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UEFA vai pedir esclarecimentos ao International Board por causa do VAR

“Não sou fã do VAR. Se tiveres um nariz comprido hoje em dia, estás fora-de-jogo”

Rui Gomes, em 05.12.19

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Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, em conferência de imprensa, após reunião do Comité Executivo, em Nyon, na Suíça, afirmou que vai pedir ao International Board, que define as leis do jogo no futebol, alguns esclarecimentos sobre a utilização do vídeo-árbitro (VAR), sobretudo nos lances de fora de jogo:

“Há algumas coisas que não estão claras e gostaríamos de esclarecer. Por exemplo, as linhas de fora de jogo. É algo que ainda não é claro. Não é claro como são feitas e quem decide.

Devemos tornar a tecnologia muito mais clara, rápida e menos invasiva. O futebol está a mudar e estamos preocupados que esteja a mudar demais.

Espero uma resposta clara do International Board, que tem uma reunião agendada para 29 de fevereiro do próximo ano, na Irlanda do Norte".

Entretanto, o Comité Executivo do organismo aprovou a utilização do VAR na fase de qualificação europeia para o Mundial 2022, que vai decorrer no Qatar, algo que acontecerá pela primeira vez, faltando apenas receber a confirmação da FIFA.

O vídeo-árbitro vai ser utilizado já em Março de 2020, nos ‘play-offs’ de acesso à fase final do Euro2020, competição que vai decorrer pela primeira vez em 12 cidades de 12 países diferentes e para a qual Portugal, detentor do troféu, já está qualificado.

publicado às 04:45

 

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A imagem ilustra o que frequentemente me dá vontade de fazer, ao ler algumas das asserções de Bruno de Carvalho - e são tantas. Não é segredo algum que o presidente do Sporting pratica o culto da sua própria pessoa, chamando atenção a si próprio, enaltecendo os seus supostos feitos, e mesmo quando se escuda com o nome do Clube, o foco é sempre ele.

 

Isto vem a propósito do quê ?... De mais uma investida sua no Facebook - como não podia deixar de ser - sobre uma recém-decisão do International Board da FIFA relativamente à suposta introdução do recurso de vídeo para rever lances no futebol. Nem a sua interpretação é inteiramente correcta, nem há causa para tão enorme reogozijo, muito menos ainda para a acentuada (e irritante) vanglória. Vejamos o seu texto:

«É a Razão que permite distinguir o capricho da teimosia da virtude da perseverança ! Hoje é um dia que pode vir a ser relembrado como histórico na vida do Futebol: o International Board abre as portas ao Século XXI no desporto Rei ! A notícia acabada de divulgar da aplicação das novas tecnologias (para já em fase de teste) não vem apenas dar razão ao que o Sporting Clube de Portugal defende , cada vez menos isoladamente ao longo destes três últimos anos , mas vem devolver a esperança a todos os que lutam pela verdade desportiva.

O dia de hoje abre ainda ao Futebol Português a extraordinária oportunidade de estar na vanguarda deste momento ,repetimos, histórico do desporto mundial : saibam os seus mais altos responsáveis estar à altura das responsabilidades e das expectativas inerentes a esta transformação . Sabem que, em prol da transparência e da verdade desportiva podem, hoje e sempre , contar com o Sporting Clube de Portugal !»


Na realidade, um  primeiro passo foi tomado pelo International Board,  mas muito preliminar e nada que justifique a euforia e auto-glorificação de Bruno de Carvalho. Em reunião anual (Annual Business Meeting) o organismo decidiu que vai recomendar o uso do vídeo, em uma fase inicial de experimentação, na próxima Assembleia Geral da FIFA, que terá lugar entre 4 e 6 de Março.
 
Mesmo partindo do princípio que a proposta será aprovada na reunião magna, temos pela frente anos de experiências em jogos de diversas federações por esse Mundo fora. Transcrevo, em inglês, um breve excerto do comunicado publicado pela FIFA:
 

«The International Football Association Board (The IFAB) has taken a major step forward towards experimentation with video assistance for match officials.

 

During its Annual Business Meeting (ABM) held at the Royal Garden Hotel in London on Thursday 7 January, the Board of Directors gave a strong recommendation for experiments to be given the green light at the 130th Annual General Meeting (AGM) to be held in Cardiff from 4 to 6 March.

 

The protocols for such experiments were analysed today and are set to be finalised before the AGM, which would pave the way for live trials to begin as soon as the framework and timelines have been confirmed. A number of football associations and competition organisers have already expressed an interest in running trials.

 

Critical to the development of the protocols was the feedback of the Football Advisory Panel and the Technical Advisory Panel, which were set up in 2014 to support The IFAB with greater expertise before decisions are taken in order to improve the way in which the global football community helps to shape the Laws of the Game.»

 

 

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Sempre fui e sempre serei contra a implementação do recurso de vídeo no futebol, por temer que prejudicará a essência do jogo irreparavelmente. Os argumentos são muitos e variados e consenso é uma impossibilidade, seja entre os intervenientes do jogo ou adeptos. Peço desculpa, desde já, por publicar o texto que segue em inglês. Acontece que escrevi esta breve opinião há longo para uma outra publicação e nunca me dei ao trabalho de a traduzir para português. Hoje já não tenho energia para mais:

  

The testing of video replay could potentially open up Pandora’s Box for more instant replay, a scenario that most traditionalist football fans fear.  No sport that has instituted instant replay has ever rescinded it later.  As seen in  American sports, a consequence of the introduction of instant replay is  an expansion of the types of plays which can be reviewed.  The same could be said for video replay in football. For most sports, video replay ensures the referee does not negatively impact the game and thus enhances the sport. Football is generally uninterrupted and reliant on referee interpretation on fouls. Football is a game of continuous action.  There are no huddles, times between pitches to a batter, or endless free throws to enable an official to go to a monitor to review a play.  Video replay would unnecessarily slow down the game, which is and will always be considered a sin by most traditionalists, affecting the essence of the sport as a whole, irreparably, I fear. 

 

publicado às 05:10

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