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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
«Pode ser um sucesso em Portugal e acredito que vai fazer uma história muito bonita no Sporting. É um jogador muito inteligente. É um goleador, um jogador com uma capacidade muito grande de fazer golos e entende as tácticas. Ele realmente foi protagonista aqui no Grémio e não tenho dúvida que será protagonista no Sporting também. Acredito que tem condições de ser o melhor goleador de Portugal.
Tenho a certeza que o Barcos vai ser um reforço importante para o Sporting. Agora o Sporting e o Benfica têm dois grandes jogadores que passaram pelo Grémio e tenho a certeza que o Barcos vai reproduzir a mesma história que o Jonas no Benfica.»
Rui Costa, director executivo do Grémio de Porto Alegre, emblema que Hernán Barcos representou na temporada 2013/14, na qual, segundo o dirigente, tornou-se no melhor marcador estrangeiro na história do clube.
O irmão e empresário do jogador - Maximiliano Insúa - declarou que «acabaram as hipóteses da transferência acontecer» relativamente ao emblema brasileiro Grémio de Porto Alegre. Sem entrar em detalhes, deu a entender que o que provocou este desfecho foi a não resolução do diferendo entre o Sporting e o jogador, ao que concerne prémios de jogo, prémio de assinatura e, ainda, a percentagem do passe - 15% - detida pelo próprio jogador. Esta última disposição é novidade, pelo menos para mim, já que não me recordo de ter lido em alguma parte que Insúa ficou com uma percentagem dos seus próprios direitos económicos.
Pouco mais se pode comentar sobre este assunto, salvo que serve de exemplo de que as coisas vistas de fora para dentro nem sempre reflectem a realidade. Depreende-se, agora, sendo verdade - e não há razão para refutar esta tese - que a transferência do Liverpool para o Sporting, incluiu, à raiz, 15% do passe para o jogador, além da que ficou em posse do clube inglês. A conclusão é que não tínhamos, nem temos, conhecimento de todos os factos.
No momento em que escrevo, tudo indica que o encerro das negociações que visam a transferência de Emiliano Insúa para o Grémio de Porto Alegre é iminente. As partes já terão chegado a um acordo e falta apenas finalizar detalhes. O que não é tão claro é a verba que o Sporting vai receber. Uma fonte de informação indica que os «leões» receberão 3 milhões, outra refere 6 milhões, sem específicos se o montante é aplicável à totalidade dos direitos económicos do jogador ou somente aos seus 35%. A lembrar, o Liverpool detém 50% e o Sporting Portugal Fund (Sporting e investidores) 15%. Por esta mais pequena percentagem, o Sporting já recebeu 525 mil euros.
Como já afirmei em outros escritos, é uma transferência que só faz algum sentido pelas necessidades financeiras do Clube, neste momento, inclusive da redução na folha salarial. Desportivamente é por de mais evidente que o Sporting perde uma mais-valia que, salvo alguma surpresa por parte de Joãozinho ou outro, não será totalmente colmatada no curto prazo.
Gosto de Insúa, mas não é dos jogadores que me vai deixar mais saudades. Reconheço a sua entrega, a sua presença atlética, a capacidade de remate e algum domínio no jogo aéreo, no entanto, na minha opinião, não possui a técnica nem a velocidade desejada num defesa lateral no futebol moderno. Um a um tem imensas dificuldades e na recuperação defensiva mostra deficiências se não for bem complementado por um central ou um médio mais recuado. Dito isto, não signifca que fico radiante com a sua saída, mas oferece alguma expectativa quanto ao jovem do Beira-Mar que está praticamente comfirmado no Sporting, por empréstimo até ao fim da época com opção de compra por cerca de 500 mil euros. Confio, igualmente, que Jesualdo Ferreira terá dado o seu parecer e que este indica que a saída de Insúa não afectará o rendimento colectivo.
Tudo indica que a transferência de Insúa vai mesmo realizar-se. De acordo com as últimas informações, o seu empresário e irmão Maximiliano encontra-se em Lisboa a negociar com o Sporting e o Grémio Porto Alegre, assente em um alegado acordo entre os dois clubes que vê o Sporting receber 3,500 milhões de euros pelos seus 35% dos direitos económicos e ainda uma percentagem de uma futura venda.
Não vejo a saída deste jogador obedecer a quaisquer critérios desportivos, mas apenas e tão só para permitir um encaixe financeiro e a redução da folha salarial, dado que Insúa deve receber um salário elevado, pois veio do Liverpool e a custo zero. Um negócio que só faz sentido para um clube financeiramente desesperado.
Surgiu como grande surpresa que o Sporting esteve ontem à tarde na Academia, em Alcochete, a negociar a transferência de Emiliano Insúa com dois dirigentes do Grémio de Porto Alegre. A proposta apresentada ficou muito aquém dos valores pretendidos pelo Sporting e o negócio não chegou a bom porto. Afirmou o presidente do emblema brasileiro: «A proposta que apresentámos não foi aceite e por isso não há negócio. Se podemos apresentar nova proposta ? Não, isso não vai acontecer.»
Insúa chegou a Alvalade no verão de 2011 do Liverpool, onde militou três épocas e fez 46 jogos e, uma quarta época, por empréstimo, no Galatasaray. Assinou contrato até junho de 2016 e tem uma clásula de rescisão de 30 milhões de euros.
Desportivamente não é uma transferência que beneficia o Sporting, considerando que o jogador argentino é uma reconhecida mais-valia, celebrou a semana passada apenas o seu 24.º aniversário e ainda tem grande margem de progressão. As alternativas para a posição são muito limitadas no plantel: Pranjit servirá temporariamente como uma adaptação e Miguel Lopes pode jogar nos dois lados da defesa. Dúvido que haja algum jovem na equipa B apto para a posição, neste momento.
Pelos vistos, o objectivo é assegurar uma receita razoável e baixar a folha salarial, mas o timing é muito mau pelo momento da equipa esta época e porque o Sporting não negoceia de uma posição forte, pelos resultados desportivos. Indiquei no início do post que a notícia surgiu como uma surpresa, apenas porque nunca me passou pela ideia que Insúa é um dos jogadores disponíveis, caso hajam ofertas. Deverá ser também indicativo de que tem um salário acima da média do plantel. Muito embora o presidente do Grémio tenha afirmado que não apresentará nova proposta, é de admitir que ainda poderá acontecer.
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