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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

O avançado Isshaku já é jogador do Sporting, uma notícia já avançada em Junho, que foi agora confirmada pelo empresário do jogador, Prince Omar. "Não fui contactado pelo Liverpool. O Isshaku é jogador do Sporting e já tem um acordo por três anos", afirmou o agente. O jogador é esperado na Academia em Março, quando completar os 18 anos.
Issahaku representava o Steadfast FC, de Tamale, onde começou a despontar, com 8 golos e 5 assistências em apenas 13 jogos, antes das competições serem interrompidas devido à pandemia. Foi chamado aos sub-20 do Gana e, na recente Taça Africana das Nações da categoria, que conquistou, foi considerado o melhor jogador do torneio. Em Março último, Issahaku foi chamado pela primeira vez à selecção principal para os jogos com a África do Sul e São Tomé e Príncipe.
*** Um vídeo do jogador disponível aqui.
Portugal triunfou sobre Gana mas, em abono da verdade, não jogou o suficiente nos três jogos no Brasil para merecer continuar na competição. Não deixa de haver uma enorme ironia em que hoje, em Brasília, um Cristiano Ronaldo mais feliz e inspirado poderia ter levado "o barco a bom porto" se tivesse concretizado apenas metade das oportunidades flagrantes de golo que surgiram. Foi ao encontro dos ferros em uma ocasião e o guarda-redes ganense esteve em bom plano durante o jogo com diversas boas defesas.
Muito há para discutir nos próximos dias e semanas, mas não posso se não insistir que o desaire português começou com a convocatória de Paulo Bento, acentuou-se com a goleada sofrida às mãos da Alemanha no primeiro desafio e praticamente ficou confirmado com a vincada inépcia perante uma muito ao alcance equipa dos Estados Unidos.
A Selecção Nacional era a segunda mais velha a participar no Brasil e essa condição evidenciou-se claramente nos jogos realizados. Mesmo perante Gana, com tudo na linha, não houve aquela frescura e energia necessárias para levar o jogo aos ganenses com maior agressividade.
Com ou sem Paulo Bento a liderar, terá de haver uma enorme remodelação de valores na equipa, em preparação para a fase de apuramento do Euro 2016, que terá o seu início em Setembro.
Nota: Apenas um reparo final sobre a arbitragem. O juiz do Bahrein até nem esteve mal, mas a exemplo do que sucedeu nos primeiros dois jogos, em lances cruciais passíveis de grande penalidade, e outros de maior influência, o benefício da dúvida nunca foi dado a Portugal. Hoje ficou por assinalar pelo menos uma falta sobre Cristiano Ronaldo na área ganense.
Paulo Bento escolheu o seguinte onze para o embate decisivo com Gana no Mundial 2014:
Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Miguel Veloso; William, Rúben Amorim e João Moutinho; Nani, Éder e Cristiano Ronaldo.
Bem... Acertei em 9 com a minha previsão, embora tenha colocado Miguel Veloso no meio campo e não a lateral esquerdo. Ainda dou o benefício da dúvida pela opção sobre Rúben Amorim, que ainda não se estreou na competição no Brasil, mas sinto imensa dificuldade em compreender Silvestre Varela ficar no banco, apenas porque Paulo Bento quer um ponta de lança de raiz na frente do ataque. Éder tem trabalhado muito mas com muito pouca eficácia, tanto em golos como em acções a complementar as manobras ofensivas.
Esperamos que o Seleccionador tenha acertado nas suas decisões, embora ainda esteja para ver a sua estratégia para este jogo em que Portugal vê-se obrigado a vencer e a marcar muitos golos.
Para dirigir o jogo decisivo entre Portugal e Gana a FIFA nomeou Nawaf Shukralla do Bahrein, que apitou Espanha - Austrália nesta segunda-feira. Para o segundo embate do Grupo, entre a Alemanha e Estados Unidos, outra preeminente figura da arbitragem mundial: Ravshn Irmatov do Uzbequistão.
Talvez a pergunta mais pertinente seja porque é que a FIFA "inventou" estes dois árbitros, inclusive um que já trabalhou esta semana e vai dirigir o seu segundo jogo com menos de três dias de descanso. Será que há escassez de árbitros ?
Os Estados Unidos foram completamente dominados por Gana durante mais de 90 minutos - contando com os descontos - e conseguem vencer o jogo, com dois golos: o primeiro aos 29 segundos de jogo - sim, segundos - e o segundo, que assegurou a vitória, aos 86 minutos. À parte da horrível finalização dos ganenses, há coisas que é melhor não tentar compreender, muito menos explicar.
Como quase sempre nestas provas internacionais, Portugal consegue fazer o mais difícil: ser derrotado por uma equipa perfeitamente ao alcance através de golos escandalosamente falhados e erros defensivos infantis. Começou logo no primeiro minuto com Aladje mesmo em cima da linha de golo a fazer o "impossível", rematar por cima da trave. No segundo golo de Gana, falhanços de marcação tanto de Tiago Ilori e Mica e no terceiro golo da equipa africana, de livre, a bola vai directa à barreira de dois homens e Edgar Ié desvia-se para permitir o esférico entrar na baliza portuguesa. Já nos descontos, Bruma, bem colocado na área, desperdiçou uma excelente oportunidade de igualar o marcador.
Parece que falta sempre aquela mentalidade ganhadora na hora da verdade, indiferente dos talentos à disposição. Esta equipa de sub-20 tem isso mesmo, muito talento, e tinha a obrigação de ir muito mais longe na competição e não ser eliminada pelos inferiores ganenses.
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