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Fotografia com história dentro (149)

Leão Zargo, em 02.06.19

SCP 1953-54 tetra e dobradinha.jpg

Galaz, o “pêndulo da equipa”

O algarvio João Galaz jogou no Sporting entre 1953 e 1960. Apesar de não possuir o currículo desportivo de outros atletas leoninos, estrelas no Clube e na Selecção, foi um dos jogadores nucleares do seu tempo. O brio que colocava na disputa do jogo e a confiança que transmitia tornaram-no quase imprescindível. Manteve com Caldeira e Pacheco uma luta acérrima pela titularidade na defesa. A polivalência permitia-lhe ocupar um lugar na linha média.

Galaz realizou grandes épocas no Sporting, sendo em algumas delas um dos atletas que participou em maior número de jogos. Aconteceu, por exemplo, no ano do tetra e da dobradinha, em 1953-54, e na conquista do título de Campeão Nacional, em 1957-58. Jogando, na defesa ou no meio campo, foi considerado o “pêndulo da equipa”. Por modéstia, costumava afirmar que isso se devia apenas à sua concentração em cada partida que disputava.

Participou em 137 jogos oficiais com o leão ao peito e esteve em 4 de Setembro de 1955 na histórica abertura da Taça dos Clubes Campeões Europeus frente ao Partizan de Belgrado. Uma das maiores desilusões da sua carreira de futebolista decorreu de nunca ter sido internacional A, embora tivesse vestido as camisolas das selecções B e Militar. Recebeu em 2009 o Prémio Stromp na categoria “Saudade”. Faleceu em 1 de Junho de 2016.

Na fotografia, uma equipa leonina na época do tetra e da dobradinha (1953-54):

De pé - Janos Hrotko, José Rita, Carlos Gomes, Passos, Galaz, Caldeira e Juca;

Em baixo - Hugo, Vasques, João Martins, Travassos e Fernando Mendonça.

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publicado às 13:49

Galaz, o pêndulo da equipa

Leão Zargo, em 05.06.16

 

Sporting Partizan 1955.jpg

Sporting-Partizan (Juca, Carlos Gomes, Passos, Caldeira, Galaz e Barros;

Hugo Sarmento, Vasques, João Martins, Travassos e Quim)

 

 

O algarvio João Galaz jogou futebol no Sporting entre 1953 e 1960 e foi um dos jogadores nucleares desse tempo. Não teria o currículo desportivo de outros atletas leoninos, estrelas no Clube e na Selecção, mas o brio que colocava no jogo e a confiança que transmitia aos companheiros fizeram com que Galaz fosse um dos imprescindíveis. Manteve com Caldeira e Pacheco uma luta acérrima pela titularidade na defesa. A sua polivalência permitia-lhe ocupar um lugar na linha média sempre que o treinador considerasse conveniente.

 

Galaz realizou grandes épocas desportivas no Sporting, sendo em algumas delas um dos atletas que foi utilizado em maior número de jogos. Aconteceu, por exemplo, no ano do tetra campeonato e da dobradinha (1953-54) e na conquista do título de Campeão Nacional em 1957-58, quando, na defesa ou no meio campo, foi considerado o pêndulo da equipa. Por modéstia, o atleta costumava afirmar que isso se devia apenas à concentração que colocava em cada partida que disputava.

 

Participou em 137 jogos oficiais com o leão ao peito e esteve presente como titular em 4 de Setembro de 1955 na histórica abertura da Taça dos Clubes Campeões Europeus frente ao Partizan de Belgrado. Venceu duas vezes o Campeonato Nacional e conquistou a Taça de Portugal. Uma das maiores desilusões da sua carreira de futebolista decorreu de nunca ter sido internacional A, embora tivesse vestido as camisolas das selecções B e Militar. Em 2009 foi-lhe atribuído o Prémio Stromp na categoria “Saudade”. Faleceu no passado dia 1 de Junho.

 

Um atleta assim deve ser motivo de orgulho para todos os sportinguistas.

 

 

Nota - Tenho uma memória distante de um Farense-Sporting disputado no S. Luís em 24 de Abril de 1960. Tinha apenas 7 anos de idade, mas recordo-me do entusiasmo suscitado pela presença do Sporting em Faro. Foi o último jogo de Galaz com a camisola leonina.

 

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publicado às 13:07

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