos adeptos que cumpram todas as regras definidas pelas entidades de saúde, na defesa de um regresso seguro do futebol.

Frederico Varandas defendeu que todas as associações desportivas foram, nestes últimos meses, obrigadas a readaptar-se e a lidar com as consequências da pandemia da Covid-19, com impactos na sociedade e no futebol:

“A nível económico e desportivo o regresso da I Liga é encarado pelo Sporting CP com grande otimismo e revestido de extrema importância, nunca esquecendo que esta ‘nova normalidade’ requer adaptação e cuidados especiais, de forma a salvaguardar, sempre, a saúde dos nossos atletas, colaboradores, sócios e adeptos.

O Sporting vai entrar em campo demonstrando todo o seu esforço, dedicação e devoção, características que sempre fizeram parte do seu ADN e assume-se preparado para as vitórias.

Contamos com todo o apoio dos nossos sócios e adeptos e apelamos a que a ‘Família Sportinguista’ tenha em conta toda as indicações e normas definidas pelas entidades de saúde pública, salvaguardando o bem-estar e saúde pública”.

publicado às 06:01

Frederico Varandas concedeu uma entrevista ao Canal 11 em que aborda um vasto leque de questões relacionadas com a actualidade e futuro do Sporting.

Em sinopse, com ligação a reportagens do Record, eis alguns dos temas:

- Saídas de  de Filipe Osório de Castro e Rahim Ahamad do Conselho Directivo.

- Liga tem de ser urgentemente reduzida para 16 equipas.

- A incerteza sobre a futura lotação de Alvalade.

- Dois treinadores que marcaram a sua passagem pelo Sporting.

- Battaglia e o diferendo com o SC Braga.

- A contratação de David Wang.

- Os negócios de Rui Patrício, Gelson Martins e Daniel Podence.

- A Academia, a formação e a equipa de sub-23.

- O eventual futuro de Mathieu como treinador.

publicado às 04:18

Considerações de Frederico Varandas

Rui Gomes, em 07.05.20

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Considerações de Frederico Varandas, em sinopse, em entrevista desta quarta-feira à SIC:

"Se não remarmos e defendermos a indústria do futebol nesta altura, não vamos estar cá muito mais tempo".

"Unidos é uma palavra que fica sempre bem, mas aqui (três grandes) é uma questão de sobrevivência".

"Grande problema dos três grandes vai ser o mercado de transferências. O que é que vale hoje um jogador de futebol? O Bruno Fernandes foi vendido por 65 milhões de euros em Janeiro (55 M€ fixos mais 25M€ em variáveis, 10 M€ das quais consideradas fáceis de atingir ou atingíveis). Hoje se calhar vale o quê? 30 M€, 20 M€? Ninguém sabe".

"Cinquenta por cento das receitas vêm da venda de jogadores. O mercado português é exportador e não tenho dúvidas de que vai demorar uns bons anos para os clubes grandes voltarem a ter a capacidade financeira que tinham antes da Covid-19".

"Governo disse-nos que se calhar vamos ter de vender só um quarto da capacidade dos estádios e isso significa um quarto da receita de bilhética, patrocinadores, parceiros. Vai ser uma nova realidade e um problema gravissimo".

"Não há nenhum sector em que os trabalhadores tenham tão pouco factor de risco".

"Reduzir o custo da equipa e aumentar o investimento na formação ajudou-nos a estar preparados. Em muito boa hora, há dois anos, investimos na formação, identificámos miúdos que na altura tinham 15 e 16 anos, e investimos muito neles, com um projecto de crescimento centrado no jogador. E hoje já estiveram ali no campo principal 6 miúdos entre os 17 e 18 anos a treinar e vão já fazer parte do plantel da equipa principal".

"O Sporting CP é um clube de bem, que cumpre e vai pagar o Rúben Amorim, como está a pagar. Mais do que uma questão, é uma novela que não vou alimentar mais. A única coisa foi porque o Sporting não fez um pagamento naquela data X".

"O comité médico da FIFA é algo desactualizado, irresponsável e pobre cientificamente. Entendo bem que um político possa dizer que o futebol só deve reabrir em Setembro, compreendo. Agora, um médico? Porquê Setembro? Vamos admitir que, pelas condições que vão existir em Junho, não vamos começar o futebol. Muito bem. Então em Outubro, Novembro ou Dezembro se calhar vamos estar piores."

"Ser médico é uma profissão que quem o é nunca deixa de o ser. Foi caso de arregaçar as mangas, vestir a farda e voltar. O facto de ser presidente do Sporting tornava as coisas, ao nível da vida hospitalar, um pouco mais animadas. É deveras engraçado que, mesmo só pelo olhar, muitos doentes reconheciam-me".

publicado às 06:04

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Já houve uma reacção à notícia divulgada na agência Lusa em que o Ministério da Defesa alegadamente disse que o presidente do Sporting CP foi notificado para se apresentar ao serviço.

Em comunicado, todos os factos e circunstâncias são devidamente explicados.

Eis o comunicado na íntegra:

"No seguimento do esclarecido anteriormente, o presidente do Sporting Clube de Portugal, Frederico Varandas, no dia 16 de Março, contactou pessoalmente o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto - Dr. João Paulo Rebelo - no sentido de disponibilizar as instalações do Pavilhão João Rocha, bem como o campo sintético que está ao lado, para possível hospital de campanha, ao governo português, informando também que podiam contar com a ajuda do departamento médico do Sporting Clube de Portugal e do próprio, Frederico Varandas, no combate ao Covid-19.

Na manhã de 18 de Março, Frederico Varandas contactou o Brigadeiro-General Jácome de Castro, Director de Saúde Militar do EMGFA, no sentido de voluntariar-se para ajudar no combate à pandemia mundial actual e sem qualquer convocatória por parte do Exército, Frederico Varandas solicitou também autorização para fazer, no dia 19 de Março, uma formação no Hospital Militar em Covid-19, autorização essa que foi concedida.

Este domingo, dia 22 de Março, Frederico Varandas foi contactado telefonicamente pelo Exército a confirmar a sua participação na luta em curso contra a pandemia do novo coronavírus, não tendo porém, até à data, sido notificado por correspondência oficial para tal efeito.

Hoje, dia 23 de Março, os serviços do hospital das Forças Armadas, telefonicamente solicitaram a Frederico Varandas para fazer o pedido de requerimento de acumulação de funções, face ao carácter excepcional do estado de emergência vigente. Frederico Varandas está orgulhoso e honrado por mais uma vez poder servir o País".

Acho absolutamente ridículo que se tenha de dar explicações desta natureza, sobre um assunto que, no contexto em como surgiu na praça pública, é acentuado pela sua total banalidade. Ainda hoje, o A Bola dedica grande parte da sua capa de jornal a este tema.

publicado às 03:34

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A exemplo de alguns que surgiram ontem aqui no blogue a menosprezar o anúncio de Frederico Varandas que ia voltar a servir o País como médico - face ao Covid-19 -, temos também um personagem de nome Luís Gestas, antigo dirigente do Sporting, a aproveitar o ensejo para acusar o presidente de "desonestidade intelectual", uma vez que os militares são chamados a intervir aquando da declaração de Estado de Emergência.

Vem-se agora a saber, no entanto, que Frederico Varandas disponibilizou-se ainda antes de Marcelo Rebelo de Sousa comunicar a decisão ao País.

Na terça-feira, o presidente do Sporting CP reuniu-se com as instâncias do exército para perceber de que forma poderia ajudar. Sendo que de seguida realizou uma formação em Covid-19 no Hospital Militar.

Recorde-se, também, que alguns dias antes, Frederico Varandas entrou em contacto com o secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, colocando à disposição o departamento clínico do Sporting e cedendo as instalações do Pavilhão João Rocha para o que fosse necessário.

Em resumo, é triste e lamentável que se tenha de vir a público comentar um assunto desta natureza, apenas e tão só porque há sempre quem se sinta melhor assumindo uma postura de bota-abaixismo primário, especialmente em tempos de crise, quando deveríamos ser unidos em prol da humanidade.

Adenda: Entretanto, o referido Luís Gestas surgiu a retratar-se pela acusação que fez:

"Sendo verdade, e não tenho porquê duvidar, obviamente retiro o que disse em relação ao aproveitamento do momento, da mesma forma que não tenho qualquer problema em assumir as minhas desculpas ao Frederico".

Apenas mais um que perdeu uma boa oportunidade para ficar calado e não fazer figura de palhaço!

publicado às 11:00

A arte de saber o que ignorar

Rui Gomes, em 26.02.20

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Frederico Varandas ignorou completamente a questão ao ser confrontado no Aeroporto Humberto Delgado, pelos jornalistas, à partida para a Turquia, sobre a "notícia" de Record relativamente ao alegado interesse do Sporting em Rúben Amorim.

O presidente optou por focar-se na importância da segunda mão dos dezasseis-avos-de-final da Liga Europa, frente ao Istambul Basaksehir:

"Vamos com essa confiança para passarmos aos oitavos de final, é esse o nosso objectivo. Todos queremos muito o Sporting nos oitavos de final".

Acho que o presidente fez muitíssimo bem em ignorar completamente a questão. Qualquer outra reacção dele, mesmo refutando a pseudo-notícia - que entretanto dá conta também do suposto interesse do Benfica e FC Porto - só teria o efeito de alimentar indesejável e contraprodutivo sensacionalismo.

publicado às 13:15

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publicado às 03:34

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publicado às 03:04

Frederico Varandas "abre o livro"

Rui Gomes, em 07.02.20

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Frederico Varandas concedeu uma grande entrevista a Record, onde abordou todos os temas da actualidade do Sporting Clube de Portugal. Rendimento da equipa de futebol, finanças, transferências e muito mais. O presidente do Sporting terá respondido a um vasto leque de questões pertinentes para o universo sportinguista.

Ao que consta, algumas das questões mais em destaque:

"No início da proxima época vamos ter a Academia nova... Não dá votos, mas dá o futuro do Sporting".

"É possível fazer "tudo isto"  e melhorar competitivamente a equipa? Não consigo".

"Bas Dost foi vendido por sete milhões de euros e o Clube precisava desse dinheiro para sobreviver".

"Marcel Keizer sofreu na pele os erros do nosso planeamento".

"Se isto é um Clube de malucos, o principal maluco sou eu".

"Com a venda de Bruno Fernandes virámos o Cabo das Tormentas".

Não confirmamos ao certo se no sábado ou no domingo, mas vamos tentar reproduzir toda a entrevista para então poder ser debatida pelos leitores. O jornal Record publica a mesma em Premium, a primeira parte esta sexta-feira e a segunda no sábado.

Dito isto, não é de prever que esta entrevista do presidente do Sporting vá alterar o estado de coisas muito significativamente. A maioria silenciosa de sportinguistas vai continuar... silenciosa, e os 'antis' e afins vão emergir dos buracos que nem ratos para tentar tirar o máximo de proveito da ocasião com críticas sem fim.

Este é o Sporting CP da actualidade e enquanto não mergulhar ainda mais na lama, muito dificilmente as coisas mudarão.

Adenda: Estou a pensar que nem sequer valerá a pena publicar a entrevista completa do presidente. Os adeptos, sem ser surpresa alguma, na realidade, só estão interessados em comentar/debater a época da equipa principal de futebol, os respectivos resultados e as contratações, tudo que já foi aqui debatido vezes sem conta.

publicado às 05:03

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Frederico Varandas fez duras críticas a Jorge Sousa no final do SC Braga-Sporting

publicado às 03:18

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Considerações de Frederico Varandas sobre o incidente em Ponta Delgada na véspera do jogo com o Santa Clara:

"Infelizmente ontem tivemos um episódio muito grave. Mais do que grave, chocante. Chocante, porque as pessoas que fizeram aquilo têm um nome. Bem sei que neste país há muito medo de chamar as coisas pelo nome. As pessoas que ontem fizeram aquilo são uma escumalha. Uma escumalha que não tem mais lugar no Sporting. Uma escumalha que só quer duas coisas: que o Sporting perca sempre e que o tempo volte para trás.

Mas há coisas que também me desiludem. Tenho a certeza que se um de vocês for para um lugar público ofender, incitar à violência, incitar ao ódio, isso é um crime público. E não é por uns cobardes agirem em grupo e andarem encapuzados que podem estar acima da lei. Não podem.

Este não é um problema exclusivo do Sporting CP, é um problema também da sociedade portuguesa. Se o Sporting tiver de enfrentar esta batalha sozinho, assim o fará, e vai fazê-lo. Mas quero deixar uma garantia a todos os sócios. O Sporting jamais se ajoelhará a esta escumalha. Nunca mais. Jamais, porque esse tempo não volta mais".

Entretanto, a Juventude Leonina e Directivo Ultras XXI, demarcaram-se dos cânticos entoados pelos marginais no domingo.

Em comunicado, a Juventude Leonina repudia "categoricamente o ocorrido" e, apesar de confirmar a presença de elementos da claque nos Açores, assegura que não foram estes "a proferir um cântico evocativo de um episódio de que ninguém se pode orgulhar e, muito menos, contribuir para prejudicar um julgamento que está a decorrer".

Já o Directivo Ultras XXI também se deu ao trabalho de comunicar que "nenhum dos seus associados esteve presente no aeroporto ou no hotel onde ficou alojada a equipa de futebol profissional do Sporting Clube de Portugal".

A Polícia de Segurança Pública dos Açores já identificou três supostos adeptos do Sporting por incitamento à violência. A força de segurança irá agora "elaborar o correspondente expediente que será remetido para as autoridades competentes".

O comandante considerou ainda ser "prematuro" afirmar que estes elementos "pertencem a uma claque organizada".

publicado às 03:04

Foto do dia

Rui Gomes, em 23.11.19

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Jorge Fonseca entrega a  Taça de Bicampeões Europeus no Museu Sporting

publicado às 03:31

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Em comunicado, o Sporting reagiu à notícia da Visão sobre Frederico Varandas. Segundo aquela revista, o presidente do SCP goza de licença militar desde que foi eleito pela bancada do PSD para a Assembleia de Freguesia de Odivelas, mas deixou de aparecer nas reuniões daquele órgão a partir da data que anunciou a candidatura à presidência do clube de Alvalade.

Absolutamente vergonhoso e ridículo que o presidente do Sporting Clube de Portugal, neste caso Frederico Varandas, podia ser outro, tenha que vir a público dar uma explicação sobre uma situação que em nada se relaciona com o Clube e, ainda por cima, na sequência de uma reportagem com óbvias intenções maliciosas.

Como indica o Sporting CP no comunicado "Não pode valer tudo"... mas pelos vistos vale mesmo, para certas pessoas de má fé.

publicado às 03:32

O Sporting e a insanidade autodestrutiva

Leão Zargo, em 10.11.19

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Frederico Varandas tem razão nas afirmações que fez na 39ª edição da gala Rugidos de Leão a propósito da democraticidade no Sporting. Está certo quando critica a acção de grupos minoritários que por todos os meios procuram impedir a gestão do Clube de uma maneira que, em alguns casos, chega a ser ilegítima. Como está certo na denuncia do que chamou de “guarda pretoriana” das direcções.

Pelo que acontece, porque está muito para além do inevitável conflito entre o governo e a oposição, chega-se a recear uma crise muito grave no Clube, pois há o sério risco de decair perigosamente e distanciar-se em definitivo do Benfica e do Porto, que possuem grande estabilidade directiva. Assim a recuperação da hegemonia perdida na década de 1950 pode tornar-se uma miragem.

Após a destituição de Bruno de Carvalho, muitos sportinguistas afirmavam que seriam necessários vários anos para recuperar o Sporting dos males que foram praticados. Afinal, vaidades pessoais, ambições desmesuradas e ódios mesquinhos acabaram por prevalecer sobre os verdadeiros interesses do Clube. A insanidade chega a ser um caso de estudo pela autofagia, pela autodestruição.

O grave passivo financeiro é ignorado. Uma das melhores épocas desportivas depois de 2002 no futebol e nas modalidades é desvalorizada. O cumprimento das responsabilidades que decorreram do empréstimo obrigacionista (2015-18) é minimizado. No Sporting tudo é motivo de discordância, de controvérsia e de conflitualidade. O que se ouve são ameaças, injúrias e calúnias.

Agora, será mais difícil controlar a ocasião e as circunstâncias. O tempo é desfavorável e mesmo um simples deslize tem consequências imprevisíveis. O universo sportinguista não pode ceder espaço aos falsos e meteóricos “salvadores” que muitas vezes pretendem dividir ainda mais para depois conquistar o poder. Chega a parecer que a desestruturação do Clube constitui uma estratégia planeada e organizada.

A finalidade de todos nós, sportinguistas, tem de ser a mesma desde a fundação do nosso Clube: absoluto orgulho leonino e vontade férrea na procura da vitória. Não se pede uma unanimidade castrante e acéfala, mas uma unidade racional e inteligente. No desporto, tal como na vida, não há tempo para parar, mas para seguir em frente com determinação, coragem e resiliência.

publicado às 15:00

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Na gala Rugidos de Leão, Frederico Varandas ainda abordou outras questões de interesse, nomeadamente no que concerne o futebol profissional:

"Quando entrámos no Clube sabíamos ao que íamos. E temos uma única missão: deixar o Sporting melhor do que em Setembro de 2018. E hoje o Sporting está melhor do que em Setembro de 2018? Está. Está muito melhor.

Está melhor porque desde essa data já temos mais sete títulos europeus das modalidades e mais dois títulos de futebol no museu do Sporting. Mas já está bem ou já está como deve estar? Não.

O Sporting, para estar verdadeiramente bem, tem de ser financeiramente estável e um crónico candidato a vencer todos os títulos nacionais, não só no futebol como também nas restantes modalidades. Errámos? Claro que sim. Não só no futebol como também em outras áreas.

Se grandes clubes europeus com grandes orçamentos erram, um clube como o Sporting não haveria de errar? Importante é nunca perder a humildade de reconhecer os erros e perceber porque errámos. Mas o Sporting não está bem há muito tempo.

É preciso dizer a verdade. Tudo indicava que iríamos fazer uma venda histórica (Bruno Fernandes) que nos permitiria reequilibrar financeiramente as contas e ainda reinvestir um pouco na equipa de futebol. Isso não aconteceu.

O mercado não funcionou como esperávamos e tivemos que nos adaptar. Fizemos outras vendas (Raphinha) no valor necessário para cumprir as nossas obrigações financeiras, mas não conseguimos dispor dos recursos suficientes para reforçarmos o plantel como tínhamos planeado".

publicado às 04:18

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Frederico Varandas teceu duras críticas às claques do Sporting durante o seu discurso na gala Rugidos de Leão, que teve lugar esta sexta-feira. Ainda, não deixou de aproveitar o ensejo para fazer alvo daqueles que ele apelidou de "velhos esqueletos e papagaios":

"Existe uma minoria ruidosa que não aceita viver com as regras da democracia e que desrespeita a legitimidade da vontade da maioria dos sócios do Sporting. Depois existe outra minoria ruidosa que perdeu muitas regalias.

Sei que estamos a mexer com interesses instalados de muita gente. Fomos os primeiros em muitos anos a ter a coragem de acabar com um negócio que nada tem a ver com apoio genuíno como era no passado. Fomos os primeiros a acabar com o conceito de uma guarda pretoriana da Direcção. Uma guarda pretoriana paga muitas vezes para fazer o trabalho sujo de uma Direcção. Era muito fácil para nós reduzir esse ruído. Cedíamos e pagávamos a quem faz barulho e a quem exige dinheiro para apoiar!

Há momentos na vida em que não podemos vacilar, em que temos de estar do lado certo da história, por mais que isso nos custe, por mais que isso doa, por mais barulho que haja, por mais que isso implique risco, desgaste e confronto.

Há momentos na vida em que temos de dizer: não. E pelo Sporting, com prejuízo para mim, para o meu nome, já disse não várias vezes. E se tiver de voltar a dizer não a gente que me promete fim de boicotes e de insultos se eu permitir isto ou aquilo, eu repito: não! E se tiver de voltar a dizer não a gente que me ameaça a mim, aos meus ou a membros destes órgãos sociais, eu repito uma vez mais: não!

A juntar a este ruído há que juntar o ruído gerado seja pelos velhos esqueletos de sempre, seja por papagaios que nunca fizeram nada na vida a não ser blá-blá-blá. Papagaios que põem a sua agenda pessoal acima dos interesses do Sporting CP e que só fragilizam o Sporting CP enquanto estão sentados ao lado de quem representa os nossos rivais. Isto interessa a quem?

Eu digo: interessa aos nossos rivais que se riem dos patetas e dos idiotas úteis que fazem o trabalho sujo que eles nem precisam de fazer. Infelizmente estas minorias têm muito medo que esta Direcção tenha sucesso e preferem até que o Sporting perca, pois não conseguem pôr interesses do Sporting acima dos seus".

publicado às 04:47

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Frederico Varandas reuniu-se esta quinta-feira com Pedro Proença, presidente da Liga de Clubes. Durante o encontro, os dois dirigentes falaram sobre a importância da formação (equipa B), e também sobre a violência no desporto.

O presidente leonino afirmou que "o futebol português não pode ser um território sem lei" e que "o Sporting, como clube, não vai enfiar a cabeça na areia e fingir que nada se passa. Esperamos que outras instituições também sigam este caminho. A violência no desporto não é apenas um problema do Sporting CP, mas do futebol português. Lutamos e lutaremos sempre por um melhor futebol".

Já Pedro Proença referiu que "a Liga estará na primeira linha de combate aos excessos cometidos nos estádios. O Futebol Profissional precisa de tranquilidade e tudo faremos para ajudar os clubes que queiram pacificar o futebol."

Frederico Varandas e o presidente da Liga de Clubes abordaram o regresso de uma equipa B do Sporting:

"Recuperar a equipa B é essencial para o projecto da formação do Sporting. Após um ano de trabalho interno estamos prontos para relançar a equipa B.

Lamentamos a decisão da anterior Direcção. Destruir é fácil e rápido. Construir demora tempo e exige trabalho. A equipa B estará de volta no próximo ano".

Pedro Proença mostrou-se satisfeito com o relançamento da formação secundária leonina e manifestou a disponibilidade da entidade que lidera para "analisar a melhor forma de ajudar o Sporting a reactivar a sua equipa B".

publicado às 04:02

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