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Fundamentar uma opinião acerca de um assunto, baseando a autenticidade de tais factos,  perante informações disponibilizadas apenas por órgãos ou meios sociais, sem a devida investigação do seu conteúdo, pode assumir-se como erro constrangedor à realidade dos factos, quando os mesmos carecem de conhecimentos aprofundados à causa.

 

A equipa FC Kairat Almaty, do Cazaquistão, venceu em Lisboa a sua segunda taça UEFA de Futsal, batendo na ocasião o Barcelona em 2015. Se me recordo, em 2011 vencemos esta equipa, garantindo lugar na final que viríamos a perder com o Montesilvano.

 

As relações de cortesia existentes entre direcções dos clubes desportivos, são de salutar. O desporto para além da componente competitiva intrínseca, serve para aproximação dos povos, pessoas e diferentes culturas. Porém, nem sempre tal conciliação será desejável. A dimensão internacional do Sporting, que envolvida no seu ecletismo, também lhe “obriga” à condição de fair-play, não podendo de igual modo ser manchada ou mesmo conectada com organizações, instituições ou países cujos seus interesses questionáveis, não sejam compatíveis aos princípios de um clube sério.

 

A República do Cazaquistão sempre desejou apresentar-se ao mundo como uma ligação entre as duas maiores super-potências globais: os Estados Unidos e a Rússia. Um país membro das Nações Unidas, membro OSCE, membro EAPC, membro CIS, membro SCO, que procura dar a conhecer ao mundo uma virtude pouco identificada por quase todos os países desenvolvidos. Conforme terá sido referido no anterior texto, convêm relembrar que não se trata de um país democrático, mas sim uma ditadura, desde 1991.

 

Pelos vistos, o Sporting não pensa do mesmo modo.

 

Vejamos então o caso sobre um diferente prisma. Em 2005, o instituto internacional World Bank considerou o Cazaquistão, a par de países como a Líbia, Angola e Paquistão, como um dos países mais corruptos do mundo. Se pretendermos uma abordagem mais recente, podemos pesquisar os rankings do World Economic Forum. Outro problema, bem grave, é a péssima imagem que contribui juntos dos restantes países asiáticos, nomeadamente pela produção e distribuição de narcotráfico internacional, sendo mesmo, após a queda da União Soviética, o maior transitário do ilegal produto pelo continente.

 

A instituição alemã Transparency Internacional, numa escala de 0 a 10, atribui a nota 2,2 como indicador de que este se trata de um país altamente evitável no que respeita tanto a relações internacionais ou mesmo troca de interesses comerciais e institucionais. Os cerca de 7000 km de distância serão suficientes para que o mundo, as marcas e as instituições com quem o Sporting lida, possam fechar os olhos sobre o assunto. Que péssima imagem o Sporting Clube de Portugal passa ao mundo nesta correlação de interesses… comuns?

 

Isto é o que o nosso clube tem a dizer sobre o assunto:

“O Sporting é um clube de dimensão mundial e tem de ter parceiros, expandindo a sua marca aos quatro cantos do Mundo”.

 

Sim, correcto. Mas no Cazaquistão?

 

A ingenuidade, ou a irresponsável ignorância, ao que parece, assolou o Sporting. Não será de admirar, entre outros exemplos, a falta de soluções de patrocínio de camisolas no início de temporada. Ou a falta de investidores.

 

publicado às 14:48

 

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A República do Cazaquistão é o nono maior país do planeta. Embora considerado o 61º país mais populoso do mundo, com cerca de 17 milhões de habitantes, a sua densidade populacional cifra-se por meros seis habitantes por km2. Governado pelo regime ditatorial de Nursultan Nazarbaev desde Dezembro de 91, até aos dias de hoje, tornou-se num país reconhecido negativamente pela comunidade internacional, na observação de constantes perseguições a qualquer tipo de oposição política.

 

Não obstante, a incomum diversidade cultural desta nação torna-a um exemplo de estudo: mais de 130 diferentes etnias, em que o islamismo assume-se como a religião dominante, abrangindo 70% de toda a população, quedando-se o cristianismo assumido por 26% dos seus habitantes. 

 

Embora distante da Europa e longe do conhecimento público dos países desenvolvidos, o Cazaquistão apresenta um próspero nível económico, essencialmente fundamentado pela exploração dos recursos naturais como o petróleo. Tal condição permitiu este país tornar-se na maior e mais forte economia de toda a Ásia Central, onde se incluem as seguintes nações: Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turquemenistão e o Uzbequistão.

 

 

NOTA: Se não entendeu a razão do título, irá compreender no próximo Post.

 

publicado às 10:39

Sporting Rico, Sporting Pobre. pt 2

Drake Wilson, em 23.05.16

 

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Este texto complementa a parte 1 do mesmo.

 

Porquê a Internacionalização?

A debilidade do nosso sistema bancário nacional, assim como o afastamento dos Fundos a alternativa de co-propriedade aos investimentos, foram principal razão que evidenciou a frágil capacidade de auto-sustentação dos nossos emblemas. A grande dependência dos valores inerentes aos direitos televisivos como suas principais receitas, expõe-nos a dificuldade de não conseguirmos evitar a submissão à descaracterização, quando somos confrontados com a necessidade de vender os nossos activos para amortizar as dívidas... Como exemplo, a NOS não teria de modo algum verbas disponíveis para realizar o fabuloso (?) negócio com o Sporting, sem a globalização da própria marca.

 

1# - Sporting tem de resolver os seus problemas primeiro.

 

Um dos problemas do Sporting, chama-se Sporting. Sendo nós o clube pioneiro em Portugal a atingir a grandiosidade, servimos de exemplo à nação até esta nos trair. A inadaptação a uma sociedade em decadência social e financeira nos finais de 50, permitiu à génese mais popular do rival o aproveitamento da circunstância, não tendo conseguido mais o nosso clube enquadrar a frequência de vitórias com a dimensão alcançada. Uma dimensão de adeptos que incrivelmente mantivemos até aos dias de hoje.

 

O segundo problema do Sporting chama-se “Sporting comparar-se ao Benfica”. Lisboa, uma cidade demasiado pequena para uma soberania desequilibradamente repartida, em que o rival aglutina nos últimos anos todas as atenções a si, retirando observação internacional ao nosso clube. Temos, de uma vez por todas, de percorrer o nosso rumo, sem pensar no clube da Luz. Só uma ausência de projecto ou inteligência, nos explica esta Confederação Intersindical do Facebook a dançar o Bailando ao terceiro round, terminando no seu apogeu a tristeza de observarmos um jogador nosso a ser negociado.. pelo Benfica. A saída de Dier foi "responsavelmente" atribuída a Godinho. Carrillo também?

 

2# - Este Sporting B2C + Sporting B2B = Super Sporting

 

Fundamentar a elevação dimensional interna do nosso clube a uma maior exposição global, focada nos seus recursos e estratégias culturais, procurando o reconhecimento, empatia e fidelização de diversas nações à nossa marca. Como? Desenvolvendo melhor, se possível, a qualidade do Business-to-Consumer na relação com os adeptos nacionais. Estudar a sua aplicabilidade em diferentes culturas, incrementando o Business-to-Business com entidades e corporações internacionais que permitam a integração da marca “Sporting” nesses países.

 

Quem pode ajudar? Apresentar este projecto ao Standard Chartered, envolvendo acções de cariz humanitário, de um modo paralelo ao desporto, nomeadamente ao futebol. Esta sólida instituição bancária teria seguramente interesse num clube como o nosso, pois é notória sua aproximação a emblemas específicos, pelo legado e dimensão europeia dos mesmos.

 

#2 - Reconhecer a nossa dimensão europeia.

(medição elaborada em número de títulos nacionais e internacionais, resultados operacionais financeiros e transaccionáveis, estudos de valorização global de marca, performance competitiva, exposição mediática recente e legado histórico)

 

A++) Real Madrid, Manchester United, Barcelona (Result. financeiros + desportivos + legado + empatia global

A+) Bayern Munique (R. financeiros + desportivos + legado)

A ) Man.City, PSG, A. Madrid (R. financeiros + desportivos)

A-) Chelsea, Sevilha (R. desportivos internacionais emergentes)

 

B++) Juventus, Liverpool (Resultados desportivos nacionais + legado + empatia global)

B+) Ajax, Arsenal (Legado + empatia global)

B) PSV, SPORTING, Celtic (legado)

 

Nesta cotação, poderíamos chegar a B++, ou mais rapidamente era possível um A-?

 

#3 - Como entrar na Europa

 

Participar, de modo ultra-empenhado, nas competições europeias, é um passo fundamental. Necessário igualmente definir-se a estratégia no que respeita à imagem do clube que se pretende implementar com a participação. Queremos o primeiro lugar do grupo? Apostamos no segundo? Ou contentamos-nos com o dinheiro da entrada directa + “vamos ver o que isto dá”? Se tal for o caso, é preferível salvaguardar a imagem e não competir. As marcas estão atentas, privilegiam a honestidade intelectual e competitiva.

 

A planificação estratégica define-se um ano antes à participação, elaborando com exactidão possível todos os processos de saídas e entradas de jogadores, nomeadamente à previsão de verbas e patrocínios. Assinar com os nossos parceiros acordos que visem renegociar os contratos, mediante objectivos alcançados, é primordial. Se a tal estruturação de objectivos nasce apenas quando se garante por estatística a Champions, será tarde. A disponibilidade dos investidores pode não ser a mesma.

 

#4 - Que parceiros escolher

 

Se o Sporting quer ser melhor, tem de escolher as melhores companhias do mercado. Uma agência norte-americana de advertising com reputação internacional, larga experiência em desporto, que proceda a uma reestruturação de conteúdos gráficos e desenvolvimento de Marketing. Iriam adorar trabalhar num clube como o nosso. Pequeno, perante os grandes da Europa, uma massa adepta tremendamente fiél, um clube com uma enorme margem de exploração. Actualmente, a Brandwave Marketing Ltd. seria a ideal.

 

Uma das melhores empresas a actuar em vertentes de performances financeiras no futebol, é inquestionavelmente a Trestellar Limited. Esta empresa dedica-se a diversos negócios no futebol e nos media. Por exemplo: compra ao Sporting os seus direitos de exploração de imagem, disponibiliza-os a novos mercados, rentabiliza-os e renegoceia-os de novo com o Sporting, quando o investimento atingir a sua fase de maturação. Brilhante, não parece?

 

Caminhar pelo mundo sem mapa é perder tempo. E tempo é… o que todos sabemos. Nesse sentido, a Proglobal Sports Management seria a bússola perfeita. Depositária de interessantes contactos por toda a Ásia, África e América do Norte, seriam o nosso parceiro fundamental em agendamento de torneios ou jogos amigáveis pelo globo, com destacados clubes em mercados emergentes como por toda a Ásia, aproveitando o nosso clube todas as oportunidades de exploração de imagem. Chhetri serviu para quê? Para nada.

 

publicado às 10:00

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