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Já não há volta a dar. Os efeitos do surto do coronavírus já se sentem em praticamente todo o desporto nacional, afectando provas de praticamente todas as modalidades. Das mais mediáticas, como o futebol, às de menor nomeada, já praticamente todas anunciaram várias medidas que visam ajudar a combater uma epidemia que se tem alastrado de forma bastante rápida um pouco por todo o mundo.

O caso mais sonante, conforme dissemos acima, passa pelo futebol, que viu esta terça-feira a Liga Portugal anuncia a disputa de todos os encontros dos campeonatos profissionais à porta fechada. Além dos jogos dos dois principais escalões disputados à porta fechada, também os jogos das competições nacionais de futsal vão ser disputadas sem público, e foi ainda determinado que "os jogos das provas nacionais seniores não-profissionais de futebol não poderão ter mais de cinco mil pessoas nas bancadas".

Para rever quem pode ir aos estádios dos jogos à porta fechada, pode consultar este nosso post.

publicado às 03:46

Juniores do futebol vencem o Estoril

Rui Gomes, em 07.03.20

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A equipa de juniores do Sporting venceu este sábado o Estoril, por 2-1, em jogo a contar para a 4.ª jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional.

Os dois golos leoninos foram marcados por Tiago Tomás.

O golo do Estoril Praia só surgiu aos 85 minutos. O marcador manteve-se inalterado nos 7 minutos que o árbitro concedeu de tempo adicional.

Com este resultado, os leões passam a somar cinco pontos e estão a quatro de Rio Ave e Benfica, que se defrontam este domingo.

publicado às 18:09

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Segundo avança a Sábado, as casas de Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira, Frederico Varandas (é visado mas por negócios não realizados pela sua gestão), António Salvador (presidente do Braga), dos jogadores Casillas, Jackson Martinez, Maxi Pereira, Danilo Pereira são outros dos alvos que constam nos processos, um total de, pelo menos, seis mega investigações aos negócios obscuros do futebol português que contaram com uma ajuda preciosa: as revelações feitas pelo pirata informático Rui Pinto no caso Football Leaks.

Para além de clubes, a agência de jogadores Gestifute também é um dos alvos.

Sociedades de Advogados também foram inspecionadas.

As buscas procuram dados em torno de transferências, contratos, impostos, direitos de imagem e comissões.

Ao que consta,  está em curso, esta quarta-feira, a maior operação de buscas realizada pela Autoridade Tributária.

Comunicado da Sporting SAD:

"A Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD confirma a realização de buscas aos seus escritórios por parte da Autoridade Tributária, que reportam a um processo iniciado em 2017 e que decorrem desde as 08h00 de hoje.

A Sporting CP - Futebol, SAD congratula-se por estar a colaborar com as autoridades competentes em prol de uma maior verdade desportiva e transparência, contribuindo para a dignificação do futebol português, neste e noutros processos."

publicado às 13:09

Foto do dia

Rui Gomes, em 26.01.20

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Juniores a celebrar um golo. Fantástica imagem da emoção de momento.

publicado às 04:32

Foto do dia

Rui Gomes, em 10.01.20

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Leões da equipa de juniores de futebol

publicado às 04:30

O povo norueguês gosta de futebol

Rui Gomes, em 07.11.19

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Já tenho estas imagens de Henningsvaer, Ilhas de Lofoten, Noruega, nos meus arquivos há umas semanas à espera de oportunidade para as publicar. Parece-me que hoje, pela visita do Sporting à Noruega, é o dia certo.

Servem para ilustrar quão importante o futebol é para o povo noruguês, mesmo num país em que as condições geográfricas e climactéricas não são as mais adequadas para a prática da modalidade.

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publicado às 11:40

Acontecimento histórico

Rui Gomes, em 12.10.19

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Pela primeira vez na história, as mulheres iranianas puderam assistir a um jogo de futebol da selecção do seu país. Aconteceu esta quinta-feira, num encontro de qualificação para o Mundial de 2022. O resultado?... 14-0, para o Irão contra o Camboja.

publicado às 03:00

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A equipa especial de procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), criada para investigar crimes ligados ao futebol português, tem 12 inquéritos em curso, avançou o Jornal de Notícias esta quarta-feira. A informação consta do despacho de acusação do pirata informático Rui Pinto, indiciado por ter espiado o DCIAP.

Segundo o matutino, sete casos nasceram em Lisboa, dois na comarca do Porto, um em Braga, outro em Santa Maria da Feira e há ainda um em Coimbra. O caso dos e-mails do Benfica não consta da lista.

A supracitada equipa especial do Ministério Público, composta por duas procuradoras e uma procuradora-adjunta, foi criada em Abril de 2018. O objectivo da equipa é concentrar e coordenar todas as investigações sobre crimes praticados nas competições desportivas de futebol.

publicado às 02:32

Juniores e Iniciados vitoriosos

Rui Gomes, em 07.10.19

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A equipa de juniores do Sporting visitou e venceu este domingo o SG Sacavenense por 1-6, em jogo a contar para a 8.ª jornada do Campeonato Nacional, com Tiago Ferreira em destaque ao assinar um hat-trick.

Os golos leoninos foram marcados por Samuel Lobato (6'), Tiago Ferreira (11', 25', 77'), Gonçalo Batalha (57') e Rui Reis (85').

O Sporting ocupa agora a 2.ª posição da classificação com 17 pontos. Na próxima jornada, a formação verde e branca recebe o Benfica (20 de Outubro).

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Também em Sancavém, frente à equipa local, a formação de iniciados do Sporting voltou a vencer e a golear, por 1-7, em jogo da sexta jornada da Série E do Campeonato Nacional.

Os pupilos de Bernardo Bruschy registam assim o sexto triunfo na prova, em tantos jogos, com 36 golos marcados e apenas dois sofridos.

Os golos leoninos da autoria de Pedro Sanca, Rodrigo Ribeiro, Carlos Santos, Guilherme Santos (2), Afonso Moreira e Henrique Arreiol.

Com mais estes três pontos, o Sporting CP continua na liderança da prova em igualdade pontual com o Benfica.

publicado às 04:30

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Bruno Fernandes tem absoluta razão quando critica as horas absurdas, cada vez mais à noitinha, a que são realizados em Portugal uma importante parte dos jogos de futebol.

Trata-se de um bastante oportuno e legítimo alarme, que deve ser acolhido com a máxima consideração face a uma prática crescentemente abusiva que impede a grande maioria dos apaixonados pelo futebol de presenciar os encontros ao vivo (com excepção, claro, dos residentes na mesma área onde, eventualmente, os jogos têm lugar) – afastando dos estádios o público que prioritariamente interessa, nomeadamente as famílias, as crianças e os idosos.

Perante a realidade de que o futebol deixou de ser um desporto desde que foi confiscado ao povo para ser explorado como espectáculo nocturno televisivo, conclui-se, logicamente, que as televisões exercem um poder arbitrário sobre os horários dos jogos, sempre na expectativa de que a maior massa adepta possível opte por ver os desafios em casa – mesmo que irritantemente assediada pelas intermináveis cargas de publicidade comercial geralmente atracadas ao futebol e das quais, precisamente graças ao futebol, as estações televisivas essencialmente se alimentam. Rejubilando por aumentar as suas audiências à custa do público que, em prejuízo das receitas dos clubes, desvia dos estádios (a maior parte destes deprimentemente quase vazios).

Se, na realidade, não será exactamente assim, qual, então, o porquê da imbecilidade de se marcarem jogos para as 21h00 ou 21h30, precisamente nas vésperas de dias normais de trabalho e de escola (forçando grande parte do público a regressar a casa apenas no dia seguinte)? Porque não se insiste em realizá-los ao fim da tarde? Porque estranho motivo os desafios de futebol em Portugal têm de ser, normalmente, os de horário mais tardio em toda a Europa?

Apesar de o dinheiro ser hoje o que mais ordena, há que que reagir, por todos os meios, contra esta manifesta, insensível e abusiva prepotência de que são evidentes vítimas não só o futebol, os seus clubes e os seus artistas, como, muito em especial, todos os adeptos pagantes que o sustenta.

Texto da autoria de Leão da Guia

publicado às 03:48

A injustiça da justiça

Naçao Valente, em 20.06.19

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A justiça é representada de olhos vendados. Simbolicamente pretende manifestar a sua isenção. Mas a verdade é que a justiça tem os olhos bem abertos. O facto é que esta é feita por homens com virtudes e defeitos, como todos nós.

E na aplicação da justiça não existe um padrão constante. Varia de acordo com o perfil de cada pessoa que a aplica, isto é, mediante as suas vivências, as sua convicções políticas e religiosas, com as suas origens sociais. E exceptuando os corruptos e os corruptíveis, quem pretende praticar a isenção, nem sempre o faz mesmo que seja inconscientemente.

A ser verdade esta breve apreciação do sistema judicial, não podemos esperar que a justiça seja sempre justa. Uma coisa é certa; a maioria dos processos passa-se no recôndito dos tribunais. Só chegam ao conhecimento público os mais mediáticos, que têm sempre dois julgamentos: os da opinião pública, rápidos e assertivos, e o dos tribunais, lentos e tantas vezes contrários aos da opinião pública.

Por outro lado, os que dispõem de meios económicos superiores, têm à partida melhores hipóteses de defesa. E isto leva-nos à questão que está na ordem do dia, a legitimidade da prova.

As novas tecnologias são uma arma de dois gumes: tanto são utilizadas como meio prova, como razão para que esta seja invalidada. A prova nem sempre é fácil, e os investigadores passam a sentir cada vez mais dificuldades em apresentar provas consistentes, em função dos subterfúgios existentes.

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Isso é evidente tanto nos casos políticos, como nos do âmbito desportivo, desde o 'face oculta' até ao 'e-toupeira'. O que agora está a tornar moda é condenar o mensageiro e não a mensagem. Será que um pirata informático que viola correspondência é um criminoso? De acordo com a lei sim. Mas será que a denúncia que lhe está subjacente sobre actos ilícitos, deixa por isso de ser crime? Qual será mais criminoso? O que descobre o crime por meios ilícitos, ou o que os cometeu procurando escondê-los?

Vejamos um caso concreto, o dos emails. Para justificar eventuais actos ilícitos usa-se e "desusa-se" como argumento a forma como foram descobertos. Depois como subterfúgio mais manhoso, usam-se testas de ferro, que deixam de fora os verdadeiros mandantes.

É o caso do FC Porto que lava as mãos da alteração de conteúdo dos emails, como se o seu "homem" actuasse por sua alta recreação. É o caso do funcionário do SLB "agarrado pela justiça", como se actuasse por vontade própria, pagando do seu bolso, aludidas prebendas.

Os verdadeiros mandantes, encontraram maneira de praticar malfeitorias, lavando sempre as suas mãos impolutas. Depois contam com o apoio de seguidores que, pela fidelidade clubística, aceitam a verdade que lhes é contada pelos seus canais oficiais. E neste caldo de cultura é difícil que não vingue a injustiça da justiça no mundo dos poderosos.

P.S.: Na França foi preso Michel Platini por actos de corrupção desportiva. E já houve outros. Quando chega a Portugal a justiça da justiça?

publicado às 12:00

Os maus velhacos

Naçao Valente, em 12.06.19

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Velhaco é sinónimo de maroto, finório, matreiro, mas também de patife ou trapaceiro.

Na "estória" com esta denominação que dá título ao livro que vou apresentar, é contada a saga de dois contrabandistas que passavam a nado o Guadiana, quando o contrabando fronteiriço era prática comum, com artigos comprados em Espanha com o dinheiro ganho na viagem de ida.

Surgiu então um guarda-fiscal numa lancha, que nem sequer estava de serviço, e que navegava em águas espanholas sem autorização. Os contrabandistas foram obrigados a abandonar a carga para salvar a 'santa' pele. Na ficção, esses, outros contrabandistas e mais população, decidiram pregar uma partida inocente ao referido guarda-fiscal que também vivia na comunidade, o que não lhes permitiu recuperar os fracos proventos que colheriam, mas lhes permitiu lavar a alma.

A propósito veio-me à memória a situação do futebol nacional. Na população portuguesa, com reflexos no mundo do futebol, há velhacos no bom e no mau sentido. Há  marotos, e há patifes. A maioria dos adeptos situa-se na categoria dos "bons". Gostam do seu clube, vivem os jogos com paixão, alguns são grandes sofredores, outros nem tanto, mas vivem o espectáculo com civismo e como uma forma de lazer.

Mas no futebol, como na sociedade, em geral, existem os velhacos patifes e trapaceiros que transformam a natural rivalidade num clima de absoluto ódio e intolerância. Estão neste enquadramento um nicho de adeptos radicais que exulta, por exemplo, com a morte de adversários e com comportamentos públicos de belicismo, idiota, contra os da outra cor.

No entanto, o mais preocupante é quando os maus velhacos chegam às altas estruturas deste desporto, quer em órgãos institucionais, quer na direcção de clubes. Para estes, a patifaria e a trafulhice são actos normais e fazem parte da sua prática e das suas decisões. Invariavelmente, não olham a meios para atingir a fins, convictos, pela experiência, que ficarão como sempre impunes, fazem o mal e a caramunha, furtando-se, manhosamente, à responsabilidade.

O desporto em geral, e o futebol em particular, não pode ter credibilidade enquanto alguns dos que actualmente o dirigem continuarem à sombra do poder que a função lhes confere, a actuar impunemente. Estes maus velhacos mereciam uma única partida. A expulsão do dirigismo desportivo. Mas não a terão enquanto a isenção e a coragem não fizerem parte da justiça em geral. A verdade é que dos bons velhacos não reza a história, mas os maus deixam a sua marca.

publicado às 05:33

Mais campeões na formação leonina

Rui Gomes, em 03.06.19

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Os sub-14 B venceram  o Sintrense por 7-0 e sagraram-se

Campeões Distritais da 1.ª divisão! Parabéns leões !

publicado às 03:49

O Papa e o Cardeal - sem moral

Naçao Valente, em 15.05.19

 

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A nossa memória é muitas vezes demasiado curta e outras tantas demasiado selectiva. Isso explica que do passado, até de um passado muito recente, já não haja memória. Ou tem-na apenas do que lhe interessa, a dos títulos conquistados, seja como for.

 

O sr. Pinto da Costa é muito mau exemplo do apagão selectivo. Até terá alguma razão em relação aos erros de arbitragem que têm beneficiado, nesta recta final do campeonato, o Benfica. Tem seguramente, mas esquece que o seu clube também os tem tido. E se perder o campeonato, deve lamentar o facto da sua equipa ter adormecido na forma, quando não devia. Se assim não tivesse sido, seria campeão, por mais padres e rezas que houvesse.

 

Seja como for, o sr. Pinto da Costa é a última pessoa a ter o mínimo de moral para falar de padres e missas, quando se sabe que teceu uma ardilosa teia, com acólitos bem ordenados, para controlar o futebol em Portugal. E não fosse a nossa justiça o que é, forte com os fracos e fraca com os poderosos, não estaria ainda o sr. Pinto da Costa no lugar que ocupa. Assim continua com a sua verborreia irónica a fazer homilias para os seus fiéis.

 

No outro prato da balança, está o seu admirador/seguidor, que se limitou a doutrina do  mestre, com o desejo ardente de o ultrapassar. O sr. Luís Filipe Vieira não lhe fica atrás na ambição de dominar o mundo do futebol. Não fez uma teia porque dava muito nas vistas, e optou por criar labirintos no mundo subterrâneo. Os processos podem ser diferentes, mas os fins acabam por ser idênticos. Personalidades distintas mas iguais num aspecto: a falta de seriedade.

 

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A falta de seriedade domina o mundo. E todos os que teimam em ser sérios são, como dizia alguém, "comidos de cebolada". Como a religião fez em tempos idos no mundo ocidental, e ainda faz em certas regiões, o segredo, mal guardado, está em fanatizar os fiéis, e controlar o sistema, para disso tirar proveito. 

 

Nos tempos que correm, o futebol assemelha-se, nos seus princípios, a uma nova religião. A fanatização dos adeptos, incutindo o ódio ao diferente e a submissão total aos dogmas, é prática corrente, e em escala menor ainda leva a guerras e mortes. 

 

Em análise final, temos dois grandes "cardeais" com o seu oculto cortejo de "padres". Um mais velho, mais matreiro e que perdeu um pouco o controle da nova "religião" e outro que lhe disputa o terreno, viajando arrojadamente pelos esgotos da esperteza saloia, para emergir no lugar certo na altura mais adequada. Estão bem um para o outro. Nenhum tem moral para exigir o mínimo de moralidade. Enquanto estas "igrejas" dominarem, o futebol português não será uma coisa séria.

 

publicado às 05:04

Feudos modernos

Naçao Valente, em 26.03.19

 

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No tempo da ditadura Salazarista, o poder do estado impunha-se aos diversos interesses privados. Mas a centralização do poder político, subordinando ao interesse geral o poder privado da nobreza, aconteceu muito antes. O fim do poder feudal e dos seus privilégios vivia apenas nas páginas da história no mundo ocidental quando o futebol se instalou como um desporto de massas.

 

O desenvolvimento da modalidade desportiva mais popular foi bem recebido pelo poder político instalado, e em Portugal, usado, discretamente, pelo Estado Novo, como forma de reforço do nacionalismo. Durante esse período, as instituições desportivas possuíam já a sua autonomia, no entanto, estava integrada na orgânica institucional do Estado.

 

Os presidentes dos clubes, por sua vez, eram recrutados entre as elites, pelo sua maior competência, relacionada com o acesso ao conhecimento, vedado à maioria da população. Exerciam de um modo geral as funções por amor à causa e agiam estritamente de acordo com as leis da República.

 

 O advento da democracia, pelo qual me bati, trouxe mudanças profundas na sociedade, e consequentemente também no futebol. A democracia significa liberdade, mais igualdade em termos políticos e sociais, mas como todos os regimes não está isenta de defeitos. Se por um lado abriu a hipótese de acesso ao poder de cidadãos, independentemente da sua origem social, aumentou as possibilidades de práticas de corrupção, pela emergência do "chico-espertismo".

 

No que aqui interessa abordar, as mudanças no futebol, constata-se que este acompanhou a evolução social, profissionalizou-se, democratizou-se e abriu portas a pessoas oriundas de extractos sociais populares, que  conseguiram, à pala de valores democráticos, ascender a altos cargos no futebol.

 

Ao contrário dos antigos dirigentes há gente sem cultura, sem princípios, que aplicam a ideia de que os fins justificam os meios. O poder que lhes advém de milhões de adeptos, e do poder do dinheiro que movimentam,  dá azo a corrupção,  alimentada como forma de se perpetuarem, conseguindo satisfação dos adeptos a qualquer preço.

 

Foi neste contexto que o futebol português se cristalizou como um "feudo" moderno, um autêntico poder dentro do Estado, desde as mais altas instâncias até à sua base, os clubes. Os dirigentes escudados pelas massas que os defendem, começaram a agir à margem das leis, como senhores que se consideram impunes.

 

O primeiro exemplo veio do Norte, de um clube com abrangência, sobretudo regional. O senhor presidente Pinto da Costa, é o dirigente que vem dos meios populares e que faz do dirigismo carreira profissional. Como "bom político", percebeu prontamente que como noutras áreas da sociedade, para prevalecer, precisava de montar uma rede de fidelidades "feudais" que, subtilmente, controlasse os órgãos federativos, e disso tirar as vantagens desportivas. Dias da Cunha, dirigente com sentido ético, chamou-lhe o "sistema".

 

No Sul, mais tarde, e depois de se ter percebido que a corrupção não era punida, surgiu um seguidor. Vieira é uma espécie de aprendiz de feiticeiro, mas que para sermos justos, nem sequer lhe chega aos calcanhares na arte de bem corromper. É oriundo também dos meios populares, fez-se à vida, e entrou no dirigismo já mais tarde. 

 

Chegou a presidente Benfica, apenas porque foi o clube que em função de circunstâncias diversas , lhe abriu as portas. Podia ter sido outro. Como os neo-democratas profissionais da política, agarrou-se aos meios que permitiam chegar ao poder. 

 

Seguindo as pisadas do mestre, foi tecendo a sua teia. Desde influência nas instituições desportivas,  até às instâncias judiciais, rodeou-se de pessoas pouco recomendáveis, e que não têm pudor de "chafurdar" em lamaçais. A novidade é que a responsabilidade começa e acaba aí. Nunca chega ao topo.

 

Este feudo é muito poderoso e como feudo que é, julga-se acima da Lei e do Estado, onde proliferam políticos e juízes que estão disponíveis para colocar interesses clubísticos acima dos interesses da Nação. 

 

O futebol português está num pântano. A Norte, depois do Apito Dourado, sacudiu-se a água do capote, como se nada tivesse acontecido. A Sul assobia-se para o lado,  como se nada de nada estivesse a acontecer. Pouco importa se o futebol deve ser um desporto onde a verdade e a igualdade competitiva existam. O que interessa é contentar as massas com resultados. A forma como são conseguidos é secundário e irrelevante.

 

O meu Clube, é com orgulho que o digo, tem um caminho limpo, pelo menos até à última Direcção. E mesmo em relação a esta, não há evidencia de qualquer esquema do que aqui estamos a abordar. Pelo contrário, a sua acção altamente desabrida apenas prejudicou o Clube. Podemos até somar menos títulos na corrupção que é o futebol, mas conseguimos andar de cabeça erguida. Os títulos que conquistámos são, como dizia alguém: "limpinhos, limpinhos".

 

O futebol em Portugal precisa de mão firme para se regenerar. E não acredito que essa regeneração parta dos órgãos desportivos. Estão corrompidos e dominados por dentro pelas forças dominantes.  São a real cúpula dos "feudos". Cabe ao poder político intervir e acabar com este feudalismo. Mas falta-lhe coragem e determinação. Tem medo de perder apoio de adeptos/eleitores.

 

P.S.: Comparações, como já é habitual, com os casos PPC ou Cashball,  que mesmo sendo reprováveis, é  como comparar a beira da estrada, com a estrada da Beira.

 

publicado às 04:54

Sporting supera Futsal Azeméis

Rui Gomes, em 17.03.19

 

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O Sporting visitou e derrotou o Futsal Azeméis, por 5-1, em jogo da 22.ª jornada da Liga Sport Zone.

 

Os golos leoninos foram marcados por Rocha (1 e 35'), Cavinato (4') e Cardinal (38 e 39').

 

O Sporting mantém-se assim no segundo lugar da tabela classificativa, com 61 pontos, a dois do líder Benfica.

 

Na próxima jornada, agendada para o dia 23 de Março, a equipa leonina visita o Eléctrico.

 

publicado às 18:48

 

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Um lance involuntário com a mão que resulte em golo vai levar à anulação do mesmo, revelou este sábado o International Board (IFAB), organismo que regula as leis do futebol, em reunião realizada em Aberdeen, na Escócia.

 

"Em relação às faltas com a mão, o IFAB decidiu dar uma definição mais precisa e detalhada do que constitui uma falta com a mão, em especial no que diz respeito às acções em que uma mão involuntária/acidental seja sancionada".


Como exemplo, o IFAB indica que "um golo marcado com a mão ou braço (mesmo de maneira acidental), ou um jogador que marque ou crie uma oportunidade para marcar depois de ter a posse/controlo da bola com a mão/braço (mesmo de maneira acidental), não será tolerado".


A Lei 12, respeitante a faltas e incorrecções, prevê sancionar com um livre (ou grande penalidade) o toque "deliberado da bola com a mão". A noção de intencionalidade foi suprimida em toda a acção respeitante ao golo.


Na reunião da IFAB, com representantes da FIFA e das quatro federações britânicas pioneiras do futebol, outros pontos foram modificados, nomeadamente nas substituições ou na posição dos guarda-redes nas grandes penalidades.


Nas substituições, os jogadores têm de sair pelo caminho mais curto e não ir ao meio-campo, à zona tradicional de substituição, e nos penáltis os guarda-redes passam a poder ter apenas um pé na linha de golo e não obrigatoriamente os dois.

 

Parecem-me medidas positivas, nomeadamente a definição de mão na bola, para reduzir a margem de interpretação dos árbitros, que, como sabemos, varia imenso com a "visão" do artista.

 

A alteração nas substituições é uma medida clara para reduzir as estratégias de "queimar tempo". Já nos penáltis, teremos de ver o efeito nos jogos, mas é provável que venha a aumentar as probabilidades de defesa pelo guarda-redes.

 

publicado às 04:48

Despesas dos clubes com salários

Rui Gomes, em 18.12.18

 

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16 líderes de clubes da I Liga estiveram esta segunda-feira reunidos com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, em Fátima, para debater o futuro imediato do futebol profissional.

 

Fernando Gomes revelou a sua disponibilidade para liderar o processo das questões fiscais e das apostas desportivas junto do Governo.

 

publicado às 03:30

Quem não tem cão caça com gato

Rui Gomes, em 30.05.18

 

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Há um velho ditado que diz "quem não tem cão caça com gato". E há quem se contente com poucochinho. Apenas em função de fracos resultados no futebol, por muito menos, já caíram presidentes.

 

É preciso relembrar os desmemoriados selectivos, que o Sporting foi fundado como um clube de futebol e que como tal se fez grande. Quando nas aldeias longínquas ouvíamos os relatos ao domingo, era pelo futebol e pelas estrelas da época.

 

Tirando o ciclismo que nos passava à porta, e o atletismo mais tarde com as suas medalhas sabíamos lá de "modalidades". É o futebol que gera dinheiro e patrocínios fundamentais.

 

Se assim não for, modalidades bye bye.

 

Nação Valente

 

publicado às 04:03

 

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A violência e os crimes nos estádios de futebol aumentaram 26% da época 2015/2016 para a época 2016/2017. É nesse sentido que apontam os dados revelados pela PSP ao Jornal de Notícias, só relativamente ao futebol profissional.

 

Nesses dois anos, a PSP e a GNR contabilizaram um total de 5628 casos violentos – 2505 no primeiro ano e 3177 na época seguinte -, numa média de 54 ocorrências semanais em estádios e recintos desportivos.

 

Os crimes mais praticados são posse ou uso de artefactos pirotécnicos, roubo, arremesso de objectos ou desordens entre adeptos e a venda ilegal de bilhetes, que levou à detenção de 198 pessoas em duas temporadas. Ao mesmo jornal, PSP e GNR consideram que o crescimento de participações criminais se deve a um aumento de policiamento que se tornou mais proactivo e preventivo.

 

Segundo o Jornal de Notícias, existem duas dezenas de pessoas proibidas de entrarem em estádios de futebol, por terem sido condenadas em tribunal ou como acção preventiva por ordem do Instituto Português do Desporto e da Juventude.  As autoridades assumem a dificuldade de aplicar a medida, principalmente se for possível aos visados misturarem-se com a multidão. "Normalmente são indivíduos referenciados e conhecidos e todas as semanas são enviados relatórios actualizados. Mas não é fácil, no meio de três ou quatro mil pessoas, ou 200 ou 300 que sejam, identifica-los", disse fonte da GNR ao JN.

 

Desde o início da presente temporada e até Março de 2018, avança o jornal diário, a PSP registou um total de 2578 incidentes em recintos desportivos – 2394 em eventos relacionados com o futebol. Números que apontam para um novo possível aumento da violência no final da presente época.

 

publicado às 05:06

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