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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

- Bas Dost em 127 jogos, média de 0.73 por jogo.
- Bruno Fernandes em 160 jogos, média de 0.38 por jogo.
- Islam Slimani em 109 jogos, média de 0.52 por jogo.
- Fredy Montero em 137 jogos, média de 0.33 por jogo.
- Ricky van Wolfswinkel em 86 jogos, média de 0.52 por jogo.
Evidentemente que o factor mais notável desta lista deve-se a Bruno Fernandes ser o único médio entre os goleadores, sendo todos os outros pontas de lança, ou no caso de Fredy Montero, o que se categoriza como "falso" ponta de lança.

Os quatro goleadores frente à Sérvia


Novamente estatísticas, mas muito pouco subjectivas. Pode-se argumentar a qualidade das selecções em cada Grupo, mas é claro que Cristiano Ronaldo e André Silva destacam-se dos restantes goleadores.
***Além do mais, como não envolve Marco Silva, a discórdia será mínima, se alguma:)


Hector Yazalde
Melhores marcadores estrangeiros do Sporting na Liga:
1. Liedson, 116 golos
2. Hector Yazalde, 104 golos
3. Ivaylo Iordanov, 56 golos
4. Mário Jardel, 53 golos
5. Krassimir Balakov, 45 golos
6. Diego Arizaga, 42 golos
7. Fernando Puglia, 41 golos
8. Manoel, 41 golos
9. Islam Slimani, 40 golos
10. Beto Acosta, 39 golos
«Uma das razões (porque não há goleadores portugueses), na minha opinião, é cultural e parte da rua, sendo também a principal razão pela qual temos jogadores com muita técnica, mesmo em equipas modestas.
Quando jogamos futebol na rua, ainda crianças, quem recebe os louros e a admiração de todos nunca é o miúdo que marca mais golos, mas sim o que finta mais, que consegue fazer malabarismos com a bola etc.. Isso vai entranhando nos miúdos que se preocupam muito mais em apurar os seus gestos técnicos do que em evoluir em coisas tão simples como remate à baliza, seja com os pés ou cabeça.
Já repararam que também é muito raro um português ser exímio no capítulo dos cruzamentos, como, por exemplo, os britânicos ? A razão é a mesma. Claro que depois, os clubes, também contribuem para o problema, até porque, salvo excepções, os pontas de lança nas equipas de formação parecem ser sempre os futebolistas com menos talento da equipa».
Leitor: Balakov10
A propósito dos três golos de Fredy Montero frente ao Arouca, um amigo meu, também sportinguista, fez-me uma pergunta interessante, não sendo inédita, por nos confrontar há muitos anos, tanto no decorrer das competições portuguesas como nas que envolvem a selecção nacional: «Porque é que num país que produz jogadores de futebol em grande número e de elevada qualidade praticamente para todas as posições, há tão enorme dificuldade em produzir goleadores ?».
Não é que eu tenha uma resposta profunda e concreta para este intrigante dilema, mas a única explicação que me vem à ideia, hoje e já há muito tempo, é que se relaciona com a mentalidade futebolística portuguesa, muito mais detalhada, à raiz, para jogar um futebol muito calculado e defensivo, em contraste, por exemplo, com o futebol mais aberto e ofensivo da Holanda que tantos goleadores tem produzido. Temos as excepções à regra, claro, a exemplo de em tempos de outrora o Peyroteo, Matateu, Eusébio, Luís Figo ou até o Pauleta e, agora, o Cristiano Ronaldo, só para nomear alguns, mas são de facto casos excepcionais, e até nem sei se Figo poderá ser considerado um goleador nato embora tenha marcado 165 golos durante a sua carreira.
Parte da explicação também se centrará na gestão desportiva dos clubes portugueses, dando prioridade aos jogadores estrangeiros, tanto em termos de investimento como de espaço de participação nas suas provas nacionais. Para comprovar este último ponto, dei-me ao trabalho de investigar a origem dos marcadores da 1.ª jornada da Liga portuguesa realizada este fim de semana:
Foram marcados 26 golos - dos quais 20 por 18 jogadores estrangeiros e apenas 6 por jogadores portugueses. Dos estrangeiros - a vasta maioria oriunda dos continentes africano e sul-americano - destaque para os brasileiros, como era de esperar, seguidos por colombianos, com Montero, Jackson Martinez, Quintero e Pardo a contribuírem 6 golos, tantos quanto o total apontado por jogadores portugueses.
A mentalidade do futebol português não é de fácil mudança salvo sob um projecto de longo prazo e, no imediato, a única solução plausível é a redução do número de atletas estrangeiros em Portugal, disposição política e financeiramente complexa.
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