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O povo norueguês gosta de futebol

Rui Gomes, em 07.11.19

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Já tenho estas imagens de Henningsvaer, Ilhas de Lofoten, Noruega, nos meus arquivos há umas semanas à espera de oportunidade para as publicar. Parece-me que hoje, pela visita do Sporting à Noruega, é o dia certo.

Servem para ilustrar quão importante o futebol é para o povo noruguês, mesmo num país em que as condições geográfricas e climactéricas não são as mais adequadas para a prática da modalidade.

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publicado às 11:40

Acontecimento histórico

Rui Gomes, em 12.10.19

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Pela primeira vez na história, as mulheres iranianas puderam assistir a um jogo de futebol da selecção do seu país. Aconteceu esta quinta-feira, num encontro de qualificação para o Mundial de 2022. O resultado?... 14-0, para o Irão contra o Camboja.

publicado às 03:00

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A equipa especial de procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), criada para investigar crimes ligados ao futebol português, tem 12 inquéritos em curso, avançou o Jornal de Notícias esta quarta-feira. A informação consta do despacho de acusação do pirata informático Rui Pinto, indiciado por ter espiado o DCIAP.

Segundo o matutino, sete casos nasceram em Lisboa, dois na comarca do Porto, um em Braga, outro em Santa Maria da Feira e há ainda um em Coimbra. O caso dos e-mails do Benfica não consta da lista.

A supracitada equipa especial do Ministério Público, composta por duas procuradoras e uma procuradora-adjunta, foi criada em Abril de 2018. O objectivo da equipa é concentrar e coordenar todas as investigações sobre crimes praticados nas competições desportivas de futebol.

publicado às 02:32

Juniores e Iniciados vitoriosos

Rui Gomes, em 07.10.19

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A equipa de juniores do Sporting visitou e venceu este domingo o SG Sacavenense por 1-6, em jogo a contar para a 8.ª jornada do Campeonato Nacional, com Tiago Ferreira em destaque ao assinar um hat-trick.

Os golos leoninos foram marcados por Samuel Lobato (6'), Tiago Ferreira (11', 25', 77'), Gonçalo Batalha (57') e Rui Reis (85').

O Sporting ocupa agora a 2.ª posição da classificação com 17 pontos. Na próxima jornada, a formação verde e branca recebe o Benfica (20 de Outubro).

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Também em Sancavém, frente à equipa local, a formação de iniciados do Sporting voltou a vencer e a golear, por 1-7, em jogo da sexta jornada da Série E do Campeonato Nacional.

Os pupilos de Bernardo Bruschy registam assim o sexto triunfo na prova, em tantos jogos, com 36 golos marcados e apenas dois sofridos.

Os golos leoninos da autoria de Pedro Sanca, Rodrigo Ribeiro, Carlos Santos, Guilherme Santos (2), Afonso Moreira e Henrique Arreiol.

Com mais estes três pontos, o Sporting CP continua na liderança da prova em igualdade pontual com o Benfica.

publicado às 04:30

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Bruno Fernandes tem absoluta razão quando critica as horas absurdas, cada vez mais à noitinha, a que são realizados em Portugal uma importante parte dos jogos de futebol.

Trata-se de um bastante oportuno e legítimo alarme, que deve ser acolhido com a máxima consideração face a uma prática crescentemente abusiva que impede a grande maioria dos apaixonados pelo futebol de presenciar os encontros ao vivo (com excepção, claro, dos residentes na mesma área onde, eventualmente, os jogos têm lugar) – afastando dos estádios o público que prioritariamente interessa, nomeadamente as famílias, as crianças e os idosos.

Perante a realidade de que o futebol deixou de ser um desporto desde que foi confiscado ao povo para ser explorado como espectáculo nocturno televisivo, conclui-se, logicamente, que as televisões exercem um poder arbitrário sobre os horários dos jogos, sempre na expectativa de que a maior massa adepta possível opte por ver os desafios em casa – mesmo que irritantemente assediada pelas intermináveis cargas de publicidade comercial geralmente atracadas ao futebol e das quais, precisamente graças ao futebol, as estações televisivas essencialmente se alimentam. Rejubilando por aumentar as suas audiências à custa do público que, em prejuízo das receitas dos clubes, desvia dos estádios (a maior parte destes deprimentemente quase vazios).

Se, na realidade, não será exactamente assim, qual, então, o porquê da imbecilidade de se marcarem jogos para as 21h00 ou 21h30, precisamente nas vésperas de dias normais de trabalho e de escola (forçando grande parte do público a regressar a casa apenas no dia seguinte)? Porque não se insiste em realizá-los ao fim da tarde? Porque estranho motivo os desafios de futebol em Portugal têm de ser, normalmente, os de horário mais tardio em toda a Europa?

Apesar de o dinheiro ser hoje o que mais ordena, há que que reagir, por todos os meios, contra esta manifesta, insensível e abusiva prepotência de que são evidentes vítimas não só o futebol, os seus clubes e os seus artistas, como, muito em especial, todos os adeptos pagantes que o sustenta.

Texto da autoria de Leão da Guia

publicado às 03:48

A injustiça da justiça

Naçao Valente, em 20.06.19

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A justiça é representada de olhos vendados. Simbolicamente pretende manifestar a sua isenção. Mas a verdade é que a justiça tem os olhos bem abertos. O facto é que esta é feita por homens com virtudes e defeitos, como todos nós.

E na aplicação da justiça não existe um padrão constante. Varia de acordo com o perfil de cada pessoa que a aplica, isto é, mediante as suas vivências, as sua convicções políticas e religiosas, com as suas origens sociais. E exceptuando os corruptos e os corruptíveis, quem pretende praticar a isenção, nem sempre o faz mesmo que seja inconscientemente.

A ser verdade esta breve apreciação do sistema judicial, não podemos esperar que a justiça seja sempre justa. Uma coisa é certa; a maioria dos processos passa-se no recôndito dos tribunais. Só chegam ao conhecimento público os mais mediáticos, que têm sempre dois julgamentos: os da opinião pública, rápidos e assertivos, e o dos tribunais, lentos e tantas vezes contrários aos da opinião pública.

Por outro lado, os que dispõem de meios económicos superiores, têm à partida melhores hipóteses de defesa. E isto leva-nos à questão que está na ordem do dia, a legitimidade da prova.

As novas tecnologias são uma arma de dois gumes: tanto são utilizadas como meio prova, como razão para que esta seja invalidada. A prova nem sempre é fácil, e os investigadores passam a sentir cada vez mais dificuldades em apresentar provas consistentes, em função dos subterfúgios existentes.

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Isso é evidente tanto nos casos políticos, como nos do âmbito desportivo, desde o 'face oculta' até ao 'e-toupeira'. O que agora está a tornar moda é condenar o mensageiro e não a mensagem. Será que um pirata informático que viola correspondência é um criminoso? De acordo com a lei sim. Mas será que a denúncia que lhe está subjacente sobre actos ilícitos, deixa por isso de ser crime? Qual será mais criminoso? O que descobre o crime por meios ilícitos, ou o que os cometeu procurando escondê-los?

Vejamos um caso concreto, o dos emails. Para justificar eventuais actos ilícitos usa-se e "desusa-se" como argumento a forma como foram descobertos. Depois como subterfúgio mais manhoso, usam-se testas de ferro, que deixam de fora os verdadeiros mandantes.

É o caso do FC Porto que lava as mãos da alteração de conteúdo dos emails, como se o seu "homem" actuasse por sua alta recreação. É o caso do funcionário do SLB "agarrado pela justiça", como se actuasse por vontade própria, pagando do seu bolso, aludidas prebendas.

Os verdadeiros mandantes, encontraram maneira de praticar malfeitorias, lavando sempre as suas mãos impolutas. Depois contam com o apoio de seguidores que, pela fidelidade clubística, aceitam a verdade que lhes é contada pelos seus canais oficiais. E neste caldo de cultura é difícil que não vingue a injustiça da justiça no mundo dos poderosos.

P.S.: Na França foi preso Michel Platini por actos de corrupção desportiva. E já houve outros. Quando chega a Portugal a justiça da justiça?

publicado às 12:00

Os maus velhacos

Naçao Valente, em 12.06.19

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Velhaco é sinónimo de maroto, finório, matreiro, mas também de patife ou trapaceiro.

Na "estória" com esta denominação que dá título ao livro que vou apresentar, é contada a saga de dois contrabandistas que passavam a nado o Guadiana, quando o contrabando fronteiriço era prática comum, com artigos comprados em Espanha com o dinheiro ganho na viagem de ida.

Surgiu então um guarda-fiscal numa lancha, que nem sequer estava de serviço, e que navegava em águas espanholas sem autorização. Os contrabandistas foram obrigados a abandonar a carga para salvar a 'santa' pele. Na ficção, esses, outros contrabandistas e mais população, decidiram pregar uma partida inocente ao referido guarda-fiscal que também vivia na comunidade, o que não lhes permitiu recuperar os fracos proventos que colheriam, mas lhes permitiu lavar a alma.

A propósito veio-me à memória a situação do futebol nacional. Na população portuguesa, com reflexos no mundo do futebol, há velhacos no bom e no mau sentido. Há  marotos, e há patifes. A maioria dos adeptos situa-se na categoria dos "bons". Gostam do seu clube, vivem os jogos com paixão, alguns são grandes sofredores, outros nem tanto, mas vivem o espectáculo com civismo e como uma forma de lazer.

Mas no futebol, como na sociedade, em geral, existem os velhacos patifes e trapaceiros que transformam a natural rivalidade num clima de absoluto ódio e intolerância. Estão neste enquadramento um nicho de adeptos radicais que exulta, por exemplo, com a morte de adversários e com comportamentos públicos de belicismo, idiota, contra os da outra cor.

No entanto, o mais preocupante é quando os maus velhacos chegam às altas estruturas deste desporto, quer em órgãos institucionais, quer na direcção de clubes. Para estes, a patifaria e a trafulhice são actos normais e fazem parte da sua prática e das suas decisões. Invariavelmente, não olham a meios para atingir a fins, convictos, pela experiência, que ficarão como sempre impunes, fazem o mal e a caramunha, furtando-se, manhosamente, à responsabilidade.

O desporto em geral, e o futebol em particular, não pode ter credibilidade enquanto alguns dos que actualmente o dirigem continuarem à sombra do poder que a função lhes confere, a actuar impunemente. Estes maus velhacos mereciam uma única partida. A expulsão do dirigismo desportivo. Mas não a terão enquanto a isenção e a coragem não fizerem parte da justiça em geral. A verdade é que dos bons velhacos não reza a história, mas os maus deixam a sua marca.

publicado às 05:33

Mais campeões na formação leonina

Rui Gomes, em 03.06.19

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Os sub-14 B venceram  o Sintrense por 7-0 e sagraram-se

Campeões Distritais da 1.ª divisão! Parabéns leões !

publicado às 03:49

O Papa e o Cardeal - sem moral

Naçao Valente, em 15.05.19

 

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A nossa memória é muitas vezes demasiado curta e outras tantas demasiado selectiva. Isso explica que do passado, até de um passado muito recente, já não haja memória. Ou tem-na apenas do que lhe interessa, a dos títulos conquistados, seja como for.

 

O sr. Pinto da Costa é muito mau exemplo do apagão selectivo. Até terá alguma razão em relação aos erros de arbitragem que têm beneficiado, nesta recta final do campeonato, o Benfica. Tem seguramente, mas esquece que o seu clube também os tem tido. E se perder o campeonato, deve lamentar o facto da sua equipa ter adormecido na forma, quando não devia. Se assim não tivesse sido, seria campeão, por mais padres e rezas que houvesse.

 

Seja como for, o sr. Pinto da Costa é a última pessoa a ter o mínimo de moral para falar de padres e missas, quando se sabe que teceu uma ardilosa teia, com acólitos bem ordenados, para controlar o futebol em Portugal. E não fosse a nossa justiça o que é, forte com os fracos e fraca com os poderosos, não estaria ainda o sr. Pinto da Costa no lugar que ocupa. Assim continua com a sua verborreia irónica a fazer homilias para os seus fiéis.

 

No outro prato da balança, está o seu admirador/seguidor, que se limitou a doutrina do  mestre, com o desejo ardente de o ultrapassar. O sr. Luís Filipe Vieira não lhe fica atrás na ambição de dominar o mundo do futebol. Não fez uma teia porque dava muito nas vistas, e optou por criar labirintos no mundo subterrâneo. Os processos podem ser diferentes, mas os fins acabam por ser idênticos. Personalidades distintas mas iguais num aspecto: a falta de seriedade.

 

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A falta de seriedade domina o mundo. E todos os que teimam em ser sérios são, como dizia alguém, "comidos de cebolada". Como a religião fez em tempos idos no mundo ocidental, e ainda faz em certas regiões, o segredo, mal guardado, está em fanatizar os fiéis, e controlar o sistema, para disso tirar proveito. 

 

Nos tempos que correm, o futebol assemelha-se, nos seus princípios, a uma nova religião. A fanatização dos adeptos, incutindo o ódio ao diferente e a submissão total aos dogmas, é prática corrente, e em escala menor ainda leva a guerras e mortes. 

 

Em análise final, temos dois grandes "cardeais" com o seu oculto cortejo de "padres". Um mais velho, mais matreiro e que perdeu um pouco o controle da nova "religião" e outro que lhe disputa o terreno, viajando arrojadamente pelos esgotos da esperteza saloia, para emergir no lugar certo na altura mais adequada. Estão bem um para o outro. Nenhum tem moral para exigir o mínimo de moralidade. Enquanto estas "igrejas" dominarem, o futebol português não será uma coisa séria.

 

publicado às 05:04

Feudos modernos

Naçao Valente, em 26.03.19

 

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No tempo da ditadura Salazarista, o poder do estado impunha-se aos diversos interesses privados. Mas a centralização do poder político, subordinando ao interesse geral o poder privado da nobreza, aconteceu muito antes. O fim do poder feudal e dos seus privilégios vivia apenas nas páginas da história no mundo ocidental quando o futebol se instalou como um desporto de massas.

 

O desenvolvimento da modalidade desportiva mais popular foi bem recebido pelo poder político instalado, e em Portugal, usado, discretamente, pelo Estado Novo, como forma de reforço do nacionalismo. Durante esse período, as instituições desportivas possuíam já a sua autonomia, no entanto, estava integrada na orgânica institucional do Estado.

 

Os presidentes dos clubes, por sua vez, eram recrutados entre as elites, pelo sua maior competência, relacionada com o acesso ao conhecimento, vedado à maioria da população. Exerciam de um modo geral as funções por amor à causa e agiam estritamente de acordo com as leis da República.

 

 O advento da democracia, pelo qual me bati, trouxe mudanças profundas na sociedade, e consequentemente também no futebol. A democracia significa liberdade, mais igualdade em termos políticos e sociais, mas como todos os regimes não está isenta de defeitos. Se por um lado abriu a hipótese de acesso ao poder de cidadãos, independentemente da sua origem social, aumentou as possibilidades de práticas de corrupção, pela emergência do "chico-espertismo".

 

No que aqui interessa abordar, as mudanças no futebol, constata-se que este acompanhou a evolução social, profissionalizou-se, democratizou-se e abriu portas a pessoas oriundas de extractos sociais populares, que  conseguiram, à pala de valores democráticos, ascender a altos cargos no futebol.

 

Ao contrário dos antigos dirigentes há gente sem cultura, sem princípios, que aplicam a ideia de que os fins justificam os meios. O poder que lhes advém de milhões de adeptos, e do poder do dinheiro que movimentam,  dá azo a corrupção,  alimentada como forma de se perpetuarem, conseguindo satisfação dos adeptos a qualquer preço.

 

Foi neste contexto que o futebol português se cristalizou como um "feudo" moderno, um autêntico poder dentro do Estado, desde as mais altas instâncias até à sua base, os clubes. Os dirigentes escudados pelas massas que os defendem, começaram a agir à margem das leis, como senhores que se consideram impunes.

 

O primeiro exemplo veio do Norte, de um clube com abrangência, sobretudo regional. O senhor presidente Pinto da Costa, é o dirigente que vem dos meios populares e que faz do dirigismo carreira profissional. Como "bom político", percebeu prontamente que como noutras áreas da sociedade, para prevalecer, precisava de montar uma rede de fidelidades "feudais" que, subtilmente, controlasse os órgãos federativos, e disso tirar as vantagens desportivas. Dias da Cunha, dirigente com sentido ético, chamou-lhe o "sistema".

 

No Sul, mais tarde, e depois de se ter percebido que a corrupção não era punida, surgiu um seguidor. Vieira é uma espécie de aprendiz de feiticeiro, mas que para sermos justos, nem sequer lhe chega aos calcanhares na arte de bem corromper. É oriundo também dos meios populares, fez-se à vida, e entrou no dirigismo já mais tarde. 

 

Chegou a presidente Benfica, apenas porque foi o clube que em função de circunstâncias diversas , lhe abriu as portas. Podia ter sido outro. Como os neo-democratas profissionais da política, agarrou-se aos meios que permitiam chegar ao poder. 

 

Seguindo as pisadas do mestre, foi tecendo a sua teia. Desde influência nas instituições desportivas,  até às instâncias judiciais, rodeou-se de pessoas pouco recomendáveis, e que não têm pudor de "chafurdar" em lamaçais. A novidade é que a responsabilidade começa e acaba aí. Nunca chega ao topo.

 

Este feudo é muito poderoso e como feudo que é, julga-se acima da Lei e do Estado, onde proliferam políticos e juízes que estão disponíveis para colocar interesses clubísticos acima dos interesses da Nação. 

 

O futebol português está num pântano. A Norte, depois do Apito Dourado, sacudiu-se a água do capote, como se nada tivesse acontecido. A Sul assobia-se para o lado,  como se nada de nada estivesse a acontecer. Pouco importa se o futebol deve ser um desporto onde a verdade e a igualdade competitiva existam. O que interessa é contentar as massas com resultados. A forma como são conseguidos é secundário e irrelevante.

 

O meu Clube, é com orgulho que o digo, tem um caminho limpo, pelo menos até à última Direcção. E mesmo em relação a esta, não há evidencia de qualquer esquema do que aqui estamos a abordar. Pelo contrário, a sua acção altamente desabrida apenas prejudicou o Clube. Podemos até somar menos títulos na corrupção que é o futebol, mas conseguimos andar de cabeça erguida. Os títulos que conquistámos são, como dizia alguém: "limpinhos, limpinhos".

 

O futebol em Portugal precisa de mão firme para se regenerar. E não acredito que essa regeneração parta dos órgãos desportivos. Estão corrompidos e dominados por dentro pelas forças dominantes.  São a real cúpula dos "feudos". Cabe ao poder político intervir e acabar com este feudalismo. Mas falta-lhe coragem e determinação. Tem medo de perder apoio de adeptos/eleitores.

 

P.S.: Comparações, como já é habitual, com os casos PPC ou Cashball,  que mesmo sendo reprováveis, é  como comparar a beira da estrada, com a estrada da Beira.

 

publicado às 04:54

Sporting supera Futsal Azeméis

Rui Gomes, em 17.03.19

 

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O Sporting visitou e derrotou o Futsal Azeméis, por 5-1, em jogo da 22.ª jornada da Liga Sport Zone.

 

Os golos leoninos foram marcados por Rocha (1 e 35'), Cavinato (4') e Cardinal (38 e 39').

 

O Sporting mantém-se assim no segundo lugar da tabela classificativa, com 61 pontos, a dois do líder Benfica.

 

Na próxima jornada, agendada para o dia 23 de Março, a equipa leonina visita o Eléctrico.

 

publicado às 18:48

 

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Um lance involuntário com a mão que resulte em golo vai levar à anulação do mesmo, revelou este sábado o International Board (IFAB), organismo que regula as leis do futebol, em reunião realizada em Aberdeen, na Escócia.

 

"Em relação às faltas com a mão, o IFAB decidiu dar uma definição mais precisa e detalhada do que constitui uma falta com a mão, em especial no que diz respeito às acções em que uma mão involuntária/acidental seja sancionada".


Como exemplo, o IFAB indica que "um golo marcado com a mão ou braço (mesmo de maneira acidental), ou um jogador que marque ou crie uma oportunidade para marcar depois de ter a posse/controlo da bola com a mão/braço (mesmo de maneira acidental), não será tolerado".


A Lei 12, respeitante a faltas e incorrecções, prevê sancionar com um livre (ou grande penalidade) o toque "deliberado da bola com a mão". A noção de intencionalidade foi suprimida em toda a acção respeitante ao golo.


Na reunião da IFAB, com representantes da FIFA e das quatro federações britânicas pioneiras do futebol, outros pontos foram modificados, nomeadamente nas substituições ou na posição dos guarda-redes nas grandes penalidades.


Nas substituições, os jogadores têm de sair pelo caminho mais curto e não ir ao meio-campo, à zona tradicional de substituição, e nos penáltis os guarda-redes passam a poder ter apenas um pé na linha de golo e não obrigatoriamente os dois.

 

Parecem-me medidas positivas, nomeadamente a definição de mão na bola, para reduzir a margem de interpretação dos árbitros, que, como sabemos, varia imenso com a "visão" do artista.

 

A alteração nas substituições é uma medida clara para reduzir as estratégias de "queimar tempo". Já nos penáltis, teremos de ver o efeito nos jogos, mas é provável que venha a aumentar as probabilidades de defesa pelo guarda-redes.

 

publicado às 04:48

Despesas dos clubes com salários

Rui Gomes, em 18.12.18

 

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16 líderes de clubes da I Liga estiveram esta segunda-feira reunidos com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, em Fátima, para debater o futuro imediato do futebol profissional.

 

Fernando Gomes revelou a sua disponibilidade para liderar o processo das questões fiscais e das apostas desportivas junto do Governo.

 

publicado às 03:30

Quem não tem cão caça com gato

Rui Gomes, em 30.05.18

 

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Há um velho ditado que diz "quem não tem cão caça com gato". E há quem se contente com poucochinho. Apenas em função de fracos resultados no futebol, por muito menos, já caíram presidentes.

 

É preciso relembrar os desmemoriados selectivos, que o Sporting foi fundado como um clube de futebol e que como tal se fez grande. Quando nas aldeias longínquas ouvíamos os relatos ao domingo, era pelo futebol e pelas estrelas da época.

 

Tirando o ciclismo que nos passava à porta, e o atletismo mais tarde com as suas medalhas sabíamos lá de "modalidades". É o futebol que gera dinheiro e patrocínios fundamentais.

 

Se assim não for, modalidades bye bye.

 

Nação Valente

 

publicado às 04:03

 

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A violência e os crimes nos estádios de futebol aumentaram 26% da época 2015/2016 para a época 2016/2017. É nesse sentido que apontam os dados revelados pela PSP ao Jornal de Notícias, só relativamente ao futebol profissional.

 

Nesses dois anos, a PSP e a GNR contabilizaram um total de 5628 casos violentos – 2505 no primeiro ano e 3177 na época seguinte -, numa média de 54 ocorrências semanais em estádios e recintos desportivos.

 

Os crimes mais praticados são posse ou uso de artefactos pirotécnicos, roubo, arremesso de objectos ou desordens entre adeptos e a venda ilegal de bilhetes, que levou à detenção de 198 pessoas em duas temporadas. Ao mesmo jornal, PSP e GNR consideram que o crescimento de participações criminais se deve a um aumento de policiamento que se tornou mais proactivo e preventivo.

 

Segundo o Jornal de Notícias, existem duas dezenas de pessoas proibidas de entrarem em estádios de futebol, por terem sido condenadas em tribunal ou como acção preventiva por ordem do Instituto Português do Desporto e da Juventude.  As autoridades assumem a dificuldade de aplicar a medida, principalmente se for possível aos visados misturarem-se com a multidão. "Normalmente são indivíduos referenciados e conhecidos e todas as semanas são enviados relatórios actualizados. Mas não é fácil, no meio de três ou quatro mil pessoas, ou 200 ou 300 que sejam, identifica-los", disse fonte da GNR ao JN.

 

Desde o início da presente temporada e até Março de 2018, avança o jornal diário, a PSP registou um total de 2578 incidentes em recintos desportivos – 2394 em eventos relacionados com o futebol. Números que apontam para um novo possível aumento da violência no final da presente época.

 

publicado às 05:06

És um tretas, Bruno Miguel !

Ricardo Leão, em 20.01.18

 

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Quarenta minutos depois do fatídico jogo de Setúbal terminar, lá veio, como era de esperar, mais uma "posta" no Facebook, agora com as vestes de "presidente-adepto". Ou seja, nova desresponsabilização.

 

A verdade é só uma e desde o primeiro dia que a denunciámos quando "te descobrimos a careca": és um incompetente! Um amador pago como um super-profissional. Algúem que fala alto mas que é incapaz de ver o evidente.

 

Onde está a exigência de rigor e tudo o resto que andaste a bradar, com voz grossa, às outras modalidades, quando o incompetente do teu treinador o melhor que consegue é um empate em Setúbal, por responsabilidades próprias, diga-se? Como é que te passou pela cabeça contratares, pagares a peso de ouro e ronovares contrato com alguém que consegue entrar em contradição em 24 horas e que tem do jogo a visão de uma luta de galinhas?

 

Aquela de Jesus por a jogar um jogador com dois dias de Sporting é de "génio"! Há alguns que estão semanas a assimilar as "ideias" do bacano Jorge e nem assim jogam. Imagina, ó Bruno, o "ambiente" que isto cria nos jogadores!

 

Dizes, em coro com o dito treinador, que continuas a "acarditar" que o Sporting ganhará as quatro frentes em que está envolvido. Olha que não nos esquecemos da promessa de conquista da Liga Europa! A tal cereja no topo do bolo que Jesus terá de te oferecer como contrapartida das "prendas" recebidas.

 

Explica cá "à gente", como se fossemos muito estúpidos: o grau de dependência entre ti e o "Senhor 6 milhões" vai continuar ou estás preparado "para lhe dares um chuto" e arcares com o pagamento da respectiva indemnização por quebra de contrato?

 

Presumo que saibas que essa é a antecâmera da tua própria saída. Que assim seja. Ao menos saem os dois ao mesmo tempo! E quanto mais depressa melhor porque todo o tempo é pouco para "apanhar os cacos" do teu desastroso consulado!

 

Cinco anos completamente perdidos e de destruição do património moral do Sporting. Eis o resumo da aventura em que os sócios embarcaram. Um verdadeiro pesadelo que ainda não chegou ao fim, mas cuja luz ao fundo do túnel já é possível vislumbrar.

 

Em comentário resposta a um adepto revoltado, no seu mural do Facebook, em mais uma atitude deslumbrada de quem se julga "iluminado":

 

"Bruno de Carvalho Caro isso das pessoas passam e o Clube fica é verdade mas frase de pessoa pequena. Eu posso assumir tudo mas pequeno não sou. O meu tempo irá passar e o Clube continuará sem dúvida, mas o trabalho que eu fiz e a equipa que lidero nunca vai passar pois se existe ainda Sporting a nós se deve, se já temos mais 3 títulos europeus a nós se deve, se temos um pavilhão a nós se deve. Eu assumo tudo, mas frases filosóficas e ocas não. Não sou hipócrita nem bipolar."

 

publicado às 10:15

Fora do jogo

Naçao Valente, em 08.11.17

 

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No tempo em que o futebol não era transmitido directamente pela televisão, íamos ao estádio ou ouvíamos os relatos na rádio. Nesses tempos, já míticos, o jogo passava-se dentro das quatro linhas e não havia comentadores avençados, verdes, azuis, ou vermelhos, nos painéis de todas as estações televisivas. Liam-se as análises à segunda-feira nos jornais desportivos e discutíamos o jogo à mesa do café. Depois, íamos à nossa vida, que o homem também vive de pão.

 

Hoje temos futebol de domingo a domingo. Todos os dias se joga na imprensa desportiva e sobretudo nos múltiplos programas de debate na televisão. Discutem-se lances, escalpelizam-se imagens de jogadas até à exaustão,de forma obsessiva e sem qualquer efeito prático, porque todos nós, adeptos, só as conseguimos ver com a cor dos olhos do nosso clube. E sobre a mesma jogada, conseguimos arranjar argumentos para puxar sempre a brasa à nossa sardinha. Os programas desportivos e os seus 'paineleiros' estão a transformar o futebol numa actividade tão ou mais alienante que a religião mais fundamentalista. No entanto por detrás destes senhores está quem atira a pedra e esconde a mão, o dirigismo dos clubes que os patrocinam. E não sejamos ingénuos, são todos.

 

E como se isto não fosse pouco, temos agora as máquinas de comunicação dos clubes, principalmente dos chamados três grandes, a debitar impropérios, acusações, suposições, insinuações, sobre os adversários e sobre a arbitragem que, naturalmente, não é impoluta. A culpa nunca é da equipa que joga mal, nem do treinador que erra na táctica, na estratégia e no treino, nem da estrutura desportiva e dos seus responsáveis. Vivemos no tempo do virtual e não do real. Uma coisa é o que se passa, outra é a que nos é fornecida pelas máquinas clubísticas, através dos "média". Análise fria e rigorosa, sentido crítico não existe. Adeptos somos cada vez mais seres pensantes que não querem pensar, mas apenas reproduzir o discurso dos seus líderes.

 

Às vezes, tenho saudades desse futebol genuíno de pontapé na bola, que não é mais que recordação. Este futebol, fora do jogo, afasta-me cada vez mais do prazer de ver jogar à bola. Este dirigismo que não vive para o futebol, mas do futebol, causa-me urticária. Cada dia que passa sinto-me mais longe deste mundo de vale tudo, uma espécie de pão e circo moderno. Por este caminho para onde vais futebol?

 

P.S.: Nunca fui adepto de alianças entre dois clubes como intuito de prejudicar um terceiro, mas com o mal dos outros posso eu bem. Por isso, não gostei de ver o meu clube entrar nesse jogo viciado que apenas irá beneficiar um dos aliados.Quando a luta entre os aliados se torna acesa é certo que acabarão por partir a palha a coices. É o que poderá acontecer entre o Sporting e o Porto. Segundo uma notícia que vi no Record, as picardias já começaram. Não é nada que não fosse previsível e não havia necessidade. Mudam-se os tempos, vêm os que se apregoam de diferentes, mas continua tudo na mesma, ou arriscaria a dizer, muito pior.

 

publicado às 10:15

 

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O Governo ainda vai a ponderar a proibição de jogos de futebol em dias de eleições, esclarece a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques. A governante recusou alongar-se sobre essa hipótese, argumentando que não foi tratada no Conselho de Ministros desta quinta-feira:

 

«A ponderação que iremos fazer é se deveremos tornar obrigatório que certo tipo de eventos, não tem que ser só futebolísticos, não ocorram nesse dia. O objectivo da medida seria permitir às pessoas maior liberdade de tempo, de voto, não haver problemas de trânsito ou de acesso às mesas eleitorais. Há uma recomendação da Comissão Nacional de Eleições (CNE), naturalmente sem valor de imposição, não é obrigatório que seja seguida, mas até foi seguida durante muitos actos eleitorais. Esta é uma recomendação da CNE, que não é um órgão do Governo».

 

Para o próximo dia 1 de Outubro, data de eleições autárquicas, estão marcados quatro jogos da I Liga de futebol, caso do 'clássico' entre Sporting e FC Porto, às 18h00, mas também Marítimo-Benfica (20h15), Sporting de Braga-Estoril-Praia (16h00) e Belenenses-Vitória de Guimarães (20h30).

 

ADENDA: O Sporting-FC Porto, agendado para 1 de Outubro, dia de eleições autárquicas em Portugal, será disputado apenas após o fecho das urnas. Marcado, inicialmente para começar às 18 horas, o primeiro clássico da temporada terá início às 19h15. A Liga anunciou que os restantes jogos do dia 1 de Outubro serão igualmente disputados para o período após o fecho das urnas, o que faz antever, desde já, alteração no horário do Braga-Estoril, marcado para as 16h00O

 

publicado às 16:27

 

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A Supertaça feminina de futebol, entre Sporting e Sporting de Braga, vai disputar-se no Estádio Cidade de Coimbra, em 03 de Setembro, anunciou na quinta-feira a Federação Portuguesa de Futebol.

 

Em Coimbra, vão estar frente a frente as duas equipas que dominaram o futebol feminino português na última temporada, com o Sporting, campeão e vencedor da Taça, a encontrar o Sporting de Braga, segundo do campeonato e finalista da Taça.

 

De acordo com a FPF, o horário do encontro será definido oportunamente.

 

publicado às 06:23

 

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A selecção portuguesa de futebol feminino conseguiu este domingo a primeira vitória numa fase final de uma grande competição internacional. Portugal bateu a Escócia, por 2-1, em partida da segunda jornada da fase de grupos do Europeu, disputada na cidade holandesa de Roterdão.

 

A equipa das "quinas" abriu o marcador aos 28 minutos da primeira parte, por intermédio de Carolina Mendes. A avançada natural de Estremoz foi a primeira jogadora portuguesa a assinar um golo numa fase final. As escocesas reagiram e chegaram ao empate na segunda parte, aos 68 minutos, por intermédio de Cuthbert. A selecção portuguesa não atirou a toalha ao chão e chegou à vitória quatro minutos depois, com um golo de Ana Leite, que saltou do banco para garantir uma vitória histórica.

 

A equipa orientada por Francisco Neto, que na primeira jornada perdeu com a Espanha por 2-0, ocupa agora o terceiro lugar do grupo D do Euro 2017. O grupo é liderado por Espanha e Inglaterra, também com três pontos, mas que têm um jogo a menos.

 

publicado às 04:24

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