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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Jaime Pacheco treinou Nemanja Gudelj no Tianjin Teda e adiantou estas observações:
"Se eu fosse treinador de qualquer equipa em Portugal nem hesitava em contratá-lo.É uma oportunidade única. Num contexto normal, não seria fácil Sporting, Benfica ou Porto, embora tenham dinheiro, contratar o Gudelj.
É um excelente atleta, com grande carácter, tem uma forma de trabalhar excepcional, tem valores de grande qualidade a todos os níveis. Chuta bem, dribla bem e gosta de treinar. É um atleta por excelência, a nível humano e desportivo.
É um jogador totalmente diferente do William Carvalho. O William é mais posicional e o Gudelj é um box-to-box. O William é um trinco. O Gudelj não é jogador desse tipo. Pode, uma vez ou outra, desempenhar esse papel, mas ele é um jogador de transportar, passar e chutar.
O Gudelj é um jogador que precisa de liberdade, mas depois depende do treinador. Se instrui o Battaglia para jogar mais fixo, ou de forma mais coordenada".
Esperamos que José Peseiro tome nota e não queira fazer deste jogador aquilo que ele não é.

Jaime Pacheco, treinador e antigo jogador tanto do Sporting como do FC Porto, foi instado a comentário o clássico de sexta-feira. Considerações interessantes que nos apresenta:
"António Sousa, antigo jogador do FC Porto, do Sporting e da Selecção Nacional, é o protagonista da história dos bons teimosos. O Sousa era um fora de série, um dos melhores portugueses. Ele jogava a interior-esquerdo; como interior-direito, não jogava nada. Devia ser idêntico, mas não era. A história até parece não ter muito propósito, mas é metafórica e acaba por responder à pergunta se depois de três clássicos, ainda será possível Jorge Jesus e Sérgio Conceição surpreenderem-se um ao outro.
Se um treinador quiser surpreender o outro, vai é criar surpresa no próprio grupo. A história dos bons teimosos entra aqui. Qualquer treinador pensa em fazer isto ou aquilo, mas depois pode fragilizar as próprias equipas. É uma dúvida que se cria, eu já a tive. Começamos a pensar em criar surpresa logo no início da semana, mas com o desenrolar do próprio treino, começamos a perceber que a equipa fica pior, que os jogadores se sentem desconfortáveis e perdidos com as alterações. A diferença dos jogadores passa pela capacidade técnica e tática, mas mais pela cabeça. E há jogadores que se mudarem um bocadinho, é complicado. É como a história do Sousa. Daí que se explica a falta de crença em alterações profundas por parte de dois treinadores tão experientes.
É possível que haja alguma espécie de 'mind games' com a questão dos lesionados, ainda que com a certeza de que há casos pequeninos em que um dia a mais ou menos pode fazer diferença e que mesmo só no próprio dia se pode ter a certeza absoluta. Até porque depende da cabeça, pois alguns jogadores têm dor mínima e sentem como uma grávida, e a outros dói muito mas não sentem nada".
O antigo jogador e actual treinador desempregado foi mais uma das vozes ruidosas que aproveitou o palco do Fórum para Treinadores de Futebol e Futsal que decorreu em Maia, para opinar sobre tudo e mais alguma coisa, desde o Sporting e a arbitragem a quem deve ser chamado à Selecção Nacional.
Nem me vou dar ao trabalho de repetir as suas declarações, mas segundo as reportagens noticiosas, Jaime Pacheco foi incansável a dar conferências sucessivas durante o evento, deixando clara a ideia de que além de ignorar a autoridade moral que não tem para invocar determinadas questões, visa aprazer certas partes da sua conveniência. Quiçá, talvez venha a ser novamente treinador do Boavista, dado que ele e João Loureiro já se identificam muito bem com as operações obscuras do futebol português que, aliás, lhes permitiu "conquistar" um título nacional.
De especial ironia, é a sua advertência ao presidente do Sporting para "não arrastar o futebol português para a lama", ele que andou tantos anos imerso nela até ao pescoço. Deve pensar que o resto do país andou distraído ou que sofre de uma qualquer insuficiência de memória e capacidade de reconhecimento.
Em análise final, o que mais ofende até não é personagens como Jaime Pacheco pensarem como pensam, mas sim pelo facto de não se preocuparem minimamente em serem tão transparentes.
Adenda: Através da gentileza do nosso leitor João Branco, foi-nos referido este excelente artigo, da sua autoria, no qual aborda a mesma temática por outras palavras e em mais detalhe.
«No melhor pano cai a nódoa. Ele (Bruno de Carvalho) tem feito um trabalho excepcional e tem sido useiro e vezeiro neste tipo de discurso. No jogo com o Belenenses sobre a grande penalidade que não é, ele não veio fazer uma conferência de imprensa a dizer que não foi penálti contra o Belenenses. De facto tem momentos em que o Sporting na dúvida é beneficiado. Os três grandes que não se queixem porque são sempre os mais beneficiados.»
- Jaime Pacheco -
Observação: Não sei se Jaime Pacheco falou com a camisola do FC Porto ou do Sporting vestida - como seu antigo futebolista - se a de treinador do Boavista, Belenenses ou de outros clubes que treinou. Na realidade, devido ao seu afastamento do futebol português já há uns anos, não sei a que propósito surgiu esta sua intervenção pelas declarações à RTP.
Por um lado, terá esquecido as suas muitas insólitas "excursões" ao longo dos anos e, ainda mais, como o Boavista "conquistou" o campeonato em 2000-01, sob o seu comando. É verdade que os três grandes são mais beneficiados na computação geral, mas é igualmente verdade que, nesse contexto, o Sporting tem sido o menos "grande" de há uns anos a esta parte.
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