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A Ministra da Saúde, Marta Temido, sublinhou a severidade de ocorrerem concentrações de pessoas para assistirem aos jogos da I Liga, que vão ser retomados em 3 de Junho, sem público e transmitidos em canais pagos:

“Por ocasião de competições desportivas, haver concentrações em determinados espaços, é evidente que isso não vai poder acontecer da forma como estávamos habituados".

As dez últimas jornadas da edição 2019/20 da I Liga portuguesa de futebol vão decorrer à porta fechada, entre 03 de Junho e 26 de Julho, depois de a competição ter sido suspensa em 12 de Março.

“Nós cá estaremos para dar as explicações que entendam necessárias e a Direcção-Geral da Saúde (DGS) para produzir os normativos adequados para que todos se sintam então devidamente enquadrados", referiu a Marta Temido, recusando, no entanto, criar uma “sociedade excessivamente normatizada, em que não é possível prever tudo e os riscos de falhas também acontecem”.

“Há um momento em que cada um tem de se responsabilizar pelos seus comportamentos individuais e ainda pelo ambiente de eventual risco em que se coloca. O comportamento individual tem sido o melhor garante dos resultados alcançados”.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado este domingo pela DGS, Portugal contabiliza 1.316 mortos associados à Covid-19 em 30.623 casos confirmados de infecção.

Relativamente a sábado, há mais 14 mortos (+1%) e mais 152 casos de infecção (+0,5%).

Mais 14 mortos... Para alguns, e não só em Portugal, o registo diário de fatalidades é quase uma estatística desportiva, tal a sua irresponsabilidade em movimentarem-se na sociedade convencidos que são "à prova de bala".

publicado às 16:53

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Graça Freitas afirmou este domingo que, caso os testes às equipas de futebol derem um número elevado de casos positivos de Covid-19, terá de ser equacionada pelas autoridades “a avaliação de risco”:

É uma situação muito complexa, conciliar o retorno da actividade do futebol com regras sanitárias e de segurança. É difícil definir linhas vermelhas. Se os testes feitos às equipas derem um número elevado de casos positivos, terá forçosamente de ser equacionada pelas autoridades de saúde de nível local, regional e nacional a respectiva avaliação do risco em concreto”, disse a Directora-Geral da Saúde, na sua conferência diária sobre a evolução pandemia.

De acordo com os resultados, está prevista a intervenção da autoridade de saúde. Qualquer decisão de avaliação do risco e de medidas em concreto envolve os três níveis: local, regional e nacional. As regras vão ser cumpridas, aguardemos os resultados e depois vamos avaliar os riscos”, acrescentou.

Recorde-se que três jogadores do V. Guimarães tiveram, este sábado, resultados positivos à Covid-19, nos testes efectuados pelo clube.

Estes são os primeiros casos detectados em jogadores de equipas da I Liga de futebol.

publicado às 17:00

Mario Zanini, Futebol

Leão Zargo, em 07.05.20

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Mario Zanini, Futebol, óleo sobre tela, 51,5X73 cms, Colecção Particular

O brasileiro Mario Zanini foi pintor, desenhista, gravador, ceramista e professor de artes plásticas. Filho de emigrantes italianos, Zanini desenvolveu a sua trajetória artística em São Paulo, onde residia no bairro operário do Cambuci. Em 1927, tornou-se amigo de Alfredo Volpi, vindo a integrar, juntamente com este artista, o Grupo Santa Helena. 

Na pintura Futebol, à maneira dos fauvistas, Zanini recorre a pinceladas largas para a definição das formas e à explosão libertária da cor através das cores primárias - amarelo, azul e vermelho, num diálogo com o branco e o preto dos equipamentos. As formas (a humana e a natureza) são sugeridas, não existindo preocupação com o desenho formal e realista.  Os tons de castanho (claro e escuro) permitem o tratamento da forma humana num diálogo com a paleta dos equipamentos. O uso livre da cor cria tensão entre uma pintura emocional e a formalização da estratégia do jogo: a expectativa da concretização da jogada e o voo livre na diagonal do guarda-redes que procura a defesa. Afinal, o diálogo entre forças antagónicas - o dinamismo e o bloqueio da jogada pelos futebolistas.

publicado às 14:00

Recordar é viver

Rui Gomes, em 30.04.20

publicado às 13:15

Recordar é viver

Rui Gomes, em 29.04.20

publicado às 13:06

O Futebol e a Pandemia

Rui Pedro Barreiro, em 14.04.20

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Todos os amantes do desporto-rei anseiam pelo regresso do futebol, pelas idas ao estádio, pelos grandes jogos televisionados, pela emoção e paixão que só este desporto nos dá. Todavia, vivemos hoje num Mundo em que a pandemia destrói vidas, economia, finanças e em que a incerteza continua a ser a maior certeza que temos.

Em Portugal já se fala no regresso dos campeonatos profissionais, havendo até notícias de treinos e trabalhos preparatórios do regresso ao trabalho, para além de um documento produzido pela Liga denominado "Retoma Progressiva à Competição". De acordo com o divulgado, o documento prevê 3 fases de adaptação no quadro da retoma da competição:

"FASE 1 - Regresso progressivo aos treinos; treinos individualizados no campo durante duas semanas, com avaliações antes das sessões (com máscaras e salas próprias), na presença de treinador e elemento do departamento médico (com máscaras e respeitando distâncias de 2 metros). Não há cruzamento com outros jogadores ou staff. E é admissível a presença de 2 jogadores, cada qual no seu meio-campo.

FASE 2 - Treinos de grupo com contacto (3.a e 4.ªa semanas), mas respeitando ‘normas básicas’.

FASE 3 - Campeonato inicialmente à porta fechada, na qual os jogos ‘fora’ obedecem a viagens mesmo no próprio dia da competição, com autocarros higienizados e os jogadores distribuídos segundo as normas de segurança (1 atleta para cada 2 lugares e com máscara). Nos balneários, 1 jogador por cada 25m2 e, nos ginásios, já agora, recomendação de distância mínima de 5 metros entre atletas."

Ora, tudo leva a crer que o estado de emergência vai continuar. Será que o futebol não tem que cumprir as regras impostas a todas as outras actividades? Afinal, quanto vale uma vida? De certeza que o futebol é importante para muitos de nós, mas neste momento é talvez o menos importante desta luta em que nos encontramos. De certeza que há soluções para resolver tudo o que tem que ser resolvido. Precisamos de ser campeões, mas noutro campeonato. Haja juízo.

publicado às 17:00

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Já não há volta a dar. Os efeitos do surto do coronavírus já se sentem em praticamente todo o desporto nacional, afectando provas de praticamente todas as modalidades. Das mais mediáticas, como o futebol, às de menor nomeada, já praticamente todas anunciaram várias medidas que visam ajudar a combater uma epidemia que se tem alastrado de forma bastante rápida um pouco por todo o mundo.

O caso mais sonante, conforme dissemos acima, passa pelo futebol, que viu esta terça-feira a Liga Portugal anuncia a disputa de todos os encontros dos campeonatos profissionais à porta fechada. Além dos jogos dos dois principais escalões disputados à porta fechada, também os jogos das competições nacionais de futsal vão ser disputadas sem público, e foi ainda determinado que "os jogos das provas nacionais seniores não-profissionais de futebol não poderão ter mais de cinco mil pessoas nas bancadas".

Para rever quem pode ir aos estádios dos jogos à porta fechada, pode consultar este nosso post.

publicado às 03:46

Juniores do futebol vencem o Estoril

Rui Gomes, em 07.03.20

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A equipa de juniores do Sporting venceu este sábado o Estoril, por 2-1, em jogo a contar para a 4.ª jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional.

Os dois golos leoninos foram marcados por Tiago Tomás.

O golo do Estoril Praia só surgiu aos 85 minutos. O marcador manteve-se inalterado nos 7 minutos que o árbitro concedeu de tempo adicional.

Com este resultado, os leões passam a somar cinco pontos e estão a quatro de Rio Ave e Benfica, que se defrontam este domingo.

publicado às 18:09

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Segundo avança a Sábado, as casas de Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira, Frederico Varandas (é visado mas por negócios não realizados pela sua gestão), António Salvador (presidente do Braga), dos jogadores Casillas, Jackson Martinez, Maxi Pereira, Danilo Pereira são outros dos alvos que constam nos processos, um total de, pelo menos, seis mega investigações aos negócios obscuros do futebol português que contaram com uma ajuda preciosa: as revelações feitas pelo pirata informático Rui Pinto no caso Football Leaks.

Para além de clubes, a agência de jogadores Gestifute também é um dos alvos.

Sociedades de Advogados também foram inspecionadas.

As buscas procuram dados em torno de transferências, contratos, impostos, direitos de imagem e comissões.

Ao que consta,  está em curso, esta quarta-feira, a maior operação de buscas realizada pela Autoridade Tributária.

Comunicado da Sporting SAD:

"A Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD confirma a realização de buscas aos seus escritórios por parte da Autoridade Tributária, que reportam a um processo iniciado em 2017 e que decorrem desde as 08h00 de hoje.

A Sporting CP - Futebol, SAD congratula-se por estar a colaborar com as autoridades competentes em prol de uma maior verdade desportiva e transparência, contribuindo para a dignificação do futebol português, neste e noutros processos."

publicado às 13:09

Foto do dia

Rui Gomes, em 26.01.20

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Juniores a celebrar um golo. Fantástica imagem da emoção de momento.

publicado às 04:32

Foto do dia

Rui Gomes, em 10.01.20

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Leões da equipa de juniores de futebol

publicado às 04:30

O povo norueguês gosta de futebol

Rui Gomes, em 07.11.19

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Já tenho estas imagens de Henningsvaer, Ilhas de Lofoten, Noruega, nos meus arquivos há umas semanas à espera de oportunidade para as publicar. Parece-me que hoje, pela visita do Sporting à Noruega, é o dia certo.

Servem para ilustrar quão importante o futebol é para o povo noruguês, mesmo num país em que as condições geográfricas e climactéricas não são as mais adequadas para a prática da modalidade.

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publicado às 11:40

Acontecimento histórico

Rui Gomes, em 12.10.19

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Pela primeira vez na história, as mulheres iranianas puderam assistir a um jogo de futebol da selecção do seu país. Aconteceu esta quinta-feira, num encontro de qualificação para o Mundial de 2022. O resultado?... 14-0, para o Irão contra o Camboja.

publicado às 03:00

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A equipa especial de procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), criada para investigar crimes ligados ao futebol português, tem 12 inquéritos em curso, avançou o Jornal de Notícias esta quarta-feira. A informação consta do despacho de acusação do pirata informático Rui Pinto, indiciado por ter espiado o DCIAP.

Segundo o matutino, sete casos nasceram em Lisboa, dois na comarca do Porto, um em Braga, outro em Santa Maria da Feira e há ainda um em Coimbra. O caso dos e-mails do Benfica não consta da lista.

A supracitada equipa especial do Ministério Público, composta por duas procuradoras e uma procuradora-adjunta, foi criada em Abril de 2018. O objectivo da equipa é concentrar e coordenar todas as investigações sobre crimes praticados nas competições desportivas de futebol.

publicado às 02:32

Juniores e Iniciados vitoriosos

Rui Gomes, em 07.10.19

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A equipa de juniores do Sporting visitou e venceu este domingo o SG Sacavenense por 1-6, em jogo a contar para a 8.ª jornada do Campeonato Nacional, com Tiago Ferreira em destaque ao assinar um hat-trick.

Os golos leoninos foram marcados por Samuel Lobato (6'), Tiago Ferreira (11', 25', 77'), Gonçalo Batalha (57') e Rui Reis (85').

O Sporting ocupa agora a 2.ª posição da classificação com 17 pontos. Na próxima jornada, a formação verde e branca recebe o Benfica (20 de Outubro).

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Também em Sancavém, frente à equipa local, a formação de iniciados do Sporting voltou a vencer e a golear, por 1-7, em jogo da sexta jornada da Série E do Campeonato Nacional.

Os pupilos de Bernardo Bruschy registam assim o sexto triunfo na prova, em tantos jogos, com 36 golos marcados e apenas dois sofridos.

Os golos leoninos da autoria de Pedro Sanca, Rodrigo Ribeiro, Carlos Santos, Guilherme Santos (2), Afonso Moreira e Henrique Arreiol.

Com mais estes três pontos, o Sporting CP continua na liderança da prova em igualdade pontual com o Benfica.

publicado às 04:30

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Bruno Fernandes tem absoluta razão quando critica as horas absurdas, cada vez mais à noitinha, a que são realizados em Portugal uma importante parte dos jogos de futebol.

Trata-se de um bastante oportuno e legítimo alarme, que deve ser acolhido com a máxima consideração face a uma prática crescentemente abusiva que impede a grande maioria dos apaixonados pelo futebol de presenciar os encontros ao vivo (com excepção, claro, dos residentes na mesma área onde, eventualmente, os jogos têm lugar) – afastando dos estádios o público que prioritariamente interessa, nomeadamente as famílias, as crianças e os idosos.

Perante a realidade de que o futebol deixou de ser um desporto desde que foi confiscado ao povo para ser explorado como espectáculo nocturno televisivo, conclui-se, logicamente, que as televisões exercem um poder arbitrário sobre os horários dos jogos, sempre na expectativa de que a maior massa adepta possível opte por ver os desafios em casa – mesmo que irritantemente assediada pelas intermináveis cargas de publicidade comercial geralmente atracadas ao futebol e das quais, precisamente graças ao futebol, as estações televisivas essencialmente se alimentam. Rejubilando por aumentar as suas audiências à custa do público que, em prejuízo das receitas dos clubes, desvia dos estádios (a maior parte destes deprimentemente quase vazios).

Se, na realidade, não será exactamente assim, qual, então, o porquê da imbecilidade de se marcarem jogos para as 21h00 ou 21h30, precisamente nas vésperas de dias normais de trabalho e de escola (forçando grande parte do público a regressar a casa apenas no dia seguinte)? Porque não se insiste em realizá-los ao fim da tarde? Porque estranho motivo os desafios de futebol em Portugal têm de ser, normalmente, os de horário mais tardio em toda a Europa?

Apesar de o dinheiro ser hoje o que mais ordena, há que que reagir, por todos os meios, contra esta manifesta, insensível e abusiva prepotência de que são evidentes vítimas não só o futebol, os seus clubes e os seus artistas, como, muito em especial, todos os adeptos pagantes que o sustenta.

Texto da autoria de Leão da Guia

publicado às 03:48

A injustiça da justiça

Naçao Valente, em 20.06.19

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A justiça é representada de olhos vendados. Simbolicamente pretende manifestar a sua isenção. Mas a verdade é que a justiça tem os olhos bem abertos. O facto é que esta é feita por homens com virtudes e defeitos, como todos nós.

E na aplicação da justiça não existe um padrão constante. Varia de acordo com o perfil de cada pessoa que a aplica, isto é, mediante as suas vivências, as sua convicções políticas e religiosas, com as suas origens sociais. E exceptuando os corruptos e os corruptíveis, quem pretende praticar a isenção, nem sempre o faz mesmo que seja inconscientemente.

A ser verdade esta breve apreciação do sistema judicial, não podemos esperar que a justiça seja sempre justa. Uma coisa é certa; a maioria dos processos passa-se no recôndito dos tribunais. Só chegam ao conhecimento público os mais mediáticos, que têm sempre dois julgamentos: os da opinião pública, rápidos e assertivos, e o dos tribunais, lentos e tantas vezes contrários aos da opinião pública.

Por outro lado, os que dispõem de meios económicos superiores, têm à partida melhores hipóteses de defesa. E isto leva-nos à questão que está na ordem do dia, a legitimidade da prova.

As novas tecnologias são uma arma de dois gumes: tanto são utilizadas como meio prova, como razão para que esta seja invalidada. A prova nem sempre é fácil, e os investigadores passam a sentir cada vez mais dificuldades em apresentar provas consistentes, em função dos subterfúgios existentes.

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Isso é evidente tanto nos casos políticos, como nos do âmbito desportivo, desde o 'face oculta' até ao 'e-toupeira'. O que agora está a tornar moda é condenar o mensageiro e não a mensagem. Será que um pirata informático que viola correspondência é um criminoso? De acordo com a lei sim. Mas será que a denúncia que lhe está subjacente sobre actos ilícitos, deixa por isso de ser crime? Qual será mais criminoso? O que descobre o crime por meios ilícitos, ou o que os cometeu procurando escondê-los?

Vejamos um caso concreto, o dos emails. Para justificar eventuais actos ilícitos usa-se e "desusa-se" como argumento a forma como foram descobertos. Depois como subterfúgio mais manhoso, usam-se testas de ferro, que deixam de fora os verdadeiros mandantes.

É o caso do FC Porto que lava as mãos da alteração de conteúdo dos emails, como se o seu "homem" actuasse por sua alta recreação. É o caso do funcionário do SLB "agarrado pela justiça", como se actuasse por vontade própria, pagando do seu bolso, aludidas prebendas.

Os verdadeiros mandantes, encontraram maneira de praticar malfeitorias, lavando sempre as suas mãos impolutas. Depois contam com o apoio de seguidores que, pela fidelidade clubística, aceitam a verdade que lhes é contada pelos seus canais oficiais. E neste caldo de cultura é difícil que não vingue a injustiça da justiça no mundo dos poderosos.

P.S.: Na França foi preso Michel Platini por actos de corrupção desportiva. E já houve outros. Quando chega a Portugal a justiça da justiça?

publicado às 12:00

Os maus velhacos

Naçao Valente, em 12.06.19

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Velhaco é sinónimo de maroto, finório, matreiro, mas também de patife ou trapaceiro.

Na "estória" com esta denominação que dá título ao livro que vou apresentar, é contada a saga de dois contrabandistas que passavam a nado o Guadiana, quando o contrabando fronteiriço era prática comum, com artigos comprados em Espanha com o dinheiro ganho na viagem de ida.

Surgiu então um guarda-fiscal numa lancha, que nem sequer estava de serviço, e que navegava em águas espanholas sem autorização. Os contrabandistas foram obrigados a abandonar a carga para salvar a 'santa' pele. Na ficção, esses, outros contrabandistas e mais população, decidiram pregar uma partida inocente ao referido guarda-fiscal que também vivia na comunidade, o que não lhes permitiu recuperar os fracos proventos que colheriam, mas lhes permitiu lavar a alma.

A propósito veio-me à memória a situação do futebol nacional. Na população portuguesa, com reflexos no mundo do futebol, há velhacos no bom e no mau sentido. Há  marotos, e há patifes. A maioria dos adeptos situa-se na categoria dos "bons". Gostam do seu clube, vivem os jogos com paixão, alguns são grandes sofredores, outros nem tanto, mas vivem o espectáculo com civismo e como uma forma de lazer.

Mas no futebol, como na sociedade, em geral, existem os velhacos patifes e trapaceiros que transformam a natural rivalidade num clima de absoluto ódio e intolerância. Estão neste enquadramento um nicho de adeptos radicais que exulta, por exemplo, com a morte de adversários e com comportamentos públicos de belicismo, idiota, contra os da outra cor.

No entanto, o mais preocupante é quando os maus velhacos chegam às altas estruturas deste desporto, quer em órgãos institucionais, quer na direcção de clubes. Para estes, a patifaria e a trafulhice são actos normais e fazem parte da sua prática e das suas decisões. Invariavelmente, não olham a meios para atingir a fins, convictos, pela experiência, que ficarão como sempre impunes, fazem o mal e a caramunha, furtando-se, manhosamente, à responsabilidade.

O desporto em geral, e o futebol em particular, não pode ter credibilidade enquanto alguns dos que actualmente o dirigem continuarem à sombra do poder que a função lhes confere, a actuar impunemente. Estes maus velhacos mereciam uma única partida. A expulsão do dirigismo desportivo. Mas não a terão enquanto a isenção e a coragem não fizerem parte da justiça em geral. A verdade é que dos bons velhacos não reza a história, mas os maus deixam a sua marca.

publicado às 05:33

Mais campeões na formação leonina

Rui Gomes, em 03.06.19

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Os sub-14 B venceram  o Sintrense por 7-0 e sagraram-se

Campeões Distritais da 1.ª divisão! Parabéns leões !

publicado às 03:49

O Papa e o Cardeal - sem moral

Naçao Valente, em 15.05.19

 

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A nossa memória é muitas vezes demasiado curta e outras tantas demasiado selectiva. Isso explica que do passado, até de um passado muito recente, já não haja memória. Ou tem-na apenas do que lhe interessa, a dos títulos conquistados, seja como for.

 

O sr. Pinto da Costa é muito mau exemplo do apagão selectivo. Até terá alguma razão em relação aos erros de arbitragem que têm beneficiado, nesta recta final do campeonato, o Benfica. Tem seguramente, mas esquece que o seu clube também os tem tido. E se perder o campeonato, deve lamentar o facto da sua equipa ter adormecido na forma, quando não devia. Se assim não tivesse sido, seria campeão, por mais padres e rezas que houvesse.

 

Seja como for, o sr. Pinto da Costa é a última pessoa a ter o mínimo de moral para falar de padres e missas, quando se sabe que teceu uma ardilosa teia, com acólitos bem ordenados, para controlar o futebol em Portugal. E não fosse a nossa justiça o que é, forte com os fracos e fraca com os poderosos, não estaria ainda o sr. Pinto da Costa no lugar que ocupa. Assim continua com a sua verborreia irónica a fazer homilias para os seus fiéis.

 

No outro prato da balança, está o seu admirador/seguidor, que se limitou a doutrina do  mestre, com o desejo ardente de o ultrapassar. O sr. Luís Filipe Vieira não lhe fica atrás na ambição de dominar o mundo do futebol. Não fez uma teia porque dava muito nas vistas, e optou por criar labirintos no mundo subterrâneo. Os processos podem ser diferentes, mas os fins acabam por ser idênticos. Personalidades distintas mas iguais num aspecto: a falta de seriedade.

 

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A falta de seriedade domina o mundo. E todos os que teimam em ser sérios são, como dizia alguém, "comidos de cebolada". Como a religião fez em tempos idos no mundo ocidental, e ainda faz em certas regiões, o segredo, mal guardado, está em fanatizar os fiéis, e controlar o sistema, para disso tirar proveito. 

 

Nos tempos que correm, o futebol assemelha-se, nos seus princípios, a uma nova religião. A fanatização dos adeptos, incutindo o ódio ao diferente e a submissão total aos dogmas, é prática corrente, e em escala menor ainda leva a guerras e mortes. 

 

Em análise final, temos dois grandes "cardeais" com o seu oculto cortejo de "padres". Um mais velho, mais matreiro e que perdeu um pouco o controle da nova "religião" e outro que lhe disputa o terreno, viajando arrojadamente pelos esgotos da esperteza saloia, para emergir no lugar certo na altura mais adequada. Estão bem um para o outro. Nenhum tem moral para exigir o mínimo de moralidade. Enquanto estas "igrejas" dominarem, o futebol português não será uma coisa séria.

 

publicado às 05:04

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